domingo, 3 de outubro de 2010

Crime: Desarmamento vira campanha permanente

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Bene Barbosa
Desde ontem, está estampado em todos os jornais a “nova” campanha de Desarmamento patrocinada pelo Ministério da Justiça e como parceiros as já conhecidas ONGs desarmamentistas. A campanha será paga com o dinheiro do contribuinte, incluindo os 60 milhões de eleitores que já se posicionaram contra o desarmamento no referendo de 2005.
Ano vai, ano vem, e o atual governo continua adotando a política de segurança pública de uma nota só. Lula tem a segurança pública como o item pior avaliado em todo o seu governo e mais uma vez o Ministério da Justiça tenta emplacar a ideia de que o desarmamento feito pelo Governo Federal foi responsável pela queda dos homicídios… Que queda? Hora dizem 12%, noutra 17% e agora 11%! A verdade é que não houve queda nenhuma.
Em 2005 o Ministério da Justiça modificou os critérios metodológicos na contabilização dos homicídios e com isso conseguiu fazer desaparecer milhares de homicídios, não fazendo o mesmo para os anos anteriores.
Não obstante, embora a campanha seja nacional e o malfadado Estatuto do Desarmamento seja uma lei Federal, portanto válida e aplicada em todo o território brasileiro, apenas dois estados conseguiram diminuir expressivamente os homicídios, São Paulo e Rio de Janeiro.
São Paulo, sendo o mais populoso dos estados teve forte impacto na média nacional, o que não significa de forma nenhuma que os homicídios estão diminuindo em todo o país, muito menos que a entrega voluntária feita por viúvas, idosos e incautos tenha algo a ver com isso.
O estudo feito pela Confederação Nacional de Municípios, traz informações importantes e bastante isentas sobre o assunto. Vejamos um exemplo: Alagoas teve o segundo maior índice de entrega voluntária de armas de fogo. Em Maceió, sua capital, em 1999 apenas 23,4% dos homicídios era cometido com armas de fogo, em 2007 esse índice saltou para 99,1% de homicídios cometidos com o uso de armas de fogo.
Mostra-se assim a total ineficácia do Estatuto do Desarmamento, que dificulta a vida do cidadão honesto e jamais impedirá que o criminoso se arme com o que há de mais moderno.
Mais armas, mais crimes? Não! A maior demonstração disso vem dos EUA, hoje com mais de 250 milhões de armas de fogo nas mãos dos seus cidadãos. Dia 13 de setembro, sem qualquer citação pela imprensa brasileira, o FBI divulgou o balanço criminal de 2009. Seguindo uma série histórica de quase 10 anos, todos os índices criminais caíram.
Os homicídios tiveram uma redução 7,3% em relação à 2008 e colocou os EUA com uma taxa de 4,1 homicídios por 100 mil habitantes, portanto quase 7 vezes menor que a do Brasil e menor que a média europeia de 5,4. Portanto, a população americana, nunca esteve tão armada e as ruas nunca foram tão seguras.
A campanha permanente de desarmamento é tornar permanente o desperdício de dinheiro público. Manter uma campanha permanente de desarmamento é aplicar sempre a mesma fórmula tentando ter um resultado diferente, é fazer um jogo perigoso e irresponsável em um país onde quase 50 mil pessoas são assassinadas todos os anos e outros milhões são privados de sua liberdade de ir e vir.
Bene Barbosa, Professor, é Bacharel em direito,
presidente do Movimento Viva Brasil e especialista em segurança.
Fonte:  Alerta Total

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