quinta-feira, 24 de julho de 2008

Comunazismo Capimunista

por Arlindo Montenegro
Outro dia um leitor do Alerta Total fez um comentário: “Eu tentando abrir os olhos do povo antes que seja tarde, 37 petistas me atacando.” Isto me levou a alinhar um pouco da metodologia de propaganda, um pouco de história associada às práticas correntes neste “nosso” País, neste nosso mundo.
Vou alinhar informação documentada, para demonstrar como os controladores abordam todas as áreas culturais de uma sociedade, induzindo ativistas ignorantes para eliminar todas as barreiras da organização econômica capitalista, todas as barreiras postas por valores morais, todas as normas jurídicas e tradição que possa limitar sua iniciativa e retardar o objetivo dos que se conservam no poder, mantendo povos colonizados e servis.
Propaganda, comparações históricas. 
Comunismo e Nazismo, são duas experiências de organização do Estado, que guardam muita semelhança na utilização da propaganda para induzir comportamentos sociais, bem como nas práticas de eliminação e perseguição de dissidentes, tratamento da cultura e preparação da guerra.
O termo foi cunhado em 1622, pelo Papa Gregório XIII, ao estabelecer a Comissão para a Propagação da Fé. Era o tempo da Reforma protestante e a Igreja reforçava o trabalho de divulgação da fé pelo mundo afora. Note-se que a fé, como a ideologia, é uma concepção pronta e acabada, indiscutível, aberta ao dogmatismo, recusando portanto a rejeição e a crítica.
Aqui temos a origem da filosofia que fundamenta a ação dos partidos totalitários: rejeição categórica de qualquer crítica ou rejeição. Não toleram o raciocínio que liberta as mentes e guia para a ação plural, criativa. O comportamento dogmático exige obediência cega. E tem sido utilizado no decorrer da história para dividir, para fixar a luta de classes e perpetuar o poder de oligarcas.
A propaganda surgiu como ferramenta para divulgar idéias transcendentais num mundo habitado por pessoas que não tinham acesso a nenhuma escola que não fossem as igrejas. Num mundo de analfabetos. 
Em 1623, o Papa Urbano VII fundou o “Colégio da Propaganda”, para formar padres. E mais tarde, em 1662, a encíclica de Gregório XV, Inscrutabili, documenta a criação do Colégio de Cardeais denominado De Propaganda Fide, responsável pela manutenção e difusão da fé católica.
No século XIX, para confrontar e substituir a fé cristã em particular e no geral as demais crenças dos povos no poder transcendental que alimenta o espírito dos livres, os comunistas criaram a mais poderosa máquina de propaganda sob direção da KGB. Mais tarde, a propaganda política nazista especializou as práticas soviéticas explorando com ferramentas psicológicas as emoções populares.
Joseph Paul Goebbels, tornou-se ministro da Propaganda Nazista em 13 de março de 1933, cargo que manteve até 1º de maio de 1945, quando suicidou-se depois de matar a mulher e os filhos.
Num dos seus discursos descreve a metodologia: “A propaganda não precisa ser rica em conteúdo intelectual” e é dirigida às massas, ao povão menos favorecido intelectualmente, para explorar os que se deixam guiar pelos sentimentos, sem pensar. A propaganda, face à compreensão limitada do povo, deve ser centrada em pequenos pontos repetitivos.
Tal como fazem os comunistas com as palavras de ordem” e vocabulário repetitivo “contra a exploração capitalista”, “contra o imperialismo americano” ou “a religião é o ópio do povo”. Mais atualmente, de modo refinado e globalizado falam da paz”, da “fome”, da “universalização de bens para a preservação da vida no planeta”, da “solidariedade”, etc.
É o próprio Hitler em seu livro de memórias “Minha Luta” quem diz que na propaganda tudo é permitido, mentir, caluniar... E o maior propagandista nazista, Goebbels, acrescenta que na formulação de uma propaganda, devem ser usadas experiências existentes. Hitler, (como Fidel Castro e Chavez) fazia discursos grandiosos, longos, agressivos, sempre contendo palavras escolhidas como: imperialismo, ódio, força, esmagar, cruel. Eram mestres em acenar com desejos sempre postos num ponto futuro indefinido. E seus seguidores, durante o século passado, através das artes e da propaganda sistemática, utilizando as tecnologias de ponta da comunicação, trataram de aniquilar todas as fronteiras morais, econômicas, institucionais, jurídicas e estéticas.
O totalitarismo do Estado moderno é uma cria monstruosa do bacanal comunazista. O totalitarismo atual pode ser designado capimunismo. As práticas e objetivos são semelhantes. A propaganda tornou-se a arma por excelência para calar a razão e implantar a mesmice dogmática dos benefícios da globalização da economia, da eliminação da privacidade, da realização do mais poderoso projeto de controle das pessoas.
Combinando os recursos de propaganda com a violência de rua contra os inimigos políticos, Goebbels conseguiu ampliar as bases do nazismo, tornando o movimento cada vez mais conhecido. Como não havia televisão, foi utilizado o jornal Der Angriff (O Ataque), para implantar as posições nazistas de forma agressiva, atacando principalmente judeus e comunistas.
Combinando os recursos da propaganda com os ideais democráticos, Edward Bernays, desenvolveu a metodologia hoje utilizada para manter o poder de partidos e o mesmo poder financeiro empresarial e do Estado, seja qual for a ideologia dos governantes. Como o cinema até meados do século passado, a televisão que hoje está em todos os lares utiliza a emoção, as cores e palavras escolhidas para manter a ilusão e os desejos de cada gueto criado pelos poderosos, que mantêm a divisão de classes facilitando o controle.
Hoje são implantadas as informações encomendadas pelos controladores financeiros de conglomerados multinacionais da indústria química, bélica, mineração, comunicações e pelos organismos governamentais que mantêm os interesses objetivos da economia globalizada. RG, CPF, Cartões de Crédito, senhas (assinaturas) eletrônicas permitem saber em qualquer parte do planeta, a qualquer instante quem é quem e até preferências pessoais.
Em resumo, o Estado atual, copia Hitler, utiliza grandes espetáculos para converter as pessoas em peças figurantes, para reforçar sua imagem de poder e animar os militantes que perdem a visão de Pátria, para servir à “estrela vermelha”, ou à “foice e o martelo” ou aos símbolos das grandes empresas, agredindo a comunidade maior.
O resultado final desta política é aliciar os que se encontram fora da política partidária ou empresarial maravilhosa que dá nó em fumaça e pode tudo contra todos. A política que dirige a propaganda para diminuir e perseguir sistematicamente quem lhe seja contrário e contestador.
Referencias: 
- M.T.Garcia Nieto. “La propaganda como fuente de las relaciones públicas
Ion Mihai Pacepa.  “Red Horizons
Edward Bernays. “Propaganda
Arlindo Montenegro é Apicultor
Fonte: Alerta Total

Crônica Sobre Forró

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O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhado uma música da banda Calipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de 'forró', e Ariano exclamou: 'Eita que é pior do que eu pensava'. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.
por Ariano Suassuna
"- Tem rapariga aí? Se tem levante a mão!'. A maioria, das moças, levanta a mão."
Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.
Pruma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.
Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shorts começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado, Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamur, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.
Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção ?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é 'É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.
Ariano Suassuna

quarta-feira, 23 de julho de 2008

La Causa Judicial de los Hackers

LAS PRUEBAS QUE OCULTA LA JUEZA ARROYO SALGADO
Tal cual viene investigando este periódico, desde hace unos meses, la jueza federal Sandra Arroyo Salgado investiga una organización dedicada supuestamente al hackeo de casillas de correo electrónico de funcionarios y personajes de farándula vernácula y el posterior comercialización de los datos allí contenidos.
Este periódico, que se encuentra en las antípodas ideológicas de algunos de los investigados y que condena cualquier eventual accionar delictivo - debe aclararse para evitar cualquier especulación al respecto -, ha desnudado oportunamente los reales intereses detrás del fogoneo de la mencionada causa judicial: el aleccionamiento de los enemigos K y el desvío de culpas por parte de ciertos funcionarios de la Inteligencia argentina.
"En ese juzgado (el de Arroyo Salgado), no casualmente, se concentran decenas de causas contra piqueteros, docentes, trabajadores de la carne, de la leche y ferroviarios - entre otros -, procesados sólo por protestar contra la política K", se publicó hace apenas unas semanas (1) al respecto.
Es dable recordar quiénes son los involucrados en la causa de los mails que investiga la jueza de San Isidro: Juan Bautista "Tata" Yofre, ex titular de la SIDE; Iván Germán Velázquez, ex agente de la SIDE y de la Policía de Seguridad Aeroportuaria (PSA); Daniel Reimundes, general retirado; Héctor Alderete, responsable del portal Seprin; y Pablo Carpintero, también ex agente de la PSA. Eventualmente, aparece también el nombre del impresentable ministro de Justicia, Aníbal Fernández.
A todos ellos se los investiga por ser parte de la supuesta "asociación ilícita". Lo que pocos saben es que, detrás de esta trama, se esconde otra aún más interesante que intenta salvar el pellejo de varios funcionarios de la ex SIDE, políticos, militares, ministros y hasta el ex presidente de la Nación, Néstor Kirchner.

Quema esas cartas
Según una fuente inobjetable de la justicia de San Isidro, dependiente del fuero judicial de San Martín, habría una frondosa y comprometedora documentación de Inteligencia que la jueza oculta - presionada -, a efectos de salvar el pellejo de un grupete de funcionarios públicos. En ese contexto deben entenderse las erráticas medidas tomadas por la magistrada en torno a la investigación de la supuesta organización "traficadora de mails".
Uno de los hechos que refrendan este ocultamiento de la realidad tiene que ver con el "ninguneo" hecho sobre el mencionado ex agente Iván Velázquez, de quien se oculta - sospechosamente - su vinculación con la SI.
En tal sentido, la jueza parece omitir un interesante cruce de llamadas y escuchas telefónicas entre algunos números que figuran en la causa. Es el caso del 6364-3662, perteneciente presuntamente a Velázquez y el 4827-8500/8540 perteneciente a la Base de Coronel Díaz de la SI, donde hay sendas conversaciones con ex directores de la misma - responsables de Reunión Exterior (Sectores 31 y 32) -, los agentes Raúl Maytel y Alejandra Ravenna, ambos "manos derechas" del director de Contrainteligencia de la Secretaría, Jaime Stiusso.
Estas conversaciones - que están en poder del juzgado - determinarían no sólo la permanencia de Velázquez en el organismo de Inteligencia vernácula hasta el 1º de Mayo de 2006, sino que involucrarían al propio Stiusso y confirmarían los fuertes dichos de Velázquez, efectuados junto a su colega Pablo Carpintero al diario Perfil hace unos meses. Allí, ambos hablaron sobre la existencia de una "conspiración" para con ellos por no colaborar con sus ex jefes, luego de haberse asimilado a la estructura de la Policía de Seguridad Aeroportuaria (2).
En estas conversaciones, que posee la jueza - y que se esconden por presión de Fernando Pocino y Stiusso -, se encontrarían amplias charlas telefónicas con el secretario de Asuntos Militares del Ministerio de Defensa, Germán Montenegro y el agente de Inteligencia de la Fuerza Aérea, Alfredo Maciel. En una de las escuchas, Montenegro le solicita a Velázquez que hable con su "fuente" para que le "prepare algo sobre la situación militar y la unión de promociones" por un pedido especial de la Ministra (Nilda Garré), a quien en este caso se refiere explícitamente como la "señora".
Asimismo, para proteger a la jefa de la cartera de Defensa - por orden de Pocino - se extrajeron de la causa las fotografías que los agentes de la SI efectuaron de las reuniones mantenidas en un bar de la Avenida Beiró y en otro muy cercano al Ministerio de Defensa, donde se lo ve a Velázquez reunido con Maciel y Montenegro respectivamente.
Por si no fuera suficiente, la magistrada habría ocultado las escuchas de Nextel que vinculan a un ex suboficial del Ejército - y actual Personal Civil de Inteligencia -, Joaquín Santiago, quien oficiaba de nexo entre Velázquez y Pocino, y entre Velázquez y el Director de Inteligencia del Ejército Argentino, César Santos Milani.
En concreto, hay pruebas de sobra, las cuales comprometen seriamente a ciertos funcionarios nacionales e importantes agentes de la SI. Por caso, existe un cuerpo completo del expediente judicial que posee una veintena de carpetas provenientes de una dirección de correo electrónico -marianomejia32@gmail.com-, en la cual Fernando Pocino recibía mails del mencionado suboficial Santiago, conteniendo información que este repartía, por un lado, usando al Teniente Coronel Pablo Quiroga y, por el otro, al Director de Inteligencia del Ejército Argentino, General Cesar Santos Milani.
Otras pruebas incriminatorias consistirían en el contenido de ciertas conversaciones a través de Nextel entre la Jefa de la Base Billinghurst, Fernanda Madeo, Gustavo Queirolo, Pablo Quiroga y el Propio Pocino. Pero la evidencia más elocuente y explosiva - y que inevitablemente traerá fuertes dolores de cabeza a más de uno -, está relacionada con una "escucha" en la cual el ex presidente Néstor Kirchner le pide a Velázquez un "favor personal" para su esposa.

Concluyendo
Pocos saben que la campaña de satanización contra algunos de los supuestos integrantes de la banda que hackea correos electrónicos, llevada a cabo por varios periodistas - entre ellos Irina Hauser de diario Página/12 y Rolando Graña del programa televisivo GPS (3) - estaría siendo propulsada desde los bolsillos de la propia Secretaría de Inteligencia para encubrir, entre otros, al nombrado director de Contrainteligencia, Jaime Stiusso.
Como se ha mencionado más arriba, Tribuna de periodistas no tiene amistad, ni afinidad ideológica - ni laboral - con ninguno de los acusados. Pero, más allá de las eventuales diferencias, preocupa cómo se manipula una causa judicial a efectos de castigar a ciertos enemigos oficiales.
En ese sentido, las preguntas más sencillas aparecen como enigmas irresolubles:
-¿En qué consiste específicamente el juego del que es parte la jueza Arroyo Salgado?
-¿Cuál es el vínculo entre este expediente judicial y el encubrimiento de la causa AMIA, del cual es parte su marido, el incombustible fiscal Alberto Nisman? -¿Por qué la magistrada no da entrevistas a la prensa cuando, por el contrario, en el caso Febrés se cansó hasta el hartazgo de pasearse por los medios?
-¿Qué sucederá cuando las pruebas mencionadas comiencen a trascender?
-¿Sabrá la joven funcionaria que su conducta es pasible de un pertinente juicio político?
Preguntas sin respuesta ...
Christian Sanz
(3) Ambos periodistas son operadores a sueldo de la ex SIDE. Así lo ha denunciado oportunamente este medio: Periodico Tribuna-Articulo=3392
Buenos Aires - Argentina
info@PeriodicoTribuna.com.ar

Diario Nicaragüense Asegura que Ortega y Miembros de las Farc se Encontraron

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Bogotá, Colombia (RCN) - A pesar de la petición del Gobierno colombiano y de una orden internacional de captura, el Presidente de Nicaragua, Daniel Ortega, recibió en Managua a seis guerrilleros de las Farc. Así lo asegura el diario La Prensa, uno de los periódicos más influyentes de ese país.
Noticias RCN conoció en exclusiva desde Nicaragua que la delegación de las Farc que viajó a ese país estuvo integrada por dos miembros del secretariado, Iván Márquez vocero internacional, y Pablo Catatumbo. También estuvieron Rodrigo Granda, Pastor Alape y dos integrantes de la comisión internacional para Centroamérica del grupo subversivo. El diario La Prensa el más influyente de Nicaragua aseguró que la comisión de las Farc llegó a Managua el pasado 17 de julio en un avión tipo Cesna procedente de Venezuela y que regresó en la misma aeronave el domingo 20 de julio.
El periódico aseguró que los guerrilleros se reunieron secretamente en más de 2 oportunidades con el presidente Daniel Ortega, quien como se esperaba no los presentó en público durante el aniversario de la revolución sandinista, celebrado el pasado sábado ante la polémica generada por los medios de comunicación en Colombia.
Noticias RCN habló en Managua con la periodista Maria José Uriarte quien publicó la información:
“Se manejó de forma muy hermética quienes recibieron a estas personas aparentemente fueron miembros afines al partido frente Sandinista y obviamente el personal encargado de recibir vuelos internacionales no tuvo acceso al mismo”, explicó la periodista nicaragüense.
La Prensa también afirmó que pese a la alerta pública de captura emitida por la Interpol la Policía nicaragüense aseguró que no tuvo ninguna información oficial del Organismo Internacional para detener a los subversivos que llegaron en un vuelo privado y controlado por el Gobierno.
Reacciones
En Washington, el embajador colombiano ante la OEA, Camilo Ospina, y el Ministro de Defensa, Juan Manuel Santos, rechazaron la presencia de una delegación de las Farc en Nicaragua. Ospina llevará el tema este jueves ante la plenaria de la OEA donde le pedirá al organismo que intervenga ante la intromisión de Daniel Ortega.
Los rumores de que el Gobierno de Nicaragua con el apoyo de Venezuela trasladó a los miembros de las Farc hasta su territorio ha generado una nueva reacción en Washington, la embajada de Colombia ante la OEA protestará por este hecho considerado una violación al Derecho Internacional.
“Nosotros partimos del principio de que no tenemos pruebas de que los terroristas hayan estado allá y también partimos del principio de que Nicaragua no lo ha negado, por lo tanto nosotros si lo vamos a incluir, basándonos y haciendo la salvedad fundándonos en la opinión publica”, aseguró, el embajador de Colombia ante la OEA Camilo Ospina.
Como en su momento lo reveló RCN, el Gobierno colombiano había pedido a la Interpol arrestar a los miembros de las Farc si después pisaban suelo nicaragüense.
“Las autoridades de Nicaragua tenían pleno conocimiento de que esas personas eran buscadas por la justicia internacional y su única acción posible era arrestarlos”, agregó el Embajador.
El Ministro de Defensa quien estaba de visita en Washington reiteró que el caso será investigado:
“Voy a averiguar bien que pasó, cómo sucedió y en qué condiciones y para qué”, destacó el ministro, Juan Manuel Santos.
Tanto el Embajador ante la OEA como el Ministro de Defensa han asegurado que el presidente Daniel Ortega no está invitado a ninguna negociación en Colombia.
COMENTO: É mais um do Foro de São Paulo buscando fama ao envolver-se diretamente na defesa dos narcoguerrilheiros e concorrendo com a idéia do "canje humanitário". Assim, apresentando-se como "defensor da paz e da concórdia", o chefe nicaraguense tenta lançar-se como mais um "líder" na América Latrina.

A Primeira Lista dos "Sujos"

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A Associação dos Magistrados Brasileiros, publicou a lista abaixo onde constam alguns dos candidatos nas próximas eleições que possuem processos em andamento na Justiça:

Candidato Cargo Partido Mun. UF
Rio Branco AC
Processos: Neste município, nenhum dos candidatos que concorrem aos cargos de prefeito e vice-prefeito responde a Processos.
Maceió AL
Processos: Neste município, nenhum dos candidatos que concorrem aos cargos de prefeito e vice-prefeito responde a Processos.


Amazonino Armando Mendes Prefeito PTB Manaus AM
Processos:
AÇÃO PENAL Nº 2007.32.00.007742-0, 2ª VARA DA JUSTIÇA FEDERAL DE MANAUS, crimes da lei de licitações/crimes contra o sistema financeiro nacional/crimes contra a ordem tributária.
OBS: O candidato impetrou habeas corpus no TRF-1ª Região visando o trancamento da aludida ação penal, tendo sido a ordem concedida em sessão realizada no dia 24.06.08, sem que, contudo, até a presente data, essa decisão tenha sido publicada.


Maria Dalva De Souza Figueiredo Prefeita PT Macapá AP
Processos:
AÇÃO PENAL Nº 491, Supremo Tribunal Federal, crimes contra a fé pública/falsidade ideológica/crimes praticados por funcionários públicos contra a administração em geral/prevaricação
Salvador BA
Processos: Neste município, nenhum dos candidatos que concorrem aos cargos de prefeito e vice-prefeito responde a Processos.


Sérgio Braga Barbosa Vice-prefeito PPS Fortaleza CE
Processos:
AÇÃO PENAL Nº 2000.81.00034025-2, 11ª VARA FEDERAL DE FORTALEZA, crimes contra fé pública/falsidade ideológica/uso de documento falso.
Vitória ES
Processos: Neste município, nenhum dos candidatos que concorrem aos cargos de prefeito e vice-prefeito responde a Processos.


Iris Rezende Machado Prefeito PP Goiânia GO
Processos:
AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 200600459998 – 1ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE GOIÁS – Improbidade Administrativa
OBS: A ação foi julgada improcedente em 1º grau. O Ministério Público recorreu da decisão e a ação foi remetida ao Tribunal de Justiça de Goiás.


São Luís MA
Processos: Neste município, nenhum dos candidatos que concorrem aos cargos de prefeito e vice-prefeito responde a Processos.


Pitágoras Lincoln de Matos Vice-prefeito DEM Belo Horizonte MG
Processos:
AÇÃO PENAL Nº 002401605698-8, 4ª VARA CRIMINAL DE BELO HORIZONTE, abuso de autoridade.


Campo Grande MS
Processos: Neste município, nenhum dos candidatos que concorrem aos cargos de prefeito e vice-prefeito responde a Processos.
Cuiabá MT
Processos: Neste município, nenhum dos candidatos que concorrem aos cargos de prefeito e vice-prefeito responde a Processos.


Jorge Carlos Mesquita Vice-prefeito PSL Belém PA
Processos:
AÇÃO PENAL Nº 2000.2.007274-8, 12ª VARA CRIMINAL DE BELÉM, crime contra a pessoa/ lesão corporal/crime contra o patrimônio/dano.


Leila Márcia Silva Santos Vice-prefeita Frente Belém Popular Belém PA
Processos:
AÇÃO PENAL Nº 2001.39.00.005470-5, 3ª VARA FEDERAL DE BELÉM, crimes contra o patrimônio/dano/crimes contra a administração pública/desacato/crimes contra a liberdade individual/sequestro e cárcere privado.


Marinor Jorge Brito Prefeito PSOL Belém PA
Processos:
AÇÃO PENAL Nº 1996.2.010154-5, 12ª VARA CRIMINAL DE BELÉM, crime contra o patrimônio/dano/incitação ao crime.


João Pessoa PB
Processos: Neste município, nenhum dos candidatos que concorrem aos cargos de prefeito e vice-prefeito responde a Processos.
Recife PE
Processos: Neste município, nenhum dos candidatos que concorrem aos cargos de prefeito e vice-prefeito responde a Processos.
Teresina PI
Processos: Neste município, nenhum dos candidatos que concorrem aos cargos de prefeito e vice-prefeito responde a Processos.
Curitiba PR
Processos: Neste município, nenhum dos candidatos que concorrem aos cargos de prefeito e vice-prefeito responde a Processos.
Rio de Janeiro RJ
Processos: Neste município, nenhum dos candidatos que concorrem aos cargos de prefeito e vice-prefeito responde a Processos.
Natal RN
Processos: Neste município, nenhum dos candidatos que concorrem aos cargos de prefeito e vice-prefeito responde a Processos.


Hamilton Nobre Casara Prefeito PSDB Porto Velho RO
Processos:
AÇÃO CIVIL DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA Nº 2006.41.00.004196-0, 1ª VARA FEDERAL DE PORTO VELHO, revogação e anulação de ato administrativo.


Lindomar Barbosa Alves Prefeito PV Porto Velho RO
Processos:
AÇÃO PENAL Nº 462, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, falsificação de documento público.


Maria Suely Silva Campos Vice-prefeita Boa Vista de Todos Nós Boa Vista RR
Processos:
AÇÃO PENAL Nº 2008.42.00.000608-0, crime contra a administração pública/peculato


Porto Alegre RS
Processos: Neste município, nenhum dos candidatos que concorrem aos cargos de prefeito e vice-prefeito responde a Processos.
Florianópolis SC
Processos: Neste município, nenhum dos candidatos que concorrem aos cargos de prefeito e vice-prefeito responde a Processos.
Aracaju SE
Processos: Neste município, nenhum dos candidatos que concorrem aos cargos de prefeito e vice-prefeito responde a Processos.


Aline Corrêa de Oliveira Andrade Vice-prefeita PP São Paulo SP
Processos:
AÇÃO PENAL Nº 473, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, crimes contra a paz pública/ quadrilha ou bando/crimes contra a fé pública/falsificação de documento/ crimes de ocultação de bens, direitos ou valores


Marta Suplicy Prefeita PT São Paulo SP
Processos:
AÇÃO PENAL 050.05.029363-0/00 – FÓRUM CENTRAL DA BARRA FUNDA (SP) - 10ª VARA CRIMINAL/ AÇÃO PENAL 455 – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – crimes da lei de licitações


Paulo Salim Maluf Prefeito PP São Paulo SP
Processos:
AÇÃO PENAL Nº 458 – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – crime de responsabilidade
AÇÃO PENAL Nº 461 - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – crimes contra a paz pública/ quadrilha ou bando/crimes contra o sistema financeiro nacional/ crimes de ocultação de bens, direitos ou valores
AÇÃO PENAL Nº 477 - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – crimes contra o sistema financeiro nacional
AÇÃO PENAL Nº 483 - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – crimes contra o sistema financeiro nacional
Ação de Improbidade Administrativa Nº 583532002023719, FÓRUM FAZENDA PÚBLICA (TJ-SP) (SEGREDO DE JUSTIÇA)
Ação de Improbidade Administrativa Nº 5835320010119506 - 14ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE SÃO PAULO (SP)
Ação de Improbidade Administrativa Nº 583532000178798 - 6ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE SÃO PAULO (SP)
OBS: O sistema de busca processual da página do Tribunal de Justiça de São Paulo na internet não oferece a possibilidade de fazer links para as ações. para consultá-las, acesse WWW.TJ.SP.GOV.BR

Raul de Jesus Lustosa Filho Prefeito PT/Força Do Povo Palmas TO
Processos:
AÇÃO PENAL 2007.01.00.011040-4, TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL 1ª REGIÃO - crime contra a ordem tributária


terça-feira, 22 de julho de 2008

Escusas

Desde seus primórdios, os órgãos estruturados no Sistema de Informações do Exército repousaram na dedicação de seus quadros constituídos por Oficiais, Subtenentes, Sargentos e Cabos, aos quais se agregaram Policiais Militares e Civis, após o início do período 1966-1979/81, contingência natural pelo tipo de combate na luta contra o terrorismo que as esquerdas desencadearam em nosso País.
Luta fratricida que as organizações marxista-leninistas iniciaram com ações urbanas em busca de recursos necessários à montagem de áreas de guerrilha defendidas nas obras de Mao, Guevara e outros.
Suas tentativas orquestradas por lideranças teóricas de pouca experiência e irresponsáveis, com nomes projetados por uma mídia sem lastro moral, levou jovens ao sacrifício numa aventura de fim certo.
Nos duros combates travados, os alienados militantes destas organizações tiveram pela frente, nas ruas e na selva, homens treinados no manejo das armas e dedicados à defesa dos postulados inscritos nas Constituições do Estado Democrático de Direito. Oficiais e Graduados das Forças Armadas, Policiais Militares e Civis nas suas funções administrativas, nos trabalhos de análise e nas ações operacionais, foram os artífices silentes e contínuos das ações que derrotaram as organizações empenhadas na luta armada.
Nos textos que foram escritos sobre estas ações, com exceção dos escritos por participantes diretos nas ações, poucas citações deram a projeção devida aos Graduados – base inestimável – deste combate. Estou incluído entre os que cometeram este lapso imperdoável.
O silêncio a que se propuseram permanece como preito de sua lealdade aos seus chefes, cujos erros não questionaram, nem questionam apesar de conhecê-los. Debitam os mesmos ao calor da luta em que se empenharam. Avessos aos cultos das personalidades mantêm a atitude dos fortes que nos muitos entreveros vividos forjaram suas têmperas de guerreiros.
Citá-los não é o caso, por razões óbvias, diante da sanha revanchista que nos assola por obra dos derrotados vencedores, acobertados pelo manto de supostos direitos humanos difundidos pela mídia infiltrada, dominada por intelectuais orgânicos.
Na atualidade, como se não bastasse, temos a covarde omissão permanente dos comandantes das Forças, que com suas atitudes impõem cautela e o dever de preservar os que se dedicaram à defesa da Democracia.
Aos nossos Graduados, e em especial aos que tive o prazer de conviver, peço que me desculpem por não ter elevado suas ações ao lugar que mereciam com todo o mérito.
Cel Ref do Exército Brasileiro.
Fonte: Mídia sem Máscara - 3 Fev 2007
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segunda-feira, 21 de julho de 2008

Anjos e Demônios


por Ugo Braga
Protógenes Queiroz é um herói desastrado. Escreve mal. Tortuosamente, na verdade - para quem duvida, recomendo uma passadinha de olho no texto completo do inquérito, já disponível nos quatro cantos da internet. O delegado é um maniqueísta. A julgar pelo que diz na peça, pode-se concluir que anda nas ruas ressabiado, envolvido num embate eterno entre o bem e o mal, como nas histórias em quadrinhos. Ouviu um galo cantar e saiu por aí dizendo ter indícios de que Naji Nahas, demônio antigo do purgatório brasileiro, detinha informação privilegiada sobre decisões da política monetária dos Estados Unidos. Delírio! Viu a jornalista Andréa Michael, anjo desse mesmo purgatório, noticiar o andamento das investigações e quis incluí-la como integrante da organização criminosa sob sua lupa. Alucinação! Permitiu a uma equipe de tevê filmar a prisão de Celso Pitta de madrugada, na porta de casa, ainda de pijamas e tridente. Tolice!
As trapalhadas do delegado federal foram tantas e tamanhas que permitiram aos cães de guerra do PT exibir algo em que estão no estado da arte: mudar o foco, alegar ignorância e depois inocência, conjecturar, acusar e confundir.
Na história que Protógenes tenta contar de forma meio atabalhoada, porém, há uma trama coerente, com início, meio e fim. E nela, acreditem, nobres senhores e belas damas, grassa uma pugna bilionária, da qual reluz um facho vermelho e piscante, a iluminar tristemente os arredores do Palácio do Planalto. E me explico.
A privatização da telefonia brasileira, em 1998, dividiu o mercado em fazendas. Os donos de uma delas não podiam ser donos de outras e umas não podiam vender seus serviços nas áreas das outras. O Estado concedeu o direito de terceiros grupos privados competirem localmente com as ex-estatais já estabelecidas.
Assim, em tese, se cristalizariam grandes grupos regionais que seriam postos para brigar entre si dali a alguns anos, quando poderiam disputar clientes em todo o território nacional.
A fazenda chamada Tele Norte Leste, depois Telemar e hoje Oi, foi arrematada por um grupo liderado pelo brasileiro La Fonte, grupo este desafeto dos tucanos, então no poder, que o chamavam de “rataiada”. A palavra é um neologismo para designar um bando de ratos. A fazenda chamada Tele Centro-Oeste, depois Brasil Telecom, foi arrematada por um grupo liderado pelo Opportunity, de Daniel Dantas, financista considerado gênio na academia, muito querido do tucanato.
Pois bem, logo nos primeiros anos, a Brasil Telecom, com o perdão do trocadilho, virou um saco de gatos. Sob influência do PT, que detinha postos estratégicos ao eleger diretores, fundos de pensão brasileiros se aliaram à Telecom Itália, integrante do consórcio que arrematou a companhia, e passaram a tentar destituir o Opportunity da gestão da empresa. Por quê? Porque descobriram que o banco de Dantas, graças a um agressivo arranjo societário e a uma aliança sólida com o Citibank, que o bancava, entrara com quase nenhum capital no negócio, embora mandasse nele absolutamente.
A briga pelo controle da Brasil Telecom foi renhida, sangrenta e cruel. Milhões de dólares voaram de um lado a outro, entre bancas de advocacia e outras despesas menos glamourosas.
Até que, em meados de 2002, Daniel Dantas dá uma cartada arriscada. Faz a direção da companhia telefônica contratar a empresa Kroll Associates, maior do mundo na área de espionagem industrial. E passa a monitorar a vida de praticamente todas as pessoas que pudessem influenciar a batalha. E-mails do então ministro Luiz Gushiken e filmagens de viagens do presidente do Banco do Brasil, Cássio Kasseb, estão no material.
Em outubro de 2004, a Polícia Federal é acionada para acabar com a bisbilhotice de Dantas. Deflagra a Operação Chacal a apreende uma série de dossiês, documentos e relatórios de todo tipo, com as informações que o Opportunity havia amealhado nos meses anteriores.
Descobre-se que Dantas reunira informes segundo os quais o megaespeculador Naji Nahas era uma ponte confiável da Telecom Itália até o Palácio do Planalto. Mais, que se articulava num bastidor muito profundo a futura fusão da Telemar, aquela da rataiada, com a Brasil Telecom.
Não por coincidência, o antigo pacto com o Citibank ruiu e o Opportunity acabou mesmo defenestrado do comando da telefônica. Dantas começa a se aproximar de Nahas para, de alguma forma, recuperar o prejuízo. É ali, quase quatro anos atrás, que começa a Operação Satiagraha, com o olho e os grampos de Protógenes sobre a dupla.
O que aconteceu desde então? A Telemar injetou milhões de reais na empresa do filho do presidente da República. Depois, recebeu outros bilhões do Banco do Brasil e do BNDES para comprar a Brasil Telecom. O negócio depende de uma mudança na lei feita por decreto presidencial, que vai sair.
Uma vez feito, Daniel Dantas, já apaziguado, bota US$ 1 bilhão no bolso pela parte do capital que ainda detém. E todos vivem felizes para sempre. Apesar de Protógenes.
Fonte:  Coluna Nas Entrelinhas
Correio Braziliense - 20 Jul 08

domingo, 20 de julho de 2008

Zorra Total

por Maria Lúcia Barbosa
Se a corrupção no Brasil tem uma longa história, a ponto de se tornar um elemento cultural, uma visão de mundo que permeia a sociedade de alto a baixo, tudo indica que agora chegamos ao clímax dessa mazela que, na verdade, se constitui um dos empecilhos ao nosso desenvolvimento.
O mais recente escândalo, que envolve figuras da cúpula política e econômica, e está presente no caso do banqueiro Daniel Valente Dantas, desnuda a zorra total em que se converteu o mais alto comando do país e é indicativo do grau de imoralidade pública a que se chegou. Se bem que os negócios escusos já tinham suas ramificações em governos anteriores, estão bastante acentuados desde 2003 e viriam à luz se não fossem abafados pelo Executivo.
Afinal, o caso Dantas ficou rente ao promissor Lulinha que, para orgulho de seu pai está tendo uma carreira, digamos, “empresarial” vertiginosa. Colou de forma inconveniente no companheiro mais chegado do presidente da República, seu chefe de gabinete Gilberto de Carvalho. Chegou perto demais do braço direito de Sua Excelência, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, indicada, pelo menos por enquanto pelo próprio Lula da Silva para sucedê-lo.
Mostrou ligações perigosas com o ainda poderoso José Dirceu. Envolveu outros devotados colaboradores do presidente e do governo do PT, entre os quais, o dedicado compadre Roberto Teixeira, o ex-deputado federal petista Luiz Eduardo Greenhalg, o ex-ministro Luiz Gushiken, o colaborador do PT Marcos Valério, o exótico ministro Mangabeira Unger, sem falar em deputados, senadores, personalidades, empresas.
Para manter as aparências éticas, que o PT gostava de ostentar no passado, o presidente Lula da Silva apareceu diante de câmaras e microfones para dar um carão no delegado Protógenes Queiroz, responsável pelas prisões do banqueiro. Protógenes foi afastado do caso pela PF, ou seja, em última instância pelo próprio governo, mas Lula da Silva chamou Protógenes de mentiroso e disse que moralmente ele tinha que permanecer no cargo. Mais um espetáculo da política, é claro.
A bem da verdade, a prisão de Dantas, algemado, efetuada de modo espetacular e devidamente televisionada, e de mais dezesseis pessoas, entre elas, Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta teve lances de Estado Policialesco. Parece que o delegado reconheceu seus erros e exageros, mas supôs que não seria defenestrado.
O problema, porém, não se circunscreve ás trapalhadas do delegado ou a inconveniência do processo para a classe dominante. A questão mais grave está na crise sem precedentes que o caso gerou no Judiciário, algo que num país sério teria outros desdobramentos.
Dantas foi preso e solto duas vezes em uma semana, o que fez com que a Operação da polícia, denominada de Satiagraha, fosse jocosamente denominada de solta e agarra. O banqueiro foi solto por hábeas corpus concedidos pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, que considerou a prisão, da forma como foi feita, ilegal.
Tal ato desencadeou contra o ministro reações de repúdio da parte de juízes, que se solidarizaram com o juiz Fausto Martins De Sanctis que mandara prender Dantas duas vezes, e de promotores, sendo que chegou a ser aventada a idéia de impeachment do presidente do STF. Mas enquanto o caso se desenrola no vai vem do prende e solta cabe indagar o que significa tudo isso.
Será que houve apenas o leitimo anseio de cumprir a lei, da parte do delegado e do juiz? Mas se isso é verdade, por que nenhum petista envolvido foi preso?
Será que tudo não passa de manobra política para fortalecer ainda mais o Executivo e destruir o
Judiciário? Afinal, a rebelião de juízes e promotores contra a instância máxima da Justiça significa a quebra total da hierarquia e o achincalhamento do STF.
Será que tudo não passou de uma ação mirabolante de um delegado que se compraz na luta de classes e combate os ricos para dar à sociedade aquele delicioso prazer da vingança contra os poderosos?
Será que foi uma manobra de Tarso Genro, ministro da Justiça, para tomar o lugar da mãe do PAC na próxima disputa presidencial?
Seja lá o que for o caso demonstra que há um perfeito conluio entre o poder político e econômico. Mas se perguntado ao simples cidadão o que ele acha sobre esse fragoroso escândalo, provavelmente ele responderá não tem conhecimento ou entendimento do que está se passando.
Além do mais, no nível de degradação moral a que chegamos, o brasileiro comum é aquele que diz que não devolveria dinheiro alheio se encontrasse, que aceita por qualquer pagamento ser laranja, que gosta mesmo é de ligar a TV e assistir um jogo do Corinthians. O brasileiro seja rico ou pobre é fácil de comprar, pois está sempre em liquidação.
Neste contexto a maioria se compraz na adorável zorra total, misto de circo e máfia que faz as delícias dos poderosos e dos bagrinhos espertos que sabem achacar pedindo: “Dá dois pau ai pra mim, ô meu”.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga, escritora e professora.
Fonte:  Alerta Total

Brasil Vive Uma Tragédia

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Para quem tem um mínimo de responsabilidade neste País não deve ter dormido nos últimos dias. As notícias estampadas pelas TV, o que é divulgado pelos rádios e pelos artigos de jornais, deixam em baixo astral à cidadania. Para onde vamos? Acabou-se tudo? Parece que sim e sem luz de retornoNuma bela solenidade militar, de passagem funcional, no Gabinete do Comandante do Exército, dia 11 de julho último, o general, na sua alocução de despedida, frisou que o mais importante na vida “É A DEFESA DA HONRA; É A LUTA PELA VERDADE” e se não estamos enganados, ressaltou, também, “O AMOR À INSTITUIÇÃO A QUE PERTENCE – O EXÉRCITO”. Era o velho chefe se despedindo e levando aos subordinados a sua emocionante palavra de AMOR AO BRASIL E AO HOMEM VERDADEIRO. Lágrimas nos olhos de muitos, pois no salão, os presentes vibravam com amor à Pátria e amizade ao chefe que partia. Que diferença entre o primeiro parágrafo e o segundo. No primeiro, a descrença, e, no segundo, A ESPERANÇA E A DIGNIDADE. Vamos analisar o primeiro: TRISTE PAÍS onde homens corruptos o governam. De tudo que vamos falar não nos interessam nomes nem estamos interessados neles e sim mostrar a TRAGÉDIA que vivemos. Se citamos pessoas é porque estão na Imprensa. DANIEL DANTAS e suas implicações. O relatório da Polícia Federal é de uma clareza franciscana. Coloca à nu a miséria que grassa no âmbito do governo. Quem quiser ter seu estômago embrulhado procure o site: www.conjur.com.br. Nomes que se arrastam ao longo dos últimos anos na politicagem brasileira estão juntos: Gilberto Carvalho, Dirceu, Dilma, Greenhalgh, Evanice, e outros, e outros. São pessoas até secundárias na lama podre do Poder Brasileiro. A TRAGÉDIA é o envolvimento dos Chefes dos três PODERES constituídosA tétrica reunião no Palácio da Alvorada, do Presidente da República, do presidente do STF, dos Ministros da Justiça e da Defesa, projetou o sinal da TEMPESTADE que abala a Nação. Por que o Ministro da Defesa presente e de cabeça baixa? Qual a razão da ida do presidente do STF ao Palácio? E A MAJESTADE DA JUSTIÇA? Nunca neste pobre País a JUSTIÇA ajoelhou-se aos pés do Executivo. A LITURGIA DO CARGO, símbolo do PODER foi jogada nas latrinas da podridão. O GRUPO GUARARAPES, não mais se preocupa com tanto roubo dentro do governo ou fora do governo, pois todos os homens responsáveis sabem que é o próprio governo, nos seus três PODERES, que protege grandes e pequenos ladrões. As CPMI não andam porque juntos estão as cúpulas dos PODERES em defesa dos corruptos. Os seus líderes não são escolhidos por serem brilhantes, mas pela capacidade de jogarem o jogo bruto da corrupção. Já assistimos o afastamento dos Presidentes do Senado e da Câmara por atos inconfessáveis. Num País meio sério estariam presos. Aqui assistimos o Presidente da República defendê-los em público. Faltava a desmoralização completa do JUDICIÁRIO. Agora, acabou-se a última esperança. O PODER JUDICIÁRIO desceu ao mais baixo nível da podridão humana. O PRESIDENTE DO STF, SACROSSANTO PODER JUDICIÁRIO, vai a um canal de TV e se sujeita discutir com um funcionário do Executivo. ACABOU-SE A MAJESTADE DA JUSTIÇA. A LITURGIA DO CARGO FOI JOGADA NA LAMA DA CORRUPÇÃO GERAL. QUANTA HIPOCRISIA no esdrúxulo encontro de “Poderes”! NÃO PARA SALVAR O BRASIL, MAS PARA SALVAR OS MALFEITORES.
O BRASIL QUE VÁ ÀS FAVAS
 Fonte:  Grupo Guararapes
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