quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Outro Golpe Contra a Narcoquadrilha Colombiana

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O ataque que as Forças Militares Colombianas efetuaram na madrugada de domingo contra a Frente 48 das FARC, na região de San Miguel, em Putumayo, não só se considera como o primeiro grande golpe do atual Governo contra a guerrilha, mas também permitiu dar com o paradeiro de um dos chefes e ideólogos mais antigos das FARC.
Isto foi confirmado pelo Diretor da Policia, General Óscar Naranjo, ao informar que entre os 27 guerrilheiros abatidos no bombardeio ao acampamento da Frente 48 das FARC em Putumayo estava Sixto Antonio Cabana Guillén, vulgo "Domingo Biojó", antigo chefe subversivo e um dos 50 guerrilheiros mais procurados pelas autoridades da Colômbia e dos Estados Unidos.
Ao lado de "Biojó" também caiu María Victoria Hinojosa, apelidada de "Lucero", que dirigia a emissora clandestina Voz de la Resistencia do grupo guerrilheiro. Consta que ela foi companheira sentimental de Simón Trinidad, atualmente preso nos E.U.
"Podemos confirmar que alias "Domingo Biojó" foi abatido no bombardeio do amanhecer de domingo no município de San Miguel (...) tinha 55 anos, passou a metade de sua vida (25 anos) nas filas das FARC ", assegurou o General Naranjo.
O Presidente Juan Manuel Santos destacou ontem (20/9), este golpe contra as FARC. "¡Não vamos descansar um só segundo até que consigamos derrotar o terrorismo! (...)".
O Chefe de Estado acrescentou que com este tipo de operações se demonstra que "sim é possível uma Colômbia em paz e sem guerrilha, ¡pela razão ou pela força!".
Além da mulher e de "Domingo Biojó", também foram abatidos os criminosos conhecidos como "Pitufo", "Caballo" e "Segundo Cuellar".

Ataque conjunto: a fórmula
A Operação Fortaleza II se desenhou sob a conhecida, porém efetiva, fórmula de operações conjuntas das Forças Militares.
O Ministro da Defesa explicou à imprensa que após o bombardeio ao acampamento das FARC, Comandos Jungla (Combatentes de Selva) e tropas do Exército assaltaram o esconderijo atacado. Ali, além dos corpos dos subversivos, apreenderam 17 fuzis, material de guerra e computadores portáteis.
O objetivo da operação conjunta foi o mesmo grupo ao qual as autoridades atribuem o ataque há nove dias contra a Policia em Puerto Colón, na mesma região, onde morreram oito policiais.
O Diretor da Policia, General Óscar Naranjo, anunciou que serão pagas recompensas a pessoas que contribuíram com informação para localizar o acampamento guerrilheiro.
As autoridades militares informaram que os Comandos Jungla da Policia e o Exército continuam os operativos militares na zona, em busca de outros possíveis guerrilheiros mortos.

Ideólogo e o Plano Equador
O Diretor da Policia lembrou que em 2000 Cabana Guillén fue designado como membro do Comite de Negociações, durante os diálogos de paz de Caguán.
"Domingo Biojó", segundo Naranjo, era "amigo pessoal" do extinto chefe guerrilheiro "Raúl Reyes", assim como dos chefetes "Iván Márquez" e "Joaquín Gómez", dois dos sete membros do secretariado.
Cabana Guillén tinha três ordens de captura e uma "circular vermelha" da Interpol, e fazia parte dos 50 chefetes das FARC acusados nos E.U. por terrorismo e narcotráfico.
Informes de Inteligência da Policia dão conta que, depois de integrar por mais de 15 anos o bloco Caribe das FARC e após os frustrados diálogos em Caguán, "Domingo Biojó" foi encarregado por "Raúl Reyes" do chamado Plano Equador, consistente em buscar apoio político e social naquele país.
Para cumprir esse papel de "ideólogo", segundo as fontes policiais, com documentos falsos em nome de Telésforo Piedra Labanda, Cabana Guillén se movia com certa facilidade no Equador.
As autoridades também lhe atribuem, junto a "Joaquín Gómez", comandar o ataque guerrilheiro, em 31 de agosto de 1996, à base militar de Las Delicias, onde morreram uns 30 militares e outros 60 foram sequestrados.
O ministro da Defesa, Rodrigo Rivera, informou, também, que "Domingo Biojó" planejou o ataque guerrilheiro à população de Puerto Colón (Putumayo), no qual foram assassinados 8 carabineiros, em 10 de setembro passado. Rivera indicou, ainda, que no local do bombardeio foram localizados três acampamentos, que albergavam uns 60 guerrilheiros sob o comando de "Danilo", chefe da Frente 48 das FARC.
Fonte: tradução livre de El Colombiano
COMENTO: algumas fotos sobre o ataque ao acampamento dos bandoleiros podem ser vistas clicando AQUI.

Decisão

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Acordei hoje com um pensamento fixo: "Preciso escolher meu candidato à Presidência da República." Mas, votar em quem???
O primeiro pensamento foi: NÃO VOTAREI NA DILMA!!! Mas por quê? Seria por causa do Lula?
Quando me lembro do Lula, tenho uma certa aversão, mas aí vem o pensamento: "Como posso ter aversão a um presidente que na última pesquisa teve 81,7% de aprovação pelo povo brasileiro? (Fonte: "Jornal A Folha de São Paulo"). Comecei a imaginar que o problema está em mim e não no Presidente Lula".
Pensei até que esta aversão poderia ser pela lembrança de minha adolescência quando via as reportagens de um Lula, um pouco "descabelado" sobre um caminhão ou palanque, com uma grande barba negra, gritando... E como comecei a pensar no passado, resolvi analisar parte da história, onde grandes países que também passavam por grandes desigualdades, fomes e crises, elegeram um presidente de partidos populares, vindo normalmente do povo sofrido.
Iniciei analisando a grande potência do início do século XX, a Rússia. Em fevereiro de 1917, na Revolução Russa, houve a queda da autocracia do Czar Nicolau, o último Czar a governar, e procuraram estabelecer em seu lugar uma república de cunho liberal. Já em novembro de 1917, houve a Revolução de Outubro, na qual o Partido Bolchevique, liderado por Bu Abuláh, derrubou o governo provisório e impôs o governo socialista soviético.
Os Bolcheviques eram considerados a maioria, que pretendiam a implantação definitiva do socialismo na Rússia através de reformas radicais com o apoio do proletariado. Esse grupo era formado por uma facção do Partido Operário Social-Democrata Russo liderada por Vladimir Lenin.
As primeiras medidas tomadas pelo novo governo foram a reforma agrária (com a distribuição de terras aos camponeses), a nacionalização dos bancos e fábricas (sendo que a direção destas últimas foi entregue aos operários) e a saída da guerra. Ao retirar-se do conflito, a Rússia assinou com a Alemanha a Paz de Brest-Litovsk, entregando aos alemães algumas regiões russas. Nessa tomada do poder, Lenin tinha uma popularidade positiva de 89% e assim ele fundou e implantou o Comunismo na Rússia e exportou para outras nações posteriormente, como Cuba, China e Coréia do Norte.
Continuando na história chegamos à década de 30.
Olhando para outro país que passava por crises, principalmente por ter perdido uma guerra (1ª Guerra Mundial), a Alemanha vê um homem, vindo do povo e com apoio de um partido popular, um grande líder. É pouco provável que algum dirigente político do século 20 tenha igualado o grau de popularidade alcançado por Adolf Hitler (1889-1945) na Alemanha, nos dez anos que se seguiram à sua chegada ao poder, em 30 de janeiro de 1933. O apoio da população ao Partido Nazista era tímido se comparado à veneração dos alemães por seu líder máximo, que tinha 92% de popularidade enquanto governava a Alemanha (fonte: "Kershaw, Ian: Hitler, 1889-1936; Hubris, London, 1998", e "Kershaw, Ian: Hitler, 1936-1945, Nemesis, London, 2000"). O culto ao mito exerceu um papel determinante no funcionamento do Terceiro Reich e na aterradora dinâmica do nazismo. Adorado pelo povo, adulado por seus subordinados e temido no resto da Europa, Hitler entrou para a História como a encarnação da barbárie, o artífice do Holocausto, o símbolo de um dos regimes mais horrendos já conhecidos da Humanidade.
Na mesma época, outra nação passava por insatisfação com os resultados do final da 1ª Guerra Mundial, crescente insatisfação popular por alto índice de inflação, empobrecimento do povo, desemprego e fome. Então surge do meio do povo um líder, vindo da guerra e com um partido com objetivo de ter um governo forte e autoritário. Benito Mussolini, junto com seu partido, o Partido Nacional Fascista. No poder, Mussolini alcançou a popularidade de 77% na Itália.
Bem, sou apaixonado por História, pois aprendi que quem não conhece História não é capaz de construir um grande futuro, e nós temos que sempre analisar todos os pontos possíveis quando nos propusermos a tomar uma decisão importante como votar para presidente da república.
Cheguei à conclusão de que minha aversão ao Lula tem fundamento, baseado no modo autoritário de governar. Em uma entrevista, quando ele é punido pelo STE por fazer campanha antes do tempo para sua candidata, afirma que não concorda em obedecer a juízes. Mostrando em sua fala que é contra a Democracia.
E analisando nossos candidatos, não creio que temos muitas escolhas, infelizmente, mas creio que posso contribuir para que o Brasil não seja, no futuro próximo, mais um país governado por alguém eleito pelo povo humilde, que coloca suas esperanças nas mãos de alguém que promete muito, sem condições de cumprir nem 10%. E minha preocupação aumenta, quando vejo que a segurança do povo, a maior instância do poder judiciário, pode ter sua credibilidade contestada.
Estou falando do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, que é composto por juízes elevados ao posto de ministros. Esses ministros são indicados pelo Presidente da República e se forem aprovados pelo Congresso, assumem uma cadeira no lugar de quem se aposenta ou morre. Dos 11, temos uma indicação ainda do Sarney, uma do Fernando Collor de Melo e duas do Fernando Henrique Cardoso e SETE do Presidente Lula.
O Supremo Tribunal Federal (STF) é a mais alta instância do Poder Judiciário do Brasil e acumula competências típicas de Suprema Corte e Tribunal Constitucional. Sua função institucional principal é a de servir como guardião da Constituição Federal.
Mais quatro anos no poder, sendo o guia de uma mulher que parece uma marionete, podemos ter um STF totalmente indicado por eles e os nossos olhos e voz, nos jornais não comprometidos com o governo, poderão ser fechados e calados, como está atualmente o jornal O Estado de São Paulo e Diário do Grande ABC que, por ordem do STF, não podem falar de nenhum aliado do governo.
Lula olha para Dilma nos palanques e aponta o dedo dizendo: CONTINUIDADE! CONTINUIDADE! (Fonte: Jornal de Pé de Figueira de 11/08/2010 com a matéria: A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff afirmou, em seu primeiro comício em Minas Gerais ao lado do presidente Lula, que vai fazer de seu governo uma continuação da atual gestão).
Continuidade da política da fome, onde ele pegou a ideia do governo anterior, a chamada Bolsa Escola, que concedia às famílias uma ajuda por enviar o filho a escola, tirando a criança do analfabetismo e suprindo assim a necessidade do seu trabalho infantil, e a transformou na Bolsa Família, que dá o dinheiro, independentemente de a criança frequentar a escola. Assim, o pai recebe e ainda obriga o filho a trabalhar, não educando as crianças e aceitando as migalhas lançadas pelo governo.
Continuidade da ânsia pelo poder, mesmo fazendo alianças com grandes inimigos como Sarney, Renan Calheiros, Fernando Collor de Melo, como relatou o Jornal Nacional em 09/08/2010. 
Um país sem Educação, não pode ter senso crítico e ter condições de analisar o que é melhor para todos. Sem educação, você não conseguiria ler esta matéria, seu mundo seria reduzido. Sem educação, você viveria com uma mísera bolsa família e pediria para todos seus amigos e familiares votarem em quem lhe proporciona essa esmola.
Em quem vou votar???
Meu voto é secreto e não divulgarei, mas posso afirmar, NÃO VOTAREI NA DILMA!!
Autoria desconhecida
Fonte: recebido por correio eletrônico

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O Resto é Silêncio

por Paulo Timm
A verdade é nua e crua: Dilma ganhou a eleição.
Escrevo como analista, não como militante. Os militantes dos adversários vão berrar pela possibilidade de vitória de seus candidatos até a última hora. Esse é o seu papel e devem cumpri-lo com elegância.
Mas, salvo uma “bala de prata”, capaz de ferir a candidata num suposto “calcanhar de Aquiles”, Dilma ganhou. Faltam duas semanas para as eleições. E não há mais tempo para revisões de campanha. O que foi feito, está feito. Fim de papo.
A hora é, pois, de começar a pensar por que (?) ela ganhou.
Por que ganhou?
A meu juízo três razões:
1. Situação econômica do país
2. Falta de um partido claramente conservador
3. Falta de combatividade do Serra
Comento:
1. A situação econômica do país
Diversas pesquisas vinham apontando uma performance surpreendente da economia brasileira entre 2003-2009, destacando a entrada na classe média baixa, isto é, na Classe C, de cerca de 20 milhões de brasileiros. Na sexta feira passada consagrou-se a percepção com a divulgação da pesquisa de Fundação Getúlio Vargas — A Nova Classe Média: O Lado Brilhante dos Pobres (FGV), coordenada por Marcelo Neri. Aí os dados são insofismáveis. A economia brasileira recuperou seu dinamismo histórico e conseguiu melhorar os índices de distribuição de renda. Hoje, cerca de 94 milhões de brasileiros estão na classe C, diminuindo, em consequência os que estavam nas classes mais baixas de renda — C e D. Surpreendentemente também cresceu o número dos que ganham mais, nas classes A e B. Verdadeiro milagre, que, no fundo, sustenta as altas taxas de aprovação do Governo. Dir-se-á que tudo isto é uma consequência da estabilização da moeda conseguida pelo Plano Real graças à Fernando Henrique Cardoso. E daí? Ninguém quer saber quem plantou, quer saber se a colheita foi boa. E aí Lula surfa com prepotência.
2. Falta um partido conservador
Todos os analistas desapaixonados são unanimes em dizer que não há debates de fundo ideológico no país, nem propostas. A campanha está aguada. Todos os candidatos são ou foram grandes amigos, têm origem na esquerda que enfrentou o regime militar e pensam mais ou menos igual. Serra, mais à direita, embora odeie esta classificação, é o mais conservador, mas, no Governo corria o risco de ser mais intervencionista no mercado financeiro do que a Dilma, avalizada por Lula, que mantém 40% dos gastos da União para o pagamento da dívida interna, aos juros mais elevados do mundo. Houvesse um partido de tipo liberal-conservador, capaz de colocar a questão do aparelhamento do Estado sob a ótica do contribuinte que paga a conta e não estritamente moral ou político, talvez tivesse assistido a um debate efetivo de tipo ideológico. Serra não conseguiu, sequer, defender os feitos de Fernando Henrique Cardoso durante seu Governo entre 1995-2002.
3. Falta de combatividade de Serra
Todo mundo sabe que nas artes marciais a falta de combatividade leva à desclassificação do combatente. Pois foi o caso de Serra nesta campanha. Ele pretendeu se apresentar como uma alternativa à continuidade de Lula, com medo de enfrentar seus altos índices de popularidade. Acreditou ser possível enganar o eleitor fazendo-se passar como "uma das alternativas" em processo e não como aquele que estava no tatame para dar sequência a oito anos de enfrentamento no Senado Federal, contra o governo Lula. Ora, isto é piada. Serra está perdendo não a eleição mas a própria credibilidade que tanto lhe custou construir. Talvez tenha sido vítima do próprio orgulho de se acreditar com um currículo mais à altura dos desafios, talvez tenha claudicada frente às exigências do marketing eleitoral, talvez, enfim, não tenha sabido todos os que estão ao seu lado. A verdade é que lhe faltou combatividade e isto é muito feio. Dilma tomará posse dia 1º de janeiro. Mas terá imensos problemas pela frente. Sua assessoria, confiante, já está liberando informações de que haverá um período de arrocho nas contas públicas, com uma nova reforma na previdência. Terá problemas políticos com um PMDB fortalecido na Vice Presidência, com um nome forte como Michel Temer. Terá problemas com uma oposição que, depois do fracasso de Serra, e com dois Governadores, em Minas e São Paulo, com o agravante de um líder forte no Senado, Aécio Neves, começará batendo forte. Aliás, ou isso, ou adesão sumária, o que não deixa de ser uma hipótese, o que, por sua vez abriria espaço para a emergência de um partido "puro sangue" de estilo liberal-conservador, sem o ranço da origem social-democrata do PSDB. Além disto, o Brasil é um país com uma sólida Sociedade Civil, muito organizada, na qual a grande imprensa, os blogueiros independentes, os empresários, a Igreja, a OAB, diversas ONGs estão firmemente estabelecidas e vigilantes. Isso posto, Dilma enfrentará uma queda significativa na sua popularidade já no primeiro ano e se chegar ao fim de 2011 com 40% poderá soltar muito foguete.
É isso. O resto é silêncio.
Paulo Timm é escritor e polemista.
Vive, feliz, em Torres
Fonte: Blog do Prévidi - 16 Set 10
COMENTO: obviamente, o autor do texto é eleitor da antiga militante da VAR-Palmares, mas sua análise não deixa de ser interessante. É claro que o resultado das eleições só poderá ser comprovado após as mesmas, mas o escritor está excessivamente otimista. Aguardemos! Do texto em si, há que se concordar com dois tópicos. José Serra não se mostrou um candidato à altura de ser "oposição". Comportou-se como candidato ao continuísmo da "obra" do batráquio cachaceiro, esperando ser adotado pela dissidência dos que foram contrariados pela indicação de alguém que sequer tem um histórico de militância petista. Me parece que Morena Marina também teve essa inspiração. Falharam, pois o eleitorado 'pertence' a Luis Inácio e o segue como os ratos seguiam a flauta de Hammelin. Também temos que concordar que não há hoje no país um partido conservador. O que restou da ARENA pode se resumir ao DEM (ex-PFL) e PP (ex-PDS), porém com a nódoa de terem perdido seus grandes ideólogos, se é que assim podiam ser denominados os velhos caciques 'de direita', substituídos por gente que tem dado mais maus que bons exemplos. Se olharmos as listas de envolvidos em escândalos financeiros e picaretagens com verbas públicas, infelizmente constatamos a prevalência de nomes ligados a esses partidos, mesmo levando-se em consideração as inúmeras patifarias da 'cumpanherada' lulista. Por outro lado, me dei ao trabalho de dar uma olhada nos 'insofismáveis' dados do citado trabalho sobre A Nova Classe Média da FGV. E comprovei, mais uma vez que, ao trabalhar com números é muito fácil mentir falando a verdade. Um dado é simples para explicar a expressiva migração de pessoas para a classe econômica "C". Os parâmetros utilizados classificam a classe "E", os mais pobres, os que pertençam a uma família com renda até R$ 705,00. Assim some-se um Salário-Mínimo que qualquer um da família receba, com os benefícios de Auxílio-Transporte, Auxílio-Alimentação (tickets) e algum outro benefício social (bolsa-escola, seguro-desemprego, auxílio-doença — o Auxílio-Reclusão, que atende às famílias de presos, está valendo R$ 752,12 atualmente) e teremos uma família inteira saindo da classe "E" e ingressando na "classe média" (classes "B", "C" e "D"). A título de curiosidade, os parâmetros de renda da classe "C" estão entre R$ 1.126,00 e R$ 4.854,00; e estão na classe "A" (ricos) todos os que tem renda familiar acima da fortuna representada por R$ 6.329,00. Me deu uma curiosidade enorme de saber como classificar a petralhada que se acomodou nos Cargos de Confiança da Esplanada dos Ministérios nos últimos sete anos, com 'subsídios' superiores a 10 ou 15 mil mensais. Por fim, ainda sobre a situação econômica do país, a afirmação de que "Ninguém quer saber quem plantou, quer saber se a colheita foi boa" reflete o velho mau exemplo de vigarice do "cumprimentar com o chapéu alheio". Quem colhe o que não plantou está, no mínimo, cometendo furto! Só nos resta esperar que o autor do texto esteja errado em seu otimismo eleitoral e que o país consiga eleger o candidato 'menos pior' a fim de evitarmos, por mais algum tempo, a "bolivarização" brasileira.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Governo Lula Está se Desmanchando em Meio à Corrupção.

Diretor dos Correios, nomeado por Erenice, é laranja de argentino que é verdadeiro dono da MTA
O atual diretor dos Correios (sempre os Correios), o coronel Eduardo Artur Rodrigues, que assumiu o cargo na reformulação de agosto, promovida por Erenice Guerra, então chefe da Casa Civil de Lula, é testa de ferro do empresário argentino Alfonso Conrado Rey, o verdadeiro dono da empresa MTA (Master Top Linhas Aéreas), pivô inicial do escândalo de corrupção que provocou o atual terremoto político no governo Lula.
O filho de Erenice, Israel Guerra, intermediou a devolução da certificação de voo da MTA junto à Anac, propiciando contratos de R$ 84 milhões entre os Correios e a Master.
Mais ainda, segundo revela o repórter Leandro Colon na edição deste domingo do jornal O Estado de São Paulo:
— A MTA é o embrião da empresa de carga aérea que Dilma Roussef promete criar após as eleições.
Cai diretor acusado por malfeitorias nos Correios.
O governo Lula, do PT, registrou mais uma baixa neste domingo, porque o presidente não pode esperar nem por segunda-feira para demitir o "Coronel Quá-Quá", diretor dos Correios, homem que facilitou a vida da MTA e foi denunciado neste domingo pelo Estadão como laranja de um empresário argentino que controla justamente a MTA e batalha para ela ser a empresa aérea exclusiva dos Correios a partir do governo Dilma Roussef.
O governo Lula está mergulhado num mar de lama e precisa ser investigado pelo Congresso, que deve ser reunido extraordinariamente para impedir novas malfeitorias e garantir a lisura das eleições de 3 de outubro, ameaçadas pela truculência do presidente e pela corrupção que grassa no seu governo, colocada a serviço da candidata Dilma Roussef.
Leia este despacho da Agência Estado:
O diretor de operações dos Correios caiu. O presidente da estatal, David José de Matos, afirmou ao Estado neste domingo que o coronel Eduardo Artur Rodrigues Silva vai deixar o cargo nesta segunda-feira. O anúncio foi feito no dia em que o jornal O Estado de S. Paulo revelou que o diretor é testa de ferro do empresário argentino Alfonso Rey, que vive em Miami, na Master Top Linhas Aéreas (MTA), personagem da crise que derrubou a ex-ministra Erenice Guerra. Os documentos obtidos pela reportagem mostram que o coronel participa de um esquema de empresas de fachada no Brasil, no Uruguai e nos EUA para ocultar a propriedade estrangeira e facilitar o funcionamento da MTA no Brasil.
Nota do editor: Quando Karl Marx disse que tudo o que é sólido desmancha no ar não se referia a aviões. Foi a metáfora mais feliz para definir ideologias, formas de governos e modos de produção que nasceram, vingaram e ruíram, como num ciclo de vida e morte quase natural. Imaginava que o capitalismo teria o mesmo fim, não derrotado por outro modelo — um antagonista econômico, mas findado por ele próprio.

20 de Setembro!

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"Povo que não tem virtudes, acaba por ser escravo!"
(Hino do Rio Grande do Sul)



Hino Sul Rio-grandense:
Como aurora precursora
Do farol da divindade
Foi o vinte de setembro
O precursor da liberdade

                            Refrão:

Mostremos valor, constância
Nesta ímpia e injusta guerra

Sirvam nossas façanhas

De modelo a toda terra

De modelo a toda terra

Sirvam nossas façanhas

De modelo a toda terra


Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo

Mostremos valor, constância.......

***
A estrofe que se segue ficava entre as outras duas, mas foi suprimida em 1966:
Que entre nós, reviva Atenas
para assombro dos tiranos
Sejamos gregos na glória
e na virtude, romanos.
COMENTO: que homenagem melhor posso prestar aos meus conterrâneos que o 'nosso' Hino? Duas simples estrofes que sintetizam o amor pela liberdade e a determinação de luta em sua defesa, o bem mais caro ao ser humano.

domingo, 19 de setembro de 2010

De Jornal Sério a Pasquim Venal

Enquanto o país afunda em negociatas oriundas de Brasília, a imprensa francesa, que sempre foi crítica em relação ao Brasil, agora se entrega ao charme do presidente mais conivente com a corrupção em toda a história da República. Por mãos amigas, recebo de Paris um suplemento do Le Monde — 98 páginas em formato de revista —, louvando não só o Brasil de Lula mas também Lula, intitulado Brésil un géant s’impose.
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Leitora me escreve:
Caro Janer, você sacou bem a relação da bajulação com os Rafales. Li, a propósito, num destes sites jornalísticos, que o Franklin Martins teria contratado firmas internacionais de marketing por valores milionários. Na véspera de mais um desastre, com a eleição da Dilma, você acha que esta reportagem, logo agora, nas eleições, teria a ver? Afinal a turma do Le Monde é bem afinadinha com eles, e poderá estar levando uma grana brava.
O suplemento tem toda a cara de matéria paga, leitora. É pura louvação ao Brésil de Lula e a Lula. O mitômano analfabeto é visto como gênio da oratória. Nenhuma palavrinha sobre as corrupções que saltam de seu governo como cogumelos após a chuva. No artigo sobre a Rocinha, nada sobre drogas ou criminalidade, muito menos sobre o poder paralelo dominado pelos traficantes. Apenas uma simpática menção à prática de boxe tailandês. As favelas desde há muito são Estados dentro do Estado e sobre isto o jornal não disse água.
Nenhuma menção tampouco à guerrilha católica do MST, que invade terras e destrói laboratórios em total impunidade. Mais ainda, com financiamento do governo. Ao falar dos índios, entrevista um ridículo caiapó, de óculos, short grunge e tórax pintado, que caça macacos ou pássaros, “presas fáceis para suas flechas coroadas de plumas vermelhas”.
Nenhuma versão ao Paulinho Paiakan, o grande ícone caiapó, que foi saudado em capa de uma revista americana como “o homem que pode salvar a humanidade”.
Que estuprou barbaramente, com o auxílio de sua mulher, uma jovem professorinha.
E que hoje, apesar de condenado à prisão, vive em sua reserva livre como um passarinho.

Tampouco falou da exportação ilegal de mogno praticada pelos caiapós, mogno que hoje reveste os corredores quilométricos da Grande Bibliothèque, obra faraônica de Tontonkhamon. Sobre a prática comum de enterrar crianças vivas, em pleno século XXI, comum a várias tribos indígenas no Brasil, nenhum pio.
Sintomaticamente, ao falar do território conquistado em Roraima pelos selvagens, em momento algo pronuncia a palavra ianomâmi. Parece que a ficção criada por Claudia Andujar já não está convencendo sequer os crédulos franceses. Em outro artigo, uma menção gentil ao assassino Raoni: “A cruzada do cacique Raoni, em 1989, ao lado do cantor Sting, permitiu ao povo caiapó financiar a demarcação definitiva das reservas”.
O articulista só esqueceu de dizer que, nos anos 80, Raoni (em verdade, txucarramãe) exibia orgulhosamente aos jornais a borduna com que matou onze peões de uma fazenda. Não só permaneceu impune, totalmente alheio à legislação brasileira, como foi recebido com honras de chefe de Estado na Europa. O papa João Paulo II, François Mitterrand e os reis da Espanha, entre outros, o receberam como líder indígena. Raoni, com seus belfos, se deu inclusive ao luxo de expor sua pintura em Paris. Um dos quadros do assassino atingiu US$ 1.600 em uma lista de preços que começava a partir de mil dólares.
A área da literatura é representada por Jorge Amado, o mais venal dos escritores brasileiros, que na juventude foi nazista e comunista e, depois de velho, rendeu-se aos charmes da rede Globo. Um box diz que o baiano viveu quase toda sua vida no Estado da Bahia, “do qual ele fez o décor de sua obra”. Le Monde esqueceu de dizer que Amado gostava mesmo era de viver às margens do Sena, contemplando a Notre Dame. “Em 86, os americanos me pagaram um adiantamento alto pelos direitos de tradução de Tocaia Grande: US$ 250 mil. Juntamos com os guardados de Zélia e compramos nossa mansarda no Marais, em Paris”, declara o escritor que em 1940 recebia dinheiro da Alemanha nazista e, em 1945, da Rússia stalinista.
O suplemento enaltece o que de pior o Brasil ostenta e omite o que de pior o Brasil produz. Le Monde, que já gozou de credibilidade, hoje é pasquim decadente. Ao que tudo indica, vendeu suas páginas à propaganda eleitoreira do PT.
Pois não se admite que um jornal europeu, que um dia se pretendeu sério, incense um governo notoriamente corrupto em plenos trópicos. Pelo que sei, o outrora glorioso jornal francês anda mal das pernas. Uma graninha, ainda que do Terceiro Mundo, sempre vem a calhar.

sábado, 18 de setembro de 2010

1916: Primeiro Tanque de Guerra em Ação

Em 15 de setembro de 1916, um tanque de guerra foi usado pela primeira vez na história militar em uma frente de batalha, no norte da França.
por Rachel Gessat
Em setembro de 1916, as tropas alemãs combatiam em Flers, na França, numa das batalhas mais sangrentas da Primeira Guerra Mundial, que deixou um saldo de mais de um milhão de soldados mortos. Durante a chamada Batalha do Somme, alemães e aliados enfrentaram-se durante semanas numa frente de combate com mais de 40 quilômetros de extensão.
Na luta por alguns metros de terreno, foram cavadas longas trincheiras, e cercas de arame farpado protegiam os soldados de ataques repentinos do inimigo. Trocas de tiros e ataques diretos alternavam-se, sem que qualquer das partes conseguisse levar vantagem.
Na manhã do dia 15 de setembro de 1916, os alemães aguardavam os costumeiros ataques das tropas inglesas de infantaria. Para surpresa geral, no lugar de combatentes, surgiram à distância o que alguns soldados acreditaram tratar-se de tratores.
"Movidos por forças sobrenaturais"
Um correspondente de guerra relatou o fato da seguinte forma: "Sobre as crateras vinham dois gigantes. Os monstros aproximavam-se hesitantes e vacilantes, mas chegavam cada vez mais perto. Para eles, que pareciam movidos por forças sobrenaturais, não havia obstáculos. Os disparos das nossas metralhadoras e das nossas armas de mão ricocheteavam neles. Assim, eles conseguiram liquidar, sem esforço, os granadeiros das trincheiras avançadas".
O que os estupefatos alemães presenciaram era a ação dos primeiros tanques de guerra da história da humanidade – a nova arma que ingleses e franceses tinham construído em sigilo absoluto. Essa arma recebeu dos militares aliados o codinome de "tanque", a fim de que os inimigos pensassem em reservatórios de água ou de combustível, caso extravasasse alguma informação sobre o projeto secreto.
Os novos tanques de guerra desencadearam a situação mais fatídica ocorrida até então numa frente de combate. Os "monstros" superavam obstáculos, em função dos quais milhares de soldados tinham morrido antes. Armas, trincheiras ou cercas de arame farpado – nada conseguia deter os poderosos veículos.
Um tanque inglês avariado foi descrito da seguinte forma pelos militares alemães que conseguiram tomá-lo: "Nos lados, ele tem chapa de blindagem de dois centímetros e meio de espessura e uma torre giratória de canhão, do formato de um ninho de andorinha. É dirigido através de uma peça traseira de articulação que pode ser movida para cima e para baixo. O veículo é tão pesado, que um vagão de trem sucumbiu sob o seu peso. Eles transportam muita munição, alimentos e uma gaiola com pombos-correio".
Os primeiros tanques eram consideravelmente lentos, perfazendo apenas seis quilômetros por hora, além de serem bastantes difíceis de manobrar. Dos 49 tanques de guerra da primeira geração, que foram usados em Flers, poucos retornaram a seus postos de origem.
Elogios à coragem alemã
Grande parte deles foi abandonada no caminho em função de panes no motor ou na esteira de rodagem ou acabou atolada em algum buraco ou lamaçal profundo. Nove tanques foram destruídos pelos alemães. Depois de vencer o susto inicial, os soldados alemães passaram a atacar os tanques com granadas de mão e armas de fogo.
Segundo um correspondente de guerra inglês, "a coragem dos alemães era fora do comum. Ignorando o fogo das metralhadoras dos veículos, eles tentavam, com uma fúria desesperada, assaltar os tanques e matar a sua tripulação. Eles se alçavam reciprocamente ao teto do tanque, procuravam escotilha ou fendas e atiravam com revólveres nas frestas".
O número consideravelmente alto de baixas dos tanques de guerra levou o Exército alemão a acreditar que a artilharia seria sempre superior à nova invenção, o que foi considerado um erro estratégico alguns anos mais tarde.
Enquanto franceses e ingleses trabalharam na melhoria da qualidade dos seus tanques, chegando a ter no último ano da guerra alguns milhares deles, os alemães só tinham produzido 45 unidades até então. Um desequilíbrio que se tornou cada vez mais visível e acelerou a derrota alemã na guerra.
Rachel Gessat

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Falecimento do Paraquedista nº 1 do Brasil

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Prezados Chefes e amigos Paraquedistas,
Com muito tristeza comunico o falecimento de nosso eterno Pqdt nº 001 - Gen Bda R-1 Roberto de Pessôa ocorrido às 02.00 h do dia 17 set.
Certamente, encontra-se ao lado de Arcanjo Miguel orando por todos nós no combate da vida, na defesa das tradições Aet e do EB.
O velório ocorrerá no Museu Aeroterrestre situado no CIPqdt GPB, Vila Militar/RJ, em hora e data a ser marcada pela família.
O Cmdo Bda Inf Pqdt econtra-se ECD fornecer detalhes sobre o funeral tão logo receba sinalização da família.
Brasil acima de tudo!
Deus abençoe nosso grande símbolo maior de devoção e amor às tropas paraquedistas.
Cel Lobo Loureiro - Cmt da Escola de Pára-Quedistas
Fonte: Blog do Cel Lício
O general Roberto de Pessôa, considerado o primeiro paraquedista militar do Brasil, morreu nesta manhã, aos cem anos de idade. Pessoa faleceu às 2h, no Hospital do Amparo, no Rio de Janeiro, onde estava internado, segundo informações da Brigada de Infantaria Paraquedista, do Comando Militar do Leste, órgão do Exército. Ainda não há informação sobre a causa da morte.
Segundo o Comando Militar, o general foi o pioneiro da atividade paraquedista militar no País. Ele nasceu em 1910, na Paraíba, e cursou a Escola de Paraquedistas dos Estados Unidos em Fort Benning, em 1944. O horário do velório, que será realizado no Museu Aeroterrestre, localizado no Centro de Instrução Paraquedista General Penha Brasil, e do enterro ainda não foi divulgado. Estado de São Paulo

No Brasil de Lula, Bandido de Estimação Não Precisa Nem Ter Cérebro Para Ficar Milionário

por Augusto Nunes
O e-mail enviado à direção de Veja por Israel Guerra é uma prova de muitos crimes. O conteúdo, um desfile de desmentidos inconvincentes, fantasias indecorosas e desculpas esfarrapadas, confirma as delinquências divulgadas pela revista. A descoberta de que a forma foi revisada no Planalto acrescenta alguns crimes hediondos aos prontuários do bando que transformou a Casa Civil em gazua e esconderijo.
Claro que todos os envolvidos nas bandalheiras leram a sopa de letras. É certo que Erenice aprovou o texto assinado por seu garoto. Como se apresenta como advogada, deve ter prontamente confiscada a carteirinha da OAB. Israel, que se proclama “bacharelando em direito”, deve ser devolvido ao curso primário. E todos ─ mãe, filho, parentes e agregados ─ merecem o imediato enquadramento por atentados contra a gramática, linchamento da ortografia e tentativa de assassinato da língua portuguesa.
O lado bom da coisa é que o e-mail produzido a muitas mãos já se transformou em documento histórico. Daqui a muitos anos, a leitura do amontoado de cretinices ajudará a compreender como eram as cabeças que governaram o Brasil durante a Era da Mediocridade. Confiram o palavrório, reproduzido sem correções:
  • No final do mês de dezembro do ano de 2009, o sr. Fábio Baracat, me procurou com o problema de que a empresa ao qual se dizia sócio, e que inclusive, apregoava que estava assumindo o controle total, a MTA Linhas Aéreas, estava quase expirada sua autorização para voar e solicitando ajuda no sentido de trabalhar e resolver tal situação. Informei ao senhor Fábio que, estando cumpridas todas as regras e requisitos de segurança operacional, havia a possibilidade legal prevista na legislação vigente, da concessão de outorga pelo Diretor Presidente da ANAC, pelo expediente AD REFERENDUM, conquanto a empresa também estivesse regular quanto suas obrigações jurídico fiscais. Eu construí a argumentação e o embasamento legal da referida peça e a encaminhei ao representante legal da empresa aqui na cidade de Bsb, que a protocolou no órgão competente. Por razão deste serviço prestado, solicitei a gentileza de meu irmão, que a CAPITAL emitisse nota fiscal contra a pessoa jurídica indicada pelo senhor Fabio Baracat para cobrança do pagamento. Os documentos fiscais e contábeis, encontram-se a disposição para eventuais esclarecimentos.
  • Cumpre informar que conheci o sr. Fabio em meados de 2008, apresentado a mim pelo meu amigo e compadre Vinicius e que durante certo período, foi de meu círculo de amigos, tendo inclusive, sido apresentado em momento social, a minha mãe, que a época, era Secretária Executiva da Casa Civil, na condição de amigo meu, nada mais do que isto.
  • Ressalto que não houve a busca por clientes, mas sim, um suposto empresário, que a época se dizia uma amigo, que na verdade era um agenciador de cargas para a mencionada empresa aérea, solicitando a produção de um trabalho, junto a área do direito aeronáutico que eu detenho relativo conhecimento, e este trabalho foi produzido e apresentado de maneira satisfatória ao órgão regulador pelo procurador constituído a época dos fatos. Me foi perguntado, se já havia recebido “empresários” e feito negociatas no escritório Trajano e Silva. Informo que isto nunca ocorreu, já fui lá inúmeras vezes, visto que meu tio trabalha no referido escritório e sou bacharelando em Direito, sendo que constantemente, vou ao escritório para a complementação de minha graduação e que, inclusive, a época em que fiz o trabalho acima mencionado para o senhor Fábio, solicitei a permissão de recebê-lo na sala de reuniões do escritório, visto que não dispunha de espaço razoável para expor o trabalho feito ao referido “empresário” Fábio Baracat. Por último esclareço, que a época da constituição da CAPITAL, meu irmão me solicitou que esta fosse registrada no meu endereço residencial, em razão da impossibilidade financeira de estabelecer o escritório numa sala comercial, ademais, meu irmão me informou que deu entrada no encerramento da empresa já no início deste ano corrente Espero ter respondido aos questionamentos.
  • Atenciosamente,
  • Israel Guerra
Só Lula, promovido a inimputável pela intelectualia companheira, pode produzir impunemente um desfile tão obsceno de frases sem pé nem cabeça, vírgulas fora de lugar, substantivos na contramão, plurais guilhotinados, adjetivos bêbados, concordâncias desatinadas e outros assombros. Todos os envolvidos na construção desse monumento à estupidez são desprovidos de raciocínio lógico. São todos incapazes de contar uma história infantil com começo, meio e fim.
Se Israel Guerra é mesmo estudante universitário, a faculdade que frequenta precisa ser lacrada antes que recrute outro lote de analfabetos funcionais. Sem o socorro da melhor amiga de Dilma Rousseff, o bacharelando estaria condenado ao desemprego perpétuo. Sem o amparo da Casa Civil, não seria convidado para intermediar sequer a negociação da gorjeta entre o freguês do botequim e o garçom. Só uma cabeça baldia escreve uma coisa dessas. Acomodado no colo da mãe, Israel Guerra se atreve a fingir que pensa. E vai fazendo fortuna como lobista fora-da-lei.
No Brasil de Lula, bandido de estimação já nem precisa ter cérebro para continuar em liberdade e virar milionário.

Decepção Com o Vovô

por Flavio Oscar Maurer
Vovô Fidel aprontou outra. Outra bomba. Agora disse que o governo cubano vai demitir de uma só tacada 500 mil funcionários públicos, num primeira etapa. Logo mais, no início do ano que vem serão mais 500 mil. Vocês já imaginaram esta gente toda buscando emprego na incipiente iniciativa privada de Cuba? São pessoas criadas, educadas, doutrinadas e com o absoluto cacoete da ineficiência do funcionário público, especialmente o dos países comunistas. São pessoas que não tem a menor noção da competitividade e da absoluta necessidade da eficiência que são o motor das empresas privadas numa economia de mercado.
Quem teve a oportunidade de ler ou vivenciar como a transição de uma economia estatizada para um sistema de mercado globalizado é complicada, pode imaginar o quanto o povo cubano vai sofrer ainda, para finalmente encontrar a sua autonomia como cidadãos livres.
Na Alemanha, por exemplo, quando o leste foi incorporado à economia capitalista da parte ocidental, depois da queda do muro, houve inicialmente uma euforia generalizada, mas que rapidamente foi substituída pela decepção das pessoas se aperceberem logo que o sucesso estava no trabalho e na competência de cada um, que tinham que ser conquistados individualmente e não através da mão do Estado ou da militância no partido. Muitos sonharam com a restauração do comunismo. Foi necessário pelo menos uma geração para que a mentalidade empresarial da livre iniciativa fosse absorvida pelos cidadãos e se incorporasse na nacionalidade da Alemanha unificada.
O que é mais surpreendente é que a comunicação da demissão em massa dos funcionários públicos cubanos foi feita pela CTC (Central dos Trabalhadores de Cuba - sindicato). Em dura nota, a CTC elogiou Raúl Castro pela decisão , afirmando que "Cuba não pode nem deve manter um funcionalismo inflado que gera perdas e maus hábitos", o texto ainda chama a atenção para a necessidade de "redução de vultuosos gastos sociais, subsídios excessivos, bem como rechaça qualquer hipótese de aposentadoria antecipada em função das medidas tomadas".
Curiosamente, em Cuba, ao que se saiba, ninguém do sindicato e mesmo do povo protestou até agora.
Evidentemente, num estado aparelhado pelo partido nada acontece, mais ou menos como aqui, onde os escândalos se sucedem e, um após outro, caem no esquecimento, sem que ninguém se manifeste. Com o aparato policial e de inteligência do Estado em Cuba, imagine-se as consequências para quem ouse protestar.
Será que seguiremos o caminho inverso ao de Cuba, para só depois de passadas várias gerações chegarmos às mesmas conclusões que vovô Fidel está chegando agora?
Onde estarão neste momento enfiando suas cabeças estes esquerdopatas brasileiros, tradicionais bajuladores do regime cubano, que aproveitam o horário político para apresentar suas idéias de estatização da economia no país, redução da jornada de trabalho, rejeição ao agronegócio e às empresas privadas, tudo na contramão do que está acontecendo na paradisíaca ilha do socialismo?
Acho que vovô Fidel escolheu má hora para dar estas notícias. Qualquer brasileiro com um pouquinho de racionalidade vai ser obrigado a rejeitar e virar as costas para aqueles em cujas plataforma eleitorais nesta eleições constem projetos identificados com o que em Cuba está sendo jogado na lata do lixo. Ora, se lá tentaram durante 50 anos e não deu certo, por que vamos tentar novamente inventar a roda em Pindorama?
A nossa versão do atraso cubano está no PNDH-3 que querem porque querem implantar aqui.
Fonte: recebido por correio eletrônico

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ameaças a Veja São Ameaças à Liberdade de Imprensa no Brasil

Os jornalistas de São Paulo começam a sentir na própria pele a perseguição que os jornalistas gaúchos sofrem há 20 anos por parte de dirigentes do PT do RS. As ameaças a Veja e a Escoteguy são ameaças a toda imprensa livre e a todos os jornalistas, mesmo os que apoiam o governo e o PT, a menos que estes queiram trabalhar numa mídia totalmente estatal, ou seja, controlada pelo governo e pelo PT.
A queixa desta quarta-feira é do repórter Diego Escosteguy, da revista Veja, o jornalista que desvendou as malfeitorias feitas pela família da ministra Erenice Guerra. Ela pessoalmente, mas também seu filho e irmão, além de amigos, fizeram lobby, tráfico de influência, cobrança indevida de comissões, formação de empresas fantasmas e com sócios laranjas 
— tudo denunciado esta semana por Veja.
O governo, o PT e Erenice tentam escapar de respostas convincentes, enrolando-se cada vez mais à medida que o tempo passa. Caso isto ocorresse num País civilizado, estariam todos na cadeia.
Sem saída, a delinquência política passou a ameaçar o repórter Diego Escosteguy e sua família.
Não se trata de responder, mas de ameaçar fisicamente a imprensa, levando-a a se calar. É este o “controle social” a que deve se referir a jornalista Vera Spolidoro, lugar tenente de Tarso Genro, na última revista Press, editada por Júlio Ribeiro.
A revista Veja deve adquirir alguns exemplares do livro “Vanguarda do Atraso”, onde dez jornalistas gaúchos narram de que modo selvagem os dirigentes do PT do RS perseguem cada um deles. Comovido pela prática fascista, o Movimento de Justiça e Direitos Humanos concedeu troféus de Resistência Democrática a todos eles, inclusive ao editor.
Vale a pena ler o texto a seguir do jornalista Reynaldo Azevedo, que narra os dias de turbulência pelos quais passa o jornalista Escosteguy e sua família.
CLIQUE AQUI  para ler a denúncia de Reynaldo Azevedo.

Polícia Quebrou Sigilo de 400 Mil a Pedido da Petrobras

Por determinação da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, os policiais civis da Divisão de Capturas, suspeitos da violação do sigilo dos funcionários que seriam contratados pela Petrobras, foram transferidos da divisão em que atuavam.
A informação foi confirmada pela SSP (Secretaria de Segurança Pública) no final da manhã desta quarta-feira (15), que até a publicação desta matéria não disse quantos policiais eram e para onde foram.
Os policiais quebraram ilegalmente o sigilo das fichas criminais de mais de 400 mil pessoas de 2000 a 2009 a pedido da Petrobras. Essa foi a conclusão de inquérito policial da corregedoria da Polícia Civil, que apontou delegados e funcionários da Divisão de Capturas como responsáveis. O ato é violação do sigilo funcional, crime punido com até seis anos de prisão.
Três funcionários da estatal confessaram, em depoimento, que pediam de 800 a 1.000 pesquisas de antecedentes criminais por semana aos policiais. As pessoas que tiveram a vida vasculhada seriam candidatas a um emprego na estatal ou em empresas terceirizadas contratadas por ela.
Os corregedores receberam uma lista de um dos funcionários da estatal com os nomes que tiveram o sigilo quebrado entre janeiro de 2008 e julho de 2009. Há 70.499 pessoas na planilha, das quais 69.229 tiveram o sigilo violado. Como a média de vítimas era de 4.000 por mês, calcula-se que o total de atingidos possa chegar a 460 mil no período de 2000 a 2009. A corregedoria investigava o caso desde 2009, quando foi revelada a existência da quebra do sigilo — na época, a suspeita era de que a violação tivesse afetado 60 mil pessoas.

Justificativa
A Petrobras informou que faz o levantamento dos dados sobre a ficha criminal de candidatos a emprego e defendeu a legalidade do procedimento. Por meio de nota, sua assessoria de imprensa afirmou que "o levantamento de informações sócio-funcionais é prática corrente no meio corporativo e faz parte da sua política empresarial de segurança". De acordo com empresa, a prática tem como "objetivo garantir a segurança das instalações e das operações da companhia". O texto da estatal prossegue afirmando que "é importante ressaltar que os dados são públicos".
O problema é que, para os corregedores, a prática configura crime e improbidade administrativa. Em seu relatório, o delegado corregedor José Ferreira Boucinha Neto afirmou que a ação dos policiais causou "prejuízo à administração pública e a milhares de pessoas que tiveram sua vida pregressa devassada de forma irregular e ilegal, de modo a atender única e exclusivamente aos interesses empresarias da Petrobras". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: R7 Notícias
COMENTO: Ah, mas isso nem é 'sigilo'. Refere-se ao povão em busca de emprego, tem mais é que não ter sigilo nenhum! Esses reacionários não estão querendo desfrutar das diversas bolsas-compra-votos? Querem se infiltrar na 'boquinha' reservada aos 'revolucionários cumpanhêrus'! Que qué içu? Claro que não vai dar em nada! Se nem a quebra do sigilo fiscal dos graúdos vai dar em alguma coisa, imagine 'quebra de sigilo de pé rapado'. É interessante o argumento de que "os dados são públicos". Trata-se de informação sobre a não existência de processos ou sobre processos em andamento, sem julgamento. Contrasta com a sonegação de dados sobre inquéritos respondidos por candidatos a cargos eletivos, arquivados no STM e que, inclusive já foram motivos de anistia, mas não são abertos à consulta pública. Por outro lado, é ensurdecedora a discrição com que a 'grande imprensa' trata o assunto. Na televisão, nenhum comentário. Me indago se a empresa envolvida fosse a Vale do Rio Doce a discrição seria a mesma ou se os 'gritões' de sempre, OAB, "direitodusmanu" e outros já não estariam nas ruas.

O Escândalo da Casa Civil

por Geraldo Almendra
Não precisamos reescrever os detalhes de mais um das dezenas de escândalos de corrupção e prevaricação do desgoverno petista, um descarado roubo do dinheiro público que está sendo denunciado pela revista Veja desta semana.
Faltando menos de um mês do primeiro turno a reportagem trás à sociedade mais uma, e talvez a última oportunidade de refletir sobre a desgraça que cairá sobre nosso país se a candidata do presidente for eleita.
Ninguém, absolutamente ninguém, poderá, em um processo de perseguição pelo covil de bandidos do petismo, na prisão comunista ou à beira de sua cova coletiva, dizer que foi enganado pelo governo para votar em Dilma.
Os canalhas esclarecidos sem um pingo de vergonha nunca poderão fazer cara de paisagem quando o país começar a sofrer o efeito da invasão dos bárbaros comunistas com a confirmação do projeto de poder perpétuo do petismo com seu já descarado viés fascista.
Os togados não irão ter justificativas plausíveis para rebater as acusações de covardia, omissão ou cumplicidade diante de todos os que os olharem de frente e os chamarem de canalhas traidores do país.
Os acadêmicos terão que rasgar seus diplomas e professarem unicamente o ideal comunista já qualificado como hediondo pela União Européia.
Os estudantes sentirão na pele o efeito da submissão ao ideal fascista.
As Forças Armadas trocarão seus uniformes e serão transformadas no Exército Vermelho do “povo” — a cor preferida da candidata marxista.
O Parlamento somente servirá para referendar, de calças arriadas, as decisões do “Poder Executivo”.
Depois do sofrimento da sociedade, que poderá durar mais de três décadas, todos os cúmplices e lacaios dessa quadrilha comunista que controla o poder público irão mais cedo ou mais tarde enfrentar um duro tribunal revolucionário, seja diante do inferno de seus pecados ou quando do resgate do país das mãos da “gang dos quarenta e um” e seus cúmplices, por cidadãos civis e militares que libertarão o Brasil desse hediondo golpe comunista.
Assim como o submundo comuno-sindical levou mais de duas décadas preparando o golpe que se avizinha, poderemos também nos organizar para enfrentar da forma que for necessário os meliantes fascistas e realizar nosso sonho de democracia, liberdade e justiça social, em uma ambiente econômico livre das amargas de uma burguesia de poder público corrupto, prevaricador e incompetente.
Nosso futuro, depois da degeneração do país, será de um ambiente econômico capitalista — de Estado mínimo — controlado por uma Justiça digna desse nome, e sem os crimes do neoliberalismo a serviço dos banqueiros e de multinacionais, que vivem para explorar as vantagens competitivas de mão de obra barata dos países em desenvolvimento.
A vagabundagem terá seu preço mas nunca o benefício da proteção do Estado em troca de votos espúrios.
Estamos próximos de confirmar a seguinte descrição de nossa sociedade:
É preciso entender que o Lula da Silva prestou um grande serviço à humanidade: foi o único que revelou para o mundo a verdadeira face de 84% do povo brasileiro. E esta face, é muito difícil de ser encarada no espelho sem que o seu dono e mais 84% do povo brasileiro assumam a condição de um ser desprezível, seres desprezíveis.
Este favor o mundo deve a Lula da Silva. Agora o mundo inteiro sabe que o povo brasileiro não é apenas um povo ignorante, sem cultura, sem estudos, mas sim, um povo sem princípios morais, sem dignidade e sem amor próprio. (Plínio Sgarbi)
Se o que está escrito acima for verdade a candidata do presidente será certamente eleita e fará do país uma quilombada fascista para ser dividido entre a quadrilha que tomou conta do poder público e seus cúmplices.
Os canalhas poderão dar o golpe e tomar o poder, mas unidos, no futuro, os derrotaremos com a força de nossa dignidade, honra, coragem e patriotismo, tudo o que está faltando nos civis canalhas esclarecidos e nos militares acovardados, permitindo o desastre fascista que se anuncia.
Geraldo Almendra
Fonte: Ternuma

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Para Que Serve o EB?

por Jorge Serrão
A pergunta foi feita em inglês. What is Brazil's army for? Foi o título de um tacanho e mal intencionado editorial da revista The Economist — uma das porta-vozes da Oligarquia Financeira Transnacional. O editorial da prestigiada publicação britânica, no último dia 9 de setembro, questiona a necessidade de o Brasil manter tropas na Amazônia.
O argumento do editorial é: o Brasil não precisa de grandes efetivos militares em sua região Norte porque não há conflitos por lá há mais de 107 anos. O último foi a disputa Brasil-Bolívia pelo Acre. Na opinião dos britânicos, o Brasil devia concentrar suas tropas em missões internacionais importantes, como as do Haiti e do Congo, sob o Comando das Nações Unidas.
O editorial cita um seminário ocorrido na manhã do último dia 9, no International Institute for Strategic Studies, em Londres, onde o modelo militar brasileiro foi questionado. Participou do evento o General de Divisão Gérson Menandro Garcia de Freitas, que já foi comandante da Academia Militar das Agulhas Negras e atualmente assessora o Comandante do Exército.
A turma da Economist tirou um sarro com a fala do General no evento, quando ele afirmou que "um dos propósitos estratégicos das Forças Armadas, para os próximos anos, era defender o País (guard the country) durante dois eventos esportivos: a Copa do Mundo de Futebol (em 2014) e as Olimpíadas do Rio de Janeiro (em 2016)". Quem duvidar, leia o artigo completo da revistinha no link: Economist.com.
Os britânicos foram nada britânicos no comentário: “(Proteger) De quem? É claro que o Exército não é uma força de polícia, então o general não quis dizer que seria uma guarda contra o terrorismo ou para fazer a substituição da Polícia Militar do Rio contra o domínio das três principais facções do tráfico”.
O editorial da Economist prossegue na avacalhação: “Será que o Exército achou que os americanos vão retirar do Afeganistão, esgueirar-se no Brasil, enquanto a nação está sintonizada na final da Copa do Mundo, para anexar a Amazônia? Ou é possível que Hugo Chávez, amigo e aliado do Brasil, invada Roraima, na hora em que o vôlei de praia feminino estiver em quadra?”.
O claro foco dos britânicos é a Amazônia, região que lhes interessa transformar “patrimônio da humanidade”. Por isso, as ONGs alienígenas apoiam a soberania dos povos indígenas, em suas “nações” cuidadosamente demarcadas em nascentes de rios e onde o subsolo é repleto de riquezas minerais ou de biodiversidade. O recente ataque ao Exército, que ainda defende a soberania da Amazônia apesar do insuficiente efetivo, ocorre depois de mais um encontro internacional para tramar contra a soberania brasileira sobre a Amazônia.
Nos dias 29 e 30 de abril deste ano, o Príncipe Charles abriu sua residência oficial, a Clearence House, em Londres, para juntar autoridades e parlamentares de estados da região amazônica com representantes de instituições financeiras e das indefectíveis ONGs. Estiveram presentes Ana Júlia Carepa, do Pará; Waldez Góes, do Amapá; e José de Anchieta Júnior, de Roraima. O Acre e o Amazonas foram representados pelos senadores Tião Viana (PT) e Arthur Virgílio (PSDB).
Confraternizaram-se com eles a nata da Oligarquia Globalitária: executivos de grandes empresas como Rio Tinto, Shell, Deutsche Bank, Goldmann Sachs, Morgan Stanley e MacDonald's que se misturaram com dirigentes do WWF, Greenpeace, Friends of the Earth (Amigos da Terra) e até mesmo de líderes indígenas como Almir Suruí, da COIAB. O empresário brasileiro Jorge Pinheiro Machado foi o organizador do encontro.
O objetivo de Charles é promover uma espécie de financeirização das florestas nativas via remuneração dos ‘serviços ambientais’ que elas prestam à humanidade. A comunidade britânica estaria disposta a desembolsar cerca de 10 bilhões de libras esterlinas (mais de R$ 50 bilhões) para remunerar os serviços ambientais prestados pelas florestas. Os recursos seriam injetados na melhoria da qualidade de vida dos povos da floresta, para que os índios se transformem em “guardiões das florestas”.
Em resumo, o editorial britânico é mais uma brutal guerra psicológica contra nossas Forças Armadas, notadamente o Exército. Ou os nossos militares tomam ciência e se convencem de que existe uma Oligarquia Financeira Transnacional com agentes trabalhando para acabar com nossa soberania e para destruir nossas instituições, ou, em pouco tempo, acabarão transformados em meros funcionários públicos fardados, cada vez mais mal armados e mal amados.
A guerra assimétrica contra o EB não para. Quatro militares do Exército foram denunciados pelo Ministério Público Federal no Amazonas. São acusados de praticar atos de abuso de autoridade e tortura (Lei nº 9.455/97), causando sofrimento físico e mental a índios das comunidades de São Joaquim e Uariramba, em São Gabriel da Cachoeira, a 850 quilômetros a noroeste de Manaus.
O processo aguarda julgamento na 2ª Vara Federal. A pena prevista para a prática da tortura para obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa é de reclusão de dois a oito anos, aumentada de um sexto a um terço quando o crime é cometido por agente público. Se os índios que acusam os militares têm envolvimento com tráfico de drogas? Ah, isto não interessa... Os índios podem tudo! O importante é sacanear os militares...
Por tudo isso, a fotografia (acima) da futura Comandante-em-chefe das Forças Armadas (sem o charuto montado por internautas maldosos), envergando um uniforme do Comando Militar da Amazônia, é um sinal de que o futuro próximo pode ser nada agradável aos militares que ainda acreditam na defesa da soberania nacional.
Claro, para os militares “melancias” (verde-oliva por fora, mas vermelhos no oportunismo dos cargos que vão ocupar no próximo governo), tudo tanto faz, como tanto fez. Eles querem mais é receber a próxima estrela, a do PT, e ficar numa boa com os poderosos de plantão. São eles que, a boca pequena, andam dizendo que é preciso prestar atenção no que a “extrema direita anda fazendo”.
Para os traidores do Brasil, que venha a Comand´anta Rousseff, a terrorista anistiada, que fará a alegria e tristeza de muito soldado, armado, amado, ou não.
Jorge Serrão é Jornalista.

Fonte: Alerta Total