terça-feira, 4 de setembro de 2012

O Revanchismo em Marcha Batida Contra os Militares

por José Geraldo Pimentel
Os militares se transformaram no lixo da história. São achincalhados pelos militantes que foram derrotados nos anos 64/74. E não só achincalhados; desmoralizados. Levam cusparada na cara como aconteceu no dia 29 de março último à frente do Clube Militar. As sedes dos Comandos Militares foram retiradas da Esplanada dos Ministérios para dar lugar a novos ministérios criados para abrigar políticos que perderam eleições. Destino das sedes dos comandos militares: o aterro sanitário de Brasília. Os comandantes militares estão proibidos de freqüentar o mesmo palanque das autoridades civis, como aconteceu pela segunda vez consecutiva durante a Parada de Sete de Setembro e nos 5º Jogos Mundiais Militares. No próximo dia 7 de setembro vamos assistir à reprise da humilhação. Os comandantes militares trepados num pau de galinheiro, bem comportados, assistindo a passagem da tropa.
- Capitão, lindo o desfile. Pena que do nosso palanque só dava para assistir ao desfile de binóculo!
Os nossos chefes militares só sabem distribuir medalhas. São bajuladores natos. E vivem como umas amebas, comendo restos de banquetes.
A sem-vergonhice mora na alma e coração desses senhores. Confundem covardia com disciplina militar! Razão porque os comunas perderam o respeito pelos militares. Para eles militar e merda é a mesma coisa.
“- Militar faz continência!”, disse com propriedade o ex presidente da república Juscelino Kubitschek.
Está passando da hora de formar um comando e invadir os gabinetes de quantos estão envergonhando as FFAA; e expulsá-los à tapas de Brasília. Um dos presidentes militares recebeu esse tratamento quando sua cônjuge achou que podia transformar o tesouro nacional em propriedade particular. Ela foi a precursora da ‘galega’ do ex presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva, que ia ao pote com muita sede, fazendo a farra com o ‘cartão corporativo’.
A nação precisa ser salva, livrando-a dessa canalha que governa o país. Mas só se conseguirá salvar a nação se antes expurgar dos quadros das FFAA os chefes militares que agem como colaboracionistas de um governo corrupto, que só faz promessas e nada realiza. Que nos seus lugares assumam oficiais de pulsos fortes, homens que verdadeiramente honram a farda que vestem!
Está havendo uma inversão de valores. Militares são deslocados de suas funções para cobrir falhas na administração pública. Assumem o papel de garis, como os fuzileiros navais na limpeza de encostas de morros cariocas. Participam do combate do mosquito da Dengue. Dão proteção às obras patrocinadas por políticos amigos do governo. Vê-se general de divisão carregando mala de autoridades civis. Não demora e o General-de-exército chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República será destacado para trocar os absorventes femininos das madames do Palácio do Planalto. Servir de pinico, levar mijada da presidente da república, o general já o faz de maneira irrepreensível!
Os comandantes militares fraquejam diante da ministra chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário Nunes. Esta senhora determinou que fossem retiradas dos sites das Forças as datas históricas alusivas à Revolução Democrática de 31 de Março de 1964 e à Intentona Comunista de 1935, sendo atendida sem contestação. Até o site da ROTA da Polícia Militar de São Paulo foi atingida pela medida.
- Ordem se cumpre, Capitão!
Estas datas já não mais fazem parte dos calendários das Forças Armadas. Realizar palestras ou comemorações alusivas a estas datas, estão expressamente proibidas. Contrariar esta recomendação está-se sujeito a ser exonerado do cargo.
Enquanto os militares estão proibidos de reverenciar os seus feitos históricos e cultuar os seus heróis, o mesmo não ocorre com os comunistas. Os derrotados de ontem se regozijam enaltecendo as suas ações, com exposições fotográficas, criação de CD-ROM que desmoraliza as FFAA, inauguram um Museu da Ditadura Militar, exibem na TV um filme que mostra apenas um lado da luta armada, colocam uma estátua em praça pública de um falso ‘almirante negro’, e o ex presidente da república elogia comunistas, - Gregório Bezerra e Calos Marighella, - que lutaram contra os militares.
Os comandantes militares comportam-se como uns cães amestrados e obedecem cegamente. Aceitam pacificamente qualquer tipo de afronta contra as FFAA. A covardia é tamanha que não movem uma palha em defesa dos seus companheiros que estão sendo pressionados pela ‘comissão da calúnia’ e promotores públicos federais.
‘A Justiça federal no Pará aceitou denúncia contra o coronel Sebastião Curió Rodrigues de Moura e o major Lício Augusto Maciel. Eles serão processados por sequestros, supostamente cometidos na Guerrilha do Araguaia, na década de 1970.’ (TV Globo, Jornal Nacional). A denúncia formulada pelos promotores públicos federais do Pará passa por cima da Lei da Anistia que beneficia ambos os contendores da luta armada. Para o Ministério Público Federal, o cel Curió e o major Lício são os primeiros réus a responder a processo penal por supostos crimes cometidos na Guerrilha do Araguaia.
Depreende-se dessa ação unilateral dos comunas, que a farda do militar está sendo substituída pelo saiote escocês.
- Não leve a mal, capitão. Mas um saiote escocês é mais apropriado para o nosso clima tropical. É a tendência dos novos tempos. Viste o casamento do major com um bofe! Amei aquela cerimônia de casamento!
- Não entendi, Excia. Que tem a ver a farda com veadagem!
- Deixa pra lá, capitão. O senhor está ainda preso ao tempo dos dinossauros!
Os comunas tripudiam da nossa inteligência. Para eles os meios justificam os fins. Os crimes praticados pelos seus comparsas não são crimes, são apenas acidentes de percurso. Não se deve levar em consideração o que praticaram na luta armada. E nem é de seus interesses investigar.
Os bandidos assassinaram 119 pessoas, algumas de forma cruel, seqüestraram, assaltaram bancos e unidades militares, praticaram atos de terrorismo, justiçaram os próprios companheiros que ameaçavam abandonar a luta armada; e, nem, assim, respondem à quaisquer ações penais; pelo contrário, são contemplados com indenizações e pensões milionárias, sem desconto de Imposto de Renda. Os únicos brasileiros a gozar desse privilégio.
Os comandos militares não fazem nada; fecham-se em seus casulos, mantendo-se num silêncio obsequioso; e quando instados por um companheiro que está sendo acionado pela justiça por cumprir determinação de superiores hierárquicos, respondem covardemente: “O Exército não vai fazer nada!
O covardão autor dessa frase é o ex comandante do Exército. O mesmo que foi humilhado pelo ex ministro da Defesa José Viegas Filho. Motivo: O chefe do CCOMSEX publicou uma nota em que protestava contra a versão dada pelo jornal Folha de São Paulo sobre a morte do jornalista Vladimir Herzog, dizendo que ele havia sido enforcado nas dependências do DOI-CODI do II Exército. O presidente da república, Luiz Inácio Lua da Silva, pressionado por ONGs de direitos humanos, estrilou e solicitou ao ministro da Defesa que o comandante do Exército retificasse a nota do CCOMSEX. Diversas notas foram escritas pelo comandante do Exército, mas só a última agradou ao ministro da Defesa, que deu por encerrado o castigo aplicado ao seu comandado.
- Putz grill, capitão. O ministro Viegas pôs as mãos nos quadris e rodou a baiana. Apanhei igual a escravo amarrado no tronco. Horrível! O senhor não imagina! Demorou mais de um mês para cicatrizar as lambadas aplicadas nas minhas costas. Pode! Pior que não mandei publicar a nota que saiu no CCOMSEX!
Essa sina de ser um covardão, passa de pai para filho. No caso: passa de comandante para comandante! O atual comandante do Exército tem raiva de velhinho. Ano passado baixou uma diretriz em que o militar com mais de setenta anos de idade não pode realizar empréstimo consignado, nem renovar. Os funcionários civis da Força não sofrem esta restrição! A diretriz tem causado transtornos aos reformados, que poderiam aliviar o arrocho salarial, renovando os empréstimos consignados. Só se ve este absurdo no Exército.
Como se observa, o chicote que açoita o militar não está nas mãos apenas dos comunistas e ladrões que governam o país. Nossos chefes militares são pródigos em maltratar os companheiros! Mas acoitam a presença de um comunista no seu meio, traidor que entregou os seus companheiros de luta armada na Guerrilha do Araguaia. Esse mau caráter é assessor especial do Ministério da Defesa, ali implantado pelo ex ministro da Defesa Nelson Jobim. O cidadão ainda responde ao processo do ‘Mensalão’, em julgamento no Supremo Tribunal Federal. Mesmo, assim, goza de prestígio dentro da instituição militar, representando-a no Congresso Nacional.
Sugiro o seguinte: Se os comandantes militares não assumem os atos dos seus antecessores, deixando os colegas de farda nas mãos dos bandidos, que os agentes do estado - militares das FFAA e policiais civis e militares - se organizem e partam para o contra ataque. A melhor defesa é o ataque. Que não se permita que nenhum agente do estado seja condenado e recolhido a uma penitenciária ou assuma as indenizações pagas aos criminosos, ação que compete e já é atribuição do estado. Por sinal um prêmio que é pago aos que atuaram contra a pátria. No Brasil trair o país é ser herói!
Se tivesse participado da luta armada consideraria como meus inimigos mortais os que me envolvessem em ações penais. Tanto os chefes militares quanto os militantes da luta armada,- e seus simpatizantes, membros da ‘comissão da calúnia’ e promotores públicos federais, - são equivalentes no ato de agressão aos agentes do estado. Eu não deixaria passar em branco. Ainda que uma atitude drástica que viesse a tomar, resultasse em minha morte, levaria comigo para o inferno quantos atentassem contra a minha liberdade.
Está fazendo falta um chefe militar do quilate do General-de-exército Walter Pires de Carvalho e Albuquerque, Ex Ministro do Exército. No seu tempo nenhum marginal se atreveria humilhar um militar. Atualmente qualquer bandido travestido de autoridade, humilha as FFAA brasileiras, e não encontra resistência.
Tem que se reverter este quadro. Os agentes do estado não são as figuras retratadas pela mídia. Torturadores, assassinos, seqüestradores, assaltantes e terroristas são os bandidos que atentaram contra o regime, obrigando as FFAA e as Forças Auxiliares a saírem em campo em defesa da ordem e da plenitude do funcionamento das instituições democráticas! Não há que se concordar com outra versão. Querer recontar a história para inocentar os militantes da luta armada, é imaginar que somos um país de idiotas! Idiotas são os que se escondem em seus gabinetes e permitem que os companheiros de farda sejam injustiçados covardemente! Idiotas são os que acreditam que os comunas respeitam os militares e que sua diferença é apenas com os agentes do estado que foram empregados na luta armada.
Os miseráveis odeiam as FFAA brasileiras. Eles imaginam que uma nação pode existir sem uma organização militar de caráter permanente, como a instituição militar. Muitos pensam mesmo que seria mais prático terceirizar a segurança do país, entregando-a aos cuidados do ‘amigo’ Hugo Chávez. Os idiotas são imbecis, por serem idiotas! É aquela história: ‘eu sou o que aparento ser!’ Se agem como idiotas, são idiotas. Vejam os colaboracionistas comandantes militares, - os três patetas; comandantes regionais, - a exemplo do comandante militar da Região Sudeste; os militares que se infiltram em listas de discussão para patrulhar os companheiros; os militares que se alheiam aos problemas do país; e os militares candidatos a cargos políticos abrigados em legendas de esquerda, como o PT, PSB, PCdoB, PSTU, PCB, PCO, PSOL, PPL, todos de ideologia de Esquerda, Social-Democracia, Socialismo, Progressismo, Humanismo, Marxismo-Leninismo, Trotskismo.
Esses pobres de espírito alinham-se ao inimigo e recebem em troca o desprezo. São usados como massa de manobra contra as Forças Armadas! Estão na lista de informantes, tratados como cachorrões, ou X-9; e como idiotas, se julgam pessoas importantes! Mas não agradam nem aos patrões, que os desprezam; e nem aos companheiros de farda que os descobrem e põem-se de sobreaviso.
Somos um instrumento do Estado brasileiro a serviço do governo eleito democraticamente!”, dizem os idiotas.
Rio de Janeiro, 30 de agosto de 2012.

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