domingo, 30 de janeiro de 2022

Dois Ases Brasileiros na II Guerra Mundial — Voando pela RAF e Pela LUFTWAFFE

Pierre Clostermann (à esquerda) e  Egon Albrecht, ambos exibindo suas condecorações. Destaque para a Cruz de Guerra (“Croix de Guerre”) com 17 palmas (!) de Clostermann, e a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro (“Ritterkreuz des Eisernen Kreuzes”), de Albrecht.
por Luiz Reis
Os entusiastas brasileiros em História da Aviação Militar se lembram dos feitos do 1º Grupo de Aviação de Caça (“Senta a Pua”) na Campanha da Itália durante a Segunda Guerra Mundial, onde os pilotos brasileiros, em número muito menor do que uma típica unidade de caça norte-americana da USAAF (Força Aérea do Exército dos Estados Unidos), causaram grandes perdas ao inimigo em diversos ataques ao solo no Teatro de Operações italiano.
Entretanto os pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB), embora muito bem treinados pelos norte-americanos, nunca tiveram a oportunidade de enfrentar a outrora poderosa Luftwaffe (Força Aérea Alemã) praticamente varrida dos céus italianos desde a invasão do país no ano de 1943.
Já os italianos, que haviam assinado o armistício tiveram sua Regia Aeronautica destruída pelos alemães quando eles invadiram a Itália, restando apenas uma pequena força aérea ligada a República Social Italiana, um Estado fantoche comandado por Benito Mussolini, concentrada no norte do país e que pouco atacava os Aliados.
Mesmo nenhum piloto da FAB tendo derrubado alguma aeronave inimiga, com apenas alguns poucos pilotos destruindo aeronaves inimigas no solo; o Brasil teve dois ases (pilotos que obtém cinco vitórias aéreas ou mais), nascidos no país (coincidentemente na cidade de Curitiba, Paraná), que lutaram na Segunda Guerra Mundial; mas ambos pelas forças aéreas dos países de suas origens étnicas: Pierre Clostermann e Egon Albrecht.

Pierre Clostermann
Pierre Clostermann, com o uniforme da RAF, em seu caça Spitfire com as marcas de suas vitórias aéreas.
Pierre Henri Clostermann (Curitib, 28 de fevereiro de 1921 – Montesquieu-des-Albères, França, 22 de março de 2006) foi um piloto de caça condecorado da Segunda Guerra Mundial, escritor, engenheiro aeronáutico e político franco-brasileiro. Filho de um diplomata francês em serviço no Brasil, um ano após seu nascimento, seus pais retornaram a França, mas durante sua juventude passava suas férias no Brasil. Em 1937 voltou mais uma vez ao país para estudar no Liceu Franco-Brasileiro, no Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, passou a escrever colunas para o jornal “Correio da Manhã” e obteve seu brevê de piloto no Aeroclube do Brasil. Com fim da Batalha de França, vencida pela Alemanha Nazista, em junho de 1940, recebeu um telegrama de seu pai com a mensagem: “Junte-se ao general de Gaulle ou não será mais meu filho.”
No mesmo ano de 1940 ele seguiu para a Inglaterra para juntar-se à “Força Aérea da França Livre” como parte da RAF (Real Força Aérea Inglesa), entrando em combate em 1942. Em 11 de junho de 1944, logo após o “Dia D” e o início da libertação da França, ele foi um dos primeiros pilotos da França Livre a pousarem em solo francês libertado. Tinha um distante primo alemão piloto da Luftwaffe, chamado Bruno Klostermann, que faleceu em 14 de janeiro de 1945 durante um combate aéreo, pilotando um caça Messerschmitt Bf 109. 
Voando com os caças Supermarine Spitfire e Hawker Tempest, Pierre Clostermann obteve 33 vitórias aéreas (19 solo e 14 compartilhadas, a maioria delas contra caças) até o fim da guerra. Também foi responsável por destruir diversos alvos em terra e no mar, dentre eles, caminhões, tanques, locomotivas e até botes de patrulha da Kriegsmarine (“Marinha de Guerra”) alemã.
Em 1946 elege-se pela primeira vez deputado francês, sendo reeleito seguidamente até 1969. Dois anos depois inicia a atividade de escritor, lançando “Le Grand Cirque” (“O Grande Circo”, em português), sucesso de vendas na época e traduzido para várias línguas. Já formado Engenheiro Aeronáutico e num período de pausa na política, ocupou cargos executivos nas empresas de aviação Max Holste, Reims Aviation e Cessna Aircraft Company, até se aposentar. 
Ele atingiu o posto de Wing Commander (“Tenente-Coronel”) na RAF, mas manteve o posto de Lieutenant (“Tenente”) na França por muitos anos, devido principalmente ter sido comissionado como Seargent (“Sargento”). Anos depois ele recebeu a patente de Coronel da Força Aérea Francesa. 
Dentre as diversas condecorações e homenagens que recebeu como a Cruz de Guerra, a Grã-Cruz da Legião de Honra, a Silver Star, a Distinguished Service Cross (Estados Unidos da América), recebeu também em 2004 a Medalha do Mérito Santos-Dumont (Brasil), ato registrado no documentário “Um Brasileiro no Dia D”.

Egon Albrecht
O túmulo de Egon Albrecht (à esquerda) e uma arte representando a última aeronave que ele pilotou, um Messerschmitt Bf 109G.
Egon Albrecht-Lemcke(¹) — (Curitiba, 19 de maio de 1918 - Creil, França, 25 de agosto de 1944) foi um piloto de caça teuto-brasileiro que combateu na Segunda Guerra Mundial pela Luftwaffe, tendo conquistado 25 vitórias aéreas confirmadas. Filho dos imigrantes alemães Frederico Albrecht e Hedwig Elditt Albrecht, do ponto de vista do Direito Internacional da época, para a Alemanha, Egon Albrecht era cidadão do Terceiro Reich, ou seja, era alemão (Jus sanguinis), mas para o Brasil, era brasileiro, porque nasceu no território brasileiro (Jus soli), podendo optar por uma das duas nacionalidades.
O pouco que se sabe de sua juventude antes de ingressar na Luftwaffe é que nasceu na cidade de Curitiba, no Estado do Paraná, Brasil, em 19 de maio de 1918, filho de Frederico Albrecht e Hedwig Elditt Albrecht. Partiu para a Alemanha antes de completar os 18 anos, já que era membro da Hitlerjungend (“Juventude Hitlerista”), na qual só podiam permanecer até os 18 anos de idade, onde provavelmente aprendeu a pilotar (ele usava um badge da Juventude Hitlerista em seu uniforme). 
Ele emigrou para a Alemanha, provavelmente atendendo ao chamado do Führer Adolf Hitler para que os alemães étnicos retornassem a sua pátria (“Volksdeustche”), como muitos teuto-brasileiros — descendentes dos alemães que emigraram para o Brasil durante a segunda metade do século XIX — que partiram para lutar pela terra dos seus antepassados.
Após concluir o seu treinamento, em 1940, Albrecht, comissionado como Leutnant (“Tenente”), foi enviado para a 6./ZG-1 operando um caça bimotor Messerchmitt-Bf-110, “Zerstörer”. 
Posteriormente, a 6./ZG-1 teve sua denominação mudada para 9./ZG-76 e, depois para 6./SKG-210 em 24 de Abril de 1941. 
Com a 6./SKG 210, Albrecht voou em combate na Rússia, enfrentando o terrível inverno russo. No dia 4 de Janeiro de 1942, a 6./SKG-210 voltou a ser designada como 6./ZG-1. Albrecht foi designado Staffelkapitän da 1./ZG-1 em 12 de Junho de 1942. 
Quase um ano depois, o Oberleutnant Albrecht foi condecorado com a “Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro”, em 25 de Maio de 1943, pelas suas então quinze vitórias aéreas, outras onze aeronaves destruídas em solo, 162 veículos motorizados, 254 veículos diversos, três locomotivas, oito posições de Flak (Artilharia Antiaérea), doze armas antitanques e oito posições de infantaria destruídos em solo.
Em 9 de Outubro de 1943, o Hauptmann (“Capitão”) Albrecht sucedeu Hauptmann Karl-Heinrich Matern (morto em ação no dia 8 de Outubro de 1943) como Gruppenkommandeur do II./ZG-1. Em Outubro de 1943, o II./ZG-1 foi deslocado para a frente ocidental com base na Costa do Atlântico de França, onde voou missões sobre a Baía de Biscaia. Em Outubro de 1943, o Gruppe foi transferido para Wels, na Áustria para combater as incursões da 15ª Força Aérea da USAAF, com base no sul da Itália. Em Julho de 1944, o II./ZG-1 retornou à Alemanha para realizar a conversão dos novos caças monomotor Messerchmitt-Bf-109G, “Gustav”, sendo redesignado III./JG-76. Albrecht liderou o Gruppe para a Frente de Invasão.
No dia 25 de agosto de 1944, durante uma missão de combate, Albrecht foi forçado a abandonar a formação devido a um problema no motor de seu avião (um Messerschmitt-Bf-109G-14, Werkenummer 460593, código “Schwarz 21″). Enquanto retornava para sua base sozinho, seu avião foi atacado por caças norte-americanos — não se sabe qual a unidade específica — e foi abatido próximo a St. Claude, noroeste da cidade de Creil (França). Embora Albrecht tenha conseguido saltar de paraquedas, ele chegou morto ao chão, onde seu corpo foi saqueado por civis. Ainda hoje especula-se se teria sido ferido em combate ou se foi metralhado pelos caças inimigos enquanto estava no paraquedas, sendo isso crime de guerra, algo não tão incomum, no período, para ambos os lados.
Egon Albrecht foi o único brasileiro condecorado com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro, dentre outras condecorações do Terceiro Reich. Neste total de 25 vitórias, estão incluídos 15 vitórias na Frente Oriental e outras 10 na Frente Ocidental, incluindo pelo menos seis bombardeiros quadrimotores. Ele ainda destruiu onze aeronaves em solo, na Frente Oriental.
OBS:  (¹) O seu nome de batismo, presente em sua certidão de nascimento em Curitiba, é “Egon Albrecht”, mas nos registros da Luftwaffe, consta “Egon Albrecht-Lemcke”. O motivo dessa discrepância é desconhecida.
***
COMENTÁRIO (do autor): "O título original desse artigo era “OS DOIS MAIORES ASES DA AVIAÇÃO MILITAR BRASILEIRA NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL … VOANDO PELA RAF E PELA LUFTWAFFE!!!” 
Como eles não voaram pela Força Aérea Brasileira na Segunda Guerra Mundial eles não são, realmente, ases da Aviação Militar Brasileira, e sim dos países pelos quais lutaram, mas isto não invalida o fato de serem ases brasileiros. Mesmo assim pedimos desculpas pelo erro e efetuamos as correções necessárias."

domingo, 16 de janeiro de 2022

A Saga de um Povo

por José Maurício De Barcellos
Em recente debate do qual participaram Olavo de Carvalho e vários nomes de peso da direita conservadora no Brasil, mediado pelo culto comentarista político Paulo de Figueiredo, ouvi o professor e consagrado filósofo dizer que a vitória de Bolsonaro e a sua luta nos últimos anos não tirou a esquerda do poder, nem ao menos diminuiu sua interferência na sociedade.
Aí, com um só exemplo, comprovou seus argumentos perguntando a todos os demais debatedores — do naipe do ex-chanceler Eduardo Araújo e dos ex-Ministros da Educação e do Meio Ambiente Abraham Weintraub e Ricardo Salles, além do Deputado Luiz Phelippe de Orleans e Bragança e de outros importantes formadores de opinião que estavam participando — se durante os governos petistas a vermelhada ousou tanto ou teve tanto poder, a ponto de manter adversários políticos incomunicáveis no cárcere, presos por uma excrescência denominada de crime de opinião, que a lei não prevê.
Indignado, o Mestre sustentou que o Capitão, ao assumir a presidência não conseguiu tirar a esquerda delinquente encastelada no legislativo e no judiciário. Eu concordo. Porém ouso acrescentar que este homem, mercê de uma força, de uma abnegação e de uma tenacidade que nenhum outro brasileiro até hoje demonstrou, tirou e vem retirando o poder das mãos da esquerda ladra e assassina e faz isso diariamente, ainda que lhe sangrem o corpo e a alma.
Para concordar totalmente com o maior intelectual vivo da atualidade eu teria também que admitir que a consabida ameaça do bandidaço Zé Dirceu (no sentido de que a canalha vermelha, mesmo perdendo as eleições continuará dominando o poder) já teria se efetivado e, sendo desta forma, independentemente do que nossa gente venha a fazer, jamais aqueles malfeitores sairiam do poder. Isto seria igual a capitular e, para um verdadeiro patriota, igual à morte.
Ademais, é bom considerar que o Brasil não é uma Cuba ou uma Venezuela. É grande demais para acabar dominado por um verme do tipo Zé Dirceu. Isto é, um guerrilheiro fracassado que Cuba, se não fosse uma ilha de incompetentes e assassinos, devia amargar cada tostão gasto com seu treinamento, pois, a rigor, aqui por essas bandas só colecionou fracassos em tudo que se meteu. Como guerrilheiro que nunca guerreou, como espião vermelho disfarçado de comerciante que operação alguma concluiu, como pai de uma família de dementes e pervertidos, como político sem voto, como agente público que foi defenestrado do cargo com desonra e como ladrão da coisa pública que acabou encarcerado, sua vida é um rosário de derrotas. É um pulha desta ordem que o Brasil deve temer?
Lamento pelos que não pensam desta maneira, mas jamais reconheci qualquer valor pessoal e patriótico em um meliante como aquele, bem como nas quadrilhas de FHC a Temer e muito menos na abjeta classe política que dominou o País nos últimos 35 anos e considero um acinte imaginar o contrário.
Não foi Bolsonaro e seu diminuto número de correligionários que levou aquela corja ao poder. Foi, isto sim, o povão enganado e iludido que votou naquela “cacicalhada” sem vergonha, além de os muitos patifes que hoje insultam o homem que quase perdeu a vida para manter a derradeira esperança dos patriotas.
Agora vejo uns “vagabundinhos” das entranhas carmim, pousando de “sábios uspinianos” a meter o bedelho “criticante” em tudo que se faz no Planalto e, o que é pior, apedrejando um líder como o Brasil jamais conheceu. E o fazem justo por estar metido nesta camisa de onze varas para levar o País ao lugar que bem merece no concerto das Nações livres e soberanas, chegando ao ponto sustentar que Bolsonaro não teve coragem para dizimar a própria corja de esquerdistas que, no passado, foram eleitos por aquela trupe de moleques metidos a besta, nojentos e sorrateiros “terceiroviista”.
Há três décadas que combato os vermelhos neste País e por isso penso que tenha autoridade para acatar o pensamento do gênio Olavo de Carvalho quando, de uma forma muito mais didática, um dia disse também, com outras palavras, que o Capitão ao tomar posse devia de imediato, ter quebrado as pernas dos comunistas, dos corruptos e dos ladrões e por ser um arraigado democrata não o fez — e digo eu — então tem sido massacrado, juntamente com sua família e ainda está arriscando sofrer um golpe contra sua reeleição.
Realmente, com a força do enorme apoio popular que o levou ao poder, Bolsonaro poderia ter partido para cima da banda podre do STF, do Parlamento, dos chupins da máquina governamental e então, até sem violência e com arrimo nas disposições constitucionais vigentes, ter prendido em nome da “Nova Ordem Brasileira” corruptos, ladrões e farsantes encastelados nos três poderes da República, independente do viés ideológico.
Essa faxina profilática nos teria livrado dos tipos de Toffoli a Gilmar Mendes; de Jaques Wagner ou de Humberto Costa a Renan ou Barbalho; de Aécio Neves a Gleise Hoffmann que, julgados na forma da lei, certamente estariam cumprindo suas penas. Avalie, meu caro leitor, o quanto o País poderia ter avançado e quanto de nossas agruras teriam sido poupadas.
Por fás ou por nefas tudo isso não aconteceu. Bolsonaro e sua gente optaram pela solução menos traumática, pelo caminho mais tortuoso, simplesmente porque estão convencidos que a grande massa popular, depois do muito que tem entregado e por tudo que tem lutado, fará justiça e não permitirá a volta da escória vermelha que desgraçou a Nação Brasileira, para vir “venezualizar” o Brasil.
Segundo uma sã lógica, somente não vejo como se quer culpar um só homem, por maior que seja o peso de sua liderança, por não destruir em três anos, três décadas de desmandos e de corrupção, para as quais nós o povo e não ele Bolsonaro fomos o maior responsável.
Tenho consciência de que é enorme o perigo que estamos correndo com esta próxima tentativa de o mal em voltar ao poder em 2022, apoiada pela esquerda delinquente, pelas FARC’s, pelas ORCRIM’s e pelo Narcotráfico na América latrina, que há poucos dias atrás derrotou a sociedade chilena.
Tenho a exata dimensão do quanto esta questão é complexa e pode ter sua solução influenciada pelos interesses globalistas do poder econômico mundial aliado ao comunismo internacional que, de certa maneira, até o maior País democrático do mundo, os EUA, já atingiu em cheio.
Todavia, é preciso que se diga que cumpre a nós os patriotas — e não às nossas lideranças em primeiro lugar — lutar contra o perigo que nos ronda, convictos, inclusive, de que o grau de intensidade e da crueza da luta encarniçada é estabelecido pelo inimigo ou pelo invasor, como ensinam os antigos manuais da guerra. Defender sua liberdade, esta é a saga dos homens de honra em relação à sua Pátria.
A luta para salvar o Brasil das mãos do comunismo está deflagrada. Muito ao contrário do que os comunas pregaram no passado, aos vermelhos, aos malditos “terceiroviistas”, aos mandarins encastelados no poder, aos chupins da máquina governamental, à banca usurpadora, aos intelectuais da impostura e aos poderosos que ficaram, como a velha imprensa órfã do erário, não interessam o embate direto ou a luta nas ruas, seja ela pacífica ou armada.
Aquela gente abominável não tem sangue nas veias para isso, mas nosso povo, já deu sinais que não vai recuar ou entregar a rapadura sem lutar. Remember o último Sete de Setembro. Creiam nisto e estejamos preparados quando a hora chegar.
A meu juízo fica certo que, depois do muito que esse País padeceu, somente a pouquíssimos brasileiros ainda se pode iludir com as propostas das ideologias ateias e assassinas que vitimaram nossa gente aos milhões por todo Brasil. A vermelhada criminosa não tem um só argumento que lhes autorize voltar ao poder.
A terrível saga deste povo — a eterna batalha por sua liberdade — vai exigir que estejamos preparados para enfrentar as insidiosas propostas dos vermelhos da 3ª via. Esta camarilha do mal agora chega ao mais completo despudor, quando tenta equiparar Bolsonaro ao “Ogro Descondenado”, para argumentar que ambos representam o atraso (atraso com o mago Paulo Guedes: com o intrépido Tarcísio de Freitas e a competente Tereza Cristina?) e que justo eles os vermelhos — que desde 1985 só nos destruíram — têm a chave para o progresso, inserindo o Brasil na proposta dos globalistas da escravidão mundial, como insidiosamente vem argumentando o velho comunista Roberto Freire, também ansioso para voltar ao Planalto.
Conquanto se saiba que os fracos, os sem honra e sem espinha dorsal de pouco precisam — quase nada — para perdoar os crimes praticados contra a Nação Verde e Amarela pela esquerda meliante, minha esperança é que, com o povo do bem vão ter que gramar um bom bocado e ainda terão que travar uma luta renhida, que auguro não demore mais.
Jose Mauricio de Barcellos,
ex Consultor Jurídico da CPRM-MME
 é advogado

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Sobre Vacinas: Lamento, Mas Quem Decide Sou Eu!!

por Valterlucio Bessa Campelo
Observando a movimentação recente em torno da vacinação de crianças e a exigência do passaporte sanitário, inclusive com audiência pública realizada pelo MS — Ministério da Saúde, na OPAS — Organização Pan-Americana de Saúde nesta terça-feira 04/01, além de manifestações de rua em todo o Brasil, resolvi dedicar esta primeira coluna de 2022 a um tema subjacente a tudo isso — a liberdade.
Pediria ao leitor que observasse a si mesmo e a sociedade comparando com 2019. Do que efetivamente sente falta? Sim, meu caro, embora trate-se de algo maior e de origem anterior, os dois últimos anos foram de aguda perda de liberdade. A peste deu pretexto a que, com nosso consentimento, diga-se, parte importante do nosso livre arbítrio fosse amputado e colocado à disposição do Estado. De tal modo, que seria quase um desvario dizer que vivemos ainda em uma sociedade livre.
Por que chegamos a este ponto? Basicamente porque sob ataque ou ameaça, somos naturalmente inclinados a trocar fatias de liberdade por alguma segurança e conforto. Eles sabem disso. À medida que cresce a ameaça, cresce também a nossa disposição a ceder. Ao ponto de entregarmos tudo e, voluntariamente, oferecermos nossa liberdade. O jovem Étienne de La Boétie tratou brilhantemente desse tema em seu livro “Le Discours de la Servitude Volontaire” (1552). Algo que muito tempo depois, em 1930, o pai da psicanálise, Sigmund Freud, constatou: “a maioria das pessoas não quer realmente liberdade, porque liberdade envolve responsabilidade, e a maioria das pessoas tem medo de responsabilidade”.
No século passado, aconteceu profusamente durante a segunda guerra mundial, quando sob invasão nazista, em vários países, europeus se dividiram em colaboradores e colaboracionistas. Os primeiros demonstraram uma espécie de acovardamento simples, de consentimento envergonhado desde que seu habitual modo de vida fosse minimamente preservado. Intelectuais e artistas serviram à opressão, fazendo movimentar a indústria cultural. No livro “Paris – a festa continuou”, (2012), Alan Riding deixa isso claro.
Os segundos, encontraram na colaboração ostensiva uma chance de promoção de suas fraquezas morais às custas da própria nacionalidade e passaram a exercer, como se dominadores fossem, toda ordem de crueldade, perseguição, roubo, assassinato, estupro e deportações de judeus e opositores. Na França, por exemplo, existiram casos em que nacionais chegaram a postos do oficialato das SS e membros graduados da Gestapo. Muitos franceses, especialmente policiais e burocratas, atuaram como agentes do governo nazista que esfolou o país após a rendição covarde do General Petáin.
Em certa medida, é como vejo os dias de hoje. Diante do pavor disseminado a partir da peste chinesa, no Brasil, assim como nos outros países (nisto não há grande diferença), foram gerados colaboradores e colaboracionistas. Aqueles que normalizam a realidade cruel e agem porque não se importam com a perda de liberdade, desde que se sintam seguros e com baixas taxas de responsabilidade, e aqueles que servem incisivamente porque lucram e se promovem, seja financeira ou politicamente. Trocam de bom grado a própria liberdade por um punhado de poder ou dinheiro que lhes possibilitem os que realmente os possuem.
Algo necessário e que se impôs neste processo foi a anulação ou minimização da oportunidade ao dissenso. Disso cuidou a velha mídia através de um turbilhão incessante de notícias terríveis e da emblematização pejorativa dos contrários. Adjetivos do tipo “negacionista”, “terraplanista” e outros são títulos com que propositalmente encerram a discussão. Como uma estrela amarela pregada no peito de um judeu na Polônia em 1940, o termo fecha as portas ao debate. Ouvi recentemente de um deles: “não discuto com eleitor de Bolsonaro, é tudo negacionista”. Pensei imediatamente que se estivéssemos na França em 1942 ele não hesitaria em fuzilar-me. Como alterar pelo argumento lógico uma mente que se tranca? Como entrar naquela mente com uma verdade objetiva se foram eliminadas as condições do diálogo? Cria-se assim, uma sociedade mouca, cega, escrava e desumana, capaz de tudo.
Ocorre que liberdade não é uma mera abstração filosófica, um luxo do qual as pessoas se utilizam ocasionalmente. Ela diz respeito à ação e ao pensamento. É a forma como você decide sobre a sua vida, com quem se relaciona, o que faz, o que lê, aonde vai, o que possui. Liberdade são suas escolhas. Em última instância é o que você pensa, é o que você é. Entregaremos isso também em troca de uma suposta segurança provida pelos que criaram a insegurança?
Do meu canto longínquo, olho o mundo e vejo em todos os lugares fantasmas dos cães de Pavlov (1849-1936), babando a cada estímulo que recebem, este determinado de fora pra dentro por interesses globalistas de controle, aliás, amplamente confessados no Forum Econômico Mundial, nos livros de Klaus Schwab seu presidente e já experimentados na China. Jornalistas, articulistas, partidos políticos, juízes, artistas, médicos, universidades, associações etc., aceitaram vergonhosamente o papel de colaboracionistas de um sistema que viola frontalmente as nossas liberdades. Como se houvessem passado por uma lobotomia repetem à exaustão uma carga de mensagens cuja profundidade não se deram o trabalho de examinar.
Há, contudo, os que não se rendem. Independentemente do tamanho do engodo, é apenas um engodo e, como bem lembrou Étienne de La Boétie, basta não entregar o que eles querem e cai a tirania. As inúmeras audiências públicas havidas em estados, no distrito federal e em muitos municípios, demonstram que assim como colaboradores e colaboracionistas, nesta guerra há a resistência.
Refiro-me, por exemplo, a médicos da estirpe da Dra. Maria Emilia Gadelha, Dr. Roberto Zeballos, Dr. José Augusto Nasser, Dra. Roberta Lacerda e muitos outros contados aos milhares, que abdicando da frondosa árvore do politicamente correto, vão ao sol, expõem à luz seu entendimento e suas experiências. Sabem que enquanto a mão direita estende a agulha, a mão esquerda maneja um bisturi nos amputando a liberdade e instalando o controle social. Escudados em comitês, os colaboracionistas, muitas vezes associados e comissionados das big pharmas, se defendem desqualificando seus opositores, acusando-os de adotarem teorias conspiratórias.
A propósito, embora (por motivos óbvios) a mídia não propague, o sistema oficial americano VAERS, comunica que apenas nos EUA foram relatados mais de 1,5 milhões de efeitos adversos após a vacinação, com 14.817 eventos morte. São dados investigados e provados. Não, não são, nem serão. Não foram devidamente investigados. Por lá também o governo está de braços dados com as big pharmas. Mas deveriam ser suficientes para autorizar que cada cidadão faça a própria escolha ao invés de ser submetido e submeter suas crianças à vacinação forçada que, de modo cínico, aparece disfarçada de mero constrangimento documental.
Considero, pessoalmente, que ela pode ser adotada, propagada e recomendada massivamente, se for o caso, porém, em hipótese alguma, sob nenhum argumento, pode ser imposta direta ou indiretamente, pois nestes termos sempre constituirá flagrante ataque à liberdade do indivíduo nos termos da nossa lei maior e tantas outras. Este é o ponto.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Filho do Diabo: o Mini-submarino do Narcotráfico Tirado do Fundo do Mar

por Alicia Mendez
Velas, imagens de demônios, ossos e altares, são alguns dos elementos a que já estão acostumados os integrantes das Forças Armadas e da Polícia que lutam contra o narcotráfico e que os encontram continuamente nos operativos contra as redes criminais que fazem presença no país.
Essas crenças dos traficantes de drogas tornaram-se tão populares entre os grupos ilegais que até mesmo o acompanhamento das 'bruxas' ou 'videntes' a serviço de redes ilegais tem permitido chegar a grandes traficantes que colocaram nessas práticas a proteção de seus carregamentos de drogas e a tarefa de garantir sua própria segurança.
As autoridades têm indícios da transferência de "bruxos" para os estuários onde os narcotraficantes mandam construir submersíveis e semi-submersíveis que depois enchem de coca e lançam ao mar, para os benzerem e 'amarrarem' com bonecos e imagens que os impeçam de serem apreendidos pelas autoridades.
À parte dessas crenças tão arraigadas nas organizações ilegais, os homens e mulheres que integram a Marinha Nacional cumprem sua missão de desenvolver operações de interdição marítima e fluvial em todas as costas do país.
Mas há uma operação que marcou a história da Força Naval do Pacífico, que é responsável pela soberania e segurança de Punta Ardita/Chocó, a Candelilla de la Mar/Nariño (fronteira com o Equador), uma área que equivale a 339.500 Km² de área marinha e 1.300 quilômetros de costa.
A operação parecia rotineira e consistia em emergir (retirar do mar) um semi-submersível que os narcotraficantes afundaram, com duas toneladas de cocaína, para evitar o processo judicial. As redes ilegais instalam mecanismos artesanais em seus semi-submersíveis, que lhes permitem naufragar quando descobertos pelas autoridades e, assim, por a perder todas as provas do tráfico.
Punta Aji
A aposta entre o bem e o mal foi registrada em documentos oficiais em fevereiro de 2019. Naquela data, a Inteligência Naval identificou o possível embarque de um carregamento de cocaína por meio de um semi-submersível que aparentemente havia partido de Punta Ají, no Pacífico central.
A partir da base de operações da Força Naval do Pacífico, foi lançada a operação para localizar a nave. De fato, uma equipe da Guarda-costeira a detectou nas proximidades da Ilha Górgona, mas quando chegaram ao ponto, encontraram apenas três náufragos — dois equatorianos e um colombiano — que disseram que seu barco havia tido uma falha e afundado. Não havia nenhum vestígio da embarcação em que as drogas eram transportadas para os mercados internacionais.
Os guardas-costeiros da Unidade de Reação Rápida tinham convicção de que os náufragos eram tripulantes do barco e que, ao perceberem os agentes, abriram as válvulas no fundo do barco para fugir da justiça.
Sem barco e sem drogas, o pessoal da Marinha não tinha como apresentar os náufragos — cujas vidas foram salvas — à autoridade competente como traficantes de drogas, para registrar o processo.

O começo da história
“Não permitir tal zombaria à justiça tornou-se um desafio para o pessoal da Força, que decidiu lançar uma gigantesca operação para localizar e recuperar o semi-submersível, na qual nossos mergulhadores foram os protagonistas”, disse o contra-almirante Orlando Alberto, comandante da Força-Tarefa Antidrogas Poseidon.
Foram necessários 10 dias para
resgatar a nave.
Foto: Força Naval do Pacífico
Esta força-tarefa tem seu posto de comando em Tumaco, Nariño, e é uma das unidades de elite da Força Naval do Pacífico, desde onde se coordenam ações de bloqueio de passagem às quatro redes de narcotraficantes dos dissidentes das FARC, que agem na Costa do Pacífico em Nariño e que disputam o controle do milionário comércio ilegal.
A conversa sobre a operação se espalhou entre os moradores. "A Marinha vai procurar o barco", começou a se ouvir na área, e logo surgiram vozes garantindo que não iriam conseguir, não por motivos técnicos ou pelas dificuldades inerentes a este tipo de operação, mas pela crença atribuída ao sobrenatural.
“Isso não se recupera, isso está benzido”, começaram a dizer algumas pessoas da região. Outros afirmaram: "Não, eles amaldiçoaram, isso é maldito, isso é do diabo." E os mais ousados sentenciavam: “Essa carga não será resgatada porque pertence ao diabo, ao 'Filho do Diabo'”.
Como resultado desses avisos feitos na região, o semi-submersível terminou batizado como 'Filho do Diabo'.
A história foi contada na base de operações da Força Naval do Pacífico, na Bahia Málaga, Valle del Cauca, pelos mergulhadores que participaram da operação de resgate do semi-submersível, que foi recuperado.
“A primeira coisa que foi feita foi localizar o semi-submersível por meio de algumas sondas de eco. Já no ponto, os mergulhadores submergiram e identificaram-no, iniciando a manobra de resgate para trazer à tona a coca que estava lá dentro e poder apresentar os supostos náufragos ao juiz, para sua judicialização”, afirmou o Major Juan Manuel Arenas Suárez, comandante do Grupo de Mergulho do Pacífico.
O semi-submersível foi localizado por mergulhadores a uma profundidade de 110 pés (cerca de 33 metros) nas proximidades do Parque Nacional Ilha Górgona.

Como foi realizada a operação de reflutuação?
Localizada a embarcação, lembrou o Major Arenas Suárez, surgiu outro problema: “Evitar a todo custo que o combustível (óleo diesel) que ela transportava fosse derramado no processo de salvamento, para não impactar o meio ambiente”.
O Major Arenas indicou que, um a um, e com um trabalho meticuloso que demorou várias horas, os mergulhadores extraíram os pacotes de coca, que eram a prova principal para processar os três homens associados àquele navio. Além disso, a análise da documentação de cada remessa permitem elaborar processos contra os que estão por trás dos crimes. Neste caso, a investigação indicou que a droga pertencia aos dissidentes da 29ª frente das FARC.
A próxima etapa foi resgatar o submersível, que afundou quase verticalmente — cravando no fundo — em 40% (cerca de 22° de inclinação). “Então, para quebrar a sucção do fundo, porque a nave continuava presa, fizemos um 'brainstorm de ideias', com todo o pessoal da Força, para estabelecer a manobra adequada”, disse o chefe dos mergulhadores, que destacou que a experiência e o estudo da Física que tinham os homens da Marinha, acabaram jogando a favor do time que tinha a missão de recuperar a nau.
A recuperação de semi-submersíveis tem sido uma das principais operações dos mergulhadores da Marinha.  Foto: Força Naval do Pacífico
10 dias de operação
Na verdade, o Major Arenas lembrou que trabalharam por 10 dias para fazer o barco boiar, após ter sido estabelecido um ponto de tração.
Os mergulhadores, cujo curso de salvamento tem duração de 18 meses (por ser tecnólogo), mergulharam em duas modalidades que exigem um treinamento rigoroso. O primeiro, full face, com uma máscara de última geração que cobre todo o rosto, com comunicação entre os mergulhadores e o supervisor, e a obtenção de imagens em tempo real, o que permite reagir e coordenar as operações de forma mais eficaz. Outro grupo agiu de forma semi-autônoma, quando o ar é levado até eles desde a superfície.
Estar a 35 ou 36 pés de profundidade é chegar quase ao limite da resistência do corpo humano submerso no mar. “A princípio não achávamos que [a nau afundada] resistiria ao puxão, mas com o apoio do nosso navio anfíbio de desembarque, BDA, a âncora foi lançada e instalado um guincho (equipamento com braço e polia, que permite levantar uma carga por meio da tração do cabo que passa por ela)”, explicou o policial.
Os fardados sabiam que cada passo da operação estava sendo seguido com interesse na área e que apostas eram feitas, até mesmo entre integrantes de redes criminosas, que insistiam que esse semi-submersível jamais poderia ser retirado do local.
O guincho ficou em operação a noite toda, eles se revezaram para não perder um minuto e no dia seguinte conseguiram soltar o semi-submersível do fundo marinho.
A embarcação BDA utilizada na operação foi construída na Colômbia na Empresa de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento da Indústria Naval Marítima e Fluvial (Cotecmar) e está configurada com suporte hiperbárico, plataforma de mergulho, apoio logístico e manobra de resgate, para a capacidade de seu guindaste.
Após soltar a estrutura do fundo do mar, iniciou-se outra etapa que exigiu igual cuidado: deslocá-la para uma área com menor profundidade para que os mergulhadores pudessem trabalhar em melhores condições e o navio fosse finalmente trazido à superfície.
O 'Filho do Diabo', com 20 metros de comprimento por 2 metros de largura, agora faz parte do Museu de Submersíveis, localizado na sede da Base Naval do Pacífico, onde contam a história com orgulho, pelo valor de cada um dos que participaram da manobra de recuperação da embarcação.
Lá, junto com outros navios apreendidos pela Marinha, é exposto e mostrado aos uniformizados recém-chegados à unidade militar com a mensagem de que tudo é possível e que nem mesmo as crenças dos narcotraficantes poderão impedir o avanço das autoridades.
Alicia Liliana Méndez
Editora Adjunta de Justiça
@AyitoMendez
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Fonte: tradução livre de

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Caçadores de Recompensas Buscam 'Iván Márquez' e 'Gentil Duarte' na Venezuela

Mentores do regime de Maduro tentam enviá-los ao Irã.

Iván Márquez e Gentil Duarte, chefes de dissidências das FARC.
FOTO: EL TIEMPO
A sequência de ataques aos acampamentos das dissidências das extintas FARC em território venezuelano — que iniciou no passado 17 de maio com a morte de ‘Jesús Santrich’ e seguiu com as de ‘Romaña’ e o ‘Paisa’, no início de dezembro — não vai diminuir.
Assim indica um Informe de Inteligência, assinalando que ‘Iván Márquez’, chefe da ‘Segunda Marquetalia’, completou uma semana escondido no estado de Amazonas, na Venezuela. 
O outrora negociador das FARC em Havana está decidindo se volta à Colômbia (por Vichada ou Guainía) ou se finalmente vai para a Nicarágua, depois que terem bloqueado sua viajem para Cuba.

O vídeo de Romaña foi gravado, dias antes de sua morte, de forma clandestina por emissários da Mafia. Foto: EL TIEMPO
Sabe-se que o mesmo comando armado que liquidou os  "lugar-tenentes" da quadrilha seguem ‘Márquez’, ‘Jhon 40’ e ‘Zarco Aldinever’, os cabeças sobreviventes da estrutura criminosa.
Vladimir Padrino López,
ministro da Defesa.
Foto:  AFP
De fato, os caçadores de recompensas também andaram ‘comprando’ dados de outra dissidência que permanece no outro lado da fronteira: a de Miguel Botache Santillana, ‘Gentil Duarte’, e Néstor Gregorio Vera, vulgo Iván Mordisco.
Os enfrentamentos armados em território venezuelano entre essas duas facções criminais — a de ‘Márquez’ e a de ‘Duarte’ — incomodam a influentes granjeiros e empresários dos quais foram ocupados imóveis; um deles conhecido como ‘Peñadero’.
Vários deles são próximos (até mesmo sócios) de dois poderosos do regime, aos quais levaram suas queixas: Diosdado Cabello e o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino.
Militares venezolanos foram sequestrados pelas dissidências de 'Gentil Duarte'.  Foto:  Archivo Particular
A presença e os conflitos entre os bandidos colombianos  também incomodam setores do Exército venezuelano, do qual os ex-FARC já  assassinaram e sequestraram vários integrantes.

Os íntimos de ‘Mordisco’
'Iván Mordisco', um dos chefes
da dissidência.
Foto:  Archivo / EL TIEMPO
De fato, foi denunciada a cobrança de ‘impostos’ que as dissidências vem praticando aos chamados ‘patriotas cooperantes’.
Os extorsionados tratam-se de empresários venezuelanos e, também de narcotraficantes dos quais são cobrados uma substancial percentagem por cada tonelada de cocaína que carregam pelos territórios sob influência da guerrilha, nos estados de Amazonas e Bolívar.
Essas atividades de violência importada tem levado um setor do regime a proporcionar dados e coordenadas de localização dos ex-guerrilheiros colombianos em troca de consideráveis somas que os denominados "caça-recompensas" — não mais de 20 — prometem terminar de pagar com o dinheiro que os governos de Colômbia e de Estados Unidos oferecem pela localização dos membros dessas dissidências.
Passaporte de Álex Saab entre 
os papéis de Pandora.
Foto:  EL TIEMPO
O cerco na Venezuela está se fechando a tal ponto que já se sabe que um grupo vinculado às dissidências de ‘Gentil Duarte’, incluídos familiares, está planejando sair com destino ao Irã nos próximos dias.
A informação que se tem é de que os chamados comandantes ‘Ernesto’ e ‘Adrián’ ou ‘el Intelectual’ estão conseguindo cédulas de identidade e passaportes venezolanos.
O outro a que estão tentando remover é um advogado internacionalista, ligado a ‘Iván Mordisco’, que foi assessor de um dos maiores chefes das ex-FARC.
“A intenção é de que possam debandar ao exterior como assessores em matéria de segurança, um mecanismo similar ao que usou, em seu início, Álex Saab”, assegurou uma fonte humana a agentes de Inteligência.

Os IGLA e os fuzis
Agências internacionais investigam entrega de fuzis às ex-FARC.
Foto: Policia Nacional
O informante agregou que estariam pensando fazer o mesmo com aparentados de outros caudilhos que permanecem nas imediações de Capacho — cidade entre San Antonio e San Cristóbal —, próxima à fronteira, e Valencia, custodiados por integrantes do Corpo de Investigações Científicas, Penales e Criminalísticas (CICPC), a anterior PTJ.
Mas, além de deixar os chefes das dissidências fora do alcance dos caça-recompensas, é investigado outro propósito em torno de seu deslocamento ao Irã.
Agências internacionais indagam uma suposta entrega de fuzis às ex-FARC, dentro dos planos que vinham traçando junto com o Hezbolah, o grupo pro-iraniano que vários países ligam a violentos atos terroristas.
Também se investiga o destino de dez (10) dos mais de 3.900 misseis terra-ar portáteis russos (IGLA) que Venezuela tem em seu poder.
Apesar de constarem como baixados do estoque por seu Exército, ninguém sabe sua localização e há temor de que tenham terminado nas mãos das dissidências.



Reunião em Casigua-El Cubo
Nesse local ocorreu a reunião para planejar o atentado contra Iván Duque.
Foto: EL TIEMPO
“O sistema de defesa e ataque antiaéreo (os IGLA) lhes permitiria chegar com maior precisão a objetivos como os helicópteros e outras aeronaves militares e de polícia colombianas”, disse um oficial de Inteligência.
Investigam vazamento de informação
 no atentado a Duque. 
Foto: Archivo Particular
E completou dizendo que as dissidências da Frente 33 tem estado atrás de um desses mísseis para executar um ato terrorista antes de 7 de agosto de 2022.
Em uma reunião que fizeram seus chefes — incluído o vulgo Jhon Mechas, o cérebro da sequência de atentados em Cúcuta — foram oferecidos 4.000 milhões de pesos (cerca de 4 milhões de Reais) para repetir os atentados contra o presidente Iván Duque, que falharam em 25 de junho passado.
“A reunião, para esse fim, se levou a cabo na zona rural de Casigua El Cubo, capital de um município que se chama Jesús María Semprúm, localizado no estado de Zulia”, explicou uma fonte de Inteligência. E agregou que ‘Jhon Mechas’ ainda permanece nessa zona, a tão somente uns poucos quilômetros de Tibú, Norte de Santander.

A reunião com a CIA
Aeroporto Internacional de Maiquetía, Venezuela. Foto: Google Maps
Sobre ‘Márquez’, agências estrangeiras não descartam que o atentado, em 14 de dezembro passado, no aeroporto Camilo Daza de Cúcuta — que acabou com a vida de dois especialistas em explosivos — tenha sido um ato terrorista diversionista para possibilitar a movimentação do bandido.
Se acredita que, para sair da Venezuela, contariam agora com a complicidade de organizações criminosas locais, como o ‘Trem de Aragua’, que controlam várias passagens fronteiriças ilegais na fronteira.
Nicolás Maduro e seu regime seguem guardando silencio sobre esses fatos. Mas despertou a atenção de vários atores (legais e ilegais) a reunião com um enviado da CIA que teria ocorrido em 7 de dezembro passado.
O que se sabe, até agora, é que no aeroporto de Maiquetía aterrizou o avião estadunidense Phoenix Air 38, o mesmo que teria sido usado em 2019 para evacuar o pessoal da embaixada dos Estados Unidos logo após serem expulsos pelo regime de Maduro.

Os atritos com Daniel Ortega
Daniel Ortega.
Foto: EFE/EPA/AMIT SHABI
/ POOL y Jorge Torres
Para investigadores, ‘Iván Márquez’, que permanece oculto no estado de Amazonas (Venezuela), teria a Nicarágua como sua mais segura rota de escape. Aproveitando que, as relações entre o governo desse país e o colombiano tem se deteriorado.
Primeiro foi pela disputa limítrofe em San Andrés, depois pelo não reconhecimento da reeleição de Daniel Ortega  pela Colômbia, e agora pelas agressivas declarações do presidente nicaraguense, que teriam sido motivadas pela possível chegada de líderes da ‘Segunda Marquetalia’ a Manágua. “Colômbia é um narco-Estado”, disse Ortega nesta semana.
Para o Governo colombiano, se trata de uma estrategia com que Ortega busca distrair a atenção da comunidade internacional, que “rechaça com veemência a nova ditadura que se instala no país centro-americano”, disse o Ministério de Relações Exteriores em um comunicado.
E adicionou que a resposta de Ortega aos reclamos sobre eleições livres em seu país “consiste em atacar a Colômbia para distrair a atenção e censura internacional”.
Unidad Investigativa
u.investigativa@eltiempo.com
@UinvestigativaET
Leia também:
Fonte: tradução livre de El Tiempo
COMENTO:  procurei fazer a tradução na forma como o texto foi publicado, e essa apresentação pode nos aparentar um tanto incompleta, mas é assim que age o jornalismo sério internacional. Apresentam o que foi obtido e as conclusões são feitas pelos leitores.
Pelo visto, parece que o Foro de São Paulo já foi para o saco, pelo menos por enquanto. Não adiantou tentarem "refundar" a quadrilha com o nome de Grupo de Puebla. Sem os recursos financeiros que a quadrilha petista mandava desde o Brasil, nem o petróleo venezuelano — cuja extração definha devido à crise que aflige o regime de Nicolas Maduro — não há "motivação" para os bandidos. E, sabemos, "casa em que falta o pão, todos gritam e ninguém tem razão." O canalha Daniel Ortega, vendo o barco afundar, procura retirar seu feudo do naufrágio iminente. 
Repetindo o que houve no Brasil, os narcoguerrilheiros negociaram um pacto com o fraco governo colombiano que sucedeu Álvaro Uribe — incentivado, tal governo, pelos políticos canalhas vinculados aos terroristas — obtendo inúmeras vantagens. Mas os benefícios foram direcionados só para a cúpula dos canalhas, como sempre ocorre entre "comunistas", e a ralé foi se reorganizar para dar continuidade em suas atividades criminosas. Mais, os EUA não entraram nas negociações. Os criminosos continuam sendo buscados pelos yankees e as recompensas por suas capturas e/ou morte seguem em vigor. Daí o surgimento dos "caçadores de recompensas" que, bem ou mal, estão fazendo o que a justiça falha dos colombianos não faz.
Não esquecendo que as investigações sobre os apoios criminosos às ditaduras socialistas/comunistas seguem ocorrendo. Os delatores venezuelanos estão revelando o que sabem. E na Justiça norte-americana não há os excremerdíssimos brasileiros que autocraticamente anulam processos. Ainda pode sobrar indiciamento para muitos bandidos daqui.
E nesse vai e vem legal, continua o sofrimento do povo daquele país.
Por este motivo, os brasileiros tem o dever, até mesmo a obrigação, de extirpar o câncer representado pelos bandidos travestidos de socialistas/comunistas da vida pública do Brasil. A proteção à vida do Presidente Bolsonaro deve ser priorizada. O General Heleno foi claro. O desespero fará com que a bandidagem tente de tudo. E mais um atentado ao líder do Brasil não é impossível. Se tentaram quando ele ainda era candidato, imaginem agora que sua reeleição é iminente!
Esperemos que não haja necessidade de formação de grupos de caçadores de recompensa por aqui. Se houver, será uma boa fonte de renda para muitos. E fonte de pavor para muitos outros.  

domingo, 5 de dezembro de 2021

Os Planos Ocultos do Hezbolah em Bogotá

O ministro de Petróleo, Tareck El Aissami, é tido como quem abriu as portas da Venezuela ao Hezbolah.  FOTO: Prensa Miraflores. EFE
Um ex-membro de Inteligência, que esteve atuando até há alguns meses no corpo diplomático de Israel na Colômbia, começou a ser seguido pelas ruas de Bogotá.
Informação recolhida por agentes estrangeiros, inclusive do MOSSAD (o poderoso serviço de Inteligência de Israel), indicava que sujeitos vinham espiando suas rotinas na academia, no escritório e até na casa de uma amiga colombiana.

Estados Unidos já advertiram que células do Hezbolah vem sendo dispersando por América Latina. Foto: Arquivo EL TIEMPO
Autoridades colombianas foram notificadas de que tudo indicava que o estrangeiro — que, após cumprir sua comissão diplomática, havia aberto uma companhia de importação e comercialização de câmeras de vigilância e tecnologia — ia ser assassinado.
E apesar de ter sido retirado para Tel Aviv em uma operação discreta e sigilosa, o relato confidencial, destacava que ele não era o único que estava sendo monitorado. Um punhado de estrangeiros aparecia na lista de potenciais objetivos de um grupo de extremistas que opera há anos na região de Bogotá: o Hezbolah.

Pompeo e Duque
Reunião, do presidente Iván Duque e o ex-secretario de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo.  Foto: Presidência
Para alguns oficiais de Inteligência locais, que há anos haviam detetado a presença desse grupo pró-iraniano — qualificado como terrorista por vários países, incluído os Estados Unidos e Colômbia — o relatório causou surpresa.
Até agora, o que se sabia era que o Hezbolah só atuava buscando financiamento por meio de negócios (legais e ilegais) ligados ao setor têxtil, da construção, de carnes e de carvão.
Porém, antes da explosão da pandemia e em plena visita a Bogotá, o então secretario de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, já havia lançado um alerta sobre a latente ameaça. E, agora, agências estrangeiras já começaram a falar de possíveis ações terroristas.
Assim foi informado o governo de Iván Duque, segundo altas fontes oficiais. De fato, essas advertências estão ligadas às polêmicas declarações feitas pelo ministro de Defesa, Diego Molano.
“Aqui temos um inimigo comum e é o caso de Irã e Hezbolah, que opera contra Israel, mas também apoia o regime da Venezuela e, portanto, é um esforço importante de intercambio de informação e Inteligência o que desenvolvemos com as Forças Militares e Ministério de Defesa de Israel”, disse Molano.

A outra delegação na mira
No encerramento de sua visita oficial a Israel e após varias críticas a seu ministro, o presidente Iván Duque teve que dar uma rápida guinada diplomática e marcar limites esclarecendo que há relações com Irã desde 1975.
“
Diego Molano, ministro Defesa.
Foto: Arquivo El Tiempo
Colômbia não usa a palavra inimigo para referir-se a nenhum país (…) Isso não quer dizer que não tenhamos diferenças em temas puntuais com Irã (…) Sempre levantaremos nossa voz, em qualquer cenário internacional, contra a proliferação de armas nucleares
”, afirmou o mandatário.
No entanto, a informação que está na mesa, qualificada como sensível, está sendo tomada muito a sério por Colômbia e outros governos.
De fato, em recente entrevista, o ministro Molano confirmou que há dois meses se desenvolveu uma operação para “capturar e expulsar dois criminosos patrocinados pelo Hezbolah, que tinham intenções de cometer um ato criminoso na Colômbia”.
No dossiê que cita a informação cedida pelo MOSSAD (entre outras agências) se destaca que, além do ex-diplomata israelense, também estariam em risco membros da delegação dos Estados Unidos em Bogotá.
Diz, também, que os ‘cérebros’ dos potenciais atentados estão na Venezuela. Inclusive, há pouco tempo, houve uma visita discreta naquele país, de três diretores de MOSSAD, para tratar do assunto.

O General e os ex-FARC
O General Soleimani era um dos chefes militares mais poderosos do Irã. Foto: EFE
O pano de fundo dos potenciais atos terroristas é um plano muito mais ambicioso que, conforme a Informação de Inteligência, inclui outros países da região, entre eles os EUA.
Se trata de uma eventual resposta à morte do general Qasem Soleimani, o poderoso e temido chefe da Força de Elite Quds do Irã.
Soleimani foi morto nos arredores do aeroporto de Bagdá, no Iraque, em 3 Jan 2020, em um ataque aéreo estadunidense executado com drones.
Ainda que seis meses depois tenham executado Mahmoud Mousavi Majd, o tradutor acusado de haver entregue informação à CIA e ao MOSSAD sobre os movimentos do general, a morte de Soleimani é considerado um tema pendente.
A Informação que chegou à Colômbia destaca que
El Paisa - Hernán Darío Velásquez
Foto: Twitter: @MargaritaRepo
o Hezbolah estaria usando membros das dissidências das ex-FARC para as vigilâncias em Bogotá.
De fato, investigam se homens de Hernán Darío Velásquez, vulgo "El Paisa", estão executando esse labor, o que coincide com documentos achados pela Polícia e Procuradoria Geral em um computador apreendido em Cali no agosto passado.
Ali encontraram planos das dissidências da ‘Segunda Marquetalia’ nos quais falam sobre executar uma ação de alto impacto.
Inclusive, dizem que já haviam lançado homens no terreno, o que coincide com a historia do israelense que teve que ser tirado de Bogotá para Tel Aviv.
Mais ainda, no dossiê de Inteligência se fala que dissidentes das ex-FARC estariam recebendo armamento e treinamento em território venezuelano para executar essas ações.
“O propósito é que o pessoal das ex-FARC realizem as tarefas e não apareçam forças estrangeiras vinculadas”, disse um agente.

A espionagem sofisticada
Tareck El Aissami, teria aberto as
portas da Venezuela ao Hezbolah.
Acrescentou, ainda, que para facilitar os planos, na Venezuela já opera um sistema de espionagem (ou Unidade Estratégica Radio-eletrônica) avançado, com o que escutam comunicações em Cúcuta e tem interceptado até  vídeo-conferencias do Exército e da Polícia.
O que diz o agente coincide com o especialista em segurança e defesa Johan Obdola sobre a participação da Venezuela nesta trama.
“Nos últimos anos, tem ocorrido um processo constante de presença do Hezbolah na Venezuela e a provisão de identificações a seus elementos, os quais tem se dispersado pela América Latina. Tareck El Aissami (hoje ministro de Petróleo) foi quem abriu a porta para essa organização na Venezuela e logo se estabeleceu o nexo com as FARC e outros grupos de colombianos”, explicou Obdola.
Johan Obdola, especialista em
 Inteligência e Segurança.
Foto: Archivo Particular
E acrescentou que Colômbia é um ponto sensível onde se desenvolve uma grande operação de espionagem por parte do regime de Nicolás Maduro, com assistência e participação direta de vários agentes externos, incluídos cubanos.
Segundo o especialista, o Hezbolah tem na região “células adormecidas, que podem ser ativadas em qualquer momento, cuja capacidade, estratégias e técnicas terroristas são de alto nível de efetividade; que devem ser consideradas seriamente, independente da cara diplomática que mostrem”.

¿O quê vem agora?
Além disso, autoridades sabem que o ELN também tem nexos com essa organização.
Um sujeito identificado como Cristóbal Grimaldo, vulgo Jaime, é o enlace entre essa quadrilha e o grupo de origem libanesa.
Marta Ramírez, chanceler. 
Por enquanto, a chanceler e vice-presidente, Marta Lucía Ramírez, se reunirá com o embaixador do Irã, Mohammad Ali Ziaei, em decorrência da polêmica desatada após as declarações do ministro de Defesa, Diego Molano. De fato, o episodio suscitou um pronunciamento do Irã e críticas ao ministro Molano.
Mas analistas acadêmicos asseguram que Colômbia, tanto no que resta desta administração quanto nas que se seguirem, tem que tomar posturas mais firmes sobre a venda de armas de Irã à Venezuela e não subestimar a possibilidade de que se possa chegar a produzir uma ação do Hezbolah em algum ponto do território nacional.
Porque, sublinham, o ataque em 1994 contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em Buenos Aires, que deixou 85 mortos e mais de 300 feridos — e que foi obra do Hezbolah —, ilustra até onde eles podem chegar.

A resposta que deu a diplomacia iraniana
Mohammad Ali Ziaei, embaixador 
do Irã em Bogotá.
“Irã e Colômbia são dois países amigos e tem uma histórica relação. A destruição dessa relação não beneficia aos povos dos dois países”, assinalou, através de um comunicado, o embaixador da República Islâmica do Irã em Bogotá, Mohammad Ali Ziaei.
O embaixador iraniano também se referiu às relações do Irã e Venezuela. A respeito, advertiu que estas se concentram em termos beneficiosos não só para as partes, mas também para a região, rechaçando as afirmações sobre o comercio de armas (mísseis) entre ambos países.
Sem dúvidas, informes de Inteligência destacam que 3.970 mísseis iranianos estão já em plataformas instaladas na Venezuela e que há outros tipos de apoio militar a Caracas.
De fato, Estados Unidos investiga se o colombiano Álex Saab — capturado em Cabo Verde quando ia para o Irã — teve nexos com essas aquisições, que são monitoradas por agencias estrangeiras.
Unidad Investigativa
u.investigativa@eltiempo.com
No Twitter: @UinvestigativaET
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Fonte: tradução livre de