quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Aproximação dos Povos (Mas Sem Viadagens, Acrescento Eu)

Foto: Coluna do Claudio Humberto
22 Nov 0
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por Gilberto Simões Pires
Toda a iniciativa que tem por objetivo a aproximação dos povos é sempre bem vinda e bastante saudável. Entretanto, um governo que se preocupa em abrir suas portas a outras Nações, democráticas ou não, para que tenha o apoio de seus cidadãos precisa saber em que tipo de relacionamento está se metendo.
O presidente Lula, embora esteja se relacionando com líderes de inúmeros países, sempre deixou bem claro que prefere líderes de países onde o regime é comunista ou a caminho para tanto. Se isto já foi uma especulação, hoje é um fato incontestável.
Assim, Lula já deixou transparecer, claramente, para o mundo todo, mesmo para os menos atentos, o seguinte:
Quando se trata de Chefes de Estados democráticos a relação que desenvolve é de amizade.
E quando se trata de ditadores, principalmente de esquerda, a relação que constrói é de amor, de paixão.
Ontem, ao receber o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, o presidente Lula estava simplesmente radiante. Da mesma forma como se mostra quando se encontra com os bons amigos ideológicos latinos, Fidel Castro, Hugo Chaves, Morales, Correa, etc.
A euforia do nosso presidente também ficou registrada pelas fotos, onde aparece quase sempre de mãos dadas com Ahmadinejad. Um carinho impressionante, que, diga-se de passagem, já virou marca registrada de Lula quando se encontra com ditadores de esquerda, terroristas e presos políticos da mesma linha.
Aliás, quanto mais assassinatos no currículo, mais afeto é demonstrado.
Esta, como se sabe, não é a primeira vez que Lula desafia os brasileiros. No entanto, como os protestos são tímidos, tudo corre ao sabor da vontade presidencial. Como se isto não bastasse, um enorme grupo de empresários puxa-sacos dão força e aplaudem o gesto de Lula. Como se o encontro tivesse mera conotação comercial.
COMENTO: o autor destaca a predileção do apedeuta pelos comunistas ou neo-comunistas (que procuram homizio na figura heroica de Bolívar, o qual já deve ter dado várias cambalhotas de contrariedade em seu túmulo), mas em verdade o que atrai Stalinácio é o poder ditatorial e sua manutenção. Todo e qualquer patife que exerça o poder de forma totalitária é exemplo para o esperto molusco.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Educação de Caranguejos

por Arlindo Montenegro
Caranguejo é um bicho que anda de lado ou para trás. Temos 50 milhões de brasileiros em idade escolar: 45% acima da idade, andando de lado. 15% fora ou abandonando a escola, andando prá trás. O restante, dependente dos currículos fornecidos pelo MEC e que obrigam os professores a ensinar o catecismo doutrinário Gramsci-marxista, em prejuízo da Língua Portuguesa, Matemática e Ciências.
Na comparação com o sistema educacional de outros países evidencia-se o crime que estas autoridades estão cometendo contra a nacionalidade: o país está se movimentando para a rabeira, distanciando-se dos que assumem os primeiros lugares no ranking da qualidade na educação. Destacam-se na propaganda oficial, as exceções de desempenho das escolas, omitindo a pavorosa realidade da doutrinação pelo catecismo socialista.
A moçada chega às Universidades sem saber interpretar um texto, sem saber escrever corretamente, sem o hábito de leitura, sem a consciência dos deveres que antecedem o mérito. Os formandos superiores ganham um diploma, que garante competir na busca de um sub-emprego. O mercado competitivo trabalha com os melhores, os que se destacam da mesmice acadêmica. A maioria acaba empregada para atuar em áreas que nada têm a ver com a formação escolhida.
Quando acessamos os índices oficiais, as incongruências saltam à vista. Em 2007, a aprendizagem dos alunos do ensino médio e fundamental, em Língua Portuguesa, não atingiu os 25% e em Matemática ficou abaixo dos 15%. Mesmo assim, em 2007, os alunos foram promovidos para os níveis superiores e 45% de jovens que concluíam o ensino médio, estavam acima da idade, com 19 anos!
Em resumo, os indicadores brasileiros ainda estão bem abaixo dos países que participam da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os EUA estão na média. Nos estamos na rabeira. Isto porque a corrupção desvia recursos, seja na compra da merenda escolar ou na construção, manutenção e custeio das escolas.
Os professores e diretores são sobrecarregados de atividades burocráticas impostas pelo MEC e Secretarias de Ensino. É um tempo excessivo que os desvia, afasta das atividades pedagógicas. Além disso reclamam da transparência da prestação de contas, maquiada pelos governantes em prejuízo das escolas. Em toda a extensão territorial, os partidos no governo concorrem com paternalismo incipiente.
Um governante cria um programa de doação de leite. O próximo fornece transporte ou material escolar, o outro amplia com a “doação” de uniformes e as famílias supervalorizam este assistencialismo que minimiza a importância do projeto pedagógico. Garante-se o voto e reduz-se a educação! É o direito sem o esforço, sem o trabalho, sem o dever, sem a responsabilidade de aprender.
Nos filmes americanos, vemos as escolas com biblioteca, refeitório, ginásio, auditório, vestiários, piscina. A administração parece empresarial. As famílias integradas às atividades. Um modelo que os CIACs e CÉUS pressupunham como possibilidade para a formação excelente, com oito horas de atividade dia para o desenvolvimento da “mens sana in corpore sano” (mente sadia em corpo sadio).
Na nossa escola básica, onde 36% dos alunos, em média, estão acima da idade adequada a frequência da meninada é de apenas 4 horas por dia. Os pais estão trabalhando. O mundo grande cheio de diversões que deseducam fica disponível durante o resto do dia, um mundo mais atraente que a escola, um mundo cheio de armadilhas, sem censura e com forte apelo ao consumismo.
Falam num orçamento de 41 bilhões para a educação de 50 milhões neste ano. Será que esta dinheirama é empregada mesmo na atividade fim, na educação? Por que o MEC com toda essa onda de “inclusão digital”, “inclusão social”, não aciona a “inclusão da transparência educacional”, disponibilizando num site, dia a dia, onde e como são investidas quantias tão elevadas. Licitações e obras, remuneração de professores e mesmo o aproveitamento escolar de cada criança.
Por falar em professores, deviam ter seus salários aumentados na mesma proporção que os senhores deputados engordam seus próprios salários e vantagens. Os recursos estariam melhor aplicados no interesse maior da nação. A profissão valorizada e disputada. Se hoje temos resultados tão chinfrins, isto se deve às políticas de viés Gramsci-marxistas implantadas na educação. Pior nos últimos anos, milhões de crianças vão à escola em busca da merenda e do leite. Este é o Brasil “um país de todos”...
Fonte: ViVerdeNovo
COMENTO: (ATUALIZAÇÃO DE POSTAGEM) é interessante o fato de algumas pessoas demonstrarem um conhecimento "além de sua época". Acredito que o hábito de serem bons leitores ajudam a aquisição dessa característica. Além disso, as experiências de vida facilitam a visão das coisas que a maioria das pessoas não percebem. Sempre admirei os escritos de Arlindo Montenegro, e tinha a curiosidade de saber mais a respeito dessa pessoa. Isto foi esclarecido em março de 2022, por ocasião do falecimento de José Anselmo dos Santos, o famoso "Cabo Anselmo", quando o jornalista Jorge Serrão revelou que Arlindo Montenegro era um nome fictício que José Anselmo dos Santos, o Cabo Anselmo, usava para publicar seus textos no blog do amigo que o apoiava.  
https://jovempan.com.br/jorge-serrao/a-morte-do-cabo-anselmo-o-homem-que-nao-existiu.html

Dr Lula - O Sábio

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Dr Lula irá, após a derrota de Dra (PhD) Dilma, para Harvard, onde assumirá a cadeira de Astronomia. Veja o vídeo. Não há limites para a extrema sapiência do nosso presidente!
Desde criança, Lula, o estudioso, nos arredores de Garanhuns, tinha medo de dormir embaixo de jaqueiras, temendo acontecer a mesma coisa que aconteceu com Newton, embora desconfiasse que a experiência de Galileu não podia ser correta.
Da mesma forma que Einstein, o jovem Lula, discípulo de Gepeto, tinha suas próprias teorias. Jamais se afastava de casa com receio de cair no "abismo", pois tinha lido que morava próximo da tenebrosa ribanceira.

O vídeo anexo mostra o eminente professor defendendo sua tese ...
Embora reprovado por unanimidade, acionou a AGU e o STJ, agora com Toffolli; e Obama foi obrigado, com medo, a aprovar sua ida. 
Dilma, PhD em Eletricidade (Master em apagão) não poderá ir como assistente do titular, pois, injustamente, o americano não permite sua entrada no país pelo seu passado de terrorista.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Entregarão a Rapadura?

por Percival Puggina
No ano de 2004, os jornalistas Alberto Carrera Tyszka e Cristina Marcano publicaram, com o título “Hugo Chávez sin uniforme”, uma detalhada biografia do presidente venezuelano. O último capítulo da obra foi reservado para abordar seu desejo, nutrido no caráter revolucionário e missionário que se atribui, de esticar ao máximo o tempo de sua permanência no poder.
Chávez, desde criança, sonhou com morar no Palácio Miraflores. Passada a adolescência, nunca teve outra aspiração. Na madrugada do dia 16 de agosto de 2004, quando venceu o referendum revocatório, apareceu no balcão do palácio rodeado de familiares vestindo camisetas com o dístico “Até 2021”. E ele mesmo, em inúmeras ocasiões, proclamou que não sairia antes disso — “es mejor que vayan acostumbrandose”, arrematava. Nedo Paniz, que integra a vasta lista dos ex-amigos de Chávez a quem ele rotula traidores, conta ter ouvido dele, ainda no início dos anos 90: “Se yo llego a Miraflores, nadie nos vá a quitar el poder”. O relato está sendo confirmado pelos fatos.
No entanto, a biografia e o conhecimento das manifestações do presidente venezuelano a respeito de suas pretensões apenas corroboram algo perfeitamente possível de intuir quando se sabe como opera a mentalidade revolucionária. Ninguém faz revolução para durar 24 horas, 24 dias ou 24 meses. Revolucionários se creem merecedores de todos os meios necessários para cumprir sua tarefa. Se pegam em armas, vão pavimentando o caminho sobre as vítimas de sua ambição. Quando conquistam o poder pelo voto sabem que seus fins são incompatíveis com a manutenção de princípios fundamentais do Estado Democrático de Direito. E os derrubam. O tempo não é fim; o tempo é meio. Chávez está fazendo aquilo que diz. Está fazendo revolução.
A parcela da esquerda ibero-americana, que tantas vezes tentou chegar ao poder pela via das armas, aprendeu que era muito mais fácil obtê-lo através das regras desse desprezível fetiche burguês chamado democracia. Assim, enquanto os companheiros do Foro de São de Paulo governam uma dúzia de países do continente, apenas na Colômbia (e mais recentemente no Paraguai) persiste acesa a chama da guerrilha comunista.
Quem se debruçar sobre os quatro anos do governo de Olívio Dutra no Rio Grande do Sul perceberá que os gaúchos estiveram naquele período sob um governo acometido de idêntica síndrome. Venceu uma eleição, mas assumiu convencido de que o êxito eleitoral era o equivalente político de um sucesso revolucionário. Os gaúchos perceberam e disseram não.
“Qual é o problema de permanecer longo tempo no poder através da vitória em sucessivas eleições?”, perguntam os defensores de Hugo Chávez. Em países que adotem o sistema parlamentar de governo, no qual fica instituída uma separação perfeita entre os poderes e funções do Estado, não há problema. Com efeito, quando as instituições estão organizadas desse modo, é possível que o primeiro-ministro comande o gabinete em nome de uma maioria parlamentar que se mantenha por longo período. Em tais casos, no entanto, há um poder moderador, um judiciário independente e uma administração autônoma. Não é isso é o que ocorre na Venezuela, onde o presidente é simultaneamente chefe do Estado, do governo, da administração, domina inteiramente o parlamento, exerce supremacia sobre o sistema judiciário do país, controla a imprensa e implantou o culto da própria personalidade.
A situação brasileira é quase a mesma, embora o Poder Judiciário desfrute de maior autonomia e a maioria do Congresso Nacional se venda aos poucos (e não por inteiro) aos favores do Erário. Ainda assim, assistindo tantos partidários de Lula defenderem sucessivas reeleições para Chávez, Morales, Correa, Ortega e Zelaya, eu me preocupo com o que possa acontecer no Brasil quando a senhora mãe do PAC e do Apagão correr na pista sem velocidade suficiente para decolar. Vão entregar toda a rapadura assim no mais?

Los Menores y el Delito

LA INUTILIDAD DE BAJAR LA EDAD DE IMPUTABILIDAD
No hay día que pase sin que la noticia periodística revele un crimen consumado por algún menor, el hurto, el robo y el homicidio son moneda corriente en nuestra sociedad. Sociedad que asiste estupefacta y con sentimiento de impotencia a ser testigo o víctima de estos hechos sabiendo de antemano que el estado no "puede" no "quiere" o no "sabe" como ocuparse de esta problemática.

La droga consumida por los llamados "chicos de la calle" o "en la calle" cada día es más alarmante, sin control de sus padres biológicos y un estado ausente, los chicos ingresan al mundo del delito muy fácilmente en busqueda del dinero que les permite comprar un alucinógeno que los aparte, aunque sea momentáneamente, de su triste y cruel realidad: se encuentran en situación de desamparo y desatención.
No pocas voces propician, como solución, reducir la edad de imputabilidad del menor, combatiendo así los efectos y no las causas. Lo único que lograrán, quienes así piensan, que se legisle "al vacio", pretendiendo que con una reforma penal en tal sentido bajará el índice del delito. La autoridad política que así piensa — sea legislador, juez, presidente o gobernador —, busca soluciones simplistas y no ve que la realidad cotidiana que nos agobia requiere medidas de fondo, como lo es atacar las verdaderas causas que provocan esta situación. Es más si se reformara la edad de imputabilidad de un menor, ¿cuál es la edad apropiada? hoy es 16 años, los que propician bajarla dicen 14, hoy hay chicos de 13, 12 y menos edad que se inician en el mundo del delito, por las razones expuestas, entonces ¿vamos a modificar la imputabilidad a cada rato de acuerdo a las circunstancias? es un absurdo que no resuelve el problema de fondo.
En muchos países, por ejemplo en España, y en algunas Comunidades, como por ejemplo en Andalucía, el Estado suspende la patria potestad de los padres biológicos o la tutela sobre sus hijos cuando los niños se encuentren en situación de desamparo y desatención. El Estado, a través de un instituto creado a tal fin, saca al chico de la calle o en la calle y lo pone a su resguardo dándole así la contención necesaria, atendiendo sus necesidades básicas, alimentación educación y salud. Parece cruel, a simple vista, quitarle un hijo a sus padres, pero la verdadera crueldad ¿no es acaso cuando se prueba que un padre o tutor ha abandonado a su suerte a su hijo que no tiene la capacidad, ni la experiencia ni los medios para manejarse por sí solo para cubrir sus necesidades básicas y pensar en un futuro mejor?
Es más, estos chicos, en muchos casos, son empujados por mayores y hasta por los propios padres para que cometan el delito especulando con su inimputabilidad. Es irrefutable la obligación que le compete a los padres que traen un hijo al mundo y que deben ejercer a pleno la patria potestad que les otorga la ley. Si no es así, el único que puede y debe ocuparse de suplantar ese rol es el Estado. ¿Quién tiene de su lado hoy mismo la herramienta que le da la ley vigente? El Código Civil Argentino en su artículo 307 habilita a los jueces a suspender y hasta hacerle perder a los padres la patria potestad cuando abandonan a sus hijos, máxime si los manipulan para cometer delitos. Esta sí, conceptúo, es un medida que tiende a proteger y contener a un menor inocente y ayudará seguramente a prevenir que ingrese por desatención y desamparo al mundo del delito.
Hoy para la sociedad, esos niños de la calle — o en la calle — son "invisibles". Produce angustia ver un menor acercarse, por ejemplo, a pedir una moneda; ni lo miran, en la mayoría de los casos. Ahora, ¿cómo se siente un menor en estas condiciones? no ve un presente, no ve un futuro, abandonado por su padres y una sociedad que los trata de ignorar. Se llenan de resentimientos, y como lo explican los psicólogos sociales, el único momento en que se hacen "visibles" y se sienten poderosos es cuando encañonan con una arma o amenazan a algún ciudadano y es ahí en ese momento cuando adquieren entidad pública, son "reconocidos", son "valorados" por lo menos en un momento de su vida.
La sociedad ignora, o no quiere enterarse, que en realidad esos chicos están pidiendo "ayuda" a gritos. La sociedad prefiere, a cambio, que "desaparezcan" de su vida, que lo apresen o que los maten para que se vuelvan "invisibles", porque visibles causan mucha culpa y angustia. Esta es la realidad vigente y que debemos afrontar con valentía si queremos empezar a solucionar las "causas" y no los "efectos" de la inseguridad provocada por los menores en situación de desamparo y desatención..
Por eso, reitero, el único que está en condiciones y es un deber ocuparse de ellos es el Estado, el Gobierno es quién puede poner en marcha, como se señaló más arriba, mecanismo legales y de inversión que están en sus manos.
Tantos dineros públicos que se malgastan — por ejemplo, 600 millones para ver fútbol, que pagamos entre todos los contribuyentes — y no podemos invertir en un tema prioritario que está vinculado directamente a los derechos humanos del niño, consagrados en la ONU y a la seguridad de los habitantes de una Nación.
José Fernández Gaido
Abogado
Fonte:  PeriodicoTribuna
COMENTO: sempre que publico algum texto com problemas argentinos (corrupção, ineficiência governamental, descaso com a população, política gerenciada por inescrupulosos, etc) vejo que esses problemas são os mesmos que enfrentamos por aqui.

domingo, 22 de novembro de 2009

Direita Vence no DCE da UFRGS - O RS Começa a Despertar!

Revolução na Universidade!
Saiu o resultado das eleições para o Diretório Central dos Estudantes - DCE e para os Conselhos da UFRGS (CONSUN, CEPE, CAMGRAD, CAMEX, CAMPESQ, CONCUR, CPPD e COORLICEN).
As eleições ocorreram nos dias 17, 18 e 19/11, e a contagem dos votos terminou ontem (21/11), próximo da meia-noite.
Apesar das inúmeras tentativas de fraude, não houve jeito...
CHUPA, QUE É DE UVA!!!
A Chapa 3 – DCE LIVRE, Mudança Urgente! venceu as eleições, elegendo a nova diretoria do DCE e a maioria dos representantes discentes nos Conselhos.
Com o lema “Um DCE para os Estudantes, não para os militantes”, A Chapa 3 foi organizada por integrantes do Movimento Estudantil Liberdade – MEL, grupo criado em 2006 para fazer contraposição à hegemonia da esquerda na Universidade, que concorreu pela 4ª vez ao DCE.
É a primeira vez na história que um grupo de direita conquista o DCE da UFRGS.
Esta é uma vitória histórica da direita e mostra o esgotamento da esquerda no movimento estudantil. Faltaram urnas em muitos cursos, nos quais a Chapa 3 tinha vantagem de votos, porque a Comissão Eleitoral apoiava a situação, mas ainda assim a fraude eleitoral foi derrotada.A vitória na UFRGS é só o começo, pois o MEL pretende crescer ainda mais e conquistar outras universidades no Estado e no país.
O movimento estudantil deve começar a mudar de perfil e defender as liberdades individuais que vêm sendo progressivamente suprimidas no país e em toda a América Latina.
RESULTADO:
- Chapa 1 (PSOL) – 1.524 votos;
- Chapa 2 (PSTU) – 1.057;
- Chapa 3 (MEL) – 1.559 votos;
- Chapa 4 (PT e PCdoB) – 337 votos;
- Brancos e Nulos – 55 votos.
Devido à diferença muito apertada (35 votos), a chapa 1 (de situação, que ficou em 2º lugar) pediu a recontagem dos votos.
A vitória da Chapa 3 se deu pela esmagadora maioria de votos nos maiores cursos da UFRGS, como Administração, Medicina e Engenharias.
As principais propostas da Chapa 3 foram:
- Defesa da Excelência Acadêmica;
- Realizar parcerias com a iniciativa privada;
- Baixar o preço do cartão do TRI (que dá direito à meia-passagem) para R$ 3,00 (atualmente o DCE cobra R$ 9,00) para os estudantes da UFRGS;
- Defender um ensino voltado para o Empreendedorismo;
- Direito à compra de ingressos antecipados nos RUs ( restaurantes universitários ) aos estudantes da Universidade;
- Prestação de Contas mensal no DCE, com os dados publicados no site da entidade (criação do Portal da Transparência);
- Melhorar a segurança nos campi da UFRGS;
- Realizar eleições eletrônicas, via Portal do Aluno (site da UFRGS), para o DCE e Conselhos da UFRGS, a partir de 2010.
A posse da gestão eleita será no dia 04/12/2009. O mandato é de 1 (um) ano.
Fonte: Blog Anderson diz,
citado por Políbio Braga
COMENTO: leia mais, clicando aqui e aqui, a respeito das tentativas fraudulentas das "esquerdas" objetivando evitar sua derrota e a manutenção da militância partidária na direção dos estudantes gaúchos. Como comentou Políbio Braga, "O DCE da Ufrgs caiu. Agora só faltam cair a ADFURGS e o CPERS. Basta ter coragem política. "

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

La Kakokracia (Como Forma de Gobierno)

Ante todo, le cuento que todas estas definiciones que vuelco para ilustrar lo que quiero decir, ya estaban inventadas. Desde las escenas extractadas de la mitología griega hasta cada significado "cráctico", "árquico" y "ógico" vertido en éstas líneas, ya estaba todo inventado.
Lo único que yo hice fue un juego intelectual asociativo por el cual trataba de explicarme escenas de la vida real como cualquiera que tenga la muy mala costumbre de usar el dispositivo ubicado justo dentro de la cavidad craneana. Decía entonces, que en el idioma griego antiguo "Κακός - Kakós" significa "malvado o malo", ladrón que roba con destreza, cobarde, sucio, vicioso, maligno. En latín es "Cacus".
Para la mitología griega "Kako", hijo de "Hefesios" (de la familia de los krapultópatas, dioses en el arte de la "krapultopatología"), parece que fue un gigante mitad humano y mitad no se sabe qué, que vivía en una cueva del monte Aventino en el Lacio, actual Roma, en cuya puerta siempre colgaban, para horror de los habitantes del lugar, las cabezas sangrantes de los humanos que devoraba, al tiempo que, vomitaba torbellinos de llamas, humo y sangre. En la mitología romana "Caco" o "Cacus", que a la vez tenía una gemela llamada "Caca" (o Kaka en griego), era un dios del fuego.
Parece ser que Kaka era víctima de una severa patología conocida por esa época con el nombre científico de "Kretinópulus inútilus bípulus" (cuya traducción no es fácil precisamente por la cantidad de trastornos que nuclea y la ambigüedad de su sintomatología).
Según cuentan los anales de la "histeria", esta enfermedad se manifestaba por ejemplo, mediante discursos vacíos de contenido frente a un auditorio de aplaudidores pagados ad hoc, frases muy estructuradas que suenan a "guauu!" para quien hable mucho mas sencillo, pero que para los que tiene un nivel académico mas elevado no guardan ni la mas mínima pauta de coherencia (hablaba puras estupideces, bah, que el tren bala y todos esos delirios), frivolidad extrema, inconciencia total de lo que sucede más allá del propio ombligo, entre los que se puede identificar con mayor facilidad.
Otra manifestación de la patología era la reacción incoherente de quien la padecía que frente al rechazo masivo de la sociedad hacia su persona, la paciente elevaba la manito saludando al mejor estilo de una adolescente exitosa transitoriamente en Hollywood, es decir: "que se la cree", pendiente exclusivamente de su imagen, sonriendo nunca se sabe muy bien de qué si todo se está cayendo a pedazos, fabulando todo el tiempo e interpretando que la gente la quiere y admira (o envidia, no se sabe muy bien qué tiene en la cabeza. mejor dicho, no se sabe si tiene algo.)
Pero sigamos con el análisis de los personajes mitológicos: el Kako y la Kaka dioses de Kako´s landia, mitad humanos y mitad no se sabe qué. Porque. ¿de qué están hechos los dioses?
Las supuestas hazañas de Kako (el gemelo maldito), vinculadas directamente con su tendencia natural a apropiarse de todo lo ajeno, fueron motivo de culto al mismo por parte de quienes elegían un modo de vida poco ortodoxo para hacerse de recursos económicos, hasta que con los siglos fue venerado como "el dios de los ladrones", o mejor dicho "patrono de los cacos", de modo tal que llegó a decirse que la habilidad para el hurto y las triquiñuelas resultaban del poder de dominar "la ciencia de Kako".
De todo esto surge que actualmente "caco" sea sinónimo de "ladrón".
Asimismo, Kaka parece que dejó muy mal conceptuado a su gemelo Kako ante Hércules (tan forzudo como pavote), al que suele llamarse "el Soberano Idiota", por razones que paso a explicar:
Ella, llegó a la primera magistratura de Kako´s landia por un entuerto que hizo Kako para quedarse con todo lo de todos, pero ayudada por su patología precipitó las acciones propias de un kako. Digo, si un tonto hace tonteras, un pavo hace pavadas, un kako ¿Qué hace?
En fin, la cosa es que, guiada únicamente por su oscuridad interior y los consejos de su gemelo maldito, hizo todo así, mas que previsible ya que "el olmo nunca dio peras".
Paralelamente, como todo miembro de la familia de los Krapultópatas, tenían sus fieles devotos, que venían a resultar los "Kakianos", muy hábiles en el ejercicio de las artes de Kako, es decir hurtos y triquiñuelas y con características de mitomanía y traición semejantes a las de su gemela Kaka.
Pero, ¿qué donde se explica aquí la kakocracia? Sencillo.
"Krátos" es el vocablo griego del cual deriva "cracia", que significa "poder". "Demos" es pueblo, ergo "democracia" es una forma de gobierno en la cual las decisiones colectivas son adoptadas por el pueblo por medio de mecanismos de participación directa o indirecta que le confieren legitimidad.
La "Olocracia" es la forma "corrupta" de gobierno cuyo origen es la democracia.
"Demagogia" se define como la práctica política consistente en ganarse con halagos el favor popular. "Oligarquía" es la forma de gobierno en el que el poder supremo está en manos de unos pocos. En la "Plutocracia" el poder lo ostentan quienes tienen riqueza.
"Aristocracia" significa "gobierno de los mejores" y "Cacocracia" justamente al revés, es el "gobierno de los peores".
¿Deja vú? No sé, pero en todo caso, cuenta la fábula que Kako fue exterminado por Hércules, el forzudo pavote que muchos, JA!, llamaron el "Soberano idiota" ¿Será verdad?
Para mi, quizás los únicos vocablos capaces de describir una Kakocracia como esta serían "vulgarocracia" o "mediocricracia", ¿o acaso es posible encontrar algo mas burdo y mas elemental que las obras, dichos y estrategias de este sistema político? [1]
Nidia G. Osimani
[1] Si piensa expresar lo mismo, por favor, elabórelo con otras palabras, muchas gracias.
COMENTO: aparentemente, os dominadores de Kako'slandia resolveram mudar seu reino para uma nova região, abandonando a área do Mediterrâneo e se instalando em um mundo perdido localizado no "além-mar", ao ocidente das terras africanas, onde multiplicaram-se, e vivem em pleno gozo de suas atividades culturais, fazendo Kakadas, apossando-se de tudo que puderem, e procurando a manutenção do poder a qualquer custo, utilizando-se de suas habilidades: roubar, mentir, distribuir migalhas, alegar desconhecimento, etc. Na região do "país tropical", Kako "si dei bem", com direito até a filme histérico, digo, histórico, e tenta passar o cetro para uma Kaka que ainda não conseguiu impor sua figura kakética aos servos. A empreitada segue utilizando os mesmos métodos de antanho, particularmente os discursos para o que hodiernamente denominam "claque" (PAC, inaugurações de placas em obras com mais de trinta anos, promessas de distribuição de verbas que nunca chegam, e, quando aparecem falhas, a alegação final de que a culpa é dos raios, ninguém avisou, é "herança maldita", é coisa da "zelite", ......).

Dia da Bandeira

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Foto de Ronaldo Bernardi / Jornal Zero Hora

Apesar de todos os desgostos provocados por alguns que te tocam, és uma das formas de representação de nossa sofrida Nação.
Tuas cores alegres representam, principalmente, a esperança de que este povo, um dia, encontre o rumo certo.
E o carinho que te é dedicado pelas crianças prenuncia que um dia este país terá pessoas responsáveis em seu comando, voltando a ser respeitado e ocupando o lugar que lhe compete no concerto internacional.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Carta do Início Deste Ano

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Adriano Sabbadin tinha 17 anos quando o terrorista Cesare Battisti e sua turminha invadiram o açougue de seu pai, Lino Sabbadin, e o mataram. Indignado com a proteção do governo Lula ao assassino, concedendo-lhe asilo político, Sabbadin, aos 46 anos de idade, fez publicar no jornal Corriere del Veneto uma carta aberta aos brasileiros.
“Vivo em uma pequena cidade na província de Veneza. Escrevo a todos os brasileiros, pois hoje me sinto profundamente ferido pela decisão de vosso ministro da Justiça de considerar Cesare Battisti um refugiado político.
Há 30 anos ele assassinou meu pai. Não quero vingança, mas uma justiça que não chega. Quem é Battisti: ele começou na política dentro do cárcere, detido que estava por crimes comuns, aí conheceu o terrorista de extrema esquerda, Arrigo Cavallina.
A primeira vítima dos Proletários Armados para o Comunismo – PAC, foi o suboficial da guarda carcerária Antonio Santoro. Quando este sai de casa para o trabalho, Battisti lhe atira nas costas (6/6/1978). Retornando ao seu grupo ele conta excitado à sua companheira os efeitos de ver “alguém jorrando sangue”.
Depois de uma série de assaltos o grupo resolver centrar contra aos agentes da “contra-revolução”, isto é, comerciantes que haviam reagido contra assaltos comuns.

Inicialmente pensou-se em somente feri-los, mas a vontade de mostrar a própria força a outros grupos de terroristas de esquerda, convence o PAC que é necessário fazer ver que se é capaz de matar. Chegaram a nosso açougue pelas 4 e meia da tarde. Meu pai, ajudado por minha mãe, atendia a algum cliente, eu estava nos fundos falando ao telefone, quando ouvi os tiros de pistola que ribombavam nos meus ouvidos.
Apavorado, corri para nossa casa que ficava no andar superior, depois de longuíssimos minutos vi homens que saiam num carro em disparada. Quando cheguei ao açougue, vi minha mãe com o avental branco todo ensangüentado e meu pai no chão dentro de uma poça de sangue. A ambulância chegou rapidamente, mas nada pôde fazer.
Nos processos, seja a perícia e o testemunho de um arrependido, fez ver que Battisti tinha dado, sem piedade, os tiros mortais em meu pai. Battisti esteve sempre presente no grupo armado, colocando à disposição sua experiência de bandido e ficou conhecido por sua determinação em matar, jamais hesitando em fazê-lo.
Por todos estes crimes Battisti cumpriu somente um ano da cadeia, enquanto minha vida ficou completamente destruída. Me vi aos 17 anos como o chefe de família e um vazio que com o tempo só fez aumentar. Não pode existir paz sem justiça e a minha família justiça, não a teve.
Não consigo entender o que levou vosso ministro da Justiça a classificar Battisti como um refugiado político, declarando que na Itália existem aparatos ilegais de repressão ligados a Máfia e a CIA (Central Intelligence Agency), por isso não pode conceder a extradição, o fato me parece uma folia e mais que isso, ofensivo à nossa democracia.
Peço que façam um apelo ao vosso presidente para que reveja essa decisão.
Adriano Sabbadin"
Fonte: Blog do Previdi
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Juntando Tudo, Não Vale Meio Quilo de Estrume!

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Um grupo de deputados e senadores imorais visitou nesta terça (17) na prisão, em Brasília, o bandido italiano Cesare Battisti. 
Entre os "paralamentarmos" estavam os senadores José Nery (PSOL-PA) e Eduardo Suplicy (PT-SP) e os deputados Chico Alencar (PSOL-RJ) e Ivan Valente (PSOL-SP). 
O Supremo retoma hoje, quarta, o julgamento da extradição do italiano que foi condenado na Itália por quatro assassinatos ocorridos na década de 70.
Recebido por correio eletrônico
COMENTO: não sei o que é mais deprimente. Tipos como esses, que foram eleitos para representar nossa sociedade, usando seu caríssimo tempo (caríssimo em termos de gastos bancados pelos basbaques pagantes de impostos) para aparecer ao lado de um reles homicida, apoiando-o como "companheiro de luta"; ou saber que há quem desperdice seu voto com canalhas desse quilate e que, nas próximas eleições, voltarão a elegê-los em troca de bonézinhos, camisetas e cestas básicas. Povinho de merda!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Conexão Narcoesquerdista

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Vão dizer que sou paranoico. Que sou exagerado. Que sou conspiracionista. Não importa. É o preço a pagar por não ser de esquerda, nem acreditar na conspiração certa (que foram os judeus, ou a CIA, que explodiram as Torres Gêmeas, por exemplo). Leiam primeiro o que digo em seguida. Depois, podem me chamar do que quiserem.
Mais uma vez, o Rio de Janeiro é palco de uma batalha sangrenta entre narcotraficantes e policiais. Mais uma vez, o noticiário é preenchido com cenas de guerra e de barbárie, com helicóptero da polícia abatido a tiros, ônibus queimados etc. Mais uma vez, a rósea e ufanista propaganda oficial feita para as Olimpíadas de 2016 é manchada pela violência urbana sem controle. Mais uma vez, ouvem-se vozes repetindo a mesma velha e surrada ladainha, os mesmos lugares-comuns, tão óbvios quanto ocos, sobre "Estado paralelo", "terrorismo", "guerra civil", "necessidade de segurança", "ausência do Estado" etc. etc. Mais uma vez, serão ouvidas vozes de espanto e lamento. Mais uma vez, irão focar no secundário e perder de vista o essencial. Mais uma vez...
E assim será, ad infinitum, até a próxima batalha dessa guerra sem fim. Pelo menos enquanto a imprensa e a opinião pública, que nada mais é do que uma extensão da primeira, insistirem em bancar o cego, o surdo e o mudo e se recusarem a ligar os pontos. Como ninguém se habilita, é isso que eu faço aqui.
A primeira coisa a se levar em conta é que nem o Rio de Janeiro, nem qualquer outro Estado brasileiro, produz um grama de cocaína. De onde ela vem, então? Até uma criança sabe: vem do exterior, de países vizinhos como a Colômbia e a Bolívia, passando cada vez mais, nos últimos anos, mais ao norte, pela Venezuela. E quem produz toda essa droga comercializada nos morros cariocas? Novamente, a resposta está na ponta da língua: os principais produtores e distribuidores mundiais são os narcoguerrilheiros marxistas das FARC, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia; na Bolívia, a produção de coca é defendida com unhas e dentes, como "tradicional", pelo governo de Evo Morales.
Muito bem. Já sabemos de onde vem e quem fornece a droga. Agora vejamos o que faz — ou melhor: não faz — o governo brasileiro, o governo Lula, a respeito.
O governo Lula se recusa a considerar as FARC uma organização terrorista, assim como Morales como um narcotraficante, apesar de a realidade dizer o contrário. O motivo? Tanto as FARC como Morales são parceiros do PT, o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Foro de São Paulo. O que é o Foro de São Paulo? É uma organização revolucionária que congrega os principais partidos e movimentos de esquerda do continente, fundada em 1990 por Lula e Fidel Castro para, como está nos seus documentos, "restaurar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu". O que "se perdeu" no Leste Europeu no final dos anos 80? O comunismo. O que desejam as FARC, Morales, Hugo Chávez e o PT? Resposta: derrubar o capitalismo e substituí-lo por uma nova ordem social, pretensamente superior — com eles no topo, claro.
Já vimos o porquê. Agora vejamos o como. Antes, uma pequena lição de História.
Desde a década de 30, os intelectuais marxistas escolheram os marginais como força potencialmente revolucionária, pintando-os como vítimas do capitalismo e como rebeldes sociais. De Lampião a Fernandinho Beira-Mar (capturado, aliás, num acampamento das FARC na Colômbia), passando por todos os tipos de criminosos e assassinos, a esquerda elegeu esse setor do lumpemproletariado como a vanguarda da transformação social.
Sobretudo a partir dos anos 60, com a Escola de Frankfurt e, principalmente, com os escritos de Herbert Marcuse, seu expoente mais popular, a classe operária, vista como cada vez mais "aburguesada", passou a dar lugar a novos atores — vale dizer os estudantes e, cada vez mais, os criminosos, a escória da sociedade — como a "vanguarda da revolução". O culto às drogas, generalizado a partir dessa época — não por acaso, nas universidades —, passou a ser entusiasticamente estimulado pelos serviços de espionagem da antiga URSS, como uma maneira de enfraquecer a sociedade ocidental capitalista e destruir por dentro seus valores e instituições, como a moral cristã, a família etc. Isso é relatado inclusive em vários livros, infelizmente desconhecidos por aqui, como Red Cocaine: The Drugging of America and the West, de Joseph D. Douglass, Christopher Story e Ray S. Clyne (London, Harle, 1999) e as memórias do ex-general tcheco Jan Sejna, We Will Bury You (Sidgiwick & Jackson, 1985). (Recomendo também o excelente The World Was Going Our Way: The KGB and the Battle for the Third World, de Christopher Andrew e Vasily Mitrukhin [Basic Books, 2005], que mostra com riqueza de detalhes como o plano comunista de dominação mundial estava longe de ser uma fantasia de alguns reacionários de direita.)
Desde então, a glamourização do crime e do vício tornou-se uma constante, sendo sistematicamente reproduzida e difundida por meio do cinema, do teatro, da literatura, das artes plásticas e da televisão. Popularizou-se, desse modo, a idéia do "seja marginal, seja herói", apregoada em pôsteres e cartazes. Ao mesmo tempo, a esquerda apropriou-se da causa dos direitos humanos, instrumentalizando-a. Primeiro, como ferramenta em causa própria, nos anos do regime militar (como se os terroristas, chamados aqui de guerrilheiros, tivessem algum compromisso com os direitos humanos), e depois, a favor de bandidos comuns. A tal ponto chegou essa manipulação dos direitos humanos pela esquerda — sempre contra a polícia, sempre a favor da bandidagem —, que existe hoje uma "Bolsa-Bandido", destinada a não deixar desamparada a família de estupradores, ladrões e assassinos, enquanto suas vítimas não contam com nada parecido, permanecendo à míngua (não por acaso, na percepção popular, a ideia de direitos humanos continua a ser entendida como "direitos humanos para bandidos", o que não está muito longe da verdade).
No Brasil, a aliança dos revolucionários marxistas com a bandidagem se esboça na década de 30, com as tentativas de contato do PCB com os cangaceiros de Lampião no Nordeste. Essa aproximação, que obedecia a uma diretriz da Internacional Comunista em Moscou, porém, falhou. Ela só se consolidaria a partir dos anos 70, com a troca de experiências na cadeia entre terroristas e presos comuns, que deu origem à principal facção criminosa do Rio de Janeiro, o Comando Vermelho, e, mais tarde, ao PCC em São Paulo. Logo os bandidos trataram de copiar as táticas e até a linguagem das organizações armadas de esquerda, imitando sua forma de organização e até os chavões ideológicos contra o "sistema". A partir da década de 80, sucessivos governos populistas de esquerda, como os dois de Leonel Brizola (1983-1987 e 1991-1995), trataram de agravar o problema da violência urbana, mediante a negligência proposital e até o estímulo à ocupação desordenada dos morros e à expansão das favelas cariocas: a polícia foi proibida de subir as favelas, vistas não como problema, mas como "solução", enquanto o governo se locupletava com os chefões do jogo do bicho. As favelas foram transformadas, assim, em território livre do narcotráfico, que passou a ditar as regras nas comunidades carentes (o tal "Estado paralelo").
Tudo isso que está aí em cima não é nenhum segredo. Os próprios criminosos já deixaram claro o papel da esquerda na consolidação e expansão do crime organizado em lugares como o Rio de Janeiro. Um dos fundadores do Comando Vermelho, William da Silva Lima, o "Professor", escreveu até um livro, Quatrocentos contra Um: Uma História do Comando Vermelho (Iser-Vozes, 1991), no qual dá todo o serviço, explicando como a criminalidade carioca bebeu na fonte de Lênin e Carlos Mariguella. No livro (que virou filme, a ser lançado em breve), ele explica como o germe do Comando Vermelho nasceu no presídio da Ilha Grande, no começo dos anos 70, a partir da convivência com terroristas de esquerda presos que instilaram nos bandidos comuns a "ideia socialista".
Os narcotraficantes de hoje estão apenas aplicando na prática o que aprenderam no convívio com seus comparsas esquerdistas, décadas atrás. E, hoje, dedicam-se a aplicar esses ensinamentos com mais intensidade, graças ao apoio, velado ou não, de governos constituídos como o de Lula e de Evo Morales. Relatórios de serviços de inteligência dos EUA e de outros países vêm apontando, nos últimos anos, que a Venezuela de Hugo Chávez se transformou em valhacouto das FARC e no novo corredor do tráfico de drogas da América do Sul para os EUA e a Europa. E também para o Brasil. Está claro que Chávez dá guarida e dinheiro, inclusive lança-mísseis, aos narcoterroristas das FARC, como foi descoberto há alguns meses. Todos sabem que Chávez é companheirão de Lula, e que este justifica todas as suas traquinagens. Assim como todos sabem que o "embaixador" das FARC no Brasil, o ex-padre Olivério Medina, anda solto por aí, sob a proteção do governo brasileiro.
Então, entenderam como e por que se chegou a esse estado de coisas? Ou terei que desenhar para ficar mais claro?
A guerra de gangues nas favelas e na periferia das grandes cidades pela posse de bocas-de-fumo é apenas a diminuta ponta de um imenso iceberg, o estágio final de um enorme esquema revolucionário que tem sua origem nas florestas colombianas e em refrigerados gabinetes oficiais. Diante disso, entregar a responsabilidade pela segurança pública ao PT, a Lula e a Tarso Genro é como deixar um louco armado até os dentes tomando conta de um jardim de infância. É como colocar a cabeça na guilhotina e pedir que o carrasco apare apenas as pontas do cabelo. Dessa gente, não se deve esperar nada além da cumplicidade com o crime. É essa a missão deles, sua tarefa revolucionária.
Quem pode negar que o que está escrito acima corresponde unicamente aos fatos, e não a opiniões? Mas, infelizmente, quem fala essas coisas é tachado imediatamente de paranoico, teórico da conspiração, extremista, louco. Enquanto a imprensa e a opinião pública continuarem tratando os 50 mil mortos por ano pelo crime organizado no Brasil como uma simples anomalia, em vez de parte de um gigantesco e bilionário esquema revolucionário internacional; enquanto continuarem a enxergar os governantes atuais como parte da solução, e não do problema, recusando-se a ver a conexão entre estes e a criminalidade, não farão nada além de enxugar gelo e correr atrás do próprio rabo. Enquanto isso, todos vão continuar a lamentar e a chorar. Mais uma vez.
Fonte: Blog do Contra,
citado no ViVerdeNovo

Comandos Israelenses Apreendem Navio com Armas e Munições de Fabricação Brasileira a Bordo

A apreensão de um navio com armas iranianas pelas Forças de Defesa de Israel se deu graças às atividades americanas, informou o jornal baseado em Londres, e impresso em língua árabe, "Al-Sharq al-Awsat", citando fontes israelenses. Na quinta-feira, o Chefe do Estado Maior das FDI Gabi Ashkenazi elogiou os agentes do Mossad pela ajuda na obtenção de informações que resultaram na captura do navio. Segundo o relatório árabe, os norte-americanos notaram um navio iraniano suspeito ao entrar no Golfo de Omã e atracar no porto de Jebel Ali no Dubai, em meados de Outubro. O barco pertencia à empresa marítima nacional do Irã a IRISL.
Os EUA teriam informado Israel sobre o navio.
O navio Francop lotado com containeres camuflados com carga superficial inocente.
Segundo o relatório, Israel sugeriu bombardear o navio no Mar Vermelho, mas os americanos rejeitaram a ideia. No início desta semana foi noticiado que os iranianos tinham efetuado grandes esforços na tentativa de despistarem os funcionários da inteligência que monitoravam a remessa. Uma das tentativas de despiste foi a descarga dos explosivos num porto egípcio e depois recarregá-los no navio Francop, que acabou por ser capturado.
As caixas abertas no porto israelense demonstram a existência de armas e munições.
Na quinta-feira, o Hezbollah negou qualquer ligação com o navio de armas e condenou a atividade de "piratas israelenses em águas internacionais". A Síria e o Irã também negaram ligação com a embarcação, alegando que o navio transportava mercadorias da Síria para o Irã e que Israel estava impedindo a atividade do comércio internacional. Fontes egípcias no Porto Damietta, que foi o último porto que o navio passou, disseram na quinta-feira que tinham sido carregados produtos alimentares e nada mais.
CAIXAS DE MUNIÇÃO BRASILEIRA APARECEM NO PORÃO DO NAVIO APREENDIDO
https://youtu.be/7V8yT-hmkzk?feature=shared
(ver no minuto 042/057) https://youtu.be/kyBY4C1mjAA?feature=shared
Fonte: Rua Judaica - 142, de 9 Nov 09,
transcrito no Blog do Montedo.
COMENTO: e a nossa "grande imprensa", quieta como guri cagado. Será que Stalinácio I questionará seu amigo Ahmadinejad sobre a origem e o destino dessa carga? Pois sim!!!!
ATUALIZAÇÃO: o vídeo foi "excluído" do You Tube por alguém de consciência suja, mas a imagem que interessa nós conseguimos "salvar".

Berlim: o Muro Caiu ou Foi Derrubado?

por Francisco Ferraz
Certas datas não devem e não podem passar em branco, despercebidas. Ontem, 9 de novembro de 2009 foi uma delas. Há vinte anos o muro de Berlim foi derrubado, pelos berlinenses ocidentais e orientais. Esta é a primeira observação que cabe fazer. Costuma-se dizer que o “muro caiu”, que ocorreu “a queda do muro”, mas na realidade, o muro foi derrubado.
Porém se empreendermos uma análise mais detida, as duas expressões estão corretas e representam o verdadeiro significado daquele momento histórico.
O muro foi derrubado, no seu significado histórico, pela resistência silenciosa do povo da então chamada Alemanha Oriental. Sua reação, na noite de 9 de novembro de 1989, foi primeiro de incredulidade, a seguir de curiosidade, logo depois de felicidade, exaltação, alívio, emoção e outros tantos sentimentos de semelhante natureza.
E o muro foi derrubado fisicamente, pelas picaretas, martelos e pelas mãos, dos berlinenses do leste e do oeste. Foi derrubado fisicamente quando os guardas de fronteira, tão confusos quanto o povo, tentavam, formando uma corrente humana, impedir a passagem pela porta de Brandenburgo. Não aguentaram muito, e nada mais fizeram a não ser unir-se aos que passavam.
Mas o muro também caiu. Caiu pela absoluta e total falência do sistema comunista.
O socialismo stalinista que, com correções cosméticas ainda sobrevivia caiu, desmanchou-se. Caiu primeiro na Hungria quando o povo começou a atravessar a fronteira rumo à Áustria e ninguém o impediu; a seguir na Polônia, e depois na Alemanha Oriental, dando início a um “efeito dominó” que não poupou nem a União Soviética, e que, como num passe de mágica, varreu o comunismo da face da terra. Para ser preciso permaneceram ainda a China, Cuba e Coreia do Norte.
Mas a China sempre foi mais China que comunista, e, àquela altura já começava a trilhar um novo rumo; Cuba ficou totalmente inviabilizada sem a ajuda econômica soviética, aguardando a morte dos Castro para ter a sua “glasnost” e “perestroika”; e a Coreia do Norte, nominalmente governada pelo partido comunista, mas na realidade por um monarca despótico e absoluto, fruto de um sistema — quem diria — de socialismo dinástico.
Tantas décadas de disputa por armas nucleares, por sistemas de ataque e de defesa com mísseis de longo alcance, médio alcance, e curto alcance, pela grande controvérsia da “guerra nas estrelas”, pela NATO e pelo Pacto de Varsóvia, pela Guerra Fria com seus espiões e seus momentos de suspense, quando o mundo se aproximava da guerra nuclear.
Essas décadas de disputa e conflito, de encontros e desencontros, de intervenções políticas e militares, abertas ou às escondidas, adotadas igualmente pelos dois blocos antagônicos, e que fizeram a história do século XX, não produziram os protagonistas da queda do muro.
O muro não caiu por que a Alemanha do leste ou o mundo comunista fora derrotado numa guerra. Não foram militares os seus protagonistas, nem foram armas convencionais ou nucleares a causa da queda. Também não foi o capitalismo que derrotou o socialismo, como alguns apregoam.
O socialismo se esvaiu. Morreu de um misto de anemia, desilusão e perda de vitalidade. Talvez, em termos médicos, devíamos chamar de morte por falência de múltiplos órgãos...
Seus protagonistas foram pessoas comuns, cansadas ao ponto da exaustão com uma sociedade que não possuía mais uma utopia coletiva, e que não permitia aos seus cidadãos uma utopia particular, privada. Essa a explicação porque na Alemanha a “derrubada ou queda do muro” ocorreu sem derramamento de sangue.
Ninguém estava obrigado a deixar a Alemanha Oriental.
O povo podia revoltar-se contra os que abandonavam o país e contido a avalanche, os militares podiam ter recebido ordens de fechar a fronteira, e até mesmo usar armas.
Nada disso aconteceu. Ao contrário o sangramento transformou-se em hemorragia incontrolável. A União Soviética quem sabe, poderia conter seu povo.
Será? Não sabemos.
Mas a União Soviética tinha fixado uma tradição para lidar com os arroubos de liberdade nos países da Europa do Leste. A URSS não hesitou em 1956 em esmagar com seus tanques e metralhadoras o levante húngaro. Tampouco teve dúvidas em invadir a Tchecoslováquia com seus tanques na “Primavera de Praga” de Dubchek.
O fato é que os líderes não se atreveram. Nem lá, nem nos demais países ditos socialistas, nos quais, nenhum dos homens-mito da semana anterior, os Grandes Líderes do partido, tentaram alguma reação séria. Ou calavam-se e discretamente retiravam-se do poder para suas casas, ou, como Caesescu, protagonizavam fugas humilhantes, que, no seu caso lembrou Mussolini, fugindo disfarçado de soldado alemão, até ser preso e fuzilado por guerrilheiros italianos.
Aliás, o fim de Caesescu e sua esposa, fuzilados depois de uma frustrada fuga, foi muito semelhante ao de Mussolini e Clara Petacci, inclusive na falta de respeito com os corpos.
O socialismo caiu com o muro. Caiu sem lutar, caiu sem nem mesmo tentar reagir. Como se explica isso? Essa é uma questão que ainda pede por interpretações inteligentes.
Um sistema como o soviético, que conquistou o poder pela mobilização popular nas ruas, pela conquista dos militares e pelo uso da força, entregou-se para quem...?
Salvo a Polônia com Lech Walesa, não me recordo de nenhum líder anti-socialista que tivesse algum poder para enfrentar o poderoso partido comunista e derrubar o governo.
Não é este o local para uma análise mais aprofundada, mas não se pode esquecer a analogia histórica com a revolução francesa e a revolução russa. Nos dois casos, a revolução se consumou como vitória dos revolucionários, sem uma reação à altura do poder econômico e militar, que o regime derrubado possuía. Quando o assalto ao poder é enfrentado, há luta, há sangue, há mortos, até que o conflito tenha um vencedor. Quando um sistema cai com essa facilidade, sem assalto ao poder, cai porque chegou a um grau de decadência interna de desmoralização, de desconhecimento do povo que governa, que já nenhuma reação é possível.
Foi o que ocorreu com Nicolau II, Louis XVI e os líderes dos países socialistas. Não entenderam que eram prisioneiros de um processo histórico silencioso criado por eles mesmos. Na medida em que implantaram a ditadura e não permitiam a livre expressão do pensamento, não tinham como conhecer o sentimento e o pensamento do seu povo.
Foi este processo histórico silencioso que o conforto do servilismo dos auxiliares, e o hábito de interpretar a ausência de contestação com aceitação, apoio e lealdade popular que vinha minando a sua legitimidade. Viam a realidade com olhos de quem não quer ver, ou melhor “por el color del cristal con que se mira”. Não perceberam que comandavam uma elite que estava tão distanciada do povo. Que acreditavam e apostavam na imemorial deferência e no respeito quase religioso que o povo (francês e russo) tinha em relação aos seus monarcas.
Até o momento em que algum ato político coletivo de contestação foi praticado e não foi contido (mesmo porque já não podia mais ser contido).
É ai que a realidade começa a importunar suas vidas até o momento em que vão perdê-la na guilhotina (Louis XVI), ou por fuzilamento (Nicolau II, Caesescu, Mussolini).
Mas voltemos a 9 de novembro de 1989.
Na madrugada do dia 10 e, ao longo dos próximos dias, Brabants (os carros que a Alemanha Oriental fabricava, de péssima qualidade, feios e inconfortáveis) atravessavam a fronteira, carregando famílias inteiras, atemorizadas de que o governo e o partido reagissem e novamente bloqueassem a fronteira.
Aproveitavam a chance para escapar antes que os tanques, que haviam silenciado Budapeste e Praga, viessem silenciar Berlim. À medida em que o tempo passava e nem o partido nem o governo reagiam, foram sentindo que não havia mais Alemanha Oriental nem Ocidental. Sentiam-se alemães.
Víamos nas reportagens de TV, os cidadãos que vinham da Alemanha Oriental deslumbrados, quando trocavam sua moeda por marcos (1 por 1), e quando inundavam as lojas, as padarias, os bares, as livrarias sem poder esconder o tocante sentimento de encanto, descoberta, surpresa diante da livre quantidade de alimentos e da variedade, qualidade e preço acessível dos produtos de consumo, que encontravam em Berlim Ocidental.
Essa a data que a humanidade comemorou ontem e que passou quase desapercebida no Brasil. Nem de longe teve uma cobertura que se aproximasse daquela que prodigalizam ao Carnaval.
É fundamental assinalar que ela é uma das grandes datas da sofrida história da luta pela liberdade na história. É uma data que merece ser refletida por quem ama a liberdade para todos, a democracia e o estado de direito.
É também uma data que merece muita reflexão por parte dos ditadores que ainda existem, e daqueles que tentam tornar-se.
O povo não esquece. É capaz de viver sem liberdade por longo tempo. Na URSS, morto Lênin, a utopia socialista, foi abandonada, cedendo lugar ao oportunismo, a corrupção, e a tirania totalitária.
Gerações se sucederam protegidas dos livros, modismos, pensamentos e realizações do mundo Ocidental. Nos países socialistas não chegava nem o texto escrito, nem a voz, nem a imagem do mundo ocidental. Jovens envelheceram dentro deste sistema.
Apesar de tudo, quando a primeira oportunidade surgiu, o povo correu atrás da liberdade e da legitimidade de lutar por sua utopia pessoal e familiar.
Alguns dos líderes aposentados pela história, ao se referir sobre seu povo, devem ter usado a clássica frase de Talleyrand, sobre os Bourbons que retornavam do exílio:
“Não aprenderam nada, não esqueceram nada”
A mídia brasileira deve dar uma cobertura maior ao evento. Mas suspeito que se concentrará muito mais na reprodução do espetáculo da comemoração alemã, do que na reflexão sobre o significado da data.

domingo, 15 de novembro de 2009

Eike Material Boy.

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Segundo Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, a cantora Madonna chegou à casa do bilionário Eike Batista, anteontem, no Rio, com muitas ideias na cabeça e US$ 3 milhões já arrecadados entre outros empresários brasileiros para financiar os projetos sociais que pretende implantar no Brasil. ... 
E o que pretende Madonna no Brasil? "Ela acha que, se não prepararmos as nossas crianças para olharem para dentro delas, não adianta irem à escola porque não chegarão a lugar algum", disse à coluna um dos convidados. A cantora quer desenvolver um projeto para treinar professores para uma nova disciplina que seria adotada em escolas que acolhem crianças em regiões de risco da periferia das duas maiores capitais brasileiras. 
"É um olhar moderno para aquela cadeira de moral e cívica da década de 60", diz um dos presentes. ... 
Eike Batista perguntou quanto ela já tinha arrecadado no Brasil. "US$ 3 milhões", respondeu a cantora. E de quanto ela precisa? "US$ 10 milhões." Eike então anunciou que estava completando os recursos, doando naquela mesma hora US$ 7 milhões à cantora. Para espanto geral, Madonna começou a chorar. .................. 
Enquanto isso, o Jornal do Amapá denuncia que meninas de nove e dez anos estão sendo estupradas por garimpeiros, no Garimpo de Lourenço, no município de Calçoene. É o final do ciclo do ouro na região. 
Nos anos oitenta, o Garimpo foi uma das jóias da coroa do grupo empresarial de Eike Batista. A sua empresa, Novo Astro, arrancava até uma tonelada de ouro por mês. Quando o filão esgotou, em 1995, Eike Batista levou as escavadeiras e deixou a miséria para trás. Quem quiser detalhes, é só ler a reportagem publicada em O Globo, em outubro do ano passado. Não há notícias de que Eike Batista tenha aplicado um mísero centavo para recuperar a região. Quanto mais construir uma escola para as crianças que, hoje, são estupradas. ............... 
Eike Batista é um doador contumaz. Deve ser a sua maneira de conviver com a senda de ilegalidades que as suas empresas deixam para trás, por onde passam. Considerado o campeão dos crimes ecológicos e ambientais no Brasil, comprou elogios do ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, ao doar mais de R$ 11 milhões ao Ibama, sem ter pago, ainda, mais de R$ 30 milhões em multas. ...................... 
As empresas de Eike Batista são as maiores consumidoras de carvão vegetal no Brasil. A produção de carvão vegetal é uma das maiores empregadoras de mão-de-obra infantil, quase escrava, no Brasil. Não se tem notícia de que o empresário tenha doado um tostão furado para resolver este problema. As crianças carvoeiras não vão para a escola. Normalmente, vão para o hospital, com os pulmões dilacerados. 
Fonte:  Coturno Noturno
COMENTO: as disciplinas de Educação Moral e Cívica e OSPB (Organização Social e Política Brasileira), como se deduz de suas denominações, tinham por objetivo formar cidadãos com uma noção mínima de honra, moral, ética etc., bem como proporcionar aos jovens noções de como se estrutura a sociedade. Tidas como "ranço autoritário", foram extintas por lei proposta pelo democratíssimo Raul Pont, integrante de uma das alas mais radicais da quadrilha, ops, partido, hoje no governo. Fico imaginando qual seria o "olhar moderno" a ser implementado pelo projeto da "material girl".
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