segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Mate Uma Criança, Que o ECA Garante*

por Janer Cristaldo
Vivemos em uma sociedade violenta. Nas grandes cidades, quem sai de casa sempre tem uma certa chance de não voltar. Qualquer atraso de um familiar sempre causa preocupação. Se você tem filhos adolescentes, esta preocupação se multiplica. Se você tem posses, pior ainda: é alvo potencial de seqüestro. Confiar na força que devia fornecer-lhe segurança é inútil. A polícia nunca está no lugar do crime. Chega voando quando se trata de um assalto a banco. Não tem pressa alguma em socorrê-lo quando se trata de ameaça a sua vida ou patrimônio.
Caia na real: você está no mato e sem cachorro. A preservação de sua vida ou de seus bens é uma questão de sorte. Cada dia que você chega são e salvo em casa é lucro. Por enquanto, você está lucrando. Mas nunca se sabe quando a sorte vira.
Não desespere. Se você é jovem, está desempregado e não consegue sustentar-se, tem medo de andar nas ruas e sabe que com a proteção do Estado não pode contar, sempre há uma solução. Se sua vida e seu futuro estão ameaçados, vida por vida melhor salvar a sua. Mate uma criancinha. É investimento dos bons e não tem erro. Você enfrenta uma certa situação desconfortável por um, dois ou três aninhos e, dia seguinte, o Estado lhe garante proteção e sustento pelo resto de seus dias. Se você está enojado de seu bairro ou de sua favela, de suas precárias condições de vida, o Estado lhe oferecerá um outro bairro de sua escolha e o suficiente para viver. Estava cansado de seu nome? Troca-se. Nós nunca temos a chance de escolher nosso nome. Agora, você a tem. Escolha um nome de seu agrado e um novo estilo de vida.
Isso de apostar na mega-sena é coisa de fracassados que vivem de esperanças. E as chances são mínimas. Mate uma criancinha. Ora, dirão certos ingênuos, a criança também tem o direito de viver. Mas você também o tem. E mais do que ninguém. Era você ou ela. E entre ela e você, você escolhe quem? Você mesmo, é claro. Não é nem uma aposta. São favas contadas. Adeus mundo da insegurança, do ter de trabalhar para comer, para ter casa. Já que você teve a audácia de matar – coragem que nem a todos é dada – o Estado o compensará com casa, comida e roupa lavada. Mais trabalho e escola garantidos. Já não dizia um poeta que o mundo é para quem nasce para conquistá-lo? E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Encara-te a frio, e encara a frio o que somos...
Se queres matar, mata...
Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência! ...
Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?
Carros blindados, condomínios fechados, seguranças, sistemas de vigilância, isto tudo até pode ter certa eficácia. Mas não impedem arrastões, roubos, assassinatos. Nada melhor que o aparelho estatal para protegê-lo... quando decide protegê-lo. A melhor proteção é o sumiço. Isto o Estado brasileiro lhe garante, desde que você ouse. O homem que vive em bunkers paga um alto preço pela sua segurança. A segurança do Estado não custa nada, quando o Estado houver por bem garanti-la.
Foi o que descobriu há três anos o jovem "E", como a imprensa o chama. Envolvido na morte de um menino de seis anos, descobriu acidentalmente que matando podia salvar sua lavoura. Raramente alguém chega à independência econômica aos 18 anos. O jovem "E" chegou lá. Bastou juntar alguns amigos e roubar um carro. Depois, surpresa. Um menino ficou pendurado pelo cinto de segurança. Não freie o carro. Continue rodando. A melhor surpresa mesmo virá depois. O Estado lhe fornecerá tudo que é sonho desses pobres diabos desprotegidos sujeitos a chuvas e trovoadas. Três aninhos de cadeia e depois a liberdade dos passarinhos, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Quanto ao menino, não faz nenhuma falta.
Fazes falta?
Ó sombra fútil chamada gente!
Ninguém faz falta;
não fazes falta a ninguém...
Sem ti correrá tudo sem ti.
E se morresse logo adiante em um acidente? Não traria lucro a ninguém. Provavelmente, só perdas. Já uma criança assassinada, esta sempre rende. Os pais, amigos e próximos vão sofrer e ficarão marcados pela perda da criança por todas suas vidas? O país está chocado? A imprensa pede sua cabeça? Bobagem. Sua cabeça, pelo contrário, agora está definitivamente protegida.
A mágoa dos outros?...
Tens remorso adiantado
De que chorem?
Descansa: pouco chorarão...
O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco.
Lágrimas sempre secam. As pessoas encharcam um lenço, uma toalha, não vão encharcar um lençol. Uma mortezinha rápida e você está salvo. Não hesite. O generoso Estado brasileiro lhe dá total apoio. Mude sua vida, meu caro. E para melhor.
Mate. Mate logo antes que seja tarde. Mate que o ECA garante.
* Com escusas ao Pessoa pela mexida no poema. Não resisti.

COMENTO: que me desculpem as muitas pessoas que tiveram parentes, amigos ou conhecidos vitimados pelos inocentes jovens, "vítimas da sociedade" e que, de acordo com os mentores do ECA, merecem ser "recuperados". O texto não é um incentivo ao crime, é somente a constatação de que se você faz parte da parcela da sociedade que alimenta essa máquina burocrática com os seus impostos, taxas, e outros tipos de extorsões oficiais, não espere alguma condescendência dessa mesma máquina em prol de algum direito que você possa pensar ter. Eles estão reservados às "minorias", aos "excluídos" e às "vítimas do sistema". A você só cabe pagar e aceitar sem chiar!

Sorrateiros Como Sempre

Confiar a fanáticos a busca da verdade é o mesmo que entregar o galinheiro aos cuidados da raposa.
(Gen Santa Rosa)
por Ernesto Caruso
É nojento assistir, interrogativo pensar na sua concepção e constatar o pouco valor que atribuem à ética os idealizadores dos programas de debates que envolvem as questões de governo como o do recente plano de direitos humanos na terceira versão. O programa Expressão Nacional da TV Câmara é um desses com capa de lisura e boas intenções, mas com nítido objetivo de moldar a opinião pública de acordo com o interesse do momento, no caso a criação da Comissão da Verdade, e dar a impressão de que todas as providências foram tomadas e ouvidos todos os segmentos da sociedade, fundamenta com números e palavras que são lançados no You Tube para justificar os propósitos totalitários nos padrões chavistas, mas com aprovação “democrática”.
De início, ao desenrolar de imagens favoráveis à esquerda armada, a apresentadora relata que foram realizados 100 eventos, reunindo 14 mil pessoas, além de 50 conferências nacionais sobre temas diversos, tendo como resultado o tal PNDH3, com modificações posteriores, não confiáveis, devido à reação dos comandantes das Forças Singulares. Ora, reunir 14 mil pessoas do PT + ... não é nada. Deu no que deu. Um texto que condena os militares, amordaça a imprensa, é favorável às invasões de propriedades e contra posturas religiosas.
A apresentação dos debatedores já pressupõe o resultado pretendido pelos organizadores, que não escondem o que foram no passado como os deputados Pedro Wilson do PT/GO, 1º Vice Presidente da Comissão de Direitos Humanos na Câmara e João Almeida, PSDB/BA, líder do PSDB na Câmara, dando de pronto uma conotação de confronto situação x oposição. Ainda presentes a cientista política Glenda Mezarobba, autora do livro Um acerto de contas com o futuro, anistia e suas consequências e, quem me pareceu isento das paixões, o cientista político Otaciano Nogueira.
No outro canto o Gen Rocha Paiva.
O melhor argumento de um que conteste os objetivos do plano macabro vai ser combatido por no mínimo três argumentos contrários pelas posições assumidas dos dois deputados que disseram ter enfrentado a ditadura e da autora do livro do acerto de contas. Não se aceita outra solução que não o julgamento dos agentes do estado pelo crime de tortura. Não fica nisso.
O tempo que é fundamental em qualquer debate com fins equilibrados e honestos não existiu e demonstra o viés sub-reptício de um cenário de prévia condenação dos agentes do Estado e defesa dos seqüestradores, guerrilheiros e torturadores das várias facções trotskistas, maoístas e fidelcastristas. Um grupo com a visão de que a anistia deve ser revista; o outro entende que foi feita para beneficiar os que lutaram contra a ditadura e há os Pilatos que se contentam em deixar por conta da justiça, com ações incentivadas no STF.
Batem na tecla de que não é revanchismo, só querem a verdade histórica, a revelação dos documentos que julgam existirem nos arquivos militares e encontrar os corpos dos desaparecidos políticos. Ao que consta os tais arquivos estão na posse do governo.
Apesar da engrenagem arquitetada, da balança desequilibrada como a de um feirante desonesto e das arapucas, o Gen Rocha Paiva se saiu muito bem. Reagiu à altura dos contendores em número superior, com fundamentos na Constituição e qualificando coerentemente os crimes de tortura cometidos pelos seqüestradores e guerrilheiros empenhados na luta armada.
Tal jogo/engodo já foi engendrado em proporção idêntica, como se em uma partida de futebol, três/quatro jogadores da equipe A (8/7 expulsos por um juiz comprado) tivessem que disputar a peleja contra onze da equipe B.
Em Braveza e ódio dos vencidos de 17/08/2008, escrevemos sobre o mesmo programa Expressão Nacional:Querem ganhar no grito diante da câmera, luz, ação. O que se viu no debate havido na TV Câmara foi uma emboscada para que os holofotes criassem um espetáculo televisivo com a “vitória” comunista no tapetão. Babam de ódio e o fel percorre as suas entranhas enquanto ditam palavras de ordem contra alguém que precisa expiar os seus pecados, como representante simbólico do Movimento Democrático de 31 de Março de 1964, que atendeu ao clamor da nação brasileira, e os jornais e revistas o provam. ...... De um lado o advogado Antônio Ribas Paiva e do outro — vejam o time — deputado Ivan Valente, do PSOL, deputado Daniel Almeida, do PCdoB, Sra Elizabeth Silveira, do Grupo tortura nunca mais e o professor José Geraldo de Souza Junior, diretor da Faculdade de Direito da UNB.” Tema: anistia.
Ora, é importante uma resposta por gente da área civil que pensa diferente e possa equilibrar o debate, contestando o que foi divulgado. Convidar, por exemplo, o jurista Yves Gandra Martins, o médico Heitor de Paula e o ex-ministro do STJ Waldemar Zveiter, além de militares que atuaram, como o Cel Ustra, Cel Lício e outros. Filmar o debate e colocá-lo no You Tube e em outros portais.
Querer uma comissão da verdade, ainda que passe pelo Congresso, é um retrocesso e mais, não confiável, pois os propósitos são claros, condenar os agentes do Estado, que os combateram e sobreviveram. Os mortos, metralhados, explodidos, alvos de carros bomba do terrorismo insano, estão como escalpos nas salas de troféus dos organismos-vermelho-russo, coroas de louros dilacerados, como os corpos das suas vítimas, que estão vivos nas suas consciências e não os deixam dormir em paz.
Os bárbaros que arrastam esses fantasmas deveriam pedir perdão ao Brasil, aos brasileiros.
No passado, imploraram o perdão, a anistia, que não tem o valor da absolvição como gostariam que fosse. Agora, querem apagar a culpa presente na alma, pretendendo que os militares reconheçam o erro e peçam desculpas à Nação, ou seja, a eles próprios, criminosos que sem dó nem piedade explodiram o soldado Mario Kozel Filho, a cumprir o seu dever de sentinela da Pátria, no porta do QG do II Ex (CMSE) ou massacraram a coronhadas o crânio do Ten PM Alberto Mendes, já preso pelos guerrilheiros de Lamarca, e tantos outros crimes.
As Forças Armadas que nos livraram do inferno e fuzilamento indiscriminado de uma Cuba de Fidel Castro, sem liberdade, cumpriram as suas obrigações.
Não. Não haverá um só general que traia por trinta dinheiros o seu juramento e aqueles que foram vitoriosos nas suas missões, arriscaram as suas vidas e das suas famílias, se feriram, morreram e glorificaram o seu passado.
Será o mesmo que cuspir em seus túmulos, nas suas medalhas, nas suas honras.
Fonte: Ternuma,
COMENTO: o autor do texto me parece muito otimista. Se oferecer um pouco mais que "trinta dinheiros" - e nem precisa muito - é bem capaz de aparecer alguém disposto a cuspir nos túmulos, medalhas e honra dos que livraram o Brasil de ser transformado em um enorme "Cubão".

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O Aqüífero Guarani e a Necessidade de Regulação Ambiental no Âmbito da América do Sul

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por Margarita Ieong Cantalapiedra
Imagem:  Globo Rural
Ao analisar o tema meio ambiente é necessário levar em conta sua relevância e o fato de que qualquer ação tomada afeta diretamente a vida de cada ser humano.
Atualmente, levar adiante a ideia de desenvolvimento sustentável é indispensável para que as gerações futuras tenham condições de sobreviver.
Um estilo de vida conectado 24 horas por dia à tecnologia e ao consumo exacerbado não pode ser mantido indefinidamente porque os recursos naturais são limitados, e, portanto, é preciso respeitar primordialmente sua capacidade de renovação.
Hoje a relação entre meio ambiente e as relações internacionais é bastante clara. Essa realidade, porém, é relativamente recente (30 décadas aproximadamente).
Ela veio à tona quando os efeitos do aquecimento global atravessaram as fronteiras nacionais afetando lugares e pessoas fora dos territórios de onde os danos se originaram.
Por isso, descobriu-se não ser mais razoável manter o tratamento de questões sobre os efeitos do aquecimento global dentro das esferas nacionais e sim, levá-las ao âmbito internacional tendo como objetivo cooperação e esforços entre os países.
O Aquífero Guarani é um reservatório de água subterrânea que percorre quatro países da América do Sul: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
Sua extensão total é de 1.200.000 km², sendo que o Brasil compreende sua maior parte, 839.800 km², e Argentina, Uruguai e Paraguai, respectivamente, 225.000 km², 58.000 km² e 71.700 km². Tido como um dos maiores do planeta foi descoberto na década de 1950 na cidade de Botucatu, interior de São Paulo.
O nome Aquífero Guarani foi dado em 1996, na primeira reunião que pretendia definir a política em relação ao recurso, em homenagem à nação Guarani, tribo indígena que habitava a região no período colonial.
No Brasil, as águas subterrâneas compreendem oito estados (Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná, Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e Mato Grosso), estas inclusive já são amplamente utilizadas, tanto para fins agrícolas, urbanos, industriais ou turísticos.
Em território brasileiro esse uso aumenta gradativamente, e em algumas regiões de intensa atividade industrial, como Ribeirão Preto, já há indícios de poluição desses mananciais. 
O Aquífero Guarani é um bem de valor incalculável num momento em que água doce torna-se cada vez mais escassa.
As águas subterrâneas apresentam melhor qualidade do que as superficiais podem ser consumidas sem tratamento e sua contaminação por bactérias, exatamente por sua localização, torna-se mais difícil.
Além disso, a contaminação em águas superficiais ocorre de modo mais rápido. Por outro lado, a contaminação de águas subterrâneas é mais difícil de detectar.
É imprescindível que uma gestão do recurso visando sua exploração sustentável e consciente seja posta em prática. Para que o Aquífero seja devidamente explorado é necessário estudo mais aprofundado sobre seus componentes e capacidade de renovação.
Portanto, os quatro países beneficiados precisam chegar a um acordo comum o mais rápido possível, já que têm em suas mãos um dos maiores reservatórios de água doce do mundo, bem que cada vez mais é foco de conflitos e disputas territoriais.
A necessidade de se aprofundar os estudos sobre sua capacidade hídrica e componentes é intrínseca na elaboração de uma gestão sustentável que seja de comum aos quatro países envolvidos.
Sua dimensão, porém, pode causar conflitos entre os mesmos. O território uruguaio tem grande parte de sua extensão tomada pelo aquífero, o que o torna bem mais pró-ativo na construção de uma política integrada, que inclusive crie punições para qualquer dano causado às águas subterrâneas.
Um ponto-chave é que não se sabe se as águas são contínuas e atravessam as fronteiras dos países, o que, no caso de poluição em um ponto significaria dano para toda sua extensão.
Esse aspecto somente reforça a necessidade de se dar atenção especial ao Aquífero Guarani, levantar estudos e pesquisas sobre o tema, e levar adiante projeto de proteção e uso sustentável do recurso.
Referências Bibliográficas
- BRIGAGÃO, Clóvis, e, M. A. RODRIGUES, Gilberto. Globalização a olho nu: O mundo conectado. cap. 8, p. 96 a 110, São Paulo, Editora Moderna, 1998
- BRIGAGÃO, Clóvis. Inteligência e Marketing: O caso SIVAM. Rio de Janeiro, Editora Record, 1996
- BRIGAGÃO, Clóvis. Margens do Brasil. Rio de Janeiro, Editora Topbooks, 1995
- HIRATA, Ricardo. Recursos Hídricos subterrâneos: caminhos para a sustentabilidade de um recurso estratégico. Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo
- SOARES, João Clemente Baena. Água – O Aqüífero Guarani. Carta Mensal, v.52, n.616, Julho 2006.
Margarita Ieong Cantalapiedra é graduanda
 na Universidade Candido Mendes e
membro do Grupo de Análise e Prevenção de Conflitos
(Gapcon).
Fonte:  InfoRel

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Impertérritas

(Do dicionário: adjetivo, 2 gêneros. Que não se altera ou se assusta diante de situações perigosas ou difíceis, corajoso, impávido).
por Armando Luiz Paiva Chaves
Foi necessário recorrer a um adjetivo de emprego raro, que a muito poucas instituições se aplica, para qualificar as Forças Armadas na atual conjuntura nacional.
Grassa a corrupção. Um governador eleito por partido da oposição é recolhido preso, por decisão quase unânime do Superior Tribunal de Justiça. Foi proferida em poucas horas, à vista de provas, registradas em vídeo, de altas somas entregues a parlamentares e de sua tentativa de comprar depoimentos de testemunhas para corromper o andamento de investigações. Continua preso, negado pelo Supremo Tribunal Federal o habeas corpus impetrado. Lastimavelmente, não agiram com igual eficiência o Ministério Público e a Justiça, nem tampouco o Executivo e o Legislativo, quando os alvos eram integrantes de partidos situacionistas, no famigerado Mensalão e em outros degradantes casos de corrupção.
Em vinte e um anos de cinco governos chefiados por militares, nenhum escândalo veio a público. As pouquíssimas denúncias de improbidade ocorridas foram investigadas dentro das próprias instituições e os envolvidos, absolvidos ou severamente punidos. Os ex-presidentes morreram pobres. Legaram a seus descendentes a fortuna de seu passado sem mácula.
Em sabatina no Senado, um general da mais alta graduação indicado para o Superior Tribunal Militar é questionado sobre o ingresso de homossexuais nos quadros militares. Sereno e desassombrado, enfrentando a borrasca de críticas que provocaria, traduz o entendimento das Forças: a profissão militar não o admite. Poderia tergiversar, em benefício de sua nomeação, mas não o fez.
Preferiu a franqueza, a honestidade da verdade.
Na discutida questão de compra de aviões de combate, a inoportuna e precipitada antecipação da preferência do governo pelo caça francês não teve efeitos de indução sobre os maiores interessados na compra. Sem alarde, o Comando da Aeronáutica prosseguiu em seus estudos técnicos e nas negociações com os fabricantes, decidido a apresentar ao escalão superior a opção que melhor responderá aos interesses operacionais, tecnológicos e financeiros.
Discretamente, ignorou recados e pressões, atendo-se ao cumprimento do dever.
O 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, exaustivamente comentado e discutido, investiu escancaradamente contra a propriedade privada, a liberdade de expressão, as prerrogativas do Congresso e da Justiça, a exposição de símbolos religiosos. Descriminalizou o aborto. E propôs a revogação da Lei da Anistia.
Os três Comandantes militares manifestaram, contundentemente, sua reprovação, solicitando exoneração. Um remendo no texto contornou a crise, mas não apaziguou ânimos.
Ocorre que a ameaça não está centrada no PNDH/3. Este traduz o pensamento e os propósitos da ala mais radical do partido do governo, que pretende transformar o país em estado socialista, como consta de seu programa. O socialismo, cada vez em menor número vigente em estados europeus, nunca ameaçou a democracia, já que sempre respeitou os textos constitucionais.
O que pretendem implantar aqui, e a pré-candidata petista defende, em coerência com seu passado terrorista, preconiza abertamente o Estado Forte, que terá de ser implantado ao arrepio da constitucionalidade , como demonstra o plano que vem sendo acerbamente criticado.
Outro general da mais alta patente, fugindo à omissão e respondendo à própria consciência, corajosamente, fez a denúncia pela internet. Foi exonerado do cargo, quando jornal de grande circulação a publicou.
Essas são as Forças Armadas brasileiras. Impertérritas. Sabem que o nacional-socialismo, que combateram na 2ª Guerra Mundial, era moldura de governo totalitário. Que o socialismo soviético, que impediram de se instalar aqui em 1935 e em 1964, era igualmente totalitário, como o são o socialismo do “paredón” cubano, a república islâmica do Irã, o bolivarianismo de Chávez e seus seguidores na Bolívia e no Equador.
Com a palavra o eleitor. Se quiser viver sob regime totalitário, sem respeito à propriedade, à liberdade de expressão, de culto e de movimento, com os preceitos constitucionais, Congresso e Justiça submetidos à vontade ditatorial do(a) governante, faça sua escolha.
Mas tendo sempre presente que as Forças Armadas não são instrumento de Governo. São instrumentos de Estado e, por sempre agirem como tal, têm o mais alto nível de respeito da população.
Armando Luiz Paiva Chaves
General de Exército da Reserva do EB.
Fonte:  Alerta Total
COMENTO: antes que apareça algum iluminado alegando que durante os "cinco governos chefiados por militares, nenhum escândalo veio a público" em função da censura aos meios de comunicação, lanço aqui um desafio - que seja apontado um nome de militar que tenha "enriquecido" durante aquele período. Um nome somente de algum militar que tenha deixado patrimônio superior ao que poderia ser conquistado normalmente com seus vencimentos. Sem esse nome, nada de críticas!!!!
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Considerações Sobre o Haiti

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Às vezes faço comparações entre notícias que não possuem vínculo aparentes mas que podem ser estabelecidos com um pequeno esforço mental.
Afinal, se o Mico Mandante venezuelano pode fazer ilações e acusar os EUA de ter ocasionado o terremoto haitiano por meio de uma nova arma de raios celestiais, ou infernais - clique aqui -, eu também posso colocar minha fértil imaginação para funcionar.
Dois dias após o terrível terremoto que destruiu Porto Príncipe no Haiti, o presidente brasileiro anunciou o propósito de destinar 15 milhões de dólares para ajudar a reconstrução daquele país.
Na ocasião o jornalista Claudio Humberto publicou em sua coluna no dia 14 Jan 2010 (ver "Colunas Anteriores") uma "explicação" para a rapidez dessa decisão: "como em doações a outros países, parte do dinheiro pode acabar em ONGs de 'trabalho voluntário' e 'humanitário' ligadas a petistas", isto é, a suspeita do profissional da imprensa era a de que boa parte da "doação" fosse destinada à "cumpanherada".
Tal suspeita ocorria em função da grande quantidade de Organizações Não-Governamentais, dirigidas por pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores, existentes em países para onde se destinam "doações humanitárias" do governo de Luis Inácio, como El Salvador, Bolívia, Cuba e Equador, além, é claro, do Haiti, onde o senador Heráclito Fortes, presidente da "CPI das ONGs", se espantou em visita feita em setembro de 2009 com a verdadeira "invasão de ONGs brasileiras". Em função disso, insistentemente foi solicitado que o governo informasse à "CPI das ONGs" quantas e quais delas recebem dinheiro público brasileiro. Ainda estão sem saber!
Em 13 Jan 2010, no dia seguinte ao sismo, os Estados Unidos já estavam presentes no local da tragédia com um efetivo que nos dias seguintes alcançou a 22.000 militares e assumiram entre outros pontos o controle do aeroporto de Porto Príncipe. Isto quase provocou um atrito diplomático com os militares que compõem a MINUSTAH, sob controle da Organização das Nações Unidas (ONU). Os norte-americanos tentaram minimizar as críticas com a explicação de que a assunção do controle do espaço aéreo haitiano pelos norte-americanos havia sido um pedido do Presidente haitiano, René Preval.
Obviamente, os aloprados do Foro de São Paulo não perderam a oportunidade de acusar o governo dos Estados Unidos de realizar uma ocupação militar no Haiti. Para o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o país norte-americano usou do terremoto que devastou o Haiti “para tomar a região sobre os corpos e lágrimas de seu povo”. Ele afirmou que os Estados Unidos “começaram (a ocupação) com o aeroporto”, referindo-se ao fato de os militares dos EUA estarem controlando o aeroporto de Porto Príncipe. Já o líder boliviano, Evo Morales, disse que pediria uma reunião de emergência da ONU “para repudiar e rejeitar essa ocupação militar dos Estados Unidos”.
No dia 30 Jan, dezoito dias após o desastre, o jornalista Luis Kawaguti publicou um artigo na Folha em que mostra outro flagelo haitiano. Segundo ele: "As principais rotas de tráfico de cocaína de Colômbia, Bolívia e Peru para os EUA e para a Europa passam pelo país e ajudam a financiar gangues e policiais corruptos. ... Estimativas da UNPOL, a polícia das Nações Unidas que auxilia a Polícia Nacional do Haiti, dão conta de que pelo menos entre 8 e 10 toneladas de cocaína passem pelo Haiti por mês. A droga vai para a Venezuela e de lá segue para o Haiti em pequenos aviões venezuelanos. A polícia da ONU já identificou 22 pistas de pouso clandestinas no país caribenho. Os carregamentos chegam a cidades e ilhas no sul do Haiti, que funcionam como pontos de apoio. Seguem então para o norte do país em lanchas de alta velocidade, passando por um entreposto na ilha La Gonave - para onde o Brasil está enviando tropas que integram a MINUSTAH, Missão de Paz da ONU -, e também por uma rota terrestre, em carros dirigidos por policiais haitianos corruptos, segundo investigação da UNPOL. Os destinos finais são bases de traficantes na ilha de La Tortuga e na cidade de Port de Paix, área cuja segurança é responsabilidade da Argentina. A principal base dos criminosos fica em La Tortuga, um antigo reduto de piratas na época colonial, onde praticamente não há presença do Estado nem da ONU. Policiais da ONU sobrevoaram essa ilha no fim de 2009 e identificaram mansões supostamente usadas pelos traficantes. De lá, as drogas seguem em lanchas de alta velocidade para as ilhas Turks e Caicos, de onde vão para a Europa em embarcações e aviões, e para as Bahamas - a porta de entrada para os EUA. Para despistar as autoridades americanas, os traficantes usam barcos de pesca e aviões que voam a baixa altitude para não serem detectados por radares."
Em 4 Fev 2010, o jornalista Claudio Humberto voltou ao assunto das ONG no Haiti. Anunciou que a "Via Campesina", que com o MST depreda e invade propriedades rurais, solicitou verbas do governo Lula para enviar uma “brigada” ao Haiti, não para plantar batatas, mas “ajudar com engenheiros e médicos”.
Por fim, no domingo passado, 14 Fev 2010, mesma data em que os EUA anunciavam a redução do seu efetivo militar no Haiti para 13.000, o jornalista Jorge Serrão publicou em seu blog Alerta Total que "O terremoto do Haiti agravou o já complicado relacionamento da Águia com Lula. O bicho pegou porque, no meio da desgraça, os serviços de inteligência dos EUA constataram que Porto Príncipe era o teatro de operações de treinamento de grupos terroristas e narcoguerrilheiros que tinham interfaces, principalmente, com o Brasil e gente muito poderosa daqui. Eis o motivo pelo qual o Exército dos EUA entrou tão pesado no “socorro” ao Haiti. Os militares norte-americanos fizeram uma operação de guerra para recolher documentos que comprovavam o esquema do terror – já na fase de organização para a operação efetiva. A Águia ficou fula da vida com Lula porque ele criticou (tendo seus motivos pessoais) a “intervenção” dos norte-americanos no arrasado Haiti. ..."
Pois bem. É inegável a capacidade dos militares norte-americanos de gerar antipatia nas regiões onde atuam. O orgulho, ou a arrogância como queiram, de pertencer às Forças Armadas da maior potência mundial, faz com que os norte-americanos não sejam bem-vistos nem mesmo por quem deles depende ou são auxiliados.
Por outro lado, não se pode fechar os olhos ao uso que os "yankees" fazem da tecnologia a seu alcance. Como bem lembrou um leitor do Claudio Humberto, em 17 Fev 2010 (Tecnologia dos USA na tragédia do Haiti), enquanto muitos países doaram milhares de garrafões de água a serem transportados por aviões, a utilização da tecnologia de dois gigantescos navios atracados em Porto Príncipe permitiu que fossem dessalinizadas rapidamente pelo porta aviões USS Carl Vinson cerca de 200 mil galões diários de água para os haitianos, que somados aos 300 mil galões diários produzidos pelo navio-hospital USNS Comfort, amenizaram o problema da sede daquele sofrido povo.
Mas nosso arremedo de Chanceler, o Megalonanico, não perde a chance de cutucar os EUA e em entrevista ao jornal espanhol El Pais, reiterou que os militares dos EUA só devem permanecer no Haiti durante o período de emergência, depois só deve ficar o pessoal da ONU, ou seja, seguindo o pensamento dos "hermanos" do Foro de São Paulo, odiamos o capitalismo e seu símbolo, os EUA, mas não abrimos mão de seus recursos quando necessitamos.
Resumindo. O Haiti sofreu uma catástrofe. Os norte-americanos aproveitaram a ocasião para confirmar dados dos seus serviços de Inteligência a respeito de organizações narcoterroristas que poderiam estar agindo naquele país e para lá deslocaram, além do material tecnológico, pessoal suficiente para efetuar as buscas necessárias. Com a sua característica discrição de porco em roça alheia. O pavor atingiu a cambada do Foro de São Paulo, que teme outro episódio igual ao dos computadores de Raul Reyes, quando algumas de suas patifarias vieram a público. Daí a reação irada e a pressa para que os yankees abandonem a área. Estes, aparentemente alcançaram seu objetivo pois já diminuíram o "excesso" de pessoal, deixando somente os que efetivamente realizam a "ajuda humanitária". A nós, pobres mortais, resta esperar para ver se foi encontrado algo "útil" entre os destroços haitianos. Espero que não pois, caso isso aconteça, a Inteligência Militar Brasileira ficará em uma posição que beira o ridículo. 
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Golpe Contra o PLP 518/09-Ficha Limpa

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Este blog é apartidário e desde a sua concepção luta para que limpemos o Congresso Nacional, e por principio apóia o PLP 518/09, conhecido como “Ficha Limpa”, porque entende que esta lei será a ferramenta legal necessária e democrática mais eficaz para a “limpeza e higienização” do congresso.
O Ficha Limpa é fruto de uma esperançosa mobilização social que reuniu 1,5 mi de assinaturas, que por si merecia ser comemorada.
O Projeto de Lei foi entregue a Presidência da Câmara dos Deputados em 29 de setembro de 2009 e o que se viu a seguir foi repugnante:
· O Presidente da Câmara Sr. Michel Temer alegou agenda cheia e outras prioridades, e informou que iria pautar o Projeto para fevereiro de 2010.
· Um mês após a entrega do projeto ainda não havia relator designado e foi engavetado.
· Não houve registro de posicionamento de outros deputados.
· Em 4 de novembro o Deputado José Genoino subiu a tribuna para condenar o projeto, disse que a proposta era “inconstitucional e autoritária. Foi uma defesa em causa própria afinal ele é réu no STF no processo do mensalão.
· Genoino foi apoiado por quatro deputados, entre eles Geraldo Pudim (PR-RJ), que já foi alvo de questionamentos na Justiça, e Ernandes Amorim (PTB-RO), que responde a processos e inquéritos.
Temos que lembrar muitos políticos (1/3 do atual congresso) são fichas suja, garantem sua impunidade concorrendo a cargos eletivos, o que lhes garante foro privilegiado e os colocam fora do alcance da justiça. Cometem diversos crimes, até de homicídio, e investem milhões para obter o número suficiente de eleitores para elegê-los.
O Golpe
Depois de quatro meses de engavetamento os “lideres partidários” decidiram modificar o texto da proposta, o motivo segundo eles:
Haveria dificuldades de aprovar o veto à candidatura de políticos com condenação em primeira instância na Justiça
Até 17 de março esse grupo apresenta um "substitutivo". A proposta determinará como inelegível quem tiver contra si decisão judicial colegiada de “segunda instância. E, para não minar pretensões eleitorais imediatas com vigência somente em 2012.
Duas perguntas importantes feitas por D. Tomás Balduino (*)
- A quem esse Congresso representa?
- Qual a relação que esses nobres deputados têm com a sociedade civil organizada para que uma mobilização popular séria, prevista na Constituição, como a que ofereceu à nação um número tão expressivo de assinaturas, acabe, na Câmara, num leviano joguete de interesses escusos de senhores votando em causa própria?
(*) D. Tomás Balduino, 87 anos, mestre em teologia e pós-graduado em antropologia e linguística, é bispo emérito da cidade de Goiás e conselheiro permanente da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
"Quando há uma pessoa pedindo, o Congresso tem de ouvir. Quando há 1,5 milhão, tem de fazer"
palavras do deputado Índio da Costa (DEM-RJ)
Estamos perdendo esta batalha, mas um dia teremos parlamentares honrados que mereçam os votos do digno povo brasileiro!
Fonte: Cara Nova no Congresso
COMENTO: só há uma solução fora o desencadeamento da violência contra os patifes que se adonaram do Congresso Nacional. A não reeleição de nenhum deles, envolvidos ou não em canalhices. Uma renovação total que inclua o compromisso dos eleitos em não "apadrinhar" nenhum dos atuais ocupantes de vagas no Congresso com empregos em assessorias ou apoio em eleições regionais. Mas isto é esperar muito desse povinho.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Um Trilhão e 500 Bilhões ... É a Dívida Interna Brasileira

por Hélio Fernandes - Tribuna da Imprensa.
Oficialmente o governo confirmou: o total da chamada dívida interna que não existia até 1994, é esse que está no título. A juros de 8,75% (por enquanto) será preciso “economizar” para os juros, (leia-se: AMORTIZAR em vez de PAGAR) importância astronômica. Fico até humilhado, envergonhado e constrangido em publicar o total.
Mas não posso esconder do cidadão-contribuinte-eleitor, o quanto ele mesmo terá que ter à disposição para alimentar esses sôfregos e avaros banqueiros brasileiros e estrangeiros. E alguns que trazem para cá o famoso “capital motel”, ganham na Bovespa, vão embora e deixam os lucros aqui, rendendo 8,75%, o maior rendimento do mundo. E com pagamento sem qualquer atraso, pois ATRASO significa desconfiança no exterior, e se houver essa desconfiança, Lula não ganha mais títulos de Estadista do Ano.
(Lula é “consagrado” não pelo que faz e sim pelo que paga, generosamente com o dinheiro do cidadão).
Tendo que AMORTIZAR a dívida com juros de 8,75%, o governo precisará, anualmente, de 132 Bilhões. Não tem evidentemente, mas precisa arranjar. Então, fazia como FHC, que dizia “estamos economizando” para pagar a dívida. Não era economia nem pagamento, mas nenhum órgão de comunicação, desses que “LUTAM BRAVAMENTE PELA LIBERDADE DE IMPRENSA”, jamais comenta esses fatos.
Assim, livre e desembaraçado, o governo anterior deixou para o sucessor, uma dívida de 800 Bilhões. Que Lula dobrou para 1 Trilhão e 500 Bilhões. Com FHC, os juros chegaram a 44 por cento, entregou a Lula com 26 por cento.
O atual conseguiu ir reduzindo os juros, mas não conseguiu reduzir a dívida. É até natural. Os juros anuais exigiam amortizações de 150 Bilhões, o governo só arranjava 90 bilhões, (que chamavam de “economia”) e portanto como PAGAR 150 se só tinham 90? Elementar.
Antes da crise, o governo conseguia AMORTIZAR (como confessava publicamente) 90 Bilhões, e os outros 60 Bilhões jogavam em cima do total da dívida. Os credores (crime hediondo) aceitavam, não por generosidade, mas sim porque isso é da essência do capitalismo.
Recebiam 90 Bilhões, à vista, e a dívida, todo ano, aumentava 60 Bilhões, quer dizer: AUMENTAM OS PAGAMENTOS, E A DÍVIDA CRESCE NA RAZÃO DIRETA da quadratura do círculo. Que se fecha, inapelavelmente, encurralando o cidadão-contribuinte-eleitor.
Com a crise, Lula não conseguiu ROUBAR os cidadãos nem nesses 90 Bilhões, a dívida aumentará cada vez mais, a amortização (que mentem dizendo que é pagamento) terá que ser reduzida drasticamente, o total da dívida crescerá rigorosamente.
(Há anos, no jornal impresso, fiz um jogo usando a palavra IMPAGÁVEL. Nos dois sentidos. Uma vez ela é trágica, no outro humorística, pois os que recebem, caem na gargalhada com a nossa burrice traiçoeira).
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PS – Enquanto os EUA mantêm os juros entre Zero e 0,25% por ano, o governo Lula já decidiu: aumentará os juros a partir de março. Dizem que o aumento será pequeno, de 1,25%, irá para 10%. Com isso, a dívida renderá mais 19 Bilhões.
PS 2 – Para o Bradesco e outros, Lula é altamente generoso. Emprestou a ele importância enorme para comprar 28 por cento da Vale. A juros de 4 por cento ao ano, que o Bradesco reempresta a 243 por cento.
PS 3 – Os que DEFENDEM BRAVAMENTE A LIBERDADE DE IMPRENSA, não podem tocar nesses assuntos. Podem DENUNCIAR um desfalque de 30 mil reais no interior do Piauí, mas têm que ESQUECER para sempre o ROUBO DE 150 BILHÕES, TODO ANO.
PS 4 – Este repórter, e o seu jornal, a Tribuna da Imprensa, não se importam com o desfalque do Piauí, mas como denuncio todos os CORRUPTOS QUE ROUBAM TODO ANO 150 BILHÕES do cidadão-contribuinte-eleitor, não posso ter jornal. Nem ir à televisão, mostrar o que é VERDADEIRAMENTE, LIBERDADE DE IMPRENSA. Mas enquanto viver, lutarei pela LIBERDADE DE IMPRENSA.
Fonte: ViVerdeNovo

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Entre Mensaleiros e Corruptos em Geral, Salvam-se os do PT

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O governador ora encarcerado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, personifica o que há de pior na política brasileira, e não é de hoje. Sabe-se, desde que ordenou a violação do painel eletrônico do Senado Federal, em 2001, que ali está um político useiro e vezeiro da corrupção, demagogia, descaso e outros vícios mais, todos bem conhecidos de um povo permanentemente indignado.
Outros vícios, os do processo eleitoral em nosso país, explicam o fato de ter sido o deputado federal mais votado do DF em 2002, e depois, em 2006, eleito no primeiro turno para governar Brasília. Sua prisão é justa, e sua submissão ao opróbrio público pelos meios de comunicação tem dimensão diretamente proporcional à desfaçatez dos atos nos quais foi flagrado. Em bilhete “a amigos” divulgado pela imprensa no mesmo dia em que foi em cana, entretanto, Arruda escreveu algumas verdades que tendem a ser relegadas a segundo plano em função do punho de onde provêm, mas não deveriam.
Ele diz que “nos momentos mais graves da vida brasileira, como o impeachment de Collor, e mais recentemente a crise do mensalão do PT ou do governo do Rio Grande do Sul, não se viu medidas judiciais coercitivas dessa gravidade”. Substituindo a expressão “medidas judiciais coercitivas dessa gravidade” — exagero que denota algum tipo de injustiça que se estaria praticando contra o signatário – por algo como “tamanho empenho em prol do esclarecimento dos fatos e punição dos responsáveis”, teremos assim uma verdade absolutamente inconveniente para muitos políticos, grupos, partidos e que tais que circulam por Brasília e outros pólos de poder.
Em suma, pode-se dizer que Arruda está neste momento no lugar certo, na cadeia, mas seria apropriado, inteligente e fundamental que o povo brasileiro não se deixasse iludir, fazendo ecoar a pergunta certa: por que o PT não é destinatário do mesmo justo e correto rigor, ou pelo menos de um rigor semelhante?
A impunidade que se seguiu ao escândalo do mensalão do PT, mencionado por Arruda, é apenas a lembrança mais imediata, e a mais indigesta, tendo em vista que Palocci e Dirceu não foram para o xadrez, mas sim para a articulação política de bastidores do partido que há sete anos comanda o país. Outros casos de alta corrupção e até de assassinatos nos quais o nome do PT está envolvido direta ou indiretamente, entretanto, permanecem pendentes de investigações mais aprofundadas e responsabilizações penais dos culpados.
No último dia 20 de janeiro, por exemplo, a família do ex-prefeito petista de Santo André morto de forma brutal há oito anos, Celso Daniel, divulgou mais uma carta pública pedindo o esclarecimento do crime e ironizando com muita perspicácia o Plano Nacional de Direitos Humanos anunciado recentemente pelo governo:
Acreditamos que um país que através de seu governo e de suas instituições não se mostra capaz de impedir mortes como a de Celso, de Toninho do PT e de tantos outros, e incapaz de desvendá-las, de julgar e punir seus verdadeiros assassinos, tem um longo caminho a percorrer antes de se arvorar um país dos direitos humanos”.
Para ilustrar a notícia sobre a carta da família de Celso Daniel, o jornal ABC Repórter publicou uma charge na qual o presidente Lula, vestido de rapper, diz: “Aí ó!… Não é direitos humanos, é direito pros manos… do PT, tá ligado?”.
Voltando às suspeições mais recentes, o PT foi descaradamente deixado de fora do relatório final da operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, que investigou as, digamos, relações inadequadas entre empreiteiras, partidos políticos e a administração pública. Poucos meses depois, o governo lançou um “plano anticorrupção” prometendo até extinguir empresas que tentarem corromper funcionários públicos e membros do governo, mas ao mesmo tempo quer deixar o tema “corrupção” de fora dos debates em torno do próximo processo eleitoral, do mesmo jeito que se esmera para deixar seus grão-duques longe da mira da polícia, do Ministério Público e dos tribunais. Dois dias antes de Arruda ir preso, o ex-ministro da Justiça Tarso Genro deu uma entrevista dizendo, literalmente, que “corrupção não é tema para campanha”. Tarso é o candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul.
Ao fundamentar seu decreto de prisão preventiva para José Roberto Arruda, o ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, caprichou na oratória:
A desfaçatez e a desinibição dos agentes de infração penal no uso indevido da coisa pública reclamam decisão proporcional do Poder Judiciário. Cabe ao Judiciário assegurar efetivamente a ordem pública, paralisando a atuação ilícita deste grupo criminoso e prevenindo a ocorrência de outros crimes que venham a praticar”.
E mais:
Na República, o direito penal exerce o importante papel de zelar pelo bom trato da coisa pública, que inclui o patrimônio, a moralidade e a confiança do público na destinação correta que será dada aos bens públicos, sem desvio e sem apropriação ilícita”.
Cabe aqui a ideia muito usada de imaginar um marciano que chega à Terra sem saber de nada a nosso respeito. Caso esse marciano lesse a brava justificativa do doutor Gonçalves, acreditaria, coitado, que nesse imenso país ao sul do Equador todos os corruptos, da situação ou da oposição, são punidos de maneira sistemática e exemplar.
Escrito por: Fabíola Leon
indicado pelo leitor Aurélio A. H.
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Sobre a Cunha Cravada

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Mesmo na Reserva Remunerada não consigo livrar-me das amarras da educação militar e continuo tratando a todos com muito respeito. Alguns superiores dispensam-me das formalidades, mas não quero, prefiro assim. Acho que é por isso que, quando algum assunto polêmico atinge as Forças Armadas, particularmente o Exército, aguardo sempre que um militar de patente superior à minha manifeste-se sobre o assunto. Só depois, exerço a minha prerrogativa de escrever sobre aquilo, tentando levar a minha participação aos debates. Minha lista é pequena, porém, algumas pessoas dela têm raio de ação muito maior. Assim, sei que o que eu escrever poderá ter boa difusão. 
Muito usada desde a antiguidade, creio ser a “cunha” uma das primeiras ferramentas empregadas pelo homem. A imagem que me vem à mente sobre uma cunha é a de uma peça de metal resistente usada pelos madeireiros quando querem derrubar árvores frondosas cujo diâmetro desafie a operacionalidade do machado. 
Grosso modo, a cunha tem um perfil triangular e, a partir de seu lado mais delgado, vai-se a empurrando, à força e pacientemente, em direção ao cerne da árvore que se quer derrubar, de modo que esta se vai inclinando, até atingir um ponto de ruptura que leva o tronco ao solo. Conforme a natureza da madeira de que seja constituído o tronco esse se quebra rápido ou vai-se lascando longitudinalmente. Nesse caso, de uma forma tal que inviabiliza seu melhor aproveitamento futuro. Mas o tronco cai. É com essa imagem da cunha que vejo as seguidas investidas contra a coesão da Instituição Exército feitas por alguns vetores de comunicação social, pessoas com acesso a espaços na Imprensa e, até mesmo, por alguns militares, que, involuntariamente, colaboram com aqueles, na tarefa de dissociar o Exército que consideram “de ontem” do Exército que dizem ser o “de hoje”. Esse tipo de manifestação não é novo e, as mais recentes, eu as li associadas às questões sobre a busca de ossadas de guerrilheiros na região do Araguaia e, agora, com as discussões sobre a “revisão” unilateral da Lei de Anistia. 
A Internet, que já foi comparada a uma praça pública para efeito de divulgação de opiniões, permitiu-me o acesso a coisas como as que transcrevo: 
— de um suposto oficial do Exército da ativa, portanto, cometendo transgressão disciplinar, externando sua indignação por algumas pessoas terem-se manifestado contrárias ao emprego do Exército na mais recente operação de buscas no Araguaia, da qual ele participava .. "Concordo que este ponto da história deva ser sepultado, .... Ninguém está querendo endeusar ninguém, e todos sabem dos erros que foram cometidos no passado. Mas não julguem o presente Exército pelo passado Exército, pelos passados líderes, comandantes, chefes...” — De um oficial da ativa, do posto de Tenente, ótimo profissional e prestes a fazer um curso de aperfeiçoamento... 
"já passei em dois concursos públicos, mas não fui chamado. Vou continuar fazendo, pois, numa dessas eu dou sorte e alguém me chama." Assim, o jovem oficial deixa clara a sua mínima vocação e uma preocupação em ser chamado para um emprego que lhe permita obter melhores vencimentos. É a cunha, agindo sobre o que o Exército tem de mais valioso: os seus recursos humanos, expelindo da Força grandes talentos, e tornando “barnabés” os que ficam, proletarizando-os. Assim, surge o militar-massa (de manobra, é claro). Sobre os casos veiculados pela Imprensa, deixo de citar outros por que sei que os senhores são muito bem informados. Destaco tão somente um, mais recente, em que uma jornalista, defendendo o ponto de vista a favor da revisão da Lei de Anistia, de modo a levar a julgamento algumas pessoas, não todas, entre elas só os militares, assim se referiu ao Exército: “... o Exército de hoje não está disposto a contrariar a sociedade, deixando de permitir o julgamento de senhores septuagenários que cometeram aqueles atos quando os atuais militares não eram nem nascidos ...”. Viu só? Isso é a cunha a que me referi. Dentre as formas escolhidas para enfraquecer a nossa Instituição foi cravar nela uma cunha (será que posso escrever “nossa”? Ou a ferramenta já me atingiu?) e, como se diz militarmente, com paciência, ir “alargando a brecha”, até dissociar o Exército “de ontem” do Exército “de hoje”. Na hipótese, somente na hipótese, de se tomar como realizável tal intento, a Instituição deixaria de ser permanente e poderíamos esperar para o futuro a substituição de nossos patronos, glórias e tradições. Porém, como se diz popularmente: “me poupem”. Eu, se ainda estivesse em escola de formação, certamente preferiria estudar tiro das armas portáteis e progressão no terreno do que “ter noções de direitos humanos”, como se, só por ser militar, eu tivesse a mente de alguma forma pervertida, desmerecendo a educação familiar cristã que recebi na infância e adolescência. 
Porém, quando dava por finalizado este exercício de verborragia, leio nas páginas de um jornal de circulação nacional, um senhor advogado opinando sobre como devem ser formados os militares brasileiros. Ora! Meu senhor! As Forças Armadas no mais das vezes sempre estiveram com seu sistema de ensino léguas à frente do sistema de ensino nacional. Não me julgo nas melhores condições para lhe “jogar na cara” o quanto é avançado o ensino militar brasileiro, pois tenho companheiros especialistas no assunto. Mas adianto-lhe, senhor advogado, que quando estive numa das escolas do Exército havia mais civis realizando cursos ao longo de um ano do que militares propriamente. O que eles buscavam lá? A excelência no ensino, senhor advogado. 
Por isso, por preguiça, patriotismo ou formação (na ordem que se queira) prefiro Caxias, Sampaio e Osório a Prestes, Lamarca e Osvaldão. 
Prefiro relembrar as batalhas dos campos de Tuiuti, na Guerra da Tríplice Aliança, a pensar no episódio em que nos pusemos de joelhos aos pés do prolífico “obispo”, presidente do Paraguai. Prefiro ainda ouvir e cantar o Hino Nacional, corretamente tocado e dentro da lei, mesmo que pela mais “fulêra” das fanfarras, do que ouvir e não poder cantar aquele hino descaracterizado, na voz de belas cantoras “pop”, que, por comodidade, ou “em benefício do evento”, o cantam apenas em sua 1ª parte (quando o conseguem...). Estava quase pronto o meu texto quando estourou a polêmica sobre os homossexuais nas Forças Armadas. Um oficial-general, do mais alto posto da carreira, sendo sabatinado no Congresso Nacional para poder ser Ministro do Superior Tribunal Militar respondeu, de forma precisa, o que se pensa nas Forças. Tenho para mim que mais do que uma sabatina, aquilo era um teste. Um teste para saber se “esse general” era do Exército “de ontem” ou do Exército “de hoje”. Esse é o motivo da grita nacional. Novamente, os advogados insurgiram-se contra uma instituição que tem princípios sólidos, pois sabe-se que há homossexuais e homossexuais. Alguém imagina a falecida Vera Verão (com todo o respeito que ela merecia pelo seu talento e por sua pessoa) ministrando uma sessão de ordem unida para soldados? Sobre os dois sargentos que viviam uma união homossexual em Brasília/DF pouco se ouviu a respeito, mas ambos tinham até apartamento funcional a si regularmente distribuído. Viviam de bem com a Força. Aí então ... resolveram “dar na pinta”, julgando-se acima dos regulamentos militares. Deu no que deu. 
Insisto que tudo isso é como a cunha a que me referi. A desafiá-la, está o material de que é feito o tronco a ser derrubado. Mas estão batendo nela. E forte... E repetidamente... E com oportunidade... Certos setores da sociedade parecem não se lembrar de que a guerra não é democrática e – quando necessário - não se conseguirá transformar cordeiros em leões da noite para o dia. E alguns dos cordeiros desejarão ser leões? Por isso, em meio a tão aparente confusão, minhas palavras de ordem no momento são: “o povo – esclarecido - e os militares unidos Jamais serão vencidos!”. 
Jorge Alberto Forrer Garcia 
Cel R1 (Turma Tiradentes – AMAN 1977) 
COMENTO: mais uma vez aproxima-se a data de 31 de março, ocasião em que, no passado, comemorava-se o aniversário da Contra-Revolução ocorrida em 1964. Como em ocasiões passadas, os "anti-militares" - particularmente os simpatizantes dos maus brasileiros que tentaram fazer do Brasil um satélite da extinta URSS ou da República Democrática Popular da China, lançando mão até mesmo da violência, por eles denominada "luta armada" -, procuram atingir o estamento militar com notícias ou factoides que possam sufocar qualquer referência positiva à data. Como bem escreveu o Cel Forrer a respeito da Instituição Exército, "estão batendo nela. E forte... E repetidamente... E com oportunidade...". Mas não terão êxito. A Instituição, como seus pilares básicos, a disciplina e a hierarquia, "verga mas não quebra"!!!

Maçonaria de Brasília Homenageia General Santa Rosa

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HOMENAGEM AO GENERAL SANTA ROSA
A farda não abafa, no peito do soldado, o cidadão".
Marechal Osório, Senador do Império
e Patrono da Arma de Cavalaria.
por Lucas Francisco Galdeano
O General-de-Exército Maynard Marques SANTA ROSA foi punido com exoneração do cargo de Chefe do Departamento-Geral do Pessoal do Comando do Exército, por haver criticado o Programa Nacional dos Direitos Humanos, aprovado por decreto do Presidente da República — que, segundo suas próprias declarações, assinou sem ler.
O momento merece reflexões. A maioria dos militares da ativa se cala, aceitando pacificamente as teses enfaticamente divulgadas pela propaganda oficial de que “o poder militar deve estar subordinado ao poder civil” e que o militar não pode se pronunciar em assuntos políticos.
O art. 5º da Constituição Federal declara que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: ...
  • IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; ...
  • VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; ...
  • IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.
Não há ressalvas aos incisos apresentados e, portanto, o General não poderia ser punido por haver declarado, por exemplo, que a Comissão da Verdade corria o risco de torna-se uma “Comissão da Calúnia” porque é constituída pelos "mesmos fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o seqüestro de inocentes e o assalto a bancos como meio de combate ao regime, para alcançar o poder".
Não basta concordar com o General. É preciso discutir os motivos de sua punição e questionar se os militares não têm os mesmos direitos dos demais cidadãos e, nesse caso, passam a ser “cidadãos de segunda classe”, o que seria uma aberração. Isso fere os preceitos constitucionais e alguns dos Princípios Básicos da Maçonaria, por nós grifados no próprio caput do citado artigo: liberdade e igualdade.
Outra aberração é a “subordinação dos militares aos civis”, da forma como está sendo interpretada. Os militares devem ser subordinados às leis e aos poderes constituídos, como qualquer outro cidadão. E assim estão. E assim aceitam. Não “subordinados aos civis”, pressupondo que os militares não devem ser instituídos como autoridade pública, em cargos de natureza política.
Nossas homenagens públicas ao General SANTA ROSA e a todos os militares que não aceitam a condição de “cidadãos de segunda classe”.
Lucas Francisco Galdeano é Grão-Mestre Adjunto
do Grande Oriente do Distrito Federal