quarta-feira, 27 de março de 2013

A Economia do Rio Grande do Sul Está Desmoronando

(e Porto Alegre irá a bancarrota)
Ontem à noite, o governador Tarso Fernando reuniu o Secretariado e todos os seus assessores diretos.
Bandeiras a Meio Pau
Muita preocupação.
O secretário da Agricultura chegou ao Palácio Piratini apoiado por uma secretária e um médico. Aos prantos.
O secretário da Fazenda chegou com uma carta de demissão, em caráter irrevogável.
A reunião transcorria em clima de muita tristeza quando irrompe no salão o prefeito José Alberto, com cara que havia chorado muito. Inchado.
Tarso Fernando tentou acalmar os ânimos: 
— Senhores, temos tempo, podemos propor alternativas. Não é o fim do mundo!! 
A maioria:
— É O FIM DO MUNDO!! O FIM DOS TEMPOS!!
Aí começaram a surgir boas idéias:
— Podemos abrir uma linha de crédito especial no Banrisul, e poderá ser construído um novo prédio, mais moderno e de acordo com todas as normas estabelecidas!!
Mais uma:
— O Governador pode decretar a abertura provisória, passando por cima da Prefeitura!!
Aí surge uma voz furiosa:
— A CULPA É DO PREFEITO!! NÃO PENSOU NA REPERCUSSÃO ECONÔMICA!! AGORA NÃO ADIANTA FICAR AÍ, COM CARA DE CHORO!!
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O primeiro ato de Tarso Fernando foi decretar que a bandeira do RS será hasteada a meio pau. Luto será de um mês, ou até que se resolva o problema.
— Senhores, vamos para casa e pensar em soluções. Amanhã nos reunimos novamente.
Aí, aos prantos, salta o secretário da Agricultura, amparado por um médico:
— MAS E A EXPOINTER??!! TERMINOU!! TERMINOU!! É O FIM!!
E Tarso Fernando:
— Calma, secretário. Vamos resolver tudo. Temos que ser otimistas e confiar em Deus!!
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A reunião está se encerrando, com um grande tumulto. A grande porta se abre, abruptamente, e entram os presidentes do Internacional e do Grêmio.
Todos ficam olhando e só se escuta alguns soluçando.
Fala o presidente do Grêmio:
— Governador, senhores, a nossa preocupação é imensa. Estamos temerosos de que a partir de agora nenhum jogador do Rio e São Paulo queira jogar aqui nos nossos clubes. Nem falo naqueles que estão em times europeus!! Nos admiramos com a sua irresponsabilidade, Prefeito!!
E o José Alberto:
— Eu não tenho o controle de tudo. E não posso ser responsabilizado por um ato de um fiscal maluco. Vamos resolver.
Salta um assessor:
— Quem sabe não usamos, provisoriamente, o Gigantinho para instalar a Casa??!!
Tumulto geral!!
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O que todos mais lamentavam é que no dia em que os porto-alegrenses comemoravam os 241 anos da cidade, a triste notícia de que a Carmen's Club está fechada para sempre!!
Repercussão nacional e internacional!!
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O fato recebeu hoje a seguinte manchete de um jornal sensacionalista do Rio de Janeiro:
TRAGÉDIA EM PORTO ALEGRE!!
Carmen's Club fecha definitivamente
CASA JÁ HAVIA SIDO INTERDITADA
Foto: Ronaldo Bernardi  / Agencia RBS

ATUALIZAÇÃO:
Decisão de Última Hora!
"Estamos unidos pela reabertura do Carmen's Club!!!"
Fonte:  Blog do Prévidi

terça-feira, 26 de março de 2013

O Tirano e o Caixeiro-viajante

por Clóvis Rossi
Deu domingo na Folha: na sua única viagem internacional como representante oficial do governo Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou na delegação à Guiné Equatorial um diretor da Odebrecht.
"A Odebrecht entrou na Guiné Equatorial após a visita de Lula, sendo favorita para obras na parte continental, onde está sendo construída uma capital administrativa", dizia ainda o texto.
No mesmíssimo domingo, deu em "El País": "Fazer negócios com o clã familiar que lidera Teodoro Obiang [ditador da Guiné Equatorial desde 1979] é arriscado. O pagamento de comissões é obrigatório e as disputas comerciais, muitas vezes fictícias, derivam, às vezes, em extorsão, ameaças e em perda do investimento  para salvar a vida".
Não é fantasia do jornal: a Chancelaria espanhola acaba de divulgar nota na qual adverte que estão ocorrendo casos de empresários espanhóis e estrangeiros que não podem abandonar a antiga colônia espanhola por desentendimentos com seus sócios locais.
O passaporte é confiscado e ficam impedidos de deixar o país até que desistam de suas propriedades.
Conclusão do jornal: "Este sistema corrupto impregna até o último rincão da administração guineana".
Não por acaso, o ditador Teodoro Obiang ficou em oitavo lugar na lista dos governantes mais ricos do mundo, apesar de chefiar um país obscenamente pobre.
Traçado o perfil da Guiné Equatorial e de seu tirano, cabe perguntar: as empresas brasileiras que atuam no país são imunes à máquina de corrupção lá instalada ou, ao contrário, engraxam os mecanismos que enriquecem o clã Obiang? Segundo a reportagem da Folha, além da Odebrecht fazem negócios na Guiné também a ARG, a Andrade Gutierrez, a Queiroz Galvão e a OAS.
Parece supina ingenuidade acreditar que tenham obtido a concessão de obras sem pagar qualquer pedágio aos Obiang, se, como diz "El País", a corrupção impregna tudo.
Que Lula trabalhe como caixeiro-viajante dessas empresas já é esquisito, mas, convenhamos, é o que fazem hoje em dia não apenas ex-presidentes mas até presidentes/primeiros-ministros em pleno exercício do cargo.
Mas que feche os olhos para uma tirania obscena como, entre tantas outras, a de Obiang, no cargo há 34 anos, vira também uma obscenidade, mais ainda como representante oficial de um governo que diz pôr direitos humanos no centro de sua política externa.
Prestaria um serviço mais decente se se dedicasse exclusivamente aos países africanos que vão penosamente estabelecendo regimes democráticos. Segundo levantamento recente da "Economist", se, ao término da Guerra Fria, 30 anos atrás, só três Estados africanos, dos 53 então existentes, eram democráticos, hoje já são 25, de "vários tons", e muitos mais fizeram eleições, "imperfeitas, mas valiosas" (22 só no ano passado).
Para que, então, sujar as mãos com um tirano?
Clóvis Rossi é repórter especial e
 membro do Conselho Editorial da Folha
COMENTO:  se houve promessa de propinas ao nosso Supremo Patife, faço votos para que os guineanos deem o devido calote no canalha.
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domingo, 24 de março de 2013

Perderam a Vergonha e o Rumo!

por Reinaldo Azevedo
A presidente Dilma Rousseff perdeu o senso de ridículo e divulgou uma nota sobre as viagens de Lula custeadas por empreiteiras. E olhem que ainda não tinha vindo a público a informação de que isso não sai a custo zero aos cofres brasileiros, não. O Babalorixá de Banânia, embora não esteja representando oficialmente o Brasil, recebe das embaixadas no país no exterior tratamento de chefe de estado, com deslocamento de diplomatas e coisa e tal. 
Pois bem. Quando Dilma divulgou a nota — e ela é presidente da República, pombas! —, tratava-se apenas de uma reportagem sobre um ser privado chamado Luiz Inácio Lula da Silva. O que a presidente tem com isso? Ex-presidente da República não é governo, ora essa! Os dois são do mesmo partido, é fato; ela o sucedeu, também é fato. Mas isso não a obriga e menos ainda a autoriza e emitir nota. E ainda em tom todo indignado: “Eu me recuso a entrar nesse tipo de ilação sobre o presidente Lula. O presidente Lula tem o respeito de todos os chefes de Estado da África e deu grande contribuição ao país nessa área”. Pode se recusar! Até então, que saiba, ninguém havia pedido a sua opinião. Ainda bem que a imprensa é livre, né? 
Ele já é bem grandinho, tem uma equipe imensa à sua disposição, porta-vozes em penca e pode falar por si mesmo. 
Dilma agora deveria soltar nota oficial em nome da Presidência da República explicando por que o Brasil arca com parte dos custos das viagens do lobista Lula. Ou estará ele acima das leis, além de estar, segundo querem os petistas, acima das reportagens?
Fonte:  Resistência Democrática
COMENTO:  alguém precisa avisar urgentemente ao poste lulista que o Cachaceiro Falastrão Mentiroso não é mais o presidente desta esbórnia que alguns tratam como país mas que na realidade é um imenso bordel! E se essa incompetente que faliu uma lojinha de 1,99 quer falar a respeito do seu ídolo, que explique como um sujeito que faz palestras a 200 mil dólares recebe pensão por invalidez do "quebrado" INSS! 
Bando de FDP!!
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'Caveira' é Retirada da Farda do BOPE da PM da Paraíba

por Hermes de Luna
O Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar da Paraíba (BOPE) está proibido de usar, em sua farda, o símbolo do punhal encravado numa caveira. A determinação foi publicada no boletim interno da PM que circula nesta sexta-feira (22), mas os integrantes do Bope já retiraram o emblema de suas fardas nesta quinta.
O uso da caveira como símbolo do BOPE gerou protestos do Conselho Estadual de Direitos Humanos e um discurso áspero do deputado Luiz Couto (PT), na tribuna da Câmara Federal. A polêmica ficou ainda mais acirrada depois da quinta-feira passada (14), quando, durante a comemoração do primeiro ano de aniversario do Batalhão Especial da Polícia Militar da Paraíba, o comandante geral da PM, coronel Euller Chaves, vestiu o uniforme preto com o símbolo.
Durante a solenidade foi hasteada uma bandeira preta, ostentando o desenho do punhal cravado na caveira, juntamente com a bandeira nacional e a bandeira do Estado da Paraíba. A solenidade ocorreu em frente ao comando geral da PM, na praça Pedro Américo, centro de João Pessoa.
Em carta pública, o comandante do BOPE, major Jerônimo Pereira da Silva Bisneto, defende o uso do símbolo. "O Estado Democrático de Direito deve ser preservado e aplicado a todos dentro do território nacional e, isso implica que também nós, policiais militares e policiais do BOPE, devamos ter nossos direitos preservados, direitos a pensar, a seguir convicções filosóficas e continuar acreditando que a 'faca na caveira' significa a vitória da vida sobre a morte, com sabedoria, poder, força e invencibilidade frente à criminalidade", argumenta.
O deputado Luiz Couto (PT) havia ocupado a tribuna da Câmara Federal, na segunda-feira (18), para denunciar que o comandante da Polícia Militar da Paraíba, coronel Euller Chaves, estaria desobedecendo determinação do governador Ricardo Coutinho.
Na opinião do deputado, o coronel queria implantar o símbolo da caveira na instituição.
Couto disse que apesar do governador já ter se pronunciado, por mais de uma vez, que não aceitaria o uso desse emblema na polícia, há, segundo ele, registros de que o coronel Euller utilizou o símbolo durante uma solenidade, em que estava vestido de preto, e ainda gritou o nome ‘caveira’ com o microfone na mão em plena praça diante do público. “Isso precisa ser analisado com mais profundidade”, defendeu o parlamentar.
Luiz Couto destacou que as entidades defensoras dos direitos humanos na Paraíba manifestaram, em documentos entregues ao comandante geral e ao governador Ricardo Coutinho, o repúdio aos crimes de apologia e defenderam o cumprimento da Resolução Ministerial nº 8, de 20 de dezembro de 2012, art. 2°, inciso XVII.
Couto pediu que as autoridades da Paraíba analisassem os documentos e que cumprissem "as determinações das resoluções ministeriais na forma de acolhimento ao clamor público”.
O deputado federal considerou que os policiais que "aderissem à essas atrocidades, que sejam punidos conforme a lei”, completou.
Para os integrantes do Conselho Estadual de Direitos Humanos, é motivo de preocupação não apenas o uso de caveira como símbolo, mas também de figuras "de animais raivosos, jargões em músicas ou jingles de treinamento que fazem apologia ao crime e à violência, com a escusa de que os policiais se sentem mais estimulados para o trabalho".
Eles protocolaram junto ao quartel do comando geral da PM da Paraíba a resolução ministerial nº 08, de 21 de dezembro de 2012, que orienta as Polícias a não utilizarem tais símbolos. "Entendemos que esta permissividade contraria princípios constitucionais, tratados de direitos humanos e a Resolução Ministerial acima mencionada, afrontando o Estado Democrático de Direito. É sabido que a violência impregnada nesses símbolos e práticas desumaniza os trabalhadores da Segurança Pública que acabam manifestando o ódio e a raiva apreendidos no tratamento dispensado à população jovem, negra e mais pobre do Estado, além de contrariar a política de segurança em voga pela Secretaria de Segurança Pública do Estado da Paraíba e do Governo do Estado da Paraíba", enfatizaram os integrantes dos Direitos Humanos.
O major Bisneto, comandante do Bope, rechaça a ideia de que a caveira e o punhal remetam à apologia ao crime. "Em nosso escudo nada há de apologia ao crime e a violência, pois esta última manifesta-se de várias maneiras: em guerras, conflitos religiosos, étnicos, preconceito, discriminação, fome, miséria, contra a mulher ou contra a criança", defende-se na carta.
Eis a carta do comandante do BOPE, na íntegra: 
"“Caveira do BOPE: símbolo da sabedoria, do poder, da força e da invencibilidade da polícia militar frente à criminalidade e a violência no Estado”
Desde os primórdios da humanidade há diversos entendimentos quanto aos símbolos e seus significados. O termo “símbolo” tem origem no grego e sendo um signo é sempre algo que representa outra coisa ou alguma coisa para alguém. Os símbolos estão em diversas áreas da vida em sociedade, na comunicação entre os indivíduos, povos e nações, além de abastecerem as práticas religiosas, espirituais, metafísicas, filosóficas e etc. Em se constituindo um elemento essencial no processo de comunicação encontra-se bastante difundido no quotidiano. Nesse argumento, alguns símbolos são reconhecidos internacionalmente, outros nacionalmente e por fim, alguns só são compreendidos dentro de um determinado grupo ou contexto (religioso, cultural, filosófico, etc).
A representação específica para cada símbolo será o resultado de um processo natural ou convencionada para que o receptor, uma pessoa ou grupo delas, consiga interpretar seu significado e sua conotação. A semiologia e semântica se encarregam desse papel.
Um dos símbolos mais mal interpretados em nossa sociedade é justamente o símbolo da “Caveira”, que decodificado, por alguns, estaria associado à morte, a letalidade ou perigo de vida. Para que possamos esclarecer essa decodificação e descortinar essa ignorância sobre a heráldica do BOPE, não só da nossa Briosa, mas de todas as coirmãs que ostentam a Caveira como broquéis em suas bandeiras ou flâmulas e em suas fardas, analisamos que o ser humano em morte, ao se decompor, apresentará apenas ossos e dentes, essa seria a morte física, carnal, que tanto entrelaça a figura da Caveira com a morte. Contudo, lembremos que em vida, ela, a caveira, nos oferece sustentação, dureza e proteção para o corpo físico. E precisamos muito dessa sustentação. A caveira, em sua observação metafísica, representa uma grande mudança na vida, onde talvez a morte fosse a maior delas. Um novo ciclo. É um símbolo que nos remete a pensar que estamos aqui de passagem, em caráter transitório, pela vida, nos mostrando que todos somos iguais por dentro, não temos sexo, cor, classe social, preferências sexuais, raça, idade, ou quaisquer outras formas discriminatórias, o que nos remete ao nosso Preâmbulo Constitucional e Princípios Fundamentais, em seus Artigos 1º e 3º , em nossa Lei Maior, estruturando e fundamentando o Estado Democrático de Direito.
O primeiro BOPE – Batalhão de Operações Especiais foi criado, no Brasil, em 1978, com o nome inicial de “Núcleo da Companhia de Operações Especiais”, pelo Tenente-coronel da PMRJ Paulo Amêndola, que explica que o símbolo representa “vitória sobre a morte”. Essa simbologia, a Caveira, é utilizada em praticamente, todos os Batalhões de Operações Especiais, com essa mesma representação e decodificação.
Em algumas culturas, a Caveira também significa poder, força e invencibilidade. Em nosso Estado, há um ano foi criado o Batalhão de Operações Especiais, através da LC nº 87, de 03 de dezembro de 2008, adotando em sua Heráldica o Escudo Português Clássico nas cores cinza e preto, representando o sigilo das operações especiais e a disposição de operar em atividades rotineiras ou em missões inóspitas e intempestivas, tendo ao centro a figura de uma Caveira (crânio) que simboliza a inteligência e a coragem de um guerreiro, bem como o desprendimento pessoal para cumprimento de suas atribuições. Essa Caveira está cravada com a espada da justiça de baixo para cima, simbolizando “a vitória da vida sobre a morte”, e ao fundo o mapa do nosso Estado que representa nossa área de atuação e com a Caveira a sua frente simbolizando que este Batalhão cuida, zela, vela e protege todo o Estado da Paraíba, não devendo, portanto, ter a simbologia de seu escudo associado a símbolos ou apologias ao crime e a violência, mas sim, a imagem de uma Unidade Militar pronta para servir e proteger a sociedade paraibana, posto que robustecendo esse escudo encontra-se o lema de “preservar vidas e aplicar a lei”.
A expressão “faca na caveira” remete ao fim da Segunda Guerra Mundial, onde após um combate, um Oficial inglês, ao ter conseguido invadir um Quartel de Comando Alemão Nazista e dominar suas tropas, encontrou sobre a mesa de um Oficial auxiliar do ditador Adolf Hitler, uma caveira e cravando o seu punhal sobre ela, ostentou o lema da “vitória da vida sobre a morte”, morte essa, que era disseminada nos campos de concentração atestando toda história que já nos é conhecida.
Nossa Briosa e nosso Batalhão tem conhecimento da Resolução 08-2012, do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, que após suas considerações RECOMENDA, dentre outros itens: “XVII - é vedado o uso, em fardamentos e veículos oficiais das polícias, de símbolos e expressões com conteúdo intimidatório ou ameaçador, assim como de frases e jargões em músicas ou jingles de treinamento que façam apologia ao crime e à violência”, ora... vimos no inicio desse documento que os símbolos são codificados por pessoas e decodificados também por estas, logo, sua interpretação será também influenciada por seus princípios, convicções sociais, políticas, filosóficas e etc.
Para nós, policiais militares, a Caveira simboliza poder, força e invencibilidade. Um poder que segundo a Sociologia é a habilidade de impor sua vontade sobre os outros, sendo essa vontade, não a nossa como pessoa física, mas sim a vontade da lei a que nos defende o Art. 144 da CF. A força que nos representa a superação do treinamento e do rigor da vida policial militar, além do Estado forte a que representamos, em seus diversos campos, a exemplo do político, com o próprio nome da capital, ao campo poético e literato como o destacado Augusto dos Anjos e outros nomes nacionalmente reconhecidos e, por fim a invencibilidade de nossa Caveira, simbolizando que a Polícia Militar deve ser invencível frente à criminalidade em nosso Estado.
Em nosso escudo nada há de apologia ao crime e a violência, pois esta última manifesta-se de várias maneiras: em guerras, conflitos religiosos, étnicos, preconceito, discriminação, fome, miséria, contra a mulher, contra a criança, o idoso e enfim... esse termo é oriundo do latim “violentia” que significa violação, que se tratando de direitos humanos, a violência abrange todos os atos de violação dos direitos: civis (liberdade, privacidade, proteção igualitária); sociais (saúde, educação, segurança, habitação); econômicos (emprego e salário); culturais (manifestação da própria cultura) e políticos (participação política, voto). Logo, esses são direitos que protegemos todos os dias nas ruas do nosso Estado. Não obstante a essas acusações infundadas, deve-se observar que a Caveira do BOPE não faz apologia ao crime, pois sendo esse um fato típico, de um comportamento humano que provoca, em regra, um resultado, previsto em lei penal como sendo uma infração, e que será penalizado pelo braço punitivo do Estado, não se aplicando a essa simbologia.
Dessa forma, o escudo do BOPE da PMPB, não contraria o item XVII – da Resolução 08-2012, do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, pois não remete a crime e nem a violência, sob ótica de comandantes e comandados deste Batalhão, pelo já exposto. Que sobre Direitos Humanos os militares do BOPE–PMPB, estão sempre em contato e cumprimento com os tratados internacionais ratificados pelo Brasil, e em seu corpo de Oficiais e Praças há militares habilitados, com cursos na área específica, inclusive com um integrante do Conselho Estadual de Direitos Humanos, o 1º Sgt Astronado Pereira de Morais, membro e partícipe da causa de defesa dos direitos do homem e da dignidade da pessoa humana nesse Estado e que inclusive, trabalha no GATE – Grupo de Ações Táticas Especiais, Companhia do BOPE, desde  1998, ou seja, há 15 anos, que veste a farda do GATE, agora BOPE, com seu escudo de Caveira e que em nada adjudica de apologia ao crime ou a violência, nem tampouco de conteúdo intimidatório ou ameaçador. Nota-se aqui que esse Batalhão e seu escudo não devem ser motivos de preocupação ou repúdio como destacou o militante do ajuizado Conselho, posto que se dessa forma o fosse como se explicaria um membro militante do seu próprio Conselho vestindo-a diariamente em suas atividades.
Quanto a gritar em praça pública “CAVEIRA”, como expôs o documento, nos referimos ao que todas as Unidades Militares do Brasil fazem durante as formaturas ao ser dado o Comando de “A vontade”, ou “Fora de Forma”, que diga-se bradar ao que se refere o escudo do seu Batalhão. Sendo mais claro: o Batalhão do Exército de Guerra na Selva, brada “SELVA”, as Unidades-Escolas bradam “ACADEMIA” ou “CFAP”, o Batalhão Ambiental brada “Operações Ambientais” e assim sucessivamente.
Quanto à leitura da Resolução em questão, fica óbvio que já tínhamos conhecimento e que não nos postamos contra a mesma, contudo, não estamos em desacordo com ela, como já foi explicitado anteriormente.
Quanto à polícia que esse Conselho de Direitos Humanos deseja, esperamos que seja a mesma que nós, integrantes do BOPE, trabalhamos todos os dias com afinco para construí-la, uma polícia cumpridora de suas atribuições constitucionais, com respeito à dignidade da pessoa humana, como princípio fundamental, além de tratamento igualitário a todos e sem distinção, nos termos da CF, ajudando o Estado e a nação a construírem uma sociedade livre, justa e solidária, mantendo a ordem, a paz e repudiando processos discriminatórios. Por fim, o Estado Democrático de Direito deve ser preservado e aplicado a todos dentro do território nacional e, isso implica que também nós, policiais militares e policiais do BOPE, devamos ter nossos direitos preservados, direitos a pensar, a seguir convicções filosóficas e continuar acreditando que a “faca na caveira” significa a vitória da vida sobre a morte, com sabedoria, poder, força e invencibilidade frente à criminalidade."
Jerônimo Pereira da Silva Bisneto – Maj QOC
Comandante do BOPE
Fonte:  Portal Correio
COMENTO:  depois que a PM/SP retirou de sua página na internet - seguindo o exemplo do Exército - a referência à sua atuação na Contrarevolução de 1964, me atrevo a sugerir aos Comandantes dos Batalhões de Operações Especiais das diversas Polícias Militares que determinem a troca de seus signos heráldicos por figuras de libélulas coloridas com o espectro do arco-iris. Espero que o Comando da Brigada de Operações Especiais do Exército Brasileiro não se deixe motivar pelo fato acima modificando os distintivos de suas Unidades.
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sábado, 23 de março de 2013

Passado Imaginário

por J. R. Guzzo
Uma das últimas modas no PT, no governo e na procissão de devotos que acompanha o ex-presidente Lula é lembrar a figura de outro ex-presidente, Getúlio Vargas, para defender-se do desabamento moral em que todos estão metidos hoje. A intenção desse novo plano mestre, mencionado em documentos do partido e tema dos discursos a serem feitos nas “caravanas” que o ex-presidente planejou para este ano, é vender ao público a seguinte história: Lula e seu “projeto para o Brasil” estão sendo agredidos, em 2013, pelo mesmo tipo de ofensiva que causou a liquidação do governo de Getúlio em 1954. A primeira reação é fazer uma sequência de perguntas: “O quê? Quem? Do que é mesmo que estão falando?”. A segunda reação é constatar que, sim, o estado-maior do PT está dizendo isso mesmo: um personagem de outro mundo, de uma época morta e de um Brasil que não existe mais está de volta entre nós. Ele foi tirado do túmulo numa tentativa de convencer o público de que episódios de corrupção, sejam lá quais forem os fatos que comprovam a sua existência, são apenas uma invenção das forças anti povo para armar “golpes de estado” contra governos democráticos e dedicados à causa popular, como teria sido o de Getúlio — e como seriam hoje os de Lula e sua sucessora, Dilma Rousseff.
A última causa popular que empolgou o PT foi a campanha em favor da eleição do deputado Henrique Alves para a presidência da Câmara e do senador Renan Calheiros para a presidência do Senado. Naturalmente, como acontece em quase tudo o que o partido faz hoje em dia, é uma clara opção para enterrar-se mais ainda na vala comum da baixa política brasileira; Alves e Renan, sozinhos, valem por um samba-enredo completo sobre praticamente todos os vícios que fazem a vida pública nacional ser a miséria que ela é. Mas, para o PT de 2013, ambos são aliados preciosos das massas trabalhadoras, junto com Fernando Collor, Paulo Maluf, empreiteiros de obras, fugitivos do Código Penal, bilionários experientes em lidar com os guichês de pagamento do Tesouro Nacional, e por aí afora. Para o governo é tudo gente finíssima, empenhada em ajudar Lula no seu projeto de salvar o Brasil. O erro, na visão petista, é apontar o que está errado — aí já se trata de uma campanha que a direita reacionária, golpista e totalitária estaria fazendo contra Lula, como fez no passado contra Getúlio, com o apoio da “grande imprensa” e de “setores do Judiciário”. Sua arma de hoje, igual à de ontem, é o “moralismo” — delito atribuído automaticamente a quem aponta qualquer ato de imoralidade na vida pública. Getúlio, de acordo com esse sermão, foi um “mártir do moralismo”. Lula, os condenados do mensalão e toda a companheirada que frequenta o noticiário policial são as vítimas da direita moralista no momento.
Vítimas da direita? É curioso, porque aquilo que se vê parece ser justamente o contrário. Para ficarmos apenas no caso mais recente da série: que tipo de vítima poderia ser, por exemplo, a senhora Rosemary Noronha, a ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo e amiga pessoal de Lula, denunciada há três meses pelo Ministério Público por crimes de corrupção passiva, formação de quadrilha, falsidade ideológica e tráfico de influência, junto com 23 outros suspeitos? Da trinca de irmãos Paulo, Rubens e Marcelo Vieira, os sócios mais visíveis de “Rose”, o primeiro era tratado pelo interessante apelido de “Paulo Grana”, conforme se constatou com a gravação de mais de 25.000 telefonemas trocados entre os membros da quadrilha. Fizeram de tudo. Conseguiram até mesmo ressuscitar o ex-senador Gilberto Miranda, dono de um espetacular prontuário aberto ainda nos tempos do governo José Sarney; imaginava-se que estivesse aposentado, mas constatou-se agora que continua na vida de sempre, metido com a privatização de ilhas e áreas públicas em volta do Porto de Santos. Ao longo desses três meses, Lula não foi capaz de dizer uma única palavra sobre o caso; não se sabe, na verdade, o que poderia ter dito. Mas toda a conversa ao seu redor apresenta as Roses, os Paulos e os Gilbertos como réplicas atuais dos alvos utilizados há sessenta anos pela campanha contra Getúlio. Moral da história: sem nenhuma explicação que possa justificar o que fazem no presente, Lula e seus aliados tentam pescar desculpas em histórias do passado. Como praticamente ninguém sabe nada sobre elas, podem contá-las do jeito que quiserem.
O normal é imaginar o futuro. O PT de hoje imagina o passado. Tudo bem, mas há dificuldades claras com esse conto — os fatos, teimosamente, não combinam com a lição que Lula e o PT querem tirar dele. A primeira dessas dificuldades está na simples passagem do tempo. Getúlio Vargas morreu quase sessenta anos atrás, em agosto de 1954. Só os brasileiros que hoje têm mais de 59 anos estavam vivos quando isso aconteceu; e quem, a esta altura, pode estar interessado no assunto? A imensa maioria da população não tem a menor ideia de quem foi Getúlio, e boa parte dos que sabem alguma coisa a respeito é indiferente ao personagem e à sua obra; despertam tanto interesse, hoje em dia, quanto a batalha de Tuiuti ou as realizações do regente Feijó. Mais difícil ainda, nessa tentativa de redecorar Getúlio Vargas como um santo para as massas brasileiras de 2013, é vender o homem como um político “democrático” ou “de esquerda”. É o contrário, justamente, do que mostram a razão e os fatos.
Getúlio chegou ao poder em 1930 por meio de um golpe apoiado pelos militares; derrubou o presidente Washington Luís e impediu a posse de seu sucessor legal, Júlio Prestes, de quem havia acabado de perder as eleições presidenciais. Dos dezenove anos que passou no governo, quinze foram como ditador. Seu Estado Novo criou uma censura oficial, legislava por decreto e permitia prisões sem processo. Perseguiu o movimento comunista brasileiro, que tentara derrubá-lo num levante armado em 1935, com uma selvageria que nada fica a dever aos piores momentos da repressão no Brasil. Aprovou a utilização maciça e sistemática da tortura contra presos políticos; permanece célebre, até hoje, o pedido do advogado Sobral Pinto para que fosse aplicado o artigo 14 da Lei de Proteção aos Animais em favor de seu cliente Harry Berger, militante comunista que, na condição de ser humano, foi torturado até entrar em colapso mental. A filosofia de Getúlio sobre esse tipo de problema, obedecida pela Justiça que o seu governo controlava, era bem curta. “O Estado Novo não reconhece direitos de indivíduos contra a coletividade”, resumiu ele em 1938. “Os indivíduos não têm direitos. Têm deveres.” Foi, enquanto pôde, um aliado virtual da Itália de Mussolini, de quem copiou as leis trabalhistas, e da Alemanha de Hitler, a quem apoiava negando vistos a judeus que tentavam refugiar-se no Brasil. Seu chefe de polícia e homem de confiança Filinto Müller era um aberto simpatizante do nazismo. Em 1936, ambos entregaram à Gestapo, que a mandou para a morte no campo de extermínio de Bernburg, a alemã Olga Benario, esposa do dirigente comunista Luís Carlos Prestes e presa como ele no Brasil; Olga estava grávida no momento em que foi deportada. Nenhum presidente na história do Brasil esteve tão diretamente ligado a um crime de morte, de forma tão comprovada, como Getúlio Vargas no caso de Olga Benario. E este é o homem que Lula apresenta hoje como seu herói.
Outro problema sério, que sempre aparece quando se tenta demonstrar que Getúlio Vargas foi vítima de um golpe aplicado pela direita brasileira, é encontrar o golpe. Getúlio não perdeu a Presidência da República por ter sido deposto num golpe da oposição extremista e conservadora, e sim porque se suicidou. Políticos veteranos, acostumados a enfrentar conflitos durante a vida toda, não se matam por causa de discursos da oposição, manchetes agressivas na imprensa e atos de indisciplina militar; vão à luta contra quem os ameaça. Não há dúvida de que Getúlio, em agosto de 1954 e já a caminho do fim de seu mandato, dessa vez obtido pelo voto, estava numa situação extremamente complicada. Agentes de seu governo eram acusados de crimes graves, incluindo o homicídio. Os adversários exigiam sua renúncia; cartazes com a letra “R” eram colados na fachada das residências. O principal porta-voz da oposição radical, o deputado e jornalista Carlos Lacerda, comandava no Congresso, na imprensa e na rua uma campanha incendiária por sua deposição. Havia aberta insubordinação militar; oficiais da Aeronáutica interrogavam na base aérea do Galeão, de forma francamente ilegal, funcionários de seu governo, e generais assinavam manifestos contra ele. Getúlio tinha a seu favor a lei, a popularidade e a opção de usar a força do estado para enfrentar a desordem criada por seus inimigos. Preferiu se suicidar com um tiro no peito no Palácio do Catete — aos 71 anos de idade, foi vencido por uma combinação fatal de amargura, desilusões, cansaço e depressão em estágio avançado.
O desfecho da história é bem conhecido. Getúlio foi substituído por seu vice-presidente, Café Filho, exatamente como previsto na Constituição. Um ano depois, na data marcada pelo calendário eleitoral, houve eleições livres e Juscelino Kubitschek, que não tivera a mínima participação na ofensiva contra Getúlio, foi eleito presidente da República, posto que ocupou até o fim do seu mandato. Nenhum dos inimigos políticos do presidente morto, a começar por Lacerda, jamais veio a ocupar cargo algum nos governos que se seguiram. Que raio de golpe teria sido esse, em que o presidente não é derrubado e os golpistas não põem o pé dentro do palácio? Mais difícil ainda é achar semelhanças entre agosto de 1954 e março de 2013. Não existe hoje o mínimo sinal de indisciplina militar. O governo tem maioria disparada no Congresso Nacional, onde acaba de eleger os presidentes das duas casas. Ninguém pede, nem de brincadeira, a renúncia de Dilma. A principal figura da oposição, caso se consiga encontrar uma oposição no Brasil, não é um barril de pólvora como Carlos Lacerda — ao contrário, é um político que poderia concorrer ao título de oposicionista mais camarada do mundo. Uma parte da imprensa, com certeza, não dá sossego ao governo. Mas não há um único jornalista ou dono de empresa de comunicação brigando para ser presidente da República.
Os lulistas condenados no mensalão tiveram sete anos inteiros para preparar suas defesas, e todos os seus direitos foram respeitados no processo. Ruídos falando em virar a mesa, até agora, só saíram do próprio PT e de gente como o malfadado Paulo Vieira, da trinca de “Rose”; foi pego numa gravação dizendo que os juízes do mensalão “não vão sair de lá ilesos”, que era preciso “parar o Brasil” e que “o negócio agora é tumultuar o processo”. Manifestações de rua, só em favor do próprio governo, com ônibus fretados, lanches grátis e camisetas que o cofre público, de um jeito ou de outro, acaba pagando. As forças conservadoras, enfim, parecem perfeitamente felizes com o governo, entretidas em comprar helicópteros, touros de raça e peruas Cayenne blindadas. Estão dentro do ministério e da base aliada. Segundo o próprio Lula, nunca ganharam tanto dinheiro como em seus dois mandatos de presidente. Golpe de direita? Getúlio? Lacerda? Não dá para ver nada disso.
Lula, com o PT atrás, fala em salvar a sua biografia, seu projeto nacional e a reputação do partido. Teriam mesmo de fazer essas coisas todas, pois áreas inteiras do governo federal viraram, nos últimos dez anos, uma espécie de cracolândia para viciados no consumo ilegal de verbas, favores e empregos públicos. Para isso, porém, precisam se defender com base nos fatos do presente. Getúlio Vargas não pode ajudá-los.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Caiu o Preço dos Combustíveis!



quinta-feira, 21 de março de 2013

Ataques Cibernéticos Chineses

Segundo relatório da Mandiant, empresa de segurança em Internet, uma unidade secreta do Exército Popular de Liberação (EPL) chinês é responsável por grande número de ataques informáticos contra empresas e organismos estatais nos EUA (Leia o relatório clicando aqui).
Segundo o documento, centenas de investigações realizadas nos últimos três anos mostram que as centrais responsáveis por ataques contra agências do governo, empresas e jornais americanos “estão baseadas principalmente na China e o governo chinês está bem informado disso”. 
O governo socialista de Pequim, obviamente, recusa o relatório.
O relatório da Mandiant foi encomendado conjuntamente pelo conhecido jornal The New York Times e outros órgãos americanos de imprensa. 
O trabalho rastreou os ataques e identificou a fonte: a Unidade 61398 do EPL, sediada em Xangai. 
Localização do centro de ataques cibernéticos
chineses em Xangai 
O rastreio informático levou a um prédio de 12 andares localizado no bairro Pudong, centro financeiro de Xangai. 
De acordo com Mandiant, essa unidade do exército comunista está provavelmente integrada por milhares de empregados que dominam o inglês e as técnicas de programação e gestão de redes. 
A unidade roubou, “desde 2006, centenas de terabytes de dados de pelo menos 141 organizações, que incluem um vasto conjunto de indústrias”, acrescenta.
A maioria das vítimas está instalada nos EUA, mas há alvos atingidos no Canadá e no Reino Unido. As informações surrupiadas incluem desde detalhes de operações empresariais, como fusões e compras, até e-mails de altos dirigentes.
“A natureza da espionagem da Unidade 61398 é segredo de Estado na China. Porém, acreditamos que está envolvida na rede de Operações de Redes Informáticas danosas”, afirma o documento. 
“Já é hora de admitir que a ameaça provém da China e queremos dar nossa contribuição armando e preparando profissionais de segurança para combatê-la efetivamente”.
O relatório focaliza particularmente o grupo que qualifica de APT1 — Advanced Persistent Threat (Ameaça Persistente Avançada) — que subtraiu enormes quantidades de informação de estruturas estratégicas, como da rede de energia elétrica dos EUA. 
Prédio da Unidade 61398
Loc: 31°20'57.62"N - 121°34'24.75"L
“Acreditamos que o APT1 seja capaz de levar adiante uma campanha de ciberespionagem tão longa e ampla essencialmente porque recebe apoio direto do governo”, diz  o documento da Mandiant.
Nas últimas semanas, foram atribuídos a ciberterroristas chineses os ataques informáticos contra os jornais The New York Times e Wall Street Journal, bem como contra o Twitter. 
O New York Times afirma que hackers roubaram senhas e acessaram computadores pessoais de 53 empregados, após o jornal publicar um artigo sobre a fortuna do primeiro-ministro marxista Wen Jiabao.
Obviamente, a China tem que recusar as acusações, dizendo-se ela mesma vítima de piratas não identificados. 
Hong Lei, porta-voz do ministério de Relações Exteriores, partiu para a desclassificação e o menosprezo da denúncia, sem fornecer dados que contribuíssem para esclarecer os fatos.
“A crítica arbitraria, baseada em dados rudimentares, é irresponsável, não é profissional e não ajuda a resolver o problema. (…) A China se opõe categoricamente à pirataria”, garantiu ele a jornalistas, que tiveram de conter o riso.
Acrescentou que o país socialista “é uma grande vítima dos ciberataques” e que “de todos os que a China sofre, em primeiro lugar figuram os provenientes dos Estados Unidos”.
O Diário do Povo — órgão de propaganda do Partido Comunista Chinês — repetiu fielmente o script do governo, atacando os EUA por reavivarem “o medo da China” com o objetivo de “conter” a ascensão comunista.
Em resumo, a China continuará atacando o Ocidente.
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quarta-feira, 20 de março de 2013

Os Três Porquinhos Reaças

por Felipe Melo
Era uma vez três porquinhos: Cícero, Heitor e Prático. Um belo dia, os três porquinhos decidiram sair da casa de sua mãe e construir as próprias casas. Cícero construiu para si uma casa de palha, Heitor, uma casa de madeira, e Prático, uma casa de tijolos. Cícero e Heitor construíram rapidamente suas casas, enquanto Prático demorou mais para construir a sua, já que era mais difícil erguer paredes de tijolos do que de palha ou de madeira.
Certa vez, apareceu um lobo nas redondezas. Movido por sua natureza predatória, o lobo quis devorar os porquinhos. Indo à casa de Cícero, o lobo bateu à porta. Cícero se escondeu, mas o lobo derrubou a casa com seu poderoso sopro, fazendo Cícero fugir. Em seguida, o lobo foi à casa de Heitor, que também se escondeu quando o lobo bateu à porta. Novamente, o lobo usou seu sopro poderoso, derrubando a casa do segundo porquinho, que fugiu para a casa de seu irmão Prático — onde encontrou Cícero, que fugira para lá antes.
O lobo, então, foi à casa de Prático. Tentou derrubar a casa, mas não conseguiu, pois a casa de tijolos era bem forte. Então, o lobo empreendeu uma nova tática e, vendo que a casa tinha uma chaminé, tentou usá-la para entrar na casa. No entanto, Prático acendeu o fogo e pôs sobre ele uma panela, que começou a queimar a cauda do lobo. O lobo fugiu, machucado, e os porquinhos ficaram a salvo. Mas não por muito tempo.
Dias depois, todos os jornais noticiaram que o pobre lobo havia sido discriminado pelos três porquinhos, que haviam adotado uma postura conservadora e reacionária contra o lobo por não quererem entender a sua natureza. O lobo entrou com uma representação na Secretaria Especial da Igualdade Animal da Presidência da República, que encaminhou o caso ao Ministério Público Animal. O Ministério Público Animal, após alguns dias de investigação, encaminhou denúncia à Justiça Animal contra os três porquinhos por especismo (preconceito contra uma espécie) e tentativa de lupicídio. Diversas ONGs do movimento lupino promoveram “esculachos” na frente da casa dos porquinhos, denunciando o inaceitável conservadorismo suíno. O Conselho Lupinista Missionário publicou uma carta-aberta do lobo, denunciando que o ato cometido contra ele pelos porquinhos representava o genocídio que a nação lupina sofria nas mãos da elite suína.
A comoção nacional foi geral. Passeatas foram convocadas nas redes sociais contra o genocídio lupino, os revoltados acrescentando em seus nomes o termo Loboni-Uivoá em homenagem ao pobre lobo. Personalidades animais manifestaram-se no Twitter, deram declarações a jornais e revistas, e até um vídeo foi elaborado com atores de uma prestigiosa emissora de televisão para sensibilizar as pessoas. O Executivo criou a Campanha do Despanelamento com a justificativa de recolher as panelas clandestinas para reduzir os índices de violência e promover uma cultura de paz. As ONGs do movimento lupino entraram com uma ação de expropriação contra os porquinhos com base em estudos que apontavam que aquela região pertencia originalmente aos ancestrais lupinos, expulsos dali pelo agronegócio suíno muitas décadas antes. A Justiça Animal considerou a ação procedente, acatou o pedido e despejou os porquinhos, ordem que foi cumprida pela Força de Segurança Animal, dando a casa para o lobo. Presos, os porquinhos foram condenados pela Justiça Animal pelos crimes de tentativa de lupicídio e especismo, o que rendeu a eles uma pena bastante pesada. Importantes apoiadores da causa lupina, como o Frei Lobonardo Boff, disseram que aquele era um dia especial para todas as vítimas do especismo reacionário dos porcos brancos de olhos azuis, e outros aplaudiram a decisão da Justiça Animal, que certamente representava a valorização das lutas históricas dos povos lupinos.
Em tempo: esta é uma adaptação livre de um conto infantil, e se trata apenas de uma pequena obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

terça-feira, 19 de março de 2013

Conspiração Rodin

Como o Petista Tarso Genro Fez Para Destruir Santa Maria e o Estado
por João Luiz Vargas
Como Tarso Genro agiu para liquidar reputações e garantir sua eleição para o governo gaúcho. No dia 6 de novembro de 2007 – já se passaram mais de cinco anos desde esse fatídico dia – os gaúchos foram sacudidos por uma bombástica operação político-policial. Pessoas de grande destaque na vida do Estado e de Santa Maria foram conduzidas à prisão, algemadas, como se fossem grandes bandidos. Instituições foram dizimadas, como a Universidade Federal de Santa Maria, pesquisas foram encerradas e os autores dessa barbaridade não hesitaram sequer em grampear os telefones do falecido bispo emérito Dom Ivo Lorscheiter.
A Operação Rodin foi uma criação direta do petista Tarso Genro. Na verdade, tratou-se da Conspiração Rodin, montada pelo aparato policial manipulado pelo PT para destruir reputações e, com isso, limpar o campinho para Tarso Genro chegar ao governo do Estado do Rio Grande do Sul sem encontrar oposição. 
Rasputin-manipulador 
de corações e mentes
Partidos políticos foram amedrontados e tornados reféns desse Rasputin petista provinciano. O PP foi devastado. O PMDB foi intimidado. O PTB se transformou em um apêndice direto do PT. O PDT foi lembrado de que deveria ficar bem quietinho no seu canto. Para iniciar a Conspiração Rodin, o seu chefe, Tarso Genro, comandante da Polícia Federal na época, foi buscar a colaboração inicial de figuras da Universidade Federal de Santa Maria, que não hesitaram em colaborar, funcionando como delatores vulgares, com denúncias anônimas que originaram as investigações que levaram até as prisões. Ficou claro no curso do processo quem eram essas figuras “anônimas”: Tomé Lovato, professor do Centro de Ciências Rurais, no Departamento de Solos (hoje ele é o diretor do CCR, que teve o maior número de alunos mortos no incêndio da assassina boate Kiss); Clóvis Lima, ex-reitor e ex-secretário de Saúde de Santa Maria; e Felipe Muller, hoje reitor da UFSM e ex-presidente do Conselho da Fatec. O processo começou com um depoimento de Tomé Lovato, um delator barato e vulgar, que sequer assumiu a autoria de denúncia, o que foi tornado público no processo pelo depoimento do secretário executivo da Fatec, Silvestre Selhorst. 
Essas figuras abastardaram a nobreza da vida acadêmica e contribuíram para destruir pesquisas e projetos de desenvolvimento humano, liquidando com as fundações de apoio ao trabalho acadêmico, a Fatec e a Fundae, que financiavam atividades universitárias. Eles liquidaram com a fábrica de conhecimento. 
Tudo motivado apenas por inveja, por mesquinharia, pela volúpia por dinheiro. Para colocar a conspiração em pé, Tarso Genro não vacilou em usar seus conhecimentos e suas relações. Foram acionados procuradores federais, delegados federais, o próprio superintendente da Polícia Federal no Rio Grande do Sul. Para variar, todo mundo era de Santa Maria: Tarso Genro, o delegado federal Ildo Gasparetto, o delegado geral da Polícia Federal na época, Luiz Fernando Correa, também de Santa Maria; o delegado federal local, Gustavo Schneider; os procuradores federais, Rafael Miron, Harold Hoppe e Jerusa Viecelli (os três não hesitaram em denunciar ex-colega, poucos dias depois de terem ido à festa de casamento do mesmo). 
Há mais de cinco anos este processo vem se arrastando. A juíza Simone Barbisan Fortes, que havia prometido publicamente sentenciar o processo em no máximo um ano, há vários anos pedia para se mandar de Santa Maria. Agora conseguiu transferência para Florianópolis, mas o Tribunal Regional Federal condiciona sua mudança ao término do processo no primeiro grau, com a emissão da sentença. 
Os procuradores federais, colegas e alunos de denunciados por eles mesmos, também trataram de se escafeder da cidade: um foi para Itajaí, outro para Canoas, outra para Lajeado. Quem é que fica em Santa Maria? Ficam na cidade as pessoas que moram ali e as que vêm de fora para estudar. Santa Maria: que era uma cidade da luz, do conhecimento, onde as pessoas se preparavam para o futuro, para o progresso de suas vidas. Hoje, nas mãos do policialesco Tarso Genro, é a cidade que mata seus jovens, mata o futuro, mata o conhecimento, mata a independência das suas instituições e mata os que trabalham pela vida. Como os nazistas e os comunistas, Tarso Genro faz seu culto da morte. Ele não é um Miguel de Unamuno, reitor que defendia a Universidade de Salamanca; ele é igual ao general fascista Astray, que gritava: “Viva a morte”. Tarso Genro é Astray.
O então ministro da Justiça, o policialesco Tarso Genro, no dia seguinte ao da operação de execração pública das instituições e das pessoas detidas, comparece na sede da Polícia Federal em Porto Alegre, acompanhado de todo o seu séquito de KGBs e declara, de maneira vergonhosa: “Espero que eles possam provar sua inocência”. Isso é um escândalo monumental, ainda mais saído da boca de um ministro da Justiça. Em um Estado Democrático de Direito, o que se presume, sempre, em primeiríssimo lugar, é a inocência das pessoas, e não suas supostas culpabilidades.
Ou seja, o policialesco comunista Tarso Genro, que declarou seu amor ao facínora Lênin, estava de largada condenando os presos que ele tinha investigado e que pretendia indiciar para a Justiça. Esse é o entendimento de Justiça e Direito do policialesco Tarso Genro.
O lançamento do livro Conspiração Rodin - A Arte de Destruir Reputações, de João Luiz Vargas, ocorreu no dia 12 de março de 2013, às 19 horas, no Clube do Comércio de Porto Alegre - Praça da Alfândega, Rua dos Andradas, nº 1085 e ele pode ser adquirido mediante contato com o e-mail que se segue. 
Valor do exemplar – R$ 25,00
Fonte:  panfleto do autor
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segunda-feira, 18 de março de 2013

A Herança Deixada pelo Mico Mandante

publicado el 16 de marzo de 2013
Lourdes Alicia Ortega Pérez (@Ulilou) tem 53 anos e foi detida pelo governo venezuelano em 14 de março de 2013. ¿A razão? Haver tuitado que Chávez estava “convertido em um boneco de cera”. 
O Ministério de Relações Interiores e Justiça, a acusa de desestabilizar o seu país. No momento da captura, @Ulilou, tinha 12 seguidores, seguía a 39 pessoas e havia postado 251 tuits. 
A detenção foi realizada por funcionários do Corpo de Investigações Científicas Penais e Criminalísticas de Venezuela para logo ser ratificada pela Radio Nacional de Venezuela. O lugar da captura foi Barquisimeto, no estado de Lara. 
O comunicado que foi expedido pelas autoridades estatais, afirma que foi apreendido um computador pessoal da detida, no qual “mediante uma conta na rede social Twitter, enviava rumores para influenciar a colectividade”. 
Textualmente, o trino que custou a liberdade de Ortega Pérez, dizía: “Não sei, mas está convertido em um boneco de cera”. Os 140 caracteres que foram publicados em 8 de março de 2013, às 8:20 da noite, faziam parte de uma resposta da usuária ao também tuiteiro @Douglirodil que lhe perguntou pelas causas da morte do falecido presidente Hugo Chávez Frías. O trino foi replicado 42 vezes e foi o favorito de 20 pessoas. 
Fontes consultadas por NR Noticias, um dos primeiros meios a denunciar a captura, afirmam que a mensagem enviado por Ortega não tem nada de desestabilizador. Não obstante, sustentam que o governo da Venezuela tem estado muito sensível frente à morte de Hugo Chávez. 
Um dia e uma hora depois de sua detenção, Lourdes Alicia foi posta em liberdade sob Medida Cautelar Substitutiva. Não obstante, desde 12 de março, não se expressa na rede social. 
As reações no Twitter
A detenção de Ortega foi noticia em diferentes meios de comunicação do mundo. Desde o momento em que se conheceu a noticia, em 15 de março de 2013, a conta de @Ulilou aumentou em 1.199 seguidores. Passou de 12 a 1.211 seguidores, já às 11:00 da manhã do sábado 16 de março. 
O caso também despertou a solidariedade da comunidade tuiteira, que centra sua atenção em dois pontos: a preocupação pela liberdade de expressão na Venezuela e os pedidos para que Lourdes Alicia Ortega Pérez se pronuncie e diga se está bem. 
Lourdes Alicia abriu sua conta no Twitter em 9 de junho de 2009.
Fonte:  tradução livre El Colombiano

COMENTO:  fiz uma pequena busca no Google e, surpresa, nenhum dos grandes meios de comunicação brasileiros publicou alguma coisa sobre o fato. É claro, não podem desgostar a quadrilha empoleirada no "pudê", que engorda com verbas públicas as empresas que deveriam informar mas que se limitam a fazer novela a respeito de julgamentos de assassinos mequetrefes de namoradas e a levantar besteiras a respeito do novo Papa. Tais empresas esquecem que futuramente serão também vítimas desse tipo de repressão. Enquanto isso, "manifestantes pelos direitos humanos" se movimentam contra um deputado boçal nomeado para um cargo qualquer no parlamento, onde não irá influenciar em nada de benéfico para a sociedade, mas só se locupletar com diárias e outras sinecuras. Ninguém fará manifestação em frente à embaixada venezuelana por Lourdes Alícia, nem pelo próprio Twitter. Fosse nos EUA e uma grande onda de indignação varreria o país! Bando de FDP!

sábado, 16 de março de 2013

O PT Não Quer o Poder

por Lenilton Morato
Dez anos comandando os rumos do país. Mesmo assim, enganam-se aqueles que acreditam que o Partido dos Trabalhadores deseja o poder. Por mais que tenha, por intermédio da distribuição de bolsas e doutrinação cultural, fixado-se de maneira quase eterna na Presidência da República, o partido não almeja ter para si o poder. Nada disso. Ter o poder é pouco. O PT quer muito mais.
Nas comemorações deste partido, relativas aos dez anos de governo, um novo inimigo foi eleito: a imprensa. Segundo seus integrantes, não há uma oposição política que mereça qualquer preocupação (o que é verdade). A verdadeira força antagônica que estaria pronta a atacar os interesses petistas seria, segundo seus integrantes, a imprensa, que vive criticando-os. Para impedir que os jornais continuem a enfrentar o todo-poderoso partido, uma solução: o marco regulatório. Desta feita, com a mídia sob seu controle, nada poderá impedir a sua perpetuação nas mais altas esferas do poder. Mas, espere um momento... Quem foi que disse que o PT não controla a mídia?
Ora, ao confrontarmos a podridão que ronda este partido com as denúncias efetivas feitas pelos veículos de informações tupiniquins, chegamos a uma conclusão: somente quando nada mais era possível fazer para esconder o mau cheiro que brota de seus porões é que a mídia denunciou alguma coisa; mesmo quando o fez, foi de maneira superficial e cuidando para preservar a imagem dos seus ídolos de barro, como Lula (exemplo clássico: mensalão). Fossem os jornais, a internet e a televisão tão maldosos como eles afirmam, sequer teriam sido eleitos ao primeiro mandato presidencial.
Os jornalistas brasileiros não denunciaram, por exemplo, as ligações do PT com as FARC, com Fidel Castro e o falecido Chávez. Nada falaram sobre o asilo dado ao falso pastor Olivério Medina, agente infiltrado das FARC. Nada falaram sobre o significado real do asilo político dado ao terrorista Cesare Battisti. Não comentaram sobre o fato de Olívio Dutra ter recebido Hernán Ramírez, representante daquele grupo narco-terrorista no Palácio Piratini em 1999. Não deram ouvidos às denúncias feitas por Olavo de Carvalho e Graça Salgueiro acerca do movimento estratégico do Foro de São Paulo, cujo objetivo é o de tornar a América Latina uma repetição do leste europeu soviético, contado para isso com a associação de partidos políticos, como o PT, e movimentos guerrilheiro como o MIR, o ELN e as próprias FARC. Aqueles que denunciaram estas ligações, ou melhor, traição, foram desfenestrados sem maiores explicações dos grandes jornais. E os petistas ainda acham que a mídia os persegue e que por isso necessita ser regulada, como já acontece com a TV por assinatura (a cota de programação nacional) e com o cinema, em nome de "democratizar" estes meios de comunicação e entretenimento.
Dizer que o PT deseja o poder não basta. O PT quer a supremacia, a hegemonia total sobre toda a forma de pensamento. Não tolera o mais mínimo resquício de contraponto. Não suporta que, num jornal como a Zero Hora por exemplo, exista um único colunista conservador (Percival Puggina) dentre um sem número de simpatizantes do partido que escreve naquele diário. Já é muito. O suficiente para se chamar a imprensa de golpista. Para eles, a crítica só é admissível até o ponto que eles próprios admitam.
No âmbito da educação e cultura, não é diferente. Os livros didáticos, os financiamento para produções culturais e as verbas publicitárias do Estado só são aprovados e liberados quando existe uma clara identificação entre a ideologia do partido e o conteúdo destas produções (mesmo os filmes "Tropa de Elite" no final das contas deixam claro: "o sistema é foda". Moral da história: quem for contra ele será destruído).
Hegemonia. Isto é o que busca o PT, e ele já está conseguindo. Nos bancos universitários, nas salas de redação, nos estúdios de rádio e televisão, sua influência é mais do que perceptível e comprovada. Pouquíssimos opositores resistem bravamente em pequenos espaços de jornais, revistas e páginas da internet (próximo alvo da regulação estatal-partidária). Esta resistência, ainda que ínfima, não é tolerada pela cúpula do partido e seus militantes. Ela é inadmissível e precisa ser expurgada a qualquer custo. Exatamente como foi feito na ex-URSS, na China, em Cuba e na Coréia do Norte.
Tudo isso soa meio totalitário, meio teoria da conspiração não é mesmo? Sim, concordo. Mas basta que se estude o Estatuto do PT, suas Convenções e as atas das reuniões do Foro de São Paulo para se verificar que de maneira alguma se trata de teoria da conspiração. Já de totalitário...
Fonte:  Lenilton Morato
COMENTO:  os militares que governaram o Brasil entre 1964 e 1985 descuidaram da infiltração insidiosa que os canalhas efetuaram em áreas específicas, particularmente a educacional. Naquele período, particularmente após 1977/78, as idéias "socializantes" foram inseridas de forma solerte na mentalidade de crianças e jovens estudantes por professores que priorizavam a ideologia em detrimento da nobre missão de ensinar. O resultado foi gerações e gerações de cidadãos convencidos e convencedores de que "a revolução está acima de tudo, inclusive da própria Pátria". Assim, hoje temos formadores de opinião (professores e mídia) subjugados pelas verbas de propaganda governamental, reforçando a formação de cidadãos para os quais a exigência de direitos se sobrepõe a qualquer dever. E só reclamam os integrantes da minoria de pagantes da farra. Até quando?
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