domingo, 8 de junho de 2008

Jogo Sujo para Abalar a Credibilidade do Povo nas FFAA - Será um Tiro no Pé

por Rebecca Santoro
"Freira processa Igreja Católica por ter sido desligada de sua congregação depois de posar nua para uma revista masculina de grande circulação nacional".
As pessoas estão obrigadas a ser freiras? Não. As pessoas estão obrigadas a posar nuas? Não. Concorda-se, portanto, que as duas atitudes são tomadas pela livre e espontânea vontade de quem as pratica, certo? Quando uma pessoa opta por ser freira, ela passa por todo um processo de adaptação e de testes, o que inclui tomar conhecimento do que poderá ou não fazer depois de concretizar seus votos. É óbvio, então, que ela estará consciente da opção que fará. Ninguém vai perguntar à candidata se ela pretende vir a posar nua um dia. Isto está entre as coisas que a pessoa já sabe de antemão que não poderá fazer. Posar nua não é proibido. Proibido, pelas regras da Igreja, é ser freira e, enquanto tal, posar nua.
E vem a pergunta: qual é o problema de uma pessoa ser freira e posar nua? O fato de posar nua impediria o exercício da missão de freira? Provavelmente, para mim ou para o leitor as respostas a estas duas questões poderiam ser TALVEZ NENHUM e ACHO QUE NÃO. Acontece que não se trata de opinião. Existe uma Instituição, com regras claras a respeito do comportamento que seus integrantes têm que respeitar. Se você não concorda com as regras dessa Instituição, basta não fazer parte dela. É uma questão de inteligência, de caráter.
O que não está correto é uma pessoa passar a fazer parte de uma instituição, sabendo antecipadamente dos direitos e dos deveres que terá, e, lá dentro, descumprir normas e regras, deliberadamente, e ainda por cima pretender que a instituição mude seu regulamento para atender seus desejos particulares. Isso não é coisa de gente séria.
A manchete acima não é verdadeira, mas é uma boa forma de traduzir o que vem acontecendo dentro das FFAA, com gente que pretende mudar as regras da instituição para atender a seus anseios pessoais. São os homossexuais que querem porque querem que a instituição das FFAA passe a abraçar a causa gay, abrindo exceções privilegiadas às suas regras, para aqueles que não tiveram a decência e a honestidade de não entrarem na Força, por terem objetivos pessoais incompatíveis com as regras de comportamento impostas pelas mesmas.
Não que nas FFAA não existam homossexuais. Eles existem em todos os lugares. Não que o fato de ser homossexual impeça alguém de seguir a carreira militar. Tanto é assim que não faz parte do exame de admissão na Força nenhum questionamento a respeito de opção sexual. A única coisa que se exige é que cada um de seus membros, sejam eles homens ou mulheres, homo ou heterossexuais, desfrutem de suas opções sexuais entre quatro paredes, longe dos estabelecimentos militares. Além disso, o indivíduo terá que cumprir uma série de exigências estabelecidas por lei militar específica, as quais, se vier a descumprir, estará sujeito às punições cabíveis, igualmente regulamentadas. É a regra do jogo para servir às FFAA. Quem não concordar com as mesmas, basta não seguir a carreira militar.
Mas, quem dera aos brasileiros, se a discussão em torno desse tema fosse apenas um embate entre a lógica mais óbvia de alguns contra o delírio de outros que não aceitam a realidade como ela é. Um embate desgastante, mas pontual.
Acontece que não se trata disso. Como bem disse Reinaldo Azevedo em seu irretocável artigo sobre o assunto: "A Vítima é o Exército". Mas, vítima de quê? De ação dos gays, pura e simplesmente? É claro que não. A ação é milimetricamente coordenada e a intenção é a de desmoralizar o Exército Brasileiro perante a opinião pública, para que o povo – ou 90% dele - pare de confiar e de apoiar as FFAA, como vem fazendo sempre e invariavelmente, sobre todos os assuntos em que estas estão envolvidas, apesar de toda a campanha que a esquerda faz, há 30 anos, para difamar a instituição.
A mais nova investida contra a Força, uma campanha vil, de gente desonesta e mal caráter vai acabar de duas formas: ou terá sido um tiro no pé para a causa gay ou o terá sido para este governo, que talvez tenha finalmente extrapolado todos os limites da tolerância por parte dos militares. Se acontecer a primeira hipótese, problema dos homossexuais honestos que apenas querem viver em paz e com dignidade – será mais um estigma negativo que terão que carregar. Se acontecer a segunda hipótese, as conseqüências são imprevisíveis.
Eu prefiro achar que, em todos os casos ultimamente veiculados pela imprensa, o descumprimento claro e óbvio de princípios regimentares que nada têm a ver com homossexualidade, por parte dos sujeitos é tão gritante, que a hipótese mais provável é a de que o alardeamento dos casos tenha sido um tiro no pé da própria causa gay. Isso porque, em todos eles, fica patente a falta de seriedade, de profissionalismo e de controle emocional por parte dos apelantes, além de muito claras também as razões pelas quais tenham sido desligados da Força e/ou punidos.
A intenção da campanha é fazer com que o povo ache que a instituição militar abriga gente desequilibrada, por um lado, e preconceituosa, por outro. Isso para fazer com que a sociedade pense que homens da instituição não tenham moral para opinar com seriedade sobre causas nacionais, como o fez, recentemente, o General Heleno, com o apoio de toda a tropa militar, sobre a questão da demarcação em terras contínuas da reserva indígena Raposa da Serra do Sol e sobre a questão indígena propriamente dita – fato que REALMENTE obrigou o governo a recuar em relação à execução da expulsão dos não índios da reserva e que levou a questão para o STF.
Alguém tem a mínima dúvida de que se trate exatamente disso?
O governo levou uma lavada de oposição nacional vinda de todos os setores da sociedade. Além disso, percebeu que a barreira que o impede de realizar todos os seus planos populisto-comunistas no Brasil, não está nem um pouco perto da dissolução, como talvez julgasse. E o maior e mais difícil ponto de se derrubar desta barreira são, sem sombra de dúvidas, as FFAA. Não está sendo fácil para o PT fazer no Brasil o que muitos de seus companheiros estão conseguindo fazer em países vizinhos nossos.
ENTENDA O LADO DO EB
1. Sargentos Laci Marinho de Araújo e Fernando Alcântara de Figueiredo
Os sargentos Laci Marinho de Araújo e Fernando Alcântara de Figueiredo, que saíram na capa da revista Época, vivem sob o mesmo teto, como um casal, desde 1997. É claro que quem servia com os dois, desde o soldado até o comandante, no mínimo suspeitava do que se passava entre os dois sargentos. Nunca foram incomodados. Em 2000, Laci, que também é cantor, montou o show "Eu queria ser Cássia Eller", no qual fazia cover da cantora, que morreu em 2001. O parceiro Fernando é uma espécie de empresário de Laci. Os dois dizem que, a partir do momento em que passaram a fazer 'sucesso' com o show, começaram a sofrer 'preconceito' de seus superiores.
Entretanto, o regulamento militar proíbe expressamente o exercício por parte de militares de atividade profissional paralela. Um 'bico' aqui, outro ali, tudo discretamente, todo mundo pode até fingir que não sabe, uma vez que é publico e notório que o salário dos militares é uma vergonha mesmo. Mas, fazer sucesso, ficar famoso, aí é diferente. Não dá pra fingir que não se está vendo. Mesmo assim, os dois sargentos continuaram na instituição, durante longos 6 anos, até que, como acontece, NORMALMENTE e com TODOS os militares, ambos foram transferidos para servir em outras unidades: Laci para Osasco (SP) e Fernando para São Leopoldo (RS).
Foi aí que as coisas ficaram complicadas para os dois sargentos que, naturalmente, não querem se separar, mas também não querem sair das FFAA e perder salário e futura aposentadoria garantidos, entre outros pequenos benefícios. Foi então que o sargento Laci passou seis meses fora do trabalho, alegando problemas de saúde, sem, entretanto, como esclarece nota do Centro de Comunicação Social do Exército, 'apresentar laudos médicos referentes aos exames determinantes comprobatórios de seu estado de saúde, bem como tendo recusado-se a receber médico militar especialista (neurologista) que se deslocara até a sua residência para atestar sua condição e compor os autos da investigação'.
Na mesma nota, o EB esclarece que 'prescindir do serviço de um profissional, por motivo de saúde, é previsto no regulamento e na Lei militar, mas que cabe, no entanto, ao mesmo profissional, seja civil ou militar, atestar esta condição, sem a qual ficaria caracterizado o afastamento como irregular e sujeito, portanto, aos rigores da legislação'. Não haveria, portanto, esclarece a nota, 'sentido na relutância em apresentar os tais laudos técnicos, já que a alegada enfermidade poderia ser geradora, inclusive, de abertura de um processo de reforma, por doença, com o amparo do Estado'.
É por causa desse afastamento não justificado do EB que o sargento Laci Marinho de Araújo encontrava-se na situação de desertor e de foragido da justiça militar, desde maio de 2007, até ser preso, dentro da Rede TV, depois de conceder entrevista, ao vivo e a cores, para todo o Brasil, no programa Super Pop, apresentado por Luciana Gimenez – fato que, é claro, obrigou o EB a cumprir a lei e a efetuar a prisão de Laci, uma vez que milhares de brasileiros sabiam exatamente onde se encontrava o foragido da justiça militar.
2. Sargento Fabiano de Barros Portela
Baseado na nota de esclarecimento do EB à revista Época, depreende-se o seguinte sobre este caso:
O ex-Sargento Fabiano de Barros Portela incorporou-se às fileiras do Exército em fevereiro de 1999, na Escola de Saúde do Exército, onde realizou o Curso de Formação de Sargentos de Saúde.
Para os sargentos, mesmo os de carreira e após sua formação, é necessário processo administrativo (reengajamento = "renovação de contrato"), por períodos sucessivos, para a prorrogação do tempo de serviço, com a possibilidade de se atingir a estabilidade.
Esclarece a nota do Exército que, no caso específico de Portela, 'a partir do momento em que passou a apresentar problemas de saúde, foram adotadas pelo EB todas as medidas necessárias para o seu restabelecimento, cumprindo-se a Lei... no que diz respeito à assistência médico-hospitalar'. Até que, em junho de 2006, 'o militar passou a apresentar um quadro de depressão profunda, que o prejudicava em seu desempenho profissional'... 'Foi, então, encaminhado ao Hospital Geral de Juiz de Fora e, posteriormente, à Junta Médica de Inspeção de Saúde, que lhe concedeu sucessivas licenças para tratamento de saúde própria, por um período de dois anos'.
Em dezembro de 2006, portanto, o sargento teve seu requerimento de engajamento (tempo de serviço prorrogado) indeferido pelo Comandante do 17º Batalhão Logístico, por contrariar dispositivo legal que impõe que o militar, para ter seu engajamento deferido, deve estar apto em inspeção de saúde. Entretanto, o Sargento Portela não foi licenciado das fileiras do Exército, naquela oportunidade, por permanecer em tratamento de saúde. Finalmente, em abril de 2008, o ex-militar, depois de estar restabelecido (após a cirurgia de mudança de sexo) foi licenciado do Exército Brasileiro.
O sargento Portela nunca possuiu estabilidade, por não ter completado os dez anos de serviço necessários para que isso acontecesse, inclusive porque, dos nove anos nos quais seu nome constava como militar, ele passou dois anos afastado para tratamento de saúde. Também não pode ser reformado, pois a reforma é concedida àqueles com incapacidade definitiva para quaisquer tipos de atividade remuneratória ou laboral.
Rebecca Santoro
E-mail: rebeccasantoro@gmail.com
COMENTO: Tenho evitado abordar o assunto por entender que tratam-se de casos esparsos, que não possuem a repercussão que lhes pretende dar a mídia, particularmente os dois canais de televisão que reproduzem à exaustão a prisão do sargento pederasta, mentindo ser tal fato uma represália à pederastia, mesmo sabendo das reais circunstâncias que envolvem a tal prisão.
Movimentam-se os ativistas de sempre em favor dessas novas "vítimas do preconceito", no sentido de pressionar os Comandos Militares para "aceitarem o fato consumado".
Segundo o art 142 da CF, as Forças Armadas são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina e o inciso X do § 3º do mesmo artigo reza que a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, (...) a estabilidade (...) os direitos, os deveres, (...) e outras situações especiais dos militares, consideradas as peculiaridades de suas atividades. Essa lei é a de nº 6.880/80, conhecida como Estatuto dos Militares. Outras regras existem, como o mal afamado (para os atingidos por ele) RDE. E basta este último dispositivo para verificar diversas atitudes que não deveriam ser adotadas pelos dois militares em questão: deixarem de se apresentar às OM para onde foram transferidos (nº 7, 16, 17 e 29 do Anexo I); simular doença para não cumprir suas obrigações (nº 18 do mesmo Anexo I); utilizar indevidamente peças do uniforme (nº 68 do Anexo I) em duas ocasiões, nas entrevistas à revista e ao canal de televisão; e por aí vai.
É sintomática, ainda, a intensificação do assunto na mídia coeva a um Congresso de pessoas descontentes com a configuração sexual que a natureza lhes deu, evento este prestigiado pela presença do atual presidente da república e subsidiado com verbas públicas.
Por tudo isto, é muito coerente o artigo acima: o alvo é muito maior do que parece!
Façamos votos de que os chefes militares não aceitem mais uma humilhação às tradições das instituições que administram, exercendo seu dever moral e jurídico de defendê-las com todos os meios disponíveis, sem a preocupação de desagradar os aliados do "politicamente correto".
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Onde Estão os Meus Direitos?

Rev. Samuel Vitalino
Uma coisa me chamou a atenção na última "Parada Gay" na cidade de São Paulo foi o grito por "direitos iguais". Isso me despertou para ver como andam os meus próprios direitos no Brasil.Levando-se em consideração que sou homem, brasileiro, 32 anos, sem deficiência física, branco, classe média e heterossexual, comecei a me preocupar com a escassez de direitos dirigidos a minha pessoa.
Como sou homem, se esvaem pelas mãos os direitos próprios da mulher. A coisa estranha é que a isonomia nesses casos iguala as mulheres em todas as coisas, menos nas que os homens seriam beneficiados com a "igualdade". Tudo bem. Abrimos mão de tudo pela fragilidade feminina. Elas merecem e nós até sorrimos!
Não sou estrangeiro, por isso não possuo alguns direitos dentro do meu próprio país que eles possuem. Um protecionismo internacional que só vejo precedente nos Estados Unidos. Lá eu tenho mais direitos que aqui: Soy latino!
Minha idade é uma lástima. Não tenho direito às leis de proteção à infância e adolescência nem à juventude. Mas também ainda não cheguei à boa idade e me escapam os direitos dos idosos. Também não tem problemas. Amamos os cãs e mesmo que não houvesse leis específicas creio que todos nós cederíamos os primeiros lugares nas filas para eles (e as grávidas, mães de colo e deficientes sem problema nenhum).
E por falar em deficientes, eu não tenho deficiência física (à parte da minha feiúra) e, embora assine em baixo as leis de proteção aos deficientes, temos o exemplo máximo de um dedinho que não permite o homem ser torneiro mecânico, mas o habilita a ser Presidente da República. Esse nosso país...
Sou branco. E por mais que espere o verão para "pegar uma corzinha" não se reserva cotas específicas aos bronzeados artificialmente. Por vezes me sinto discriminado com essas coisas.
Como pertencente à classe média, a coisa é muito esquisita. Não sou apto para ser beneficiado por nenhum dos projetos paternalistas do Governo, ao passo que não tenho recursos para não me preocupar com a situação financeira - tenho esposa e dois filhos para cuidar.
Mas o grito gay para mim foi o mais interessante. Assustador, até! O que significa "direitos iguais"? Primeiro, eles querem ser tratados como um sexo - mas não são. Querem ser tratados como uma raça - mas não são também. Mais ainda, querem ter todo o direito de liberdade de expressão (mesmo que invadindo preceitos de retidão e caráter), mas lutam para que alguém como eu - notadamente minoria - não tenha sequer a possibilidade de criticá-los (PL 122).
Quanta incoerência! Tentam se utilizar do Artigo 5 da Constituição Federal, mas interpretam ao seu bel prazer. Se não há distinção - porque eles buscam a distinção? Se há liberdade de crença, por que não posso crer que o homossexualismo é pecado segundo a Bíblia que creio afirma? Se há liberdade de expressão, por que não querem ouvir pela minha livre expressão que eles estão errados na escolha deteriorante que fizeram?
Mais incoerência. Ao falar contra o homossexualismo somos acusados de racistas. Certamente isso é uma grande loucura. Racismo existe (infelizmente) entre brancos, negros, índios e até argentinos, mas homossexual não pode ser considerado como raça. Não se pode admitir isso, por qualquer hipótese. Nem mesmo sexo. Sabemos da existência de dois sexos: macho e fêmea, homem e mulher. A terceira é a via da aberração - falo sem qualquer preconceito, mas com convicção.
Como parte de uma ínfima minoria (masculina, brasileira, branca, adulta e heterossexual), eu não conseguirei juntar 3 milhões de minha espécie na Av. Paulista. Afinal, sou minoria mesmo. Por isso, sozinho aqui, do meu dia-a-dia no Piauí, levanto a bandeira em passeata solitária: onde estão os meus direitos?
Fonte:  Julio Severo

CPMF/CSS

Peter Wilm Rosenfeld
A Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira, última designação de um imposto originalmente criado para uma finalidade nobre, qual seja a de prover recursos para a saúde dos brasileiros, seguiu o mesmo destino de tantas outras “contribuições” ou “empréstimos” inventados pelos governantes da vez, qual seja, o de apenas permitir o contínuo inchaço da burocracia, sem jamais ser usado para a finalidade precípua que justificou sua criação.
No caso específico da finada CPMF, a saúde continuou tão precária quanto o era quando de sua criação. Dói no coração de todos os brasileiros de bem verem qual o real estado da saúde no Brasil, com hospitais literalmente caindo aos pedaços, sem a menor condição de funcionarem, enquanto as filas se tornam cada vez mais longas e vagarosas em seu avanço.
Isso acontece em cidades razoavelmente populosas que sequer contam com postos de saúde decentes, o que dirá com hospitais modestos.
Imagino como deve estar se sentindo o Dr. Adib Jatene, que teve a idéia inicial de se criar uma fonte extra de recursos exclusivamente para a saúde, ao verificar quão mal, de que maneira irresponsável, foram sendo usados os cada vez mais vultosos valores.
Simplesmente foram jogados no saco sem fundo das receitas do governo, misturados com todas os demais ingressos, fazendo jus ao velho adágio de que dinheiro não tem rótulo: é apenas e tão somente uma parte de um todo sem nome.
O mal inicial não foi patrocinado pelo atual governo do Sr. da Silva, por incrível que pareça. O responsável pela total desmoralização da CPMF no que diz respeito a seu uso foi o “príncipe” FHC que, além de não determinar que os recursos se destinassem exclusivamente para sua finalidade original, também ignorou por completo o fato de que a contribuição deveria ser provisória; sem maior esforço tornou-a permanente, sequer se deu ao trabalho de mudar seu nome, riscando o “provisório”, pura e simplesmente. Não havia a menor necessidade de mencionar que seria permanente.
Para ser completamente justo com o “príncipe”, deve ser dito que, pelo menos ao que eu me lembre, ele jamais proclamou que a saúde no Brasil “estava quase perfeita”, como o fez o Sr. da Silva.
No primeiro governo do Sr. da Silva, quando pressionado para extinguir a contribuição, nossas autoridades de plantão chegaram a justificar sua permanência com o argumento de que a CPMF se constituía em um “fiscal” da movimentação dos dinheiros e que sua arrecadação, por ser automática e estar a cargo dos bancos, era garantida. À época, em um artigo, mencionei que essa facilidade de arrecadação existiria mesmo com uma taxa de 0,01%; não havia necessidade de uma alíquota de 0,38% para controlar a arrecadação.
Felizmente, por uma “bobeada” dos partidos que apóiam o governo, a CPMF “caiu” no final do ano passado (2007) por um cochilo (ou por uma soberba) dos políticos. Foi um Deus nos acuda, pois a arrecadação dessa “Contribuição” representaria cerca de R$ 40 bilhões em 2008.
Imediatamente os políticos e burocratas do governo deram tratos à bola para ver como poderiam arrancar mais dinheiro do coitado do “pagador de impostos” brasileiro (aqui no Brasil erradamente designado por “contribuinte”. Um valor que obrigatoriamente temos que pagar não é “contribuição” é “confisco”. Por isso nós somos “pagadores de impostos”).
A solução imediata foi aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL), informando que se destinava a cobrir a falta da CPMF.
Posteriormente chegaram à brilhante idéia de que havia necessidade de criar um novo tributo (mais um !), cujo nome fizesse referência à saúde, e resolveram propor a criação da “Contribuição Social para a Saúde – CSS”.
Realmente fico triste, muito sentido mesmo, quando vejo o líder do Governo na Câmara de Deputados, Dr. Henrique Fontana, gaúcho, médico por haver se formado em medicina mas tendo aderido à profissão de político, dizer com ar compungido que é necessário que se destinem recursos específicos para a saúde via CSS. Será que o Dr. Fontana se esqueceu que durante os tantos anos de vigência da CPMF apenas parte ínfima foi destinada para a saúde? Que o grosso do dinheiro arrecado se destinou a pagar a mastodôntica burocracia, a tremendamente vultosa conta de juros que o governo federal paga e a criação do famoso “superávit primário”?
Não seria mais simples para o Governo e seus porta vozes simplesmente confessar que a burocracia é voraz e quer mais dinheiro? Ou que é necessário que se aumente o superávit primário?
Por que o Governo não pode ser honesto em suas declarações?
Quem ele pensa que pode ser enganado?
Sim, ele sabe que pode enganar a multidão de brasileiros que não são versados nesses assuntos, que acredita que o fato de estar percebendo dinheiro através das várias “bolsas” pagas pelo governo significa que o governo é bom e sempre fala a verdade. Mas é lamentável.
O fato é que a saúde não receberá mais dinheiro do que vem recebendo, ou seja, muito pouco; que a burocracia continuará crescendo descontroladamente e que continuaremos a ouvir conversa fiada...

sábado, 7 de junho de 2008

A UnB Em Outro Escândalo - ANCREB/NESCUBA


Esta porcaria é paga com dinheiro desviado da Universidade de Brasília. É um crime contra os cofres públicos.
A ANCREB, Associação de Cubanos Residentes no Brasil, tem sua sede e site associada à Universidade de Brasília, a UnB.
Qual a razão para que uma instituição pública, que é financiada pelos impostos que todos pagamos, financie um bando de comunistas vagabundos, que rendem homenagem a uma ditadura sangrenta, onde os direitos humanos são desrespeitados e onde jornalistas e oposicionistas apodrecem nas prisões de Fidel Castro e de seu irmão assistente de fuzilamentos a sangue frio?
Este é o endereço do site: http://www.unb.br/ceam/nescuba/ancreb/index.htm. O que a UnB está fazendo neste endereço?
Onde está o Ministério Público Federal para investigar este desvio de recursos públicos?
Por que esta pocilga podre funciona no Edifício Multiuso - Bloco A, da Universidade de Brasília - DF / Asa Norte Cep: 70910-900, utilizando os telefones públicos (61) 307 2483 e (61) 307 2927 e o Fax: (61) 273 3645, além do e-mail: nescuba@unb.br?
Podemos abrir dentro da Universidade de Brasília uma Associação Nacional dos Exilados Cubanos Residentes no Brasil, para, em nome de milhões de refugiados cubanos, protestar contra a ditadura da Ilha-Prisão?
Quem são os corruptos da Universidade de Brasília que estão desviando recursos públicos para financiar este bando de rampeiros comunistas?

É uma vergonha. Dentro da Universidade de Brasília funciona o NESCUBA, Núcleo de Estudos sobre Cuba, uma célula do partido comunista cubano financiada com dinheiro público, que deveria ser destinado à pesquisa de interesse nacional. Os vagabundos estão, neste momento, promovendo uma exposição sobre Che Guevara.
O NESCUBA é um verdadeiro aparelho de Fidel pago pelo meu e pelo seu dinheiro.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A Gestapo Semeando Ventos da Discórdia

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"Temos indícios, estamos atrás de provas que confirmem a ajuda deles na guerrilha de Quartiero".
(Delegado PF Fernando Segóvia) 
- Cel Gélio Augusto Barbosa Fregapani (GF) 
O Coronel de Infantaria da Reserva Gélio Fregapani (GF) é, sem dúvida, o maior expert e estrategista brasileiro em Amazônia e um militar de escol. Escritor, Comandante do Centro de Instrução de Guerra na Selva (1980/1981), mentor da Doutrina Brasileira de Guerra na Selva, assessor de assuntos estratégicos da Universidade Pan-Amazônica, ex-coordenador do Grupo de Trabalho da Amazônia (GTAM) e ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), em Roraima. 
- O Chefe da Gestapo, suas 'Provas' e seus Devaneios 
Táticas de guerrilha: o Delegado Fernando Segóvia, da Polícia Federal (PF), suspeita que o Coronel Fregapani e outros dois militares tenham orientado as operações de resistência dos arrozeiros em Roraima. A PF apóia suas infundadas suspeitas na tática de guerrilha empregada pelos insurgentes.
Parece que o alienado delegado e sua força de repressão desconhecem que táticas semelhantes vêm sendo empregadas por todos movimentos dito 'sociais' no país. Quem sabe o Cel Fregapani é responsável pelo adestramento do MST e LCP?
Artefatos Explosivos: Segóvia fundamenta suas ilações considerando que na Fazenda Depósito, propriedade de Quartiero, prefeito de Pacaraima, foram encontrados 149 artefatos explosivos que, segundo ele, teriam sido produzidos com o auxílio de militares.
A incompetência da PF em Roraima mais uma vez se torna patente. O delegado parece desconhecer que, hoje, qualquer indivíduo de mediana inteligência, que saiba navegar pela Internet seria capaz de fabricar artefatos muito mais sofisticados do que aqueles que foram 'plantados' na Fazenda Depósito. 
Amizade: o delegado apóia, ainda, suas fantásticas deduções na amizade de Quartiero pelo Cel Fregapani. Teríamos de colocar Hugo Chávez, também, como suspeito, já que Quartiero desfruta da simpatia e amizade do Presidente Venezuelano, o autor deste artigo e quem sabe grande parte da população de Roraima e do Brasil que consideram Quartiero um herói nacional. 
Relatório: o delegado aponta ainda, como 'prova' da participação de Fregapani, o relatório secreto elaborado pelo Grupo de Trabalho da Amazônia (GTAM), composto por integrantes da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), de órgãos de Inteligência das Forças Armadas e da Polícia Federal, que acusa várias Organizações Não Governamentais (ONGs) de trabalharem segundo interesses estrangeiros. O relatório apoiava a denúncia dos arrozeiros de Roraima e colocava em xeque poderosas ONGs que atuavam na área. O documento foi assinado pelo Cel Fregapani, pelo coordenador do GTAM e chefe do escritório da ABIN, em Roraima.
O delegado esquece que o relatório foi fruto de levantamentos realizados por diversas agências de inteligência do governo, inclusive da PF, e cujas conclusões foram fruto de consenso entre os integrantes do GTAM. 
- Conclusão 
"Se o Coronel GF estivesse envolvido no treinamento dos arrozeiros você e seus sequazes não teriam conseguido entrar na Reserva". 
Delegado, se houvesse suspeita de atuação de forças guerrilheiras na região a questão teria saído de sua alçada, e não caberia a um simples delegado da PF tratar do caso. Pare de agir como força política do PT e guarde suas suspeitas para si até elas serem devidamente comprovadas. A imagem de um brasileiro da estirpe do Cel Fregapani não pode ser conspurcada por suas idiotas fantasias. A Polícia Federal que tão grandes serviços vem prestando à nação brasileira não merece ter seu nome manchado com ações facciosas e desmandos dessa natureza.
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva,
 professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Rua Dona Eugênia, 1227 Petrópolis
Porto Alegre - RS - 90630-150
Telefone:- (51) 3331 6265
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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Guerrilha do Araguaia

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A convite do Grupo Inconfidência, os coronéis Lício Augusto Ribeiro Maciel e Cláudio Barroso Magno, estiveram em Belo Horizonte, a fim de lançar seu livro "Guerrilha do Araguaia - Relato de um combatente" e apresentar uma palestra sobre a atuação do Exército Brasileiro no Haiti, respectivamente, no salão do Círculo Militar, gentilmente cedido pelo seu presidente, coronel Ney Guimarães.
Ambos foram convidados pelo general José Mário Facioli, a participar de um almoço no Comando da 4ª RM, que teve também a presença da senhora Leda Ceres, esposa do coronel Lício e ainda dos coronéis Iv Henrique Sá e Guimarães, Waldir Abbês e Carlos Claudio Miguez.
A noite, com a presença de aproximadamente 300 pessoas, das quais destacamos um grande número de militares da ativa (Oficiais e Sargentos) e da reserva, empresários, juízes, senhoras e estudantes.
Inicialmente o coronel Magno, comandante da tropa brasileira no Haiti, durante 6 meses, apresentou um relato sócio-econômico desse pobre país e da atuação das tropas brasileiras, muito respeitadas e admiradas pela população local.
O Cel Lício, em sua concisa explanação sobre a Guerrilha do Araguaia, ressaltou alguns fatos e os ensinamentos colhidos.
Destacamos:
1 - Caso o apoio da China ao PCdoB tivesse se prolongado, o Exército Brasileiro teria tido maior dificuldade para vencer o foco guerrilheiro. Em pouco mais de dois meses de operações na selva amazônica, o movimento comunista foi derrotado.
2 - Muitos guerrilheiros estão vivos, escondidos, camuflados, com identidade falsa com medo de serem .justiçados. pelos companheiros como outros já o foram. Este foi um dos fatos predominantes para a queima dos documentos do Araguaia, principalmente porque 5 guerrilheiros, presos e arrependidos, foram empregados no Ministério da Educação e Cultura a pedido do general Antonio Bandeira, comandante da operação, ao coronel Passarinho, então Ministro da Educação.
3- As informações prestadas pelos traidores, foram de grande importância para o término da aventura guerrilheira.
a. Pedro Albuquerque, que desertou da área revoltado com tudo o que acontecia lá, nos levou até a região;
b. José Genoíno, preso na mata, entregou toda a organização da guerrilha, sem ter levado um só piparote, como ele mesmo confessou ao jornalista Maklouf Carvalho e que consta no livro.
c. O traidor do MOLIPO - Movimento de Libertação Popular, “dedurou” 23 militantes comunistas que retornavam de cursos de terrorismo em Cuba. Os que não reagiram foram presos e estão vivos até hoje. Suas identidades são conhecidas, embora ainda não reveladas.
Ao término da explanação, o Cel Lício foi aplaudido de pé e cumprimentado efusivamente por todos, caracterizando um apoio e admiração pelo seu trabalho em defesa da nação brasileira. O Coronel Waldir Abbês, fez a entrega de uma coletânea encadernada dos jornais Inconfidência/ 2007 ao Coronel Lício e o General José Mário Facioli encerrou o evento, cumprimentando ambos e dizendo da responsabilidade permanente do Exército Brasileiro em impedir qualquer tentativa de instalação de enclaves em nosso território.
A seguir, foi servido um fino coquetel, durante o qual, o Cel Lício autografou 187 exemplares de seu livro "Guerrilha do Araguaia", que pode ser pedido pelo email:
liciomaciel@terra.com.br ao preço de R$ 35,00 (postagem AR já incluída).

Dilma Requisitou Pessoalmente a Transferência Para Brasília de Mulher de Terrorista

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Reinaldo Azevedo
Leiam trecho do podcast de Diogo Mainardi. Volto em seguida: 
Em minha última coluna, informei que a mulher de Olivério Medina, o representante das FARC no Brasil, foi contratada pelo governo Lula. Isso aconteceu em dezembro de 2006, quando o marido dela ainda estava preso em Brasília, à espera do julgamento no STF. Uma reportagem do jornal Gazeta do Povo mostrou que a mulher de Olivério Medina foi cedida pelo governo do Paraná a pedido de Dilma Rousseff. Epa, epa, epa! Pode repetir? Posso sim. Com prazer. De acordo com um documento reproduzido pela Gazeta do Povo, e que pode ser acessado aqui, Dilma Rousseff requisitou pessoalmente ao governador do Paraná a transferência da mulher do preso das FARC. Uma dúvida: a ministra da Casa Civil demonstra esse mesmo interesse por todos os servidores de terceiro escalão?
O deputado Rodrigo Maia pediu esclarecimentos sobre o caso. O senador Arthur Virgílio, por sua vez, encaminhou um requerimento ao Ministério da Pesca. Até agora, o governo Lula só emitiu uma nota sobre o assunto, prometendo me processar. É a escala de valores dessa gente: Olivério Medina - "el Pancho" - solto, e Diogo Mainardi - "o Pança" - condenado. Em sua nota, a assessoria de imprensa do Ministério da Pesca confirmou todos os dados relatados em minha coluna. Negou apenas que pudesse haver um elo entre o governo e as FARC.
Eu ficaria muito surpreso se alguém admitisse o contrário.
O Brasil tem 50.000 assassinatos por ano. Isso é o que importa quando se trata das FARC. Ignore a retórica esquerdista. Ignore a mística guerrilheira. Concentre-se no essencial. E o essencial é o tráfico de drogas. O Brasil é um grande mercado consumidor das drogas produzidas nos territórios dominados pelas FARC. O Brasil é também um grande entreposto para o seu comércio internacional. O lulismo tenta passar a idéia de que as FARC dizem respeito apenas à Colômbia. E, marginalmente, à Venezuela e ao Equador. Mentira. O Brasil entra na guerra com sua monumental cota de assassinatos relacionados com o consumo e com o tráfico de drogas, e com todos os crimes que podem ser associados a eles: assaltos, contrabando de armas, jogo ilegal, lavagem de dinheiro. Cada um de nós, indiretamente, já foi assaltado pelas FARC. Cada um de nós conhece alguém que foi assassinado pelas FARC. Para ouvir e ler a íntegra, clique aqui
Comento
Prestem atenção: se Dilma Rousseff tivesse solicitado ao governador Requião a transferência da senhora Medina para ser sua secretária-executiva, eu acharia menos grave do que o que vai acima. Quer dizer que a poderosa Dilma, a quase inefável superministra, só metida com os grandes assuntos da República, esta verdadeira célula-tronco embrionária das utopias do progresso, desce do seu pedestal para solicitar a transferência de uma professora de, sei lá, quarto ou quinto escalão??? Tenho o direito de achar que tem catiripapo no catirifofo, não é mesmo?
Claro, a dona Medina deve ser uma competência ímpar para cuidar da alfabetização de pescadores, especialmente em Brasília, onde nadam tantos bagres em águas sujas.
A coisa é grave, sim. Olivério Medina estava preso pelo estado brasileiro quando a primeira-ministra informal da República decidiu requisitar os serviços especializados de sua mulher. Ele não é só um soldadozinho das FARC. Era e é um dos seus dirigentes. Como lembra Diogo, os terroristas colombianos estão diretamente ligados a 50 mil mortes por ano no Brasil.
Qual será a liga que une toda essa gente?

terça-feira, 3 de junho de 2008

Mafia China en Argentina

REALIDADES Y MENTIRAS DE UN PROBLEMA CRECIENTE
Los supermercados chinos en la ciudad de Buenos Aires desde hace tiempo forman parte de la postal de cada barrio. En la actualidad ocupan el lugar que antaño tenían los almacenes de los "gallegos", es decir, de los inmigrantes españoles que sobre todo escapando de la Guerra Civil española se afincaron en la Argentina para integrarse y enriquecer a nuestra sociedad. Esta presencia china por medio de almacenes saturó la capacidad comercial de la Capital Federal, al punto de estimarse que hay un supermercado chino cada ocho cuadras, trasladándose la apertura de tiendas al resto de la provincia de Buenos Aires y diversas otras provincias del país, sobre todo del litoral. Tamaño crecimiento del número de supermercados propiedad de ciudadanos de dicha nacionalidad alimentó diversos rumores: los dueños se beneficiarían por un tratado de inversiones de la época menemista que los exime de pagar ciertos impuestos; serían apoyados por el gobierno de China por medio de su embajada; serían competitivos por no respetar la legislación laboral argentina o abastecerse de mercadería adquirida a piratas del asfalto, etcétera. Pero sobre todos estos rumores, sumados a la gran cantidad de casos policiales sin resolución protagonizados en los últimos años por ciudadanos chinos, sobrevuela la tenue certeza que en la Argentina opera una organización china de costumbres mafiosas. Y como un mantra de la realidad argentina, dicha mafia local contaría con la connivencia de políticos argentinos.

Mitos y leyendas Se estima que en la Argentina hay más de 4.000 supermercados chinos. A tal punto se expandió la comunidad en este rubro que crearon la CASRECH (Cámara de Autoservicios y Supermercados de Residentes Chinos), entidad cuyo fin principal es asistir a los dueños de las tiendas tanto en la compra de mercadería como en problemas legales. Casualmente, tuvieron activa participación en desactivar el boicot que el Sindicato de Camioneros le aplicó a dichos supermercadistas en el 2006, a raíz de haber sido baleado el camionero Ariel Luque por el dueño de un local de Lomas de Zamora a causa de una discusión. Como ocurre siempre con la familia Moyano, habiendo voluntad conciliadora de la otra parte, el boicot fue rápidamente levantado tras difusas promesas públicas entre la CASRECH y los moyanistas de componer diferencias.
Quienes frecuentan como proveedores a los supermercadistas chinos, sin remordimientos de xenofobia, describen numerosas situaciones de tensión habituales en el trato que explicarían incidentes como el sufrido por el citado camionero. Debilidad argentina o no por identificar complots, sospechan que muchas veces aducen desconocer el idioma español para sacar ventajas del proveedor llegando hasta el mal trato. Otras acusaciones apuntan a empleo en negro, explotación de empleados bolivianos o paraguayos, apagado nocturno de heladeras para ahorrar electricidad y compra de mercadería robada.
Miguel Ángel Calvete es el representante y vocero de la CASRECH. Sin demostrar improvisaciones refuta cuanta acusación roza a sus asociados. Sostiene que muchas de estas imputaciones son reales pero en una proporción menor que al común de los comerciantes argentinos. Según encuestas propias registraron un 14 % de casos de empleadores chinos con personal en negro contra una media de 40 % del sector en general, afirmación cuanto menos naif. Descarta el apagado de heladeras como práctica común sosteniendo que en realidad los orientales logran bajar costos al realizar compras grupales, cancelarlas en efectivo y logrando así mejores precios. En cuanto a la mercadería adquirida a piratas del asfalto, vuelve a enmarcarlo en el mismo contexto general del sector en la Argentina.
A este respecto, en mayo de este año fueron encontradas en un supermercado chino de la ciudad de Vicente López 267 cajas de vino que pertenecían a una carga de 1250 cajas robada el 21 de enero en la ruta 8 a la altura de Solís. Y también anteriormente una investigación de la multinacional Kellog´s por el robo de un container con cajas de su cereal de miel Honey encontró gran parte de las mismas ofrecidas a precio promocional en un súper chino de Colegiales. Expertos policiales avalan en parte a Calvete; sostienen que quienes roban estas mercaderías tienen aceitados por anticipado los canales de colocación de las mismas, yendo una proporción de dichos botines al comercio chino.
En lo laboral hay dos costumbres. Por un lado, en los comercios chinos suelen trabajar parientes, siendo frecuente no sólo que trabajen jornadas de 14 horas como también que vivan hacinados en el mismo negocio; por otro lado, la mayoría de los dueños alquila sus negocios y frecuentemente subalquila los sectores de carnicería y verdulería, este último casi siempre a ciudadanos bolivianos o paraguayos. Todo esto contribuye aún más a tener bajos costos, sumado también a no invertir en publicidad.
Pero en el terreno de los mitos reina el supuesto de que los comerciantes chinos deben pagar una cuota mensual a organizaciones mafiosas de compatriotas para poder trabajar. Y allí es donde se eslabonan numerosas muertes impunes de inmigrantes chinos causadas por connacionales, que abonan el terreno para que el mito germine en realidad.

Al que quiere celeste, que le cueste Nueve de cada diez supermercados chinos tienen sus rejas o cortinas pintadas de color celeste o azul. Este detalle trivial se ajustaría a identificar con qué organización china local "contribuye" el dueño para poder trabajar. Otros colores usados en los pocos comercios restantes son el verde, el amarillo y el rojo.
La elevada preponderancia del celeste se correspondería con la mafia proveniente de la provincia del Sur de China continental llamada Fu Jian, de donde se estima son originarios el 80 % de los inmigrantes chinos en el mundo. El apriete por protección también es vinculado a otra maniobra urdida por esta predominante organización, consistente en traer ciudadanos chinos al país para financiarlos y establecerles un negocio cobrándoles luego una cuota mensual eterna que muchos estiman nunca baja de los U$S 2.500 mensuales. Quienes en algún momento se resisten a este pago son quienes luego alimentarían las páginas policiales de homicidios chinos en la Argentina.
La Policía Federal Argentina, empero, marca numerosas dificultades para investigar dichos episodios de sangre. La mayoría de los cadáveres no son reclamados por familiares; orientales que súbitamente olvidan el idioma local y dicen no entender los interrogatorios policiales; dificultad de identificar las identidades de los occisos; etcétera. Para tener una magnitud de esto, en junio de 2003 se condenó a uno de los pocos killers chinos identificados a cadena perpetua, tras asesinar a dos compatriotas de un supermercado en Munro que no le pagaron $400.000 por él exigidos.
Mas la principal causa del silencio entre connacionales se adjudica a irregularidades inmigratorias, delitos en los cuales funcionarios políticos argentinos tuvieron y tienen una activa responsabilidad.

La Cancillería está de fiesta El 2008 no es un año plácido para el Ministro de Relaciones Exteriores argentino Jorge Taiana. Al papelón de Néstor "Indiana Jones" Kirchner en la selvática frustrada negociación con las FARC, y anterior al affaire de las irregularidades en la importación de automóviles con franquicias diplomáticas, le siguió una misión de bajo perfil mediático encargada al jefe de sumarios de Cancillería Alejandro Mischutin Nogués. Fue enviado a Beijing por Taiana a investigar la gestión del entonces embajador Juan Carlos Morelli y de otro funcionario de la embajada con pasado en Inteligencia del Ejército, Atilio Schwainer. Morelli, otrora candidato fugaz a Canciller kirchnerista por su activa participación en la farsa que hablaba de millonarias inversiones chinas en la Argentina "K", fue denunciado por la irregular entrega de por lo menos 2.500 visas a ciudadanos chinos para instalarse en nuestro país. Como co-responsables de dichas irregularidades habría funcionarios de la Dirección Nacional de Migraciones y empresarios argentinos. Morelli pasó de estrella a estrellado por el fiasco inversor chino, que sólo logró abrir el mercado nacional a más productos orientales obtenidos con dumping, es decir, competencia desleal con costos bajos; el tema de las visas irregulares no decidió su ya consumada defenestración política.
En este negocio de tráfico de personas se hizo mundialmente famosa la mafia de Fu Jian. Se calcula que es uno de los delitos más voluminosos de la actualidad, junto con el tráfico de drogas y el de armas. El departamento de Tráfico de Personas de la Organización Internacional para las Migraciones identificó al sudeste de Asia como la "zona más álgida del mundo para el desarrollo del tráfico de personas".
En la Argentina se calcula que el negocio de tráfico de chinos tuvo su pico durante el menemismo, ya que se "vendían" visados de ingreso al país hasta en U$S 50.000. La razón de tan elevada tarifa es que dichos orientales, una vez en el país, declaraban perder o haber sido robados sus pasaportes y gracias a los flojos controles migratorios locales la Cancillería les extendía en el mismo día un Certificado de Residencia Precaria. Con esto, en los años ´90, conseguían fácilmente ingresar a EE.UU, su objetivo principal. Fueron numerosos los casos de pasaportes denunciados falsamente extraviados por ciudadanos chinos en el país que luego sirvieron para blanquear el ingreso ilegal de otros compatriotas. En 1995 a raíz de una denuncia de la embajada norteamericana se detuvo a una banda que ingresaba chinos desde Chile a Mendoza. De allí iban en micro a Buenos Aires, donde les realizaban los papeles para obtener el pasaporte que finalmente los conducía a EE.UU.
Las investigaciones más recientes estiman que el valor de la coima para obtener el visado que permite venir a la Argentina rondaría según esta mecánica mafiosa en unos U$S 15.000. Como parte de los más de 1.350 millones de habitantes de China -quienes vienen al país usando este recurso- son de procedencia humilde, apelan a la financiación de las citadas organizaciones mafiosas chinas.

China ataca Gualeguaychú Con los efectos de desabastecimiento alimenticio generados por el primer paro agropecuario llamó la atención la decidida alineación de los voceros de la CASRECH al discurso del Gobierno. Las razones de tan insólita "konvicción" van desde las vigentes fragilidades argentinas para controlar el ingreso al país de ciudadanos chinos en las descriptas condiciones, como a aspectos comerciales del comercio chino local. Los supermercadistas chinos basan su negocio en el bajo margen de rentabilidad y en la alta variedad de productos. Esto, que les redituó alcanzar porcentajes elevados en la demanda de las ciudades -se calcula que manejan el 50 % de la misma en Capital Federal-, también facilita la dependencia de las organizaciones mafiosas connacionales que los trajeron como las condiciones precarias de vida, muchas veces hacinados en el mismo comercio. No faltan los pragmáticos que recuerdan que, por la numerosa población de su país de origen, aquí viven mejor.
Otra galería de irregularidades migratorias vinculadas al ingreso de ciudadanos chinos son visados dudosos de consulados argentinos de centroamérica en sus pasaportes; gran cantidad de nacimiento de descendientes chinos concentrados en el municipio de Avellaneda; duración de la razón social de sus negocios corta, para cambiarla por otra a nombre de un familiar con el fin de evadir impuestos; "reciclado" de compatriotas inmigrantes mediante duplicados, triplicados y otras copias de pasaportes robados o extraviados.
La saturación de almacenes chinos en Capital Federal y el conurbano llevó dicha ola comercial a ciudades del interior. En varias de ellas se repitieron los problemas de ajustes de cuentas entre orientales, venalidad de autoridades políticas locales para no controlar dichas tiendas y consecuente dificultad de integración con las comunidades.
Integración que difícilmente se asemeje a la de los antiguos "gallegos", pero que mínimamente exige un control de las autoridades nacionales para evitar que las citadas mafias operantes no adquieran dimensiones más influyentes sobre la vida cotidiana de la población. No en vano las autoridades estadounidenses advirtieron desde hace un lustro que la mafia proveniente de Fu Jian creció exponencialmente en la zona de la Triple Frontera, dato corroborado por los antiguos comerciantes libaneses de dicha zona quienes se quejan de ellos, añorando tiempos mejores en que predominaban comercialmente sin competencia.
Tomás Ryan



Buenos Aires - Argentina
info@PeriodicoTribuna.com.ar

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Pulgas no Legislativo

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Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, peculato. A lista das acusações é mais ou menos a mesma - quando não se estende aos crimes de contrabando, seqüestro e homicídio. Só mudam os nomes dos políticos envolvidos em casos desse tipo.
Mal se inicia o inquérito contra o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), no Supremo Tribunal Federal, e o noticiário registra a prisão de Álvaro Lins, deputado peemedebista na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, e ex-chefe da Polícia Civil daquele Estado. Apontam-no como o chefe de um esquema de nomeações de delegados, aos quais se encarregaria de facilitar as atividades de sonegadores de impostos e donos de caça-niqueis.
Da "Operação Segurança S.A.", empreendida pela PF, também saem acusados um vereador, vários policiais e o sucessor de Lins na chefia da Polícia Civil fluminense. Toda a organização, segundo a PF, tinha entretanto um mentor de maior calibre: o ex-governador Anthony Garotinho, que passa à história do Estado do Rio como o primeiro chefe de governo estadual a ser apontado formalmente como chefe de quadrilha também.
Durou pouco, todavia, a prisão do deputado Álvaro Lins. Invocando o princípio de que deputados só podem ser detidos em caso de flagrante criminal, a Assembléia Legislativa aprovou, com folgada maioria de votos, projeto de resolução devolvendo-lhe a liberdade.
De certo ponto de vista, foi uma sábia decisão: dos 70 deputados da Casa, 33 debatem-se com acusações na Justiça. Como diz outro parlamentar, "cachorro que não tem pulga, ou já teve ou ainda vai ter".
O autor da frase é ninguém menos do que o presidente do Conselho de Ética da Câmara, Sérgio Moraes (PTB-RS), que justifica desse modo - como se fosse uma contingência profissional - o fato de ser ele próprio acusado de irregularidades.
Verdade que são de pouca monta; o deputado teria contratado enfermeiras sem licitação, quando foi prefeito de Santa Cruz do Sul, e intercedido com policiais para que não multassem carros da prefeitura. Pulgas maiores acometem o senador Gim Argello (PTB-DF), que enfrenta inquérito no STF por crimes contra o patrimônio, peculato e lavagem de dinheiro.
Não deixa de ser melancólico notar que, em tantos parlamentares, a lavagem de dinheiro pareça ser um procedimento de higiene mais constante que o de submeter-se a banhos contra pulgas de vez em quando. Talvez, com o passar do tempo, estas já tenham se imunizado contra venenos e pesticidas. Caso típico de imunidade parlamentar.
Fonte: Folha de São Paulo
Editorial de 31 Mai 2008

O Nome é Angela Maria Slongo

"O Palácio do Planalto contratou a mulher de Olivério Medina, representante das Farc no Brasil. Enquanto uma fatia do estado brasileiro prendia um criminoso internacional, uma outra fatia o protegia, oferecendo à sua mulher um salário de apaniguada"
A mulher de Olivério Medina, o representante das Farc no Brasil, foi contratada pelo governo Lula. Agora só falta arranjar um emprego para a mulher de Fernandinho Beira-Mar, outro criminoso ligado às Farc.
Em 29 de dezembro de 2006, Angela Maria Slongo foi nomeada pelo ministro da Pesca, Altemir Gregolin, para o cargo de oficial de gabinete II, com um salário de DAS 102.2. Angela Maria Slongo é mulher de Francisco Antonio Cadena Collazos, também conhecido como Olivério Medina, ou Padre Medina, ou Camilo López, ou El Cura Camilo. Quando Angela Maria Slongo foi nomeada pelo Palácio do Planalto – sim, o Ministério da Pesca é ligado diretamente ao gabinete do presidente da República –, Olivério Medina estava preso em Brasília, a pedido da Colômbia, seu país de origem, onde era acusado de atos terroristas e assassinatos.
Pausa. Respire fundo. É melhor repetir o que acabei de dizer. Pode ser que alguém tenha passado batido. É o seguinte: enquanto uma fatia do estado brasileiro cumpria a lei, prendendo um criminoso internacional, uma outra fatia – mais especificamente, Lula e seus ministros – o protegia, oferecendo à sua mulher um salário de apaniguada, a fim de que ela pudesse permanecer perto dele, numa chácara em Brasília, à espera do julgamento do STF, que iria decidir sobre sua extradição. Ele só saiu da prisão domiciliar no fim de março de 2007. Angela Maria Slongo até hoje continua aparelhada no Ministério da Pesca, recebendo seu salário de apaniguada, que acumula com o salário pago pelo governo do Paraná. VEJA pediu esclarecimentos sobre a escolha de seu nome para o cargo de confiança. O Ministério da Pesca informou que ela apenas mandou um currículo e foi selecionada por critérios profissionais. Simples? Simples.
Publicamente, Lula tenta se afastar da companhia das Farc. Às escondidas, seu governo dá cada vez mais sinais de irmandade com o grupo terrorista, como nesse caso da mulher de Olivério Medina. Nos computadores de Raúl Reyes, o terrorista morto pelos soldados colombianos, foi encontrada uma mensagem de Olivério Medina em que ele dizia poder contar com o apoio da "cúpula do governo" brasileiro, em particular com o ministro Celso Amorim. O papel de Olivério Medina no Brasil, de acordo com o jornal colombiano El Tiempo, era "trocar cocaína por armas e fazer o recrutamento de simpatizantes". O recrutamento de simpatizantes podia ser feito até mesmo no Ministério da Pesca. Já a troca de cocaína por armas passava por outros canais. Numa de suas mensagens sobre o tema, Olivério Medina referiu-se a um certo "Acácio", identificado como o Negro Acácio, sócio de Fernandinho Beira-Mar no narcotráfico.
Um relatório oficial da Abin acusou Olivério Medina de ter oferecido dinheiro das Farc à campanha eleitoral de candidatos petistas. Quando VEJA fez uma reportagem sobre o assunto, um monte de gente chiou. Para os agentes da Abin, os membros do PT que receberiam o dinheiro eram aqueles das correntes mais esquerdistas do partido, como a do ministro da Pesca, que contratou a mulher de Olivério Medina. Sempre que alguém morre no Brasil por um crime relacionado ao tráfico de drogas, pode-se dizer que há um dedo das Farc. O grupo terrorista está perdendo terreno na floresta colombiana. Mas chegou ao poder nos morros brasileiros e na Esplanada dos Ministérios.

domingo, 1 de junho de 2008

Vítimas do Terrorismo - Junho

O Grupo Terrorismo Nunca Mais (TERNUMA - www.ternuma.com.br), neste junho reverencia a todos os que, em junhos passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus algozes, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país. Para isso, atentaram contra o Brasil e agora lhes negam até mesmo o lenitivo de serem pranteados por nós.
Nestes tempos de esperança, cabe-nos lutar para que recebam isonomia no tratamento que os "arautos" dos direitos humanos dispensam aos seus assassinos, que hoje recebem pensões e indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas.
A lembrança deles não nos motiva ao ódio e nem mesmo à contestação aos homens e agremiações alçados ao poder em decorrência de um processo político legítimo. Move-nos, verdadeiramente, o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe, por terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso.
A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão.

02/06/72 - ROSENDO (Sargento PM - SP)
Morto ao interceptar 04 terroristas que assaltaram um bar e um carro da Distribuidora de Cigarros Oeste Ltda.
04/06/69 - BOAVENTURA RODRIGUES DA SILVA (Soldado PM - SP)
Morto por terroristas durante assalto ao Banco Tozan.
09/06/71 - ANTÔNIO LISBOA CERES DE OLIVEIRA (Civil - RJ)
Morto por terroristas durante assalto à boate Comodoro.

11/06/70 - IRLANDO DE MOURA RÉGIS (Agente da Polícia Federal - RJ)
No dia 11/06/70, o embaixador da Alemanha, Ehrenfried Von Hollebem, saiu da Embaixada, no Rio de Janeiro, para a sua residência. Sentado no banco de trás de sua Mercedes preta, o embaixador tinha como motorista o funcionário Marinho Huttl e o agente da Polícia Federal Irlando de Moura Régis, sentado no banco da frente e portando um revólver .38. Seguindo a Mercedes, como segurança, ia uma Variant com os agentes da Polícia Federal Luiz Antônio Sampaio como motorista e José Banharo da Silva, com uma metralhadora INA.
Tendo ocupado o dispositivo desde antes das 19:00 horas, o "Comando Juarez Guimarães de Brito" executou o seqüestro às 19:55 horas, nas proximidades da residência do embaixador, no cruzamento das ruas Cândido Mendes com a Ladeira do Fialho.
Ao aproximar-se o carro diplomático, Jesus Paredes Soto deu um sinal a José Maurício Gradel que avançou uma "pick up" Willys, abalroando a Mercedes. Incontinente o casal que "namorava" na Escadinha do Fialho, Sônia Eliane Lafóz e José Milton Barbosa, este com uma metralhadora, disparou sua arma contra a Variant da segurança, ferindo Luiz Antônio Sampaio no abdômen e na coxa esquerda e José Banharo da Silva na cabeça. Ao mesmo tempo, Eduardo Coleen Leite "Bacuri", à queima roupa, disparou três tiros de revólver .38 em Irlando de Moura Régis, matando-o com um tiro na cabeça.
Herbert Eustáquio de Carvalho, empunhando uma pistola .45 arrancou o diplomata da Mercedes e embarcou-o no Opala, dirigido por José Roberto Gonçalves de Rezende.

22/06/69 - GUIDO BONE (Soldado PM - SP)
NATALINO AMARO TEIXEIRA (Soldado PM - SP)
Mortos por militantes da ALN que atacaram e incendiaram a radio-patrulha RP 416, da então Força Pública de São Paulo, hoje Polícia Militar, matando os seus dois ocupantes, os soldados Guido Bone e Natalino Amaro Teixeira, roubando suas armas.

26/06/68 - MÁRIO KOZEL FILHO (Soldado do Exército - SP)
Em 1968 o jovem Mário Kozel Filho é convocado para servir à Pátria e defendê-la contra possíveis agressões internas ou externas.
Na mesma época o capitão Carlos Lamarca, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras, serve no 4ºRI, em Quitaúna, SP e no dia 24/01/68, trai a Pátria que jurou defender. Rouba do 4ºRI fuzis, metralhadoras e munição, deserta e entra na clandestinidade. O material bélico roubado é entregue à Vanguarda Popular Revolucionária, VPR, uma organização terrorista que Lamarca já integrava antes de desertar.
O soldado Kozel continua servindo, com dedicação a Pátria que jurou defender. No dia 26/06/68, como sentinela, zela pela segurança do Quartel General do II Exército. Às 04:30 horas ele está vigilante em sua guarita. Neste momento, um tiro é disparado por uma sentinela contra uma camioneta que desgovernada tenta penetrar no Quartel. Seu motorista saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG. O soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros contra o mesmo veículo que, finalmente, bate na parede externa do quartel. Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro, para ver se há alguém no seu interior. Há uma carga com 50 quilos de dinamite que, segundos depois, explode e espalha destruição e morte num raio de 300 metros. Seu corpo é dilacerado. Os soldados João Fernandes, Luiz Roberto Julião e Edson Roberto Rufino estão muito feridos. É mais um ato terrorista da organização chefiada por Lamarca, a VPR.
Participaram deste crime hediondo os terroristas Diógenes José de Carvalho Oliveira (o Diógenes do PT, com implicações com bicheiros no governo Olívio Dutra/RS), Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto, Edmundo Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo Antônio dos Santos, Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra Andrade e José Ronaldo Tavares de Lima e Silva.
Lamarca continuou na VPR, seqüestrando, assaltando, assassinando e praticando vários outros atos terroristas, até o dia em que morreu, de arma na mão enfrentando uma patrulha do Exército que o encontrou no interior da Bahia em 1971. Sua família passou a receber a pensão de coronel porque Lamarca, se não tivesse desertado, poderia chegar a este posto.
Apesar de todos os crimes hediondos que cometeu, sendo o mais torpe deles o assassinato a coronhadas de seu prisioneiro Tenente PM Alberto Mendes Júnior, Lamarca é apontado como herói pelos esquerdistas brasileiros. Ruas passam a ter seu nome. Tentam colocar seus restos mortais num Mausoléu na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Um filme é feito para homenageá-lo.
Mário Kozel Filho, soldado cumpridor dos seus deveres, cidadão brasileiro que morreu em serviço, está totalmente esquecido. Além do esquecimento a Comissão dos Mortos e Desaparecidos que já concedera vultosas indenizações às famílias de muitos terroristas que nunca foram considerados desaparecidos, resolveu indenizar, também, a família Lamarca, numa evidente provocação às Forças Armadas e desrespeito às famílias de Mário Kozel Filho e de muitos outros que com ele morreram em conseqüência de atos terroristas.

27/06/68 - NELSON DE BARROS (Sargento PM - RJ)
No início de junho de 1968, no Rio de Janeiro, pequenas passeatas realizadas em Copacabana e na rua Uruguaiana, pressagiaram as grandes agitações que estavam por vir, ainda nesse mês, e que ficaram conhecidas como "As Jornadas de Junho".
No dia 19/06/68, cerca de 800 estudantes, liderados por Wladimir Palmeira, tentaram tomar de assalto o edifício do Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro. No dia seguinte, cerca de 1500 estudantes invadiram e ocuparam a Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Avenida Pasteur, fazendo com que professores e membros do Conselho Universitário passassem por vexames, obrigando-os a saírem por uma espécie de corredor polonês formado por centenas de estudantes. Vinte e quatro horas depois, em 21/06/68, também ao meio dia, foi realizada nova passeata no centro do Rio. Conhecido como a "Sexta feira Sangrenta", este dia foi marcado por brutal violência.
Cerca de 10.000 pessoas, os estudantes engrossados por populares, ergueram barricadas, incendiaram carros, agrediram motoristas, saquearam lojas, atacaram a tiros a embaixada americana e as tropas da Polícia Militar. No final da noite, mais de 10 mortos, e centenas de feridos atestavam a violência dos confrontos. Entre os feridos graves estava o sargento da Polícia Militar Nelson de Barros que veio a falecer no dia 27/06/68.

27/06/68 - NOEL DE OLIVEIRA RAMOS (Civil - RJ)
Morto com um tiro no coração, em conflito na rua. Estudantes distribuíam no Largo de São Francisco, panfletos a favor do governo e contra as agitações estudantis conduzidas por militantes comunistas. Gessé Barbosa de Souza, eletricista e militante da VPR, conhecido como "Juliano" ou "Julião" infiltrado no movimento, tentou impedir a manifestação com uma arma. Os estudantes, em grande maioria, não se intimidaram e tentaram segurar Gessé que fugiu atirando, atingindo mortalmente Noel de Oliveira Ramos e ferindo o engraxate Olavo Siqueira.

29/06/72 - JOÃO PEREIRA (Mateiro-região do Araguaia - PA)
"Justiçado exemplarmente" pelo PCdoB, por ter servido de guia para as forças legais que combatiam os guerrilheiros.
A respeito, Ângelo Arroyo declarou em seu relatório: "A morte desse bate-pau causou pânico entre os demais da zona".

.../06/73 - FRANCISCO VALDIR DE PAULA (Soldado do Exército - região do Araguaia - PA)
Instalado numa posse de terra, no município de Xambioá, fazendo parte de uma rede de informações montada na área de guerrilha, foi identificado pelos terroristas e assassinado. Seu corpo nunca foi encontrado.


TERNUMA REGIONAL BRASÍLIA

O Homem Resignado

por Adriana Vandoni
Acostumei-me com o conceito de que o brasileiro é um povo pacato, passivo. Acostumei-me a acreditar que a reação do brasileiro dependia de uma massiva provocação da mídia, caso contrário, se não fosse instigado a reagir, o brasileiro aceitaria qualquer coisa, qualquer desatino dos governos, afinal, ele é um desprovido de impetuosidade. Pensava assim, aliás, passivamente por anos acomodei-me com esta visão.
Mas chegou Lula e seu discurso tosco e grotesco arrebanhava multidões de fiéis como um beato qualquer que prega ser o novo Jesus Cristo. A explicação da passividade passou a não me satisfazer. Queria entender porque o brasileiro aceita um presidente que admite ter mentido, que zomba dos que querem ser honestos e dignos. Um presidente que ao caminhar deixa um enorme rastro, com companheiros suspeitos de crimes e até de assassinatos? Precisava entender. Sabia apenas que, segundo pesquisas eleitorais, a camada populacional responsável pelas eleições de Lula é a com menor grau de escolaridade.
Foi quando, numa conversa informal, soube de um grupo de médicos de uma universidade paulista que estudava a forma de raciocínio e o comportamento do cérebro em relação ao grau de escolaridade. Humm, aquilo me interessava! Conversei com os pesquisadores e, num resumo superficial, um dos médicos me explicou que, segundo o estudo, quanto menor o grau de escolaridade, mais concreto é o pensamento. Não existe o pensamento subjetivo nem de longo prazo. Há apenas o imediato, o necessário, o essencial. O pensamento de um indivíduo sem escolaridade vai do acordar ao tomar banho. Do comer ao fechar uma porta. São pensamentos concretos de ações ou tarefas a serem realizadas e necessidades fisiológicas a serem saciadas. Os projetos se limitam à refeição do dia seguinte.
Apesar desse estudo nada ter a ver com a política, concluí que o eleitor de Lula é fisiológico e como suas aspirações e necessidades são imediatas e concretas, garantir a esses indivíduos a refeição do dia seguinte era o suficiente. Não pensa no médio e longo prazo.
Bem, por esse estudo o brasileiro não é pacato, é ignorante. Chocante, mas era a explicação encontrada pelos pesquisadores, e ia além do simplesmente “pacato pela própria natureza”.
O tempo passou e essa teoria que parecia tão bem se encaixar aos eleitores de Lula, não era suficiente para explicar a aceitação de tantas aberrações cometidas por políticos que roubam dinheiro público e são absolvidos pela própria população roubada.
Incomoda-me não ouvir uma única voz de indignação. Mas peraí!, o silêncio não vem dos eleitores de Lula, daquele indivíduo sem escolaridade. Não é desse indivíduo que se espera uma reação, afinal, os crimes financeiros e improbidades administrativas são complexos demais para a compreensão desse cidadão.
Elaborei algumas teorias, mas era preciso confirmá-las. Foi ai que conheci Garibaldi, um motorista de taxi de Fortaleza que me trouxe a informação para confirmar a minha suspeita.
Comentei com Garibaldi sobre o “vôo da sogra”, do governador do Ceará, que viajou para a Europa em jatinho particular pago com dinheiro público. Garibaldi disse: “coitado do governador, a oposição pegou no seu pé!”.
Para Garibaldi é normal Cid Gomes ter se encantado com o poder, é razoável que ele queira viajar em um jato fretado. É certo ele ter comprado um luxuosíssimo carro apenas para lhe atender quando está em Brasília.
Garibaldi não é um cabo eleitoral de Cid Gomes, tem estudo, casa própria, seus filhos estudam e é uma pessoa bem informada que lê jornais. Essa sua postura vai além de Cid Gomes. Garibaldi elogiou e defendeu outros políticos da região, que são de grupos antagônicos ao do governador e tão ímprobos quanto. Resolveu desviar por um caminho para me mostrar as mansões desses políticos como se fossem estrelas de cinema. Para ele pouco importava se a fortuna havia sido construída com dinheiro roubado. Eram semi deuses, merecedores de toda a honra e toda a glória.
Garibaldi tem ambições e pensa no futuro, mas não questiona a sua posição na nossa sociedade, nem a forma como aqueles tinham conseguido construir aquelas mansões.
Garibaldi é o retrato de um homem resignado. O homem que eu procurava. É esse o indivíduo que suporta qualquer mal sem se revoltar, sem esboçar reação. Esse indivíduo não questiona os atos, pois para ele os detentores do poder possuem licença até para roubar, se assim desejarem.
Ele nunca se perguntou se pode ou não um dia chegar a outro patamar social, ele apenas segue a vida. Resignado.
Esse é o homem brasileiro. Resignado.
Adriana Vandoni é economista, especialista em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas/RJ. Professora universitária e articulista do Jornal Circuito Mato Grosso.

Imposto Sem Pai

O governo lulopetista beira a perfeição: gera um filho que todo mundo sabe de quem é, mas não assume a paternidade. E ainda diz que não tem nada a ver com isso.
Dar a César o que era de César custava, ao tempo do imperador Augusto (63 a.C.-19 d.C.), dois dias de trabalho por ano de um súdito do império romano, que, em troca, desfrutava o mais duradouro período de paz e prosperidade da Antiguidade clássica.
Os brasileiros deste começo de século XXI trabalham quase cinco meses por ano para o Leão do Fisco, esse pantagruélico César dos nossos dias. Em troca, não recebem quase nada e são obrigados a pagar por saúde, educação, segurança e transporte, tudo o que o estado glutão deveria prover com o dinheiro dos impostos, mas não o faz.
Por essa razão foi tão comemorada a extinção pelo Senado no ano passado do “imposto do cheque”, a CPMF, ou contribuição provisória sobre movimentação financeira. Pois não é que agora se fala na recriação da CPMF? Está marcada para esta semana a votação de uma emenda que prevê o aumento de 10 bilhões de reais no orçamento destinado à saúde. O governo alega que não tem de onde tirar esses recursos e seus aliados no Congresso, malandramente, apontam a volta da CPMF como única opção capaz de impedir um provável veto ao projeto.
Pois que se vete e que o sistema de saúde faça o que tem de fazer e direito com os recursos bilionários que os cidadãos brasileiros lhe destinam a cada ano. Segundo dados da Organização das Nações Unidas, o Brasil gasta em saúde 782 dólares por ano, por habitante, mais que muitos países emergentes. Cobrar mais impostos ainda dos brasileiros é uma desfaçatez que deveria gerar uma revolta popular.
Sintomaticamente, a proposta surgiu no mesmo dia em que a Receita Federal anunciou que a arrecadação nos primeiros quatro meses de 2008 atingiu novo recorde. Mesmo sem a CPMF, foram 31 bilhões de reais a mais que no mesmo período do ano passado. São três novas CPMFs a mais pagas com o suor dos súditos do Leão do Fisco. “Não há justificativa para a recriação da CPMF. O governo arrecada cada vez mais e esbanja dinheiro com redução de tributos e desonerações, como as feitas dos combustíveis e do trigo”, analisa Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda.
Por ser tão cruel e despropositada, a nova facada nas costas dos brasileiros trafega no Congresso sem paternidade definida. Ninguém quer assumir o crime às claras.


Fonte: Xô Imposto 
COMENTO: É hora das pessoas mais esclarecidas começarem a deixar um pouco de lado o futebol e as novelas e acompanharem, via Internet, os resultados das votações no Congresso Nacional, para saberem como se comportam "seus representantes" e lembrarem desse comportamento na hora em que estiverem frente à urna eleitoral.