terça-feira, 24 de março de 2009

Serviço Secreto Chinês: Olhos no Mundo Inteiro

Quando se fala em serviços secretos, sempre se pensa em espionagem, em guerra fria e em filmes de James Bond. Não podemos nunca deixar de lado que CIA, antiga KGB, MI5, MOSSAD têm influências definitivas nas estruturas de relações internacionais, que os mesmos aparatos de segurança interferem diretamente nas políticas internacionais. Mas ao mesmo tempo não podemos deixar de lado o serviço secreto chinês, ou como considero o sistema de serviços secretos mais antigo do mundo, sem considerar os relatos históricos e filosóficos da Bíblia.
Sun Tzu, mais de 2.000 anos atrás já ensinava sobre o emprego de espiões na formação e defesa do território, e isso como ensinamento chinês (A Arte da Guerra).
O serviço secreto chinês hoje é um dos aparatos de segurança, inteligência e de informações mais equipados em contingente humano que se tem noticia no mundo atual. Suas estruturas vão além das demarcações territoriais da Ásia, e ao mesmo tempo geram influências nas diversas políticas dos países que a China tem ligação direta, inclusive o Brasil.
A inteligência chinesa hoje do ponto de vista de produção de informações, atuações de segurança do Estado, e também de operações encobertas ou clandestinas é a mais atuante no mundo.
O aparato chinês hoje compreende a seguinte estrutura: inteligência de Estado, inteligência econômica, inteligência militar e contra-inteligência com cobertura diplomática.
Este aparato é alimentado por uma grande estrutura de pessoal em todo território chinês e alem mar, como se diz no jargão das relações internacionais.
Boa parte deste aparato é desenvolvido por ações junto aos estudantes chineses, que por ano o governo chinês envia para o exterior: 40.000 estudantes em programas de intercâmbio patrocinados pelo próprio governo.
No recente livro de Roger Faligot, “Les Services Secrets Chinois – De Mao aux Jo”, o autor apresenta uma estrutura impactante sobre as atividades de que o governo chinês necessita de informações, e considerando seu principal objetivo estratégico enquanto Estado, ser a maior potencia do mundo no século XXI.
As atividades vão alem de uma questão de segurança ou ideologia em relação ao Tibet ou a Taiwan. Os estudantes enviados para o exterior devem fornecer informações sobre os países de intercâmbio, e ao mesmo tempo apresentar cenários sobre: comércio, equipamento militar, tendências ideológicas, questões econômicas e potencialidades de inserção de produtos chineses nos diversos países que de alguma forma apresentam relações diplomáticas com a China.
O grande objetivo dos serviços secretos é municiar o chefe de Estado de informações estratégicas sobre oportunidades e ameaças, e o serviço secreto chinês aproveita cada cidadão chinês no exterior para isto. Hoje para a China a Inteligência Econômica é essencial para constituir cenários e potenciais negócios que de alguma forma colocam a China em uma posição estratégica no sistema internacional, e suas operações vão alem de uma simples coleta de dados ou pesquisas de campo. Suas operações, totalmente encobertas (secretas) desenvolvem uma rede de informações em empresas, universidades e órgãos governamentais que apresentam ao governo central direções para uma nova inserção da China no teatro internacional.
O Brasil deve aprender muito com isso, considerando que para os chineses, o Brasil é um alvo extremamente potencial e estratégico, do ponto de vista de negócios, energia e militar.

Fonte: Mundo RI

2 comentários:

Luiz Carlos Figueredo disse...

https://www.youtube.com/watch?v=2YOzwn5PqcA

Garivaldino Ferraz - Brasília disse...

Estimado leitor Luiz Carlos Figueiredo: tenho recebido, com muita satisfação, alguns comentários teus. Infelizmente, por estarem redigidos em idioma que desconheço (russo e chinês, presumo), me sinto tolhido em sua publicação. Peço tua compreensão. Não posso publicar textos do quais desconheça o conteúdo. Espero que compreendas minha situação e que continues meu leitor. Comentários em português, espanhol e inglês, continuam bem vindos!