domingo, 27 de novembro de 2016

O Criminoso "Andarilho da Esperança"

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por Aileda de Mattos Oliveira*
Andarilho da Esperança” foi como se autodenominou o traidor, comunista, russófilo a soldo de Moscou, Luiz Carlos Prestes, segundo declarações de Altamira, ou melhor, “Maria”, sua segunda mulher.
Cavaleiro da Esperança” não condizia com as poucas vezes que usou a montaria na época da Grande Marcha, como explica a companheira no seu livro de sentimentais recordações. Não hesitou ela em fazer paliativas críticas ao socialismo teórico da União Soviética, ao perceber que ficavam evidentes os privilégios de alguns, inclusive os dela e de sua numerosa família, quando viajava a Moscou, regalias que não chegavam à população, mantida sob repressão e dieta forçada.
A crua verdade dos fatos não faz parte de sua narrativa, passando ao largo dela. Cita os acontecimentos trágicos, apenas, por alto, como eventos que já passaram e foram cumpridos pelo “Velho”, protegido de Moscou, à custa da traição, porque a ideologia corrompe as meninges, põe antolhos, modifica a realidade, torna o indivíduo um imbecil. Porém, a História não se deixa submergir na escritura camuflada de quem tinha um papel dúplice: o de companheira do traidor e mãe dos filhos que ele gerou e o daquele que exercia a seu lado como companheira de militância. O encontro de “Pedro” ou “Velho” (Prestes) e “Maria”, no “aparelho”, deu-se em 1952.
Os mortos nos levantes no Nordeste e no Rio de Janeiro, as famílias enlutadas das vítimas traiçoeiramente assassinadas por sequazes vermelhos, por ordem de Luiz Carlos Prestes, são reais e jamais poderiam fazer parte de uma narrativa que objetiva dulcificar um criminoso.
Os levantes no dia 23, em unidades do Exército, em Natal; dia 24, em unidades, em Recife; e 27, no Rio de Janeiro, nos quartéis, na Praia Vermelha e Vila Militar e, ainda, na Escola de Aviação, no Campo dos Afonsos, estão registrados nos jornais da época, fotografada a destruição física dos prédios e dos militares que os ocupavam.
Prestes, desgraçadamente, foi o responsável pelos levantes e pelos insidiosos assassinatos ocorridos na madrugada de 27 de novembro de 1935, no Rio de Janeiro, quando militares covardes e traidores, como sabem ser os vermelhos, atacaram as vítimas, seus colegas, enquanto dormiam, retirando-lhes a possibilidade de defesa.
Do homem baixote, mas rancoroso; aparentemente tímido, mas ideologicamente pervertido, e que recebia de Moscou o suporte de segurança, inclusive, a financeira, veio a ordem de calar aqueles que não seguiam os passos dos revoltosos. Esse ato de força (pensava) levaria à deflagração de novos levantes em outras capitais do país, a fim de ele, Prestes, conquistar o poder, instituir o padrão de governo regido por conceitos de escravização do povo e tornar-se um títere a serviço do Komintern.
Essa data, 27 de novembro de 1935, passou à História como “Intentona Comunista”, a primeira tentativa de implantação da ideologia espúria no país. O apátrida Prestes, que obedecia às ordens de Moscou, acreditando, como mau analista, no apoio total dos seus ex-colegas de farda, viu ruir a construção de sua figura de líder, falso líder que subestimou a reação das autoridades constituídas conhecedoras dos seus passos.
Iludiu-se com a sua pretensa liderança e suposto prestígio entre trabalhadores e militares, considerou mítico o seu nome, capaz de tornar-se um chamariz e atrair adeptos. Felizmente, para os verdadeiros patriotas brasileiros, foi um equívoco, um salvador engano do traidor.
Precisamos e devemos divulgar essa data e quem foi o camarada Prestes, o “Andarilho da Traição”, que entrou para a posteridade como o grande derrotado na primeira e frustrada tentativa comunista de tomada de poder, não sem antes deixar uma esteira de sangue como marca irrefutável das ações dos seguidores da doentia ideologia.
Meu companheiro” (Maria Prestes)
Camaradas” (William Waack)
* Drª em Língua Portuguesa.
 Acadêmica Fundadora da ABD.
 Membro do CEBRES)
Fonte: Edição Especial, 233, Jornal Inconfidência
COMENTO:  quem se der ao trabalho de buscar a história de vida do sujeito citado no texto, verificará que desde sua prisão no governo de Getúlio Vargas, ele passou a cometer "equívocos" que terminavam por comprometer seus parceiros de aventuras. Dizem que era possuidor de inteligência acima da média. Sua história contém diversos fatos obscuros. Um deles foi o recebimento de 800 contos (milhões) de réis de Getúlio Vargas para apoiar a Revolução de 1930. Ele ficou com o dinheiro mas não apoiou Vargas. Antes disso, de 1924 a 1926 teve papel secundário em uma tentativa revolucionária posteriormente batizada como "Coluna Prestes" por seus simpatizantes. Sua subordinação é comprovada. 
Prestes pede orientação ao "Sr General Miguel Costa"

Posteriormente, em 1934, recém chegado da extinta URSS foi aclamado presidente da comunista ANL (Aliança Nacional Libertadora). Em meados de 1935 divulgou um manifesto provocando Vargas, que tornou a ANL ilegal. Isso teria motivado a covarde Intentona Comunista de 27 Nov 35, deflagrada por ordem direta de Prestes, que teria feito 'uma avaliação equivocada sobre o apoio popular à revolução', apesar dos avisos de companheiros de partido. A violenta repressão feita pela polícia de Vargas desmantelou a ANL e o PCB de então. Prestes foi preso por nove anos, mas não há notícia de que tenha sofrido maus tratos como os que foram provocados em seus companheiros comunistas, inclusive sua mulher, Olga Benário, entregue ao governo nazista da Alemanha, onde foi executada. Com o fim do Estado Novo em 1945, anistiado e solto, elege-se Senador. O radicalismo das ações dos comunistas faz com que, em 1947, o partido volte a ser proscrito e Prestes retorne à clandestinidade até 1958, quando a ordem de sua prisão foi revogada. Com a Contra Revolução de 1964, com os direitos políticos cassados e procurado para prisão, retorna à clandestinidade. Equivocadamente, também, permitiu que fossem apreendidas várias agendas onde constavam os dados necessários para incriminar as demais lideranças comunistas. Em 1971, foge de novo para a URSS de onde retorna em 1979 por ocasião da anistia decretada pelo governo. Apoiou a criação do PDT por Leonel Brizola e, em 1989, as candidaturas deste ao governo do RJ e de Lula à Presidência da República. Morreu em março de 1990.
Parece um resumo biográfico de um herói? A mim parece a vida de um sujeito que soube tirar proveito da ideologia para "se dar bem"! Conhecendo os bois com que lavro, como dizia Janer Cristaldo, essa trajetória me parece a de um eficiente "agente duplo". Sempre "nas bocas", punido, mas não muito, perseguido, mas sempre sobrevivendo quando seus companheiros de empreitada eram presos ou mortos. Muito suspeito. Se eu fosse pesquisador, me pareceria um bom assunto.

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