quarta-feira, 25 de maio de 2011

Charles Fabiano da Silva - Um Herói Esquecido

No final de 1988, durante uma operação militar para a desocupação da Usina da Volta Redonda, tomada por operários em greve, três operários perderam a vida.
Um monumento foi erigido em sua homenagem em Volta Redonda. Este monumento foi destruído horas depois de sua inauguração por um atentado terrorista. 
O Brasil passava por período de campanha eleitoral para a primeira eleição direta para presidente depois de muitos anos. Luiz Inácio Lula da Silva se candidatava pela primeira vez a presidência da república.
No dia 25 de Maio de 1989 o soldado do Exército Charles Fabiano da Silva e um outro soldado trabalhavam como sentinelas na cidade de Volta Redonda. Charles era de Barra Mansa.
O dia 25 de maio não era o dia para Charles estar de serviço. Ele estava escalado para o sábado. Desejoso de ir ver a namorada no fim de semana, trocou a escala de serviço com um outro soldado.
Durante a noite Charles Fabiano e seu colega foram atacados por homens armados que pretendiam roubar suas armas. O colega de Charles abandonou sua arma e seu posto.
Charles não. Imbuído de seu dever e de sua honra lutou bravamente para preservar seu posto e seu armamento. Recebeu uma rajada de nove tiros, vindo a falecer durante a madrugada.
Um militar morto no cumprimento de seu dever. Hoje esquecido. Existe um monumento para operários que morreram lutando contra autoridades que buscavam fazer cumprir as leis e a constituição do Brasil.
Não existe nenhum monumento para Charles Fabiano Silva, morto covardemente, defendendo a lei e a ordem no Brasil.
Que país é este que homenageia aqueles que desafiam a lei e ignoram aqueles que cumprem o seu dever?
Nossa homenagem a mais este herói brasileiro que deu sua vida pela pátria e não tem o reconhecimento merecido de seus concidadãos.

terça-feira, 24 de maio de 2011

A Constituição "Conforme" o STF

por Ives Gandra da Silva Martins
Penso que o ativismo judicial fere o equilíbrio dos Poderes e torna o Judiciário o mais relevante, substituindo aquele que reflete a vontade da nação. 
Escrevo este artigo com profundo desconforto, levando-se em consideração a admiração que tenho pelos ministros do Supremo Tribunal Federal brasileiro, alguns com sólida obra doutrinária e renome internacional. Sinto-me, todavia, na obrigação, como velho advogado, de manifestar meu desencanto com a sua crescente atuação como legisladores e constituintes, e não como julgadores. À luz da denominada "interpretação conforme", estão conformando a Constituição Federal à sua imagem e semelhança, e não àquela que o povo desenhou por meio de seus representantes. Participei, a convite dos constituintes, de audiências públicas e mantive permanentes contatos com muitos deles, inclusive com o relator, senador Bernardo Cabral, e com o presidente, deputado Ulysses Guimarães. Lembro-me que a ideia inicial, alterada na undécima hora, era a de adoção do regime parlamentar. Por tal razão, apesar de o decreto-lei ser execrado pela Constituinte, a medida provisória, copiada do regime parlamentar italiano, foi adotada.
Por outro lado, a fim de não permitir que o Judiciário se transformasse em legislador positivo, foi determinado que, na ação de inconstitucionalidade por omissão (art. 103, parágrafo 2º), uma vez declarada a omissão do Congresso, o STF comunicasse ao Parlamento o descumprimento de sua função constitucional, sem, entretanto, fixar prazo para produzir a norma e sem sanção se não a produzisse. Negou-se, assim, ao Poder Judiciário, a competência para legislar. Nesse aspecto, para fortalecer mais o Legislativo, deu-lhe o constituinte o poder de sustar qualquer decisão do Judiciário ou do Executivo que ferisse sua competência. No que diz respeito à família, capaz de gerar prole, discutiu-se se seria ou não necessário incluir o seu conceito no texto supremo — entidade constituída pela união de um homem e de uma mulher e seus descendentes (art. 226, parágrafos 1º, 2º, 3º, 4º e 5º) —, e os próprios constituintes, nos debates, inclusive o relator, entenderam que era relevante fazê-lo, para evitar qualquer outra interpretação, como a de que o conceito pudesse abranger a união homossexual. Aos pares de mesmo sexo não se excluiu nenhum direito, mas, decididamente, sua união não era — para os constituintes — uma família. Aliás, idêntica questão foi colocada à Corte Constitucional da França, em 27/1/2011, que houve por bem declarar que cabe ao Legislativo, se desejar mudar a legislação, fazê-lo, mas nunca ao Judiciário legislar sobre uniões homossexuais, pois a relação entre um homem e uma mulher, capaz de gerar filhos, é diferente daquela entre dois homens ou duas mulheres, incapaz de gerar descendentes, que compõem a entidade familiar. Este ativismo judicial, que fez com que a Suprema Corte substituísse o Poder Legislativo, eleito por 130 milhões de brasileiros — e não por um homem só —, é que entendo estar ferindo o equilíbrio dos Poderes e tornando o Judiciário o mais relevante dos três, com força para legislar, substituindo o único Poder que reflete a vontade da totalidade da nação, pois nele situação e oposição estão representadas. Sei que a crítica que ora faço poderá, inclusive, indispor-me com os magistrados que a compõem. Mas, há momentos em que, para um velho professor de 76 anos, estar de bem com as suas convicções, defender a democracia e o Estado de Direito, em todos os seus aspectos, é mais importante do que ser politicamente correto. Sinto-me como o personagem de Eça, em "A Ilustre Casa de Ramires", quando perdeu as graças do monarca: "Prefiro estar bem com Deus e a minha consciência, embora mal com o rei e com o reino". 
Ives Gandra da Silva Martins é advogado, professor emérito da Universidade Mackenzie, 
da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército
 e da Escola Superior de Guerra; e
presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio.
Fonte: Reaja Brasil

24 de Maio - Dia da Infantaria


Na data em que se relembra o nascimento do 
Brigadeiro Antonio Sampaio, 
Patrono da Arma de Infantaria do Exército Brasileiro,
a homenagem de um irmão Cavalariano!


Sem dúvida, a mais bonita das Canções das Armas do 
Exército Brasileiro!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Dia Mundial de Combate à Hepatite C - 18 de Maio

por Marcos Pontes
A gente ouve falar, sabe que existe, mas não tem consciência de certas coisas até ter contato próximo com elas. A partir desse contato tomamos a devida, ou a mais real, noção de sua magnitude, sejam coisas boas ou más.
O Nei é amigo de longa data e embora moremos na mesma rua, nos vemos pouco. Trabalho, família, poucos amigos comuns e as muitas viagens que ele faz não nos permitem contato mais próximo, mas sempre que isso ocorre a conversa rola fácil e, até uns três anos atrás, sempre ficava o convite de parte a parte para um churrasco e uma cervejinha, que nunca se concretizava.
Passamos dois anos sem nos ver, o que parece incrível dada a distância entre nossas casas. Com a filha estudando no interior, o filho no interior de São Paulo, empresa em Porto Seguro, espírito aventureiro e uma boa condição financeira fazem e permitem que esteja sempre dentro de seu jipe nas estradas do país ou em algum avião.
Em meados de 2010 nos encontramos casualmente na rua. Ele magro, envelhecido, muitas olheiras e um tremendo ar de cansaço. Depois dos cumprimentos efusivos, perguntei pela cervejinha que já deveria ter congelado dado o tempo em que a colocamos no freezer e jamais arranjávamos tempo para bebermos juntos. Meio sem jeito, disse que não bebia mais, havia contraído hepatite C e estava havia mais de um ano num tratamento doloroso, cansativo e interminável.
Aquela doença de que já havia ouvido falar me mostrava na aparência abatida do Nei que ela existe, machuca, abate.
Hoje, Dia Mundial de Combate à Hepatite C, sob sugestão de http://www.meglon.blogspot.com/, resolvi falar do assunto.
Telma e Sônia capitaneiam o blog que trata do assunto com depoimentos, artigos, entrevistas com especialistas, sempre alertas e alertando para os riscos da doença, sua prevenção, as leis que se aplicam ao tema, apoio aos portadores do vírus, enfim, uma cruzada particular que se espalha para a sociedade sem os recursos desviados que as ONG costumam superfaturar para colocarem em prática seus intentos nem sempre nobres.
Estas senhoras fazem uma campanha permanente que deveria caber ao Estado, mas que não recebe a devida atenção, afinal de contas, existem coisas muito mais urgentes com que os governos devem se preocupar e ocupar seu tempo e recursos, como trem bala, lei da palmadinha, kit gay, campanha antitabagismo em contrapartida à legalização da maconha, acobertamento da riqueza instantânea e mal explicada de seus componentes, emprego dos partidários sem concursos públicos, enfim, uma gama de preocupações mais urgentes e necessárias para o bem estar da população.
A hepatite do tipo C não tem vacina, sua prevenção é sanitária e sua principal causa de transmissão é a transfusão de sangue, embora possa ocorrer por meio de outras secreções corporais. Será que uma campanha pelos veículos de comunicação seria tão mais cara do que o José de Abreu anunciar a vacinação contra a gripe? Ou menos importante do que os cinco filmes que a Matisse Planejamento e Comunicação fez para elevar a confiança do brasileiro nas ações do governo federal? Ou não teria espaço entre as 138 licitações abertas pelo governo federal para propagandas somente nesses 5 primeiros meses de 2011?
É, talvez não seja mesmo importante. Depois que a campanha para a doação de medula e sangue veiculada por tuiteiros fez subir mais de 50% as doações, sem sequer a unha do dedo mindinho do pé esquerdo do Ministério da Saúde e nenhum centavo do dinheiro público, as campanhas particulares, boca a boca, e-mail a e-mail, Twitter a Twitter, blog a blog seja mais eficaz e crível.
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domingo, 22 de maio de 2011

A Vaidade, a Felicidade e a Maldade

por Percival Puggina 
Poucas coisas tão postiças quanto a sabedoria dos intelectos vaidosos. E poucos tão infelizes quanto os que pretendem beber a felicidade no próprio copo, de canudinho, como refresco.
Comecemos pelos primeiros, pelos enfatuados do próprio saber. Para eles, todo espelho é mágico e lhes atira beijos. Lambem seus títulos. Devoram as próprias palavras após pronunciá-las para que nada se perca de seu sabor. E vão engordando de lipídios um orgulho autógeno, encorpado pelas lisonjas alheias e pelas que generosamente dedicam a si mesmos.
De quem falo? Bem, pessoas assim estão em toda parte. Não posso dizer que formam um exército numeroso porque não há exército composto apenas por generais de quatro estrelas. Andam dispersos, portanto. Mas se há um lugar onde, por dever de ofício, se reúnem expoentes de tal conduta, esse lugar é o STF. Chega a ser divertido assisti-los desde a perspectiva pela qual eles mesmos se veem. Aferi-los pela infinita régua com que se medem. Apreciar o esforço que fazem para ostentar sabedoria. As frases lhes saem lustradas, polidas como corneta de desfile. Não que isso seja mau em si, mas chama atenção como parte da grande encenação das vaidades presentes. Imagino que por vezes se saúdem assim: "E sua vaidade como vai, excelência?". E o outro retruca, cortesmente: "Bem, bem, recuperando-se do último voto vencido, mas as perspectivas são boas, obrigado ministro".
Nada mais próprio do que a palavra "corte" para designar aquele colegiado (cuja importância para a democracia e o Estado de Direito — esclareço porque não quero ser mal entendido — ergue-se acima dessas fragilidades humanas). É uma corte. É uma corte onde todos exercem, sobre o Direito a que estamos submetidos, uma soberania irrestrita, que flutua em rapapés e infla os egos à beira do ponto de ruptura.
Se há alguém, ali, cuja vaidade consegue sobressair-se dentre todas, esse é o ministro Marco Aurélio Mello. Imagino o mal-estar que cause entre os demais quando se põe a lecionar-lhes. No plenário ele é o Verbo. Sua excelência sequer fala como as pessoas comuns falam. As palavras lhe saem arquejadas, numa espécie de sopro divino, criador, forma verbal das cintilações do astro rei da constelação. Ante um brilho desses só se chega usando óculos escuros e protetor solar.
Pois bem, quando os ministros sentaram para decidir sobre direitos das "uniões homoafetivas", Marco Aurélio Mello resolveu atacar a Igreja. Foi até a Inquisição, passeou sobre os diferentes doutrinadores a respeito da relação entre a Moral e o Direito — círculos concêntricos, círculos secantes, mínimo ético e por aí passeou, sempre buscando deslegitimar a influência religiosa sobre a moral social e sobre o Direito. Por fim, abraçou-se à tese de uma desembargadora gaúcha, para quem a família formada por homem, mulher e prole é coisa voltada para o patrimônio e causa da infelicidade universal. No viés proposto, família é qualquer outro arranjo possível, enquanto perdurar a felicidade de cada um. Muitos doutrinadores da zorra geral chamam a essa coisa transitória de "família eudemonística" (eudemonia é felicidade em grego).
Pergunto ao senso comum do leitor: mas não é exatamente essa visão egoísta, a busca de uma felicidade que transforma os outros em bens de consumo a causa determinante da infelicidade geral e das desagregações familiares? Pergunto a pais e mães neste dia das mães: pode existir família onde não exista capacidade de renúncia e de sacrifício? Não é esse egoísmo deslavado que arrasta ao abandono e ao desabrigo tantas mães cujos maridos foram buscar "felicidade" em outros ninhos? Os membros de nossa Suprema Corte talvez se bastem com a própria vaidade. Mas nem a vaidade, nem a fruição da felicidade como um refresco tomado em canudinho são capazes de gerar conteúdos válidos para orientar a harmonia social aqui onde nós, os humildes cidadãos, levamos responsavelmente nossa vida, nossos deveres e nossos amores. Foi-lhes dado, senhores, o poder para decidir o que bem entendam. Decidam, mas não ensinem o mal ao povo.
Percival Puggina é escritor e articulista.
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A Nossa Liberdade

por Paulo Chagas
Liberdade para quê? Liberdade para quem? Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar?
Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, para mentirosos, traficantes, viciados e hipócritas?
Falam de uma “noite” que durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando que, à luz do dia, já dura 26!
Fala-se muito em liberdade! Liberdade que se vê de dentro de casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos vidros fumê!
Mas, afinal, o que se vê? Vê-se tiroteios, incompetência, corrupção, quadrilhas e quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes, Polícia Pacificadora, Exército nos morros, negociação com bandidos, violência e muita hipocrisia.
Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros, pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos “bullying”, conivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas, crianças famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças assassinadas.
Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras invadidas, favelas atacadas, policiais bandidos e assaltos a mão armada.
Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres, chacinas e seqüestros. Uma terra em que a família não é valor, onde menores são explorados e violados por pais, parentes, amigos, patrícios e estrangeiros.
Mas, afinal, onde é que nós vivemos? Vivemos no país da impunidade onde o crime compensa e o criminoso é conhecido, reconhecido, recompensado, indenizado e transformado em herói! Onde bandidos de todos os colarinhos fazem leis para si, organizam “mensalões” e vendem sentenças!
Nesta terra, a propriedade alheia, a qualquer hora e em qualquer lugar, é tomada de seus donos, os bancos são assaltados e os caixas explodidos. É aqui, na terra da “liberdade”, que encontramos a “cracolândia” e a “robauto”, “dominadas” e vigiadas pela polícia!
Vivemos no país da censura velada, do “micro-ondas”, dos toques de recolher, da lei do silêncio e da convivência pacífica do contraventor e com o homem da lei. País onde bandidos comandam o crime e a vida de dentro das prisões, onde fazendas são invadidas, lavouras destruídas e o gado dizimado!
Mas, afinal, de quem é a liberdade que se vê? Nossa, que somos prisioneiros do medo e reféns da impunidade ou da bandidagem organizada e institucionalizada que a controla?
Afinal, aqueles da escuridão eram “anos de chumbo” ou anos de paz? 
E estes em que vivemos, são anos de liberdade ou de compensação do crime, do desmando e da desordem?
Quanta falsidade, quanta mentira quanta canalhice ainda teremos que suportar, sentir e sofrer, até que a indignação nos traga de volta a vergonha, a auto estima e a própria dignidade?
Quando será que nós, homens e mulheres de bem, traremos de volta a nossa liberdade?
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sábado, 21 de maio de 2011

Quem Lhes Deu o Direito?

por Carlos Chagas
De vez em quando é bom olhar para fora. À margem da lambança executada para matar Bin Laden, cruel e inexplicável parece o bombardeio da Líbia, prestes a completar um mês, por forças ditas de uma coalizão internacional onde pontificam, mesmo, os Estados Unidos.
Quem deu a eles o direito de matar a população instalada em Trípoli e arredores, quando o pretexto seria ajudar as forças rebeldes lá do outro lado do país, em Bengazi?
Não escondem a intenção de implodir Muahmar Kadaffi e seus palácios, apesar de atingirem mesmo a sua família? Já sacrificaram um filho e netos do ditador e continuam tentando desconstruir um governo que até pouco cortejavam e dele auferiam lucros.
Os grupos que se insurgem contra Kadaffi são os que, por coincidência, assentam-se nas regiões mais ricas de petróleo, cuja produção não foi interrompida, abastecendo precisamente países da coalizão, com a Itália puxando a fila.
Se é para depor regimes ditatoriais, em nome da democracia, faz tempo que deveriam estar jogando bombas e mísseis na Arábia Saudita e em quantos outros países do planeta? 
Parece que em Bonga-Bonga e Songa-Monga também há ditaduras. Inatacáveis, mesmo, são os aliados que fornecem petróleo. 
Da mesma forma que a defunta Liga das Nações, no seu tempo, as Nações Unidas mostram-se impotentes para conter as agressões. Antes foi com Mussolini, agora é com Obama, com todo o respeito à sua ascensão ao poder, diversa do Duce. Mas o efeito da ação da comunidade internacional é o mesmo, ou seja, zero. 
Não demora muito a destruição da Líbia, e a gente pergunta o que virá depois. 
MEA CULPA - Um dos postulados fundamentais do jornalismo é reconhecer o erro, quando erramos, tornando público o reconhecimento, através de retificação. 
COMENTO: publiquei aqui, faz alguns dias, um texto do Gen Ex Carlos Alberto Pinto Silva, a respeito dos ataques militares à Líbia. Posteriormente, foi outro texto de Janer Cristaldo sobre a morte de Bin Laden. Repito o que já escrevi: nada a favor de Gadaffi ou de Bin Laden, muito antes pelo contrário. Mas devemos ponderar até onde são aceitáveis as ações militares da ONU, OTAN ou congêneres em defesa de seus interesses, disfarçados pela "defesa da democracia". Que tal imaginarmos o bombardeio de uma "coalizão da OEA" contra as recém iniciadas obras de Belo Monte com a justificativa de que a organização já se posicionou contra sua realização? É maluquice? Pode ser que sim, pode ser que não!
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O PT Aprendeu; a Oposição, Não

por Marcos Pontes
Embora não queira admitir, a oposição tem muito o que aprender com o PT, a começar pela própria maneira de como fazer oposição. Nos seus vinte e poucos anos de principal partido de oposição, o PT jamais, ou quase nunca, apresentava uma proposta em qualquer campo da administração pública, resumia-se a criticar qualquer medida da situação e reivindicar aquele cabedal de absurdos da velha esquerda mundial, nunca atendida em qualquer lugar do planeta, nem mesmo nos países ditos socialistas, comunistas ou “populares”.
Após assumir o poder comprovou-se que o partido não tinha planos de governabilidade. Tirando o arengado programa de combate à pobreza, que vai deixar sequelas num futuro próximo, além do empobrecimento da “antiga classe média”, que é quem paga os benefícios dos pobres e os altos juros dos ricos, além da derrama da classe governante, todo o resto vem em medidas provisórias ou leis mal discutidas. Batendo de olhos fechados como uma criança que não sabe brigar e espana os braços em todas as direções querendo acertar o adversário, o PT conseguiu seu primeiro intento, a faixa presidencial e a maioria no Congresso, não apenas com os seus, mas com a ajuda anabolizada dos partidos amigos.
Deu sorte. Aliás, deu muita sorte.
Não bastasse a política econômica dos governos de Itamar e FHC que encararam crises mundiais como o “efeito merengue”, “o efeito tequila” e o “efeito saquê”, crises pelas quais o governo de Lula não passou, o PT herdou um país com inflação anual de um dígito, algo que havia tempo o Brasil não via, superávit na balança comercial, real valorizado, um esboço de equilíbrio nas contas públicas que, se os tucanos não executaram, o PT terminou de passar a borracha nele. Das crises internacionais o governo Lula só encarou o estouro da bolha imobiliária americana, que já mostrava que levaria algum tempo para chegar aqui, mas chegou.
Mantendo Henrique Meireles no Banco Central, homem forte do governo anterior, Lula deu uma grande cartada. Manteve parte da coerência da administração financeira, aos poucos desfeita por conta das farras com cartões corporativos, verbas desviadas, aumento dos benefícios sociais em detrimento do desenvolvimento, contratação a rodo dos antigos companheiros de sindicatos para cargos importantes de estatais, sem concurso público e diante dos olhos vendados da Justiça.
Sua incompetência em governar foi camuflada pelos números mágicos que hoje têm a senadora Gleise Hoffman, do PT-PR e esposa do ministro das comunicações, sua maior propaladora. A senadora, em seu primeiro mandato, é ferrenha defensora do governo Dilma e mais uma desavisada que vive de amores por Lula. De uma coisa não se pode acusá-la, de despreparada. Casada com um homem que vai completar 12 anos em ministério e alçada à condição de novas estrela da política paranaense, Gleise é formada em Direito e especializada em Administração Financeira. Por anos foi assessora parlamentar no Congresso Nacional e já foi secretária estadual e diretora da Itaipu, o que lhe dá um currículo considerável. A divulgação dos números mágicos não é, portanto, por ignorância, mas pela premeditada intenção de defender um governo que mantém sua popularidade, segundo institutos pagos por ele mesmo, sobre as pernas altas de palafitas de mentira. Mente quem diz que a mentira tem pernas curtas.
Esse tipo de defensor o PT sempre teve, mas o bom mocismo do PSDB e a falta de rumo nato do DEM não permite que se repita na oposição de hoje o moleque brigador que foi a oposição petista. Não se vê, por exemplo, a pseudo oposição de quem falo desde 2007, mostrar que o combate à inflação do Mantega é a cópia amarelada do combate de Sarney ou que o projeto Minha Casa, Minha Vida é o mesmo amontoado de erros, superfaturamento e burocracia que foi o BNH, ambos programas combatidos pelo PT-oposição. Não se vê a oposição mostrar que não faz sentido se pagar tanto seguro desemprego se o emprego formal bate recordes ou que o voto em lista fechada que o PT tenta nos enfiar goela abaixo é um arremedo fascista do voto vinculado imposto pelos generais quando viram que perderiam sua última eleição.
O PT aprendeu a como não governar, mas a oposição de hoje não aprendeu com o PT como se faz oposição.
©Marcos Pontes

sexta-feira, 20 de maio de 2011

FARC/PT - Era Pior do Que se Pensava

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A análise de 5.700 mensagens encontradas nos arquivos de um chefe das FARC morto em 2008 revela as conexões do grupo com Chávez, Correa e o PT
por Ana Claudia Fonseca,
Hugo Marques, Julia Carvalho 
e Rodrigo Rangel
A divulgação de um pacote com 5.700 documentos dos arquivos dos computadores do narco-terrorista Raúl Reyes, na semana passada, é de deixar um Julian Assange, australiano fundador do site WikiLeaks, dedicado a revelar segredos de estado, verde de inveja. O colombiano Reyes, cujo nome verdadeiro era Luis Edgar Devía, coordenava a ComInter, a rede internacional de representantes e colaboradores das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Ele foi morto em 2008 em um ataque do governo democrático colombiano contra seu acampamento, no Equador, onde foram encontrados três laptops, dois discos rígidos e três cartões de memória - ou seja, um arquivo completo sobre as atividades da guerrilha que, no passado, aspirava a tomar o poder para instalar na Colômbia uma ditadura comunista e hoje não passa de um bando criminoso que sobrevive de sequestros e tráfico de cocaína e armas. Uma pequena parcela dos documentos de Reyes vazou para a imprensa desde então, entre os quais algumas dezenas que davam indícios das ligações das FARC com o Brasil e, em especial, com militantes e políticos de esquerda. Após ter sua autenticidade certificada pela Interpol, a íntegra do material foi entregue pelo governo do presidente Alvaro Uribe ao Instituto de Estudos Internacionais Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), uma entidade de credibilidade inabalável com sede em Londres. Na semana passada, o IISS divulgou um relatório com uma análise dos documentos. Há revelações devastadoras, como as de que o governo Hugo Chávez encomendou às FARC o treinamento de milícias e o assassinato de opositores venezuelanos e prometeu ao grupo 300 milhões de dólares para comprar armas. Também vieram à tona indícios de que o presidente do Equador, Rafael Correa, recebeu 400.000 dólares das FARC para financiar sua campanha eleitoral, em 2006. Possivelmente para evitar as cobranças que receberia de jornalistas ou de sua colega Dilma Rousseff, Chávez cancelou sua visita ao Brasil poucas horas antes da divulgação do relatório, na semana passada. As revelações são, em tese, suficientes para justificar uma ação penal contra Chávez em um tribunal internacional. “Há dois crimes em suas ações: conspiração e formação de quadrilha para delinqüir”, diz Maristela Basso, professora de direito internacional da Universidade de São Paulo.
Os pesquisadores ingleses concentraram-se em analisar as relações das FARC com a Venezuela e o Equador. Junto com seu relatório, contudo, divulgaram um CD com grande parte dos e-mails, das transcrições de gravações e das prestações de contas encontradas no computador de Reyes, num total de 1.500 páginas de documentos em estado bruto. Veja passou um pente fino nesse vasto material e cruzou-o com sete dezenas de documentos sobre as FARC entregues por Uribe ao governo Lula, em 2008. Há, no conjunto da obra, muitas informações que confirmam velhas suspeitas sobre os tentáculos das FARC no Brasil. Os e-mails do arquivo de Reyes mostram que as FARC agem com bastante liberdade em território brasileiro. Aqui, os narcoterroristas conseguem documentos falsos (frequentemente, com a ajuda de diplomatas venezuelanos), recebem o apoio de políticos e militantes de partidos de esquerda para arrecadar dinheiro, compram armas e fazem proselitismo para conquistar simpatizantes e, quem sabe, novos recrutas. Esse fato, aliás, foi confirmado por Marli Machado Bittar, de São Paulo. Marli tem um filho, Vladimir, que se tornou guerrilheiro das FARC, com o codinome Rafael Spindola. Ela disse em depoimento à Polícia Federal ter ouvido de um amigo comum que foi o colombiano Olivério Medina quem o recrutou.
Medina, nome de guerra de Francisco Cadenas Collazos, é um dos representantes das FARC no Brasil. Até 2006, tinha como companheiro no país Orlay Jurado Palomino, codinome Hermes, acusado de ter participado do sequestro e do assassinato da filha do ex-presidente paraguaio Raúl Cubas, Cecilia, em 2005. Medina foi preso a pedido da Colômbia em 2005 e no ano seguinte recebeu status de refugiado político do governo brasileiro e foi solto. Ele era um dos principais interlocutores de Reyes e os e-mails mostram que continuou defendendo os interesses das FARC no Brasil até a morte do chefe, em 2008.
Os e-mails das FARC mostram que, até ser preso, Medina contava com a ajuda providencial da diplomata Eloisa Lagonell da embaixada da Venezuela em Brasília, e do artista plástico Pavel Égüez, adido cultural do Equador no Brasil. Em uma correspondência, Medina chega a relatar informações sobre um encontro entre Chávez e Lula, que teriam sido repassadas por Lagonell. O episódio revela o grau de intimidade das FARC com a burocracia venezuelana e quando o governo Chávez estava disposto a intermediar os interesses do grupo na região - fato comprovado por inúmeros outros e-mails do arquivo. Outro personagem que servia de conexão entre as FARC no Brasil e na Venezuela era o deputado chavista Amilcar Figueroa Salazar, codinome Tino. Em uma mensagem de 27 de janeiro de 2006, portanto escrita na cadeia, Medina conta a Reyes sobre um trambique que estava planejando para conseguir uns trocados para as FARC. O conteúdo era: “Por meio de Viana (o bancário Antônio Carlos Viana, que em 2002 esteve presente ao churrasco em Brasília em que Medina supostamente prometeu 5 milhões de dólares para ajudar a eleger Lula), Tino ficou sabendo sobre os Telecentros montados no MST e nos povoados de pescadores artesanais, que funcionam via satélite. Em Caracas gostaram da ideia. Tino ligou para Viana para contar-lhe e propor que faça um projeto. Quando Viana me comentou sobre isso, propus que o façamos por meio do Cela, para ver se sobra algum centavo. Te manterei informado”.
Tudo indica que o núcleo brasileiro da guerrilha movimentava altas somas em dinheiro. Em uma mensagem de outubro de 2003, o chanceler das FARC, Rodrigo Granda, baseado em Caracas e posteriormente também envolvido no sequestro de Cecilia Cubas, conta que Tino cruzou a fronteira com 60.000 (possivelmente dólares), enquanto, “no cofre, 150 ficaram com Albertão”. Trata-se aqui de Edson Antônio Albertão, ex-vereador petista de Guarulhos. No mesmo e-mail, Granda conta que Tino, Camilo (outro codinome de Medina) e um terceiro companheiro chamado Zé Maria foram assaltados no centro de São Paulo. O trio de terroristas perdeu 250 reais e um celular. Ficaram indignados pelo fato de tudo ter ocorrido “em plena luz do dia, às 10 horas”. Ladrão malvado.
Albertão não era o único petista que se relacionava com as FARC. No CD divulgado pelo IISS, há uma menção reveladora ao ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira. Em mensagem de 19 de junho de 2003, Granda descreve o encontro que teve com Ferreira em Quito, no Equador. “Conversamos muito com ele”, escreveu Granda. Ferreira era secretário de relações internacionais do PT, portanto tinha autoridade para falar em nome do partido do recém-empossado Lula. Em março de 2005, Ferreira disse a VEJA que, se havia ligações entre membros do PT e as FARC, ocorriam à revelia do partido. “Posso dizer que são até criminosas”, declarou. Na sexta-feira passada, perguntado sobre o encontro citado nos e-mails, Ferreira adequou o discurso. Disse que a reunião aconteceu no Foro de São Paulo, um encontro de organizações esquerdistas da América Latina, em Quito, e que só depois ele ficou sabendo que Granda era das FARC. Granda, é bom lembrar, era então a face mais conhecida das FARC no exterior e um ano antes havia sido incluído na lista de criminosos procurados pela Interpol. A seu favor, Ferreira tem o fato de que enganar brasileiros parecia ser especialidade de Granda. O relatório do IISS destaca uma mensagem eletrônica em que ele diz ter sido interrogado pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, em 2002. Granda conta que conseguiu esconder um arquivo que o incriminaria antes de ser levado para a sala da PF e explica como, por fim, se safou da encrenca com uma solução sui generis: “Liguei para Caracas”, diz ele. Em outro e-mail, o chanceler das FARC revela que o cônsul da Venezuela em Manaus deu “vistos de cortesia” para alguns guerrilheiros viajarem do Brasil para a Venezuela, em 2003, e até indicou o contato de um chefe de imigração que poderia resolver problemas com documentação. Está comprovado: os interesses das FARC estendiam-se pelo território brasileiro como os muitos e longos tentáculos de um molusco pegajoso.
Veja - 14/05/2011
Fonte:  Lili Carabina
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Corram que a Polícia vai à Escola


Lição de hipocrisia popular e oficial.
Se eles (os PMs) tivessem chegado mais rápido..., a notícia seria assim... 
Corram que a Polícia vai à Escola...
Dia 07 de abril de 2011 às 08h, policiais ao passar em frente a Escola Tasso de Oliveira no bairro Realengo-RJ, foram informados por um funcionário sobre a entrada de um elemento suspeito e armado. Os policiais imediatamente entraram na escola. Segundo informações do policial (sargento da PM Márcio Alves) o suspeito foi abordado quando este estava prestes a entrar em uma das salas de aula. Ao ouvir o chamado do policial, o elemento sacou uma arma da cintura. Imediatamente o policial atirou na direção do mesmo ferindo-o mortalmente. O barulho do disparo provocou pânico nas salas de aulas e no corre-corre alguns alunos sofreram contusões leves devido a choques com as carteiras escolares e em outros alunos.
A direção da escola e professores protestaram contra ação precipitada do policial que disparou a arma num ambiente escolar levando risco as crianças.
Ouvida pela imprensa, uma professora declarou não ter ouvido a ordem do policial ao rapaz antes do disparo e que o rapaz (Wellington Menezes, de 23 anos) tinha sido estudante da escola e era conhecido por alguns estudantes e professores da escola. 
O jovem assassinado pelo policial era morador da comunidade e segundo os vizinhos era um rapaz calmo, de poucos amigos, trabalhava e frequentava uma igreja local. O vigilante da escola disse que o rapaz o tinha informado que estava na escola para dar uma palestra sobre segurança, porém a direção da escola não confirmou o agendamento dessa palestra. O rapaz assassinado era órfão, morava só e tinha apenas uma irmã adotiva que mora em outra residência. O líder comunitário local se disse indignado pela ação truculenta e irresponsável da polícia que tem dirigido a classe pobre e negra da comunidade as consequência brutais do seu despreparo. A irmã de Wellington entrou hoje com uma ação indenizatória pelo assassinato do único irmão. Disse ainda que a ação não se justificava pelo dinheiro e sim pelo protesto perante a justiça da perda de seu ente querido. 
A OAB e entidades de Direitos Humanos estão articulando ações para responsabilizar o policial bem como a cúpula da Polícia Militar pelo episódio. A Polícia Militar informou que os três policiais que participaram da ação foram afastados do serviço externo e o policial que efetuou o disparo prestará depoimento ao tribunal militar e após julgamento, o policial poderá ser punido com advertência, suspensão, prisão ou expulsão, conforme previsto no código militar. A cúpula da Polícia Militar lamenta o ocorrido e ressaltou o esforço que tem desprendido em treinamento baseado em cursos, palestras e práticas, no sentido de prover o policial da qualificação que a população exige e merece receber do seu pessoal. 
Em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e Senado, políticos da situação e oposição cobraram do Ministério da Segurança uma posição mais enérgica na cobrança a Polícia Militar da redução do índice de violência promovida pelo órgão, cujo documento encerra com a frase: “afinal, eles são remunerados para dar segurança a população.”.
Amauri Oleron
COMENTO:  texto hipotético de autoria de Amauri Oleron, sobre a tragédia no Rio de Janeiro, infelizmente é a pura realidade, o autor com propriedade conseguiu retratar o que em regra sempre acontece contra as instituições policiais, quando atuam logo no inicio de uma possível ocorrência de natureza grave. Primeiro se aponta o dedo e se critica as instituições sem o menor pudor e respeito. É um ótimo texto para uma reflexão e uma mudança de atitude. 
Comentário de Claudio Frederico de Carvalho com o qual concordo em gênero, número e grau.
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quinta-feira, 19 de maio de 2011

MEC Quer Erigir Lula ao Status de Camões de Uma Nova Língua

por Janer Cristaldo
Você passa na feira e ouve: “vendo três pexe por dez real. O freguês qué comprá?” Dá pra entender? Dá. A comunicação é eficaz? É. Mas obviamente não é correta. 
Nasci em geografia em que se comiam as consoantes finais das palavras. Erres e esses era como se não existissem. Tanto que, quando chegava alguém da cidade, costumava-se dizer: fulano é cheio de erres e esses. E aí se pronunciava o "r" e o "s" finais, para bem definir o forasteiro. Apesar de ter sido alfabetizado, eu também não usava essas consoantes. Soaria como um tanto pernóstico lá no Ponche Verde. E mesmo em Dom Pedrito. Até hoje, coloquialmente, costumo dizer “tu vai hoje ao cinema?” Mas isso com pessoas muito íntimas. Não vou dizer “tu vai” para alguém que acabo de conhecer, muito menos em uma palestra.
Está provocando celeuma o livro Por uma Vida Melhor, adotado pelo Ministério da Educação, que considera ser válido o uso da língua popular, ainda que com seus erros gramaticais. Dizer "Nós pega o peixe" ou "os menino pega o peixe", seria aceitável. Para quem não tem escola, sem dúvida é aceitável. Mas a escola existe para ensinar os alunos a falar corretamente. Se não ensina, não tem porque existir. Um livro, adotado pelo MEC, não pode abrir tal exceção.
Em minhas viagens, conheci poliglotas analfabetos. Em geral nos souks de países árabes, mas também vi isto na Grécia. É típico de povos comerciantes falar várias línguas, embora não entendam nenhuma. Cansei de ver crianças e mesmo adultos oferecendo quinquilharias a turistas em sueco, alemão, inglês, francês, italiano, espanhol e até mesmo em português. Eles têm uma intuição extraordinária para adivinhar a nacionalidade do cliente. Só de me olhar, já vão perguntando: Brasilia, Brasilia?
O vocabulário é escasso, é verdade. Em geral se compõe de apenas três ou quatro palavras, mas que servem para o que se quer: barato, quer entrar, bonito, muito obrigado e números, obviamente. Eles sabem contar até cem em diversas línguas. A dor ensina a gemer.
O turista também acaba apelando a recurso semelhante. Quando giramos por vários países, as línguas se embaralham. Já foi inclusive proposta uma nova língua na Europa, o europanto. To speakare europanto, tu basta mixare alles wat tu know in extranges linguas. Seria a única língua do mundo que se aprende quase sem estudá-la. Teria 42% de inglês, 38% de francês, uns 15% de um misto de outras línguas européias e uns 5% de fantasia. No est englado, non est espano, no est franzo, no est keine known lingua aber du understande. Wat tu know nicht, keine worry, tu invente. 
Terá futuro? Acho que não. Mas de vez em quando, principalmente quando ando pelo norte da Europa, me surpreendo falando um europanto rudimentar. Sem querer. É um pidgin mais sofisticado, que envolve não apenas duas línguas fronteiriças, mas as várias línguas de muitas fronteiras.
Lê-se no livro do MEC: "Você pode estar se perguntando: "Mas eu posso falar "os livro"?" Claro que pode. Mas fique atento, porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito lingüístico. Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas para a norma culta como padrão de correção de todas as formas lingüísticas". 
É óbvio que pode. Falar errado não é crime. Tanto que a maior parte do povo fala errado. Pior ainda, há muito advogado e jornalista falando errado. Já li petições que são um insulto à inteligência. Fosse juiz, eu a devolveria incontinenti e mandaria o advogado repetir o primário. 
Tive uma educação rígida no ginásio, naqueles dias em que reprovar fazia parte da vida escolar. Meu professor de português descontou certa vez dois pontos de um aluno por ter escrito “feichão”. Saí do colégio com uma redação impecável. Ou não sairia do colégio. Duas décadas mais tarde, fui professor de Letras na graduação e pós-graduação, na UFSC, e tive de reprovar alunas em fase final de curso porque escreviam coisas como "eu poço", "eu fasso" e outras do gênero. Ou seja, vinte anos depois, a universidade sequer chegava ao nível de meu ensino ginasial.
Minhas aluninhas reclamavam. Que eu deveria ser professor de Língua, não de Letras. Que me desculpassem. Não consegue degustar filé quem não domina o feijão com arroz. Ao final de cada ano, era choro e ranger de dentes. “Mas eu estou com meu nome impresso no convite de formatura”. Que façam então novo convite. “Mas meu pai organizou um churrasco”. Que organize. Ano que vem terás churrasco de novo.
Mas voltemos ao Vida Melhor. Absurdo falar em vítimas de preconceito lingüístico e afirmar que muita gente toma as regras estabelecidas para a norma culta como padrão de correção de todas as formas lingüísticas. As regras de norma culta são, sim senhor, padrão de correção das formas lingüísticas. Não fosse isso, a língua implodiria, dando lugar a um patois qualquer. Não duvido que tenha existido algum desses novos pedagogos na Roma antiga, que liquidaram com o latim e deram origem ao italiano, português, espanhol e romeno. Nada contra. Mas uma língua, se quiser persistir no tempo, tem de ter suas defesas.
Curiosamente, nestes dias em que velhos comunistas querem purificar o vernáculo, proibindo anglicismos, o MEC quer introduzir na língua um anglicismo atroz. Pois isso de “eu vai, tu vai, ele vais, nós vai, eles vai” é puro inglês. É algo que facilita a língua, sem dúvida alguma. Mas sempre exigirá o pronome. A flexão da forma verbal permite eduzir o falante.
Idiossincrasias de cada língua. O problema é que, depois de Lula, analfabetismo passou a dar prestígio. Para que ser culto, se um analfabeto – que se gaba de ser analfabeto - pode chegar à Presidência da República? E ainda recebe 200 mil dólares para fazer palestras, paga que professor universitário nem sonha em receber. Estudar é perda de tempo. 
O livro do MEC, no fundo, quer erigir o Supremo Apedeuta à condição de um Camões da nova língua.
Fonte:  Janer Cristaldo
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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Chefia e Liderança – O Valor do Comandante

por André Soares
“A tropa é o espelho do chefe” é uma das máximas mais verdadeiras sobre a carreira das armas. Quem souber empregá-la conseguirá avaliar com precisão e rapidamente o poder militar e a índole de qualquer tropa, organização militar, forças militares, ou forças armadas de uma nação, sem necessitar de uma investigação aprofundada. Para isso, basta analisar a pessoa e o valor de seus comandantes. Porque todos os militares subordinados, sem exceção, mesmo os de mais alto gabarito, ficam inescapavelmente aprisionados sob a influência da pessoa de seus comandantes. Em tudo. Nos atos de heroísmo e bravura. Mas, também, na incompetência e na corrupção. Isto decorre da vida profissional totalizante a que os militares estão submetidos, sob os rigores absolutos da hierarquia e disciplina militares. É exatamente por isso que outra máxima militar adverte que “as palavras convencem, mas o exemplo arrasta”, inclusive o mau exemplo. Portanto, em qualquer situação ou circunstância de atuação militar, de qualquer efetivo e valor, seja qual for o seu resultado, estar-se-á sempre diante do retrato mais fiel sobre a pessoa do seu comandante. Principalmente, se ele estiver ausente.
Um exemplo atual, ponto de inflexão a favor do combate ao terrorismo internacional, foi o sucesso da ação de inteligência militar dos EUA no Paquistão, que culminou com a morte de Bin Laden, líder do grupo terrorista Al Qaeda. Se o presidente dos EUA, Barak Obama, recebeu merecidamente os louros desse êxito, esse mérito é exclusivamente de natureza política. Os verdadeiros heróis e principais responsáveis pela vitória dessa missão arriscada e de morte são os combatentes anônimos da tropa de elite da marinha norte-americana. Porque não são os reis, presidentes, ou governantes, que lutam e morrem para vencer suas guerras, mas a coragem e o destemor de seus militares combatentes. Portanto, como a tropa é o espelho do chefe, esses militares norte-americanos são o reflexo cristalino de seus comandantes, que certamente os “arrastaram” para o sucesso dessa missão com seus exemplos pessoais.
Todavia, esse episódio não é a regra, mas a exceção, quando se trata da realidade das forças militares em todo o mundo, principalmente no Brasil, em que nossas forças armadas são não operacionais. Significa que são capazes de lutar, mas não de vencer, porquanto tropas operacionais são forjadas nas lides do emprego em combate e não dentro dos quartéis.
Nessa conjuntura de ineficiência para o emprego militar, chegamos à situação alarmante em que os comandantes militares das forças armadas brasileiras nunca viveram situação real de combate, diferentemente dos nossos corajosos “pracinhas” da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Estes são os únicos brasileiros da atualidade que conhecem o verdadeiro e “bom combate”, no qual muitos deles morreram na II Guerra Mundial e que hoje são esquecidos. Todavia, os comandantes militares das forças armadas ostentam medalhas, muitas medalhas.
Em termos de eficiência de emprego militar, pode-se ressaltar que as polícias militares em geral são muito mais eficientes em seu mister, que as forças armadas na consecução da defesa nacional. Isto porque enquanto nossas forças armadas estão acomodadas dentro dos quartéis, assistindo passivamente ao seu sucateamento, sendo derrotadas pela entropia burocrática, nossos policiais estão diuturnamente combatendo e morrendo na guerra sangrenta contra a criminalidade no país.
A verdade é que a ineficiência é o mal que acomete as estruturas militares quando a carreira das armas se desvirtua de sua atividade-fim que é o combate. Esse é o contexto atual, em que a carreira militar deixa de ser profissão para virar emprego, sendo dominada pelos carreiristas de gabinete, afastando os verdadeiramente vocacionados para a vida castrense. Isso é o que vem ocorrendo nas forças armadas brasileiras, há décadas, cuja crescente e grave evasão de jovens promissores de suas fileiras é hemorragia incontida, que os atuais comandantes militares tentam esconder, mas não conseguem estancar. Portanto, confirmando a máxima inexorável, nossas forças armadas são o retrato fiel da pessoa de seus comandantes.
Se qualquer pessoa, em sã consciência, não habitaria com sua família uma residência construída por um engenheiro que nunca construiu, e não submeteria qualquer de seus familiares a uma cirurgia realizada por um cirurgião que nunca operou, a verdade é que a defesa nacional está entregue a comandantes militares que nunca combateram. Quando a nação conclamar nossas forças armadas ao verdadeiro e derradeiro combate, estaremos confiando a eles o destino do país e a vida de nossos filhos. Todavia, eles ostentam medalhas, muitas medalhas.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Erosão da Liberdade

por Maynard Marques de Santa Rosa
Os filósofos humanistas acreditavam que a razão humana é onipotente e ilimitada. Francis Bacon chegou a afirmar que: “a ciência e a lógica podem resolver todos os problemas e ilustrar a infinita perfectibilidade do homem”. 
Sob a idolatria da razão, o iluminismo relativizou os alicerces culturais da nossa civilização, privando-a dos referenciais de comportamento que regiam a própria sobrevivência social. 
Posteriormente, a insatisfação popular dos novos tempos abrigou-se nas ideologias fratricidas, fazendo grassar a instabilidade. E a religião foi sendo relegada, como “o ópio do povo”.
Parece surpreendente, mas a transformação acelerada dos costumes sociais, que se observa no mundo moderno, não resulta de um processo espontâneo. 
Embora admitindo-se que a concentração urbana e a educação do povo favorecem a conscientização, é inegável que a luta pelo poder domina a motivação da maior parte dos fenômenos midiáticos de massificação. 
Atualmente, a dialética de formação da opinião pública virou campo de batalha revolucionário. Antes, a força das armas era o último recurso para submeter resistências a interesses vitais. Hoje, é o apelo à propaganda e à mobilização.
A ideologia gramscista intenta subjugar a sociedade, forçando a sua transformação cultural. Para isso, substituiu a luta de classes da doutrina de Marx pela decantada “luta por hegemonia”.
A luta pela hegemonia consiste na defesa de uma ideia minoritária contra o senso-comum tradicional, a fim de levar a maioria das pessoas a aceitá-la como politicamente correta, mudando o seu modo de pensar. 
O problema é que não se sabe quem define o politicamente correto; e se a ideia inoculada é válida, justa ou conveniente. 
O livre-arbítrio permite, por exemplo, que as pessoas homoafetivas vivam como quiserem, cabendo-lhes o respeito alheio às opções de sua preferência. Contudo, impor o seu ponto de vista ao conjunto da sociedade é um contra-senso ao aforismo aristotélico de que “o todo deve, necessariamente, ter precedência sobre as partes”.
A agenda de luta por hegemonia é permanente e prolífica de temas com potencial de conflito, como: racismo, “bullying”, violência doméstica, machismo, homossexualismo, fumo e muitos outros.
As técnicas mais sutis e criativas de publicidade abusam do sofisma, para convencer uma maioria descuidada. Uma análise superficial do cotidiano permite identificar a engenhosidade dessas campanhas, como podemos observar nos casos abaixo.
“A responsabilidade pelo comportamento violento das pessoas cabe às armas de fogo”. Portanto, devem ser proibidas. 
“O que impede as pessoas de cor de ingressarem na universidade é o racismo do povo”. Portanto, deve ser corrigido pela imposição de um sistema de cotas raciais.
“Os pais abusam naturalmente de seus filhos”. Logo, cabe ao Estado dotar os conselhos tutelares de uma atribuição policial. 
“O castigo é abominável, por deformar a personalidade da criança”. Assim, deve ser criminalizado.
Aprendemos da sabedoria popular que “a ociosidade é a mãe de todos os vícios”. No entanto, hoje, “o trabalho infantil é exploração”. Logo, se uma mãe atribui à criança uma tarefa doméstica, arrisca-se a perder o pátrio poder. 
Reprimido artificialmente um costume natural, resta em seu lugar um vácuo de padrão, passível de ser preenchido pela sugestão do comportamento projetado, o “politicamente correto”. 
Após assimilado pelo povo, o novo padrão é imediatamente transformado em legislação. Dessa forma, o direito avança agressivamente sobre o campo da moral, produzindo uma sociedade “controlada”. A cada avanço, a liberdade individual fica diminuída.
A sociedade, perplexa e desprotegida, assiste à progressão dos disparates. Um bandido que arrasta e dilacera o filho para roubar o carro da mãe é resguardado por lei, simplesmente, por ser menor de dezoito anos, ignorando-se o direito da coletividade à legítima defesa. 
Existem exemplos de que a História se repete, por falta de atenção. Duas gerações após o trauma da Revolução Francesa, Alexis de Tocqueville escreveu que o delírio dos franceses por reformas toldou-lhes a visão dos fatos, levando-os a abstraírem os valores que haviam inspirado a própria revolução. “A primeira vítima, tombada na guilhotina, foi a fraternidade. A igualdade ficou postergada para o futuro, nas trincheiras dos novos proprietários rurais. E a liberdade dissipou-se, progressivamente, no sorvedouro da massificação e da centralização administrativa”.
Se o bom-senso natural for absorvido pelo turbilhão do senso comum artificial, em pouco tempo, teremos uma população de neuróticos e psicopatas. O caráter brasileiro terá perdido a irreverência espontânea e a alegria. E um povo triste é uma sociedade infeliz.
Tudo isso, porém, carrega uma intenção oculta, um fim político desconhecido. 
A quem tem “olhos de ver” e “ouvidos de ouvir”, despertar é preciso!
Maynard Marques de Santa Rosa 
é General de Exército da Reserva.
Fonte:  Alerta Total
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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Eis a Mais Clara Manifestação do Que é a Democracia Brasileira

As imagens são autoexplicativas!

Essa é a tão decantada Democracia???
Então, pensar diferente e manifestar sua opinião, sem agressão a ninguém,  pode motivar tapas e adjetivos de criminoso e outros similares?
Onde estão os "democratas" que quase viraram o parlamento pelo avesso e bradaram pela cassação do Deputado Jair Bolsonaro quando ele taxou de "vagabunda" uma outra parlamentar com sintomas de histeria?
Como qualificar uma senadora que se manifesta afirmando que um parlamentar eleito pelo voto de milhares de fluminenses não é digno de pertencer ao parlamento?
Isto não dá margem a que os eleitores desse mesmo parlamentar se manifestem no sentido de que a senadora em questão desmoraliza o mesmo Congresso Nacional?
Essa é a Democracia Brasileira?  O que vem mais por aí??
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domingo, 15 de maio de 2011

MEC Distribui Livros - Falar Errado... É Certo.


Livro didático de língua portuguesa adotado pelo MEC (Ministério da Educação) ensina aluno do ensino fundamental a usar a “norma popular da língua portuguesa”. Para explicar melhor: o livro estimula os alunos a falarem errado, sem o constrangimento que seria taxado como 'preconceito'.
Nada melhor do que o comentário de Reinaldo Azevedo, que já sai criticando o nome do livro. Ele diz o que é indiscutível tanto pelo MEC, pelos autores da obscenidade linguística, pelo governo ou por seus alucinados simpatizantes. Diz Reinaldo de Azevedo que “Por Uma Vida Melhor” pode ser título de livro de medicina, de religião e de auto-ajuda, mas não de língua.
Augusto Nunes também expõe sua opinião sobre o que classificou como assassinato a sangue frio da gramática, da ortografia e da lucidez, provocado pela professora Heloísa Ramos. Perplexa e "ofendida", uma das autoras do livro, a professora Heloísa Ramos, declarou que a intenção era deixar os alunos à vontade por conhecer apenas a linguagem popular e não ensinar errado. Isso é que é boa intenção: deixar o aluno bem à vontade para falar errado.
Os autores, que deveriam ser presos por crime à língua de seu país, ainda se dão o direito de usar frases como “os livro ilustrado mais interessante estão emprestado”, “nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”. Alegam que não há erros pois “só o fato de haver a palavra os no plural já indica que se trata de mais de um livro”.
De acordo com esse atentado cultural, o estudante pode correr o risco “de ser vítima de preconceito linguístico” caso não use a norma culta. Engano! Vítima de preconceito - mais do que merecido - seria um Ministério da Cultura como esse que nós temos e um governo baseado na falta de instrução, usada como se fosse uma virtude (frases no final da página). Com ou sem livro destinado à 'analfabetagem', ao menos da minha parte sempre sofrerão preconceito toda vez que entupirem meus ouvidos com erros gramaticais básicos. Não por sua ignorância, mas pela escolha de um governo que pretende mantê-los cada vez mais ignorantes.
Ao defender “o uso da língua popular”, os autores afirmam que a imposição de normas linguísticas cultas (?) não levam em consideração a chamada língua viva. Deve estar se referindo àquela língua que vive nas ruas, nas favelas, no meio de quem não teve acesso à instrução por culpa principalmente do governo que prefere os ignorantes que são mais facilmente domáveis.
O MEC disse ainda que a escola deve propiciar aos alunos jovens e adultos um ambiente acolhedor no qual suas variedades linguísticas sejam valorizadas e respeitadas, para que os alunos tenham segurança para expressar a "sua voz". De fato, não existe nada mais acolhedor. Não para os alunos, mas para um governo PTista.
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Para comemorar a distribuição do livro anti-cultura distribuído pelo Ministério da "Cultura" do governo PTista aos alunu brasileru, abaixo algumas frases de L.I., bem de acordo com a realidade cultural do país:
• "Eu gostaria de ter estudado latim, assim eu poderia me comunicar melhor com o povo da América Latina" - Brasília, 2003 (deveria ter nascido mudo).
• "A grande maioria de nossas importações vem de fora do país." - Brasilia, 2003
• "Se não tivermos sucesso, corremos o risco de fracassarmos." - Cuba, 2005
• "O Holocausto foi um período obsceno na História da nossa nação. Quero dizer, na História deste século. Mas todos vivemos neste século. Eu não vivi nesse século." - Davos, 2006
• "Uma palavra resume provavelmente a responsabilidade de qualquer governante. E essa palavra é "estar preparado". - Brasília, 2002
• "O futuro será melhor amanhã." - Rio de Janeiro, 2004
• "Eu mantenho todas as declarações erradas que fiz." (dessa vez, disse a verdade) - Porto Alegre, 2004
• "Nós estamos preparados para qualquer imprevisto que possa ocorrer ou não." - Goiania, 2004
• "Não é a poluição que está prejudicando o meio-ambiente. São as impurezas no ar e na água que fazem isso." - São Paulo, 2006
• "É tempo para a raça humana entrar no sistema solar." - Brasília, 2007
• "Ninguém é culpado pelo desmatamento da Amazônia."
• "Minha mãe nasceu analfabeta." - Garanhuns, 2005
Parece que, para o PT, “Cultura é coisa da zelite”.
Fonte:     A Casa da Mãe Joana
COMENTO:  em breve, o Ministério da Saúde lançará uma campanha publicitária alertando a cambada que dengue, sarampo, malária, gripes suína e aviária e outros males que levam milhares de preconceituosos aos hospitais não passam de "manifestações da natureza", e que elas devem ser aceitas com naturalidade. Assim, devem evitar essa mania de lotar os hospitais públicos ao menor sinal de que não se sentem bem. Ora, quer sentir-se bem? Isso é coisa de burguês!
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A Década Arruinada

por Valmir Fonseca
Em passado recente, conhecemos e lamentamos as chamadas “décadas perdidas”.
Das de 80 e 90, até hoje, ouvimos as lamúrias do pouco que foi feito, do ridículo avanço, da patinação no mesmo lugar, ou até do penoso passo atrás, isto enquanto alguns países iniciaram ou prosseguiram sua trajetória rumo ao deslanche econômico.
Países como a China, a Índia, a Coréia do Sul e outros, de repente atracaram-se nas asas de uma pujança econômica, e impressionaram aos demais com o seu “milagre”.
Contudo, o milagroso desempenho não aconteceu por artes de qualquer duende ou por Deus ser chinês, coreano, ou simpatizante de alguma nação.
“Milagres” daquele tipo, mesmo os mais crentes sabem, não ocorrem gratuitamente, e não despencam dos céus no cocuruto das nações. 
Eles são planejados, construídos, e somente após alguns anos, quando não décadas, tal qual frondosa árvore frutífera, florescem e apresentam aos que a cultivaram, os seus frutos.
Aqueles governos plantaram condutas e normas exóticas para a nossa tacanha compreensão, cultivaram com esmerado cuidado as sementes da educação, fertilizaram os recursos humanos com os nutrientes da meritocracia, sulcaram estradas com parcimônia, adubaram a infraestrutura com honestidade, irrigaram a indústria com determinação, selecionaram criteriosamente os agentes da produção, separaram o joio do trigo e, após inaudito esforço, sedimentaram uma sólida base para uma colheita farta. 
Quanto a nós, eufóricos, encantados com a nossa imagem no espelho, com a bunda grande das nossas damas, com as peripécias futebolísticas de nossos craques, com a alegria esfuziante dos nossos carnavalescos, com os embalos dos trios elétricos, com as incentivadoras palavras de nossos populistas e amados líderes, e embriagados de prazer, acreditamos que o futuro é agora, e o depois a Deus pertence, e que Ele, nunca nos faltará.
Assim, desgovernados por um inconseqüente, muitos acreditaram no papo furado, desprezaram os fatos e riram das evidências. E, assim, foi-se um, dois, três... quase dez anos e, quem sabe, muitos mais.
Dos emergentes, alguns atingiram resultados de tirar o chapéu, outros menos; o Brasil, na comparação geral, menos ainda.
Foi uma década arruinada, esbanjada. Se a esbórnia tivesse cara ela seria a de um viscoso molusco.
Dizem que, “quem não faz leva”. Não fizemos, fingimos, não semeamos, não plantamos, não adubamos, não lavramos, não irrigamos, não fertilizamos, não sulcamos, não separamos o joio do trigo, não tivemos o necessário patriotismo, apenas comemoramos, por isso estamos levando.
Inútil pretender que a incúria dos dirigentes e acólitos não cobraria o seu preço, não deles, que erraram tanto, que nada será suficiente para remediar os seus desatinos. No caso de uma população, somente ela, em especial ao seu futuro, caberá o ônus da incúria desbragada.
O estranho não será pagarmos a conta (estamos acostumados, é uma sina), o esquisito será prosseguirmos na crença de que os pilantras não sofrerão qualquer ônus, e apesar de iminente a cobrança de suas inconseqüências, ainda afirmarem, sem pudor, que os outros "estão inventando uma pseudo-crise econômica”.
No momento, cumpre acenar para a década esbanjada, e rezar para que o continuísmo que escolhemos, não patrocine outras décadas perdidas, pois será difícil, mesmo para uma nação de pascácios suportar tanta esbórnia.
De repente, como os cubanos, a tchurma agüenta até o fim dos tempos.
Valmir Fonseca Azevedo Pereira, General de Brigada Reformado,
 é Presidente do Ternuma.
Fonte:   Alerta Total
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