sábado, 5 de junho de 2010

Operação Staff da PF desmonta fraude no seguro desemprego e envolve lideranças políticas do RS

por Políbio Braga
A Operação Staff, da Polícia Federal, apanhando maracutaias dentro do Sine do RS, ente pilotado por lideranças do PTB gaúcho, demonstra que tem razão o ex-ministro Tarso Genro quando garantiu, semana passada, que a PF age de maneira republicana e não escolhe cor partidária. Tarso, que é candidato ao governo estadual, sabe do que está falando. Esta semana ele recebeu apoio do Sindicato dos Policiais Federais do RS para sua campanha. O PTB, agora novamente investigado pela PF (as investigações anteriores envolvem a Operação Solidária e o Caso Eliseu Santos) está sendo trabalhado por Tarso para apoiá-lo. O senador Sérgio Zambiasi, que já apóia Dilma e Paim, ainda apóia seu companheiro de Partido, Luís Lara.
No final da semana passada o editor chegou a adiantar a informação de que a Polícia Federal tinha realizado um mandato de busca e apreensão numa das mais conhecidas ONGs de Canoas, onde recolheu farto material documental e computadores, tudo envolvendo o desbaratamento de uma quadrilha que praticava fraudes na concessão de seguro desemprego. O esquema funcionava em Canoas, Esteio, Sapucaia e Porto Alegre. Na quarta-feira, o ministério do Trabalho fechou o Sine de Canoas.
No RS, o Sine está sob o comando político e operacional do PTB.
O grupo alojado no Sine do RS é integrado por lideranças locais e estaduais do PTB, segundo a Operação Staff, da Polícia Federal, que até agora não falou no assunto. Alguns personagens também estão envolvidos na Operação Solidária. Os depoimentos começaram a ser tomados. A PF possui interceptações telefônicas, depoimentos, documentos, fotos e material de computador.
As fraudes consistiam na inserção de dados fraudulentos no sistema, o que possibilitava que pessoas que não tinham direito ao benefício retirassem os valores, na maioria das vezes muito superior ao valor mínimo do benefício. Para isso, operadores da fraude cobravam propinas que variavam de R$200,00 a R$ 600,00 reais. O esquema funcionava não apenas em Canoas, mas Esteio, Sapucaia e Porto Alegre. Suspeita-se que ao menos parte do dinheiro arrecadado se destinava à caixinha do partido. O material de posse da PF demonstra uma operação em curso há mais ou menos seis meses, e é muito consistente, com fotos e interceptações telefônicas que mostram claramente como operava o esquema e o nome dos envolvidos.

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