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sábado, 15 de setembro de 2018

Alemanha: Ascensão dos Salafistas

por Soeren Kern
Tradução: Joseph Skilnik
Milhares de pessoas ouvem com atenção o pregador salafista Pierre Vogel discursar em um comício para simpatizantes em 9 de julho de 2011 em Hamburgo, Alemanha. (Foto: Christian Augustin/Getty Images)
O número de salafistas localizados na Alemanha mais que dobrou nos últimos cinco anos, ultrapassando pela primeira vez a marca dos 10 mil, de acordo com a Agência de Inteligência Interna da BfV da Alemanha. A BfV calcula que haja na Alemanha mais de 25 mil islamistas, dos quais praticamente 2 mil representam uma ameaça iminente.
Os dados fazem parte do último relatório anual do Departamento Federal para a Proteção da Constituição (Bundesamt für Verfassungsschutz, BfV), apresentado pelo ministro do interior, Horst Seehofer e pelo presidente do BfV, Hans-Georg Maaßen em Berlim em 24 de julho.
O relatório, considerado o mais importante indicador de segurança interna da Alemanha, desenha um quadro sombrio. O BfV calcula que o número de islamistas presentes na Alemanha aumentou de 24.425 em 2016 para no mínimo 25.810 por volta do final de 2017.
Causa espécie que o relatório não forneça nenhuma estimativa quanto aos dados no tocante aos seguidores do Estado Islâmico ou da al-Qaeda que vivem na Alemanha. Consequentemente, a verdadeira dimensão do número real de islamistas presentes na Alemanha é, indubitavelmente, maior do que 25.810.
Segundo o relatório, os salafistas formam o maior grupo islamista da Alemanha. O número de salafistas presentes na Alemanha saltou para 10.800 em 2017, dos 9.700 em 2016, 8.350 em 2015, 7.000 em 2014, 5.500 em 2013 e 4.500 em 2012.
O relatório do BfV ressalta:
"Os salafistas se veem como guardiões do Islã original, puro. Eles modelam sua prática religiosa e seu estilo de vida exclusivamente nos princípios do Alcorão, do Profeta Maomé e das três primeiras gerações muçulmanas, os assim chamados antepassados justos (Al-Salaf al-Salih em árabe). Como consequência, os salafistas querem implantar uma "teocracia" de acordo com a sua interpretação das diretrizes da Lei Islâmica (Sharia), na qual não se aplica mais a ordem democrática liberal.
"Os jihadistas salafistas e os políticos salafistas nutrem basicamente a mesma ideologia. A diferença primordial são os meios para atingirem seu objetivo, a "teocracia salafista". Os políticos salafistas disseminam a ideologia islamista fazendo uso de intensa propaganda, que eles retratam como 'trabalho missionário' (Dawa), para transformar a sociedade por meio de um processo de longo prazo, segundo as normas salafistas.
Muitos políticos salafistas se posicionam contra o terrorismo. Eles enfatizam a natureza pacífica do Islã e rejeitam o chamamento aberto à violência. No entanto, vale a pena lembrar que o salafismo político tem uma relação ambivalente com a violência porque, em princípio, não exclui a violência inspirada na religião como meio de atingir seus objetivos.
Ao interpretarem o Islã, os políticos salafistas fazem uso seletivo das obras clássicas da literatura jurídica islâmica, que sustenta profunda afinidade com a violência quando se trata de lidar com não muçulmanos. Os salafistas acreditam que a reivindicação universal do Islã, devido à sua superioridade como plano divino de salvação para toda a humanidade, deve ser imposta por meio da força, se necessário, portanto, no cerne, a aprovação do uso da violência é parte intrínseca da ideologia salafista.
"As duas correntes salafistas têm visões diferentes, mas passíveis de conciliação à luz do pré-requisito, a violência pode ser usada. Isso explica porque a transição do salafismo político para o salafismo jihadista é acomodável".
O relatório do BfV assinala que os salafistas estão concentrando seus esforços proselitistas e de recrutamento em migrantes que buscam refúgio na Alemanha:
"Sob o pretexto de ajuda humanitária, os islamistas conseguiram radicalizar inúmeros migrantes. No passado, os salafistas em particular, procuraram estender a mão aos migrantes. Eles visitavam abrigos para refugiados para esse fim, oferecendo assistência. O grupo alvo não era apenas o dos migrantes adultos, era também o dos adolescentes desacompanhados que, devido à sua situação e idade, são particularmente suscetíveis às práticas missionárias salafistas".
As diversas práticas propagandísticas dos salafistas, que eles minimizam como se fosse 'proselitismo' ou 'convite para as pessoas conhecerem o Islã', é na verdade uma doutrinação sistemática e muitas vezes o início da radicalização, com bons resultados: o salafismo islamista está em voga e é o que mais cresce na Alemanha.
O ambiente salafista representa o ponto nevrálgico do recrutamento para a Jihad. Todos que têm alguma conexão alemã, com raríssimas exceções, que se juntaram à jihad estiveram anteriormente em contato com o ambiente salafista."
Segundo o BfV, o crescimento do movimento salafista na Alemanha está sendo alimentado em parte por migrantes da Tchetchênia:
"No ambiente salafista da Alemanha, os atores de origem caucasiana do Norte, em especial os da República da Tchetchênia, ganharam maior importância. Os estados mais afetados são os estados federais da Alemanha Oriental e da região Norte, assim como o estado do Reno, Norte da Westphalia.
O ambiente islamista do Cáucaso do Norte é caracterizado pela disseminação de peculiaridades e redes espalhadas por toda a Europa. Em grande medida é ambiente fechado para o mundo exterior. O fator crítico para a radicalização é um espectro de contato pessoal que conecta elementos da religião e da estrutura tradicional do clã. O islamista do Cáucaso do Norte estabeleceu contatos com grupos jihadistas do Oriente Médio devido aos 'sucessos' dos combatentes do Cáucaso do Norte na Síria e no Iraque."
O relatório do BfV mostra uma ligação direta entre o aumento do antissemitismo na Alemanha e a ascensão dos movimentos islamistas no país:
"A propaganda islamista frequentemente mistura motivações religiosas, territoriais e/ou políticas nacionais com uma visão de mundo antissemita. A 'imagem inimiga do judaísmo', portanto, forma o pilar central da propaganda de todos os grupos islamistas.
O BfV registrou um número enorme de incidentes antissemitas em 2017. O espectro dos incidentes ia desde banners anti-israelenses em eventos públicos e sermões antissemitas a postagens antissemitas nas redes sociais e ataques verbais e até físicos contra judeus.
O BfV constatou que todos os grupos islamistas ativos na Alemanha disseminam e nutrem ideias antissemitas. Isso representa uma ameaça significativa à coexistência pacífica e à tolerância na Alemanha."
De acordo com o BfV, o segundo maior movimento islamista da Alemanha é o Millî Görüş (em turco "Visão Nacional"), que conta com cerca de 10 mil integrantes. O movimento se opõe categoricamente à integração muçulmana na sociedade europeia:
"O movimento acredita que uma ordem política 'justa' é aquela fundamentada na 'revelação divina', ao passo que os sistemas concebidos pelos humanos são 'fúteis'. No momento, a civilização ocidental 'fútil' predomina, baseada na violência, injustiça e na exploração dos mais fracos. Esse sistema 'fútil' deve ser substituído por uma 'ordem justa', baseada exclusivamente nos princípios islâmicos e não nos princípios concebidos pelo homem, portanto, com 'leis arbitrárias'. Todos os muçulmanos devem colaborar para a concretização da 'ordem justa'. Para tanto, os muçulmanos devem adotar uma determinada visão (Görüş) do mundo, a saber: uma visão nacional/religiosa ('Milli'), um Millî Görüş".
Além dos salafistas e o Millî Görüş, os cálculos do BfV indicam que a Alemanha já abriga 1.040 membros da Irmandade Muçulmana, 950 membros do Hezbolah e 320 membros do Hamas.
Após a apresentação do relatório do BfV, o ministro do interior Horst Seehofer exigiu que o governo acelere as deportações dos islamistas. "Nós não temos nada sob controle em nenhuma área", concluiu ele.
Soeren Kern é membro do Gatestone Institute de Nova Iorque.
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Quadrilha de Sírio “Nacionalizava” Imigrantes no Brasil

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro desmantelou uma quadrilha liderada por Ali Kamel Issmael, sírio de 71 anos, que “nacionalizou” 72 compatriotas que fugiram da guerra naquele país para o Brasil entre 2012 e 2014. Desde 2011, o Brasil já acolheu 2.097 sírios graças a duas resoluções do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), vinculado ao ministério da Justiça.
Issmael contou com a cumplicidade de funcionários de registro para alterar documentos e transformar 72 sírios em brasileiros, com direito a carteira de identidade, passaporte e título de eleitor. Ele conseguiu que os registros de nascimento de 1960 e 1970 fossem arrancados dos respectivos livros e substituídos por novas folhas onde os sírios apareciam com brasileiros natos.
A maioria dos sírios que chega ao país não fala português, não encontra trabalho e usa o país como ponte para chegar à Europa. Entre eles, têm ingressado também nacionais de outros países como Afeganistão, Paquistão, Sérvia e Senegal. A Polícia Civil do Rio de Janeiro trabalhou oito meses nas investigações e suspeita que grande parte dos “nacionalizados” já tenha partido do Brasil. Do total de 72 sírios, apenas 39 ainda estaria no país e outros 17 teriam tentado ingressar nos Estados Unidos, mas foram apanhados com documentação falsificada.
Os policiais do Rio trabalham com cooperação com a Interpol para identificar o paradeiro dos sírios “nacionalizados”. Para os agentes, o caso evidencia a vulnerabilidade do sistema brasileiro uma vez que não há qualquer filtro para o acolhimento de refugiados sírios.
A Polícia Civil carioca não tem dúvidas que a Segurança Nacional está em jogo e que as investigações também aumentam as preocupações com a segurança dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro que começam em 5 de agosto de 2016.
Os passaportes emitidos em nome dos “sírios-brasileiros” deverão ser anulados, segundo a Polícia Civil. Issmael e os cúmplices brasileiros responderão por falsificação de documento público e a esposa do líder da quadrilha, Basema Alasmar foi detida. Ela figurava na lista de “nacionalizados”.
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Análise da Notícia
por Marcelo Rech
Em 27 de maio deste ano, em audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, alertei para o risco de o Brasil acolher refugiados e imigrantes sem que houvesse qualquer filtro por parte dos agentes de segurança e inteligência. Mostrei dados revelando que o Estado Islâmico estava aproveitando as ondas migratórias para a Europa, para infiltrar extremistas naquele território com o objetivo de recrutar simpatizantes e combatentes e promover atentados terroristas.
Mesmo sem uma política nacional para os refugiados, o Brasil decidiu escancarar com todas as normas permitindo que ingressassem no país todos aqueles que quisessem. A maioria dos sírios acolhidos, vítimas da guerra, vive como sem teto em São Paulo ou trabalha como camelô no Rio de Janeiro. O Brasil vendeu uma coisa e entregou outra. Aqueles que estavam vulneráveis num país em guerra, agora estão vulneráveis num país onde a retórica é mais importante que as ações objetivas.
Naquela oportunidade, em maio, também destaquei que o passaporte brasileiro é um dos mais cobiçados no submundo do crime. Custa em média US$ 3 mil. E por uma razão simples: qualquer nome é aceito como brasileiro em qualquer parte do mundo. O caso do Rio de Janeiro confirma isso. Cabe-nos perguntar agora: Quantos destes sírios “nacionalizados” ingressaram no Brasil com segundas intenções? Quantos deles obtiveram o passaporte justamente para entrar em outros países sem levantarem suspeitas? Qual a responsabilidade do Brasil caso algum atentado seja cometido por um “sírio-brasileiro”?
Tratar os imigrantes e refugiados como pobres coitados também não resolve. Estimular a xenofobia não é solução, é retrocesso. Mas, as pessoas querem e devem ser tratadas com dignidade e isso não isenta o Estado de levantar as informações necessárias para acolher em seu território, as vítimas dos conflitos e das guerras, fechando as portas para extremistas, radicais, criminosos e bandidos.
A própria proteção dos refugiados, civis inocentes, cobra uma ação contundente do governo em relação àqueles que se beneficiam das facilidades criadas por questões humanitárias para ingressar no país com outros objetivos. Assim como a maioria dos haitianos, vítimas das máfias do tráfico de pessoas, os sírios acabam sendo vítimas duas vezes. O desmantelamento de quadrilhas como esta no Rio de Janeiro, pode gerar tensões e problemas desnecessários àqueles que buscam apenas recomeçar suas vidas. Daí a importância do rigor. Além de neutralizar as ações criminosas, fortalece o recomeço para quem só quer um pouco de paz.
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Política 
Por outro lado, não podemos nos esquecer dos interesses políticos por trás de cada ação. Por exemplo, muitos estão recebendo uma carteira de trabalho e estão sendo incluídos nos programas sociais do governo, o que é aceitável. O que não é compreensível é que tenham direito a título de eleitor. No caso da quadrilha desbaratada no Rio de Janeiro, trata-se de um crime, mas há casos em que refugiados e imigrantes têm recebido o documento sem problemas.
Em 2007, o Partido dos Trabalhadores (PT) firmou um acordo de cooperação com o Partido Baath Árabe Socialista da Síria. O documento foi firmado pelo atual ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, a quem a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) está subordinada.
Há época, o PT divulgou um comunicado explicando que os objetivos (do acordo) são “estreitar os laços de amizade” e “melhor servir aos interesses comuns dos dois países e povos”. Como em política nada é por acaso, não custa investigar se há ou não algum elo entre a “nacionalização” de sírios e a necessidade do governo de engrossar suas fileiras militantes, principalmente para um governo com 70% de rejeição popular.
Fonte:  InfoRel
COMENTO: não são novidades as dúvidas a respeito das motivações que movem as facilitações para a migração ao Brasil. O assunto já foi tratado diversas vezes, das quais destacamos aqui e aqui. As denúncias de que imigrantes haitianos e africanos estariam sendo usados como "massa de manobra", engrossando fileiras em manifestações pró interesses governamentais, também não são poucas. Daí a aceitar "teorias de conspiração" a respeito de uso político dos imigrantes não é um passo muito longo. Pelo sim, pelo não, é conveniente seguir o ensinamento bíblico que nos aconselha a atentar menos para o que é visto facilmente e mais para o que não se vê.
 a.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Guerra Cultural - Você Joga, Torce, ou Será a Bola?

por David Amato
A guerra mais importante é, sempre foi e sempre será a cultural. A maior prova disso é que, valendo-se da falta de escudos morais dos alheios, o movimento revolucionário irá repor as peças gastas por outras velharias com ares de novidade. Duvida? Então analise o seguinte:
O PSol já está consolidado e trabalha com a juventude, aproveitando a faixa etária de favelados mentais que estão na fase de se identificar com grupos, e não com a família e correlatos, ou seja, farão qualquer coisa pelo partido e seus ideais.
O REDE já existe, sendo a mais nova aposta do Diálogo Interamericano e demais movimentos globalistas de fachada ambientalista como o Clube de Roma, além de metacapitalistas como George Soros.
Lula já trabalha para substituir o Foro de São Paulo, que foi um sucesso, de modo a criar uma nova organização ainda mais coesa e poderosa, uma vez que até mesmo as contradições não-antagônicas presentes no Foro deverão ser eliminadas. A máfia, que já possui o poder, agora lutará para mantê-lo, custe o que custar.
O Projeto Eurasiano possui o poder de cooptar muitos conservadores, que são maioria no Brasil, através de um pseudo-conservadorismo que de quebra reduziria a agenda globalista a pó. Em um mundo de poderes nuclearizados e armados até os dentes, as novas guerras serão bastante diferentes da Primeira e Segunda Guerra, do contrário não sobrará nada nem ninguém.
O Islam continua agindo silenciosa e eficazmente e, para uma boa parcela de crentes desprovidos de qualquer senso crítico e guiados por charlatões, fazer uma manobra de conversão seria questão de dois toques, além da capacidade que o Islam possui de "botar ordem na casa", o que muito agradaria pessoas sufocadas pela criminalidade, principalmente em favelas, a.k.a. "comunidades".
A Igreja está tomada pelos três esquemas imperialistas e a maioria dos fiéis está mais preocupada em passar a mão na cabeça de Francisco, que é um Office-boy da ONU e do Clube de Roma, do que no mínimo expor e boicotar as partes envolvidas. A CNBB, cria da KGB, reina no Brasil, sendo o maior sustentáculo da quadrilha petista.
O NOVO, se não tomado por dentro por uma ala conservadora ou liberal provida de astúcia, não oferecerá qualquer resistência ao globalismo, porque é cria do próprio, doa a quem doer. Sem um ferrenho combate cultural, o NOVO será um PSDB 2.0 a serviço dos socialistas fabianos.
Então, em meio a tudo isso, temos libertários que não oferecem qualquer resistência aos esquemas de poder com seu eterno combate ao Estado, coisa que jamais conseguirão eliminar, principalmente porque a NOM (Nova Ordem Mundial) será sustentada por uma tecnocracia, sendo o Estado apenas uma fachada que cobrirá o verdadeiro esquema de governo mundial, que é científico e lastreado por mais de um século de estudos sobre a mente e o comportamento humano.
Temos liberais que só falam de economia, esquecendo-se que a esquerda ensinou sua economia, que é a arte do impossível e cuja síntese é o roubo, através da vertente cultural, e por isso mesmo as pessoas a praticam de maneira cíclica sem nunca ligar os pontos e entender porque vivem em meio à convulsão econômica e social.
Por fim, a ala conservadora dificilmente consegue estabelecer unidade, principalmente porque diferentes núcleos ficam brigando pelo posto de arautos da cristandade enquanto tudo ao redor desmorona.
Esses apontamentos não possuem nenhum alvo em especifico. São apenas um convite para que todas as partes comecem a entender quais são os times em jogo e suas estratégias, de modo a jogar também, e não fazer parte da ala espectadora, ou pior que isso, da torcida, seja qual for.
Entenda que VOCÊ é a bola, e que será chutado tantas vezes quanto for necessário até que o gol seja feito.
Com a oficialização do Rede Sustentabilidade, que já carrega no próprio nome uma histeria fomentada pelo malthusiano Clube de Roma, Marina Silva, a melancia (verde por fora, vermelha por dentro), poderá exercer melhor o papel de Office-boy de figuras como George Soros.
Todavia, caso algum favelado mental, daqueles que dizem que PSDB é de direita, ousar falar que o Rede é "de oposição", tenha sempre este link, mostrando para quem quiser ver que Marina é membro do Diálogo Interamericano, ou seja, é uma serviçal da turma socialista fabiana.
Fim de conversa!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Um Super Segredo - Parte II

por Alex Montenegro
O Presidente Kennedy havia desafiado os banqueiros da Reserva Federal, assumindo por decreto o poder de emitir a moeda americana, o dólar. No dia 12 de Novembro, visitou a Universidade de Colúmbia e disse: "O alto cargo do presidente foi usado para fomentar uma conspiração para destruir a liberdade do povo americano e antes de deixar o cargo eu devo informar os cidadãos sobre esta situação." Dez dias depois, em 22 de Novembro de 1963, foi assassinado em Dallas. Ele sabia o que somente agora estamos começando a perceber.
O Sr. Henry Kissinger, cria dos Rockefeller e membro do CFR Conselho de Relações Exteriores, na esteira da revolução verde que idealizou, já havia dito: "Quem controla o abastecimento de alimentos controla as pessoas; quem controla a energia pode controlar continentes inteiros; quem controla o dinheiro pode controlar o mundo."
A frase final sublinhada, era cópia do que Mayer Rothschild havia dito um século antes. Kissinger sempre esteve a serviço do poder real. Kennedy tentou limitar aquele poder, sempre presente nos altos postos da administração, através do Conselho de Relações Exteriores e dos defensores das idéias da nova ordem mundial, perseguida pelo grupo Bilderberger.
Entre os Bilderberger, estão os Rockefeller e a rede internacional do anglo americano Instituto Tavistock é uma de suas ferramentas. Em sua auto biografia, David Rockefeller, em seu livro auto biográfico, admite conspirar por um governo mundial, uma estrutura econômica, política e religiosa única. Para financiar seus projetos utiliza as Fundações que dividem tarefas e especializações, marcando presença em universidades e instituições do mundo inteiro.
Além da Standard Oil Company, dividida em 30 empresas com nomes diferentes em diversos países, para escapar ao fisco dos EUA, atua no sistema financeiro internacional com o banco Chase Manhattan, associado ao banco JP Morgan, na construção civil, na indústria militar, aeroespacial, eletrônica, física de alta temperatura, materiais compostos, ótica, laser, processamento de dados (investimentos pesados na Intel e Apple Computer) e em todas as tecnologias nascentes, no campo da saúde e da agricultura. E muito mais... GE, NBC, RKO, Associated Press...
As fundações Rockefeller financiam universidades dos EUA e o Instituto Tavistock financia cientistas e pesquisadores no mundo, postados em laboratórios e Centros de Pesquisa, principalmente de certas vacinas, biotecnologia e projetos de eugenia, com vistas a reduzir a população mundial. O programa de desenvolvimento agrícola não é casual. Na Índia as sementes transgênicas da Monsanto, empresa relacionada com Rockefeller, continham espermicida. As políticas de venda de sementes patenteadas e agrotóxicos naquele país levou ao suicídio centenas de pequenos agricultores.
Associado a Bill Gates e à Fundação Bill e Melinda, David Rockefeller promoveu a distribuição de vacinas contra pólio contaminadas, que causaram mortes em países do chamado "terceiro mundo". Ainda exercem pesado controle sobre a educação com generosas doações para instituições de ensino, onde são implantados os programas de modificação comportamental da ONU.
Os Rockefeller apoiados no monopólio de grandes setores da riqueza capitalista e ao poder dos Bilderberger, impedem o desempenho independente das nações infiltrando ONGs e comprando consciências. Num de seus discursos na ONU, David Rockefeller expressou seu agradecimento "ao Washington Post, New York Times, à revista Time e outras grandes publicações, cujos diretores participaram de nossas reuniões e respeitaram o acordo de silêncio durante quase 40 anos. Com publicidade teria sido impossível desenvolver nosso plano para o mundo durante estes anos. Estamos no limiar da transformação global. Só precisamos de uma grande crise para que as nações aceitem a Nova Ordem Mundial."
O que acontece no Brasil e no mundo está inserido neste projeto ditatorial e ainda segundo Rockefeller: "trata-se de substituir a autodeterminação nacional praticada no século passado, pela soberania de uma elite de técnicos e financistas mundiais." O Diálogo Interamericano determinou. FHC e Luiz Inácio trabalharam unidos para a implantação do socialismo, criação da Unasul, abertura para o tráfico de armas e drogas, enfraquecimento das Forças Armadas, perseguição aos anti comunistas, bancarrota da economia, divisão de classes, ataque de MSTs e índios aos pequenos produtores... Tudo preparando o ambiente internacionalista para a Nova Ordem Mundial.
Neste exato momento, tendo em seus computadores o inventário da riqueza global, dominando governantes que lesam as pátrias e enganam os povos, retomam a Agenda 21 (Novembro/Dezembro 2015) sob a falsa alegação do aquecimento global e de que o CO2 é prejudicial para o planeta.
É a jogada para implementar o plano de opressão absoluta. Banqueiros, agências de inteligência, militares, cientistas, engenheiros, psicólogos e psiquiatras estão a postos, monitorando e controlando "todos" os aspectos da vida econômica, política, social e comportamental, cívica de cada um de nós. Contam também com o sistema em que um partido político, ou grupo, mantém controle completo. Controle completo.
Fonte:   ViVerde Novo

sábado, 12 de setembro de 2015

Um Super Segredo - Parte I

por Alex Montenegro
Uma busca no Google retorna com alguns artigos em blogs, citando dois livros de sumo interesse para quem queira entender como o mundo virou de cabeça pra baixo em tão pouco tempo: Instituto Tavistock, de Daniel Estulin e Instituto Tavistock de Relações Humanas, do Dr. John Coleman. A teia de aranha mental que nos imobiliza é um dos assuntos mais bem guardados pelos governantes.
A mentira e a hipocrisia que caracterizam os governos revolucionários postados na América Latina, são explicados pela aplicação das técnicas de engenharia social e lavagem cerebral. Técnicas científicas intensamente utilizadas no Brasil. Um dos procedimentos secretos dos governantes, desde FHC, Luiz Inácio, até a atual mulher sapiens, que ordenam classificar, esconder, proibir o acesso aos assuntos mais sujos por 30, 40 e 50 anos.
Depois da I Guerra Mundial, o exército britânico financiou o Instituto de Psicologia Clínica, sob a direção do Major John Rawlings Rees, como organização privada, sem fins lucrativos, para investigar os traumas dos soldados e controlar o estresse nas zonas de combate. Ali trabalhou a antropóloga Margaret Mead e personalidades como Aldous Huxley e Edward Bernays, sobrinho de Freud.
O laboratório secreto de Rees ganhou estrutura institucional para a pesquisa científica em todos os campos do conhecimento. Rees e todo o grupo, foram para os Estados Unidos, onde a família Rockefeller os financiou para aplicar as técnicas da lavagem cerebral à sociedade norte americana, compartilhando a metodologia com empresas e universidades. Com especial atuação nos organismos governamentais e empresas de grande porte, como a Rand Corporation.
A partir de 1920, Bernays lançou seu livro "Relações Públicas" empregando técnicas psicanalíticas para incrementar o consumo na sociedade industrial do pós guerra e outros escritos como o artigo "Cristalizando a Opinião Pública", 1923, para difundir as nascentes ciências sociais.
Para Bernays as pessoas são irracionais e se comportam como boiadas; suas opiniões e ações podem ser facilmente manipuladas. As lições foram publicadas em 1928: "Propaganda", um livro que até hoje não teve tradução ou edição no Brasil, sendo objeto de parcas referências acadêmicas. A metodologia de controle ou "engenharia social" foi desenvolvida nos centros de pensamento envolvendo diversos campos do conhecimento.
Em 1940, o Major Rees, Diretor do Instituto Tavistock proclamava num discurso para seu pessoal: "Para que melhores ideias sobre saúde mental progridam e se disseminem, nós, como vendedores, precisamos perder nossa identidade ... Portanto, sejamos todos nós, de forma muito secreta, 'quintas colunas'.  (...) A vida pública, a política e a indústria devem todas ficar dentro de nossa esfera de influência.  ... Se queremos infiltrar as atividades profissionais e sociais das outras pessoas, acho que precisamos imitar os totalitários..."
Em 1955 Bernays publicou "A Engenharia do Consentimento", livro que se tornou o manual do Instituto Tavistock, detalhando como fazer uma campanha de propaganda, para derrubar qualquer governo não alinhado com a ideia do governo global.
Em 1947, com financiamento da Fundação Rockfeller, o Tavistock tornou-se agência global, infiltrando-se em universidades e centros de estudo nos Estados Unidos e no mundo. O controle mental das populações incluía hipnose, psicoterapia, drogas farmacológicas lícitas e drogas ilícitas. Para isto contribuíram gigantes da indústria farmacêutica, como os laboratórios Sandoz e Eli Lily.
Também eram analisados os efeitos do rádio, música, revistas, jornais e expressões de arte popular sobre a população. Em 1935, a Alemanha, inaugurou a emissão de TV em alta definição, em 22 locais públicos. O veículo aprimorado nos EUA e Japão seria o difusor essencial da metodologia Tavistock de lavagem cerebral e controle mental. Em 1959, o sênior Tavistock Fred Emery escreveu: "Os efeitos psicológicos de assistir televisão são de interesse considerável para qualquer engenheiro social."
Na década de 60 Huxley estava na Califórnia, onde desenvolvia uma experiência com drogas numa clínica para doentes mentais, monitorado pela CIA, que encomendou aos laboratórios Sandoz, uma grande partida de LSD. Logo a droga estava em todas as universidades norte americanas e foi fartamente distribuída durante o festival de música de Woodstock, onde predominavam as idéias de Herbert Marcuse, autor de "Eros e Civilização" (faça amor não faça a guerra).
As técnicas Tavistock objetivam a redução da unidade familiar, valores, religião, honra, patriotismo e disseminação da libertinagem sexual, tudo quanto quebre a disciplina psicológica e torne o indivíduo conformado e a multidão controlada diante dos ditadores da Nova Ordem Mundial.
Como agora vemos acontecer no Brasil, o ataque aos pequenos proprietários rurais, faz parte da agenda Tavistock para amparar a nova ordem mundial. Kenneth Warnimont, idealizou as técnicas de controle da agricultura no México e na América Latina, amparando os interesses da "revolução verde", idealizada por Henry Kissinger no interesse da família Rockefeller. 
Os pequenos produtores, como aconteceu na Rússia soviética, tornaram-se uma ameaça, porque seu trabalho produtivo pode gerar capital independente, ameaçando o controle do estado totalitário sobre a economia. Logo devem ser eliminados da cena, dando lugar à agricultura extensiva, sementes transgênicas e agrotóxicos patenteados pelas empresas Rockefeller.
Fonte:  ViVerde Novo
COMENTO:   logo que possível, publicarei a segunda parte desse texto.
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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Países Muçulmanos Recusam Refugiados Sírios - Alegam Risco de Terrorismo

Cinco dos mais ricos países muçulmanos não aceitaram nenhum refugiado sírio, argumentando que isso iria expô-los ao risco de terrorismo. Embora os países ricos em petróleo tenham contribuído com dinheiro, a Grã-Bretanha doou mais que Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar juntos.
Entre 10 e 12 milhões de sírios foram desalojados pela violenta e sangrenta guerra civil em seu país. A maioria deles ainda permanece dentro das fronteiras da Síria, mas cerca de quatro milhões conseguiram fugir ultrapassando as fronteiras para os países vizinhos, principalmente a Turquia, a Jordânia, e o Líbano, além de outros.
Líbano, que tem 1,1 milhões de refugiados sírios, fechou suas fronteiras para eles, em junho do ano passado. Jordânia, hospedeiro de outros 630.000, seguiu o exemplo em agosto do ano passado, impedindo mais sírios de abandonar seu país.
No início de agosto de 2015, os Estados europeus tinham recebido cerca de 350 mil pedidos de asilo de sírios, quase um terço dos quais dirigidos para a Alemanha. Outros 65.000 preferiram a Suécia e 50.000 a Sérvia. Hungria e Áustria receberam perto de 19.000 solicitações cada, e esse número tende a aumentar, enquanto o Reino Unido está estudando 7.030 solicitações, de acordo com a Agência de Refugiados das Nações Unidas (UNHCR).
No entanto, em meio a gritos para que a Europa se empenhe mais, verifica-se que nenhum dos cinco países mais ricos da península Arábica, que são Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait e Bahrein, receberam sequer um único refugiado da Síria. Em vez disso, eles argumentam que aceitar um grande número de sírios é uma ameaça para a sua segurança, pois terroristas poderiam infiltrar-se escondidos no afluxo de pessoas. Sherif Elsayid-Ali, chefe da Anistia Internacional dos Refugiados e dos Direitos dos migrantes, criticou essa omissão como "vergonhosa".
Ele disse: "Os registros dos países do Golfo são absolutamente terríveis em termos de realmente mostrar compaixão e partilhar a responsabilidade desta crise ... É uma desgraça." Nenhum dos Estados do Golfo assinou a Convenção de Refugiados de 1951, que define juridicamente um refugiado como "Uma pessoa que devido a um receio fundado de ser perseguida por motivos de raça, religião, nacionalidade, pertença a um determinado grupo social ou opinião política, se encontre fora do país de sua nacionalidade". No entanto, eles receberam refugiados no passado.
Vinte e cinco anos atrás, foi dado refúgio a centenas de milhares de kuwaitianos que fugiam da invasão de Saddam Hussein. Segundo o especialista árabe Sultan al-Sooud Qassemi: "em Abu Dhabi, o governo alugou prédios inteiros de apartamentos e deu-lhes gratuitamente para as famílias."
"Raios, abram a porta para os refugiados da , vagabundos insensíveis"
Países Árabes Ricos para a União Europeia
Por outro lado, esses cinco países citados, que estão na lista das 50 nações mais ricas em termos de PIB, optaram por doar ajuda aos afetados pela crise. De acordo com o Daily Mail, os Emirados Árabes Unidos tem financiado um campo de refugiados na Jordânia dando abrigo para dezenas de milhares de sírios, enquanto a Arábia Saudita e Qatar doaram fundos, comida, abrigo e roupas para sírios no Líbano, Turquia e Jordânia.
O total de doações dos Estados do Golfo são calculados em um total de £589.000.000, menos de um quarto do que a América doou, £2,8 bilhões, e uma fração dos £65 bilhões que eles gastaram em defesa só em 2012. O Reino Unido entregou £ 920 milhões até agora, mas o primeiro-ministro ontem prometeu aumentar esse número para £ 1 bilhão. Ele também prometeu receber alguns milhares de refugiados.
Al-Qassemi argumentou que a atual situação dos países do Golfo perante o mundo lhes confere a obrigação moral de intervir de forma atuante. “Os Estados do Golfo emergiram como centro nervoso da diplomacia, cultura, produção de mídia, comercio e turismo árabes, acumulando um um grau sem precedentes de poder diplomático, incomparável na região e entorno", disse ele.
Eles também formam "o bloco mais influente dentro da Liga Árabe nos últimos 70 anos."
"Mas, com grande poder vem grandes responsabilidades. O Golfo deve perceber que agora é a hora de mudar a sua política em matéria de acolhimento dos refugiados da crise na Síria. É o passo moral, ético e responsável a tomar."
Fonte:  tradução livre de Breitbart
COMENTO:  a página "O Filtro" do Facebook, publicou uma imagem, chocante referindo-se a Justiça na Síria, e eu a reproduzo ao lado porque ela retrata, também a situação de todo o povo sírio, que sofre violência proveniente de diversas fontes (o financiamento do Estado Islâmico ainda é algo a ser minuciosamente esclarecido).
Quanto aos países muçulmanos deixarem de receber seus irmãos sírios, ou a falta de interesse destes refugiados em permanecer sob regimes islâmicos, é uma questão cultural a ser estudada com cuidado. 
O argumento do temor do terrorismo imposto pelos criminosos do Estado Islâmico não pode ser desprezado, mas ... porque ele só pode ser alegado pelos países ricos do Golfo? E até que ponto, para um cidadão da região, é preferível continuar sob o regime das leis de Maomé ou optar pelas tentações ocidentais? Como destacou Robert Spencer da página Jihad Watch"ai de ti, se alegares as mesmas preocupações em relação à Europa. Se fizeres isso, tu és um racista 'Islamofobo' e Intolerante!"
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quarta-feira, 19 de junho de 2013

O Brasil Acordou? Que Nada!!!

por Lenilton Morato
Os protestos contra o aumento das tarifas de transportes públicos no Brasil refletem a triste realidade na qual vivemos, especialmente quando nos deparamos com estudantes protestando. Esta massa prova a total falência de nosso sistema educacional que, somente é capaz de produzir militantes políticos e escravos ideológicos. A própria negação dos manifestantes acerca da politização do movimento são provas da alienação mental pelo qual são submetidos. É muito Marx na veia mano.
Quebrar ônibus, depredar o patrimônio histórico ou pichar residências e estabelecimentos alheios parece justificarem-se pelo abusivo aumento da passagem. “É o povo acordando”, dizem. Não. São apenas estudantes formados em nossa academia que tiveram seus cérebros destruídos pela ideologia comunista, mesmo quando insistem em negar.
As bandeiras de partidos como PCdoB, PSTU e movimentos sociais não estão ali por acaso. O clamor dos revoltados por mais regulação do Estado (passe livre) não é fruto do nada. A própria imprensa, a cobrir os eventos sempre da perspectiva dos manifestantes, deixa em evidência a violência policial que, infelizmente, às vezes é necessária. Progressivamente, a polícia é vista como o “órgão opressor”. Até gritos de “abaixo a ditadura” são ouvidos. Só um cego não percebe o pincel socialista no quadro pintado.
Protestar não é o problema. Aliás, é louvável. Mas infelizmente, os jovens que vestem máscaras e gritam palavras de ordens simplesmente não sabem pelo quê protestam. Não sabem o porquê do aumento da passagem de ônibus. São apenas papagaios repetindo refrãos. E nesta repetição imbecil, defendem justamente aquilo que causa o problema: estatização. Em Porto Alegre, por exemplo, teve protesto contra a privatização da cidade... Coisa de gente burra mesmo.
O aumento tarifário é inevitável, visto que a inflação (sim, ao contrário do que a Dilma diz, ela existe) corrói salários e aumenta custos (e anualmente o salário mínimo é aumentado). Acontece que a culpa por este aumento não é dos empresários malvados como nos fazem crer, mas do governo. Para manter seus assistencialismo social e um sem-número de ministérios e secretarias, é preciso dinheiro. Obtê-lo gera custo, quer seja aumentando a carga tributária ou imprimindo mais papel-moeda. Ambos, por motivos distintos, geram aumento dos preços que vão refletir nos custos que o empresário e o prestador de serviço terão. E este custo é revertido ao consumidor.
Não obstante, as várias gratuidades do sistema de transporte fazem com que a tarifa custe mais do que deveria custar se todos pagassem igualitariamente pela passagem. Assim, para que um estudante pague meia passagem ou para que a população viva “sem roletas” como querem alguns manifestantes, os usuários ordinários serão penalizados. Mas supomos que a pressão dos protestos surta efeito e os valores sejam mantidos ou mesmo reduzidos por força de decisão judicial. Em tese, todos sairiam ganhando... Negativo.
O governo precisaria subsidiar o transporte. E de onde sairá este recurso? Ora, do bolso dos contribuintes, tanto daqueles que não usam o transporte quanto daqueles que gritam contra o aumento; irão pagar pelo aumento quando forem ao supermercado, comprarem pipoca ou dirigirem-se ao cinema. Afinal, não existe serviço de graça. Se alguém tem qualquer coisa de graça, outro teve que pagar por ele. No longo prazo o sistema vai à falência. Esta é a raiz dos problemas que a Europa enfrenta agora, por exemplo.
Outro grande problema que faz com que as passagens sejam caras chama-se monopólio. Não há concorrência. Tudo está na mão de uma única empresa e quando existem mais de uma concessionária atuando, os trechos concedidos são diferentes, de maneira que fica tudo na mesma. E se tem algo que o Estado abomina é a concorrência. Com ela, sua influência política e econômica é drasticamente diminuída, e a população passa a perceber que não precisa tanto dele assim. Mas ninguém protesta por isso.
Da mesma forma, ninguém protesta quando a presidente resolve criar um ministério, 39 agora, que aumenta gastos e diminui capacidade de investimentos. Ninguém protesta quando entra na fila do SUS e é mal atendido, quando sai da escola e percebe que não aprendeu nada ou quando precisa da força policial e ela, além de ser mal equipada e remunerada, ainda tem suas ações diluídas em virtude de nossas leis brandas. Ninguém protesta... Detalhe: todas estas áreas são de responsabilidade do Estado.
Protestam contra aumento de preços e tarifas de serviços, mas não se dão conta que o triste não é pagar, mas não ter condições de pagar. Ninguém protesta contra uma carga tributária que suga mais de um terço de nosso suado dinheiro que vai diretamente para o bolso de apadrinhados políticos, diretores de estatais que não deveriam existir ou para custear os salários absurdos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Contra isso não há quebradeira, não há coragem, não há cartazes dizendo “desculpe o transtorno, estamos mudando o país”. Não estão. Estão justamente fomentando o que o torna cada vez pior: a estatização.
O mais grave, porém, é notarmos a natureza das coisas pelas quais se protesta. Marcha da maconha, das vadias, dos gays, e agora pelo passe livre. Enquanto isso, 50 mil brasileiros morrem por ano, e ninguém protesta. Querem legalizar o aborto, chamando o feto de um “emaranhado de células”, e ninguém sai em defesa dos mais inocentes. A criminalidade está atingindo níveis cada vez mais insuportáveis, mas ninguém parece se importar. Condenados pelo mensalão ocupam a Comissão de Constituição e Justiça do legislativo e nem um “piu” se ouve.
Parece que o brasileiro está muito mais preocupado em dar o rabo, mostrar os peitos, fumar um baseado e pular uma roleta do ônibus do que pela sua vida, segurança, saúde ou pelo destino do seu dinheiro. E tem gente que acha que o brasileiro acordou...
Fonte:  Lenilton Morato
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domingo, 31 de março de 2013

Um Cenário do Passado

por Nelson Charret Corrêa
Não se pode relembrar fatos passados sem, antes, recriar os CENÁRIOS que os produziram. É por isso que assim se investigam os crimes  daí o grande sucesso da série CSI (investigação do cenário do crime).
No final dos anos sessenta e início dos setenta, havia grande incerteza quanto ao futuro, devido a algumas perguntas que não se sabia como responder com segurança naqueles dias e que muito incomodavam os cidadãos brasileiros. A impossibilidade de se responder a essas perguntas, que serão especificadas mais adiante, satisfatoriamente, criaram um cenário que dificilmente pode ser compreendido pelos que se alimentam tão somente de notícias da mídia atual, controlada pelos interesses vitais deste mundo.
É imperioso recriar cenários para compreender-se ou julgar-se qualquer fato passado. Aqueles tempos eram marcados por tenebroso embate entre duas superpotências que se digladiavam e tinham o poder de tornar o planeta inabitável pela ameaça quotidiana de guerra nuclear ilimitada.
A Terceira Internacional Comunista intentava mudar o mapa do mundo, que, pouco a pouco, ia se transformando e caindo sob o jugo da ditadura soviética que ceifou a vida de mais de cem milhões de seres humanos. Ambos os partidos em luta financiavam ações destinadas a lhes favorecerem.
Hoje, é fácil saber que o número e os recursos daqueles que desejavam substituir Deus pelo Estado não justificava a magnitude da reação militar contra os que adotaram o terrorismo em sua tentativa frustrada de aqui estabelecerem mais uma ditadura do proletariado.
Todavia, naqueles dias, quem seria capaz de responder com total segurança as perguntas a seguir relacionadas, considerando os métodos torpes empregados pelos terroristas, as mortes provocadas por bombas e ações armadas, os assaltos a bancos e até ao cofre do Ademar de Barros, os roubos de armas, os desembarques de armas no litoral, os justiçamentos, a extensão do território nacional e o possível apoio recebido pelos grupos armados dos albaneses, chineses e soviéticos, isso sem mencionar os cubanos?
Essas perguntas eram:
• Qual era o vulto daquelas organizações terroristas?
• Onde estavam baseadas?
• De que recursos dispunham?
• Qual era o seu armamento?
• Quais eram as suas linhas de suprimento?
• Quantos indivíduos encontravam-se em treinamento no exterior?
• Quais seriam as táticas e a estratégia a serem empregadas?
• Quantos políticos e funcionários do Estado estavam comprometidos com aquelas forças?
• Quantos agentes estrangeiros haviam se infiltrado no país?
Nossas Forças Armadas jamais seriam perdoadas pelo povo se subestimassem, como as de alguns países vizinhos, a estatura de poder dos que queriam submeter o país à tutela chinesa ou soviética. Assim, agiram com profissionalismo, adotando o método de planejamento militar que considera todas as possibilidades do inimigo ao invés do que leva em conta apenas as suas ações mais prováveis. Sabe-se que considerar apenas as ações mais prováveis do inimigo constitui um meio barato de conseguir-se a derrota. Foi por ter se preparado para oferecer combate a toda e qualquer ação possível de ser adotada pelos terroristas que a repressão teve sua magnitude aumentada. Esse foi também o segredo de seu sucesso. Não viramos uma Colômbia.
Hoje, o país poderia ser uma democracia. O governo militar anistiou os crimes dos dois partidos em luta. Construiu as bases para o nosso desenvolvimento. Seus presidentes (que nunca foram ditadores, pois ditadores somente caem pela morte) morreram pobres. Todavia, infelizmente, inconformados com a derrota de suas ideias errôneas, as nossas esquerdas mais uma vez erraram e submeteram-se aos poderes mundiais, transformando o comunismo no cumunismo... Hoje, vivemos sob um regime fascista, (cultua a personalidade e não o fato), oligárquico, disfarçado de democracia, que idolatra a corrupção e é por ela alimentado.
Nelson Charret Corrêa é Capitão de Mar e Guerra
 e Aviador Naval, já reformado.
Fonte:  Alerta Total
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quarta-feira, 27 de março de 2013

A Economia do Rio Grande do Sul Está Desmoronando

(e Porto Alegre irá a bancarrota)
Ontem à noite, o governador Tarso Fernando reuniu o Secretariado e todos os seus assessores diretos.
Bandeiras a Meio Pau
Muita preocupação.
O secretário da Agricultura chegou ao Palácio Piratini apoiado por uma secretária e um médico. Aos prantos.
O secretário da Fazenda chegou com uma carta de demissão, em caráter irrevogável.
A reunião transcorria em clima de muita tristeza quando irrompe no salão o prefeito José Alberto, com cara que havia chorado muito. Inchado.
Tarso Fernando tentou acalmar os ânimos: 
- Senhores, temos tempo, podemos propor alternativas. Não é o fim do mundo!! 
A maioria:
- É O FIM DO MUNDO!! O FIM DOS TEMPOS!!
Aí começaram a surgir boas idéias:
- Podemos abrir uma linha de crédito especial no Banrisul, e poderá ser construído um novo prédio, mais moderno e de acordo com todas as normas estabelecidas!!
Mais uma:
- O Governador pode decretar a abertura provisória, passando por cima da Prefeitura!!
Aí surge uma voz furiosa:
- A CULPA É DO PREFEITO!! NÃO PENSOU NA REPERCUSSÃO ECONÔMICA!! AGORA NÃO ADIANTA FICAR AÍ, COM CARA DE CHORO!!
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O primeiro ato de Tarso Fernando foi decretar que a bandeira do RS será hasteada a meio pau. Luto será de um mês, ou até que se resolva o problema.
- Senhores, vamos para casa e pensar em soluções. Amanhã nos reunimos novamente.
Aí, aos prantos, salta o secretário da Agricultura, amparado por um médico:
- MAS E A EXPOINTER??!! TERMINOU!! TERMINOU!! É O FIM!!
E Tarso Fernando:
- Calma, secretário. Vamos resolver tudo. Temos que ser otimistas e confiar em Deus!!
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A reunião está se encerrando, com um grande tumulto. A grande porta se abre, abruptamente, e entram os presidentes do Internacional e do Grêmio.
Todos ficam olhando e só se escuta alguns soluçando.
Fala o presidente do Grêmio:
- Governador, senhores, a nossa preocupação é imensa. Estamos temerosos de que a partir de agora nenhum jogador do Rio e São Paulo queira jogar aqui nos nossos clubes. Nem falo naqueles que estão em times europeus!! Nos admiramos com a sua irresponsabilidade, Prefeito!!
E o José Alberto:
- Eu não tenho o controle de tudo. E não posso ser responsabilizado por um ato de um fiscal maluco. Vamos resolver.
Salta um assessor:
- Quem sabe não usamos, provisoriamente, o Gigantinho para instalar a Casa??!!
Tumulto geral!!
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O que todos mais lamentavam é que no dia em que os porto-alegrenses comemoravam os 241 anos da cidade, a triste notícia de que a Carmen's Club está fechada para sempre!!
Repercussão nacional e internacional!!
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O fato recebeu hoje a seguinte manchete de um jornal sensacionalista do Rio de Janeiro:
TRAGÉDIA EM PORTO ALEGRE!!
Carmen's Club fecha definitivamente
CASA JÁ HAVIA SIDO INTERDITADA
Foto: Ronaldo Bernardi  / Agencia RBS
ATUALIZAÇÃO:

Decisão de Última Hora!
"Estamos unidos pela reabertura do Carmen's Club!!!"
Fonte:  Blog do Prévidi
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Compre seu Carro! É Sinal de Status, o Governo Garante e a Petrobrás Implora!

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Só para reforçar a ideia expressa na postagem do dia 21 Ago 2012, publico o vídeo abaixo. É divertido, e instrutivo para nossos novos ricos.

Só para esclarecer: o dólar americano, ontem, estava cotado em R$ 2,07. Multiplique esse valor pelo preço do automóvel (veja o vídeo) e teremos R$ (surpresa!!!). Com esse valor, compramos que tipo de automóvel em Banânia? 
ATUALIZAÇÃO: Lamentavelmente, não sei por qual motivo, o comercial estrelado por Usher, Kate Upton e Willem Dafoe – mais a trilha: Simpathy for The Devil, dos Stones volta e meia some da Internet (é a terceira cópia que publico). Nele, um jovem é tentado pelo diabo – interpretado pelo ator Willem Dafoe – a assinar um contrato “suspeito” enquanto observa a montagem de um outdoor do outro lado da rua do restaurante em que se encontram. Em destaque, a versão sedã do Classe A. Neste intervalo de tempo, o jovem sonha tudo o que seria possível fazer aceitando o "negócio" com o carrão, incluindo participação em festas e acompanhamento de belas mulheres. Antes de “fechar o acordo”, o jovem vê o preço do carro (US$ 29,9 mil, preço de carro médio nos EUA) e desiste da negociação.
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Os Bilionários do PT

Em 1975 a hidrelétrica de Tucuruí, a quarta maior do mundo, começou a ser construída no Pará. Dez anos depois ela foi inaugurada. Foi uma das maiores obras públicas da história do Brasil, a mais cara da Amazônia. Projetada inicialmente para custar 2,1 bilhões de dólares, no final seu valor se multiplicara por cinco, passando de US$ 10 bilhões.
Já a fortuna do dono da empreiteira principal da obra, a Camargo Corrêa, “apenas” dobrou. Em 1975, Sebastião Camargo tinha uma fortuna pessoal calculada em US$ 500 milhões. Dez anos depois ele se tornou o primeiro bilionário brasileiro.
A usina hidrelétrica, que garante 8% de todo consumo de energia do país, com seus quase 200 milhões de habitantes, lhe permitira embolsar meio bilhão de dólares, em valor não atualizado.
Quando se abriu a última década do século XX, as listas das revistas americanas Fortune e Forbes incluíam apenas três bilionários brasileiros: Antonio Ermírio de Moraes, cabeça da principal família de industriais brasileiros, e Roberto Marinho, imperador das comunicações com sua Rede Globo de Televisão, além de Camargo.
Ao final do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, eram oito. Quando Lula passou o bastão presidencial à correligionária, Dilma Roussef, a lista passara a 30. No ano passado chegou a 35. A soma das fortunas individuais desses bilionários equivalia à metade do que amealhou o homem mais rico do planeta.
Por coincidência, o mexicano Carlos Slim, que tem na carteira US$ 69 bilhões, é dono das operadoras de telefonia Claro e Embratel nesse Brasil que se tornou terreno fértil para imensos ganhos pessoais.
Eike Batista, com apenas 55 anos, um jovem na companhia de anciãos podres de rico da seleta confraria, era o cabeça do ranking, em março do ano passado, com seus US$ 34,5 bilhões. Mas ontem seu patrimônio já era de pouco menos da metade, US$ 10,7 bilhões.
Nesse dia 7 ele perdeu US$ 300 milhões com a queda das ações da principal das suas seis empresas de capital aberto, sempre com um X no nome, a OGX. Segundo a agência de notícias americana Bloomberg, ele caiu fora da roda dos 100 homens mais ricos da Terra.
No curso de um ano a OGX, perdeu mais de três quartos do seu valor porque sua produção, depois de tantos anúncios mirabolantes, frustrou todas as expectativas, principalmente a de Eike. Os analistas mais bondosos justificaram a queda contínua e grande do patrimônio do empresário atribuindo-a ao seu excesso de otimismo.
Essa exagerada autoconfiança o teria levado a prever resultados sem base real. Como a de que passaria o mexicano Slim em 2015. A meta já era difícil de alcançar quando seu patrimônio era metade da fortuna do concorrente. Agora é quase sete vezes menor.
Com mais realismo nas suas ações, acreditam esses analistas compreensivos, Eike Batista retomará a roda da fortuna e voltará ao topo. Ele seria a personificação do genuíno ricaço dos tempos do novo trabalhismo no poder, personificado pelo PT.
Ganhou muito dinheiro por ser um autêntico empreendedor, apostar nas riquezas do país, arriscar investimentos na produção e ter uma visão mais ampla e sensível da atividade empresarial. Um bilionário do bem, conforme o jargão maniqueísta dos nossos tempos de retórica de camuflagem. Embora uma das duas empresas que atuam no porto de Açu, a LLX, tenha sido acusada pelo governo do Rio de Janeiro de causar danos ao meio ambiente. E multada.
Por trás da pantomima do marketing, verifica-se que o sucesso começa com boas – ou mesmo privilegiadas, no sentido estritamente técnico da expressão – informações, a maior parte delas proveniente do aparato estatal.
É também na administração pública que esses empreendedores (na Rússia mais diretamente conhecidos por “barões ladrões”, com ênfase nos produtores de petróleo do Mar Cáspio, o equivalente do Pré-Sal dos Eikes Batistas et caterva neste país varonil) vão buscar seus quadros de gestão.
Duplo uso de informações privilegiadas, pois.
No caso de Eike, com a decisiva participação do pai, Eliezer Batista, ex-ministro de vários governos e presidente da ex-estatal Companhia Vale do Rio Doce, artífice de grandes investimentos públicos em logística, infraestrutura e produção, sobretudo de commodities.
A ascensão súbita e exponencial desses ricaços, quando se confronta seus ganhos através da manipulação de papéis com o balanço real de seu ingresso no processo produtivo, expressa uma nova modalidade de associação entre o governo e a iniciativa privada.
Quando se puxa o novelo da trajetória dessas pessoas, quase sempre se chega ao ente estatal. Mas agora com novo discurso, reforçado pelos números de programas assistenciais e de “inclusão social”, que permitiram a milhões de famílias sair da faixa da miséria ou formar um novo tipo de “classe média”, montada não sobre poupança real, mas graças a um endividamento perigoso, precário, uma faca só lâmina, como diria o poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto.
Tudo muda para tudo ficar igual. Ao mesmo tempo em que Eike Batista era despejado do arrolamento nobre dos homens mais ricos do planeta, a viúva de Sebastião Camargo, Dirce, pulava à frente do banqueiro Joseph Safra, tornando-se a terceira maior bilionária brasileira.
Dirce? Mas quem é Dirce, devem ter perguntado os atentos leitores do noticiário financeiro. De fato, a viúva do grande empreiteiro, discreta como o marido, deixara os holofotes da imprensa.
Mas a Camargo Corrêa, que ainda hoje, passados quase 40 anos da sua instalação na área, continua a trabalhar (e faturar) no canteiro de obras de Tucuruí, no rio Tocantins, certamente um recorde – ao menos nacional.
E funciona a todo vapor nas novas hidrelétricas de Juruá, no rio Madeira, e de Belo Monte, no Xingu, esta destinada a ocupar o lugar de Tucuruí no ranking das maiores usinas do mundo.
No ano passado essas duas frentes de serviços responderam por 30% dos 17,3 bilhões de faturamento da empresa. Continuará assim pelos próximos anos, um maná tão parecido, na administração petista do Brasil, àquele que os governos militares providenciaram para sua empreiteira favorita. A ditadura virou democracia, mas o dinheiro é o mesmo, embora avolumado na drenagem para mais bolsos privilegiados. A multiplicação dos bilionários bem que podia ser considerada uma das maiores obras do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento (de quem mesmo?).
Fonte:  Yahoo Notícias
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sábado, 26 de janeiro de 2013

A Crise dos Reféns na Argélia: Ataque Terrorista foi ‘Serviço Interno’ que Saiu Pela Culatra – diz Jeremy Keenan

por Jessica Elgot
Para um dos maiores especialistas mundiais em militantes islamistas no Sahara, a crise dos reféns na Argélia pode ter sido ‘serviço interno’, aprovado pelos serviços de inteligência da Argélia, que acabou dando errado.
O professor Jeremy Keenan, da Escola de Estudos Orientais e Africanos, disse ao The Huffington Post na Inglaterra, que o Batalhão “Assinado em Sangue” (Biddam al-Mua'qi'oon) de Mokhtar Belmokhtar sempre manteve laços muito próximos com os serviços secretos da Argélia, apesar de Belmokhtar ter sido oficialmente “condenado à morte”, in absentia, naquele país.
Para o professor Keenan, é “quase impossível” que militantes armados atravessassem, sem serem vistos, os quase 2.000 quilômetros de deserto, se não tivessem autorização tácita para avançar.
O deserto é pontilhado de postos de segurança militares. Teria sido impossível passar por todos eles. E o campo de gás In Amenas era um dos locais mais fortemente protegidos em toda a Argélia. Apesar disso, aqueles homens chegaram até lá e entraram. É preciso explicar como isso aconteceu.
O professor Keenan lembra que havia muita especulação segundo a qual os serviços de inteligência da Argélia estariam planejando um ataque terrorista de pequenas proporções, para chamar a atenção do ‘ocidente’ para as repercussões de uma ação militar no Mali.
Mas, depois que o governo da Argélia autorizou a força aérea francesa a usar o espaço aéreo da Argélia para bombardear o Mali, o grupo de Belmokhtar virou-se contra os argelinos.
Não há mais dúvidas de que os serviços de segurança planejaram um pequeno ataque terrorista, a ser levado a cabo por eles, não por algum terrorista, para assim criarem uma situação na qual pudessem dizer ao resto do mundo ‘nós bem que avisamos: se vocês atacarem o Mali, o terror atacará em toda a região. Temos razão e podemos controlar a região.’ Verdade é que os serviços de segurança há vinte anos organizam esse tipo de falso ataque terrorista naquela região.
Erro da Argélia
O regime argelino é altamente dissimulado e esse tipo de ação é bem típica deles. Acho que um grupo recebeu autorização para atravessar o país, porque os serviços de segurança da Argélia imaginaram que haveria ‘coisa pequena’, uns poucos tiros contra um ônibus ou um posto policial, coisa desse tipo.
Assim se consegue explicar por que foram liberados para cruzar o país. Mas acho que o feitiço virou contra o feiticeiro: os terroristas voltaram-se contra os serviços de segurança da Argélia e golpearam furiosamente, forte e fundo, a própria Argélia.
Para o professor Keenan, o grupo que atacou é, quase com certeza, comandado por Belmokhtar, também conhecido como o “Príncipe Caolho”. Belmokhtar foi dado por morto ano passado (teria sido assassinado por grupos rebeldes do norte do Mali), mas reapareceu agora, numa vídeomensagem em que assume a responsabilidade pelo ataque no Mali.
Os especialistas creem que o ataque ao campo de gás foi longamente planejado ao longo de vários meses antes do início da ofensiva francesa contra o Mali.
Sabe-se que Mokhtar Belmokhtar deixou o Mali há duas ou três semanas. É perfeitamente possível, portanto, que tenha liderado a ação: é o estilo dele, são os mesmos meios que costuma mobilizar, vê-se a marca de sua longa experiência, conhece como ninguém aquele território. Tenho certeza de que não está lá pessoalmente. Mas não há dúvida de que são seus homens”, diz o professor Keenan:
Muitos, na Argélia, entendem que o governo traiu o país, ao autorizar a França a usar o espaço aéreo argelino para alcançar o Mali. O grupo que atacou a usina está sendo elogiado. Tenho conversado com contatos meus na Argélia. Todos estão absolutamente furiosos.
Sem Escolha …
Os argelinos de fato não tiveram escolha. Em nenhum caso poderiam dizer ‘não’ à França. Mas o governo, simultaneamente, faz muita propaganda antiocidente pela televisão. Assim mantém ‘a rua’, pode-se dizer, satisfeita. Mas, por trás dos panos o governo argelino trabalha ‘dos dois lados’. Agora, afinal, o povo parece estar percebendo.
Suspeito que haverá reação monumental contra o governo. Reação ‘da rua’ argelina. Não há quem não tenha suspeitas sobre o que realmente aconteceu ali. Muitos se convencerão que foi ‘trabalho interno’. E muitos outros sentirão que o serviço de inteligência fracassou e não impediu a entrada de grupos terroristas no país deles. Que provocaram dano ao país.
Para o professor Keenan, o ataque terrorista terá efeito descomunal, no longo prazo, na política de toda a região. Os efeitos aparecerão já muito depois de os reféns resgatados terem deixado o país.
A resposta da Argélia parece ter sido de extraordinária fúria, de arrogância cega. Entraram com muita força, porque, de fato, foram engambelados. E tinham de mostrar poder.
Haverá vastíssima repercussão, sempre com portas fechadas, especialmente no que tenha a ver com a atuação dos serviços de inteligência. É o evento mais grave que se vê ocorrer na Argélia, há muitos, muitos anos.
Até hoje, a segurança de estrangeiros sempre foi garantida. Jamais antes houve ataque contra instalação de extração de gás e petróleo. É evento sem precedentes na história da região. Governos e serviços secretos não sabem como reagir.