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domingo, 29 de abril de 2018

Garantistas – Há Sinceridade Nisso?

por Gilberto Pimentel
Se dermos uma olhada mais atenta na biografia e no desempenho dos magistrados do STF que um colunista definiu como “garantistas” referindo-se àqueles juízes que pretendem assegurar irrestritamente o que está na Constituição, ser um escravo dos princípios fundamentais da legalidade, da presunção da inocência, do contraditório, do devido processo legal e, sobretudo, da dignidade da pessoa humana, poderemos não ter tanta certeza da nobreza e sequer das suas reais motivações.
Dentre eles, estão aqueles que pretendem rever a possibilidade de prisão a partir da segunda instância, os que abominam a prisão preventiva ou provisória, os que enxergam como ato de tortura a delação premiada, os que desejam a todo custo assegurar imunidades sem limites, os que colocam o habeas-corpus como símbolo da liberdade individual não importa de quem ou porquê, os que pretendem ignorar a opinião pública, os que entendem que os juízes de Curitiba inauguraram um novo código de Direito no País e os que sonham detonar a Operação Lava Jato.
Tudo isso na contramão de todo o esforço que o Brasil necessita da Justiça, hoje, para eliminar a praga da corrupção, punir os criminosos do colarinho branco, dentre governantes, políticos e poderosos empresários que arrasaram a economia do país e frustaram tantas esperanças. Na contramão também daquilo que em todo o mundo vem sendo feito para combater a criminalidade institucionalizada.
Mas para agravar, como disse acima, quando atentamos para a trajetória desses chamados “garantistas”, não sentimos segurança alguma quanto as reais intenções que os movem. Para ser sinceros não damos um tostão furado por elas. Enxergamos condenáveis preferências político-partidárias em alguns, perigosas ligações com políticos e poderosos grupos empresariais em outros e todos esses protegidos, sempre, com contas sérias e pesadas a ajustar com a lei; e até mesmo alguns exemplos de nem tanto apego assim às normas constitucionais vigentes poderiam ser invocados dentre esses juízes. Aqui bastaria lembrar o episódio da ex-presidente cassada que não teve seus direitos políticos suspensos, como exigido pela lei, por conta da interpretação marota do texto constitucional do presidente do Senado com o aval de um chamado “garantista”. Um escândalo que ainda poderá ter sérias consequências nas próximas eleições.
Portanto, amigos, todo o nosso apoio, hoje, aos chamados pelo colunista de juízes consequencialistas, pragmáticos no sentido não pejorativo do termo, que querem julgar com base em fatos, e não em pretensas teses idealistas. Estão movidos pelo desejo maior de terminar com a impunidade dos poderosos. Estão com a Lava Jato. É disso que o Brasil precisa.
É General da Reserva
COMENTO: Esses que se dizem "garantistas", são os mesmos que apregoam que "prende-se muito" no Brasil. A resposta a esse pessoal pode ser feita com base nas pesquisas que apontam que menos de 20% dos crimes (de todos os tipos) que ocorrem no país tem sua autoria determinada em inquéritos policiais. Só isto significa que 80% dos criminosos sequer são identificados, e aí estão inclusos os que cometem mais de 60.000 assassinatos anuais. Ou seja, se a grande maioria dos criminosos não é identificada, muito menos são presos. O que invalida a tese de que se prende muito, pelo contrário, mostra que somos um país com muitos bandidos e que o que está faltando são presídios!

domingo, 1 de outubro de 2017

Fortunas Lícitas e Ilícitas

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Escrevo com o propósito de tentar demonstrar a extensão da roubalheira a que estamos submetidos como cidadãos brasileiros, sem que a maioria da população se dê conta disso.
A alguns dias, em 27 Set 17,  morreu Hugh Hefner, o criador da revista Playboy e suas coelhinhas. Mesmo quem tenha restrições ao seu “estilo de vida” deve reconhecer que ele trabalhou, construiu um império representado por seu palácio luxuoso, cassinos, cabarés, publicações e suas colaboradoras — quase todas bem-sucedidas na vida profissional de modelo. A par disso, enriqueceu; viveu bem; e morreu como muitos gostariam — em um leito luxuoso, acompanhado por uma mulher 35 anos mais jovem. 
Seu sucesso iniciou quando eu sequer havia dado meus primeiros passos. Assim, eu tenho motivos para afirmar que a vida dele foi muito melhor sucedida que a minha, mesmo que tenhamos restrições a suas ações devido a crenças, cultura, hábitos ou de qualquer outro tipo — que podemos resumir na palavra "inveja" (mesmo aquela sem despeito ou rancor). Antes de prosseguir, quero deixar bem claro que não sou infeliz com a vida e a família que tenho nem com a profissão que exerci e que me proporcionou tudo o que tenho e me faz feliz. Mas a vida de Hugh Hefner me parece que foi bem mais interessante que a minha. E tenho que concordar com um sujeito da televisão que imaginou o falecido chegando ao Paraíso Celeste e sendo recebido por São Pedro que lhe diz: "Acho que vais achar isto aqui um pouco monótono!
Do noticiário sobre a morte dele, me chamou a atenção o fato de que, por ter sofrido alguns revezes financeiros, tenha deixado uma herança estimada em 50 milhões de dólares a ser repartida entre sua última esposa e três filhos, que teve com esposas anteriores. Isto representa cerca de 12,5 milhões de dólares para cada herdeiro. É bastante dinheiro!
Temos, então, que um sujeito de vida invejável a tenha terminado com um saldo financeiro de 50 milhões de dólares. Faço questão de repetir, para que esse valor seja memorizado por quem me dá o honroso privilégio de ler o que escrevo.
Feita a referência, vamos falar sério. Gosto de comparar fatos que, na aparência nada tem em comum. Por isso citei o falecido norte-americano.
Lembremos que faz pouco tempo, encontraram 51 milhões de reais “perdidos” em um apartamento emprestado a um canalha, velho conhecido dos que acompanham as costumeiras putarias do que denominamos política brasileira. 
Ou seja, considerando o atual valor cambial de um dólar valendo pouco mais de três reais, um grandessíssimo fiádaputa — mantido a bastante tempo em cargos públicos, que por si só pagam vencimentos e regalias já fabulosos, graças a boa parte dos eleitores baianos — mantinha escondido dinheiro provavelmente obtido de forma ilegal, no valor de cerca de um terço do que foi adquirido em toda uma vida de trabalho de um “magnata” norte-americano.
Lembremos outro fato. O ladrão Paulo Roberto Costa, pego com a boca na botija em algumas das muitas roubalheiras praticadas contra a Petrobras, dentre outras ações que deveriam envergonhá-lo, ofereceu devolver 100 milhões de dólares roubados que se encontravam depositados no exterior. Aqui, abro um parêntese. Se esse outro fiádaputa se dispôs a devolver 100 milhões de dólares, suspeito que foi no intuito de agir como alguns pássaros que cantam longe de seus ninhos para enganar predadores de ovos. Os 100 milhões entregues, acredito, devem ter servido para desviar a atenção de outras centenas de milhões "preservados" para um futuro não muito longínquo. Afinal, temos leis cretinas feitas por legisladores desonestos e aplicadas por juízes e ministros de tribunais superiores lenientes permitindo as progressões de penas que logo se transformam em verdadeiros indultos. 
Temos, assim, um outro canalha — apenas UM dos muitos envolvidos na pilhagem praticada contra aquela empresa que diziam ser dos brasileiros — que mantinha uma pequena conta bancária no exterior com um saldo que era o dobro do que o pobre “explorador” das coelhinhas amealhou trabalhando toda uma vida.
Poderia citar um grande número de casos similares, mas serviria só para enojar a quem me dá a honra de sua atenção.
Fico por aqui, lembrando um fato ocorrido comigo há pouco menos de vinte anos em Bogotá, Colômbia. Em uma reunião social com diplomatas, fui abordado por um russo que já havia ultrapassado um pouco o limite de segurança de teor alcoólico. Ao saber que sou brasileiro aproximou-se e alegando ter servido em Angola onde aprendeu um pouco do nosso idioma disse preferir falar errado em português do que em espanhol, idioma que lhe parecia mais difícil. Resumindo a conversa, que derivou sobre notícias internacionais, pensei que o russo estava tentando escarnecer-me ao citar que notícias sobre o Brasil, quando aparecem no noticiário exterior quase sempre tratam de grandes roubos e desfalques. Minha irritação se dissipou quando ele complementou dizendo amar o Brasil por sua riqueza, concluindo que sua pátria, a extinta URSS — “segunda potência mundial, quase primeira”, em suas palavras — em função da corrupção, que aparentemente não alcançaria dez por cento do que ocorre no Brasil, foi parar na lata do lixo terrestre, com sua sociedade na miséria e a criminalidade se impondo como forma de sobrevivência do povo em geral.
Fiquei com pena do russo. E lhe dou plena razão, ao mesmo tempo em que me pergunto: até quando nosso povo vai continuar “deitado em berço esplêndido”, brigando e matando por paixões futebolísticas, ao mesmo tempo em que pouco realmente se manifesta sobre a verdadeira “zelite” brasileira (maus políticos, aliados a maus empresários monopolistas e maus banqueiros que compram o povo com migalhas do que roubam descaradamente) que se mantém espoliando esta que deveria ser uma das maiores — senão a maior — potência mundial, devido a suas riquezas naturais?
Até quando continuaremos acreditando nessa mentira deslavada de que empresas estatais são "patrimônio do povo" e assim devem ser preservadas, sem buscar nos informarmos a respeito do que essas empresas tem nos oferecido como sociedade?  Essas empresas servem ao povo ou a políticos indecentes e funcionários aproveitadores?
Até quando continuaremos, aceitando o revezamento no poder de quadrilhas que destroem o Brasil com a conivência de boa parcela da população que se deixa iludir por "salvadores da pátria" e se omite nos momentos de decisão, entregando seu futuro e de seus filhos nas mãos de canalhas como o Cachaceiro Mentiroso e seus quadrilheiros — com destaque para a senhora apelidada de "Amante" nas planilhas da corrupção, a mesma cujo marido é réu em processos de fraudes em empréstimos consignados para funcionários públicos e aposentados — que ora invadem as salas de nossas casas afirmando que "tiraram 35 milhões da miséria", e não falam nada sobre os bilhões que tiraram da "res-pública".
Até quando continuaremos aceitando que nos façam de idiotas enquanto nos fazem acreditar que somos os mais malandros do mundo??
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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O Politicamente Correto e a Distorção da Verdade

Polêmica por declarações do General Óscar Gómez sobre homicídios
Ilustração: por Raul Zuleta - El Colombiano 
por Camilo Trujillo Villa
Uma queixa recorrente dos cidadãos é a de que muitos delinquentes e homicidas terminam livres ou pagando penas irrisórias por falhas do sistema judicial. Razão pela qual alguns se alegram e até celebram ao inteirar-se que um infrator da lei foi morto pelas autoridades ou assassinado nas disputas que se dão entre os grupos criminais.
É comum ver nas redes sociais frases alusivas ao uso de força letal para defender-se de um ladrão ou ler como justificam a morte de alguém considerado “malandro”, seja qual for a circunstância.
A conduta de fazer justiça pelas próprias mãos tem que ver, de acordo com Jairo Andrés Cárdenas, psicólogo e docente da Universidade Católica do Norte, na crença de que cada pessoa pode reclamar o direito de estabelecer uma norma social.
“Falta reconhecer o outro como individuo. E isso está se apagando. A impulsividade é a primeira que vige”, assegura.
A socióloga e especialista em Família, Ana Victoria Bedoya expõe que já se perdeu o respeito pela vida e a dignidade dos demais e que as novas tecnologias facilitam esse sentimento.
“A gente julga sem conhecer o contexto social das pessoas. Muitos aproveitam as plataformas virtuais para desafogar-se, destilar ódio e dizer o que não são capazes de sustentar pessoalmente”, comentou Bedoya.
Acrescentou que alguns aproveitam a oportunidade de anonimato proporcionadas por algumas redes sociais para expressar o [mal estar] que lhes causam as injustiças que vivem ou presenciam diariamente.

Mas quando é dito por um General
O que realmente surpreende, é ouvir o General Óscar Gómez Heredia, Comandante da Policía Metropolitana do Vale de Aburrá, dizer que “aquí não assassinam gente de bem, os que estão sendo mortos são aqueles que tem problemas judiciais”.
Essas declarações buscavam argumentar que os golpes que a Instituição tem provocado na criminalidade, tem como consequência um aumento nos homicídios, os quais, segundo o alto oficial, não tem conexão entre si.
A frase não foi bem recebida pela opinião pública.

Legitima a violência 
O sociólogo Max Yuri Gil Ramírez, presidente da Corporação Región, qualifica essa declaração como desafortunada e que a mesma deve gerar um alto nível de preocupação na cidadania. 
“Há três problemas com as palavras do General: primeiro, é como se nos dissesse que há uma espécie de pena de morte para os que tem antecedentes judiciais. Segundo, geram uma legitimação nesta modalidade de violência que tanto dano tem feito ao nosso país; a mal chamada limpeza social, porque faz o jogo dos que sustentam que é aos delinquentes que estão matando e isso está correto, quando [na verdade] é tudo ao contrario. E terceiro, é que estendem um manto de dúvida e de suspeita sobre todas as pessoas que foram assassinadas; esta é uma forma de re-vitimizar os familiares da pessoa que sofreu o homicídio”, manifestou Gil Ramírez.

Esfriar o debate 
O antropólogo Gregorio Henríquez considera que um cidadão pode interpretar as declarações do Comandante da Polícia Metropolitana como uma motivação à celebração de atos violentos. 
“Ainda que sempre há uma opinião pessoal e esta se debe respeitar, se espera que ante os meios de comunicação seja a institucionalidade que pese. Há que se conter ao falar, porque nunca se saberá de que maneira as pessoas entenderão o expressado”, opinou Henríquez. 
O antropólogo sugeriu que se baixe a temperatura do debate, já que o General Gómez Heredia tem sido um oficial muito racional em suas opiniões e que a ele se deve muito da recuperação de espaços que são importantes para a capital antioquenha. 
“Tampouco devemos começar a julgar por declarações que tem um contexto [específico]. E, se houve equivoco, também tem o direito a se retificar. O importante é esclarecer, para que isto não se preste a que algumas pessoas pensem ou digam: ‘se foi dito pelo Comandante da Polícia, é porque é certo ou é o que se deve fazer”, concluiu Henríquez.

Papel das mídias 
Para Diego Sierra, do Observatório de Direitos Humanos e Paz do Instituto Popular de Capacitação, a afirmação não tem fundamento e é muito grave, já que é uma postura que criminaliza a pobreza e “seria como justificar a pena de morte”. 
Considera, ainda, que os meios de comunicação deveriam fazer um esforço em saber o que se informa e o que não. 
“Muitas vezes, por ‘chiva’ [troça], algumas declarações podem gerar incerteza e insegurança em alguns setores da opinião pública. Devemos antepor a segurança e a vida, para que não nos volte a passar o que ocorreu nos anos noventa. A institucionalidade pública tem que estar em função disto, acompanhado pela cidadania”, assegurou Sierra. 
Também sustenta que é obrigação de todos nos manifestarmos contra o que limita a liberdade de participação política e comunitária.

Respeito pela vida 
O prefeito de Medellín, Federico Gutiérrez Zuluaga, expressou que “é um horror seguir contando mais mortes, temos que falar do respeito pela vida, isto sempre será o mais importante”.

O que se diz sobre os homicídios em Medellin 
O General Óscar Gómez Heredia está a sete meses como comandante da PoliMetro.
O Sistema de Informação para a Segurança e Convivência (SISC), classifica em oito as causas dos homicídios que se apresentam em Medellin:
- associados a furtos, 
- associados a grupos delinquenciais organizados, 
- convivência, 
- violência de gênero, 
- violência intra-familiar, 
- procedimentos da força pública, 
- homicídio culposo, e
- em processo por categorizar (causas diferentes das anteriores). 
Os homicídios associados aos grupos delinquenciais organizados (147 em 2017) são os que lideram a estatística, seguido pelos de convivência e os associados a furtos. 
As comunas de Medellín onde mais se apresentam assassinatos são: Candelaria, Castilla, Doce de Octubre, Robledo, San Javier, Belén e Aranjuez. 
Fonte: tradução livre de El Colombiano
COMENTO: Isso mesmo colombianos, reforcem o "garantismo" dos direitos dos bandidos! No Brasil, tivemos o início de movimentos guerrilheiros nos anos 70 e eles foram liquidados rapidamente com o uso de força bruta! Por outro lado, vocês evitaram usar a força contra os bandoleiros das FARC em seu início. Ainda sofrem as dores dessa decisão, sendo até mesmo obrigados a "negociar" com os narcoterroristas que querem anistias e direitos até mesmo políticos. Por aqui, também fomos - e ainda somos - generosos para com os direitos de cidadania dos facínoras ao mesmo tempo em que depreciamos, admoestamos e reprovamos as Polícias e suas ações. O resultado é uma criminalidade totalmente fora de controle, com números de mortes violentas nunca antes alcançados e nossas polícias desmotivadas e tolhidas em seu atuar por leis e críticas de políticos, imprensa mais comprometida com o sensacionalismo que com a verdade, e um sem número de "especialistas" como os citados no texto, criticando a violência policial desde seus escritórios com ar condicionado, sem conhecerem de perto o assunto de que tratam.
Para coroar o ridículo do vezo crítico da notícia, no mesmo dia foi noticiado que o General Gómez se retratou do que havia dito.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Ainda Há Muito Safado a Ser Pego! Haja Presídios!

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Mais de três anos já se passaram desde o início da denominada Operação Lava Jato, que apura o desfalque dado por uma grande enorme quadrilha nos recursos da Petrobrás. Os desdobramentos das investigações já renderam, até o final de maio passado, 62 acusações envolvendo 274 pessoas, com 29 sentenças que resultaram em 141 condenações. 
Ainda em maio, o jornalista Claudio Humberto anunciou que pelo menos mais cinquenta funcionários da Petrobrás seriam investigados por participação no esquema de corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e evasão de divisas desmantelado pelas investigações, e delatados pelo ex-diretor da empresa, Renato Duque.
E é claro que há envolvimento de funcionários de 2º e 3º escalões (alguém acredita que um Paulo Roberto Costa, do alto da arrogância que afeta os grandes bandidos, iria para um computador alterar editais, planilhas e outros documentos?) e o número desses deve ser superior ao anunciado.
As diretorias de Abastecimento e Serviço da Petrobras, que coordenavam outras dez subdiretorias devem ser investigadas pela Polícia Federal.
Já o jornalista gaúcho José Luiz Prévidi, na mesma época, foi mais específico na pergunta essencial: quem tinha a obrigação de fiscalizar as operações da Petrobras prevenindo as patifarias ocorridas?
E ele mesmo dá a resposta, apresentando essas duas ilustrações, copiadas da página da Petrobras na internet:
Na primeira, o principal organismo da empresa, assinalado em vermelho. Também marcadas, outras instâncias importantes.
Na segunda imagem, a forma como é constituído o Conselho Fiscal.
Havendo pessoal específico para efetuar Auditoria Interna e Gestão de Inteligência e Segurança Corporativa, além de um Conselho Fiscal, por que não foram detectadas as patifarias?? Incompetência, prevaricação ou conivência???
O jornalista Carlos Wagner foi mais além, indagando como tudo aconteceu sem ser notado pelos inúmeros órgãos de fiscalização existentes Tribunal de Contas da União (TCU), Serviço de Inteligência da Polícia Federal (PF), corregedores das empresas estatais, fiscais de obras públicas e, principalmente, Controle de Atividades Financeiras (COAF) e o sempre vigilante Imposto de Renda (IR)Ele destaca que todos esses órgãos de fiscalização têm um corpo de funcionários de alta qualificação técnica, constantemente treinados e muito bem pagos. Portanto, alguma coisa aconteceu para que toda essa sacanagem tenha acontecido sem que houvesse algum tipo de reação legal.
Incompetência, "ordens superiores" ou omissão coletiva??
Mas, o jornalista vai mais além e destaca, também, a omissão da imprensa, pois embora a maior parte das denúncias da Odebrecht estarem sendo anunciadas como novidades, o que estamos vendo já era do conhecimento de grande parte da imprensa nacional. Emílio Odebrecht foi muito preciso a esse respeito, ao afirmar que toda a imprensa já sabia o que acontecia os vídeos estão à disposição na internet.
E os órgãos de fiscalização devem ter pilhas de informações a respeito disso nos seus arquivos. E elas não vieram a público porque não houve jornalistas "apertando" quem tem o dever de fiscalizar, como o COAF, que acompanha a movimentação financeira do país. É obrigação jornalística explicar ao público o por que dos órgãos de fiscalização não funcionarem. O pessoal da fiscalização tem de explicar o que estava fazendo enquanto aconteciam todos esses crimes.
Quanto à omissão da imprensa, há um bom artigo no jornal El País, mostrando como interesses não manifestos podem direcionar a atenção do público para alguns assuntos a fim de retirar a importância de outros  Dilemas éticos do jornalismo e o caso ‘Brangelina’. Vale a pena lê-lo.
Voltando ao "deitado em berço esplêndido", vemos os vergonhosos protestos da Associação dos Funcionários do BNDES  contra as investigações, conduções coercitivas e buscas e apreensões pedidas pelo MPF, determinadas pela Justiça Federal e executadas pela PF para apurar delitos nos financiamentos e sociedades promovidas pelo banco no caso JBS. O mesmo aconteceu e acontece com a Federação Única dos Petroleiros e sindicatos dos petroleiros, que não aplaudem o combate aos corruptos, mas corporativamente e até politicamente dão cobertura a eles, criando dificuldades para as ações punitivas necessárias aos que espoliaram a Petrobrás.
Corporativismo ao nível de organização criminosa???
Recentemente, o advogado Astor Wartchow também publicou texto cobrando a falha dos tão eficientes computadores da Receita Federal (veja aqui, aqui, aqui e aqui) e canais de comunicação do Banco Central.  A conclusão de sua redação é admirável: O triste momento que vivenciamos não exige apenas a rediscussão e reexame dos poderes de estado, da organização política e administrativa, mas, sim, sobretudo, da vocação e qualidade do serviço público nacional.
Afinal, como é possível que haja tantos e continuados saques e atentados contra a administração pública e os interesses nacionais diante dos olhos de uma apregoada apta, selecionada e concursada dita elite de servidores públicos?
 

Temos, assim, uma perfeita conjunção de incompetências, omissões, conivências e prevaricações, para dizer o mínimo, de diversos tipos de profissionais. 
Quanto aos jornalistas e aos servidores dos diversos órgãos de fiscalização, podemos minimizar sua contrição em função dos interesses empresariais a que estão conexos os primeiros nem sempre os editores publicam o que jornalistas produzem e à carência de meios dos segundos ("grande é a messe, mas poucos são os operários" diria o leitor das Escrituras). Porém, no que diz respeito aos funcionários das empresas fraudadas, a inferência de participação nas patifarias não pode ser menosprezada.
O jornalista gaúcho Políbio Braga nos desvenda um pouco do que ocorreu no BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), destacando que as bandalheiras lá ocorridas não foram de responsabilidade apenas dos corruptos governantes petistas e empresários contemplados com "bolsas-agrado". Como no caso da Petrobrás, há muita cumplicidade dos empregados. Ele cita dados de uma entrevista de José Pio Borges de Castro Filho ao Valor Econômico afirmando que grande maioria dos funcionários do banco não conheceram outro governo que não fosse do PT, porque em função de um PDV (Plano de Demissões Voluntárias), 400 deles saíram da entidade e meses depois foram contratados outros 1.400, já com a nova ordem. Assim, o aparelho lulopetista tomou o banco sob o comando de Luciano Coutinho, que obedecia as ordens de Guido Mantega. A partir daí, os funcionários passaram a engordar seus salários pelo cumprimento de metas de premiação, baseada nos desembolsos do BNDES, a coisa mais maluca do mundo. Isto favoreceu a política dos campeões, como foi o caso da JBS.
Essa afirmativa é corroborada por Mírian Leitão que afirma: "Quase 70% dos funcionários têm menos de 10 anos de casa, isso significa que só haviam trabalhado sob um presidente, Luciano Coutinho. Na gestão passada a ideologia dos campeões nacionais e do desenvolvimentismo dominava as mentes. Luciano fez sucessivos PDVs, reduziu o grupo mais velho que vinha de outras administrações e fez concursos para renovar o corpo de funcionários."
As trapalhadas petistas no BNDES também foram criticadas na Tribuna da Internet: "Luciano Coutinho deixou o BNDES tecnicamente falido, acumulando uma dívida de R$ 518 bilhões, que hipoteticamente teria de devolver ao Tesouro Nacional. O passivo é impressionante, mas Coutinho criou uma maquiagem contábil, apresentou falso lucro e até distribuiu participação aos funcionários. Ele transformou o banco num braço do PT e mandou aprovar um empréstimo ao governo de Cuba de quase US$ 1 bilhão, alegando que era garantido pela Odebrecht. Recentemente foi revelado que a garantia é do governo cubano, que tecnicamente também está falido. Se estivéssemos num país sério, Luciano Coutinho já teria sido algemado."
O banco tinha excesso de dinheiro, porque o Tesouro chegou a apostar R$ 500 bilhões do Tesouro para emprestar e buscar associações bilionárias, como no caso da JBS. Este dinheiro era uma espécie de "cocaína" que viciou o BNDES e as empresas. 
R$ 50 bilhões foram dados na forma de "bolsas-empresários".
Por fim, o Jornal Correio do Estado, informa que investigação da Polícia Federal, apura a participação de técnicos do banco no favorecimento à JBS e à J&F em aportes financeiros do BNDES. O TCU (Tribunal de Contas da União) também quer saber se, por atuação de servidores, houve dano ao Estado.
Os funcionários rejeitam qualquer suspeita de favorecimento à empresa comandada por Joesley e Wesley Batista e alegam que todos os critérios técnicos foram obedecidos nas operações.
Até mesmo o pagamento de R$ 2 bilhões que a JBS deverá fazer ao BNDES, como parte de seu acordo de leniência, provocou polêmica entre os funcionários do banco estatal, pois com isso, a empresa reconhece a prática de crimes, o que é tema tabu dentro do banco.
Aparentemente, as investigações no BNDES e na Petrobrás, se ocorrerem a fundo podem revelar muitos servidores envolvidos em corrupção. Como escrevi, acima, é muita ingenuidade pensar que os meliantes que aparecem nas manchetes dos jornais sentariam frente aos computadores para elaborar ou alterar a documentação necessária aos golpes aplicados nas empresas em questão. Quanto aos fundos de pensão, é necessária outra postagem para abranger a parte visível da roubalheira, que também é enorme. Haja cadeia! E as candidaturas para lota-las, independem de filiação partidária!!

domingo, 9 de abril de 2017

Miséria Intelectual

por João Pequeno
Uma boa régua para medir o abismo entre o povo e intelectuais orgânicos que fingem falar em seu nome pode ser vista em duas pesquisas elaboradas por entidades ligadas ao PT. 
“Nunca na história da República o Congresso votou uma lei tão contrária aos interesses da maioria do povo brasileiro”, acusou, na “Folha de S.Paulo”, Vladimir Safatle, professor de filosofia da USP e militante do PSol, sobre as terceirizações. 
No artigo “O Fim do Emprego”, ele não cita número que mostre essa tal maioria, mas sim o de uma pesquisa do Dieese/CUT apontando que trabalhadores terceirizados ganham, em média, 24% menos do que os contratados diretamente.
Acontece que “como atualmente a terceirização só é permitida para atividades meio, é razoável supor que (...) ganhem menos do que os trabalhadores nas atividades fim, independente da forma de contrato”, como destrincha Roberto Ellery, professor de Economia da UnB, no site ILISP. Ele usa o próprio estudo do Dieese para mostrar que setores tipicamente terceirizados concentram mais trabalhadores até o ensino fundamental, enquanto os tipicamente contratantes têm quase o triplo proporcional com superior completo: 22,7% contra 8,7%. Outro estudo, da FGV, compara seis atividades e mostra que, na média, terceirizados ganham só 3% a menos que contratados. A diferença era maior em limpeza e telemarketing, ficando em 5% no setor de segurança; já na área de TI, os terceirizados ganhavam melhor. Os dados podem ser vistos no link: FGV-Arquivos.pdf.
Ainda que os terceirizados ganhassem menos em qualquer área, o que seria melhor? Seguir desempregado, como quem perdeu o trabalho ante a recessão acumulada de 7,2% catapultada pelo governo Dilma Rousseff? Isso sim foi o fim de empregos – quase 3 milhões em dois anos, segundo o IBGE. 
Já a Fundação Perseu Abramo, do PT, foi ouvir moradores da periferia de São Paulo e não se conformou por eles terem visão bem mais liberal que a de seus abastados acadêmicos.
“Todos são ‘vítimas’ do Estado” e “muitos assumem o discurso propagado pela elite e pelas classes médias apontando a burocracia e os altos impostos como impecilhos (sic) para o empreendedorismo”, lamentou, com ironia, nas notas da pesquisa: P Abramo-Pesquisa Periferia.pdf.
Então, brasileiros deveriam agradecer por levar, em média, 107 dias para abrir uma empresa e cinco meses trabalhando só para pagar impostos, de acordo com o Banco Mundial e o IBPT, respectivamente. Não deixa de ser uma opinião coerente com quem escreve empecilho com I.
João Pequeno é Repórter do Destak Rio
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sexta-feira, 17 de março de 2017

A Espiral da Mediocridade

A consequência de décadas desta hegemonia esquerdista é aquilo que chamo de espiral da mediocridade.
por Luis Milman
O ambiente universitário brasileiro, a exemplo do jornalístico, é um terreno no qual sempre proliferou a mentalidade esquerdista. O Partido dos Trabalhadores, desde os anos 80, é o preferido de professores e alunos, que ostentam sua militância abertamente e com orgulho. Na medida em que o PT foi se tornando um partido de governo, partidos de esquerda mais à margem do poder, como o PCdoB, o PSTU e o PSOL, passaram a dividir com os petistas a liderança do movimento estudantil, enquanto os sindicatos docentes, especialmente das universidades públicas, continuaram a ser dominados por petistas. O PT substituiu o antigo PCB, o Partidão – do qual, em muitos aspectos, é um esbirro – na preferência da intelligentsia universitária. Assim, não é novidade que sempre tenha havido, por parte deste setor, uma adesão confessional aos padrões de pensamento e organização marxistas.
Para todos os efeitos, estar vinculado ao PT ou, em segundo plano, aos demais partidos da esquerda, aberta ou informalmente, significa, ainda hoje, possuir uma carta de recomendação ideológica, sem a qual é muito difícil abrir as portas para a participação em grupos que dominam a política e movem a burocracia universitária. A credencial é responsável pela ocupação de cargos diretivos e pela consequente ascensão na carreira docente, sem falar na participação assídua em congressos nacionais e internacionais e, principalmente, nas agências estatais de fomento à pesquisa, que controlam a distribuição de bolsas de estudo para alunos e verbas polpudas para professores. Para aqueles que não se ajustam ao perfil ideológico dominante, que são independentes ou não-alinhados ao ideário hegemônico, resta resignarem-se com um autêntico exercício de sobrevivência profissional, em um contexto que, não raras vezes, torna-se, até mesmo, hostil.
A contra-face deste esquerdismo que sequestrou a Universidade brasileira é a inexistência de setores articulados mais identificados com referências teóricas de direita. Entenda-se por direita, aqui, não o espantalho reacionário que os petistas, ou a esquerda brasileira como um todo, fabricou para justificar sua doutrinação. A direita que importa é aquela dos conservadores e liberais, que defende os valores da democracia republicana, da economia de mercado, da tradição e costumes judaico-cristãos e da liberdade individual. Esta está praticamente extinta na Universidade, muito por culpa de sua própria falta de combatividade e de sua aceitação pacífica do expurgo ideológico a que foi submetida pela esquerda.
Externamente, apenas para fins de propaganda, os esquerdistas que dominam os campi sustentam que são democratas e que há, na universidade, um fluxo de pensamento livre. Não há. Este fluxo é condicionado pela aceitação, por parte da maioria esmagadora de professores e estudantes, de modo tácito ou explícito, da mentalidade revolucionária marxista ou para-marxista e de sua superioridade moral. Um professor, na área de Humanidades, por exemplo, tem muita dificuldade operacional para expor as ideias políticas de Hume, Burk ou Toqueville, ou a crítica ao socialismo de Mises e Hayeck, num ambiente no qual Marx, Gramsci, Adorno e Dvorkin são praticamente vistos como sublimes.
São imperceptíveis, na Universidade brasileira, os registros do debate e da abertura intelectual. Em seu lugar, há um compadrio doutrinário e a consequência de décadas desta hegemonia esquerdista é aquilo que chamo de espiral da mediocridade. Nas salas de aula e nos encontros de pesquisadores repetem-se à exaustão as fórmulas surradas de pensadores marxistas. Há muito espaço, também, para anarco-marxistas, como Foucault, ou para pós-modernistas como Derrida, além de uma penca de autores de expressão menor que seguem estas linhas. Tudo produzido de maneira repetitiva para consumo da clientela acadêmica. Não há diferença entre formação e doutrinação. A reflexão dá lugar ao automatismo e os modos de expressão, na mesma medida em que a capacidade crítica é substituída por uma adesão do sujeito a uma dogmática já existente, limitam-se a propagar e a produzir cópias caricatas dos modelos que habitam o Olimpo das ideias revolucionárias e desconstrutivistas.
É a este quadro, em linhas gerais, que está reduzida a intelectualidade na Universidade brasileira. É de se reconhecer, no entanto, que está surgindo, devido à degradação política do PT, uma demanda por mais inteligência na sociedade. Esta demanda reflete-se no meio acadêmico, onde a situação confortável da esquerda passou a sofrer alguma contestação, mesmo que ainda incipiente. Uma das defesas do esquerdismo, digamos, corporativo da Universidade, é fazer com que suas práticas e hábitos permaneçam opacas para essa mesma sociedade que a sustenta. A vida intelectual e a burocracia universitárias ainda constituem uma caixa-preta para o cidadão comum. É preciso urgentemente devassá-la.
Luis Milman é professor de filosofia e jornalista.

domingo, 27 de novembro de 2016

O Criminoso "Andarilho da Esperança"

por Aileda de Mattos Oliveira*
Andarilho da Esperança” foi como se autodenominou o traidor, comunista, russófilo a soldo de Moscou, Luiz Carlos Prestes, segundo declarações de Altamira, ou melhor, “Maria”, sua segunda mulher.
Cavaleiro da Esperança” não condizia com as poucas vezes que usou a montaria na época da Grande Marcha, como explica a companheira no seu livro de sentimentais recordações. Não hesitou ela em fazer paliativas críticas ao socialismo teórico da União Soviética, ao perceber que ficavam evidentes os privilégios de alguns, inclusive os dela e de sua numerosa família, quando viajava a Moscou, regalias que não chegavam à população, mantida sob repressão e dieta forçada.
A crua verdade dos fatos não faz parte de sua narrativa, passando ao largo dela. Cita os acontecimentos trágicos, apenas, por alto, como eventos que já passaram e foram cumpridos pelo “Velho”, protegido de Moscou, à custa da traição, porque a ideologia corrompe as meninges, põe antolhos, modifica a realidade, torna o indivíduo um imbecil. Porém, a História não se deixa submergir na escritura camuflada de quem tinha um papel dúplice: o de companheira do traidor e mãe dos filhos que ele gerou e o daquele que exercia a seu lado como companheira de militância. O encontro de “Pedro” ou “Velho” (Prestes) e “Maria”, no “aparelho”, deu-se em 1952.
Os mortos nos levantes no Nordeste e no Rio de Janeiro, as famílias enlutadas das vítimas traiçoeiramente assassinadas por sequazes vermelhos, por ordem de Luiz Carlos Prestes, são reais e jamais poderiam fazer parte de uma narrativa que objetiva dulcificar um criminoso.
Os levantes no dia 23, em unidades do Exército, em Natal; dia 24, em unidades, em Recife; e 27, no Rio de Janeiro, nos quartéis, na Praia Vermelha e Vila Militar e, ainda, na Escola de Aviação, no Campo dos Afonsos, estão registrados nos jornais da época, fotografada a destruição física dos prédios e dos militares que os ocupavam.
Prestes, desgraçadamente, foi o responsável pelos levantes e pelos insidiosos assassinatos ocorridos na madrugada de 27 de novembro de 1935, no Rio de Janeiro, quando militares covardes e traidores, como sabem ser os vermelhos, atacaram as vítimas, seus colegas, enquanto dormiam, retirando-lhes a possibilidade de defesa.
Do homem baixote, mas rancoroso; aparentemente tímido, mas ideologicamente pervertido, e que recebia de Moscou o suporte de segurança, inclusive, a financeira, veio a ordem de calar aqueles que não seguiam os passos dos revoltosos. Esse ato de força (pensava) levaria à deflagração de novos levantes em outras capitais do país, a fim de ele, Prestes, conquistar o poder, instituir o padrão de governo regido por conceitos de escravização do povo e tornar-se um títere a serviço do Komintern.
Essa data, 27 de novembro de 1935, passou à História como “Intentona Comunista”, a primeira tentativa de implantação da ideologia espúria no país. O apátrida Prestes, que obedecia às ordens de Moscou, acreditando, como mau analista, no apoio total dos seus ex-colegas de farda, viu ruir a construção de sua figura de líder, falso líder que subestimou a reação das autoridades constituídas conhecedoras dos seus passos.
Iludiu-se com a sua pretensa liderança e suposto prestígio entre trabalhadores e militares, considerou mítico o seu nome, capaz de tornar-se um chamariz e atrair adeptos. Felizmente, para os verdadeiros patriotas brasileiros, foi um equívoco, um salvador engano do traidor.
Precisamos e devemos divulgar essa data e quem foi o camarada Prestes, o “Andarilho da Traição”, que entrou para a posteridade como o grande derrotado na primeira e frustrada tentativa comunista de tomada de poder, não sem antes deixar uma esteira de sangue como marca irrefutável das ações dos seguidores da doentia ideologia.
Meu companheiro” (Maria Prestes)
Camaradas” (William Waack)
* Drª em Língua Portuguesa.
 Acadêmica Fundadora da ABD.
 Membro do CEBRES)
Fonte: Edição Especial, 233, Jornal Inconfidência
COMENTO:  quem se der ao trabalho de buscar a história de vida do sujeito citado no texto, verificará que desde sua prisão no governo de Getúlio Vargas, ele passou a cometer "equívocos" que terminavam por comprometer seus parceiros de aventuras. Dizem que era possuidor de inteligência acima da média. Sua história contém diversos fatos obscuros. Um deles foi o recebimento de 800 contos (milhões) de réis de Getúlio Vargas para apoiar a Revolução de 1930. Ele ficou com o dinheiro mas não apoiou Vargas. Antes disso, de 1924 a 1926 teve papel secundário em uma tentativa revolucionária posteriormente batizada como "Coluna Prestes" por seus simpatizantes. Sua subordinação é comprovada. 
Prestes pede orientação ao "Sr General Miguel Costa"

Posteriormente, em 1934, recém chegado da extinta URSS foi aclamado presidente da comunista ANL (Aliança Nacional Libertadora). Em meados de 1935 divulgou um manifesto provocando Vargas, que tornou a ANL ilegal. Isso teria motivado a covarde Intentona Comunista de 27 Nov 35, deflagrada por ordem direta de Prestes, que teria feito 'uma avaliação equivocada sobre o apoio popular à revolução', apesar dos avisos de companheiros de partido. A violenta repressão feita pela polícia de Vargas desmantelou a ANL e o PCB de então. Prestes foi preso por nove anos, mas não há notícia de que tenha sofrido maus tratos como os que foram provocados em seus companheiros comunistas, inclusive sua mulher, Olga Benário, entregue ao governo nazista da Alemanha, onde foi executada. Com o fim do Estado Novo em 1945, anistiado e solto, elege-se Senador. O radicalismo das ações dos comunistas faz com que, em 1947, o partido volte a ser proscrito e Prestes retorne à clandestinidade até 1958, quando a ordem de sua prisão foi revogada. Com a Contra Revolução de 1964, com os direitos políticos cassados e procurado para prisão, retorna à clandestinidade. Equivocadamente, também, permitiu que fossem apreendidas várias agendas onde constavam os dados necessários para incriminar as demais lideranças comunistas. Em 1971, foge de novo para a URSS de onde retorna em 1979 por ocasião da anistia decretada pelo governo. Apoiou a criação do PDT por Leonel Brizola e, em 1989, as candidaturas deste ao governo do RJ e de Lula à Presidência da República. Morreu em março de 1990.
Parece um resumo biográfico de um herói? A mim parece a vida de um sujeito que soube tirar proveito da ideologia para "se dar bem"! Conhecendo os bois com que lavro, como dizia Janer Cristaldo, essa trajetória me parece a de um eficiente "agente duplo". Sempre "nas bocas", punido, mas não muito, perseguido, mas sempre sobrevivendo quando seus companheiros de empreitada eram presos ou mortos. Muito suspeito. Se eu fosse pesquisador, me pareceria um bom assunto.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A Ditadura das Minorias


Além dos diversos problemas político-policiais que afetam nosso país, nossa população enfrenta ultimamente questões que a prejudicam diretamente. 
Isso pode alterar os comportamentos de pessoas. Nossa sociedade, conhecida por sua característica baixa capacidade de indignação, que em sua maioria procura contornar os problemas e conflitos com o famoso "jeitinho", já demonstra a perda desse aspecto de sua cultura. Os recentes episódios em que alguns mequetrefes obedecendo orientações dos quadrilheiros dirigentes de bandos de malfeitores - que já deveriam ter sido banidos da vida pública brasileira - invadiram prédios públicos, com a conivência das ditas autoridades, e impediram que milhares de jovens prestassem exames para o ENEM, provocaram algumas reações movidas por cidadãos.
Historicamente, a omissão dos corretos que "não querem se incomodar" - a conhecida maioria silenciosa - alimenta o ativismo de uma minoria de canalhas que domina a cena.
Tudo com o apoio dos canalhas de sempre. Líderes partidários e de entidades que vivem às custas do erário e que tem por objetivo a destruição do "status quo", visando a implantação da revolução que acreditam criará um "mundo novo". A mesma utopia criada em 1917 e que se mostrou inviável em 1989.
Foram líderes covardes e sem vergonha, do tipo desses calhordas, que convenceram meia centena de jovens - imbecilizados pelos discursos dos patifes - a irem para a selva "fazer a revolução" nos idos anos 70 do século passado. 
Resultado: os jovens morreram, quase todos, na aventura idiota e os "líderes" morreram de velhice, confortavelmente instalados em suas cidades. E os seguidores daqueles pulhas seguem sua rotina, discursando com valentia para os jovens, convencendo-os de que estão formando novos "líderes" e que estes devem "assumir a frente da revolução". 
À primeira reação, renegam o que disseram, fogem como galinhas assustadas (normalmente para o exterior) e escondidos sob as saias das mães e esposas, clamam por "justiça por serem perseguidos políticos". 
Em resumo: NÃO PASSAM DE CHORUME HUMANO!! 
Tivemos mostra disso no ainda recente episódio do ENEM, quando indignos "líderes" de invasões de algumas escolas as abandonaram no dia das provas, e as foram realizar em outras escolas. 
As citadas invasões de escolas é somente um dos muitos tipos de abusos cometidos contra a população em geral. Invasões de outros prédios públicos, greves imotivadas e selvagens, impedimento do trânsito em vias urbanas e estradas são outras violências cometidas contra a maioria passiva, sem que as autoridades tomem a devida providência, temendo repercussões políticas, leia-se perda de votos no futuro. E o pior, todo esse movimento é orquestrado com a conivência de velhacos empoleirados em cargos públicos - poder judiciário, inclusive - e nos meios de comunicação, que agem mais como militantes do que como profissionais do ramo em que atuam.
Tudo de acordo com os ensinamentos de seus ídolos e filósofos de estimação. Quem se der ao trabalho de ler (e entender) os Programas dos partidos socialistas/comunistas de hoje (PT, PSol, PCO, PCdoB, PSB, PSDB, e outros) verá que os velhos objetivos desses infames ainda persistem. Mas quem se dá ao trabalho de ler?? Nem mesmo a grande maioria dos seus militantes. É muito mais fácil se deixar engambelar pelas mentiras bonitas e os "programas sociais"!
Mas, no fundo, tais Programas não passam de outro tipo de enganação pois, as ações dessa quadrilha que tomou conta do Brasil depois de 1995 não são típicas de comunistas, mas sim de reles larápios que se mascaram sob essa ideologia idiota, morta e enterrada sob o Muro de Berlim, em 1989. Eu temo o que virá pela frente, com esse Congresso tomado por canalhas!
Daí aos incontáveis episódios de queima de ônibus e outros vandalismos - destruição de fachadas de estabelecimentos comerciais, contentores de lixo, etc. -  é um simples detalhe.
O inacreditável aumento nos índices de criminalidade e violência gratuita dos criminosos, incentivado pela impunidade e pela legislação extremamente benévola, e animado pelos apoios de entidades com objetivos espúrios, está transformando o cidadão brasileiro. E quando digo cidadão, me refiro às pessoas que agem corretamente no seu dia a dia, pagam suas dívidas em dia, seus impostos corretamente, não vivem em busca da obtenção de ganhos desonestos, evitam prejudicar seus semelhantes, e por aí vai.
Já dizia o estulto Nelson Jobim que os canalhas haviam perdido a modéstia. Temos visto coisas inacreditáveis nos últimos tempos, como um condenado a prisão domiciliar residente em Goiás que vai cumprir sua pena em Copacabana, outro que pede para cumprir pena em Angra dos Reis, já tínhamos um outro "lalau" ordinário cumprindo pena em sua mansão, e até mesmo uma "doleira" (quem disse que isso é profissão???) que decidiu mostrar seus dotes físicos, e falta de dotes morais, ornados com uma tornozeleira que deveria ser símbolo de vergonha. 
Há que se concordar com o Cachaceiro Maldito quando ele disse que temos um judiciário covarde, pois essa instituição se preocupa muito com o bem estar dos delinquentes em detrimento dos cuidados que deveria ter para com a sociedade a quem deveria servir. 
Coroando o festival de canalhices, vemos hoje que 21 das 24 pessoas alçadas a cargos de relevância no atual governo (ministros) utilizaram aviões da Força Aérea Brasileira 781 vezes nos últimos cinco meses, sendo que em 238 delas não houve sequer justificativa adequada nas agendas oficiais para as viagens, que tiveram como destino ou origem suas cidades de residência, destacando-se o ministro da Justiça Alexandre de Moraes, José Serra (Itamaraty), Gilberto Kassab (Ciência e Comunicações), Henrique Meirelles (Fazenda) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo).
Com isso, os ministros desrespeitaram duas normas legais. Um decreto de 2015 que restringe o uso de aeronaves por ministros, proibindo-os de viajar pela FAB para seus domicílios, e ainda uma lei de 2013 que determina que os ministros deverão divulgar diariamente, na página eletrônica do ministério, suas agendas oficiais. A maioria dos ministros afirmou que não podia revelar os motivos das viagens por razões de segurança. Segurança do que ou de quem, PATIFES?? Os desonestos perderam, realmente, a modéstia, e o Brasil já não pode dizer que tem futuro!
Isso tudo me fez refletir sobre essa covardia generalizada que se apoderou da parte sadia da nossa sociedade mas que já demonstra algumas atitudes de reação.
Me parece que é reflexo da podridão que vemos escoar nos altos escalões da administração nacional. Chegamos ao ponto de alguns crápulas tentarem justificar suas cafajestagens alegando que quem joga um papel no chão ou fura a fila é tão corrupto quanto governantes que roubam bilhões deixando de investir em saúde, segurança e educação... matando pessoas com a corrupção... Me desculpem, mas tenho que discordar. O jeitinho Brasileiro é um problema crônico sim, mas não justifica a maior corrupção da história da humanidade feita pelos governantes brasileiros nos últimos vinte anos. Parar de colocar a culpa no povo pela falta de caráter da elite seria um bom começo para acabar com a corrupção ética.
Acabado o período de Governo Militar - concordo que ele se estendeu mais do que o recomendável! - instalou-se no Brasil uma corrida em direção à libertinagem, mascarada de liberdade. Em nome da tão destorcida Democracia, os poucos princípios éticos existentes nos meios políticos foram abandonados. Até mesmo as ideologias foram trocadas pela busca do "dar-se bem acima de qualquer coisa". 
A falsidade do que denominamos Democracia se verifica quando as quadrilhas, ops, partidos, nos iludem, empurrando goela abaixo da população os candidatos escolhidos previamente por eles mesmos, os safados de sempre. É só observar as eleições presidenciais. São sempre as mesmas moscas. Só "permitem" novatos que não tenham possibilidade de vitória. É o que se chama "jogada ensaiada". E há quem acredite que isso é democracia. Não é o povo que escolhe, ele só ratifica o que foi previamente determinado.
E como fazer a sociedade acatar essa farsa pacificamente? Temos uma população estimada em cerca de 200 milhões de viventes, com aproximadamente 25 milhões economicamente ativos (45 milhões em idade economicamente ativa40 milhões destes recebendo UM Salário Mínimo) e mais 17 milhões de famílias - sendo otimista, depreende-se desse número um mínimo de 34 milhões de pessoas, uma mãe e um(a) filho(a) - dependentes da Bolsa Família. Tirando as crianças, temos praticamente uma maioria populacional - não necessariamente produtiva - "tirada da pobreza" pelos governantes populistas das últimas duas décadas. Considerando que a "zelite" (banqueiros e empresários amigos da realeza) é de menos de 5% da população, temos que essa maioria está sobrevivendo às custas da quase extinta "classe média" (aquela, odiada pela vaca uspiana).
Até quando? Parece que já há um consenso de que, pelo menos no aspecto econômico, a farra está acabando. Não por um reavivamento milagroso da virtude e da honra, mas pela simples constatação de que a "galinha dos ovos de ouro" está à beira da morte.
Encerrando, verifica-se algumas reações contra essa situação de minorias ativas sobreporem-se à grande maioria. Ainda tendo por mote as invasões de escolas, houve grupos de pais e alunos que, mesmo de forma tímida, enfrentaram os baderneiros e, em alguns casos, assumiram o comando das escolas ilegalmente invadidas (na maioria das vezes, por gente que sequer tinha alguma ligação com elas). As diversas manifestações públicas em prol da destituição da presidente deposta recentemente e o próprio resultado das recentes eleições municipais parecem mostrar uma retomada dos valores que possam conduzir o Brasil à rota das grandes nações.
É o que se espera!

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

O Gramscismo Orientando o Fabianismo Que Nos Domina

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Antonio Gramsci já alertava que somente pela via armada, os comunistas não chegariam ao poder, ou então, o alcançariam e perderiam em seguida.
Muito mais inteligente que o incompetente Karl Marx e os impulsivos Lenin e Trotsky talvez auxiliado pelo excesso de tempo que lhe foi disponibilizado (na prisão) para estudar e elaborar suas teorias , Gramsci conseguiu traçar a estratégia ideal para alcançar os corações e mentes dos que seriam dominados.
Transcrevo abaixo dois textos de autores diferentes, onde o primeiro explica os motivos de sermos um país que se encontra a deriva em termos ideológicos, com uma falsa imagem de democracia, manipulada por quem realmente determina o futuro dos ingênuos brasileiros. No segundo texto encontramos a visão extremamente lúcida sobre os subterrâneos da pantomima que envolveu o processo de impedimento da presidente destituída de seu cargo desmascarando as figuras nela envolvidas.

I
AÉCIO SABE O QUE ESTÁ FAZENDO
por Francisco José Dominguez
Fico muito preocupado quando vejo um articulista que se expressa bem, com capacidade de analisar fatos e concatenar ideias, como o autor do artigo [abaixo], Pedro Henrique Mancini de Azevedo, faz um comentário sobre o Senador Aécio Neves, julgando-o “uma menininha inocente”. Ora, convenhamos, ninguém chega onde ele chegou, sendo inocente…
O ponto mais importante, de todo o nosso cenário político atual, está sendo omitido. O PSDB não é um partido de oposição. É um partido socialista Fabianista. Ou seja, é aliado do PT, é seu cúmplice na implantação do socialismo/comunismo. Portanto Aécio não é inocente, ele é cúmplice do maior estelionato eleitoral que o Brasil já sofreu.
Para quem não conhece o fabianismo, sugiro uma pesquisa sobre o assunto no Google, com a seguinte ressalva: o Google vai mostrar o lado bonitinho do fabianismo, vendendo a imagem de um socialismo moderado. E é exatamente isto que o fabianismo deseja.   Na verdade, o fabianismo foi criado como uma espécie de válvula de escape para as pressões sociais criadas pelos partidos de esquerda revolucionários. Ele se apresenta como um partido de oposição, socialista, mas moderado.
Mas observem, ele JAMAIS critica os princípios socialistas. Só ataca, e violentamente, a direita conservadora. Com isto, vai ocupando os espaços políticos da direita conservadora, apresentando-a como a vilã da história. Quando o povo se cansa das medidas tomadas pelos radicais de esquerda, que criam tensões insuportáveis, o partido socialista fabianista se apresenta às eleições como a oposição que o país precisa. Obviamente consegue ser levado ao poder e passa os próximos anos preparando o retorno dos radicais. Para isto, ele conta com a memória curta do povo. À medida que o povo se esquece das imbecilidades radicais de esquerda, ele cria todas as situações que favorecem o retorno dos radicais, para continuar rumo ao ideal da revolução socialista.
Agora, comparem o que acima está dito, com o que aconteceu no Brasil. O PSDB tomou todo o espaço da oposição. Elegeu FHC como presidente, que fez tudo para facilitar a eleição de Lula, inclusive boicotar as candidaturas de Serra e Aécio, de seu próprio partido.
E agora, meus amigos, preparem-se para o choque: Estamos repetindo a dose do mesmo remédio.
Lula, Dilma e o PT esgotaram a paciência do povo. Suas medidas populistas destruíram a economia e queimaram a imagem dos socialistas radicais. 
Como continuar o “avanço” rumo ao socialismo? Lula passou a “se achar” o dono do mundo, Dilma é autoritária e burra, não conversa com ninguém, quer fazer só o que ela quer. Foi preciso tirar os dois do caminho, um preço pequeno a pagar para manter no poder os mesmos de costume, e continuar no caminho do socialismo. Fez-se o “impeachment”, mas um impeachment ‘Light”, para Dilma não ficar muito frustrada e continuar no time, e se colocou Temer no poder, com o beneplácito do PSDB, que emplacou Serra no Itamaraty. Reparem que o PSDB passa o tempo todo fazendo de conta que é oposição ao PT, mas toda vez que alguma coisa ameaça os interesses socialistas, ele reage, ameaça deixar a “coalizão”, etc..
E o que Serra tem feito? Tratado os países bolivarianos com mão de ferro, para agradar ao povo brasileiro, conservador por excelência e cansado de ditadores de esquerda, feito Fidel, Chavez, Maduro e Evo. Exatamente o que NÃO seria de se esperar de um comunista ferrenho, ex-presidente da UNE. Ou seja, ele está fazendo exatamente o papel que o fabianismo lhe determina. Está dando ao povo aquilo que ele quer, criando uma ilusão de prestidigitador. Dá com uma mão e tira com a outra. Nas próximas eleições o PSDB se apresentará como o partido que o Brasil precisa, que trata os radicais com rigor, e elegerá quem? SERRA, CLARO! E aí, meus amigos, é que vamos ver quem é o verdadeiro Serra….
O problema político brasileiro só faz sentido quando adotamos como premissa básica que o PSDB é isto aí, um cúmplice do PT. Qualquer outra hipótese leva a um quadro onde as coisas não fecham direito, várias lacunas se abrem, as pessoas e fatos parecem não se enquadrar naquilo que poderia ser um quadro mais lógico e provável. Mas basta entender que o PSDB é um partido fabianista, como acima descrito, para que as coisas se encaixem nos devidos lugares.
E esta hipótese responde à pergunta final do artigo abaixo, “Quem tem tanto interesse em proteger o PT?”. Não meus amigos, não é um ministro do STF. É um partido, o PSDB! É FHC, o líder do fabianismo no Brasil, que, segundo ele próprio, FOI comunista e pediu para esquecerem o que ele escreveu no passado. Acredite quem quiser….
Todo o resto é uma grande encenação, com várias cortinas de fumaça….
Abraços
Dominguez
(também pode ser lido em  Papéis Avulsos)
II
por Pedro Henrique Mancini de Azevedo
Quando você quiser convencer alguém, fale de interesses em vez de apelar à razão.” 
(Benjamin Franklin)
Finalmente chegou ao fim o julgamento do processo de impeachment da ex presidente Dilma Roussef. O julgamento em si não poderia ter sido mais bizarro, mostrando que estamos realmente sendo governados por um bando de malucos. São várias as situações que podem ser comentadas desse freak show, mas com certeza a decisão final de manter o direito de ocupar cargos públicos de Dilma foi a maior delas. Em meio a toda essa confusão, fiz um esforço para tentar trazer um pouco de sentido a tudo que ocorreu.
Antes de começar, porém, é impossível deixar de comentar a ladainha proferida por Dilma durante todo o julgamento, insistindo que o processo era um golpe. Chega a ser hilário. Sinceramente, comecei a imaginar Dilma daqui a uns 15 anos. Imaginem só. Um daqueles jornalistas da “esquerda moderada”, como Caco Barcelos, iriam entrevistar a já bem idosa ex presidente em sua residência. Ao iniciar a entrevista com uma simples saudação matinal, Dilma logo responde: “Foi golpe”. O jornalista, embaraçado faz outra simples pergunta: Podemos iniciar a entrevista, presidenta? Eis que Dilma responde novamente: “Foi golpe”. É mais ou menos assim que vejo Dilma no futuro. Uma senhora transtornada que vive o dia inteiro repetindo “foi golpe” como se fosse um chavão do programa Zorra Total. Mas vamos em frente.
O primeiro fato marcante ocorrido durante a votação foi quando a senadora petista Gleisi Hoffman disse que ali no Congresso não havia ninguém com moral para julgar Dilma. Após vários bate-bocas, o presidente do Senado, Renan Calheiros, tomou a palavra e acabou cometendo um ato falho. Visivelmente irritado, Renan disse que Gleisi não deveria estar dizendo aquilo, já que um mês antes ela teria solicitado a ele para impedir o seu indiciamento no STF, em inquérito relacionado a Operação Lava-Jato. Foi aí que a coisa começou a feder.
Renan, não só comprometeu a senadora Gleisi, mas também a si próprio e a algum membro do STF. Este último foi o que mais me chamou atenção. Quem seria esse membro do STF que Renan foi procurar para impedir o indiciamento da senadora Gleisi e do seu marido? Bem, vamos voltar a essa pergunta mais tarde.
O segundo fato marcante que se deu durante a votação, foi a conversa íntima e descontraída entre o senador tucano Aécio Neves, Dilma, José Eduardo Cardozo e o presidente do STF, Ricardo Lewandowski. Confesso que diante daquela cena só pude me lembrar da frase de Ronald Reagan que dizia: “Dizem que a política é a segunda profissão mais antiga que existe. Hoje vejo que ela se parece muito com a primeira”. Sábias palavras.
Aécio, assim como a maioria dos tucanos, parece uma menininha inocente, que mesmo após ser corneada pelo namorado inúmeras vezes, continua se arrastando atrás do canalha. Não consigo entender essa necessidade que a maioria dos tucanos tem de agradar um partido como o PT, que atribui a eles todos os males causados neste país. Mas não muito tempo depois, acredito que Aécio viria a se arrepender da sua diplomacia exagerada.
Por fim, o terceiro fato marcante ficou a cargo da advogada de acusação Janaína Paschoal. A jurista, ao proferir seu discurso final, chorou e pediu perdão a Dilma pela dor que ela estava fazendo a ex presidente passar. Mas pediu que Dilma compreendesse que aquilo que ela estava fazendo era visando o futuro dos netos da ex presidente. Ao contrário de muitos, isso não me fez ter uma admiração maior por Janaína, mas sim reforçou a ideia de que temos que ter muito cuidado em cultuar salvadores da pátria. Vejam, por exemplo, o caso de Joaquim Barbosa. O ex presidente do STF era tido por muitos como possível candidato a presidência. Só que o nosso nobre colega acha que o impeachment de Dilma é um golpe. Esse era o nosso Messias? Um ex petista que acha que Dilma está sofrendo um golpe? Então, meus amigos, cuidado, pois ser contra o PT é uma coisa, não ser esquerdista é outra completamente diferente. Ser de esquerda, em muitos casos, é patológico.
Dito isso tudo, agora vamos tentar de alguma maneira ligar os fatos. Não é novidade para ninguém que Renan Calheiros, junto com o PT, fez uma manobra para manter os direitos de Dilma em ocupar cargos públicos e logrou êxito. Mas conforme dito antes, há uma pergunta que não foi respondida. Renan foi ao STF para impedir o indiciamento da senadora Gleisi. Logo, ele foi ouvido por algum dos ministros. Mas qual ministro? Quem foi esse sujeito oculto do STF que Renan foi procurar? Precisamos saber, pois esse ministro está completamente comprometido. E uma pessoa com tamanho rabo preso é capaz de até, sei lá, alterar a Constituição. Opa, isso foi feito!
Pois é. No final das contas, a vitória sobre o PT ficou com um gosto amargo. Voltando agora aos fatos mencionados, fico me perguntando o que Aécio Neves e Janaína Paschoal estão achando do PT agora. Será que Aécio ainda quer ir lá e afagar Dilma após ela e o PT terem dado mais uma pernada nele e em todos os brasileiros? Ora, senador Aécio, o PT não tem somente um projeto diferente do seu partido, o PT é uma quadrilha! Será que você não percebe isso? E você, Janaína? Ainda quer chorar e pedir desculpas a Dilma? A Dilma! A mesma Dilma que foi incapaz de pedir desculpas ao povo brasileiro por toda lambança que ela nos colocou; a mesma Dilma que nem sequer teve dignidade que o ex presidente Fernando Collor teve, em renunciar ao seu cargo, a fim de não protelar e subjugar o povo brasileiro a um processo longo e penoso que só atrasou ainda mais a dura missão de tirar a nossa economia do buraco. A essa Dilma que você pede desculpas, Janaína? Quando vocês vão entender que os petistas são embusteiros, golpistas, autoritários e truculentos? Quando?! Quantos golpes a mais vocês irão tolerar?
Enfim, talvez ao invés de tentar reverter esse fatiamento do julgamento de Dilma, devêssemos focar em descobrir o motivo pelo qual essa atitude foi tomada. O acordo entre Renan Calheiros e o PT, com a chancela do presidente do STF que simplesmente rasgou a nossa Constituição , precisa ser investigado. E para entender o motivo dessa decisão, basta ir atrás desse sujeito oculto do STF que foi procurado por Renan Calheiros. Esse sujeito teria total interesse em dar uma pedalada na nossa Constituição, pois tem suas digitais em toda a cena do crime. Quem é esse sujeito oculto? Quem tem tanto interesse em proteger o PT? Os indícios apontam para um certo ministro, mas será que ele é o único? Com a palavra, a Justiça brasileira. Se é que ela ainda existe.
Atenciosamente,
Pedro Henrique Mancini de Azevedo
Fonte: correio eletrônico
COMENTO: Apesar de parecerem antagônicos, os dois textos conduzem à mesma conclusão que meus Instrutores repetiam nos anos 70: o inimigo é solerte e insidioso.
Seus autores alertam sobre a maneira de agir dos neo comunistas, na "preparação do terreno" para implantarem sua odiosa ideologia.
Atualmente, a maior prova do conluio entre as duas grandes quadrilhas, ops, partidos, é a atitude servil e submissa adotada pelo "líder" Cássio Cunha Lima, propondo apaziguamentos e aceitação da patifaria ocorrida por ocasião do julgamento separado do impedimento e da suspensão dos direitos políticos da ex presidente da República.
Cássio Cunha Lima, para quem não lembra, é aquele impoluto paraibano que ostenta em seu currículo o fato de ter seu mandato de governador cassado em 2008 pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por uso indevido de dinheiro público. Além de estar envolvido na ação criminal que investiga esquemas de desvios de recursos e lavagem de dinheiro em sua campanha eleitoral de 2006, que está parada no STF. Também é réu na Operação Concord que apura esquemas de desvios de recursos e lavagem de dinheiro. Tal operação é conhecida por ter provocado, literalmente, uma chuva de dinheiro na capital paraibana, porque para não ser pego em flagrante pela Polícia Federal, um operador da política local, Olavo Lira, conhecido como Olavinho, teria jogado R$ 400 mil do alto do edifício ConcordEm 2013, o citado senador foi denunciado por empregar a namorada e a sogra na prefeitura e na Câmara Municipal de Campina Grande, sua cidade natal. Jackson Azevedo, seu cunhado, também ganhou um cargo de supervisor da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na cidade. Esse currículo, pode ser o motivo para a falta de combatividade do "líder" tucano, mas a maior possibilidade é de que ele simplesmente faça parte da grande pantomima destinada a engambelar os botocudos brasileiros.
Por fim, a leitura dos textos acima só reforça a afirmação que faço constantemente de que PT e PSDB são somente as duas faces da mesma moeda podre do comuno/socialismo, com a qual os patifes pretendem comprar a consciência dos brasileiros. E, aparentemente, estão obtendo êxito.