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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Vítimas do Terrorismo - Fevereiros

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Neste fevereiro de 2014, reverenciamos a todos os que, em fevereiros passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus algozes, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país.
Nestes tempos de esperança, cabe-nos lutar para que recebam isonomia no tratamento que os "arautos" dos direitos humanos dispensam aos seus assassinos, que hoje recebem pensões e indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas.
A lembrança deles não nos motiva ao ódio. Move-nos, verdadeiramente, o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe, por terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso.
A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão.

20/02/70 – Antônio Aparecido Ponce Nogueira (Sargento PM – São Paulo) 
Morto pelo terrorista da VPR Antônio Raimundo de Lucena em abordagem policial ao "aparelho" do grupo, no Jardim Cerejeiras, Atibaia/SP.

12/02/71 – Américo Cassiolato (Soldado PM – São Paulo) 
Morto por terroristas em Pirapora do Bom Jesus.

28/02/71 – Fernando Pereira (Comerciário – Rio de Janeiro ) 
Morto por terroristas quando tentava impedir um assalto ao estabelecimento “Casa do Arroz”, do qual era gerente.

01/02/72 – Iris do Amaral (Civil – Rio de janeiro) 
Morta durante um tiroteio entre terroristas da ALN e policiais. Ficaram feridos nesta ação os civis Marino Floriano Sanchez, Romeu Silva, Altamiro Firezo, Irene Dias (na época com oito anos) e Rodolfo Archmman.
Autores: Flávio Augusto Neves Leão Salles (“Rogério”, “Bibico”) e Antônio Carlos Nogueira Cabral (“Chico”, “Alfredo”), ambos da ALN. A família de Antonio Carlos Nogueira Cabral foi indenizada de acordo com a Lei 9140/95.

05/02/72 – David A. Cuthberg (Marinheiro inglês – Rio de Janeiro) 
A respeito desse assassinato, sob o título “REPULSA” o jornal “O Globo”, do Rio de Janeiro, publicou:
Tinha dezenove anos o marinheiro inglês David A. Cuthberg que, na madrugada de sábado, tomou um táxi com um companheiro para conhecer o Rio, nos seus aspectos mais alegres. Ele aqui chegara como amigo, a bordo da flotilha que nos visita para comemorar os 150 anos de Independência do Brasil. Uma rajada de metralhadora tirou-lhe a vida, no táxi que se encontrava. Não teve tempo para perceber o que ocorria e, se percebesse, com certeza não poderia compreender. Um terrorista, de dentro de outro carro, apontara friamente a metralhadora antes de desenhar nas suas costas o fatal risco de balas, para, logo em seguida, completar a infâmia, despejando sobre o corpo, ainda palpitante, panfletos em que se mencionava a palavra liberdade. Com esse crime repulsivo, o terror quis apenas alcançar repercussão fora de nossas fronteiras para suas atividades, procurando dar-lhe significação de atentado político contra jovem inocente, em troca da publicação da notícia num jornal inglês. O terrorismo cumpre, no Brasil, com crimes como esse, o destino inevitável dos movimentos a que faltam motivação real e consentimento de qualquer parcela da opinião pública: o de não ultrapassar os limites do simples banditismo, com que se exprime o alto grau de degeneração dessas reduzidas maltas de assassinos gratuitos”.
A ação criminosa, tachada como “justiçamento”, foi praticada pelos seguintes terroristas, integrantes de uma frente formada por três organizações comunistas:
- Adair Gonçalves Reis (“Elber”, “Leônidas”, “Sorriso”) – ALN;
- Antônio Carlos Nogueira Cabral (“Chico”, “Alfredo”) – ALN (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95);
- Aurora Maria Nascimento Furtado (“Márcia”, “Rita”) – ALN (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95);
- Carlos Alberto Salles (“Soldado”) – VAR-PALMARES;
- Flávio Augusto Neves Leão Salles (“Rogério”, “Bibico”), da ALN, que efetuou os disparos com a metralhadora;
- Getúlio de Oliveira Cabral (“Gogó”, “Soares”, “Gustavo”) – PCBR (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95);
- Hélio Silva (“Anastácio”, “Nadinho”) – VAR-PALMARES; 
- James Allen Luz; e
- Lígia Maria Salgado da Nóbrega (“Ana”, “Célia”, “Cecília”), da VAR PALMARES, que jogou os panfletos que falavam em vingança contra os “Imperialistas Ingleses” (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95).

18/02/72 – Benedito Monteiro da Silva (Cabo PM – São Paulo) 
Morto quando tentava evitar um assalto terrorista a uma agencia bancária em Santa Cruz do Rio Pardo.

27/02/72 – Napoleão Felipe Bertolane Biscaldi (Civil – São Paulo) 
Morto durante um tiroteio entre os terroristas Lauriberto José Reyes (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95) e José Ibsem Veroes com policiais, na rua Serra de Botucatu, no bairro Tatuapé. Nesta ação um policial foi ferido a tiros de metralhadoras por Lauriberto. Os dois terroristas morreram no local.

28/02/72 – Luzimar Machado de Oliveira (Soldado PM – Goiás) 
O terrorista Arno Preiss encontrava-se na cidade de Paraiso do Norte, que estava incluída dentro de esquema de trabalho de campo do MOLIPO. Usava o nome falso de Patrick McBundy Comick. Arno tentou entrar com sua documentação falsa no baile carnavalesco do clube social da cidade. Sua documentação levantou suspeita nos policiais, que o convidaram a comparecer à delegacia local. Ao deixar o clube, julgando-se desmascarado, Arno sacou seu revólver e disparou à queima roupa contra os policiais, matando o PM Luzimar Machado de Oliveira e ferindo gravemente o outro PM que o conduzia, Gentil Ferreira Mano.
Protegido pela escuridão, Arno homiziou-se num matagal, sendo entretanto localizado por populares que, indignados, auxiliavam a polícia. Arno travou, ainda, intenso tiroteio com seus perseguidores, antes de tombar sem vida. Com dificuldade, a polícia impediu a violação do corpo.

21/02/73 – Manoel Henrique de Oliveira (Comerciante – São Paulo) 
No dia 14 de junho de 1972, as equipes do DOI de São Paulo, como já faziam há vários dias, estavam seguindo quatro terroristas da ALN que resolveram almoçar no restaurante Varela, no bairro da Mooca. Quando eles saíram do restaurante, receberam voz de prisão e reagindo desencadearam tiroteio com os policiais. Ao final, três terroristas estavam mortos e um conseguiu fugir.
Erroneamente, a ALN atribuiu a morte de seus três companheiros à delação de um dos proprietários do restaurante e decidiu justiçá-lo.
O comando “Aurora Maria do Nascimento Furtado” constituído por Arnaldo Cardoso Rocha (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95), Francisco Emanuel Penteado (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95), Francisco Seiko Okama (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95) e Ronaldo Mouth Queiroz (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95), foi encarregado da missão e assassinou no dia 21 Fev 73 o comerciante Manoel Henrique de Oliveira, que foi metralhado sem que pudesse esboçar um gesto de defesa. Seu corpo foi coberto por panfletos da ALN, impressos no Centro de Orientação Estudantil da USP, por interveniência do militante Paulo Frateschi. Manoel Henrique deixou além de sua esposa, duas crianças pequenas, desamparadas, que aguardam uma indenização do governo.

22/02/73 – Pedro Américo Mota Garcia (Civil – Rio de Janeiro) 
Por vingança foi “justiçado” por terroristas por haver impedido um assalto contra uma agência da Caixa.

25/02/73 – Octávio Gonçalves Moreira Júnior (Delegado de Polícia – São Paulo) 
Com a tentativa de intimidar os integrantes dos órgãos de repressão, um “Tribunal Popular Revolucionário” decidiu “justiçar” um membro do DOI/CODI/II Exército.
O escolhido foi o delegado de polícia, Dr. Octávio Gonçalves Moreira Júnior que viajava, seguidamente de São Paulo para o Rio de Janeiro, onde estava noivo.
O levantamento de sua vida no Rio de Janeiro foi feito pela terrorista Bete Chachamovitz, da ALN, que repassava todos os dados para um comando terrorista chamado “Getúlio de Oliveira Cabral”.
No dia 23/02/73, o Dr. Octávio viajou de São Paulo para o Rio de Janeiro e Bete avisou o comando terrorista da chegada do delegado. Ficou decidido que iriam executá-lo no dia seguinte.
No domingo, dia 25, o Dr. Octávio foi à praia em Copacabana, e depois almoçou com um amigo. Quando voltava do almoço, Bete fez o reconhecimento visual do delegado e o apontou para os seus assassinos que se encontravam num automóvel estacionado na esquina da Avenida Atlântica com a rua República do Peru.
Do carro saltaram três terroristas. Um deles trazia uma esteira de praia, enrolada debaixo do braço. Dentro da esteira uma carabina calibre 12. Um dos assassinos deu o primeiro tiro nas costas, derrubando-o e atirando-o a alguns metros de distância. Um segundo atirou perfurando seu pulso direito e enquanto que o terceiro assassino aproximou-se e deu-lhe dois tiros no rosto com uma pistola 9mm. O Dr. Octávio morreu instantaneamente.
O comando terrorista seguiu à risca o ensinamento do manual de Carlos Marighela que afirma: “guerrilheiros não matam por raiva, nem por impulso, pressa ou improvisação. Matam com naturalidade. Não interessa o cadáver, mas seu impacto sobre o público”.
O comando terrorista que assassinou o Dr. Octávio estava assim constituído:
- Bete Chachamovitz – ALN;
- Flávio Augusto Neves Leão Salles (“Rogério”) – ALN;
- James Allen Luz (“Ciro”) – VAR PALMARES;
- José Carlos da Costa (“Baiano”) – VAR-PALMARES;
- Merival Araújo (“Zé”) – ALN (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95);
- Ramires Maranhão do Vale (“Adalberto”) – PCBR;
- Ranúsia Alves Rodrigues (“Florinda”) – PCBR (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95); e
- Tomaz Antônio da Silva Meirelles Netto (“Luiz”) – ALN.

Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações, mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.
Texto adaptado de: A Verdade Sufocada
COMENTO: por uma questão de justiça, também lembrarei aqui alguns membros de organizações terroristas que foram "justiçados" por seus companheiros de luta. Para isso, reproduzo um desses "justiçamentos", ocorrido numa noite qualquer de fevereiro de 1971, conforme relatado no Projeto Orvil, denominado pela imprensa como o livro secreto do CIE. Em suas páginas 658 e 659 podemos ler:
A AP condena e executa Antonio Lourenço. 
Fevereiro de 1971, cerca de oito horas da noite. 
A tortuosa trilha que conduzia da localidade de Santa Filomena à localidade de Bacabeira, no município de Pindaré-Mirim, no Maranhão, ao invés das promessas de um encontro amoroso, traria a morte inesperada e violenta a "Fernando”, nome de guerra do militante da AP, Antonio Lourenço
Antonio Lourenço não foi vitima de um assalto ou de uma ação de vingança pessoal. A AP, olvidando sua origem católica e seu idealismo humanista, condenara "Fernando" a morte. A desdita de "Fernando" foi ter sido preso e retornado à militância, o que o colocou sob suspeita de ser um agente policial
O Comitê Regional da 8ª Região, coordenador das atividades da AP nos Estados do Maranhão e Piauí foi o responsável pela condenação de Antonio Lourenço. Esse CR-8, constituído a partir de dezembro de 1970, era composto pelos militantes Rogério Dolne Lustosa que usava, também, o nome frio de José Severino Nascimento e mais seis militantes [Maria Dolores Pereira Bahia, Manoel da Conceição Santos, Ana Maria Gonzaga, Antonio Lisboa Rodrigues Brito, Carlos Fernando da Rocha Medeiros e Luis Morais dos Santos]. 
O assassinato foi planejado pelo comitê seccional de Santa Inês, subordinado ao CR-8. Luzia Saraiva Lima, membro do comitê, seduziu Antonio Lourenço com promessas de amor e o conduziu para a trilha onde já se encontrava um grupo chefiado por Ana Maria Gonzaga. O grupo era constituído por Joaquim Matias Neto, Antonio Lisboa Rodrigues Brito, Deoclécio Ramos Tavares, João Batista, Francisco Vitório dos Santos e um agricultor de Bacabeira conhecido como "Chico Brabo". Um outro grupo, constituído por Luís Morais dos Santos, Antonio Pereira Campos, Antonio Moralino, "Osmar" e um camponês de Santa Filomena, postou-se em outra estrada, visualizando uma alternativa, caso o "casal de amantes” optasse por outro caminho. 
Antonio Lourenço e Luzia tomaram a trilha que conduzia a Bacabeira, sendo “surpreendidos” pelo primeiro grupo que lá se colocara. Antonio Lisboa Brito deu um tiro de rifle 44 na barriga de Antonio, que, aturdido e sem entender sua sina, levou um segundo tiro, de revólver 38, de Joaquim Matias Neto, caindo ao solo. Ato contínuo, todos os participantes do grupo caíram sobre o condenado, estrangulando-o e trucidando-o a porretadas até a morte. 
Restava dar sumiço ao corpo. O cortejo macabro levou os despojos de "Fernando" para a "roça" de Antonio Lisboa, onde foram colocados numa cova, cobertos com palha e incendiados. Após cobrirem a sepultura, resolveram disfarçar o improvisado jazigo plantando feijão sobre ele. 
A terra, adubada com os restos de Antonio Lourenço, continuou, indiferente aos desígnios vingativos da AP, a produzir feijão. 
A pena de morte, vinculada à Lei de Segurança Nacional constrangia a sociedade e era alvo constante da orquestração comunista, entretanto, utilizada sob o eufemismo de "justiçamento", era aplicada sem o menor embaraço, a qualquer suspeita não comprovada que pudesse colocar em risco a "causa revolucionária". Assustadora é a coerência comunista. - Projeto Orvil, pag 658/659.
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domingo, 21 de julho de 2013

Fora de Combate

por Haroldo P. Barboza
Com plena certeza as “ortoridades” estão bem preocupadas com as manifestações públicas que se repetem em todo o território brasileiro a partir de junho de 2013. Promovem reuniões freqüentes na tentativa de acabar com as mesmas para continuarem enriquecendo com as trambicagens acobertadas pelas furadas “leis” escritas pelos próprios bandidos.
Para manterem os poucos votos dos iludidos que ainda acreditam nesta fornada de candidatos oferecidos a cada pleito, não podem simplesmente proibir as reuniões populares. Então adotaram uma tática simples sem necessitar gastar seus parcos neurônios. A tática é NÃO prender nenhum facínora que se mistura à massa e aproveita o momento de agitação para arrombar e depredar lojas e prédios públicos.
Orientaram a polícia a dar umas borrachadas a esmo (até nos inocentes próximos) mas sem prender os verdadeiros marginais. Nem precisaram contratar arruaceiros para infiltrar nos movimentos. Estão aproveitando os marginais que perambulam pelas ruas por falta de vagas nos presídios.
Desta forma, cada vez que o MESMO grupo de 30 ou 50 ladrões promove arruaças, a galera do bem que não pretende ver nenhum familiar machucado, deixa de comparecer às justas manifestações que solicitam uma arrumação na vida pública nacional.
E de quebra, a mídia “amiga” (deles) passou a dar ênfase no ultrajante fato dos EUA estarem monitorando as conversas de nossas principais entidades. Fato que ocorre desde 1970 quando os satélites começaram a povoar a atmosfera em alta velocidade. 
Na falta de satélites, receberam autorizações para ocupar a base de Alcântara e implantação de centenas de ONGs piratas na região amazônica para subtraírem nossas plantas, transformarem em “remédios químicos” e nos venderem as cartelas eternamente por um preço 10 vezes maior que a planta que o índio usa com maestria.
Só agora o governo “descobriu” que somos espionados?
Desta forma, dentro de um ou dois meses os patriotas cansados e cada vez em menor número, perderão o entusiasmo e a acomodação tenderá a voltar ao seio da sociedade, permitindo que os bandidos armados de canetas continuem a ditar as normas que sugam nossa dignidade.
Haveria um meio dos próprios habitantes colocarem os bandidos arruaceiros fora de combate?
Haroldo P. Barboza é professor e Escritor.
Fonte:  Alerta Total
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terça-feira, 18 de junho de 2013

A Verdade Sobre as Bobagens da Comissão da Meia Verdade

por A. C. Monteiro
Sem dúvida alguma os militantes da esquerda marxista/leninista que tanto combateram o regime militar, no Brasil, nunca foram e jamais serão os salvadores da pátria. Aqueles meliantes da esquerda pretendiam na época derrubar o governo de então e, imediatamente, implantar uma ditadura do proletariado em solo brasileiro, nos moldes cubanos sob a liderança de Fidel Castro, cujo desiderato ainda hoje persiste.
Agiram como verdadeiros terroristas, jamais como defensores da democracia. Em defesa da causa pretendida julgava-se no direito de matar, torturar, expropriar bens de terceiros, e praticarem outras atrocidades em detrimento do ordenamento jurídico da época e ainda hoje em vigor na legislação brasileira.
São bandidos no verdadeiro sentido da palavra e que estão e sempre estiveram a serviço dos países onde impera a mais sangrenta ditadura que o mundo civilizado tem notícia.
Agora, encastelados no poder pelo voto dos incautos, utilizam-se de um sem fim de artimanhas enganosas para iludir a classe mais humilde da população, e alguns intelectuais de plantão, sempre a demonstrar que eles foram os salvadores da pátria, e que os militares e seus seguidores praticaram inúmeras barbáries e que por isso devem ser punidos severamente, clamando pela revogação imediata da Lei da Anistia que a todos beneficiou inclusive os terroristas de então.
Muito pelo contrário, se tal fosse possível seriam eles os primeiros a sentarem no banco dos réus, segundo o mandamento constitucional, vez que aquele comando normativo explicita com todas as letras, que “constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático”.
Como poderiam convencer os nossos tribunais de que no passado não cometeram atentado contra o Estado Democrático, uma vez que todas as nossas instituições estavam em pleno funcionamento, tais como legislativo, judiciário e executivo? Em momento algum tais poderes deixaram de funcionar! 
Todos continuaram independentes e harmônicos entre si. Nenhuma interferência sofreu por parte do governo central, na época comandada pelos militares. Existia uma Constituição não delegada, mas votada pelos constituintes eleitos pelo povo. 
Eles, ao contrário do governo militar insistiam em badernar o País e levá-lo ao caos para lá adiante alcançar os fins almejados. Não conseguiram os intentos desejados e agora tentam partir para a vingança, com sórdidas e enganosas propagandas envolvendo os agentes do governo militar, como se esses fossem a besta-fera e eles os defensores da democracia, ou defensores da Pátria.
Olvidam-se, contudo, que o Brasil é um país de dimensão continental, bem diferente do Paraguai, Argentina, Chile, Venezuela e Cuba, com cultura, povo bem distinto daqueles e leis totalmente diferentes e que jamais irá se submeter aos caprichos de meia dúzia de comunistas e tampouco se deixar levar por ultrapassadas artimanhas marxistas/leninistas, dolosamente impregnadas nas suas mentes doentias, como soia acontecer.
O perdão concedido pela lei da anistia, de forma bilateral e considerada constitucional, pela integralidade dos Ministros do Supremo Tribunal Federal vem sofrendo constantes ameaças de revogação, como se isso fosse possível, frente ao nosso ordenamento jurídico.
Ledo engano! Somente o Congresso Nacional tem competência em razão da matéria para revogar qualquer dispositivo de lei. Todavia, o novo dispositivo somente poderá retroagir para beneficiar, jamais prejudicar, por mais hediondo que seja o crime praticado etc. (Art. CF Art. 5º, Inc. XXXIX)
Sabedores que são desse princípio constitucional e que figura como cláusula pétrea, verberam a todo o instante recorrer às instâncias internacionais, mormente a CIDH – Comissão Internacional dos Direitos Humanos, sobre o pretexto de punir o Brasil pela não apuração e punição dos agentes do Estado que praticaram os mais variados delitos, inclusive tortura, na vigência do regime focado.
Ocorre que o Brasil, por ser um País soberano, não pode sofrer nenhuma sanção a respeito, a não ser uma simples e singela censura e nada mais. Ademais, quando da aceitação daquela carta de intenções e ainda não ratificada pelo Congresso Nacional, o governo brasileiro se comprometeu a apurar os crimes praticados somente a partir de 1992, e que foi aceito por aquela Corte.
Esses fatos não podem ser desconhecidos, especificamente pelos arautos da infâmia e calúnia que compõe a cúpula governamental e de certos membros da Comissão da Verdade que, a todo instante, verberam aleivosia sobre um determinado grupo de pessoas que, no passado não muito distante cumpriam ordens dos seus superiores hierárquicos para reprimir toda e qualquer ocorrência contrária a democracia etc.
Além do perdão concedido pela sociedade brasileira, via Congresso Nacional, todos os delitos praticados de ambas as partes estão prescritos, face o disposto na legislação penal pátria, reconhecido até mesmo pelo e. Ministro Marcos Aurélio. Refere-se a um direito público subjetivo do acusado e que não pode subordinar-se a nenhum tratado ou convenção internacional.
“In casu”, a punição somente será crível diante de um tribunal “nuremberquizado”, onde tudo é possível, inclusive a aplicação da penal de morte.
A. C. Monteiro é Advogado.
Fonte:  Alerta Total
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Vítimas do Terrorismo - Fevereiros

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Neste fevereiro de 2013, reverenciamos a todos os que, em fevereiros passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus algozes, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país.
Nestes tempos de esperança, cabe-nos lutar para que recebam isonomia no tratamento que os "arautos" dos direitos humanos dispensam aos seus assassinos, que hoje recebem pensões e indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas.
A lembrança deles não nos motiva ao ódio e nem mesmo à contestação aos homens e agremiações alçados ao poder em decorrência de um processo político legítimo. Move-nos, verdadeiramente, o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe, por terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso.
A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão.
20/02/70 – Antônio Aparecido Posso Nogueró (sargento PM – São Paulo) 
Morto pelo terrorista da VPR Antônio Raimundo de Lucena quando tentava impedir um ato terrorista no Jardim Cerejeiras, Atibaia/SP.
12/02/71 – Américo Cassiolato (Soldado PM – São Paulo) 
Morto por terroristas em Pirapora do Bom Jesus.
28/02/71 – Fernando Pereira (Comerciário – Rio de Janeiro ) 
Morto por terroristas quando tentava impedir um assalto ao estabelecimento “Casa do Arroz”, do qual era gerente.
01/02/72 – Iris do Amaral (Civil – Rio de janeiro) 
Morta durante um tiroteio entre terroristas da ALN e policiais. Ficaram feridos nesta ação os civis Marino Floriano Sanchez, Romeu Silva, Altamiro Firezo, Irene Dias (na época com oito anos) e Rodolfo Archmman.
Autores: Flávio Augusto Neves Leão Salles (“Rogério”, “Bibico”) e Antônio Carlos Nogueira Cabral (“Chico”, “Alfredo”), ambos da ALN. A família de Antonio Carlos Nogueira Cabral foi indenizada de acordo com a Lei 9140/95.
05/02/72 – David A. Cuthberg (Marinheiro inglês – Rio de Janeiro) 
A respeito desse assassinato, sob o título “REPULSA” o jornal “O Globo”, do Rio de Janeiro, publicou:
Tinha dezenove anos o marinheiro inglês David A. Cuthberg que, na madrugada de sábado, tomou um táxi com um companheiro para conhecer o Rio, nos seus aspectos mais alegres. Ele aqui chegara como amigo, a bordo da flotilha que nos visita para comemorar os 150 anos de Independência do Brasil. Uma rajada de metralhadora tirou-lhe a vida, no táxi que se encontrava. Não teve tempo para perceber o que ocorria e, se percebesse, com certeza não poderia compreender. Um terrorista, de dentro de outro carro, apontara friamente a metralhadora antes de desenhar nas suas costas o fatal risco de balas, para, logo em seguida, completar a infâmia, despejando sobre o corpo, ainda palpitante, panfletos em que se mencionava a palavra liberdade. Com esse crime repulsivo, o terror quis apenas alcançar repercussão fora de nossas fronteiras para suas atividades, procurando dar-lhe significação de atentado político contra jovem inocente, em troca da publicação da notícia num jornal inglês. O terrorismo cumpre, no Brasil, com crimes como esse, o destino inevitável dos movimentos a que faltam motivação real e consentimento de qualquer parcela da opinião pública: o de não ultrapassar os limites do simples banditismo, com que se exprime o alto grau de degeneração dessas reduzidas maltas de assassinos gratuitos”.
A ação criminosa, tachada como “justiçamento”, foi praticada pelos seguintes terroristas, integrantes de uma frente formada por três organizações comunistas:
- Adair Gonçalves Reis (“Elber”, “Leônidas”, “Sorriso”) – ALN;
- Antônio Carlos Nogueira Cabral (“Chico”, “Alfredo”) – ALN.(família indenizada de acordo com a Lei 9140/95);
- Aurora Maria Nascimento Furtado (“Márcia”, “Rita”) – ALN (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95);
Carlos Alberto Salles (“Soldado”) – VAR-PALMARES;
- Flávio Augusto Neves Leão Salles (“Rogério”, “Bibico”), da ALN, que efetuou os disparos com a metralhadora;
- Getúlio de Oliveira Cabral (“Gogó”, “Soares”, “Gustavo”) – PCBR (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95);
- Hélio Silva (“Anastácio”, “Nadinho”) – VAR-PALMARES; 
- James Allen Luz; e
- Lígia Maria Salgado da Nóbrega (“Ana”, “Célia”, “Cecília”), da VAR PALMARES, que jogou os panfletos que falavam em vingança contra os “Imperialistas Ingleses”.(família indenizada de acordo com a Lei 9140/95).
18/02/72 – Benedito Monteiro da Silva (Cabo PM – São Paulo) 
Morto quando tentava evitar um assalto terrorista a uma agencia bancária em Santa Cruz do Rio Pardo.
27/02/72 – Napoleão Felipe Bertolane Biscaldi (Civil – São Paulo) 
Morto durante um tiroteio entre os terroristas Lauriberto José Reyes (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95) e José Ibsem Veroes com policiais, na rua Serra de Botucatu, no bairro Tatuapé. Nesta ação um policial foi ferido a tiros de metralhadoras por Lauriberto. Os dois terroristas morreram no local.
28/02/72 – Luzimar Machado de Oliveira (Soldado PM – Goiás) 
O terrorista Arno Preiss encontrava-se na cidade de Paraiso do Norte, que estava incluída dentro de esquema de trabalho de campo do MOLIPO. Usava o nome falso de Patrick McBundy Comick. Arno tentou entrar com sua documentação falsa no baile carnavalesco do clube social da cidade. Sua documentação levantou suspeita nos policiais, que o convidaram a comparecer à delegacia local. Ao deixar o clube, julgando-se desmascarado, Arno sacou seu revólver e disparou à queima roupa contra os policiais, matando o PM Luzimar Machado de Oliveira e ferindo gravemente o outro PM que o conduzia, Gentil Ferreira Mano.
Protegido pela escuridão, Arno homiziou-se num matagal, sendo entretanto localizado por populares que, indignados, auxiliavam a polícia. Arno travou, ainda, intenso tiroteio com seus perseguidores, antes de tombar sem vida. Com dificuldade, a polícia impediu a violação do corpo.
21/02/73 – Manoel Henrique de Oliveira (Comerciante – São Paulo) 
No dia 14 de junho de 1972, as equipes do DOI de São Paulo, como já faziam há vários dias, estavam seguindo quatro terroristas da ALN que resolveram almoçar no restaurante Varela, no bairro da Mooca. Quando eles saíram do restaurante, receberam voz de prisão e reagindo desencadearam tiroteio com os policiais. Ao final, três terroristas estavam mortos e um conseguiu fugir.
Erroneamente, a ALN atribuiu a morte de seus três companheiros à delação de um dos proprietários do restaurante e decidiu justiçá-lo.
O comando “Aurora Maria do Nascimento Furtado” constituído por Arnaldo Cardoso Rocha (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95), Francisco Emanuel Penteado (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95), Francisco Seiko Okama (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95) e Ronaldo Mouth Queiroz (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95), foi encarregado da missão e assassinou no dia 21 de fevereiro o comerciante Manoel Henrique de Oliveira, que foi metralhado sem que pudesse esboçar um gesto de defesa. Seu corpo foi coberto por panfletos da ALN, impressos no Centro de Orientação Estudantil da USP, por interveniência do militante Paulo Frateschi. Manoel Henrique deixou além de sua esposa, duas crianças pequenas, desamparadas, que aguardam uma indenização do governo.
22/02/73 – Pedro Américo Mota Garcia (civil – Rio de Janeiro) 
Por vingança foi “justiçado” por terroristas por haver impedido um assalto contra uma agência da Caixa.
25/02/73 – Octávio Gonçalves Moreira Júnior (Delegado de polícia – São Paulo) 
Com a tentativa de intimidar os integrantes dos órgãos de repressão, um “Tribunal Popular Revolucionário” decidiu “justiçar” um membro do DOI/CODI/II Exército.
O escolhido foi o delegado de polícia, Dr. Octávio Gonçalves Moreira Júnior que viajava, seguidamente de São Paulo para o Rio de Janeiro, onde estava noivo.
O levantamento de sua vida no Rio de Janeiro foi feito pela terrorista Bete Chachamovitz, da ALN, que repassava todos os dados para um comando terrorista chamado “Getúlio de Oliveira Cabral”.
No dia 23/02/73, o Dr. Octávio viajou de São Paulo para o Rio de Janeiro e Bete avisou o comando terrorista da chegada do delegado. Ficou decidido que iriam executá-lo no dia seguinte.
No domingo, dia 25, o Dr. Octávio foi à praia em Copacabana, e depois almoçou com um amigo. Quando voltava do almoço, Bete fez o reconhecimento visual do delegado e o apontou para os seus assassinos que se encontravam num automóvel estacionado na esquina da Avenida Atlântica com a rua República do Peru.
Do carro saltaram três terroristas. Um deles trazia uma esteira de praia, enrolada debaixo do braço. Dentro da esteira uma carabina calibre 12. Um dos assassinos deu o primeiro tiro nas costas, derrubando-o e atirando-o a alguns metros de distância. Um segundo atirou perfurando seu pulso direito e enquanto que o terceiro assassino aproximou-se e deu-lhe dois tiros no rosto com uma pistola 9mm. O Dr. Octávio morreu instantaneamente.
O comando terrorista seguiu à risca o ensinamento do manual de Carlos Marighela que afirma: “guerrilheiros não matam por raiva, nem por impulso, pressa ou improvisação. Matam com naturalidade. Não interessa o cadáver, mas seu impacto sobre o público”.
O comando terrorista que assassinou o Dr. Octávio estava assim constituído:
- Bete Chachamovitz – ALN;
- Flávio Augusto Neves Leão Salles (“Rogério”) – ALN;
- James Allen Luz (“Ciro”) – VAR PALMARES;
- José Carlos da Costa (“Baiano”) – VAR-PALMARES;
- Merival Araújo (“Zé”) – ALN (família indenizada de acordo com a Lei 9140/95);
- Ramires Maranhão do Vale (“Adalberto”) – PCBR;
- Ranúsia Alves Rodrigues (“Florinda”) – PCBR (família  indenizada  de  acordo  com  a  Lei  9140/95); e
- Tomaz Antônio da Silva Meirelles Netto (“Luiz”) – ALN.
Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações, mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.
Texto adaptado de: A Verdade Sufocada
COMENTO: por uma questão de justiça, também lembrarei aqui alguns membros de organizações terroristas que foram "justiçados" por seus companheiros de luta. Para isso, reproduzo um desses "justiçamentos",  ocorrido numa noite qualquer de fevereiro de 1971, conforme relatado no Projeto Orvil, denominado pela imprensa como o livro secreto do CIE. Em suas páginas 658 e 659 podemos ler:
A AP condena e executa Antonio Lourenço
Fevereiro de 1971, cerca de oito horas da noite. 
A tortuosa trilha que conduzia da localidade de Santa Filomena à localidade de Bacabeira, no município de Pindaré-Mirim, no Maranhão, ao invés das promessas de um encontro amoroso, traria a morte inesperada e violenta a "Fernando”, nome de guerra do militante da AP, Antonio Lourenço
Antonio Lourenço não foi vitima de um assalto ou de uma ação de vingança pessoal. A AP, olvidando sua origem católica e seu idealismo humanista, condenara "Fernando" a morte. A desdita de "Fernando" foi ter sido preso e retornado à militância, o que o colocou sob suspeita de ser um agente policial. 
O Comitê Regional da 8ª Região, coordenador das atividades da AP nos Estados do Maranhão e Piauí foi o responsável pela condenação de Antonio Lourenço. Esse CR-8, constituído a partir de dezembro de 1970, era composto pelos militantes Rogério Dolne Lustosa que usava, também, o nome frio de José Severino Nascimento e mais seis militantes [Maria Dolores Pereira Bahia, Manoel da Conceição Santos, Ana Maria Gonzaga, Antonio Lisboa Rodrigues Brito, Carlos Fernando da Rocha Medeiros Luis Morais dos Santos]
O assassinato foi planejado pelo comitê seccional de Santa Inês, subordinado ao CR-8. Luzia Saraiva Lima, membro do comitê, seduziu Antonio Lourenço com promessas de amor e o conduziu para a trilha onde já se encontrava um grupo chefiado por Ana Maria GonzagaO grupo era constituído por Joaquim Matias Neto, Antonio Lisboa Rodrigues Brito, Deoclécio Ramos Tavares, João Batista, Francisco Vitório dos Santos e um agricultor de Bacabeira conhecido como "Chico Brabo". Um outro grupo, constituído por Luís Morais dos Santos, Antonio Pereira Campos, Antonio Moralino, "Osmar" e um camponês de Santa Filomena, postou-se em outra estrada, visualizando uma alternativa, caso o "casal de amantes” optasse por outro caminho. 
Antonio Lourenço e Luzia tomaram a trilha que conduzia a Bacabeira, sendo “surpreendidos” pelo primeiro grupo que lá se colocara. Antonio Lisboa Brito deu um tiro de rifle 44 na barriga de Antonio, que, aturdido e sem entender sua sina, levou um segundo tiro, de revólver 38, de Joaquim Matias Neto, caindo ao solo. Ato contínuo, todos os participantes do grupo caíram sobre o condenado, estrangulando-o e trucidando-o a porretadas até a morte. 
Restava dar sumiço ao corpo. O cortejo macabro levou os despojos de "Fernando" para a "roça" de Antonio Lisboa, onde foram colocados numa cova, cobertos com palha e incendiados. Após cobrirem a sepultura, resolveram disfarçar o improvisado jazigo plantando feijão sobre ele. 
A terra, adubada com os restos de Antonio Lourenço, continuou, indiferente aos desígnios vingativos da AP, a produzir feijão. 
A pena de morte, vinculada à Lei de Segurança Nacional constrangia a sociedade e era alvo constante da orquestração comunista, entretanto, utilizada sob o eufemismo de "justiçamento", era aplicada sem o menor embaraço, a qualquer suspeita não comprovada que pudesse colocar em risco a "causa revolucionária". Assustadora é a coerência comunista. - Projeto Orvil, pag 658/659.

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sábado, 10 de novembro de 2012

Cidadão: “O Inimigo do Poder”

por Antônio Ribas Paiva
Para o Governo, o seu inimigo nº 1 é o cidadão, como evidenciam as políticas públicas, que nem subsidiariamente contemplam as pessoas. Como face da mesma moeda, a postura cívica, mais temida pela classe política e pela alta administração pública, é o exercício da cidadania!
Na proteção do próprio poder, e de suas satrápias, aliam-se os três níveis de governo, a classe política e a alta administração pública, em franca “conspirata” contra o cidadão, que nunca é ouvido e sempre paga a conta dos abusos do poder.
A receita dos tiranos da nação é a “ditadura do controle social”, que mantém as pessoas como náufragos, para que não exerçam os seus direitos e possam ser exploradas e escravizadas.
O pacote de “controle social” é receita internacional do Instituto Tavistock de Londres, que consiste em políticas públicas, ditas pluralistas, e no regramento excessivo, que impede as pessoas de pensar, em razão da louca gincana, que lhes é imposta, pelo poder público.
Não é mera coincidência o rodízio de veículos de Teerã e São Paulo, nem os 20 pontos na carteira de motorista e as ciclovias de São Paulo e Buenos Aires.
O “sonho dourado” dos tiranos do controle social, dos “Detrans” e “Cets”, é implantar o Chip automotivo e os pedágios urbanos: daí para o chip intradermico é um pulo. O objetivo é o controle social do inimigo: o cidadão.
Política é a decisão do que fazer, por quem tem o poder necessário. É por isso que não existem Políticas de segurança, saúde e educação. Porque o interesse do governo é que as pessoas se preocupem, apenas, com essas necessidades e deixem o poder público em paz!
Para o poder real, os náufragos da cidadania só podem almejar a sobrevivência, escapou disso, passa a ser o terrível exercício da cidadania, implacável contra os tiranos.
O regime político brasileiro é a ditadura do controle social, imposta pela carência absoluta das necessidades básicas, pelo regramento excessivo, pelo confisco tributário, pelo trânsito opressivo, pela violência, pela conivência de autoridades com o crime organizado, pelo cerceamento à privacidade, ao ir e vir e à própria vida, pelo desarmamento das pessoas de bem e etc.
Esse famigerado controle social mantém a Nação Brasileira artificialmente na miséria, apartada da riqueza do seu território e subserviente aos interesses transnacionais.
Se os mecanismos politico-institucionais não fossem deformados e, portanto inadequados para a democracia, a política partidária seria o caminho para o exercício da cidadania, mas as suas distorções inviabilizam essa opção.
Os mecanismos políticos vigentes, por distorcerem a representatividade, só se prestam à manutenção da classe político-administrativa no poder e à consequente escravização da Nação.
Como o único caminho possível é o exercício individual e coletivo da cidadania, resta às pessoas a oposição sistemática às medidas de controle social, implementadas pelos ditadores de plantão.
É isso ou a escravidão.
Antônio José Ribas Paiva, Advogado,
 é Presidente da União Nacionalista Democrática (UND).
Fonte:  Alerta Total
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Convite - Lançamento do ORVIL em Brasília


CONVITE

- LANÇAMENTO DO LIVRO -

TENTATIVAS DE TOMADA DO PODER
ORVIL

DATA/HORA: 25 de outubro de 2012 (5ª feira) às 19:00 horas.
LOCAL – Sede da Associação dos Ex–Combatentes do Brasil
(SGAN Quadra 913, Conjunto F, Edifício Sede, Brasília/ DF)


“Estaremos sempre solidários com aqueles que na hora da agressão e da adversidade cumpriram o duro dever de se oporem a agitadores e terroristas, de armas na mão para que a Nação não fosse levada à anarquia”
General de Exercito Walter Pires de Carvalho e Albuquerque
Ministro do Exército
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domingo, 14 de outubro de 2012

Querem Jogar o ORVIL na Fogueira

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A terrorista Ana Bursztyn, apoiada pela OAB/RJ, está entrando na Justiça com uma ação para impedir a publicação e divulgação do livro ORVIL, de 963 páginas, recentemente publicado pela Editora Schoba, Salto, SP, e cujo lançamento foi feito recentemente, dia 20 de novembro no Clube Militar, com enorme repercussão principalmente no meio militar.
O ORVIL, que está na Internet pelo menos há 30 anos, detalha enorme número, ou quase todos, dos episódios mais importantes da luta armada e foi elaborado pelo Centro de Inteligência do Exército (CIE) por ordem do General Leonidas Pires Gonçalves quando era Ministro.
No ORVIL, páginas 484 e 500, constam as principais atividades subversivas da pretendente de garrotear a verdade. Vamos pegar em armas, como ela fez, para difundir a verdade, dona MaoTseTyn?

Mil novecentos e setenta
Este foi um ano politicamente mais tranquilo. Vivia-se sob a vigência do AI-5, e os políticos, sabidamente, tinham pouca interferência nas decisões governamentais. Todavia, dentro dos princípios enunciados pelo Presidente da República, com a dupla missão de preservar a Revolução e de promover a volta do País à plenitude democrática, aos políticos cabia ampliar, com atitudes e comportamento, o raio de sua autonomia. No exercício de suas atribuições, deveriam desenvolver sua própria área de liberdade. Só assim a dupla função do Presidente poderia obter êxito. O novo governo criara condições para o desarmamento dos espíritos, proposto e iniciado pelo Presidente da República, mas as circunstâncias conduziam a cuidados de ambas as partes, fazendo com que a evolução do processo político fosse tímida e lenta. O Presidente desejava que o comportamento, as atitudes e os elos políticos fossem altivos, mas não abria mão dos instrumentos que a Revolução outorgara-lhe para conduzir o processo, embora não os utilizasse. Os políticos queriam ampliar sua área de liberdade, mas, simplesmente, esperavam pela revogação do AI-5. Ocorre que as decisões do Governo não são assentadas apenas em intenções, e vivíamos numa realidade que não indicava a conveniência da revogação imediata daquelas medidas acautelatórias.
No Exterior, o País sofria os efeitos de uma guerra psicológica – e é preciso que se tenha sempre em mente – conduzida por subversivos fugidos ou banidos do Brasil, frustrados com sua importância, e que contavam com o apoio de organizações de frente e de facilidade do Movimento Comunista Internacional. Ela se desenvolvia através de uma campanha sistemática, cuja principal arma, a propaganda, visava a gerar emoções e, com elas, influenciar opiniões, naturalmente, em apoio aos objetivos de seus promotores ou orientadores. Gastava-se, nesse trabalho, milhões de dólares, que brotavam como se fosse por encanto, para manter uma estrutura internacional que, de quebra, dava emprego a dezenas de subversivos que deixavam o País.
Como diz o editorial, já citado neste capítulo, do jornal “O Estado de S. Paulo”, “à custa de sistemática repetição da aleivosia, mesmo conceituados jornais e revistas caem nas redes da trama”. Internamente, isto ocorria no País.
Verificavam-se opiniões que, sem estarem inseridas nessa campanha externa, mostravam-se por elas influenciadas. Neste ano, inclusive, um experimentado cronista político passava a defender a inexistência da guerra revolucionária entre nós.
Seu argumento, simplista, era de que aqui não havia nenhum “Vietnã”. Ora, a guerra, revolucionária ou não, é fenômeno evolutivo, que tem suas fases de progressão, seus passos e suas gradações. Felizmente, graças às providências do Governo e à atuação dos órgãos de segurança, o povo brasileiro não chegou a conhecer esses infortúnios em suas fases mais avançadas, como no Vietnã, no Camboja, no Iêmen, na Colômbia, onde sua gente sofrida suporta, há tanto tempo e não se sabe até quando, as nefastas e impatrióticas ações das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), etc.
Internamente, as ações das organizações subversivas mostravam, exatamente, a evolução do processo revolucionário. Enfrentava o País, talvez, o ano de maior intensidade dessa luta. Embora fossem evidentes os progressos dos órgãos de segurança, com novas prisões, “estouros de aparelhos” e enfrentamentos com os subversivos, o terrorismo estava longe de ser neutralizado. Uma organização subversiva, a REDE, havia sido desmantelada pela ação desses órgãos.
Outras duas organizações, o PRT e a FBT, desapareciam, mais por suas próprias ineficiências do que pela atuação dos órgãos de segurança. Eram organizações que nasceram como fruto de personalismos, e que nunca foram capazes de se estruturarem ou sequer de definirem uma linha política coerente. No entanto, da mesma forma que essas organizações desapareciam, outras surgiam. Eram consequência das constantes dissidências, como aconteceu, ao longo daquele ano, com o aparecimento do Movimento Revolucionário Marxista (MRM), oriundo de um “racha” na Ala Vermelha, da Organização de Combate Marxista-Leninista-Política Operária (OCML-PO) e do Movimento Comunista Revolucionário (MCR), frutos dos sucessivos “rachas” no Partido Operário Comunista (POC).
Embora as prisões afetassem certos setores ou regionais de algumas organizações, elas continuavam a atuar com intensidade, sendo que algumas recebiam, inclusive, reforços do exterior, como foi o caso da ALN, que naquele ano acolheu seus militantes do chamado “II Exército de cubanos”.
Evidenciava-se, claramente, um incremento na radicalização e na violência, que, naturalmente, não seria unilateral resistência à prisão, que causou várias mortes, de ambos os lados. Houve assassinatos frios, como no caso do Tenente Levino ou do Sargento Walter, quando o assassino, algemado, não tinha sequer qualquer chance de fuga. Igualmente, revela-se essa violência na morte covarde do vigilante do Banco Nacional de Minas Gerais, Vagner Vitório, roubado quando ainda agonizava à porta do seu emprego; ou na do investigador da loja Mappin, assassinado por Ana Bursztyn, por motivo de somenos importância; ou, ainda, o assassinato cruel e sem qualquer sentido do modesto comerciante José Armando, de São Benedito, no interior do Ceará. A violência atingia, também, os próprios militantes, como atestam os “justiçamentos” de Ary Rocha Miranda e de Geraldo Ferreira Damasceno; os suicídios e as inúmeras tentativas de suicídio, resultantes de normas de segurança orientadas por um incompreensível fanatismo.
Além do incremento das ações armadas nas cidades, que cresceram no segundo semestre desse ano, vários trabalhos estavam sendo realizados no campo: na região de Imperatriz e no Vale do Pindaré, no Maranhão; no Vale do Cariri, no sul do Ceará; na região do Araguaia, no sudeste do Pará e norte de Goiás; na zona da Mata, em Pernambuco; na área de Bom Jesus da Lapa, na Chapada Diamantina, na Bahia; etc. Dessas ações, a que preocupou mais as autoridades militares foi a que talvez tivesse menor importância, pois, embora localizada numa área vital para o País, tratava-se apenas de uma área de treinamento militar, findo quando descoberta a área do Vale do Rio Ribeira do Iguape, no litoral sul de São Paulo. Aí, como ocorreria em outras oportunidades, no afã de eliminar no nascedouro um possível foco guerrilheiro, os chefes militares agiram açodadamente, olvidando-se de um ensinamento comezinho e milenar – a necessidade de informações precisas para a decisão racional. No entanto, a rapidez das decisões que levaram ao emprego de várias unidades, inclusive, das forças auxiliares, e ao apoio de outras forças singulares, num final de semana, vencendo a inércia comum numa estrutura hierarquizada, da dimensão das nossas Forças Armadas, foi um aspecto altamente positivo desse episódio. O desencadeamento imediato das operações demonstrou que havia uma preocupação geral, entre os chefes militares, de impedir, a todo custo, que prosperasse, no País, qualquer tentativa de se criar um novo “Vietnã”.
Se algum reparo pode-se colocar nessa parte inicial das operações, seria, exatamente, por contraditório que pareça, o de ter-se mobilizado e deslocado forças de certo vulto, sem que se tivesse informações adequadas sobre a área, principalmente, sobre as forças em presença, o que poderia tê-las levado a indesejáveis reveses ou, no mínimo, fazê-las cair no vazio, afetando seu moral.
Paradoxalmente, no caso do Vale do Ribeira, se fosse desencadeada, preliminarmente, como seria de boa técnica, uma operação de informações, é provável que nenhum “guerrilheiro” tivesse sido preso. O treinamento a que os terroristas se propuseram havia terminado em meados de abril e sua retirada da área foi retardada unicamente em razão da participação de Lamarca na reunião do CN/VP, em Peruíbe, realizada nesse período. Era iminente a sua retirada da área, chegassem ou não as tropas. Em contrapartida, a realização da operação de informações não daria margem para que a organização comunista desse líder subversivo tentasse transformá-lo, de um ex-militar comum – abaixo da média –, em um mito. É essa margem de incerteza sobre o que é mais vantajoso em determinada circunstância, ou o que é mais correto executar em certa ocasião, que transforma o combate num jogo e a guerra no domínio do acaso, do imprevisto, fazendo com que o tempo e o espaço sejam elementos sem presente, importantes nas decisões. São esses fatores subjetivos que conduziram Clausewitz a dizer, na guerra, “mais do que em qualquer outro domínio, é necessária uma inteligência sutil e penetrante para discernir e apreciar a verdade de cada momento”. A fuga ou a retirada antecipada dos guerrilheiros era, nas circunstâncias, de somenos importância. O emprego da força, nessas condições, porém, poderia afetar-lhe o moral, fator que se torna relevante nesse tipo de operações.
Além desses aspectos, neste caso, desde a tentativa inicial de prisão dos supostos proprietários da área até a perda da viatura militar com a qual os subversivos restantes fugiram da região, sucedeu-se uma série de erros elementares, envolvendo fundamentos do combate, de tal modo que o episódio se tornou um repositório de ensinamentos a serem estudados e apreendidos.
O erro mais significativo foi, sem dúvida, o do encontro com os “guerrilheiros” no Sítio Alvorada, onde a falha destes foi tão grosseira que, se houvesse a preparação de uma emboscada, a Operação poderia ter tido ali o seu término, com êxito quase total.
Em 1970, o Governo enfrentaria, ainda, situações delicadas, descontente com o que as organizações subversivas denominaram de “grandes ações”, representadas pelos sequestros de diplomatas e de aeronaves, em busca da repercussão internacional. Nada menos de três sequestros seriam realizados nesse ano: o do cônsul do Japão, em São Paulo, e dos embaixadores da República Federal da Alemanha e da Suíça. O governo brasileiro, nesses episódios, fixou uma conduta independente das pseudorreações internas e internacionais. Negociou com os terroristas, que, com sua ação, envolveram ou ameaçaram pessoas alheias aos problemas internos, mesmo os que se mostravam simpáticos aos sequestradores, mas cuja segurança era uma responsabilidade sua. O Governo estava ciente de que esta era uma ação a que estavam sujeitos os países do mundo livre, independentemente do tipo de regime – do plenamente democrático ao autoritário – mas não os países totalitários. De fato, até hoje, não ocorreu e nem ocorrerá sequestro em nenhum país comunista ou ação que envolva seus representantes diplomáticos, por ser evidente a conivência e a identidade ideológica desses países com a atuação terrorista. Do mesmo modo que não ouviremos falar de Comitês de Solidariedade aos povos do Afeganistão, da Etiópia, do Camboja, da Checoslováquia, dentre outros do mundo.
Mesmo depois do sequestro do cônsul brasileiro em Montevidéu e da negativa do governo uruguaio em negociar com os terroristas, o governo brasileiro não mudou sua conduta. Negou-se, é verdade, a cumprir exigências descabidas ou propagandísticas dos terroristas, como viagens gratuitas em trens suburbanos, por julgar que a impunidade de assassinos e assaltantes já era um preço suficientemente alto a pagar. E os terroristas, que blefavam, recuavam. Embora houvesse setores que se mostrassem céticos quanto aos resultados até então alcançados com essa política, pois tal atitude sequer resultou numa melhoria da imagem do governo brasileiro no exterior, este continuou irredutível. Para ele, esse posicionamento honrava, sobretudo, os compromissos do País com a comunicação internacional e ajustava-se aos sentimentos humanitários da população brasileira.
Esse respeito aos direitos humanos, sem aspas, sem dúvida, tinha de tornar mais claro e nítido o caminho que o governo brasileiro trilhava, mesmo que não o admitissem.
Além desses três, vários sequestros foram planejados, e alguns, embora frustrados, foram tentados. Destes, a tentativa de que foi vítima Curtis Cutter, cônsul norte-americano em Porto Alegre, narrado no item 23 deste capítulo, dá uma amostra cabal da moral comunista que orientava a guerra psicológica de que o País era alvo. Para os comunistas, sob o pretexto de que “os fins justificam os meios”, as barreiras éticas inexistem. “A moralidade comunista” – como acentuou Lênin – “é subordinada aos interesses da luta proletária de classes”. Sob essa moral se pode exagerar, enganar e, como no caso em pauta, mentir. Nessas condições, a propaganda torna-se uma arma perigosa e poderosíssima.
Talvez, tanto quanto a própria incapacidade que se ia delineando de alcançar seus objetivos, atormentasse as esquerdas as realizações do Governo. A Revolução ia mudando a imagem de ineficiência do País: “Até um homem como o ex-presidente Juscelino Kubitschek, proscrito pelo regime político, dá seu testemunho de que se firma de nosso País uma ‘nova imagem’, a qual permite a empresários europeus ver o Brasil como a grande nação do final deste século”, diz o jornalista Carlos Castello Branco, em uma crônica política, no início de outubro desse ano. O mesmo insuspeito cronista diz: “O Governo Médici vai consolidando uma imagem de eficiência que se começou a construir no País a partir de março de 1964. Eficiência no diagnóstico dos males financeiros e econômicos e eficiência na execução de soluções objetivas e realizadas para as questões mais importantes relacionadas com o desenvolvimento material”.
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Para isso, o Governo perseguia suas metas com determinação em todos os campos, o que lhe proporcionava um alto índice de popularidade.
Seria o mesmo jornalista, antes citado, que diria, no final desse ano: “Não há dúvida de que, nas atuais circunstâncias, caso o Presidente Médici se submetesse a um referendo popular, teria seu mandato legitimado”.
E era ainda a imprensa da época que registrava o clima de otimismo que existia: “A visão pragmática que está na base da política de desenvolvimento é hoje notoriamente triunfante nesta terceira etapa do processo revolucionário. 1970 nos devolveu, salvo correções, ao clima de 1960, e é sob esse impacto que iniciaremos a ‘década grandeza’. A liderança do General Médici se exerce nitidamente nesse sentido, e ela marcou com decisão o episódio eleitoral de que emergimos, tanto mais quanto a outra vertente estava com suas fontes estancadas. Hoje, como há dez anos, voltamos a acreditar que o Brasil queimará etapas na sua luta contra a pobreza”. (nota de rodapé nº 114): (dissemos insuspeito, ao nos referirmos ao jornalista Castello Branco, porque combateu com veemência o regime autoritário, ainda que, às vezes, com argumentos bastante discutíveis. Mas, exatamente por essa sua posição, as citações da imprensa nesse ano referem-se praticamente a seus artigos e estão contidos no Vol. III de “Os militares no Poder”, pág. 646, 692/693, 722 e 736).
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Recorde-se que o Presidente Médici não hesitou, neste ano, em afastar o Ministro da Indústria e do Comércio, que não se entrosara com os demais setores da alta administração do País. Essa determinação não se verificava apenas na área administrativa. No campo político, o Presidente repelira com um expressivo “vocês estão doidos” a alguns deputados que lhe propuseram o adiamento das eleições, sob o pretexto de se concluir algumas composições internas no partido do Governo.
Ações terroristas em 1970
Assassinatos de Inocentes
CAPÍTULO IX
1. As atividades subversivas
“Já havia quebrado uns cinco deles quando um grupo liderado por um sujeito com cara de japonês veio contra mim, e entramos numa luta corporal”. Preso, Luís elogiou as realizações do governo brasileiro e passou a ser chamado pela imprensa chilena de “minigorila brasileño”.
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As atenções dos órgãos de segurança continuavam focadas para o setor de massas. A ALN continuaria a praticar ações bastante violentas, mesmo depois da divisão que geraria o MOLIPO.
Aproveitando o idealismo dos jovens, sua ousadia e a sua esperança em poder reformar o mundo, as organizações subversivo-terroristas, tendo como suporte experientes militantes comunistas, sempre dispensaram especial atenção ao recrutamento dos jovens.
O recrutamento começava, geralmente, em reuniões sociais, shows, bares, colégios e faculdades. Inicialmente, reuniões informais, sem intenções políticas. A penetração de ideias subversivas era feita no momento em que o jovem sentia os problemas sociais no meio em que vivia.
Depois, os indivíduos que mais se destacavam eram reunidos para discussões em torno de fatos políticos que haviam causado impacto no âmbito internacional ou nacional.
Ainda naquele ano, o ex-deputado Márcio Moreira Alves tentou distribuir, durante as sessões da 59ª Conferência Interparlamentar realizada na Europa, um panfleto altamente ofensivo ao País, ação que não logrou êxito em decorrência de gestões promovidas pela delegação brasileira. O mesmo verificou-se com um deputado comunista da Venezuela que ali acorreu, “em solidariedade ao povo brasileiro”, com uma carta de acusações ao Brasil.
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Internamente, as notícias sobre as atividades terroristas vinham sendo veiculadas pela imprensa, mas, normalmente, restringiam-se a seus atos em si, muitas vezes sem relacioná-las às diferentes organizações subversivas, sem dar uma ideia mais ampla dessas atividades e sem que transparecesse que elas se tornavam, a cada dia, mais violentas e radicais. Reconheciam-se essas atividades como “desvinculadas aspirações políticas que se afirmavam na vida nacional”, sendo, inclusive, a causa principal de perturbação do processo político. A falta dessa visão de conjunto, importante para que a população pudesse “viver” o problema, já se disse, era em grande parte culpa dos órgãos de segurança e, por via indireta, do Governo, a quem cabia essa responsabilidade. As notícias de prisões, de desbaratamento de “aparelhos”, etc., se tornavam uma constante. Mas não se informava ao público sobre as novas organizações que surgiam, sobre a vinda, para o País, de terroristas com curso de guerrilha no exterior, e sobre as tentativas de implantação de focos de guerrilha rural, o que dava a impressão de que a subversão estava praticamente contida. Isso gerava incompreensão pela não correspondente evolução do processo político. Desse modo, qualquer fato de maior repercussão, como ocorreria nesse ano com a morte de Lamarca…
No dia 15 de julho de 1970, a militante Ana Bursztyn aguardava a hora para dirigir-se ao ponto combinado com os companheiros. Como estava adiantada, passou pela loja de departamentos do Mappin, pegando alguns cosméticos. Seu nervosismo atraiu as desconfianças de um fiscal; quando se dirigia ao caixa para pagar, o fiscal pediu para que abrisse a bolsa. Levada à sala do chefe de segurança, Ana Bursztyn apavorou-se quando pediram para revistá-la, sabia que na bolsa estava uma arma, o suficiente para incriminá-la. Ao ser descoberta, tentou fugir, puxou da arma, uma taurus 32, atingindo o chefe de segurança na perna. Ferimento suficiente para causar uma hemorragia e matá-lo. Ana Bursztyn foi presa, no dia seguinte os jornais anunciavam que se havia prendido a guerrilheira ladra. Submetida a intensas e ininterruptas torturas durante oito dias, Ana Bursztyn deixou escapar o endereço do aparelho de Bacuri.
Como conseqüência, Denise, grávida de poucos meses, foi presa. Silenciosamente, à distância, Bacuri, ao lado dos companheiros Carlos Eugênio Paz e Ana Maria Nacinovic, assistiu à prisão da mulher. Mais tarde, tentando evitar que Denise fosse torturada, telefonou para o comandante do II Exército, identificando-se como Bacuri, guerrilheiro da ALN. Avisou ao militar que Denise tinha sido presa pelo DOI-CODI, e que se alguma coisa acontecesse a ela e à criança, iria matar o general-comandante do II Exército. Os militares só deram importância à ameaça, quando Carlos Eugênio voltou a telefonar, dando detalhes da rotina do general, ameaçando ceifar-lhe a vida. Acossados, os militares negociaram com Bacuri a libertação da mulher e do filho. Denise Crispim foi libertada mediante acordo para que se preservasse a vida do general. Foi a última vitória do guerrilheiro Bacuri sobre a ditadura. A partir de então, seria procurado e, se apanhado, sua vida não teria mais valor.
Depois transcreveremos o que ela afirmou nos Tribunais. …se deixarem…