terça-feira, 8 de julho de 2008

Flores ou Enxada?

por  Carlos Reis (*)
Desde que o Procurador Gilberto Thums veio a público manifestar-se contra as ações criminosas do MST, pedindo inclusive o seu enquadramento por uma ação civil pública, o mundo lhe caiu em cima. O mundo comunista e seus lobbies fortíssimos, por supuesto. O próprio MST reagiu, ainda clandestino, mas mostrando a cara através dos seus militantes civis, deputados, senadores, padres armados da ideologia de Marx, e até promotores. Pois um dos principais desses defensores do indefensável MST veio à luz. É ele Mauro Renner, Procurador Geral da Justiça do Estado. Mauro Renner, ao que eu sei, jamais moveu uma palha civil pública ou uma ação penal contra o MST. Mas algo em sua consciência o fez reconhecer agora uma incômoda neutralidade politicamente correta, como ele mesmo diz no texto da Zero Hora, talvez em resposta ao que foi dito ao Valor Econômico pelo Procurador Gilberto Thums: “Há poucas pessoas no MP gaúcho dispostas a assumir publicamente o enfrentamento ao MST. É muito fácil ficar omisso. É confortável, cômodo e prático dizer que é um movimento social e que tudo isto, as depredações, os saques e a violência praticada por este movimento, é legal e permitido”.
Justo no momento em que a sociedade tem pela primeira vez a chance de se livrar dos crimes do MST, ou pelo menos vê-los como tais pela Justiça, vem agora um simpatizante da função social da propriedade – este monstrengo esquizofrênico plantado na Constituição Federal de 1988, a que todos, menos o MST, estão obrigados a obedecer – posicionar-se contra o Procurador Gilberto Thums. Este é corajoso e tenta, incômoda e corajosamente enquadrar como criminosos e guerrilheiros por atos específicos, e não genéricos, alguns testas-de-ferro do “movimento social”.
O ilustre Procurador Renner chega ao cúmulo de dizer que a sociedade precisa do MST para dialogar e exigir direitos. O palavrório tomado emprestado dos manuais comunistas modernos que falam em redes globalizadas, em direitos e diálogos é típico da ambigüidade que devem sofrer aqueles que estão no papel de defensores da sociedade e serem simpáticos à causa do MST ao mesmo tempo. Contradição? Esquizofrenia? Dialética marxista? Ou isto é conseqüência de anos e anos da pura mentira leninista revolucionária, usada como arma para enganar e confundir o inimigo? Prefiro acreditar que seja apenas uma seqüela mental produzida por leituras compulsivas da CF de 1988. Daí é fácil entender o contorcionismo mental que vê apenas tendências ou identifica pessoas quando o quadro é de clareza solar: estamos submetidos a um bando de criminosos impunes pelo Direito Alternativo, o filho aleijado da legalidade – também, conhecido por legitimidade. Não é isso que quer dizer o Procurador Renner, quando repete o mantra socialista da legítima posição de interlocutor e sujeito social do MST?
Há que se ter coragem para dizer ao povo – coragem que os políticos perderam há anos –, que o legítimo não pode substituir o legal, a não ser na Revolução ou no estágio proto-totalitário que o precede, exatamente o regime em que estamos.
Leiam o texto abaixo. Nele o procurador ainda pergunta pela antinomia flores ou enxadas. Diz desconhecer que estas últimas são e foram usadas como armas pelo MST! Então devemos concluir que foram as flores que um MST portava na Praça da Matriz que cortaram a garganta de um soldado da Brigada Militar há alguns anos, episódio que mereceu na época uma greve de fome do ex-governador Simon; em favor do agressor, por supuesto!
O palavrório termina com o discurso óbvio do resgate da dívida social, velha retórica comunista ou socialista, que busca imputar à sociedade atual um “crime” cometido há dois ou três séculos! Por esse raciocínio tortuoso a sociedade brasileira e gaúcha é criminosa – e deveria se apresentar presa ao Procurador para que o devido processo legal do Estado Democrático (?) de Direito pudesse ser iniciado.
É sintomático que Zero Hora publique no mesmo dia visões tão confusas sobre tema tão claro: houve crimes, continuados e hediondos, e ainda a sociedade foi mais uma vez levada a pensar que é ela que está doente. Não vou comentar o texto do soldado-deputado petista Adão Pretto, fardado de impunidade parlamentar em defesa do indefensável. Menos ainda vou me posicionar quanto ao texto confuso, mas sincero, do sociólogo entrevistado por Humberto Trezzi. Apenas aponto que este, depois de colaborar com a guerrilha comunista há anos, confessa existir leninismo da parte do MST. Somente o Procurador de Justiça tenta fugir dessa verdade. O deputado petista está na dele; vibra com a foice e o martelo na mão. O sociólogo vê leninismo no MST, mas não vê nele revolução. O Procurador vê flores, mas traz panos quentes para a guerrilha da lona preta e um balde de água gelada para derramar sobre nós.
(*) Carlos Alberto Reis Lima
é médico e escritor.
Artigo
O Ministério Público é a favor da Constituição
por Mauro Henrique Renner*
Diante da polêmica levantada nos últimos dias, a partir das ações civis desencadeadas pelo Ministério Público contra determinados acampamentos do MST (Serraria e Jandir, por exemplo), como chefe da instituição e para que não pairem dúvidas, quero reafirmar que somos favoráveis à reforma agrária e à função social da propriedade rural, que fazem parte da política agrícola e fundiária nos exatos termos dos artigos 184 a 191 da CF. Somos, também, garantes dos movimentos sociais legítimos (de fins lícitos e sem caráter paramilitar), que têm o direito de se reunir e manifestar, modo pacífico e sem armas (CF, art. 5º, XVI e XVII). Lamentamos, ainda, que as ações do MP recaiam sobre misérias sociais e lacunas de ação política, sintomáticos que os proprietários sejam nominados e os réus sejam não apenas sem terra, mas, talvez pior, sem nome.
Talvez fosse mais cômodo afetar a neutralidade "politicamente correta" diante dos conflitos acirrados. Mas a sociedade brasileira, assim como precisa do MST para dialogar e exigir direitos na questão agrária, necessita de um MP com coragem para levar ao Poder Judiciário uma hipótese que é, no mínimo, diante das investigações realizadas, razoável, isto é, que alguns setores do MST perderam o foco e estão desbordando de seus direitos constitucionais. Neste cenário, o MP tem o dever de levar ao Estado-juiz os fatos, para que sejam decididos sob o império do Direito. É de lembrar que desde 1996 o Direito brasileiro exige intervenção do MP nas ações que envolvam litígios coletivos pela posse da terra rural.
Em face de ações em rede, típicas da globalização, era urgente vencer a tradicional atuação fragmentada (de um promotor de Justiça restrito ao limite territorial de sua comarca) e realizar uma análise global de uma série de atos com aparente coordenação. Essa foi a decisão fundamental do Conselho Superior do Ministério Público, que inclusive corrigiu a extensão indevida de sua primeira ata, e por unanimidade. Assim, ao contrário do afirmado até por editorial de ZH, o MP em nenhum momento postulou a extinção ou a ilegalidade do MST, respeitadas a independência funcional e a liberdade de consciência de seus membros (uma garantia também assegurada para os colegas que investigam o Detran e o Banrisul, diga-se de passagem).
Em suma, exercemos o dever de levar ao Judiciário, diante dos graves fatos apurados pelos órgãos de segurança, a possibilidade de que tendências ou pessoas dentro do MST estejam abusando de sua legítima posição de interlocutor e sujeito social. O movimento social, ao exercer o contraditório e a ampla defesa, apresentará suas razões. Os juízes decidirão e os cidadãos avaliarão e exercerão a crítica.

Penso que, assim, avançamos no Estado democrático, sem subterfúgios e dissimulações. Aliás, pelo respeito ao MST, num debate franco e leal, seria de refletir por que tais ações surgiram agora (não seriam sequer cogitadas há cinco anos) e obtiveram quatro decisões favoráveis de juízes diversos, o que parece afastar a conspiração ideológica. Enxadas ou flores? Quando as primeiras deixaram de ser vistas como ferramentas e prestaram-se, no discurso simbólico, à pecha de armas? E quando os poderes públicos e a sociedade vão resgatar a dívida agrária, uma agenda tão séculos 19 e 20? O MP não tem a pretensão de encontrar tais respostas.
*Procurador-geral de Justiça

Rio: Onde Estão os Bilhões da Segurança?

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Foram investidos R$ 562 milhões na segurança do Pan-Americano, valor que deveria mudar o setor no Rio de Janeiro, segundo o presidente Lula, o ministro Tarso Genro, o ministro Orlando Silva e o governador Sérgio Cabral. Era o compromisso assumido por esta turma que explodiu o orçamento de um evento que não deixou nada para a cidade, a não ser, como se pode ver nos últimos dias, concreto e sangue de inocentes espalhado nas ruas.
Cuidar do Pan, significa cuidar de segurança pública. É preciso parar de fugir da responsabilidade (da violência urbana). A culpa é um pouco de cada um de nós. Estamos tentando criar no Rio, um novo modelo de segurança pública. E a partir desta experiência, implantá-lo em outros estados”. - Lula, presidente da República.
O Brasil está assistindo a um novo modelo de segurança pública, que articula as ações de inclusão social dos governos e a eficiência das forças de segurança do País. Só assim, todos os cidadãos poderão viver em comunidade”. - Tarso Genro, ministro da Justiça.
“O Pan está sendo a oportunidade para o Brasil investir em várias áreas. Nós temos convicção que o Rio estará mais seguro e estamos felizes porque as forças de segurança no Rio de Janeiro, depois dos Jogos, estarão melhor organizadas e preparadas para enfrentar a violência” - Orlando Silva, ministro dos Esportes.
As viaturas que são entregues agora vão beneficiar o combate ao crime após o Pan. Hoje a policia perde tempo com a manutenção das viaturas. Atualmente, 41% da frota do Rio não tem condição de uso e dos 59% restante, a maioria funciona de forma precária”. - Sérgio Cabral, governador do Rio.
Hoje (ontem) o Brasil assistiu, revoltado, o choro desesperado de um pai que teve o filho de três anos assassinado por policiais, numa perseguição a bandidos. É o retrato de um governo incompetente que investe em automóveis para policiais correrem atrás de bandidos, sem dar o devido treinamento à tropa. Tarso Genro lançou com fogos de artifício o Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), exatamente no Rio de Janeiro, dando uma Bolsa Formação de R$ 1.400 para policiais.
“É de interesse do governo federal que o Rio de Janeiro recupere sua densidade como cidade republicana, democrática e segura. O Rio será o espelho do Pronasci e introduzirá as grandes políticas que serão realizadas no país nas 11 regiões metropolitanas que foram priorizadas” - Tarso Genro, ministro da Justiça.
Temos todo o direito de cobrar destes políticos irresponsáveis, verdadeiros culpados pela violência que continua arrebentando lares e famílias no Rio de Janeiro: onde estão os R$ 562 milhões do PAN? Onde estão os R$ 6,7 bilhões do Pronasci? É este menino morto nos braços da mãe o "espelho" da segurança pública do governo Lula?
Fonte: Coturno Noturno
E eu acrescento: e a engenheira "sumida", também faz parte das melhorias na segurança pública do Rio de Janeiro??
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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Declarada a Guerra Contra a Internet

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O Sen. Eduardo Azeredo, o mesmo responsável pela lei do voto virtual que acabou com a possibilidade de auditoria do resultado das urnas-e, é quem está forçando a aprovação de mais uma lei equivocada sobre informática. É a lei que quer criminalizar o uso da internet por quem não interessar aos grupos que apoiam o senador.
A Internet ampliou de forma inédita a comunicação humana, permitindo um avanço planetário na maneira de produzir, distribuir e consumir conhecimento, seja ele escrito, imagético ou sonoro. Construída colaborativamente, a rede é uma das maiores expressões da diversidade cultural e da criatividade social do século XX. Descentralizada, a Internet baseia-se na interatividade e na possibilidade de todos tornarem-se produtores e não apenas consumidores de informação, como impera ainda na era das mídias de massa. Na Internet, a liberdade de criação de conteúdos alimenta, e é alimentada, pela liberdade de criação de novos formatos midiáticos, de novos programas, de novas tecnologias, de novas redes sociais. A liberdade é a base da criação do conhecimento. E ela está na base do desenvolvimento e da sobrevivência da Internet.
A Internet é uma rede de redes, sempre em construção e coletiva. Ela é o palco de uma nova cultura humanista que coloca, pela primeira vez, a humanidade perante ela mesma ao oferecer oportunidades reais de comunicação entre os povos. E não falamos do futuro. Estamos falando do presente. Uma realidade com desigualdades regionais, mas planetária em seu crescimento. O uso dos computadores e das redes são hoje incontornáveis, oferecendo oportunidades de trabalho, de educação e de lazer a milhares de brasileiros. Vejam o impacto das redes sociais, dos software livres, do e-mail, da Web, dos fóruns de discussão, dos telefones celulares cada vez mais integrados à Internet. O que vemos na rede é, efetivamente, troca, colaboração, sociabilidade, produção de informação, ebulição cultural.
A Internet requalificou as práticas colaborativas, reunificou as artes e as ciências, superando uma divisão erguida no mundo mecânico da era industrial. A Internet representa, ainda que sempre em potência, a mais nova expressão da liberdade humana. E nós brasileiros sabemos muito bem disso. A Internet oferece uma oportunidade ímpar a países periféricos e emergentes na nova sociedade da informação. Mesmo com todas as desigualdades sociais, nós, brasileiros, somos usuários criativos e expressivos na rede. Basta ver os números (IBOPE/NetRatikng): somos mais de 22 milhões de usuários, em crescimento a cada mês; somos os usuários que mais ficam on-line no mundo: mais de 22h em média por mês. E notem que as categorias que mais crescem são, justamente, "Educação e Carreira", ou seja, acesso a sites educacionais e profissionais. Devemos, assim, estimular o uso e a democratização da Internet no Brasil.
Necessitamos fazer crescer a rede, e não travá-la. Precisamos dar acesso a todos os brasileiros e estimulá-los a produzir conhecimento, cultura, e com isso poder melhorar suas condições de existência. Um projeto de Lei do Senado brasileiro quer bloquear as práticas criativas e atacar a Internet, enrijecendo todas as convenções do direito autoral.
O Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo quer bloquear o uso de redes P2P, quer liquidar com o avanço das redes de conexão abertas (Wi-Fi) e quer exigir que todos os provedores de acesso à Internet se tornem delatores de seus usuários, colocando cada um como provável criminoso. É o reino da suspeita, do medo e da quebra da neutralidade da rede. Caso o projeto Substitutivo do Senador Azeredo seja aprovado, milhares de internautas serão transformados, de um dia para outro, em criminosos. Dezenas de atividades criativas serão consideradas criminosas pelo artigo 285-B do projeto em questão. Esse projeto é uma séria ameaça à diversidade da rede, às possibilidades recombinantes, além de instaurar o medo e a vigilância. Se, como diz o projeto de lei, é crime "obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida", não podemos mais fazer nada na rede. O simples ato de acessar um site já seria um crime por "cópia sem pedir autorização" na memória "viva" (RAM) temporária do computador. Deveríamos considerar todos os browsers ilegais por criarem caches de páginas sem pedir autorização, e sem mesmo avisar aos mais comuns dos usuários que eles estão copiando. Citar um trecho de uma matéria de um jornal ou outra publicação on-line em um blog, também seria crime.
O projeto, se aprovado, colocaria a prática do "blogging" na ilegalidade, bem como as máquinas de busca, já que elas copiam trechos de sites e blogs sem pedir autorização de ninguém! Se formos aplicar uma lei como essa as universidades, teríamos que considerar a ciência como uma atividade criminosa já que ela progride ao "transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado", "sem pedir a autorização dos autores" (citamos, mas não pedimos autorização aos autores para citá-los). Se levarmos o projeto de lei a sério, devemos nos perguntar como poderíamos pensar, criar e difundir conhecimento sem sermos criminosos.
O conhecimento só se dá de forma coletiva e compartilhada. Todo conhecimento se produz coletivamente: estimulado pelos livros que lemos, pelas palestras que assistimos, pelas idéias que nos foram dadas por nossos professores e amigos... Como podemos criar algo que não tenha, de uma forma ou de outra, surgido ou sido transferido por algum "dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular"? Defendemos a liberdade, a inteligência e a troca livre e responsável. Não defendemos o plágio, a cópia indevida ou o roubo de obras. Defendemos a necessidade de garantir a liberdade de troca, o crescimento da criatividade e a expansão do conhecimento no Brasil. Experiências com Software Livres e Creative Commons já demonstraram que isso é possível. Devemos estimular a colaboração e enriquecimento cultural, não o plágio, o roubo e a cópia improdutiva e estagnante. E a Internet é um importante instrumento nesse sentido. Mas esse projeto coloca tudo no mesmo saco. Uso criativo, com respeito ao outro, passa, na Internet, a ser considerado crime.
Projetos como esses prestam um desserviço à sociedade e à cultura brasileiras, travam o desenvolvimento humano e colocam o país definitivamente para debaixo do tapete da história da sociedade da informação no século XXI. Por estas razões nós, abaixo assinados, pesquisadores e professores universitários apelamos aos congressistas brasileiros que rejeitem o projeto Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo ao projeto de Lei da Câmara 89/2003, e Projetos de Lei do Senado n. 137/2000, e n. 76/2000, pois atenta contra a liberdade, a criatividade, a privacidade e a disseminação de conhecimento na Internet brasileira.
Sérgio Amadeu da Silveira,
é Professor Titular Faculdade Cásper Líbero,
e ativista do software livre.
Vamos assinar a divulgar PETITIONONLINE/VETO2008
http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html
Fonte: Brasil Acima de Tudo
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domingo, 6 de julho de 2008

Risco à Soberania

Ives Gandra Martins
Mauro Santayana, em brilhante artigo para este jornal, sob o título de 'Coisas da política', alertou o país sobre os riscos de obterem-se recursos de países estrangeiros ou instituições internacionais destinados à preservação da Amazônia. Por outro lado, Denis Rosenfeld, em artigo 'Qual latifúndio', apresenta dados que impressionam. Mostra que as culturas temporárias (feijão, milho, soja, trigo, arroz, algodão etc.) ocupam 55 milhões de hectares, ou seja, 6,4% do território nacional; as culturas permanentes de ciclo longo (café, cítricos e frutíferos), 17 milhões de hectares, vale dizer, 2% do total; as florestas plantadas têm 6 milhões de hectares (0,6%). Tudo junto são 77 milhões de hectares, o que quer dizer: 9% do território brasileiro.
Tais dados revelam duas inverdades que têm sido apresentadas aos brasileiros. A primeira, pelo MST, de que não há política agrária. Ora, só de assentados há 77 milhões de hectares!!! Nove por cento do território nacional, por incrível que pareça, e o MST diz que não há reforma agrária. Seus integrantes receberam, nos dois governos FHC e Lula, a mesma extensão de terra de todas as plantações temporárias e permanentes de florestas existentes no Brasil. Talvez desejem que o Brasil inteiro seja entregue para seus comparsas.
Nitidamente, o MST é um movimento político para implantar a ditadura pela violência (invasão de terras e prédios públicos), e não um movimento nacional de reivindicações, que, na democracia, são feitas através dos Parlamentos. Em outras palavras, não deseja fazer o teste das urnas e pretende implantar um Estado totalitário, em que o direito à propriedade deixará de existir, menos para os seus militantes, que se apropriarão de tudo.
A segunda inverdade, é que haveria pouca terra destinada aos indígenas. Os índios, entretanto, receberam 107 milhões de hectares do governo federal. A menos de meio milhão de índios – 0,25% da população brasileira – é destinada área maior do que todas as áreas de cultura permanente ou temporária e de florestas do Brasil, que é um dos grandes exportadores mundiais de alimentos. O pior de tudo é que nenhum brasileiro pode entrar em território reservado às nações indígenas sem obter autorização de um funcionário da Funai.
 E tal autorização vale apenas por algumas horas. Em outras palavras, o direito de ir e vir livremente, no Brasil, é apenas assegurado em pouco mais de 85% do território nacional, visto que quase 15% são territórios da Funai e das nações indígenas, e não de todos os brasileiros. O inciso XV do artigo 5º da Constituição Federal, que assegura ao brasileiro e ao estrangeiro locomoverem-se livremente no país, foi revogado pela Funai.

Não é sem razão que Mauro Santayana e Denis Rosenfeld alertam os cidadãos para o risco que estamos correndo, diante dos seguintes fatos: as nações mais desenvolvidas falam em escassez de alimentos pelos próximos 10 anos, sendo certa a inflação mundial que dela decorrerá; a ONU, com o aval do Brasil, firma declaração de que as nações indígenas devem ter autonomia e independência, e que sua preservação é de responsabilidade internacional.
E, por fim, o Diário do Comércio de 04/06/08 estampa na capa que os ianomanis vão propor à ONU que parte do território brasileiro e da Venezuela sejam-lhes destinados para que formem um novo país, riquíssimo, de resto, em reservas de urânio.
Estamos, na verdade, chocando ovos de serpente para o futuro da nossa soberania.
Ives Gandra Martins é Jurista
Fonte: Jornal do Brasil - 17.06.2008

Ainda a "Operação Xeque-Mate"

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Muita confusão e desinformação vem sendo espalhada pela mídia (jornal, tv’s, internet), após o sucesso inusitado da libertação dos prisioneiros das FARC, dentre os quais a mais cobiçada - Ingrid Betancourt - por sua condição de ex-candidata presidencial da Colômbia e por ter cidadania francesa. Não morro de amores por esta senhora, sobretudo por suas posições políticas em consonância com o eco-esquerdismo mas, a bem da verdade, também não posso aceitar que mentiras sejam divulgadas como se fossem verdades provadas, apenas com o intuito de desmerecer a magnífica atuação do Governo Uribe no combate exitoso ao narcotráfico das FARC, ELN e para-militares ao longo dos seus mandatos.
A semente da desconfiança na lisura desta ação foi plantada e encontrou solo fértil até em pessoas que eu não imaginava viessem a duvidar da integridade do presidente Uribe, bem como dos seus homens fardados. Observei que a reação a este evento foi manifestamente desproporcional à da farsa montada nas anteriores “trocas humanitárias”, aquelas sim, um espetáculo deprimente onde a mentira, o oportunismo sem-vergonha do ditador Chávez e da senadora comunista Piedad Córdoba, além dos próprios libertados, eram patentes mas ninguém viu, ninguém percebeu e a mídia aplaudiu. Um show macabro onde o que estava em jogo eram a elevação do prestígio de Chávez, bastante arruinado depois do fracasso no Referendum de 2 de dezembro passado, e da Córboba, porque aliada de ambos – Chávez e FARC – desejava deslanchar sua postulação à presidência da Colômbia e dar novo fôlego às FARC.
Como se não bastassem as dúvidas sobre a operação (muitas pessoas achando “impossível” a infiltração de militares na guerrilha, que Ingrid parecia ter vindo de um spa, por não terem abatido nenhum terrorista, etc.), hoje cedo os jornais do mundo todo divulgaram uma nota da “Rádio Suíça Romande” (estatal), sob o título “Ingrid Betancourt: uma libertação comprada?”, onde afirmavam que Uribe havia pago 20 milhões de dólares, doados pelos Estados Unidos, pela libertação dos prisioneiros. A Rede ‘Pravda’ de Televisão (Rede Globo) que não deu a importância devida ao evento do dia 2, noticiou esta farsa através de um correspondente brasileiro, sisudo, com aquele ar soturno de quem diz: “Agora ferramos Uribe!”. Seria patético, se não fosse uma ação calculada pelo esquerdismo internacional.
Para facilitar a compreensão do que de fato está ocorrendo neste episódio, divido-os em itens relativos aos temas.
A OPERAÇÃO DE RESGATE
Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que quem trabalha em serviço de Inteligência (sobretudo Militares) são pessoas muitíssimo preparadas física, emocional e intelectualmente, da mais alta responsabilidade e seriedade, que não agem por impulso, tampoco o fazem esperando o aplauso do público. Suas ações são meticulosamente estudadas, calculadas, sigilosas e obedecem a ordens superiores planejadas estrategicamente. Isto posto, e não se tendo qualquer notícia de fanfarronice ou lapso dos Comandantes Militares e do ministro da Defesa, por que não acreditar quando eles informaram que o resgate fora obra de um trabalho elaborado durante 5 meses, mas dar crédito às sementes da discórdia plantadas pelos companheiros de viagem da mídia?
Na edição anterior eu já havia disposto o vídeo em que o Ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, explica como fora a Operação “Xeque-mate”, além de um documento detalhando todo o processo da operação. Na edição de hoje disponho neste vídeo a alocução detalhada do Comandante das Forças Militares, Freddy Padilla de León, feita durante o encontro ocorrido no Clube Militar, onde o presidente Uribe saúda os libertados, seus familiares e parabeniza os envolvidos na ação.
A equipe toda envolvida na operação era composta de 4 militares como pilotos e tripulação do helicóptero, mais 9 na equipe de resgate na selva, e aproximadamente uns 18 em terra, monitorando e acompanhando todo o processo a partir do momento do deslocamento do helicóptero ao local onde se encontravam os prisioneiros até seu retorno. Toda esta equipe pertece ao serviço de Inteligência do Exército e estava sob as ordens diretas do Gen Padilla – o cérebro de toda a Operação - que praticamente levou a cabo a idéia concebida pelo ministro da Defesa. [Tenho que abrir um parênteses aqui para, envergonhada, comparar com o ministro da Defesa brasileiro, um falsário que opera diligentemente para destruir e humilhar as nossas Forças Armadas].
COMO REAGIRAM OS CONTRÁRIOS À LEI E À ORDEM?
Independente de se gostar ou não das posturas político-ideológicas de Ingrid Betancourt, qualquer pessoa que ama a liberdade ficou feliz com a libertação dos 15 prisioneiros dentre os quais ela era a mais cobiçada. Para mim tanto fazia ser uma ex-candidata presidencial ou um simples fazendeiro, ou ainda uma criança, cujos pais não puderam pagar o resgate exigido pelos terroristas; são todos seres humanos como eu que ainda gozo da liberdade de estar aqui escrevendo, tentando mapear esta situação tão propositalmente embassada, e que têm o mesmo direito perante Deus e os homens de ser livres. A alegria de vê-los libertados é indizível e emocionante!
Então vejamos: onde estava a saliente Piedad Córdoba, que no espetáculo de Clara, Emanuel e Consuelo aparecia em todas as fotos e eventos como a “grande benemérita” e a estrela principal do evento? Somente hoje, sexta-feira, ela se pronunciou dizendo que se sentia “muito contente” mas que “isto sirva para avançar em um processo de acordo humanitário”. E o terrorista Daniel Ortega, da Nicarágua? Silêncio sepulcral. Em um comunicado, seu chanceler Samuel Santos disse: “Nós estamos contentes de que se vão resolvendo pouco a pouco os problemas, porém a verdadeira solução somente vai-se ver através do diálogo e da negociação”.
Chávez ficou em estado de choque, afinal, o “cachorro do império” deu um xeque-mate em suas ambições de limpar-se perante a Colômbia e o mundo do envolvimento com as FARC mas só à noite, segundo informou, falou com Uribe dizendo-se muito contente. Seu discurso foi igual ao de Lula e Fidel, alegando que “não há mais espaço para alcançar o poder através das armas, dos fuzis”, e acrescentou que era necessário organizar um comitê de negociações entre os países da região para alcançar a paz.
Lula, por sua vez, disse: “Eu acho que (as FARC) precisam ter um fim. Aqui na América do Sul e na América Latina não existe nenhuma razão para alguém querer chegar ao poder pela via armada, porque a democracia reina nesse continente. Todas as forças políticas disputam e se organizam em partidos políticos. Eu acho que é uma coisa do passado esse negócio de achar que a via armada é solução para alguma coisa, sobretudo em regime de liberdade”. E prosseguindo em sua verborragia demagógica, sempe com um “eu acho”, disse que achava “abominável alguém manter pessoas seqüestradas por uma hora, quanto mais por seis ou sete anos”. Mas não foi isto que ele “achou” em relação ao caso do empresário Abílio Diniz, quando foi visitar e dar seu apoio aos seqüestradores e não à vítima!
O que ficou implícito nisso tudo? Ao contrário do mal disfarçado repúdio, todos, sem exceção, começaram uma campanha velada em prol das FARC: 1. repetindo que é necessário dar continuidade aos “acordos humanitários”; 2. que a via democrática é a única viável atualmente (seguindo a cartilha de Gramsci), para 3., que o mundo aceite, posteriormente, as FARC participarem do processo político como um partido legalizado. Eles não querem o “fim” das FARC mas legalizá-la perante o mundo, pois só desta maneira as atividades ilícitas podem ter continuidade sem chamar atenção, parodiando o que Lula disse referindo-se ao Foro de São Paulo.
A PASSIVIDADE DOS MILITARES PERANTE OS TERRORISTAS DAS FARC
Muita gente se perguntou, duvidando da veracidade da operação, por que os Militares não eliminaram os terroristas no momento do resgate? No longo convívio com Militares uma coisa sempre ficou muito clara para mim: o respeito pela vida humana – seja de quem for - que deve ser preservada a qualquer custo. Lembrem-se de que no confronto ao acampamento em que morreu Raúl Reyes, eles carregaram cuidadosamente em macas aqueles que ficaram feridos, pois o objetivo é julgá-los para que eles possam pagar, dentro da Lei, por seus crimes. Se ocorrerem mortes que sejam em combate, quando a outra parte resistir à solicitação para se entregar. Isto é claríssimo e penso que é o justo e correto; quem mata a troco de nada, só por ver o outro como inimigo, são marginais, assassinos, terroristas; esta não é a praxis Militar.
Na “Operação Xeque-mate” o objetivo era resgatar os reféns com vida e o menor vacilo fora daquilo para o qual foram treinados poderia ser fatal. Tanto é assim, que um dos militares percebeu que o Comandante “Cesar” estava com uma pistola e, em sua representação de “humanista” de uma ONG solicitou que este lha entregasse para evitar problemas de constrangimento para a equipe, ao qual este cedeu. Com este elemento armado dentro do helicóptero as coisas poderiam fugir do controle e a equipe poderia não ter concluído o trabalho com a precisão com que se deu – toda a operação em 25 minutos.
Para quem duvidou que os dois comandantes das FARC foram presos na operação, o Exército os apresentou à imprensa: Gerardo Antonio Aguilar, codinomeCesar, há 10 anos nas FARC era o comandante da Frente Primeira que operava nos estados de Guaviare e Vichada e substituiu o “Negro Acacio”. E Alexander Farfán Suarez, codinomeEnrique Gafas, segundo no comando da Frente Primeira das FARC, era a pessoa encarregada da segurança e cuidado direto de um dos grupos de prisioneiros.
[Cesar+e+Enrique.jpg]Quando eu estava fechando esta edição o site do Ministério da Defesa disponibilizou dois vídeos que – assim espero – vão terminar com esta elucubração de farsa numa das operações mais bem sucedidas de todos os tempos na história Militar e de Inteligência da Colômbia. Antes, porém, repito aqui as palavras do Comandante Geral das Forças Militares, Gen Padilla de León, negando o pagamento de 20 milhões de dólares às FARC, bem como da participação do general israelense Israel Ziv. Segundo o Gen Padilla, posso jurar por minha palavra de honra como Comandante que para mim teria sido mais benéfico que “Cesar” tivesse recebido 20 milhões, e que teria sido mais demolidor ao interior das FARC se isso fosse um incentivo.
Neste vídeo, filmado por um “jornalista” da pseudo ONG, pode-se ver o momento em que os prisioneiros caminham para o helicóptero, quando “Cesar” é desarmado, e o momento de emoção e euforia quando os resgatados são informados de que estão à caminho da liberdade. Para os que acharam Ingrid muito alegre e descontraída, vejam a reação dos primeiros momentos do contato com a nova situação. Eu sei o que é isto e posso afirmar: foi real e muito, muito emocionante! E neste outro, o passo-a-passo da operação de resgate.
CONCLUSÃO
Para mim algumas coisas ficaram muito claras nestes últimos acontecimentos, me reportando ao início do ano com aquelas teatralidades dos “acordos humanitários”, as mortes dos principais cabeças das FARC, as descobertas feitas nos computadores de Raúl Reyes e finalmente o sucesso da “Operação Xeque-mate”. Em primeiro lugar, é evidente o desmoronamento deste bando terrorista – com a graça de Deus! -, em razão da firmeza e persistência do presidente Uribe, assessorado por competentes militares e ministro da Defesa, fazendo aquilo que deve ser feito sem dar ouvidos aos achismos dos oportunistas de plantão. Em conseqüência, isto também atingiu e enfraqueceu o Foro de São Paulo, do qual as FARC são membros – já não tão ativamente participantes em decorrência da repressão -, e seus principais líderes estão percebendo que não há mais como tapar o sol com a peneira, daí a mudança de discurso. Em janeiro Chávez pedia que as FARC fossem consideradas um “grupo beligerante” e não terroristas; com a morte de Raúl Reyes, fez um minuto de silêncio na Assembleia Nacional mas, há poucas semanas, muda o discurso e pede que eles deponham as armas e entreguem os reféns. Lula o acompanha, Fidel diz que o “erro” das FARC são os seqüestros desumanos, enfim, todos querem manter-se afastados dessa “lepra” para salvar a própria pele e, ao mesmo tempo, salvar o Foro de São Paulo.
O presidente Uribe é antes de tudo um político; dizem que tem gênio tão forte quanto pulso firme e está querendo tentar um terceiro mandato, aproveitando os lucros de sua popularidade cada vez mais ascendentes. Não desconheço esses detalhes mas também não posso negar que, disparado, com todos os defeitos de sua humanidade, ainda é um presidente do qual qualquer pessoa de bem se orgulharia de tê-lo como mandatário, além de ser cristão e sempre agradecer a Deus por todas as conquistas que o país vem obtendo em relação a esta batalha.
Ingrid Betancourt, por sua vez, tem histórias muito nebulosas em sua vida pessoal, sobretudo no período em que viveu na França; pertence à esquerda ecológica e isto é um risco sério caso resolva se candidatar novamente, pois até já cogitam indicá-la para Prêmio Nobel da Paz. Certamente será cumprimentada pelo vigarista do Al Gore. Em entrevistas recentes ela negou ainda almejar a presidência, afirmando que está feliz por ter Uribe como presidente do seu país mas não sabemos até onde isto são apenas declarações de quem acabou de ser salva de uma situação tão miserável. Todavia, acredito na sinceridade de suas palavras quando pede que todos se unam para devolver a paz à Colômbia, na sua ojeriza às FARC, e na sua emoção e reconhecimento agradecido aos seus libertadores. Quem viveu durante 6 anos acorrentada como bicho selvagem e sob ameaças constantes de bombardeios, faz qualquer coisa – ou diz qualquer asneira – em nome de uma paz duradoura.
Enfim, não me parece haver “coisas ocultas” nessa história nefasta, pois tudo vem se comportando de forma lógica para quem acompanha os fatos há anos e direto das fontes. Acredito que as esquerdas vão retomar a carga de infâmias e acusações falsas – como já se evidencia em todos os jornais e sites, desde o dia 2 - porque não aceitam a derrota sofrida mas isto é também previsível. O que precisamos agora, nós brasileiros, é ficar atentos às nossas FARC brasileiras que atendem pelo vulgo de MST. Espero, de coração, que o presidente Uribe e sua excepcional equipe Militar consiga libertar todos os reféns em poder destes terroristas e que este câncer possa ser extirpado em sua raíz, definitivamente.
Força e Honra ao presidente Uribe, aos Guerreiros combatentes, à Colômbia e que Deus abençoe nossa América Latina!
Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários e traduções: G. Salgueiro
Fonte: Notalatina
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Mal Acompanhado

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Em toda a história da nossa República, nunca se viu um presidente tão azarento e mal acompanhado como o nosso presidente Lula da Silva. Parentes, amigos, assessores e compadre não livram a cara do desditoso presidente, todos querendo tirar uma casquinha do prestígio do poder do cargo.
Começou com um irmão negociando tráfico de influência junto a autoridades do palácio do Planalto. Em seguida, vem o filho Lulinha e acumula, por portas travessas, uma fabulosa fortuna da noite para o dia. Aí, chega a vez dos assessores diretos com um rosário de ações nebulosas, começando com os correios, passando pelo mensalão, cuecão, vampiros e ... a lista vai se alastrando num sem fim. Todos querendo tirar um pedaço do bolo das benesses.
Agora, mais recentemente, vem o caso da venda da VARIG, onde a sua ministra Chefe da Casa Civil está enrolada, até o pescoço, com o seu cumpadre a tiracolo. Este, um experiente advogado, “passado na casca do alho”, fez uma declaração bombástica dizendo que recebeu 350 mil dólares pelos seus honorários advocatícios no negócio da venda dessa empresa aérea e, logo em seguida, retificou para três milhões de dólares, e logo depois aumentado para cinco milhões, pelo serviço total. Os 350 mil foram apenas o começo para cobrir os emolumentos e outras pequenas despesas.
Acompanhando a triste sina das más companhias do presidente, os prefeitos de todo o Brasil andam sonhando tirar um pedaço que lhes cabe no bolo das benesses, no efeito dominó das patifarias. A Polícia Federal anda doida prendendo todo mundo, abrindo inquéritos nos quatro cantos do país, para evitar o desperdício dos PACs, um programa do Governo Federal, que pode merecer aplauso. Até agora não chegou ao nosso conhecimento o nome de ninguém, dessa corja de malandros, que tenha sido julgado, condenado e trancafiado na cadeia.
Só resta ao presidente Lula tomar uma medida drástica, que todo brasileiro de “bom senso” pratica: tomar um demorado banho de sal grosso, colocar um ramo de arruda na orelha direita e bater na madeira três vezes, toda vez que avistar uma “asa negra” do seu séquito. Vá ter azar assim nas asas do urubu! Será que é por não ter a dignidade que o posto exige?
ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES!
 PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. nº 12 58 93, Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza.
 Somos no total 2.108.
 In memoriam 30 militares e 2 civis. batistapinheiro30@yahoo.com.br
Fortaleza, 1 de Jul de 2008
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Ficha Suja Nas Capitais

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Quatro em cada 10 capitais brasileiras têm pelo menos um nome na disputa a prefeito que responde a processo. 
Acusações vão de corrupção e improbidade a uso de documentos falsos

por Leandro Colon e Izabelle Torres
Quase a metade das capitais brasileiras terá candidatos a prefeito neste ano acusados de improbidade administrativa, crime contra a administração pública, uso de documentos falsos, corrupção passiva e formação de quadrilha, entre outros. Levantamento feito pelo Correio mostra que quatro em cada 10 capitais terão concorrentes alvos de investigação.
São políticos que, na avaliação da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), podem ser enquadrados na polêmica “ficha suja”. O presidente da associação, Mozart Valadares, avalia com preocupação esse percentual de capitais com candidatos processados.
A pesquisa mostra, por exemplo, que cinco prefeitos que disputam a reeleição podem vencer em outubro apesar de processos que sofrem na Justiça por irregularidades que teriam sido cometidas na própria função. São eles: Dário Berger (PMDB), de Florianópolis; Iradilson Sampaio (PSB), de Boa Vista; Duciomar Costa (PTB), de Belém; Nelson Trad Filho (PMDB), de Campo Grande; e João Henrique Carneiro (PMDB), de Salvador.
Indiciado recentemente pela Polícia Federal por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, o prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), teria, segundo as investigações, cometido os crimes na época em que era deputado estadual.
No levantamento aparecem ainda seis deputados que sonham com a prefeitura das capitais de seus estados: Paulo Maluf (PP-SP), Dalva Figueiredo (PT-AP), Sérgio Petecão (PMN-AC), Cléber Verde (DEM-MA), Lindomar Garçon (PV-RO) e Mauro Nazif (PSB-RO). Os parlamentares são processados por crime contra a ordem tributária, falsidade ideológica, improbidade e até corrupção eleitoral. Essa última acusação é feita contra o deputado Nazif, candidato a prefeito de São Luís, capital do Maranhão.
O cruzamento feito pelo Correio levou em conta os processos que não estão sob sigilo e que podem ser acessados por qualquer eleitor nas páginas dos tribunais estaduais e federais na internet. É possível que existam ainda mais candidatos com ficha suja disputando o poder nas capitais brasileiras.

Entorno
No entorno do Distrito Federal, a situação é menos alarmante. Das 12 cidades mais próximas a Brasília, em duas há candidatos que respondem a processos no Tribunal de Justiça. Maria Aparecida Gomes Lima, candidata do PSDB à prefeita de Alexânia, é acusada pelo Ministério Público de improbidade administrativa em um processo que investiga fraudes em licitações. O processo é de 2001, quando Aparecida exercia função de tesoureira da prefeitura e integrava a Comissão de Licitação.
Em sua defesa, a candidata alega que não participava diretamente dos processos licitatórios, visto que sua função na comissão era apenas lavrar as atas. O advogado de Maria Aparecida defende que o suposto crime já está prescrito. “O MP incluiu todo mundo da comissão no processo. Mas eu não tinha nenhuma participação nas licitações. Entrei nisso porque era tesoureira da prefeitura na época”, afirma a candidata.
Em Águas Lindas está outro candidato com processos na Justiça. Geraldo Messias Queiroz (PMDB) responde a duas ações penais movidas pela Fazenda Pública referentes a crime tributário. Apesar de afirmar não ter conhecimento dos processos, o candidato acredita que as ações são conseqüência do trabalho que presta como contador a 193 empresas. “Se um desses clientes do meu escritório tem alguma irregularidade fiscal, eu também entro no processo. Deve ser isso. Vou verificar depois” conclui.


Políticos se defendem
Candidato mais uma vez a prefeito de São Paulo, o deputado Paulo Maluf (PP-SP) responde a processos por improbidade administrativa, formação de quadrilha e crime contra o sistema financeiro nacional. Procurado pelo Correio, ele argumentou que não sofreu até agora nenhuma condenação penal.
A ex-prefeita e ex-ministra Marta Suplicy (PT), também candidata na capital paulista, aparece em processos de improbidade referentes à época em que comandou a cidade. Segundo seu advogado, David Rechulski, ela é “totalmente inocente” das acusações. Muitas delas, de acordo com ele, se referem a funcionários de baixo escalão da prefeitura. “Juridicamente, é um absurdo”, disse. “O prefeito não é onipresente para acompanhar tudo”, ressaltou.
O prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), responde por corrupção passiva na autorização ilegal de licenças ambientais. O prefeito admitiu o processo, mas alegou que, numa decisão inicial, a Justiça ainda não o indiciou pelas acusações.
Já o prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), é alvo de processo por improbidade. Ele é acusado de fazer propaganda eleitoral com dinheiro do governo. A secretária municipal de Assuntos Jurídicos, Aline Ataíde, alega que o prefeito é inocente e usou a verba para promover a prefeitura institucionalmente.
A mesma acusação foi feita ao prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB). Ele trava uma disputa judicial com o Ministério Público sobre o tema. “O MP não quer que eu apareça nos atos institucionais da prefeitura”, disse.
O deputado Sérgio Petecão (PMN) é o personagem principal de inquérito autorizado pelo STF por sonegação fiscal. O parlamentar se diz inocente e afirma que já apresentou sua defesa. A deputada Dalva Figueiredo (PT-AP), candidata à prefeitura de Macapá, é acusada de falsidade ideológica e crime contra a fé pública. Em nota, ela deposita a investigação em cima de uma “disputa política” entre Legislativo e Executivo de Macapá em torno da lei orçamentária quando assumiu o governo do estado em 2002.
Já o deputado Cléber Verde (DEM-MA) disputará a prefeitura de São Luís sob investigação de crime contra a administração pública. Ele enviou nota afirmando não ser culpado. O parlamentar disse que já pediu o arquivamento do processo.
A assessoria do deputado Lindomar Garçon (PV-RO) não respondeu até o fechamento desta edição, assim como os assessores do deputado Mauro Nazif (PSB-RO) e dos prefeitos João Henrique (Salvador) e Iradilson Sampaio (Boa Vista). (LC e IT)
Fonte:  Correio Braziliense - 6 Jun 08

sábado, 5 de julho de 2008

Justicia Kirchnerista

Claudio Uberti no sólo habló más de diez veces con Néstor Kirchner el día en que se encontró la valija con 800 mil dólares, sino que luego se encontró con él. Victoria Bereziuk, "amiga" del ex primer mandatario confirmó el estrecho lazo entre su jefe - Uberti -, Guido Antonini Wilson y los venezolanos que aportaron el dinero, los Uzcátegui Spetch, a la sazón testaferros del chavismo venezolano.
Al mismo tiempo, trascendió un correo electrónico en el cual Bereziuk admitió que se tendría que haber protegido al "gordo" (Antonini Wilson) de manera más efectiva por parte del gobierno.
La preocupación oficial no podía ser más elocuente. Uberti, despedido de su cargo pero en seguida "colocado" en una importante constructora - con un sueldo de 25 mil pesos mensuales - tuvo un intento de asesinato oficial por hablar más de lo debido. A esto deben sumarse horas y horas de grabaciones que demuestran los vínculos entre el dinero ingresado a la Argentina, Uberti y el kirchnerismo.
Sin embargo, para el joven juez Daniel Petrone no hay evidencias suficientes para que Uberti sea procesado y le dictó una oportuna "falta de mérito". Insólito.

Por mucho menos se ha procesado a docenas de personas por delitos menores. Con evidencia mínima o presunción de los magistrados. Obviamente se trata de gente que no tenía la protección del poder en sus espaldas.
Petrone, actual titular del Juzgado en lo Penal Económico número 2, es un juez kirchnerista, no hay dudas de ello. Otrora magistrado en Lomas de Zamora, fue forzadamente promovido a través del Consejo de la Magistratura por el impresentable procurador de la Nación Esteban Righi.
Era más que evidente que Petrone no procesaría a Uberti y es sencillo anticipar que finalmente lo sobreseerá. Fue el precio que acordó con el oficialismo para ocupar el cargo que ostenta.
Es una pésima noticia para la democracia vernácula, que se da a conocer el mismo día en que la Cámara Federal porteña rechazó un planteo del fiscal Manuel Garrido para reabrir la causa sobre el posible enriquecimiento ilícito del matrimonio Kirchner. Y van...
Un minuto de silencio por la muerte de la independencia judicial argentina.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Bestas ao Quadrado

por Paulo Martins
É possível que eu seja “uma besta”, mas tenho absoluta certeza de que não o sou “ao quadrado”. Isto é o que me consola quando anunciam números do Ibope, organismo dirigido por um íntimo amigo de Lula, que errou em praticamente todas as previsões eleitorais passadas.
E anunciam dedicando crédito aos números divulgados.
Sei que não sou só eu que, ao final de cada divulgação da popularidade de Lula, principalmente através do “diário oficial do governo que não é outro se não o Jornal Nacional”, fica esperando que contem aquela do papagaio.
Sei que não sou só eu. Sei que há milhões de brasileiros que não “embarcam nessa canoa”, mas é lastimável que joguem com a possibilidade de sermos todos uns idiotas.
Se é que fazem essas pesquisas, quem escolhe as CATORZE PESSOAS PESQUISADAS EM CATORZE CIDADES APENAS, DE UM UNIVERSO DE MAIS DE CINCO MIL MUNICÍPIOS E QUASE DUZENTOS MILHÕES DE ALMAS?
Certamente não em filas de hospitais, desde as madrugadas, onde pacientes estão morrendo aos punhados. Em Belém do Pará foram vinte bebês de “uma sentada só”.
Não nos pontos de compras onde a inflação começa a açoitar a todos, através de números muito além dos que andam aí anunciando.
Não nas escolas, em meio a professores mal pagos e traídos pelo inquilino do Planalto.
Não junto aos militares que vêem em Lula um legítimo representante de Judas, toda vez que recebem seus envelopes com salários ridículos.
Não junto a policiais, não junto a médicos ... não junto as últimas vítimas da falsa promessa do presidente: os funcionários dos Correios, enfim, o Ibope, se faz levantamento, o faz ou junto aos vagabundos, delinqüentes e invasores de terras do MST que são sustentados pelo povo brasileiro que trabalha, ou junto as filas do escandaloso e fraudulento golpe eleitoral “bolsa família”.
Assim, repito, é possível que eu seja verdadeira e comprovadamente uma besta num refletivo intelectual, porém, e repetindo novamente, não ao quadrado como quem acredita nessa extraordinária tapeação apelidada de pesquisas que insistem, sem pudor, em empurrar-nos goela abaixo.
 Fonte:  Gazeta do Paraná
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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Salete Lemos e a Crítica Proibida aos Bancos

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Jornalista e âncora de TV, Salete Lemos foi demitida do Jornal da Cultura em julho de 2007 por ter criticado os bancos.
Ela conta que sua saída aconteceu ao mesmo tempo em que a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) a procurou para pedir uma retratação a um comentário que ela fez no Jornal da Cultura sobre os bancos.
Salete apresentou uma matéria sobre o Plano Bresser e acusou os bancos de enriquecimento ilícito e de sonegar extratos.
"...agora se sentem à vontade também para o enriquecimento ilícito. Não dá para acreditar...".
Questionada pela Federação dos bancos, a jornalista se recusou a se retratar, pois o que afirmara não foi desmentido: “A Febraban me procurou. Perguntei se passei alguma informação improcedente. Não ia me retratar já que elas procedem”.
Não sei o que a elite e o poder esperam dos jornalistas. Ou todos os jornais estão vendidos ou não sei o que está se passando. Não há qualidade, nada que dê respaldo a crítica. Está complicado trabalhar".
O superintendente de comunicação da Febraban, William Salasar, confirma que procurou Salete pedindo que se retratasse. Ele nega qualquer pressão na TV Cultura pedindo a demissão da apresentadora. “Ela falou de apropriação indébita, fez calúnias. No caso do Plano Bresser, a questão nem foi julgada e ela já condenou os bancos, o que não é jornalisticamente correto”, respondeu.
Salasar conta que Salete concordou em incluir na pauta uma entrevista com um porta-voz da Febraban quando voltasse de férias, o que não aconteceu. “Ficamos sem matéria”, lamenta.
A rescisão de contrato da Fundação Padre Anchieta com Salete Lemos não teve relação com nenhum comentário que a jornalista tenha feito na apresentação do Jornal”, limitou-se a dizer a Comunicação da Cultura.
Fonte: Comunique-se
COMENTO: É pouco? Será que é a esse tipo de coisas que se refere a autora da segunda postagem abaixo, Rebecca Santoro, em seu terceiro parágrafo?????

Pesquisa CNI/Ibope

Jorge Rodini
A ultima pesquisa CNI/IBOPE realizada entre os dias 20 a 23 de Junho retrata com fidelidade as pesquisas qualitativas realizadas pelo nosso Instituto em várias cidades do Estado de São Paulo e Maranhão nos últimos 30 dias (capitais, região metropolitana paulista e interior).
Nestes grupos de foco, realizados principalmente com as classes menos favorecidas, Lula continua sendo defendido ardorosamente pelos homens, porém começa a ser questionado pelos jovens e pelas mulheres.
Os jovens reclamam da falta de oportunidades, de qualificação e do ensino público. As mulheres estão preocupadas com o aumento da cesta básica, como arroz, feijão, óleos e cimento e com a deterioração da saúde.
Frases como "nós não nos alimentamos de biodiesel", "mesmo com empresas vindo para cá, não empregam gente sem experiência", são recorrentes entre os jovens.
Os homens explicitam a defesa do presidente afirmando "a culpa dos preços estarem altos não é do Lula, é da inflação", "Lula viaja muito para trazer negócios para o Brasil" ou ainda "o problema é dos outros países".
As mulheres, que já foram reticentes com Lula e se renderam aos encantos dos preços estáveis relatam "O Presidente deu com uma mão no primeiro mandato e tirou com as duas no segundo" ou "a saúde está doente no Brasil" e mais "minha vida tinha melhorado, mas agora.." .
A base de sustentação de alta popularidade de Lula é a região Nordeste e os homens. Suas vulnerabilidades podem começar a serem mostradas neste desenho novo e ao mesmo tempo antigo da megera inflação.
Como se percebe, em geral, as pesquisas qualitativas antecipam as quantitativas. O medo da inflação antecipa sua percepção que antecipa o fato concreto das gôndolas.
COMENTO: É claro que a "base" é composta por "homens". Aqueles que estão desobrigados de trabalhar e proporcionar o sustento de suas famílias, graças ao milagre das bolsas-voto, preferindo seguir o conselho da candidata à Prefeitura de São Paulo: "relaxem e gozem". Já as mulheres, que se veem na contingência de gerenciar as merrecas governamentais e os jovens que efetivamente buscam qualificação para enfrentar o mercado de trabalho e escapar da mendicância, preocupam-se por não ver a chegada do paraíso prometido.

Futuro Reino Totalitário das Cotas

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por Rebecca Santoro
Já se vão 22 anos de governo civil e 18 destes com presidentes eleitos pelo voto direto, sucessivamente. Fora alguns dos progressos científico-tecnológicos, que mais cedo ou mais tarde, com ou sem governo civil, acabariam chegando até nós, inexoravelmente, neste mundo cada vez mais globalizado, o que é que você, cidadão comum, seja de que classe social-econômica for, ganhou com isso?
Você melhorou de vida, economicamente falando? É esse o seu caso? Tudo bem. Mas, sinceramente, o que é que lhe garante que você não pudesse estar até muito melhor, se vivesse num país com índices de violência bem inferiores aos de uma guerra civil, que são com os quais os brasileiros convivem há anos? Se vivesse num país onde o serviço público não fosse cabide de empregos? Se vivesse num país no qual não tivesse que trabalhar 4 meses por ano só para pagar impostos? Se vivesse num país no qual os índices de corrupção governamental e institucional não fossem dos mais alarmantes do planeta?
Ganhamos todos liberdade para dizer o que pensamos? Será? Você considera, sinceramente, que uma imprensa e uma mídia de modo geral completamente dependente da concessão e da propaganda oficial do governo tenham condições de lhe informar com liberdade? Você considera que viver num país onde exista uma quantidade assustadora de processos na Justiça contra jornalistas possa haver liberdade de expressão? Você considera que num país onde reações espontâneas da sociedade contra atitudes do governo sejam achincalhadas pela mídia ou mesmo reprimidas, com violência, por militantes favoráveis ao governo, haja liberdade de manifestação, mesmo que seja pacífica?
Convenhamos, de 1985 para cá, regredimos 100 anos em 20. Foram 5 anos de atraso para cada ano de governo. Regredimos em praticamente tudo, e tanto, inclusive e principalmente politicamente, que hoje temos uma senadora como Ideli Salvati no Congresso, bancada pelos nossos impostos, que apresentou projeto de lei que joga todos os alunos de escolas públicas do país, principalmente se forem negros, pardos ou índios, na vala comum da incompetência e do despreparo, ao estabelecer que devam ter cota de 50% das vagas oferecidas pelas universidades públicas do país a cada ano, para que consigam adentrar no ensino superior. Lá dentro, o currículo que seja rebaixado em qualidade e em grau de dificuldade para que essa gente possa concluir os cursos. Ou seja, não bastasse já terem segregado pobres e mais bem abastados financeiramente, desde o ensino fundamental, nas escolas públicas, agora, querem perpetuar a segregação nas universidades também.
O resultado disso vai ser que, daqui a alguns anos, teremos diploma de pobre e diploma de rico – como sempre, com a excelência de boa formação para o segundo. Não vai dar para quem teve uma educação formal nas melhores escolas do país aceitar ter que se submeter a ensino universitário deficitário porque seus colegas de turma não tenham condições de acompanhar o curso em suas exigências. Porque ninguém se iluda que esse não irá ser um segundo passo – um 'progresso' – para evitar o êxodo de grande parte dos alunos que conquistaram vagas exclusivamente por causa do privilégio das cotas.
Quem vai sair perdendo com isso são os próprios 'beneficiários' da intenção do projeto da senadora Ideli – ou seja, se antes os pobres ainda tinham alguma chance de, por mérito e grande esforço, conseguir cursar uma reconhecidamente boa universidade pública, junto com outros bons estudantes, de todas as cores e de todos os níveis sócio-econômicos, se esse projeto for aprovado, daqui a no máximo 5 anos, essa chance terá ido para o espaço.
Mas, nesse negócio de tergiversação, de inversão de valores, não há inocentes e nem quem esteja brincando. É jogo para gente grande.
Enquanto esse processo de segregação dos pobres estiver ocorrendo, simultaneamente, no cotidiano dos brasileiros, continuará a campanha de ação para o empobrecimento das classes média-média e média-alta, de modo que a relação destas com as universidades pagas, por exemplo, fique cada vez mais difícil e distante, até que se torne um sonho inviável economicamente e, finalmente, até que as boas universidades tornem-se guetos da nova elite de origem sindicalista. Vai todo mundo para a vala comum da incompetência, da 'burralização' geral – somente a nova elite, apesar de sua inaptidão genética, desfrutará das oportunidades de perpetuação de sua 'espécie' no poder. O que, inevitavelmente, nos levará a viver num país cada vez mais burro, mais incompetente, mais incapaz, mais medíocre, mais 'principalesco', mais 'cotista'.
Preconceito? Não, é pós-conceito mesmo. É que a História está cheia de exemplos. Que contribuições humanitárias, políticas, sociais, científico-tecnológicas ou farmacêutico-medicinais antigos países como Alemanha Oriental e União Soviética, ou, os ainda hoje China e Coréia do Norte, por exemplo, têm legado para a humanidade? Se não nenhum, com certeza muito poucos. Toda a idéia ou projeto que se baseia na imposição igualitarista está fadado ao fracasso retumbante, simplesmente porque contraria a essência individual do ser humano que nem por isso, ou exatamente por causa disso, é sociável.

MRTA, o Terrorismo no Peru e a União Européia

por Marcelo Rech
O Peru aguarda com grande expectativa a revisão pela União Européia, do caráter terrorista do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA), responsável entre outras coisas pelo seqüestro da residência do embaixador japonês em Lima em 1997 e que durou quatro meses.O Parlamento Europeu, garantiu em abril seu presidente, Hans-Gert Pottering, vai rever a decisão de retirar a organização da lista de grupos terroristas.Em Lima, por ocasião da V Cúpula América Latina-Caribe – União Européia, Pottering reconheceu que a decisão foi motivada pela falta de informação e pela desinformação dos eurodeputados.Essa revisão é fundamental para que os esforços realizados pelo Peru no combate ao terrorismo deste e do Sendero Luminoso, não sofra um retrocesso. Os congressistas europeus voltam a se reunir no dia 7 de julho.Enquanto aguardam, os peruanos fazem a sua parte. Nesta semana, a Suprema Corte do país decidiu por unanimidade elevar de 32 para 35 anos a pena de prisão imposta aos líderes do Tupac Amaru, Víctor Polay Campos e Miguel Rincón Rincón, acusados pelo crime de terrorismo.Além disso, outros dez terroristas vinculados ao grupo também sofreram o aumento de suas penas pelo mesmo crime. Os integrantes do MRTA ainda terão de reparar economicamente os civis atingidos pelo terrorismo. O Ministério Público do país queria prisão perpétua para os líderes da banda subversiva.De acordo com o procurador anti-terrorista Julio Galindo, a decisão da justiça peruana será entregue aos parlamentares europeus para reforçar a qualificação de organização terrorista do MRTA.É o mínimo que a Europa pode fazer se quiser de fato combater o terrorismo global.O MRTA, assim como a FARC, operam interna e externamente. Militantes dessas organizações radicados no Brasil, Bolívia e Chile, realizam um trabalho “diplomático”, de arrecadação de fundos, treinamento e estão envolvidos com o crime organizado.Em maio, um representante do MRTA asilado no Chile informou que 18 guerrilheiros estavam prontos para integrar-se às FARC e no final do ano passado, o grupo utilizou a Agência Bolivariana de Imprensa para difundir mensagens radicais.Gera apreensão entre os peruanos a decisão de 30 supostos ex-emerretistas, de fundar o partido Pátria Livre. O líder da futura agremiação, Aníbal Apari cumpriu pena de 16 anos por terrorismo e casou-se ainda na prisão com Lori Berenson, de nacionalidade norte-americana e que integrou o MRTA.Junto com Apari está Luis Alberto Gordon Iglesias, outro emerretista que em fevereiro representou a organização do segundo congresso da Coordenadora Continental Bolivariana, em Quito.No entanto, o caso mais emblemático é o do jornalista Walter Chávez vinculado ao MRTA e que conta com a proteção do governo da Bolívia em La Paz.Chávez foi um dos principais assessores do presidente Evo Morales a quem conheceu em 1988. Ele vive naquele país na condição de refugiado político desde 1998 e em março a Suprema Corte boliviana negou a sua extradição exigida pelo Peru.
Marcelo Rech é jornalista, editor do InfoRel e
especialista em Relações Internacionais e

 Estratégias e Políticas de Defesa.
E-mail: inforel@inforel.org

Operação Jaque - Sucesso!!!

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O Exército Colombiano, em uma real Operação de Inteligência conseguiu resgatar quinze prisioneiros das FARC, além de prender um dos chefes do bando. Os reféns liberados são a ex-senadora Ingrid Betancourt, os três norte-americanos feitos prisioneiros por ocasião do abate de um avião de observação, dois tenentes, dois subtenentes, dois sargentos e cinco cabos .
Os militares colombianos conseguiram, ainda, prender dois narco-guerrilheiros, um deles Gerardo Antonio Aguilar, vulgo "César", líder do que eles chamam 1ª Frente.
Resta aos nossos políticos que procuram desqualificar o Presidente Alvaro Uribe frente aos demais líderes da América Latina, chorarem mais esse "mico" dos amigos pertencentes àquele "movimento social". Veja mais detalhes de como se desenvolveu mais esse golpe contra os bandidos colombianos.
Muitos políticos de outros países já se manifestaram em regozijo pelo fato. No Brasil, o aspone MAG deve estar ainda enxugando lágrimas junto ao Cachaceiro seu chefete. No Itamaraty, também ninguém se coçou até o momento.
A única manifestação que ouvi foi do senador amazonense Arthur Virgílio, declarando que com o fato se encerra a violência colombiana, como se os demais reféns dos narco-guerrilheiros comunistas colombianos nada valessem ou que o extermínio daquela quadrilha não fosse o real objetivo a ser perseguido por qualquer democrata. Perdeu outra boa chance de ficar calado!!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Vote no Lula Uma Vez na Vida.


Vamos colocar o nosso presidente no topo da lista. Vá até este link para votar no Lula. Ele merece.



Vítimas do Terrorismo - Mês de Julho

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Neste julho de 2008, reverenciamos a todos os que, em julhos passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus algozes, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país. Para isso, atentaram contra o Brasil e agora lhes negam até mesmo o lenitivo de serem pranteados por nós.
Nestes tempos de esperança, cabe-nos lutar para que recebam isonomia no tratamento que os "arautos" dos direitos humanos dispensam aos seus assassinos, que hoje recebem pensões e indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas.
A lembrança deles não nos motiva ao ódio e nem mesmo à contestação aos homens e agremiações alçados ao poder em decorrência de um processo político legítimo. Move-nos, verdadeiramente, o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe, por terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso.
A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão.
25/07/66 - Edson Régis de Carvalho (Jornalista - PE)
25/07/66 - Nelson Gomes Fernandes (Almirante - PE)
Mortos em decorrência do atentado a bomba no Aeroporto de Guararapes, em Recife, contra o então candidato à Presidência da República, general Costa e Silva.
Além das duas vítimas fatais ficaram feridas 17 pessoas, entre elas o então coronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva que, além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da mão esquerda e Sebastião Tomaz de Aquino, guarda civil que teve a perna direita amputada.
"Um dos executores do atentado, revelado pelas pesquisas e entrevistas de Gorender, é Raimundo Gonçalves de Figueiredo, codinome CHICO, que viria a ser morto pela Polícia Civil, em abril de 1971, já como integrante da VAR-PALMARES". (Nos Porões da Ditadura - de Raymundo Negrão Torres).
01/07/68 - Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen (Major do Exército Alemão)
Morto no Rio de Janeiro onde fazia o Curso da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Assassinado na rua Engenheiro Duarte, Gávea, confundido com o major boliviano Gary Prado, suposto matador de Che Guevara, que cursava a mesma escola.
Autores: Severino Viana Callou, João Lucas Alves e o agrônomo José Roberto Monteiro , todos da organização terrorista denominada COLINA- Comando de Libertação Nacional.
11/07/69 - Cidelino Palmeiras do Nascimento (Motorista de táxi - RJ)
Morto a tiros quando conduzia em seu carro, policiais que perseguiam terroristas que haviam assaltado o Banco Aliança, agência Muda.
Participaram deste assassinato os terroristas Chael Charles Schreier, Adilson Ferreira da Silva, Fernando Borges de Paula Ferreira, Flávio Roberto de Souza, Reinaldo José de Melo, Sônia Eliane Lafóz e o autor dos disparos Darci Rodrigues, todos pertencentes a organização terrorista VAR-Palmares.
24/07/69 -Aparecido dos Santos Oliveira (Soldado PM - SP)
Neste dia, em ação de "frente", foi assaltado o Banco Bradesco, na rua Turiassu, no Bairro de Perdizes, de onde foram roubados sete milhões de cruzeiros. Participaram da ação:
- Pelo Grupo de Expropriação e Operação: Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Raimundo Gonçalves de Figueiredo, Ney Jansen Ferreira Júnior, José Couto Leal;
- Pelo Grupo do Gaúcho: Plínio Petersen Pereira, Domingos Quintino dos Santos, Chaouky Abara;
- Pela VAR-Palmares: Chael Charles Schreier, Roberto Chagas e Silva, Carmem Monteiro dos Santos Jacomini e Eduardo Leite.
Raimundo Gonçalves Figueiredo baleou o soldado da então Força Pública do Estado de São Paulo, atual PMESP, Aparecido dos Santos Oliveira que, já caído, recebeu mais quatro tiros disparados por Domingos Quintino dos Santos.
15/07/70 - Isidoro Zamboldi (Guarda de segurança - SP)
Morto pela terrorista Ana Bursztyn durante assalto à loja Mappin.
01/07/71 - Jaime Pereira da Silva (Civil - RJ)
Morto por terroristas, na varanda de sua residência, durante tiroteio entre terroristas e policiais.
Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações, mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.
Texto adaptado de: TERNUMA