quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Sopa de Pedra

por Paulo Carvalho Espíndola
Um frade pobre, que andava em peregrinação, chegou a uma casa e, orgulhoso demais para simplesmente pedir comida, pediu aos donos da casa que lhe emprestassem uma panela para ele preparar uma sopa – de pedra... E tirou do seu bornal uma bela pedra lisa e bem lavada. Os donos da casa ficaram curiosos e, de imediato, deixaram entrar o frade para a cozinha e deram-lhe a panela. O frade colocou a panela ao lume só com a pedra, mas logo disse que era preciso temperar a sopa... A dona da casa deu-lhe o sal, mas ele sugeriu que era melhor se fosse um bocado de chouriço ou toucinho. E lá foi o unto para junto da pedra. Então, o frade perguntou se não tinham qualquer coisa para engrossar a sopa, como batatas ou feijão que tivessem restado da refeição anterior... Assim se engrossou a sopa “de pedra”. Juntaram-se couves, cenouras, mais a carne que estava junta com o feijão e, evidentemente, resultou numa excelente sopa.
Comeram juntos a sopa e, no final, o frade retirou cuidadosamente a pedra da panela, lavou-a e voltou a guardá-la no seu bornal... para a sopa seguinte!” (fábula de autor desconhecido).
Há outras versões para essa estória. Em inúmeras delas, comuns no Brasil, o frade é substituído por malandros, principalmente com cargos de mando. 
A cada dia, servem-nos de sopas de pedra feitas por eles.
De repente, fomos surpreendidos com o descalabro de um jovem tenente a oferecer três jovens “inocentes” à sanha de bandidos. A pedra foi o tenente. A sopa foi a desmedida exploração do fato e, até hoje, os bandidos, verdadeiramente os assassinos, não foram levados a julgamento nem pela opinião pública que recebeu a pedra para fazer a sopa. Não excluo desse rol os pais do PAC, o ministro Jobim, o bispo-senador Crivela, o indignado governador Sérgio Cabral e o mais indignado ainda presidente Lula. Com muito retardo, a polícia apresentou “suspeitos” da mortandade e só. O que ficou, no entanto, foi a intoxicação que a sopa trouxe à sociedade e à veneranda instituição Exército Brasileiro. 
O governo, a sua Polícia Federal, o seu ministro da justiça e a própria Justiça movem-se a oferecer-nos, a todo o momento, pedras para fazermos sopa.
O molusco Lula, no Vietnã, acreditou que degustaria o caldo de uma revolução vencida pelo tempo e pelos fatos. Sei lá que temperos ou quais destemperos o levaram a esse despropósito. Coisas de bafômetro, embora ele assegure ter tomado o seu último porre no ano de 1974, na derrota da seleção brasileira para a Holanda, durante uma malfadada copa do mundo. 
Delegados federais com pedras lisas, bandidos de pedras brancas, governo de pedras multicoloridas, mídia de pedras furtivas, todos abarrotam panelas e caldeirões com paios e legumes, para servirem-se de boa sopa, boa sempre pra eles. Depois descartam as pedras que somos nós 
Que barato de sopa, saboreiam certos ícones de telenovelas. Vamos vestir-nos de branco e protestar contra tudo, dizem eles. Balas perdidas ou nem sempre perdidas; não lhes interessa. O importante é a notoriedade de que se valem para ganhar o pó que cheiram no sopé da Providência e de outras bocas poeirentas 
Vivam os perseguidos! Abaixo os opressores! Bradam organizações governamentais e não governamentais para a preparação de uma chorumenta sopa no dia 31 de julho, no Ministério da Justiça.
Com o pomposo mote de "Limites e possibilidades para a responsabilização jurídica dos agentes violadores de direitos humanos durante estado de exceção no Brasil", os fariseus da anistia ampla-geral-e-muito-restrita e os paladinos dos vermelhos direitos humanos esmeram-se nos ingredientes... ufa!. O “chef”, ministro Tarso Genro, usará, para misturar os pertences alucinógenos desse regalo, a colher de pau feita de um pedaço das ruínas do seu trotsquismo. É uma pena que Luiz Eduardo Greenhalg não possa colaborar com nenhuma pitada nesse tempero. Pobrezinho! Já está cozinhando, agora como lingüiça de grosso calibre, no caldeirão do maître Daniel Dantas...
Seria eu inoportuno se perguntasse a Greenhalg (perdoem-me a intimidade com S Exa, posto fora pelas urnas) onde estão as ossadas de humildes camponeses que o ex-defensor dos direitos humanos exumou de pobres jazigos para, espetaculosamente, fazer-nos crer que o saco de ossos eram restos mortais de comunistas mortos no Araguaia? Ainda jazem os exumados desprezivelmente esquecidos em gavetas do IML de Brasília ou já foram devorados por bichos de algum lixão “sanitário”? O Sr é muito eficiente em defender corruptos abastados; nem tanto para ser diligente com direitos de indigentes. Preza o Sr, muito mais, o centavo de um malfeitor de gravatas do que esqueletos de pobres coitados. Nos quintos dos infernos encontrariam, todos, o seu igualitarismo fariseu, acreditaria não fosse eu um cristão. 
Do Oiapoque ao Chuí. De Ponta Seixas às nascentes do Rio Moa. De todo lado surgem sopas. Muitas oficiais, algumas policiais, outras insípidas e inodoras, mas em todas os malandros são os mesmos. Uma coisa, entretanto, me intriga. Por que não fazem sopas de pedra com molusco?
Tolo eu era até fazer uma simples pesquisa no mundo da Internet. Descobri que molusco é um animal que “tem um corpo mole e muitas vezes dividido em cabeça (com os órgãos dos sentidos), um pé muscular e um manto que protege uma parte do corpo e que muitas vezes secreta uma concha.
Fantástico esse molusco!
Corpo mole, pois não é chegado a trabalho. Cabeça prodigiosa, capaz de enganar a tantos por tanto tempo, sem ver nem ouvir nada, poupando os seus sentidos. Pé musculoso, com o qual se agarra ao poder, enquanto secreta um manto que o protege de tudo.
Ressabiado, decidi abolir sopa de molusco da minha dieta, até, quem sabe, que a concha se rompa e um sal sagrado o leve ao caldeirão.
Enquanto isso, vou tomar só caldo de galinha, é claro, junto com uma boa dose de precaução sem álcool, para não ser flagrado nas blitze da lei seca sancionada pelo presidente abstêmio desde 1974.
Todavia, malandros surgem do nada e nós continuamos os mesmos.
Quem sabe o voto nos ensine a tirar leite da pedra.
Ainda assim, cuidado, pois a mesma Internet me ensinou que o risco é grande, pois existem mais de 250.000 espécies de moluscos parecidos com minhocas, que se enterram no solo. Imaginem milhares deles emergindo da terra, após chuparem canaviais pelas raízes?
Cruz, credo!
Fonte: TERNUMA Regional Brasília

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Estado Policial Promovido por Tarso Genro


RAPOSA SERRA DO SOL
Conhecem Tarso Genro, o ministro da Justiça que quer rever a Lei da Anistia para punir apenas aqueles que ele considera seus adversários? Pois bem. Ele é também o chefe da Polícia Federal e comandou pessoalmente a operação para expulsar os arrozeiros da reserva Raposa Serra do Sol, como todos sabem. Sim, são aqueles fazendeiros que ocupam apenas 0,7% da área, onde produzem, anualmente, 152 mil toneladas de arroz, consideradas vitais para o abastecimento da Região Norte do país, segundo o próprio Ministério da Agricultura.
Tarso, fica claro a cada dia, é um perigo para a democracia. Resta evidente que ele se aproveita das licenças concedidas pelo estado de direito para transgredi-lo e para turvar a democracia. Não conhecíamos, até agora, detalhes da ação da PF em Raposa Serra do Sol. Vimos apenas o que publicou uma imprensa notavelmente bem-comportada (com o governo), que já tinha elegido (é o certo no caso, não “eleito’) os seus bandidos e os seus mocinhos. Como é usual no Brasil, quem produz um alfinete que seja corre o risco de ir parar atrás das grades.
Pois bem. Clique na imagem acima para ver o vídeo ou neste endereço. Vocês verão aí índios indignados com a ação cinematográfica da Polícia Federal. Uma indígena pede até a presença de Lula no local para poder comê-lo “assado”. Não faça isso, minha boa silvícola... Se você não quiser ver o vídeo inteiro, essa passagem está entre 2min43s e 3min38s. Outra mulher, também índia, deixa claro que a PF usa como base de operação a “missão” (3min57s-4min35s). A “missão” é um dos aparelhos do Conselho Indigenista Missionário que há na região, financiado por ONGs e ligado à CIR — Conselho Indígena de Roraima, entidade que recebe dinheiro, entre outros, da Fundação Ford e que representa a minoria dos índios locais. Adiante.
Até aí, nenhuma novidade. Vale a pena ver o vídeo todo para ressaltar o ridículo de Tarso Genro e de seus homens de preto. Mas uma passagem, em especial, merece ser apreciada: a invasão da Fazenda Canadá, a partir de 6min31s. Os agentes chegam, e se trava, então, o seguinte diálogo:
PROPRIETARIO – Tem mandado judicial?
POLICIAL – Negativo.
PROPRIETÁRIO – Não tem mandado judicial?
POLICIAL – Não temos mandado judicial.
PROPRIETÁRIO – Então eu não vou permitir vocês entrarem sem mandado judicial.
POLICIAL – Então nós vamos entrar à força.
PROPRIETÁRIO – Perfeitamente.
POLICIAL – Como está sendo feito em outras propriedades também.
SEGUNDO POLICIAL – O sr. pode esclarecer como o sr. vai resistir a isso?
PROPRIETÁRIO – Posso, posso, eu vou resistir...
SEGUNDO POLICIAL – Como?
PROPRIETÁRIO – Eu vou resistir dentro da legalidade, na Justiça.
SEGUNDO POLICIAL – O sr. vai resistir de alguma outra forma?
PROPRIETÁRIO – Eu vou resistir dentro da legalidade, na Justiça.
SEGUNDO POLICIAL – Ok. Tudo bem.
E os meganhas cortam o cadeado e invadem a fazenda. Sem mandado judicial.
O diálogo acima é por demais eloqüente. Dispensa grandes considerações Observem, se vocês quiserem um motivo adicional para indignação, que, mesmo depois de o proprietário ter deixado claro que vai resistir na Justiça, há uma espécie de provocação, tentando induzi-lo a dizer algo que caracterize resistência ativa à ação policial — o que, certamente, levaria a PF a fazer o que fez com outro fazendeiro: meter-lhe algemas nos braços.
Este é o estado policial de Tarso Genro, o trotskista surtado. Como vocês bem sabem, a questão tramitava e tramita na Justiça, e os agentes federais jamais poderiam ter invadido uma propriedade sem mandado judicial. Como? “Não é propriedade”? “É tudo dos índios”? A questão, reitero, está sub judice. É mais um abuso de autoridade patrocinado pelo ministro da Justiça.
Fonte: Reinaldo Azevedo - 04 Ago 2008

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

La Masacre de Ramallo y la Valija de Carlitos Menem

NUEVOS INDICIOS QUE REFRENDAN INVESTIGACIÓN DE TRIBUNA
por Christian Sanz
El 17 de septiembre de 1999, se dio un episodio político-policial denominado "masacre de Ramallo", a través del cual tres ladrones ingresaron a la sucursal del Banco Nación de esa localidad con la supuesta intención de robar el tesoro. En medio de un descuido, una testigo presencial llamó a la policía y se produjo lo inesperado: los malvivientes tomaron a seis rehenes y comenzaron una ardua negociación con el objetivo de obtener lo que buscaban a cambio de liberarlos. Se dijo entonces que en el banco había unos $ 30.000 - junto a poco más de $ 100.000 en el tesoro - y que los ladrones solicitaban llave y clave para abrirlo. Se dijo también que además del dinero buscaban unos documentos guardados en la bóveda, real motivo de la toma del banco.
Las negociaciones entre los malvivientes y la policía nunca avanzaron y, a partir las 21 horas, los ladrones comenzaron a dejar salir a algunos rehenes. Horas más tarde, mientras Martín Saldaña conversaba con el mediador, sus cómplices salieron con los dos que quedaban en un automóvil Volkswagen Polo propiedad del gerente del banco, Carlos Cháves. A su lado iba uno de los ladrones llevando como escudo humano, sobre sus piernas, a su esposa Flora Lacave. Atrás iba otro asaltante, Carlos Martínez, y el contador del banco Carlos Santillán, también como escudo humano.
Al salir el auto con los dos ladrones y los tres rehenes de "escudo", muchos de los policías que rodeaban el banco abrieron fuego y en pocos segundos se desató una de las peores masacres que se hayan visto: hubo 170 disparos, 46 de los cuales impactaron en el auto, los rehenes y los ladrones. Cháves y Santillán murieron en el acto, mientras que Flora Lacave y Carlos Martínez se salvaron.
Martín Saldaña, el ladrón que se había quedado dentro del banco fue detenido y al día siguiente fue encontrado ahorcado en una celda de la comisaría 2 de Villa Ramallo. Se dijo que se había colgado usando el forro de un colchón sin que nadie se explicara cómo pudo hacer para arrancarlo (1).
Pronto se sabría que los tres delincuentes habían actuado con la complicidad de la policía. Por caso, Saldaña había participado con anterioridad en otros hechos criminales en los que también aparecía la sombra de policías y ex policías. No por casualidad, entre sus ropas se encontró un plano detallado del interior de la sucursal del Banco Nación.
La "conexión policial" que encubrió a los asaltantes de Ramallo fue parte de una banda que contó con apoyo de policías de Zárate-Campana y de La Plata, en cuya cúpula se encontrarían oficiales de alta graduación. Esto explicaría por qué durante la crisis hubo dos negociaciones paralelas: una oficial y una segunda secreta, de la cual aún no se conocen los detalles. Recordemos que la policía nunca cortó las cuatro líneas telefónicas del banco y sólo intervino tres de ellas, dejando sintomáticamente una libre.
Lo que no se cuenta
En enero de 2000, a un mes de sucedido la masacre de Ramallo, quien escribe estas líneas denunció por televisión que en una de las bóvedas del Banco Nación de Ramallo se encontraba el contenido de una valija que llevaba Carlos Menem Jr. el día que murió estrellado en su helicóptero. Fue el 15 de marzo de 1995, cuando viajaba de Buenos Aires a Rosario para competir en una carrera automovilística, en el sospechoso marco del abandono de su propia custodia.
Según el libro Maten al hijo del Presidente (2), escrito por este periodista, la valija que portaba el hijo del ex presidente Menem contenía papeles con denuncias que comprometían al círculo político más importante del menemismo y los detalles de la "colaboración" entre Argentina y Siria en temas de narcotráfico. La mera mención de ese portafolios - que desapareció por completo el día que murió Carlitos - trajo sendos dolores de cabezas a más de uno. Así se cuenta en el libro referido:
"Hugo Sánchez Trotta, un hombre que en ese momento se encontraba privado de su libertad, había prometido que ni bien saliera de la cárcel iba a ir a declarar y aportar información acerca del destino de la valija y sobre las investigaciones que Carlos Menem Jr. llevaba sobre temas de narcotráfico. Dos días después de salir en libertad y antes de poder decir nada, fue acribillado a balazos por la policía.
Él aseguraba a quien quisiera escuchar que la persona que se llevó el maletín, al poco tiempo pudo verse con diversos vehículos y propiedades. Aparentemente obtenidos gracias a la recompensa por haber hecho desaparecer la prueba.
Para poder profundizar los dichos de Hugo Sánchez Trota, el juez llamó a declarar a su hermano, Antonio Emilio, quien el 25 de febrero de 1997 declaró que lo poco que sabía era a través de su hermano fallecido. Que creía 'que a Carlitos lo mataron por que molestaba al narcotráfico (.) y lo dejaron morir como a un perro'. A poco de declarar y en situación totalmente sospechosa, Antonio Sánchez Trota también fue asesinado.
(...) 'La valija se la llevó un tal Comisario Silva, muy conocido en Ramallo', me aseguró alguien que no quiso que grabe su testimonio. (...) Al mismo tiempo, ni bien se produjo la caída del helicóptero, Emir Yoma le había pedido a Lucho Pineda que entrara cuanto antes al departamento de Carlitos y retirara el contenido de la caja fuerte que estaba al lado de la cama: 'Sacá todo y avisame sin que se entere Zulema', ordenó desde San Nicolás".
Prosigue el mismo libro en otra de sus partes:
"Mientras pensaba en lo increíble que eran los datos que le daban vuelta por la cabeza, Carlitos dudaba una y otra vez acerca de la posible participación de su propio padre en tan sucios negocios. No podía ser que alguien a quien creía conocer tanto, le fuera tan ajeno en algunos aspectos.
De todas maneras, pensaba que cuando estuviera más tranquilo iba a analizar más detenidamente la información que llevaba en el portafolios. Le era difícil entender la relación entre armas y drogas en un país tan alejado de medio oriente. No podía ser que esos 'negocios' hubieran penetrado de tal manera en los estratos más profundos de toda voluntad política".
Precisamente esa valija es la que se quiso sacar del banco, posiblemente para presionar electoralmente a algún candidato específico. No hay que perder de vista dos temas importantísimos: uno, que el hecho se produjera en pleno período electoral y; dos, el sospechoso nerviosismo demostrado por el inepto juez Carlos Villafuerte Ruzzo, el mismo magistrado que llevó adelante la investigación por la muerte del hijo de Carlos Menem (3).
Investigación refrendadaHace un par de semanas, la investigación hecha por este cronista fue refrendada por uno de los delincuentes que sobrevivió a la masacre de Ramallo. Un programa de televisión llamado Informe Central entrevistó a Norberto Céspedes, quien acusó al ex jefe de calle de Colón, Miguel Canario Paolini de "encargar" el robo de una "documentación relacionada con la muerte de Carlos Menem Junior que habría estado en la bóveda del Banco Nación de Ramallo".
Céspedes, que estuvo en su momento acusado de aportar los teléfonos celulares a la banda que actúo en el copamiento del Banco de Ramallo, hizo confeccionar un acta ante su abogada cuando comenzó el juicio oral, donde hizo constar una serie de apremios que había sufrido en la Unidad Penal 3 de San Nicolás. En sus declaraciones televisivas, Céspedes argumentó que en varias cárceles lo habían torturado para que revelara donde estaba el sobre y el video, sacado del Banco Nación de Ramallo.
Es dable mencionar que en el año 2002, el periódico Colón Doce anticipó los mismos nombres que mencionó Céspedes: "el juicio que se realizó en la Cámara Federal de Rosario por el copamiento del Banco Nación de Villa Ramallo había dado un vuelco cuando el imputado Carlos Martínez reveló finalmente los nombres de dos policías que habrían entregado el atraco: dijo que el oficial del Comando de Patrullas de San Nicolás, oficial Miguel Canario Paolini, y el comisario Juan Carlos Maldonado aportaron a la banda un handy conectado a la frecuencia de la fuerza y el plano del Banco."
Hace unos días, este cronista entrevistó a Ana Herren, abogada de Zulema Yoma - madre de Carlitos Menem -, quien admitió: "cuando yo entré a la bóveda del Banco no había nada, ni siquiera plata. Lo que no puede ser cierto es que el policía de calle de Colón sea uno de los que armó la masacre. En realidad fue el ex juez Federal (Osvaldo) Lorenzo, que en ese momento era Ministro de Seguridad de la Provincia.
Zulema tenía datos de que Villafuerte había depositado documentación de la causa en el Banco de Ramallo. Se pensaba que era el primer video que se había obtenido y que nunca más apareció. El día de Ramallo yo recibí un fax en el estudio de entonces, en la Calle Viamonte en el que me decían que había una caja de Adidas que dentro contenía documentación que probaba el atentado. Por eso fuimos con Zulema y entremos al Banco.
¿Qué había en el maletín? Nunca nadie lo investigó. ¿Lograron restituir el reloj que se llevó el primer motociclista y no lograron restituir el maletín?".
El destacado perito Roberto Locles intenta responder la pregunta de Herren respecto al contenido de la valija: "en el viaje final con su avión, Carlitos Menem aterrizó en el aeródromo de Don Torcuato, donde una mujer joven y rubia, le entregó un sobre lacrado con pruebas del tráfico de armas que se estaba llevando adelante en nuestro país. Cuando el avión se precipitó a tierra cerca de Ramallo, un motociclista que llegó primero al sitio de la tragedia, tomó el portafolio con el sobre lacrado y un video en VHF. Los elementos habrían quedado depositados en el Banco Nación de Ramallo".
Concluyendo

El reciente testimonio de Norberto Céspedes es fundamental a la hora de entender qué es lo que sucedió esa gris jornada de septiembre de 1999 en Ramallo. Se ha demostrado sobradamente que la masacre fue un operativo policial para encubrir la participación policial en la planificación y montaje del frustrado asalto. Luego se ha demostrado que existió un operativo político-judicial para encubrir el mismo hecho. Nada parece haber quedado librado al azar a lo largo del tiempo.
La muerte del hijo del presidente Menem jamás fue esclarecida (4), el contenido de la valija nunca apareció y la masacre de Ramallo fue muy mal investigada.
Todos los ingredientes que se necesitan para armar un oportuno cerco de impunidad.
Christian Sanz
(1) Este dato fue desmentido por un peritaje solicitado por la querella y el fiscal de San Nicolás, Vicente Botteri. En él se revela que Saldaña fue golpeado en la cabeza, quedó inconsciente y luego fue ahorcado con un nudo de gran complejidad. El informe fue elaborado por la Asesoría Pericial de la Suprema Corte de Justicia bonaerense.
(3) La cantidad de desaciertos en el manejo de ese expediente, produjo innumerables quejas contra el juez y el pedido de juicio político a través del Consejo de la Magistratura.
(4) A las pocas horas del día en que ocurrió la "toma" del Banco Nación de Ramallo, Zulema Yoma - madre del fallecido Carlitos - viajó inmediatamente - junto a su entonces abogada - al lugar de hecho, luego de que un fax "anónimo" le advirtiera que la operación se había armado para "robar" la valija de su hijo. Quien escribe estas líneas fue testigo directo de lo sucedido.
Buenos Aires - Argentina
info@PeriodicoTribuna.com.ar

domingo, 3 de agosto de 2008

Os Coletes Multicoloridos de Carlos Minc

Está explicado por que o atual ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc Baumfeld, costuma vestir coletes multicoloridos.
Como diria o esquartejador, “vamos por partes”.
Nos anos da matraca comunista, quando era comum terroristas brasileiros explodirem guaritas com militar dentro - caso do soldado do Exército Mário Kozel Filho, em São Paulo -, Carlos Minc pertenceu ao grupo terrorista Comando de Libertação Nacional (Colina). No dia 31 de março de 1969, Minc comemorou os cinco anos da Revolução assaltando o Banco Andrade Arnaud, no Rio de Janeiro, juntamente com Fausto Machado Freire e outros comparsas, ocasião em que foram afanados Cr$ 45 milhões (quarenta e cinco milhões de cruzeiros) e fuzilado o comerciante Manoel da Silva Dutra.
Em sua vida de assaltante, Minc era um sujeito muito ativo. No dia 18 de julho de 1969, 13 terroristas da VAR-Palmares, inclusive Minc, liderados por Juarez Guimarães Brito, todos disfarçados de policiais, assaltaram em Santa Tereza, no Rio, a mansão de Anna Benchimol Capriglione, amante de Adhemar de Barros. Na ocasião, o assalto rendeu a fortuna de US$ 2.864.000,00 (dois milhões e oitocentos e sessenta e quatro mil dólares), dos quais 1 milhão deve ter ido para o governo da Argélia, que apoiava na época os terroristas brasileiros. É por isso que Minc chegou a utilizar até três codinomes para perpetrar os atos que hoje não ousa confessar em público, nem a imprensa escreve a respeito: “Jair”, “José” e “Orlando”.
Nos anos de 1970 e 71, Carlos Minc foi fazer curso de escoteiro em Cuba, para aprimorar suas habilidades ambientalistas, como prática de tiro ao pato e fabricação de coquetéis de diversos paladares...
A propósito: Dilma Rousseff, atual guerrilheira-chefe da Casa Civil, que atendia pelo codinome de “Estela” na VAR-Palmares, também deve ter participado do assalto ao cofre de 200 Kg de Adhemar, pelo menos no planejamento da “grande ação”. É por isso que ela é chamada por Lula de “mãe do PAC”: Plano de Assalto ao Cofre, de Adhemar...
Hoje, Carlos Minc anda muito preocupado. E não é com o vazamento radioativo de Angra III, que começará a ser construído em setembro. Tem medo de ser metralhado por alguém que, nos anos sessenta, se sentiu prejudicado pelos assaltos que praticou e pela morte do comerciante. Daí sua mania de vestir coletes ambientalistas multicoloridos, todos devidamente fabricados à prova de bala.
Quem é o fabricante dos coletes? Ora, a Lubeca. Pergunte ao Greenhalgh se não é verdade... ou então à Erundina...
Félix Maier é escritor e publicou o livro 
"Egito - uma viagem ao berço de nossa civilização"
pela Editora Thesaurus, Brasília.

Fonte:  Midia Sem Mascara
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Democracia? Onde? Quando? Como?

por Arlindo Montenegro
Especialmente na cidade grega de Atenas, berço das idéias filosóficas, desenvolveu-se o sistema de governo com a participação do povo. Mulheres, estrangeiros, escravos e crianças estavam fora dos debates e decisões políticas. Navegações, mercado, contatos humanos, disseminaram a idéia que vicejou vigorosamente no mundo cristão.
Impérios absolutistas e monarquias foram substituídas por governos republicanos. Guerras e mudanças no mapa do mundo mudaram o traçado das fronteiras. Chegamos aos dias atuais, com o universo de nações mais povoadas, interesses e relações complexas, tecnologias e conhecimentos novos disponíveis e o exercício da democracia sofrendo duras restrições, aqui e acolá.
Nos dias em que vivemos, a maioria dos países promove e desenvolve os ideais democráticos, adaptando várias formas de governo e organização do estado. Ao povo interessa a defesa de liberdades que asseguram direitos democráticos. Mas, da parte dos governantes, sente-se uma tendência de controle populacional. O Estado é cada dia mais sensível diante dos instrumentos de vigilância e cobrança da população. Os governantes, cada vez menos tolerantes manobram para eliminar direitos inalienáveis como: livre expressão, privacidade, propriedade. Direitos humanos cassados pelas revoluções comunistas e por ditaduras totalitárias nazi fascistas.
No começo foi o exercício da democracia direta. Como as cidades gregas eram menores e menos populosas que as cidades atuais, o povo se reunia numa assembléia em lugar público e decidia diretamente sobre os assuntos políticos. Não havia representantes intermediários – deputados, vereadores – na democracia direta.
Seria muito interessante e econômico, com ajuda da informática, experimentar esta forma de decisão sobre prioridades em municípios menores. Com economia substancial – sem Vereadores - e certamente com resultados mais animadores e realmente produtivos. Consultas diretas, plebiscitos ou mesmo pesquisas ampliadas circunscritas às necessidades de um bairro, seriam ferramentas disponíveis.
Onde se exerce a democracia indireta, entram os representantes eleitos através do voto. São os intermediários entre os governantes e a população. Os que deveriam fazer as Leis e vigiar os atos do governo, aprovando as políticas de interesse consensual, para o bem de todos. O que é diferente de legislar para bem dos próprios interesses ou de oligarcas ou de partidos em particular. Ou aprovar todas as iniciativas do governo, mesmo aquelas que ignoram de modo flagrante a Constituição, as Leis.
Entre nós, a democracia é tão indireta que nem conhecemos de perto os nossos representantes. Eles aparecem na tv nos anos eleitorais, promovem um churrasco ali ou acolá, visitam uma creche e se deixam fotografar ao lado de uma criança, tomam cafezinho ou pinga na padaria de um bar periférico, prometem mundos e fundos em clips televisivos feitos com palavras escolhidas e mensagens persuasivas. Depois somem. Vão descansar da estafante campanha. Entram em cena as tais pesquisas – indicando e induzindo, por antecedência, a vitória de A ou B.
Ato seguinte, somos obrigados a votar, numa escola, passando por corredores com sujeira da propaganda dos “santinhos” de última hora. Diante de uma maquininha, apertamos as teclas indicadoras dos “escolhidos” com a sensação de estar sendo enganados, ou de estar comprando frutos passados num fim de feira. Os que ainda têm acesso a alguma informação fora da mídia e da fala oficial, sabem que votaram, mas não sabem em quem votaram.
As maquininhas podem e têm desviado votos de um para outro candidato. Quem quiser detalhes é só ler atentamente o conteúdo do endereço eletrônico do Brunazo. Quem for lá pode baixar o livrinho grátis, “Fraudes e Defesas”, disponível na página. Ou visitar as janelas que falam da reação popular a esta forma de burla eleitoral nos EUA, na Bélgica e em toda a Europa.
No endereço estão relatos sobre as fraudes constatadas no Brasil – Bahia, São Paulo, Goiás – e que não tiveram solução em todas as eleições. Não se sabe porque os Tribunais Eleitorais aceitam, candidatos com contas a acertar com a Justiça e aceitam a inscrição até de traficantes conhecidos, como se a Democracia comportasse a representação de suspeitos e bandidos e não dos melhores cidadãos.
O ser humano luta para superar as forças contrárias à sobrevivência. Os governantes totalitários, paternalistas, oligarcas, os poderosos de todos matizes ideológicos ou não, lutam para controlar as populações, utilizando a propaganda e as leis anticonstitucionais – ou não – para barrar o direito de livre expressão do pensamento, o direito de reunião e manifestações públicas, o direito de associar-se. Restringem o acesso à educação, à saúde e perpetuam o estado de insegurança para reprimir mais ainda com a utilização de forças policiais.
A segurança do cidadão, como a segurança da nação (fronteiras, minerais, atuação livre de piratas internacionais, abastecimento e rota de narco terroristas) é dever do estado e deve ser cobrada intensivamente dos governantes. Os meios que a democracia disponibiliza para esta cobrança são: a imprensa livre, o debate livre nas escolas, igrejas e instituições, a atuação dos deputados e senadores para chegar ao consenso e exigir a ação do executivo.
O governo, conta com a direção das forças armadas e corpos policiais para a garantia da segurança do território e do cidadão. “O Poder de polícia é o mecanismo de frenagem de que dispõe a Administração Pública, para conter os abusos do direito individual (...) As condições de validade do ato de polícia são as mesmas do ato administrativo comum, ou seja, a competência, a finalidade e a forma, acrescidas da proporcionalidade da sanção e da legalidade dos meios empregados pela Administração” (Hely Lopes Meirelles, “Direito Administrativo Brasileiro”, 6ª ed., p. 104)
Observando o que ocorre em nossas cidades, em nossas fronteiras e mesmo nas dependências do Congresso Nacional e nos palácios pode-se questionar se ainda estão valendo no Brasil alguns direitos, como o direito ao trabalho e à propriedade, freqüentemente desafiados pelo terrorismo do MST, que não existe de fato mas é financiado por verbas públicas. O que prevalece: a Constituição ou as portarias do Incra e decisões de gabinete?
Os partidos socialistas falam de democracia participativa, falam de igualdade, de cidadania ativa, pluralidade e na prática impõem seus projetos de modo violento. Ou será que as votações secretas no Congresso Nacional não ferem o direito dos eleitores de conhecer o que fazem os representantes com a delegação recebida através do voto? Até agora prevalece o direito – individual - dos congressistas que temem revelar seus intentos pessoais aos eleitores. Esta atitude sobrepõe-se ao direito de milhões de eleitores – direito coletivo – que confiaram nas promessas “democráticas” de pessoas, e partidos que negociam seu voto e se relacionam com o terrorismo internacional, incluindo o narco terrorismo das FARC.
O que se pode constatar é que este governo nada tem de democratizante. Atua para restringir cada vez mais liberdades. Aliou-se à oligarquia transnacional e canaliza todos os atos para liquidar o inconsciente coletivo brasileiro através da propaganda agressiva e mentirosa, violando a Constituição, censurando e controlando a peso de ouro a imprensa, legalizando a bandalheira geral. Serve-se das Forças Armadas, das polícias, do Judiciário e domina o Congresso Nacional.
Ativa a censura prévia e a perseguição a Jornalistas, Juízes e demonstra que falar em democracia entre nós é apenas um desvio retórico. A ofensiva pesada dos oligarcas apóia-se no partido do governo e seus satélites colaboradores plantados em todos os setores da vida nacional. Deixo a corrupção na reserva. A ONG “Article 19”, divulgou estudo mostrando que o Brasil é recordista mundial de ações judiciais contra a imprensa e jornalistas em particular. Os maiores grupos de mídia têm quase todos seus profissionais respondendo a processos.
Logo de cara, a Lei de Imprensa diz que "É livre a manifestação do pensamento (...) respondendo cada um, nos termos da lei, pelos abusos que cometer”. Mas não deixa implícito o que é “abuso”, uma definição que o governo atribui sempre contra seus membros, sempre que algum jornalista comprova e expõe os “abusos” e até os “crimes” dos governantes contra a coletividade ou alguém em particular. Normalmente manda prender e apurar os escândalos. A Justiça morosa fica perdida. O caso é tratado como “segredo de justiça” (outra forma de censura para proteger-se contra a opinião pública). Ato seguinte, justificativas, bloqueios, esquecimento.
A censura à livre manifestação do pensamento, que agora atinge também o público que acessa a internet, espalhando vírus em blogs e sites, “grampeando” milhares de telefones, disseminando ameaças através de e-mail, amordaça a imprensa, afasta jornalistas de sua atividade. Mantém a desinformação ou a informação deturpada, enganosa. Trata-se de uma ofensiva científica sistemática de persuasão aplicada a todos os setores da vida nacional.
As liberdades democráticas são cada vez mais limitadas e a população está indefesa diante da máquina do capimunismo adotada pelo partido coletivista que ocupa o estado capitalista. Os ministros indicados do partido do governo e da base aliada aprovaram até uma lei anti-greve para o funcionalismo público. Greves, como guerras e depredações, são manifestações de desprezo aos legítimos interesses da nacionalidade: prejudicam a economia, transtornam a vida produtiva e familiar. Rezando pela cartilha deles, é uma cassação do direito de organização da classe operária.
Salvo raras exceções, via de regra, o Poder Judiciário, guardião das Leis que deveriam traduzir a vontade do povo, atua em consonância com o governo. Segue a política de defesa do estado. A Democracia é uma escolha, um estilo de vida que não pode ser limitada por regras impostas por um partido. Deve ser sim plantada, cultivada, desenvolvida em todas as mentes. Ao estado cabe respeitar a gente que anseia por ter respeitados os direitos humanos.
Cada povo, cada país, abre conscientemente seu próprio caminho, conquista suas formas de expressar de modo civilizado e gentil a convivência social. A convivência democrática é passível de aperfeiçoamento a cada dia, ensejando mais liberdades responsáveis e consentidas entre os atores da vida. Os retrocessos, como os que estamos reconhecendo no Brasil, ensejam sim a luta de classes, ferramenta dos que desejam impor a coletivização, diferente da redução de desigualdades. Necessitamos sim, avançar para construir uma sociedade em que o estado e todos os nacionais cumpram as Leis de modo igual e sem expedientes parciais, unilaterais, benéficos para bandidos.
É dever urgente divulgar e buscar construir a convivência democrática pessoa por pessoa, instituição por instituição, assegurando a livre manifestação do pensamento, de modo aberto e independente, incluindo a internet. Assim poderemos, um dia, chegar ao pleno exercício das liberdades individuais, quando as pessoas serão capazes de beneficiar-se dos recursos do seu trabalho, dos recursos culturais, da educação, da saúde, da segurança e da informação – direitos de todos – que afirmam as instituições legítimas, a independência e soberania de uma nação.
Este é um dever político inalienável, muito mais democrata que eleger governantes, fazer greves ou destruir a propriedade privada. Só assim poderemos superar as disparidades de concentração de renda e acesso aos serviços que o estado deve garantir a todos: educação, saúde, segurança, informação, aplicação de novas tecnologias produtivas, direito ao trabalho, acesso à justiça, avançando na construção da democracia agora, democracia já!
Seja qual for a forma de governo – parlamentarista, representativo, monárquico ou republicano – seja qual for o rótulo, o que importa é que os homens, a sociedade, cada pessoa carregue o propósito objetivo de defender a livre manifestação do pensamento, a eleição legítima dos melhores, a participação ativa, a manifestação política para que se descentralize o poder e se reduza a máquina do estado. Sem esquecer uma justa reforma tributária, uma justa reforma agrária que redistribua a terra e o conhecimento. O resto é conversa pra boi dormir.
Arlindo Montenegro é Apicultor
Fonte: Alerta Total
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Braço da Guerrilha

Revista confirma ligação de Luiz Francisco com as FARC
por Rodrigo Haidar e Daniel Roncaglia
Em 2004, o procurador da República Luiz Francisco de Souza intercalou suas tarefas de combate ao crime com outra atividade. Ele ensinava seus amigos terroristas das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) como despistar investigadores. É o que revela reportagem da revista colombiana Cambio, publicada nesta quinta-feira (31/7).
A revista descreve as fraternais relações entre dirigentes do grupo guerrilheiro colombiano com destacadas figuras do governo federal brasileiro, membros do Legislativo, do Judiciário e com diversas autoridades. Os relatos têm como base mensagens achadas no computador do ex-porta-voz internacional da guerrilha Raúl Reyes, morto em março passado — leia a reportagem. Não há na reportagem mensagens diretas de brasileiros para Reyes. A maioria das correspondências tem como autor o ex-padre Francisco Antonio Cadena Colazzos, conhecido como Padre Medina e que se intitulava porta-voz da guerrilha no Brasil, e Raúl Reyes.
Entre os nomes brasileiros citados pela revista, está o do hoje procurador-regional da República Luiz Francisco de Souza. Ele é mencionado em um extenso e-mail de Cadena Colazzos a Raúl Reyes, datado do dia 22 de agosto de 2004. A mensagem reforça as já conhecidas relações entre Luiz Francisco e o ex-padre. Reportagem da revista Consultor Jurídico, publicada em maio de 2006, mostrou que o procurador interferiu indevidamente na Justiça em favor do padre-guerrilheiro clique aqui para ler.
Na mensagem transcrita pela revista colombiana, Colazzos relata o diálogo que teve com o procurador. Pelo relato, Luiz Francisco aconselha o embaixador das FARC a se proteger das investigações policiais. De acordo com a Cambio, Medina escreveu na mensagem que Luiz Francisco lhe deu o seguinte conselho sobre como se portar caso fosse abordado por autoridades no Brasil: “Ande com uma máquina fotográfica e quando possível com um gravador para o caso de voltar a acontecer de um agente de informação o fotografar e o gravar, tendo o cuidado de não permitir que ele pegue a câmara e o gravador. Que em relação com o sucedido fizemos uma denúncia dirigida a ele, como procurador, para fazê-la chegar ao chefe da Polícia Federal e à Agência Brasileira de Informação”.
O receio de Colazzos de ser perseguido pela polícia tinha motivos concretos. Segundo a revista Veja, em reportagem de 2005, a Agência Brasileira de Inteligência investigou as ligações das FARC com militantes petistas.
Um documento da ABIN sobre as investigações é datado de 25 de abril de 2002, está catalogado com o número 0095/3100 e recebeu a classificação de “secreto”. O arquivo informa que, no dia 13 de abril de 2002, um grupo de militantes de esquerda simpatizantes das FARC promoveu uma reunião em uma chácara nos arredores de Brasília.
Na reunião, que teve a presença de cerca de 30 pessoas e durou mais de seis horas, Medina anunciou que as FARC fariam uma doação de US$ 5 milhões a candidatos petistas. Faltavam então menos de seis meses para a eleição. Um agente da ABIN, infiltrado na reunião, fez um informe a seus chefes.
Defesa das FARC
As relações entre Luiz Francisco e Colazzos no Brasil já eram conhecidas. Reportagem da ConJur mostrou que o procurador interferiu indevidamente em favor do colombiano em meados de 2006, em um episódio que colocou em xeque a autoridade do Supremo Tribunal Federal. Acusado de homicídio na Colômbia, o guerrilheiro foi preso e aguardava na prisão o julgamento do pedido de extradição.
Assim que foi detido no país e recolhido à carceragem da PF em Brasília, o ex-padre entrou com pedido de prisão domiciliar. Ao mesmo tempo, a Polícia Federal informou ao Supremo que não tinha condições para alojar o preso em seu xadrez. Diante da situação, o STF, através dos ministros Carlos Britto e Gilmar Mendes, solicitou que ele fosse alojado no Centro de Internamento e Reeducação do Distrito Federal.
As coisas estavam assim arranjadas, quando o procurador Luiz Francisco de Souza, que nada tinha a ver com o caso, entrou em ação e pediu à Justiça do Distrito Federal que o colombiano fosse devolvido à Polícia Federal. Sem dar ciência ao STF, o pedido foi encampado pelas autoridades interessadas do Distrito Federal — Ministério Público, Polícia Civil e pelo juiz da Vara de Execuções Criminais, Nelson Ferreira Junior.
“O Procurador Regional da República vislumbrando situação prisional supostamente irregular de extraditando resolveu atuar na defesa do extraditando. O aludido pleito encontrou a absurda acolhida do Promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e, o mais grave, de Juiz de Direito da Vara de Execuções Criminais do Distrito Federal”, relata o ministro Gilmar Mendes em seu despacho.
Além de reconhecer o “cenário de patente desrespeito à autoridade e competência deste Tribunal”, o ministro recomenda a “apuração dessa lamentável corrente de afronta a garantias institucionais, perpetrada por agentes manifestamente incompetentes para a prática dos atos adequados para resguardar a autoridade desta Corte e o devido processo extradicional (...)”.
Dois meses depois do episódio, o guerrilheiro colombiano obteve asilo político do governo brasileiro. Diante disso, não restou outra alternativa ao Supremo senão expedir alvará de soltura em seu favor.
Luiz Francisco de Souza foi procurado pela ConJur, por telefone, por volta das 18 horas desta quinta, na Procuradoria Regional da República do Distrito Federal. Não foi encontrado. A assessoria de imprensa informa que ele só poderá dar entrevistas na tarde de sexta-feira (1/8).
Prestigioso juiz
De acordo mensagem publicada pela revista colombiana, não só o procurador teve contatos com as FARC, mas também um desembargador do Rio Grande do Sul. Ele é citado em mensagem escrita durante o processo de paz da Colômbia entre 1998 e 2002 em San Vicente del Caguán. Segundo a revista, “envolvem um prestigioso juiz e um alto ex-oficial das Forças Armadas brasileiras”.
Em mensagem de e-mail de 19 de abril de 2001, um homem chamado Mauricio Malverde informa Reyes: “O juiz Rui Portanova, nosso amigo, nos explicou que queria ir aos acampamentos, receber lições e conhecer a vida das FARC. Ele paga a viagem”. Portonova é desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
Entre os nomes de autoridades citados pela revista colombiana estão o do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, o chefe de gabinete da Presidência da República Gilberto Carvalho, o ministro de Relações Exteriores Celso Amorim, o assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência Marco Aurélio Garcia, o secretário de Direitos Humanos Paulo Vannuchi, entre outros.
Segundo as mensagens transcritas pela revista colombiana, o intermediário entre o então ministro José Dirceu e o porta-voz das FARC era o jornalista Breno Altman. "Breno Altman (dirigente do PT) me disse que vinha da parte do ministro José Dirceu e que, por motivos de segurança, eles tinham combinado que as relações não passarão mais pela Secretaria de Relações Internacionais, mas que serão feitas diretamente através do ministro com a representação de Breno", diz um dos e-mails do padre Medina.
Antes de intermediar as relações do ex-guerrilheiro com o governo petista, Breno Altman já tivera seus 15 minutos de fama revolucionária como porta-voz de uma campanha para libertar os canadenses David Spencer e Christine Lamont e um grupo de companheiros chilenos e argentino, presos no Brasil pelo seqüestro do empresário Abílio Diniz em 1989.
Outro fato que indica relações do ex-padre com o governo Lula é a nomeação da mulher de Medina para um cargo no Ministério da Pesca, cujo titular é Altemir Gregolin. Segundo revelou recentemente o colunista Diogo Mainardi, da Veja, em 29 de dezembro de 2006 Angela Maria Slongo foi nomeada para o cargo de oficial de gabinete II. Quando Angela foi nomeada pelo Palácio do Planalto, Medina estava preso em Brasília.
Um e-mail de 17 de janeiro de 2007, de Medina para Raul Reyes, revelado agora pela revista Cambio, confirma o mimo do governo petista à mulher do padre: "Na segunda-feira, 15, 'a Mona' começou em seu emprego novo, e para assegurá-lo e fechar a passagem da direita que em algum momento resolva molestá-la, colocaram-na na Secretaria de Pesca, trabalhando no que aqui chamam um cargo de confiança ligado à Presidência da República".
Fonte:   Revista Consultor Jurídico, 31 Jul 08
COMENTO: O assunto parece repetitivo mas deve ser explorado em blogs e mensagens eletrônicas pois a grande imprensa, comprada com as verbas de comunicação social do desgoverno federal, não publicará mais nada a respeito. Ou, então, fará como Eliane Cantanhêde na Folha de São Paulo de hoje que escreveu: "os e-mails da guerrilha não provam nada, a não ser que setores do governo Uribe estão doidos para constranger o governo brasileiro". Como se as autoridades colombianas não tivessem mais nada para se preocupar do que "constranger" a canalhada que está afundando o Brasil nessa cópia mal feita da ditadura do proletariado. É uma pena, mas parece que mais uma boa jornalista se vendeu!!!
A PROPÓSITO: Reinaldo Azevedo. em seu blog, escreveu que: "O mais encantador de tudo é que Medina representa no Brasil uma organização que mata; Medina representa no Brasil uma organização que se dedica ao tráfico de drogas; Medina representa no Brasil uma organização que mantém 800 prisioneiros em campos de concentração. E, no entanto:
- as FARC tinham um canal na Secretaria Nacional de Direitos Humanos;
- as FARC tinham um canal no STF;
- as FARC tinham um canal na Casa Civil;
- as FARC tinham um canal na Comissão de Direitos Humanos da Câmara;
- as FARC tinham um canal na Comissão Justiça e Paz.
Órgãos e pessoas supostamente dedicados aos direitos humanos se tornaram parceiros de facínoras, de assassinos, de bandoleiros, de vagabundos que respondem, em parte, pelo caos que o narcotráfico causa na sociedade brasileira, com seus 50 mil mortos por ano.
Só falta às FARC chegar ao jornalismo. Ou não falta mais?"
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Você Prefere a Dita-mole ou a Dita-dura?

"Neste Pais, ladrão não pode mais ser herói"

(Frase dita ontem por um personagem da Novela Pantanal, rodada no começo da década de 90)
por Jorge Serrão
Ironia da História foi os pretensos defensores dos direitos humanos no atual desgoverno verem confirmadas, na mídia colombiana, suas relações perigosas com os narcoterroristas das FARC, no momento exato em que pedem punição rigorosa para os militares que acusam de torturadores no tempo da dita-dura. Tudo acontece no exato momento histórico em que a República Sindicalista estupra a democracia com a “dita-mole”, repleta de corrupção e violações dos direitos civis.
O leitor Velhinho Rabugento, em comentário no post deste Alerta Total, desmontou com argumentos legais e constitucionais as más intenções dos revanchistas pós-64 (que desejam a cabeça dos militares, enquanto fazem acordos diplomáticos e financiam as aventuras de companheiros terroristas da Colômbia). Os parceiros das FARC não terão condições de rasgar a Constituição ou acabar com o Estado Democrático e de Direito. Aliás, como bem provocou o comentarista, cabe indagar: Quais as reais intenções dos revanchistas? É preciso também perguntar: O Supremo Tribunal Federal vai embarcar nessa aventura golpista-revanchista?
O argumento do Velhinho Rabugento encerra a falsa polêmica que os revanchistas insistem em alimentar: "Coisas básicas que o ministro da Justiça deve desconhecer: Lei que cria crime novo não retroage. Lei que extingue crime retroage em benefício do acusado. No Código Penal não existia crime de tortura, somente a partir da Lei 9.455/97. Ainda assim, não é imprescritível como o racismo (art. 5, inciso XLII) e a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado de Direito (art. 5, inciso XLIV). Houvesse um crime de tortura em 1985, teria prescrito em 2005. Para fazer o que o ministro da Justiça intenta, deve-se rasgar a Constituição e, com isso, o ordenamento jurídico. Ou seja, voltar a um regime de exceção. Será preciso alterar leis pétreas da Carta Magna, para se poder alterar princípios jurídicos e seu ordenamento; e a única situação em que tal feito poderia ocorrer nos remete um golpe de Estado!
Ontem, ao empossar o novo chefe do Comando do Nordeste do Exército, general Marius Teixeira Neto, que substituiu o general Jarbas Bueno da Costa, o ministro da Defesa saiu em defesa dos militares e contra a posição do Ministério da Justiça. Nelson Jobim frisou que a polêmica iniciativa de processar militares, já questionada por juristas, é iniciativa do Ministério Público, e não do governo: A questão dos torturadores é problema que está exclusivamente no Poder Judiciário. Não há ação do governo, mas do Ministério Público. Ou seja, é uma ação judicial. Exclusivamente do Judiciário, não do Executivo.
Jobim se referiu aos processos que tramitam na Justiça contra os coronéis Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel, acusados de crimes contra a humanidade por terem chefiado o DOI-Codi do Segundo Exército, em SP, considerado um centro de tortura. Jobim foi mais claro ainda: Uma coisa é a Lei de Anistia, uma legislação que já atendeu seus objetivos. A outra é examinar fatos que estão sendo levantados pelo ministro Tarso Genro. Mas essa é uma questão do Judiciário, uma interpretação da lei. Agora, alteração da lei não pode haver. Porque a lei foi auto-suficiente. Ou seja, já esgotaram os seus efeitos. Já os realizou. Mudar essa legislação seria o mesmo que revogar aquilo que já foi decidido anteriormente, que foi a pacificação nacional".
Em reação à realização da audiência pública no Ministério da Justiça que defendeu a punição para torturadores da ditadura, os clubes Militar, Naval e da Aeronáutica decidiram dar o troco e realizar, no Rio, um evento semelhante. Só que o enfoque será defensivo: a extinção de responsabilidade civil e criminal dos militares que atuaram naquele período. O seminário, que acontecerá na próxima quinta-feira, foi intitulado "Lei de Anistia, alcance e conseqüências".
Os presidentes dos três clubes enviaram convites aos associados para comparecer ao evento, que irá ocorrer no Salão Nobre do Clube Militar. No convite, há uma foto de um comício em favor das Diretas Já, na Praça da Sé, em São Paulo, em 1984. Os palestrantes serão o advogado Waldemar Zveiter, ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça; o jurista Antônio José Ribas Paiva; e o general da reserva Sérgio de Avellar Coutinho, atualmente diretor cultural do Clube Militar.
Enquanto os revanchistas remexem o ódio contra os militares, a revista colombiana “Cambio” compromete o nada santo nome de alguns dos “revisionistas” com os narcoterroristas das FARC. Notícia velha. Até o mais apedeuta dos sujeitos sabia da ligação de grande parte da cúpula bolchevique tupiniquim com os “revolucionários” colombianos. Afinal, todos são “companheiros” no Foro de São Paulo – grupo onde outras ligações perigosas entre políticos pretensamente revolucionários e terroristas e negociantes de armas e drogas são realidade objetiva. Mas a listinha de amigos das FARC, encontrada no computador do falecido "Comandante Raúl Reyes" desnudou o reinado do desgoverno teflon. Os e-mails revelam a importância do Brasil na agenda exterior das FARC.
A revista colombiana revelou o teor de 85 e-mails, entre fevereiro de 1999 e fevereiro de 2008, que circularam entre os personagens 'Tirofijo', 'Raúl Reyes', 'el Mono Jojoy', 'Oliverio Medina' (delegado das FARC no Brasil) e alguns sujeitos identificados como 'Hermes' y 'José Luis'. Nada custa lembrar: Ângela Maria Slongo, a “Mona”, mulher do "padre Medina", representante das FARC no Brasil, foi designada, em janeiro de 2007, para cargo em comissão da Secretaria da Pesca da Presidência da República. O "padre", Camilo, Medina é asilado político. Lula, na ocasião do asilo, deu parabéns ao advogado Ulises Riedel, “pela brilhante defesa em favor do asilo político” dele.
As conversas dos e-mails citam nomes de gente ilustre: José Dirceu (Casa civil), Roberto Amaral (Ciência e Tecnologia), Deputada Erika Kokay (PT), o chefe-de-gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, Relações Exteriores de Lula, Celso Amorim, o assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, o subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano. E tem mais o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi e o assessor presidencial Selvino Heck.
Dois assuntos merecem destaque na reportagem da Cambio. Primeiro que o chefão Lula da Silva, no dia 19 de julho passado, foi comunicado oficialmente sobre o teor dos e-mails no computador de Raúl Reyes. Quem lhe informou tudo, em uma conversa reservada, foi o presidente da Colômbia. Álvaro Uribe advertiu a Lula que as mensagens eletrônicas comprometiam cidadãos e funcionários do governo brasileiro com as FARC. Pelo visto, Lula não deu muita bola para o assunto, que o presidente colombiano manteve em sigilo o máximo que pode.
O segundo fato estarrecedor são revelações sobre apoios financeiros para as FARC. No e-mail de 6 de julho de 2005 ficou registrado no computador de Reyes: “De: 'Cura Camilo' A: 'Raúl Reyes' "Contribuições recebidas no 1ro. semestre de 2005: deputado Paulo Tadeu US$ 833,33. Sindicato da Empresa de Energía de Brasilia US$ 666,66. Corrente Comunista Luis Carlos Prestes US$766,66. Sra. Solene Bomtempo US$ 250,00. Conselheiro Leopoldo Paulino US$ 433,33. Sindicato da Empresa de Águas de Brasilia US$ 33”.
FonteAlerta Total

Quem é Olivério Medina?

Francisco Antonio Cadena Collazos, no comando de várias frentes conformadas por membros das FARC-EP, atacou a base do exército nacional localizada no morro ‘Los Girasoles’, do município de Mesetas, departamento de Meta, Colômbia, em oito de janeiro de 1991, onde foram mortos um oficial e um suboficial das forças militares da Colômbia, e dezessete militares foram seqüestrados. Francisco Antonio Cadena Collazos, também é conhecido como ‘El cura Camilo’, ‘El cura Camilo López’, ‘Pacho’ e ‘Oliverio Medina’. Francisco Antonio Cadena Collazos está no Brasil, como refugiado político, depois de intensa campanha do PT e do governo Lula para que recebesse este benefício, sempre reservado a perseguidos, jamais a bandidos assassinos. É este mesmo Francisco que comprova, com e-mails a Raul Reyes, o profundo envolvimento do PT e do governo Lula com a narcoguerrilha das FARC. Se está mentindo e prejudicando o governo Lula com as suas mentiras, por que não é extraditado e devolvido ao seu país, para que pague pelos seus crimes?
Tecnicamente, se o Brasil não confere às FARC um "reconhecimento político", por qual motivo confere a um dirigente das mesmas FARC o status de "refugiado político"?
Fonte: Coturno Noturno

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Ainda as Ligações das FARC com o Brasil

por Graça Salgueiro
Finalmente começa a vir à tona o envolvimento do Brasil com as FARC. Desde maio deste ano, quando o INTERPOL confirmou em relatório a autenticidade dos documentos encontrados nos computadores de Raúl Reyes, eu fui informada de que havia documentos muito comprometedores do governo brasileiro em poder do FBI e do presidente Uribe mas não comentei porque não tinha em mãos documentos comprobatórios, embora a fonte fosse idônea. Em princípio o presidente Uribe não iria fazer uso dessas informações por questões diplomáticas, considerando as boas relações comerciais entre nossos países – o que pesa muito nas decisões -, inclusive os aviões que deram combate ao acampamento de Raúl Reyes eram os nossos Super Tucanos da Embraer.
Em entrevista concedida ao Estadão domingo passado, o ministro da Defesa colombiana, Juan Manuel Santos, disse: Há uma série de informações de conexões, que entregamos ao governo brasileiro, para que ele possa reagir como considerar mais apropriado. O “dossiê”, cujo conteúdo foi revelado em parte hoje pela revista Cambio, fora entregue a Lula quando em visita àquele país, por ocasião da festa da Independência entre os dias 18 e 20 de julho. Quero destacar a sutileza – e firmeza de postura - de Uribe e de seus principais colaboradores, pois eles sabem perfeitamente bem com quem estão lidando, sabem que o Brasil é o principal signatário do Foro de São Paulo (e conhecem em detalhes o que é e o que faz esta organização), sabem do envolvimento destes com as FARC mas agem como se nada soubessem. Nesta visita de Lula, Uribe consentiu em integrar o Conselho Sul-Americano de Defesa mas não se iludam porque ele avisou que “as decisões têm que ser por consenso” e já demonstrou fartamente que segue as orientações dos SEUS ministros e FFAA. Se algo fugir da esfera comercial, estejam certos de que a Colômbia cai fora.
É importante salientar ainda que a revista “Cambio” pertence ao grupo do jornal “El Tiempo”, que é de propriedade da família do ministro Santos e que, se o material foi publicado (e é matéria de capa desta semana que entra), foi com o seu consentimento. Especulo que isto foi uma “agulhada” para ver se o Brasil toma alguma providência, pois nenhuma medida fora tomada até então, desde o conhecimento do fato há uma semana.
E este foi mais um fato que a mídia brasileira resolveu divulgar, porém, como das outras tantas em que falam de FARC ou Foro de São Paulo, fazem com o espírito de morcego que morde e sopra, fingem bater e apontar o dedo acusador para depois afagar, cúmplices, abjetas, servis. É impressionante como em três jornais que li a informação é rigorosamente igual, sem mudar uma só palavra, dando a impressão de que um (o UOL foi o primeiro a publicar) traduziu algumas coisas do original, foi passado pelo crivo da PTPol e depois liberado para os outros, não sem antes ser higienicamente filtrado. O fato é que, fingindo que informam a relação do Governo, do PT e de figurões governamentais com as FARC, esses jornalecos escondem o principal, o mais revelador. Quem se dispõe a investigar, entretanto, vai descobrir que o dossiê é muitíssimo mais grave do que fingidamente alegou Marco Aurélio Garcia (MAG) quando o menosprezou considerando-o de “irrelevante”.
A revista Cambio teve acesso a 85 e-mails (o que não é pouco) dentre eles alguns do pseudo-padre Oliverio Medina. Esses, que revelam seus planos para conseguir o status de refugiado, quem interferiu no processo e confirma o “arranjo” para abrigar a família em Brasília, a mídia brasileira não revelou. Medina diz viver de “doações de amigos e um pró-labore como secretário do Centro de Estudos Latino-Americanos, numa salinha onde ele e outros três militantes preparam panfletos sobre a história do continente distribuídos a escolas carentes nas cidades-satélite da capital brasileira, segundo reportagem do jornal O Globo de 8 de julho deste ano. Segundo ele, “quem recebe o benefício do refúgio tem que ficar na sombra”, demonstrando uma falsíssima humildade e mudança de comportamento que nunca teve, inclusive porque, enquanto finge estar fazendo um trabalho educativo, está mesmo é doutrinando jovens inexperientes sobre sua maldita ideologia comuno-terrorista. E tudo ali, nas barbas do governo, que cala e consente porque é cúmplice do crime.Vejam o que dizia um dos e-mails dele para Raúl Reyes, em 14 de abril de 2007, gozando já do status de refugiado:
“Devo atuar com cautela para não facilitar ao inimigo argumentos que levem a questionar o refúgio. Nesse sentido, ter conseguido o traslado da ‘Mona’ e da ‘Timbica’ (explico mais adiante quem são) para a capital do país, foi importante. Manterei esse baixo perfil até a neutralização. Obtida esta, terei passaporte brasileiro e a primeira coisa que devo pensar é em ir vê-los. Quer dizer, este terrorista assassino nunca mudou de conduta, como disse ter “abandonado as armas” para conseguir a liberdade perante o CONARE. O texto original desta declaração pode-se ver na página 4.
No início de junho Diogo Mainardi denunciou neste artigo que a mulher de Medina, Angela Maria Slongo, havia sido contratada pela Presidência da República para ocupar um cargo comissionado no Ministério da Pesca, a pedido de Dilma Roussef. Esta apressou-se em desmentir mas, posteriormente, a revista Veja publicou numa matéria cópia do bilhetinho desta terrorista indicando a mulher de Medina para o caso. Agora é o próprio Medina quem confessa, em mensagem encaminhada a Raúl Reyes em 17 de janeiro de 2007, revelado pela revista Cambio; leiam:
“Na segunda-feira 15 a ‘Mona’
(‘Mona’ é a mulher, e ‘Timbica’ é a filha do casal) iniciou seu emprego novo e para assegurá-la ou fechar a passagem à direita caso em algum momento queiram aborrecê-la, então a deixaram na Secretaria de Pesca, trabalhando no que chamam aqui de cargo de confiança ligado à Presidência da República. (Nota original na página 3). Ou seja, diretamente ligada ao sr. da Silva que, certamente, não sabia de nada disso, sequer que dona Slongo é mulher do terrorista das FARC.

E as notas mais cínicas ficam por conta de Gilberto Carvalho, assessor direto do presidente Lula (já observaram que este elemento é citado em tudo quanto é patifaria que vem sendo descoberta?), e do poderoso MAG. As declarações desta dupla são tão cínicas que não resistem a uma pesquisa de menino de primário. Carvalho diz que o Governo tem “zero de relação com as FARC”; MAG diz que seu nome é citado porque “foi ele quem evitou que a narco-guerrilha se aproximasse do governo Lula” e que “as informações falam por si” E eu pergunto: como “evitar” que a narco-guerrilha se aproximasse do governo se ambos são parceiros de quase duas décadas no FSP? Entretanto, não é bem isto que dizem as FARC, muito menos os fatos.
Em e-mail datado de 25 de dezembro de 2006, Medina conta a Raúl Reyes (RR) que mandou cartão de Natal para dois assessores de Lula que são respectivamente Silvino Heck (que foi assessor de Olívio Dutra em Porto Alegre – quando este recebia no Palácio Piratini emissários das FARC – e depois, com o mesmo cargo, quando Dutra passou a ser Ministro das Cidades), e Gilberto Carvalho por terem-no ajudado no processo de refúgio; e em 23 de fevereiro de 2007, também dirigido a RR, Medina diz: É possível que me visite um assessor especial de Lula chamado Silvino Reck, que junto com Gilberto Carvalho foi outro que nos ajudou bastante.
Se estas correspondências não são suficientes para provar o cinismo desta gente, vejam os nomes constantes do corpo editorial da revista do Foro de São Paulo intitulada América Libre e este vídeo feito pela revista Veja, do último Encontro do Foro de São Paulo ocorrido entre 22 e 25 de maio deste ano em Montevidéu, que vocês vão encontrar os nomes e as caras de MAG e Carvalho; na revista, ao lado de Manuel Marulanda “Tirofijo” e no vídeo, aplaudindo a homenagem prestada a este verme feito por outro elemento peçonhento, Daniel Ortega, no encerramento do Encontro.
Pior do que as mentiras e dissimulação desta escória sinistra é a subserviência da mídia (com raríssimas exceções) que toma conhecimento destes fatos e não informa ao público, não revela NADA que possa abalar a credibilidade postiça deste governo de terroristas. Com que moral esta mídia pode falar dos “torturadores da ditadura” e ao mesmo tempo omitir e maquiar a conivência e participação direta do governo com terroristas sanguinários como as FARC? Que moral julga ter esta gente para, fingindo denunciar, encobrir os crimes da aliança FARC-FSP por décadas a fio? Todos tiveram acesso ao documento original da revista Cambio mas omitiram o principal porque têm o rabo preso, porque são covardes e porque pensam que, se ajoelhando e rastejando feito cobras, serão poupados no final. A terra não lhes será leve! E para fechar esta edição, recomendo a leitura do artigo “Como eu dizia”, do filósofo e jornalista Olavo de Carvalho que, ao contrário de seus colegas de profissão, há anos prega no deserto sobre este tema. Como ele diz no artigo, parece que andou “falando para as pedras”, como ocorre com a escriba deste blog.
Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentário e traduções: G. Salgueiro
Fonte: Notalatina
COMENTO: Os destaques de nossa mídia cooptada foram para publicar os "veementes desmentidos" dos cretinos relacionados nas mensagens eletrônicas do "embaixador das FARC". Ninguém reconhece seus laços com os narcoguerrilheiros. Pelo contrário, negam qualquer contato com o marido da funcionária de confiança (não concursada) do Ministério da Pesca. Só não vi desmentido do Brigadeiro Ivan Frota (por ser militar, possivelmente nem foi procurado por jornalistas - qualquer coisa que diga, não tem importância alguma!!). A conclusão a que se pode chegar é a de que Raul Reyes, prevendo sua morte e apreensão de seus computadores, resolveu sacanear nossos insuspeitos políticos, forjando mensagens que os incriminassem.
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Vítimas do Terrorismo - Agostos

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Neste agosto de 2008, reverenciamos a todos os que, em agostos passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus assassinos, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país. Para isso, atentaram contra o Brasil, desprezando os direitos humanos verdadeiros e os princípios realmente democráticos.
A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão:
20/08/69 - José Santa Maria (Gerente de Banco - RJ)
Morto por terroristas que assaltaram o Banco de Crédito Real de Minas Gerais, do qual era gerente.
25/08/69 - Sulamita Campos Leite (Dona de casa - PA)
Parente do terrorista Flávio Augusto Neves Leão Salles.
Morta na residência dos Salles, em Belém, ao detonar, por inadvertência, uma carga de explosivos escondida pelo terrorista.
31/08/69 - Mauro Celso Rodrigues (Soldado PM - MA)
Morto quando procurava impedir a luta entre proprietários e posseiros, incitada por movimentos subversivos.
12/08/70 - Benedito Gomes (Capitão do Exército - SP)
Morto por terroristas, no interior do seu carro, na Estrada Velha de Campinas.
19/08/70 - Vagner Lúcio Vitorino da Silva (Guarda de segurança - RJ)
Morto durante assalto do Grupo Tático Armado da organização terrorista MR8, ao Banco Nacional de Minas Gerais, no bairro de Ramos.
Sônia Maria Ferreira Lima foi quem fez os disparos que o mataram. Participaram, também, dessa ação os terroristas Reinaldo Guarany Simões, Viriato Xavier de Melo Filho e Benjamim de Oliveira Torres Neto, os dois últimos recém chegados do curso em Cuba.
29/08/70 - José Armando Rodrigues (Comerciante - CE)
Proprietário da firma Ibiapaba Comércio Ltda. Após ter sido assaltado em sua loja, foi seqüestrado, barbaramente torturado e morto a tiros por terroristas da ALN. Após seu assassinato seu carro foi lançado num precipício na serra de Ibiapaba, em São Benedito, CE.
Autores: Ex-seminaristas Antônio Espiridião Neto e Waldemar Rodrigues Menezes, (autor dos disparos), José Sales de Oliveira, Carlos Timoschenko Soares de Sales, Francisco William de Montenegro Medeiros, Gilberto Telmo Sidney Marques.
Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.
Texto adaptado de: TERNUMA