quarta-feira, 24 de junho de 2009

Onde Mais Podem Estar os Espiões de Castro?


por Humberto Fontova
Na semana passada, o FBI capturou um bem-nascido analista de inteligência do Departamento de Estado, e também a sua mulher, sob a acusação de conspiração para cometer espionagem em favor do regime de Castro. David Kris, promotor assistente do Departamento de Justiça para assuntos de segurança nacional, descreveu o caso contra Walter Kendall Myers e sua mulher, Gwendolyn, como “incrivelmente sério” e a Secretária de Estado, Hillary Clinton, chamou-o de “uma violação ultrajante”, enquanto ordenava uma revisão de cima a baixo dos procedimentos de segurança do Departamento de Estado.
Os espiões cubanos podem ser especialmente difíceis de descobrir”, lamentam funcionários da inteligência americana, “porque o governo cubano é especialista em recrutar ‘verdadeiros partidários da causa’, em vez de agentes que queiram dinheiro”. Walter Kendall Myers é um exemplo perfeito. Foram necessários 30 anos para apanhá-lo.
Eu cheguei à conclusão de que deveríamos tentar obter a normalização de nossas relações com Cuba”, dizia a Diretiva Presidencial NSC-6, emitida em 16 de março de 1977 por Jimmy Carter. A diretiva, que deixou de ser secreta somente em maio de 2002, continua: “Para este fim, devemos iniciar conversações diretas e confidenciais com representantes do governo cubano”.
Esta “abertura” do Democrata Carter a Castro montou o palco para a carreira de Myers como espião. Ao que parece, Walter Myers começou a flertar com os agentes cubanos treinados pela KGB no final de 1978, enquanto esses serviam como diplomatas na ONU e Myers trabalhava como professor adjunto na Universidade Johns Hopkins e também como instrutor para o Departamento de Estado, que já lhe havia concedido autorização de segurança para assuntos confidenciais.
Os agentes de Castro gentilmente convidaram Myers para ir a Cuba numa “viagem de estudos”, com tudo pago (coisa fácil de arranjar, tanto então, como agora). Poucos meses depois, os agentes cubanos visitaram Myers em sua residência temporária em Dakota do Sul e lhe deram as boas novas: o emprego era dele. Assim, Myers prontamente alistou-se como um agente a serviço de um regime que almejava (e chegou muito perto disso) a incineração nuclear de sua cidade natal, Washington, DC.
Durante os procedimentos da captura de Myers, o FBI descobriu o seu diário, carregado de passagens “castrófilas”.
Para deixar mais clara a dificuldade de apanhar os espiões a serviço de Castro que confundem e atormentam os caçadores de espiões americanos, vamos jogar um jogo que eu chamei de:
“Quem disse isso: um espião a serviço de Castro ou alguém do Partido Democrata”.
- “Fidel tirou o povo cubano das condições degradantes e opressivas que caracterizavam a Cuba pré-revolucionária. Ele ajudou os cubanos a salvar suas almas. Os cubanos não precisam fazer muito esforço para provar que nós fomos os seus exploradores.
Se você respondeu, “Myers, espião de Castro, em seu diário”, acertou.
- “Eu acredito que não há nenhum outro país no mundo, incluindo todo e qualquer um sob domínio colonial, onde a colonização econômica, a humilhação e a exploração fossem piores do que em Cuba, em parte devido às políticas do meu país durante o regime de Batista...”.
Se você respondeu, “O Presidente dos Estados Unidos, o Democrata John F. Kennedy, falando ao jornalista francês Jean Daniel em novembro de 1963”, você acertou de novo.
- “Batista foi apenas um de uma longa lista de figuras assassinas que nós empurramos sobre eles em nome da estabilidade e da liberdade”.
Se você respondeu “O espião Myers, em seu diário”, ponto para você.
- “E eu vou além: em certa medida, é como se Batista fosse a encarnação de uma série de pecados dos Estados Unidos”.
Resposta: Presidente Democrata John F. Kennedy. Mais um ponto.
- “Tudo que se ouve a respeito de Fidel sugere que ele é um líder brilhante e carismático”. 
Pensou no espião de Castro, Kendall Myers? Acertou na mosca, mais uma vez.
- “Fidel Castro é muito tímido e sensível, um homem que eu considero como a um amigo”.
“Foi aquele candidato Democrata à presidência, George McGovern?” Você está certo, mas essa foi fácil demais.
- “Castro transpira a sensação de seriedade e propósito que dá ao sistema socialista cubano o seu caráter ímpar. A revolução é moral sem ser moralista”. 
Palavras do espião Kendall Myers em seu diário”, é a resposta certa.
- “Antes e acima de tudo, Castro é e sempre foi um igualitário dedicado. Ele despreza qualquer sistema no qual uma classe ou grupo de pessoas vive muito melhor do que outra. Ele desejou um sistema que provesse as necessidades básicas a todos – alimentação suficiente, assistência à saúde, moradia adequada e educação”. 
Se você respondeu, “Wayne Smith, indicado por Jimmy Carter como chefe da Seção de Interesses Cubanos em Havana”, você está se saindo excepcionalmente bem.
- “Os cubanos abriram mão de sua liberdade pessoal em troca de segurança material? Nada do que já vi sugere isso; não vejo nada de valor que tenha sido perdido pela revolução. A revolução liberou enorme potencial e o espírito cubano”.
Resposta: Essa é do espião castrista, Kendall Myers, e você, previsivelmente, marcou mais um ponto.
- “Cuba tem sistemas de saúde e de educação soberbos... o embargo a Cuba é a lei mais estúpida jamais aprovada nos Estados Unidos”.
Resposta: “O ex-presidente Jimmy Carter, Democrata”.
(Para o propósito deste artigo, por favor, desconsidere o fato de que todas essas frases feitas distribuídas por Castro aos seus propagandistas são demonstravelmente falsas. O ponto aqui é mostrar quem está repetindo essas mentiras).
“A ponta do iceberg” é uma expressão usada com frequência por observadores de Cuba sempre que um espião a serviço de Castro é apanhado. À luz das motivações reveladas no diário de Myers e da ‘castrofilia’ sem limites entre a comunidade acadêmica ao redor de Washington, na mídia e nos círculos Democratas, quem pode duvidar dela?
O brinde de Manhattan!”, vangloriava-se a revista Time a respeito da recepção oferecida a Castro pelo beautiful people de Manhattan, por ocasião de sua vinda a Nova York para discursar diante da Assembléia Geral da ONU em 1995, durante as comemorações do cinquentenário da instituição.
“O convite mais disputado em Manhattan!” era o que estampava uma matéria da Newsweek naquela semana, referindo-se ao torvelinho de eventos sociais que engolfaram Castro. Depois da ovação cheia de gritos e estrépitos que Fidel Castro recebeu na Assembléia Geral, ele foi festejado pelos melhores e mais brilhantes de Nova York, desfrutando da agradável companhia de dúzias de cintilantes celebridades, de “autoridades” da mídia, e dos poderosos e influentes.
Primeiro, foi oferecido um jantar no Council of Foreign Relations – CFR. Depois de desfrutar das delícias de ser o centro das atenções para um inebriado David Rockefeller, além de Robert McNamara, Dwayne Andreas e Harold Evans, da Random House [uma das maiores e mais influentes editoras americanas], Fidel fez rápida aparição no heliporto de Mort Zuckerman, na 5ª Avenida, onde uma aglomeração de celebridades do mundo jornalístico o aguardava. Entre esses estavam: um sem fôlego Mike Wallace, Peter Jennings [âncora da rede ABC], Tina Brown, Bernard Shaw [CNN] e Barbara Walters, todos agitados e se empurrando por um breve encontro, reagindo aquiescente e carinhosamente a cada comentário de Castro. Todos clamavam por autógrafos e fotos com Fidel. Diane Sawyer estava tão emocionada na presença do assassino em massa que correu até ele, abriu aquele sorriso cheio de dentes, abraçou-o e deu-lhe uma terna beijoca na bochecha.
“Vocês são os melhores de todos!”, proclamou radiante o Führer cubano para a multidão sorridente que o circundava.
“É isso mesmo, é isso mesmo!”, chilreavam os encantados convidados enquanto brindavam com suas taças de vinho, em sinal de estima e de exultante alegria.
E o assassino mal arranhou a superfície de seu fã-clube. De acordo com o Conselho Econômico e de Comércio EUA-Cuba, naquela visita, Castro recebeu dos poderosos e das celebridades de Manhattan 250 convites para jantares.
Portanto, quem pode duvidar que o pessoal da inteligência cubana esteja terrivelmente sobrecarregado de trabalho? Como lhes seria possível fazer a triagem de todos os candidatos americanos em suas vistas “acadêmicas” ou “jornalísticas” a Cuba, todos clamando querer ajudar o regime que almejava escravizá-los?
Publicado originalmente em Human Events
Tradução: Henrique Paul Dmyterko
Nota Redação MÍDIA@MAIS: para conhecer mais sobre as origens do comportamento pró-Fidel Castro existente entre a elite norte-americana, recomenda-se a leitura do livro resenhado pelo M@M, O verdadeiro Che Guevara – e os idiotas úteis que o idolatram.
Fonte: Mídia@Mais,
indicado pelo meu amigo Felix.
COMENTO: e por aqui? quantos guerrilheiros formados na escola de espionagem do SG2 cubano circulam nas esferas decisórias de nosso desgoverno? Que objetivos têm essas pessoas? O bem-estar do Brasil ou o cumprimento de sua gloriosa missão de transformar este país em um "satélite cubano", drenando nossas riquezas para uma utópica revolução a ser comandada pelos irmãos Castro, sob a "direção estratégica" do Mico Mandante Hugo C. Frias?

Um comentário:

Anônimo disse...

EGIPTO:

Continuam as perseguições aos Cristãos



http://www.persecution.org/suffering/newssummpopup.php?newscode=10343&PHPSESSID=27aec9ea6242e4560fdcd6377ff2aded





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