domingo, 16 de junho de 2013

Baderna em Brasília Tem Base no Palácio do Planalto

por Catia Seabra,
Márcio Falcão, e
Tai Nalon
Um ex-funcionário da Secretaria de Relações Institucionais e representantes de um grupo político composto por dois servidores da Casa Civil participaram ontem de um protesto em frente ao estádio Mané Garrincha, em Brasília, palco neste sábado da abertura da Copa das Confederações.
Imagem de Mayra aparece na página do movimento
Brasil e Desenvolvimento no Facebook
Batizada de "Copa para quem?", a manifestação foi marcada por queima de pneus e fechamento de parte das vias de acesso à arena.
Identificado pela Polícia do Distrito Federal como um dos líderes da ação, Gabriel Santos Elias foi assessor da subchefia de assuntos parlamentares da Secretaria de Relações Institucionais até 17 de maio, quando pediu para deixar o cargo.
É procurado pela polícia para prestar esclarecimentos sobre o protesto.
Gabriel é cofundador do movimento Brasil e Desenvolvimento, que tem em seu comando dois servidores da Casa Civil. Militantes declarados do grupo que se intitula revolucionário, Mayra Cotta Cardozo e João Vitor Rodrigues Loureiro, são assessores no Palácio do Planalto.
Foto de Gustavo Capela também está na página do 
movimento Brasil e Desenvolvimento no Facebook 
Com um vencimento de R$ 7,5 mil, Mayra é assessora especial da secretaria-executiva da Casa Civil.João Vitor Rodrigues Loureiro - salário de R$ 5,8 mil - é assessor técnico da subchefia para assuntos jurídicos da Casa Civil. Gabriel ganhava R$ 3,5 mil quando deixou o governo. O grupo descrevia sua participação na manifestação.
Além deles, o grupo, que se define como "nova esquerda", foi fundado também por um ex-assessor da Casa Civil. Militante do movimento, Gustavo Capela deixou o governo em setembro de 2011. Liderado por jovens, o Brasil e Desenvolvimento nasceu na Universidade de Brasília e tem ligações com partidos de esquerda.
A Secretaria de Segurança do DF e a Polícia Civil afirmaram que a manifestação foi paga e ainda investiga se teve cunho político. A polícia informou ter provas de que foram gastos R$ 30 mil em cachês para os cerca de 300 participantes da ação, que em sua maioria eram do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto.
Outro criador do movimento é Daniel Gobbi, assessor internacional da Secretaria-Geral da Presidência, com salário de R$ 11,3 mil.
Fonte:  Folha de São Paulo
COMENTO:  sobre as manifestações de sexta-feira e sábado em Brasília, "socializei" um comentário postado por Don Panzer na coluna do Josias de Souza. Está perfeito: Antes do jogo de ontem, cerca de 500 pessoas tentaram protestar contra o uso de dinheiro público na Copa do Mundo. Diziam que ele deveria ser direcionado para saúde e educação. Era uma manifestação pacífica, sem armas, sem lança-chamas, sem coquetéis molotov. Mesmo assim, a PM do DF, governado pelo PT, desceu o sarrafo na turma. A OAB até agora não deu um pio, o José Eduardo Cardozo não sussurou uma vírgula. As sedizentes organizações de defesa dos direitos humanos sumiram. Quando o PT bate em alguém, certamente é por bons motivos, não é mesmo carraPaTos? Os que se manifestavam também expressaram seu apoio ao movimento contra a elevação de tarifas de ônibus Brasil afora. Dentro do estádio, o povo — ao menos aquele que foi ver o jogo entre as seleções do Brasil e do Japão — vaiou Dilma três vezes. É grande a tentação para juntar mal-estares “diferentes e combinados”, como diria o camarada Trotsky, num único movimento. Mas são atitudes diferentes!

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