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domingo, 10 de maio de 2015

Dia da Cavalaria











COMENTO: Imagens copiadas de: ROOSEVELTS. Estas fotos foram enviados para o Imgur sem o devido crédito do fotógrafo. Houve empenho para rastrear o autor de cada original, mas não foi obtido resultado. Se você tiver qualquer informação sobre o autor de alguma das imagens, por favor envie e-mail para tips@rsvlts.com, assim as fotos poderão dar o reconhecimento a quem merece.
ATUALIZAÇÃO:  recebi, por correio eletrônico, um texto que não poderia deixar de publicar.
"Para um povo sem Historia conhecida.
Cada americano conhece o Álamo. Por aqui, é-se apenas capaz de saber a escalação da seleção brasileira em 195... ou da Escola Samba vencedora em ....
Era ele um jovem de dezesseis anos e já estava no bojo da Historia. Totalmente diferente de quem rebola a bunda em bailes funks, nessa idade.
Um Alferes de Cavalaria, no Passo do Rosário (lá na BR tem a indicação do lugar). Em feroz luta contra os castelhanos que queriam reivindicar aquela parcela do território, o Alferes tem seu pelotão dizimado numa emboscada. 
E abre o galope na pampa, para salvar a própria vida, depois de ter lutado o que podia ser lutado. 
Tem apenas 16 anos.
Dois gaúchos argentinos lhe partem ao encalço, para a degola. 
E o jovem galopa, galopa, perseguido cada vez mais de perto pelos dois machos criados... É só o verde da pampa e resfolegar de cavalos. Coração no máximo...
Um dos perseguidores lhe joga uma boleadeira, da qual o jovem consegue desviar o cavalo. Mas vai ser alcançado em breve...
Então decide tudo ou nada: 
De súbito estaqueia o cavalo e faz meia volta. Com um tiro de pistola na cara do oponente, recebe o primeiro, o qual tomba na relva. E o segundo já lhe vem por cima. Com o cano da pistola (um só tiro) se defende do violento golpe de sabre que lhe é desferido e, em seguida, fende o cranio do inimigo com a coronha da pistola descarregada.... 
Dois cavalos correm soltos pela Pampa... 
O menino de 16 anos ainda está assustado por tudo que passou... Ele está sozinho ainda. Aguardará a noite para, ao passo silencioso do cavalo, tentar retornar para o seu Esquadrão. Ainda sera General e estará presente em campo na maior batalha das America - Tuiuti. 
E ainda vai levar um tiro no maxilar, em meio a tormenta chuvosa que se desencadeou na batalha de Avaí. Amarrou o queixo caído com um lenço e ficou em campo, para não desestimular seus homens. Sofreu muito com posteriores cirurgia... 
Eu acho que esse país não lhe merecia. Que os jovens brinquem de skate ou brinquem de comunistas avançados. Que brinquem de serem bichas escandalosas... De corruptos, de Bolivarianos. Certamente Osório está bem longe.
C.A.B.Moreira 
(aquele a quem o conhecimento traz as alegria que compensa o sofrimento produzido pela percepção de estar cercado pela turba ignara, sejam analfabetos ou "doutores ")"
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quarta-feira, 22 de abril de 2015

O Exército, Desde Caxias, É de Caxias!

por Ivan Fontelles
O Coronel Moézia relatou:
“Lembro-me perfeitamente, que no já distante ano de 1957, quando ingressei no Exército, na Escola Preparatória de Cadetes de São Paulo, era comum ouvir os Tenentes instrutores quando queriam nos incentivar, nos estimular, nos encorajar diante de uma situação ou um obstáculo de difícil transposição usar os seguintes argumentos:” 
Vamos aluno, vamos em frente, o EB precisa de homens agressivos, corajosos, destemidos, obstinados, com vergonha na cara, nas suas fileiras, não de merdas! Vocês estão chegando aqui para nos envergonhar? Este Exército é de Caxias ou vocês pensam que ele é de Carmem Miranda?
Pois bem, vi recentemente um vídeo no Facebook em que o Ministro da Defesa em companhia dos três Comandantes das FFAA concedia uma entrevista a imprensa. Num dado momento uma repórter fez uma pergunta abordando declarações do lula, do stédile e suas implicações com a Segurança Nacional. Como a resposta não satisfez, a repórter insistiu na pergunta e o Ministro respondeu de maneira ofensiva e mal educada, atingindo diretamente os Comandantes militares presentes e abandonou intempestivamente a entrevista, deixando para trás os três militares.
Fiquei pasmo com o que vi. O safado não teve a menor consideração, a menor cerimônia em fazer aquela desfeita. Os Comandantes ficaram com a cara de bunda, engoliram o insulto, enfiaram a viola no saco e foram embora.

O Coronel Moézia relatou: “Lembrei-me de imediato de uma passagem no Rio Grande do Sul quando servi no antigo III Exército, no Rio Grande do Sul, comandado pelo Gen Edson Boscacci Guedes, cognominado “O último caudilho”, Cavalariano da melhor estirpe, de linha duríssima.
Fomos convidados para uma cerimônia na Assembleia Legislativa gaúcha onde o Exército seria homenageado. Num dado momento um Deputado discursando e fazendo referencias à Revolução de 1964 disse algo que o General não gostou por considerar suas afirmações mentirosas e ofensivas. Levantou-se interrompendo a alocução do Deputado aos gritos, mandou que o Deputado calasse a sua boca e disse que pensou que nós iríamos ser homenageados e não ser ofendidos e ordenou a todos nós que abandonássemos o recinto e assim o fizemos. Alguns de nós conseguimos dar um jeito de chegar perto do Deputado e demos-lhe uns solavancos uns pisões, uns chega para lá, nada que ele não pudesse aguentar. 
Puxa, que alegria, que vibração a gente ver naquele General, aquele nosso Comandante, confirmar com todas as letras as palavras daquele Tenente que sessenta anos atrás havia proferido:
“Vamos seus merdas! Este Exército ainda é de Caxias e não de Carmem Miranda!”
Depois de assistir vídeos como esse citado, é que devemos afirmar a eles, conscientemente!!!!
 Comandantes: O nosso Exército é de Caxias! Jamais os apátridas o mudarão! O nosso Exército nunca estará à serviço do comunismo ateu representado por bandeira de cor vermelha que significa o Sangue e o Suor da Gente Brasileira que eles, os apátridas, querem ver jorrar para a garantia da natureza corrupta do PT que deseja perpetuar-se no poder, caso o usurpasse desavergonhadamente.
Vida longa à minha PÁTRIA querida VERDE E AMARELA, SOB A ÉGIDE ORDEM E PROGRESSO!
Coronel Ivan Fontelles
Recebido por Correio Eletrônico
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domingo, 19 de abril de 2015

Dia do Exército Brasileiro

por Ney de Oliveira Wasak

Nós somos da Pátria a Guarda”
“Fiéis Soldados”
Quão feliz é esta afirmação na canção do Exército, principalmente sabedores que o povo brasileiro confia em nós, conforme pesquisa amplamente divulgada.
Dia 19 de abril, dia do Exército Brasileiro, celeiro de tradições forjadas em Guararapes e que se perpetua através dos tempos, com participação marcante nos principais momentos da nossa história.
Lembremo-nos de Guararapes, onde uma eficiente luta de emboscadas, foi o expediente usado pelo povo em armas, para derrotar o poderoso invasor. Ali, derrotados por índios, negros e brancos, os holandeses perderam mais que duas batalhas, perderam o Brasil e a América do Sul.
Conforme afirmou Marechal Mascarenhas de Morais:
– “…forjou a Força Armada do Brasil e alicerçou para sempre a Nação Brasileira”.
Todas as vezes que foi necessário, tanto internamente quanto em lutas externas, nosso Exército se mostrou a altura, sendo conduzido por homens do quilate de Caxias e outros que se seguiram.
As lutas pela Independência, no período de 1825 a 1828 e também a Guerra do Paraguai, onde se apresentaram vários heróis de nossa Marinha e do nosso Exército.
Nossa República foi proclamada pelo insigne Marechal Deodoro da Fonseca.
Em 1935, o grupo chefiado por Luís Carlos Prestes recebeu a missão de implantar no Brasil uma ditadura comunista. Ordens vieram de Moscou para que o PCB (Partido comunista Brasileiro) agisse o mais rápido possível. Luís Carlos Prestes cumpriu a ordem e desencadeou o movimento armado que vitimou centenas de pesoas. A chamada intentona comunista, que de maneira covarde matou quem estava dormindo, foi derrotada pelo Exército.
Na II Guerra Mundial, nossa Força Expedicionária Brasileira (FEB), mostrou ao mundo a coragem e a generosidade de nosso soldado, que até hoje é homenageado em terras italianas. Quando necessário a “Cobra Fumou”, quando a população solicitava recebia a ajuda.
Em 1964 a Nação em vias de se tornar uma ditadura comunista, exigiu que o Exército Brasileiro se apresentasse para o socorro do Brasil; a população, a Igreja e os jornais foram os porta-vozes do Brasil e o Exército não se omitiu e promoveu a Redentora de 31 de março de 1964.
Após a Contrarrevolução de 64, os comunistas não satisfeitos, iniciaram luta armada, usando a tática de guerrilha e terrorismo, uma luta suja aprendida na China, Coréia e Cuba. Praticaram assaltos a bancos, furtos, sequestros de pessoas e aviões, explosões de bombas em áreas públicas e outras ações terroristas, tudo isso para tomar o poder. Novamente coube às Forças Armadas, em particular ao Exército, agir e o fez com o ímpeto e coragem adequada derrotando o inimigo.
Magnânimo o governo militar, por decisão própria, anistiou os brasileiros que pegaram em armas contra o Brasil, permitindo o seu retorno e ocupação de cargos políticos.
Infelizmente, os apátridas da década de sessenta, permaneceram apátridas, usando de propaganda tentam modificar a história, mentindo para o brasileiro. Esses terroristas galgaram os maiores cargos políticos, com os quais tentam novamente fazer do Brasil uma ditadura comunista, não com voto, mas com manipulação da urna eletrônica.
A preparação comunista tem origem em 1935, e desde 1990 com a criação do foro de São Paulo, para agregar os partidos de esquerda da América Latina, com o objetivo de criar a república bolivariana e a União das Repúblicas Socialistas da América Latina. O atual governo do PT, corrupto, participa, propaga e defende o referido foro.
Não tenho autoridade para falar pelo Exército Brasileiro, mas conhecendo sua estrutura, tenho a certeza que o inimigo já foi identificado, bem como sua estrutura, efetivo e localização. O chamado exército de Stédile, a comando do apedeuta, composto de haitianos, cubanos, venezuelanos tenha certeza que no momento adequado serão desmantelados e derrotados, novamente.
O Brasil pode ter certeza que o Exército, que ocupa cada recanto de nosso território, nunca trairá o seu povo, o Exército nascido em Guararapes, composto de brancos, negros e índios é a verdade do Brasil em armas.
Hoje nos congratulamos com o Dia do Exército Brasileiro, e apesar das dificuldades impostas por ações revanchistas, estamos todos, na reserva ou na ativa, prontos a cumprir os desígnios do País e, se chamados, cumprirmos nossa missão.
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Família de General Contesta a Acusação da Comissão da Meia Verdade

O General de Exército, Sérgio Wesphalen Etchegoyen, Chefe do Departamento Geral do Pessoal, assinou nota, em conjunto com a sua família, repudiando o relatório divulgado pela Comissão Nacional da Verdade e classificando seu trabalho como "leviano".
A Comissão responsabilizou o pai do atual chefe do DGP, o General Leo Guedes Etchegoyen, e outros 376 civis e militares, por violações de direitos humanos durante o governo militar, sem apontar os fatos que teriam levado às acusações.
Esta é a primeira vez que um General da ativa condena a conduta da Comissão Nacional da Verdade. 
Oficiais da ativa não costumam se pronunciar em relação a questões políticas, por conta de restrições impostas pelo Regulamento Disciplinar do Exército, deixando este papel, normalmente para os militares inativos. 
A íntegra da carta da família Etchegoyen, contra a Comissão Nacional da Verdade:
A comissão nacional da verdade (CNV) divulgou ontem seu relatório final, onde relaciona 377 nomes sob a qualificação de "autores de graves violações de direitos humanos"Nela consta o nome de Leo Guedes Etchegoyen.  
Sobre o fato, nós, viúva e filhos, manifestamos a nossa opinião. Jamais fomos contatados por qualquer integrante ou representante daquela comissão, nem o Exército recebeu qualquer solicitação de informações ou documentos acerca de Leo G. Etchegoyen. 
Ao apresentar seu nome, acompanhado de apenas três das muitas funções que desempenhou a serviço do Brasil, sem qualquer vinculação a fatos ou vítimas, os integrantes da CNV deixaram clara a natureza leviana de suas investigações e explicitaram o propósito de seu trabalho, qual seja o de puramente denegrir 
Ao investirem contra um cidadão já falecido, sem qualquer possibilidade de defesa, instituíram a covardia como norma e a perversidade como técnica acusatória. 
No seu patético esforço para reescrever a história, a CNV apontou um culpado para um crime que não identifica, sem qualquer respeito aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa 
Leo Guedes Etchegoyen representa a segunda geração de uma família de Generais que serve o Brasil, com retidão e patriotismo, há 96 anos. 
Seguiremos defendendo sua honrada memória e responsabilizando os levianos que a atacarem.  
Porto Alegre, RS , 11 de dezembro de 2014 
Lucia Westphalen Etchegoyen, viúva
Sergio Westphalen Etchegoyen, filho
Maria Lucia Westphalen Etchegoyen, filha
Alcides Luiz Westphalen Etchegoyen, filho
Marcos Westphalen Etchegoyen, filho
Roberto Westphalen Etchegoyen, filho
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COMENTO: seria muito conveniente que as famílias das pessoas citadas nessa patifaria movessem uma ação de danos morais contra os cretinos que se propuseram servir como instrumento de tentativa de desmoralização das Forças Armadas, compilando e requentando as canalhices anteriormente publicadas no imoral "Brasil Nunca Mais", uma grande obra - em seu sentido escatológico - fundamentada em cópias de depoimentos de bandidos, feitos em audiências judiciais. 
É sabido que, já naquela época, tal tipo de depoente era (e continua sendo) orientado por seus advogados a negar as acusações e alegar ter sido torturado, a fim de tumultuar o processo, desconsiderar eventuais confissões e anular provas obtidas com base em suas delações. A incompetência e o vezo ideológico dos integrantes desse grupo nomeado para denegrir as Forças Armadas e, quem sabe, proporcionar mais uma boa cota do vil metal às supostas vítimas ainda não agraciadas, fez com que depois do "acurado trabalho", pelo menos uma pessoa gozando excelente estado saúde fosse citada como morta ou desaparecida
Outros casos existem, como o que já foi citado aqui em Agosto de 2013. Ao fim, deve-se destacar no trabalho da "começão", a falta de vontade de buscar a verdade verdadeira (não a verdade forjada que pretendem implantar) sobre os "mortos vivos", não só do Araguaia, mas de todos os episódios da luta subversiva para a implantação do comunismo nas terras brazilis, apesar do fato já ter sido anunciado pela imprensa, em diversas ocasiões, inclusive aqui e aqui, neste blog.
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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

EsSA - CFS 2015/2016 - Concurso/2014

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Passadas as provas do Exame Intelectual do Concurso aos Cursos de Formação de Sargentos do Exército Brasileiro que funcionarão em 2015 e 2016, podemos aqui manifestar alguns pontos de opinião, atualizando postagem feita no ano passado. Tivemos, neste ano de 2014, 48.173 candidatos confirmados (meus agradecimentos ao 1º Sgt André, do Núcleo de Inscrições/EsSA), número um pouco menor do que no ano passado quando houve 57.783 candidatos (apresentaram a documentação exigida e efetivaram o pagamento da taxa devida).
Assim, praticamente podemos repetir nosso comentário feito a pouco mais de um ano atras, sobre o mesmo assunto.
Considerando que foi divulgada a existência de 1.380 vagas (aí incluídas 80 vagas destinadas a Técnicos de Enfermagem e 80 vagas para Músicos, conforme a página 10 do Manual do Candidato), temos uma média de aproximadamente 35 candidatos com inscrição confirmada para cada vaga disponibilizada.  Uma demanda considerável, se comparada a outros concursos para cargos em função pública. 
Temos então que, apesar do esforço das 'otoridades' - infelizmente com o apoio de membros da própria Instituição - em desmoralizar e desmotivar os profissionais das armas, a carreira militar continua a encantar nossos jovens que amam o Brasil e não temem sair de sob as asas dos seus pais. Espero que entre os candidatos aprovados não haja quem espere "levar vantagem", pois se houver vai se decepcionar. A carreira castrense é para quem se sujeita a uma vida de sacrifícios com remuneração somente suficiente para a sobrevivência familiar.
Aos que tiverem sucesso nas provas, alguns pequenos esclarecimentos que não é costume serem feitos, mas que eu os faço previamente para que, mais tarde, não usem o argumento covarde de que não sabiam direito o que estavam fazendo:
- Preparem-se para, diferentemente do que ocorre em Concursos para Cargos Públicos Civis, começarem a "mostrar serviço" depois de frequentarem o Curso de Formação; e isso vai continuar por 30 anos de serviço, no mínimo. É costume dizer que Sargentos devem provar a cada dia que são bons profissionais.
- Preparem-se, também, para permanecerem por sete ou oito anos na graduação de 3º Sargento, com vencimentos brutos mensais, após 01 Mar 2015, por volta de R$ 3.774,00. A isto podem ser agregados mais 4% do soldo (aproximadamente R$ 118,00) se fizerem algum Curso de Extensão/Especialização Militar; e 10 ou 20% também do soldo (R$ 294,00 ou R$ 588,00) se forem servir em regiões consideradas inóspitas.
- Preparem-se, ainda - também diferentemente das funções públicas civis -, para serem destinados para servir em qualquer parte do território nacional, independentemente dos interesses familiares (casa própria, emprego da esposa, curso universitário, doenças de pais, avós, sogros, etc).
- Depois do Curso, no exercício das funções de Sargento as condições profissionais continuarão difíceis (passar frio, cansaço, acampamentos em condições precárias, escalas de serviço apertadas - sem direito a recebimento de "horas extras" -, formaturas, exercícios físicos, "tempo zero" para estudos fora do EB, etc), acrescidas da responsabilidade de repassar seus conhecimentos, com os devidos cuidados de segurança, para seus subordinados (os Soldados incorporados anualmente para o Serviço Militar Inicial).
- Quanto aos aspectos financeiros, a cada promoção terão um acréscimo de 15 a 20% em seus vencimentos, chegando à graduação de Subtenente com o vencimento bruto, também a partir de 01 Mar 2015) valendo aproximadamente R$ 6.360,00. Caso alcancem o oficialato, poderão chegar ao posto de Capitão, que terão vencimentos brutos, após 01 Mar 2015, por volta de R$ 10.200,00. Ao vislumbrar esses valores, a grosso modo, devem ser abatidos cerca de 11% dos mesmos, a título de descontos obrigatórios para atendimentos de saúde e para o fundo que financiará, no futuro, a Pensão de sua viúva. Depois desse desconto, ainda tem que prestar contas com o famigerado e faminto Leão do Imposto de Renda.
- Os que não prestaram o Serviço Militar Inicial devem atentar para um detalhe importantíssimo: se acharem que as condições oferecidas durante o Curso de Formação não lhe agradaram, não insista. Se você teve capacidade para ser aprovado no Concurso do CFS, certamente tem capacidade para fazer outros concursos para atividades profissionais onde se sinta melhor. 
Se não gostou do Curso, não irá gostar do dia-a-dia da caserna, assim, busque sua felicidade fazendo outra carreira e não se torne um mau profissional (desmotivado, mal-humorado, dos que só enxergam motivos para reclamar e criticar, desagregador, sem disposição para consertar ou melhorar seu ambiente de trabalho).
- Aos que entenderem que podem passar seus dias dedicando-se às atividades castrenses, sejam bem vindos! Terão trinta e poucos anos de atividade profissional extremamente gratificante, em um ambiente que tem por característica principal a camaradagem!
Aproveito para citar cinco princípios a serem seguidos para um bom desempenho profissional:
- Conheça sua profissão (saiba qual seu papel na sociedade como profissional);
- Interesse-se por sua profissão (busque conhecimentos sobre como melhorar seu desempenho profissional);
- Conheça seus subordinados (identifique as características individuais de cada um, a fim de melhor destinar missões, recompensas e sanções);
- Mantenha seus subordinados bem informados (só assim, eles poderão desenvolver sua iniciativa no sentido de melhor cumprir suas missões); e
- Interesse-se, verdadeiramente, pelo bem estar de seus subordinados.

Essas regras, que parecem simples, na realidade são difíceis de serem seguidas, pois são as que diferenciam os Líderes dos Chefes. E uma das principais características exigidas ao Sargento é ser Líder.
E sejam Sargentos, profissionais conscientes de pertencerem a uma das Instituições mais respeitadas por nossa população decente!

Imagens:  "Futuro Sargento do EB" no Facebook

sábado, 10 de maio de 2014

Dia da Cavalaria - 2014

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No decorrer do ano de 1808, a invasão de Portugal pelas forças napoleônicas motivou a vinda da família real portuguesa para o Brasil. Nesse ano decisivo para o progresso de nossa Pátria, nascia, a 10 de maio, na Vila de Nossa Senhora da Conceição do Arroio (hoje município de Tramandaí-RS), aquele que seria o Patrono da Arma de Cavalaria, Manuel Luis Osório
Em 01 de maio de 1823, com 15 anos incompletos, assentou praça na Cavalaria da Legião de São Paulo e acompanhou o Regimento de seu pai na luta contra as tropas portuguesas do Brigadeiro Dom Álvaro da Costa, estacionadas na Cisplatina, que não aceitavam a independência do Brasil. 
Seu batismo de fogo ocorreu às margens do arroio Miguelete, em 13 de maio daquele ano, nas proximidades de Montevidéu, em um combate contra a cavalaria portuguesa. 
Como Alferes, participou, aos 17 anos, da Campanha da Cisplatina, na qual se distinguiu por sua bravura, patrocinando atos de puro heroísmo, particularmente nos combates do Passo do Rosário e de Sarandi. Neste último, por ter salvo a vida de seu comandante, o General Bento Manuel Ribeiro, dele recebeu Lança de Guerra como presente. Tal peça serviu de inspiração para a adoção do símbolo da Cavalaria do Exército Brasileiro - as lanças cruzadas. 
A partir daí, fez-se presente em todas as campanhas travadas pela manutenção e configuração de nossas fronteiras sul e oeste. Mas foi na Campanha da Tríplice Aliança que Osório se destacou como chefe militar de prestígio. 
No Passo da Pátria lançou, em sua Ordem do Dia, uma de suas frases mais célebres – “É fácil a missão de comandar homens livres, basta mostrar-lhes o caminho do dever. Camaradas, vosso caminho está aí à frente”. Em seu regresso à Pátria, após participar da Guerra da Tríplice Aliança, recebeu do povo do Rio de Janeiro a Lança de Honra
De inestimável valor histórico, suas duas lanças compõem o acervo do Exército Brasileiro, sob a guarda do 3º Regimento de Cavalaria de Guardas (3º RCGd), “Regimento Osório”. Plena de contínuos êxitos, a notável carreira militar de Osório teve sua consagração na Batalha de Tuiuti, na qual, firmando-se em conhecimentos táticos e inigualável bravura, demonstrou ser um perfeito comandante de batalha. 
Em sua obra Os Patronos das Forças Armadas, o General Olyntho Pillar registra: “se os feitos anteriores de Osório não o imortalizassem, a célebre batalha de Tuiuti haveria de inscrever seu nome nos fastos de nossa História com os inapagáveis caracteres áureos que a gratidão nacional sabe fundir”. Não houve soldado brasileiro que combatesse nesse dia, que não o tenha visto passar como um raio entre os maiores perigos da batalha; e que, no exemplo sublime que dava o chefe, não sentisse o coração pulsar de entusiasmo e de valor invencível
Estadista de excelsas virtudes, exerceu mandato de Senador do Império, sempre cerrando fileiras em prol das mais justas causas. 
Ministro da Guerra, deparou-se com um quadro de extrema restrição orçamentária. Mercê de seu decantado senso prático, soube superá-lo e manteve as forças de terra aptas a respaldar os interesses nacionais. 
Se muito dele foi dito, mais ainda ele nos disse. Legou-nos ensinamentos que subsistem no tempo, geração após geração, como a frase lida no Senado: “A farda não abafa o cidadão no peito do soldado”. 
O apreço da população, o reconhecimento do Império e a estima dos irmãos-de-armas ornavam sua existência quando esta chegou ao fim, no dia 4 de outubro de 1879, na cidade do Rio de Janeiro. 
Gravemente enfermo, sentindo aproximar-se a hora fatal, despediu-se da família. Deu um derradeiro conselho: “quem escreve deve fazê-lo pela Pátria”... Mandou que os seus agradecessem “aos médicos, aos homens de letras, à imprensa... o bom tratamento que lhe deram...” E balbuciou vocábulos soltos: “Tranquilo... Independente... Pátria... Sacrifício... Último infelizmente...”. Perdia o Brasil, naquele momento, um soldado de trajetória cívico-militar exemplar. 
Extinguia-se uma das mais valiosas existências, símbolo de um povo, síntese de uma época, o Marquês do Herval, ”O Legendário”, Patrono da Arma de Cavalaria. 
Os cavalarianos de hoje rapidamente se adaptam às novas tecnologias de defesa, inseridas nos seus blindados e modernos equipamentos de guerra, tendo sempre como lema: “Mecanizado, sem perder a tradição...”. 
Neste dia 10 de maio, gerações de seus discípulos cultuam seu legado simplesmente por devoção, respeito e motivação, cientes de que “Haverá sempre uma Cavalaria”.
Fonte: texto do CComSEx, de 2008



segunda-feira, 7 de abril de 2014

General Augusto Heleno Ribeiro - Entrevista à Rádio Sara Brasil DF FM

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O programa "Ronda da Notícia", apresentado pela rádio Sara Brasil DF (99,7 FM), divulgou na manhã de 05 Abr 14 uma entrevista feita com o General da Reserva Augusto Heleno Ribeiro.
O Oficial falou sobre diversos assuntos em uma entrevista de aproximadamente hora e meia.
Abaixo, o áudio da entrevista. Para orientar o ouvinte que não disponha de tempo suficiente para ouvir toda a entrevista em uma só vez, apresento um resumo dos assuntos abordados com a contagem de tempo aproximada em que foram tratados.
Vale a pena dedicar seu tempo para ouvir as opiniões muito bem fundamentadas desse profundo conhecedor dos diversos problemas que afligem nosso país.
00:01:35 - 00:09:00 - As verdades que vem sendo escamoteadas à sociedade em função da Comissão Nacional da Verdade não ter intenção de mostrar a verdade. O único militar que a CNV poderia convocar para contar "sua verdade" seria o traidor Carlos Lamarca. Sobre "militares pedirem desculpa". Sobre as negociações para se chegar à Lei da Anistia e o posicionamento revisionista e revanchista de alguns beneficiados por ela.
00:10:00 - 00:15:00 - Quanto tempo de restrições à liberdade teríamos se alguma das organizações comunistas do tempo da luta armada tivesse chegado ao poder? As lideranças "revolucionárias" e seu comportamento pós-anistia.  
00:15:40 - 00:35:00 - Missão no Haiti. Aprendizado para a implantação de UPPs no RJ. Só a UPP não é suficiente; a presença de outras instâncias do Estado é fundamental. 
00:36:30 - 00:45:00 - Autonomia e politização das Polícias Militares. Valorização profissional das polícias como fator de motivação para o bom recrutamento dos policiais. A autorização dos "bicos" como forma de compensação dos baixos salários das polícias militares. 
00:46:30 - 00:57:00 - A questão da "formação" dos Secretários de Segurança. A conscientização de que cada policial é um representante do Estado perante a opinião pública. O problema da PM-DF (reivindicações de paridade salarial com funcionários do DETRAN e DER). Distorções salariais entre carreiras que exercem funções equivalentes. 
01:02:00 - 01:07:00 - A questão da menor "antiguidade" do Comandante (56º/57) como forma de desmotivar a oficialidade na PM/DF. Promoções no EB (limites da autoridade ao efetiva-las) sem influencia política externa. 
01:10:00 - 01:19:00 - O uso do EB em missões subsidiárias, fora de sua missão constitucional. Prós e contras. A parte do EB nas obras de transposição de águas do rio São Francisco. Operações de segurança para a Copa do Mundo, uma decisão tardia.
01:20:00 - 01:28:00 - Abandono governamental da Amazônia. Política indigenista caótica, com uso de laudos antropológicos irreais, que se resume a distribuição de terras; não há intenção séria de atender as necessidades indígenas (saúde, educação, energia elétrica, etc).
Aproveite!
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terça-feira, 29 de outubro de 2013

EsSA - Concurso/2013 para os CFS em 2014/2015

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Passadas as provas do Exame Intelectual do Concurso aos Cursos de Formação de Sargentos do Exército Brasileiro que funcionarão em 2014 e 2015, podemos aqui manifestar alguns pontos de opinião. 
Tivemos, neste ano de 2013, 57.783 candidatos confirmados (meus agradecimentos ao 1º Sgt André, do Núcleo de Inscrições/EsSA), número um pouco menor do que no ano passado quando houve 61.290 candidatos (apresentaram a documentação exigida e efetivaram o pagamento da taxa devida).
Dessa forma, praticamente podemos repetir nosso comentário feito a pouco mais de um ano atras, sobre o mesmo assunto.
Considerando que foi divulgada a existência de 1.350 vagas (aí incluídas 100 vagas destinadas a Técnicos de Enfermagem e 50 vagas para Músicos, conforme a página 10 do Manual do Candidato), temos uma média de pouco mais de 42 candidatos com inscrição confirmada para cada vaga disponibilizada.  Uma demanda considerável, se comparada a outros concursos para cargos em função pública. 
Temos então que, apesar do esforço de algumas 'otoridades' - infelizmente com o apoio de membros da própria Instituição - em desmoralizar e desmotivar os profissionais das armas, a carreira militar continua a encantar nossos jovens que amam o Brasil e não temem sair de sob as asas dos seus pais. Espero que entre os candidatos aprovados não haja quem espere "levar vantagem", pois se houver vai se decepcionar. A carreira castrense é para quem se sujeita a uma vida de sacrifícios com remuneração somente suficiente para a sobrevivência familiar.
Aos que tiverem sucesso nas provas, alguns pequenos esclarecimentos que não é costume serem feitos, mas que eu os faço previamente para que, mais tarde, não usem o argumento covarde de que não sabiam direito o que estavam fazendo:
- Preparem-se para, diferentemente do que ocorre em Concursos para Cargos Públicos Civis, começarem a "mostrar serviço" depois de frequentarem o Curso de Formação; e isso vai continuar por 30 anos de serviço, no mínimo. É costume dizer que Sargentos devem provar a cada dia que são bons profissionais.
- Preparem-se, também, para permanecerem por sete ou oito anos na graduação de 3º Sargento, com vencimentos brutos mensais, atuais, por volta de R$ 3.366,00. A isto podem ser agregados mais 4% do soldo (aproximadamente R$ 100,00) se fizerem algum Curso de Extensão/Especialização Militar; e 10 ou 20% também do soldo (R$ 247,00 ou R$ 494,00) se forem servir em regiões consideradas inóspitas.
- Preparem-se, ainda - também diferentemente das funções públicas civis -, para serem destinados para servir em qualquer parte do território nacional, independentemente dos interesses familiares (emprego da esposa, curso universitário, doenças de pais, avós, sogros, etc).
- Depois do Curso, no exercício das funções de Sargento as condições profissionais continuarão difíceis (passar frio, cansaço, acampamentos em condições precárias, escalas de serviço apertadas - sem direito a recebimento de "horas extras" -, formaturas, exercícios físicos, etc), acrescidas da responsabilidade de repassar seus conhecimentos, com os devidos cuidados de segurança, para seus subordinados (os Soldados incorporados anualmente para o Serviço Militar Inicial).
- Quanto aos aspectos financeiros, a cada promoção terão um acréscimo de 15 a 20% em seus vencimentos, chegando à graduação de Subtenente com o vencimento bruto (atual) valendo aproximadamente R$ 5.340,00. Caso alcancem o oficialato, poderão chegar ao posto de Capitão, que tem vencimentos brutos (atuais) por volta de R$ 8.000,00. Ao vislumbrar esses valores, a grosso modo, devem ser abatidos cerca de 11% dos mesmos, a título de descontos obrigatórios para atendimentos de saúde e para o fundo que financiará, no futuro, a Pensão de sua viúva. Depois desse desconto, ainda tem que prestar contas com o famigerado e faminto Leão do Imposto de Renda.
- Os que não prestaram o Serviço Militar Inicial devem atentar para um detalhe importantíssimo: se acharem que as condições oferecidas durante o Curso de Formação não lhe agradaram, não insista. Se você teve capacidade para ser aprovado no Concurso do CFS, certamente tem capacidade para fazer outros concursos para atividades profissionais onde se sinta melhor. Se não gostou do Curso, não irá gostar do dia-a-dia da caserna, assim, busque sua felicidade fazendo outra carreira e não se torne um mau profissional (desmotivado, mal-humorado, dos que só enxergam motivos para reclamar e criticar, desagregador, sem disposição para consertar ou melhorar seu ambiente de trabalho).
- Aos que entenderem que podem passar seus dias dedicando-se às atividades castrenses, sejam bem vindos! Terão trinta e poucos anos de atividade profissional extremamente gratificante, em um ambiente que tem por característica principal a camaradagem!
Aproveito para citar cinco princípios a serem seguidos para um bom desempenho profissional:
- Conheça sua profissão (saiba qual seu papel na sociedade como profissional);
- Interesse-se por sua profissão (busque conhecimentos sobre como melhorar seu desempenho profissional);
- Conheça seus subordinados (identifique as características individuais de cada um, a fim de melhor destinar missões, recompensas e sanções);
- Mantenha seus subordinados bem informados (só assim, eles poderão desenvolver sua iniciativa no sentido de melhor cumprir suas missões); e
- Interesse-se, verdadeiramente, pelo bem estar de seus subordinados.
Essas regras, que parecem simples, na realidade são difíceis de serem seguidas, pois são as que diferenciam os Chefes dos Líderes. E uma das principais características exigidas ao Sargento é ser Líder.
E sejam Sargentos, profissionais conscientes de pertencerem a uma das Instituições ainda respeitadas por nossa população decente!
Imagens:  "Futuro Sargento do EB" no Facebook
ATUALIZANDO: 
dados sobre o Concurso de 2018, você pode ler clicando AQUI!
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sábado, 12 de outubro de 2013

Guerrilha do Araguaia - Palestra

CONVITE
capa_guerrilha_araguaiaCompareça e Convide Seus Parentes e Amigos.
Os presidentes do 
- Círculo Militar
- Grupo Inconfidência,
- Associação dos Ex-Combatentes do Brasil/BH,
- ANVFEB/BH (Associação Nacional dos Veteranos da FEB),
- AOR-EB (Associação dos Oficiais da Reserva/BH), 
- Clube de Subtenentes e Sargentos do Exército/BH,
- AREB/BH (Associação dos Reservistas do Brasil),
- ABEMIFA (Associação Beneficente dos Militares das Forças Armadas),
- ABMIGAer (Associação Beneficente dos Militares Inativos e Graduados da Aeronáutica, e do
- Círculo Monárquico/MG convidam seus assinantes, associados e integrantes para assistir à palestra
“A GUERRILHA DO ARAGUAIA” 
a ser proferida pelo Tenente Coronel Lício Augusto Ribeiro Maciel
– Data: 22 de Outubro – Terça-Feira 
– Hora:19:30
– Local: Círculo Militar de Belo Horizonte
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Serão tratados, em princípio, os seguintes itens sobre a GUERRILHA 
– O que foi; principais combates; últimos fatos revelados;
– Relação com outros fatos da luta armada 
– Ossadas identificadas
– Sobreviventes Aparecidos
– Desertores 
– Os “Heróis” da Grana da CNV
– Traidores “Cachorros”
– Justiçamentos 
– Meninos da Guerrilha.
O Palestrante responderá, no limite de seus conhecimentos, toda e qualquer pergunta. 
– Militares traidores? 
– Militantes traidores? 
– Declarações de Curió (que será convidado a estar presente)

OBSERVAÇÃO:    o  Círculo  Militar  de  Belo  Horizonte  se  localiza  na  Avenida Raja Gabaglia, 350 - Gutierrez -  Belo Horizonte - MG
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terça-feira, 8 de outubro de 2013

A Hombridade do Sargento e o Momento Fajuto de Glória do Policial

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No final de agosto de 2013, o 2º Sargento Vinicius Feliciano Machado executou um "protesto" para chamar a atenção para o descaso governamental para com as Forças Armadas. 
Tal protesto consistiu e realizar uma descida de corda ("rapel") na Ponte Costa e Silva (Rio-Niterói), no Rio de Janeiro, portando um cartaz contra o revanchismo presidencial contra os militares. O protesto foi encerrado por agentes da Polícia Rodoviária Federal que conduziram o militar a uma Delegacia para autuação.
No vídeo abaixo, o Sargento do Exército reclama, muito apropriadamente, da forma como foi tratado pelo pessoal da PRF.
E aí, Chefes Militares? O Sargento deve estar sendo processado pelo seu ato, mas quanto ao tratamento ilegal que lhe foi proporcionado? 
E aí, babaca da PRF? Está satisfeito pelos teus cinco minutos de fama, mostrando as iniciais da tua Instituição na televisão? 
Espero que quando participares de algum "movimento grevista" (tão frequentes em tua Instituição), recebas o troco dessa tentativa de desmoralização do Militar do Exército que errou, e tem hombridade para assumir seu erro, sem tentar humilhar ninguém!
Fonte:  You Tube
citado no Blog do Montedo
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Desabafo

(Texto recebido por mensagem eletrônica, com autoria atribuída a um General inativo cujo nome não citarei por não ter confirmação da fonte ou sua autorização)
Senhores Militares, hoje é Sete de Setembro!!!
Pode parecer recalque porém não é..., trata-se mais de nojo, deste nojento governo vermelho.
Constantes e-mails, dão-me conta de que a “terrorista” pretenderia acabar com os Colégios Militares!!?!! 
Todos vocês também os recebem, porque os repassam... 
Assisto ao desfile do “Dia da Pátria,” na TV oficial do governo! Eis que anunciam o cântico do Hino da Independência, pelo coral do CMB! Entusiasmado, preparei-me! Uma neta fez parte dele! Tudo bem, desculpem se estou destilando veneno mas, estou mesmo! 
Se alguém viu o “Coral do CMB”, diga-me por favor, qual o uniforme que eles usavam; se cantaram bem, ou o que mais desejarem... Nenhuma imagem passou-me pelos olhos...! Se estiver errado, podem me enquadrar, mais antigos ou mais modernos; “inativos ativos ou ativos inativos”!!! Posso estar mordido ou sendo injusto... É verdade, estou sob impacto emocional, ocasiões em que se faz muita bobagem! Se o estiver, até admito pedir desculpas e orar pelo sucesso do governo petralha mas, nada vi de coral. Por outro, lado vi alguns corruptos no palanque . Não os citarei, não merecem... 
Por que tanta indignação? Explico, uma de minha as netas, fez exame, passou e cursou sete anos de “CMB”! Ao final, sem fazer qualquer cursinho, passou também em sete vestibulares, para três universidades federais e quatro particulares!!! Não escolheu a particular mais cara, porque nosso salário, “revanchisticamente”, é pífio! Tal neta, a das sete aprovações, escolheu a gratuita melhor do Brasil, aliás, como convém aos milicos. 
Que este seja meu lamento e a “MINHA PASSEATA PATRIÓTICA” prometida pelo povo, marcada para hoje e temida por esse governo de corruptos e de armadores de esquemas. Infelizmente, meus “75” não mais permitem tais bravatas de sair às ruas, como o fiz, há anos, na “passeata do luto”, levando comigo meu cachorro Preto! 
Por outro lado, garantem-me, mediante “embargos infringentes, aspirar por apenas uma “cana em domicílio”... A propósito, já que ainda há veneno crotálico para destilar, passarei a um tema correlato e digno de nossas mágoas, sobre o qual nem os marechais poderão contestar-me: salário dos milicos!
Pela vez primeira, talvez, crie constrangimentos para alguns amigos e mesmo amigos do peito, repito, sejam “inativos ativos ou ativos inativos”! Estou perdendo a virgindade e poderei, até, virar “garoto de programa” mas, será que só sabemos dizer: "Amém, Senhora!" Um garçom do Congresso, só para servir cafezinho ao “invalido genoíno” e “ao safado joão paulo,” tem salário maior que o meu, de quatro estrelas. É aceitável? Consta que (omito a fonte): cerca de metade dos 3º Sargentos da ativa recebem, líquido, salário médio de R$ 1.350,00; pouco menos da metade dos Capitães da ativa, recebe, em média, R$ 4.400,00 mensais Num contexto inflacionado, de mesmo nível de escolaridade dos militares? É aceitável? 
Muitos dos atuais chefes passaram por meu comando, chefia ou direção, aos quais peço mil desculpas, já que não os quero afrontar... No entanto, se é que os afronto, o faço constrangido. Uma vez, em uma roda de amigos, queixei-me de certa situação e ouvi, "na tampa": - O que que você fez para melhorar, quando esteve na Ativa? Calei-me perplexo! Doeu muito e segue doendo, embora tivesse corrido riscos durante a “Redentora”... 
Não estou pregando nova contra revolução, nem virada de mesa, nem indisciplina, nem insubordinação... Seria o último ato de minha vida disciplinada e disciplinadora!!! Todavia, pensemos: por que não dizer, pelos menos uma vez: “Chega de Améns, vão para o Inferno mas assim não pode continuar”!!!! 
Quase encerrando, aí vai uma simples conta aritmética, sobre médicos cubanos, a mais recente armadilha do PT: Salários: 10.000X6.000=60.000.000 (milhões), por mês! Se a grana fosse para “os doutores”, nada a comentar!!! Porém, dizem que 70%, 42.000.000 (milhões), por mês, ou mais, seriam doações à ditadura do Fidel. E quem sabe, se não poderão até voltar para Campanhas Eleitorais do PT...? 
Agora, realmente, encerrando, pois este texto já pode me levar a dois anos de “cana”. Aí vai um grande e comovente final, ainda sobre a neta... Dia desses fui à sua casa, onde estudava, em seu poderoso computador, com uma colega mocinha, filha de um Sargento. Tal visita, me fez mal... A moça olhava para a "diabólica máquina informática", deslumbrada, como eu olharia para uma Ferrari em minha garagem!!! Foi muito pesado para meus 75 anos, que nada fizeram na Ativa...!!! E os Capitães com quatro mil ou os Sargentos com menos de mil e quinhentos mensais??? 
“Tá” legal assim??? Então, bola pra frente! Calar-me-ei, novamente, pois, segundo o "tapa" que levei, nada fiz de útil quando Comandava...
MEU ABRAÇO CONSTRANGIDO,
 I*** 
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Uma Homenagem, Atrasada, aos Soldados do Exército Brasileiro

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Vídeo apresentado em 2010 durante uma palestra realizada na
Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais.

Ele foi postado, ainda em 2010 no You Tube,
por Giovane Silveira.


COMENTO:  se compararmos o presente vídeo - certamente elaborado por algum Sargento, não profissional de propaganda - com as "propagandas institucionais", de qualidade extremamente duvidosa, mas regiamente pagas pelo governo via Ministério da Defesa, percebemos, mais uma vez, o quanto de verbas públicas é desperdiçados (distribuídas à cumpanherada)!
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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Resgate da Memória de um Herói

por Carlos Fonttes – AHIMTB
Eu tinha uma dívida para com a história, que era, resgatar a memória de um herói de guerra que por um lapso do destino, através dos tempos, praticamente ficou esquecido na sua cidade de origem.
Até então a cidade de Uruguaiana (RS), apenas comemorava, como herói da 2ª Guerra Mundial, o Cabo Luiz Gomes de Quevedo, que tombou em ação nos campos da velha Itália e, como homenagem póstuma, foi surgindo escola, bairro, rua, e até mesmo um clube na cidade com seu nome.
Creio, sinceramente, ser um dever de justiça, além de um privilégio, resgatar, com grande responsabilidade para a história, o nome de mais um heroico combatente filho de Uruguaiana, o qual pertencia ao então 8º RCI e partiu, voluntariamente, para os campos de batalha da 2ª Guerra Mundial onde pereceu em ação.
Até os dias de hoje, o “Regimento Conde de Porto Alegre” (8º RCMec), prestava homenagens apenas a um herói da FEB que morrera em combate, o Cabo Luis Gomes de Quevedo e nunca mencionara a existência do Soldado João Alberto Alves, (retrato a óleo acima). Então, graças à iniciativa do Major Luiz Eduardo Lopes de Farias, sob o Comando do TC Wilson Mendes Lauria no 5º RCMec, que escreveu sua história, (Quarai). Ao pesquisar aquele trabalho, fomos confirmar que esse combatente pertencera ao efetivo do 8º RCI e não daquela Unidade, como pensávamos, quando voluntariou-se para a Força Expedicionária Brasileira. Pois bem; para tanto, é necessário que possamos comentar a longa trajetória desse personagem na história:
O Gen Gilberto Barbosa Figueiredo, quando comandou a 2ª Bda C Mec (1991 a 1993), em Uruguaiana, nos fez o convite para projetar um monumento e pintar a óleo o retrato desse expedicionário para o quartel do 5º RCMec, de Quarai. Assim o fizemos e, após, fomos inaugurar, o monumento em homenagem ao expedicionário da FEB, Sd João Alberto Alves, naquela cidade onde se encontravam alguns de seus descendentes que lá residiam.

Quando da inauguração do monumento ao Expedicionário JOÃO ALBERTO ALVES, no quartel do 5º RCMec – Quarai, junto com seus familiares e o autor (fardado); do monumento (à retaguarda) e do retrato do referido Febiano
Muitos anos mais tarde, junto com aquela Unidade e com o excelente apoio dos Sargentos Vladimir Soares da Fontoura (Aux RP) e Teodoro Luz dosAnjos, (Encarregado do Museu), fomos confirmar que o referido expedicionário pertencia ao 8º RCI e que partira dessa Unidade, para o Teatro de Operações na Itália, onde pereceu em ação. De posse de suas alterações passadas pelo então 8º RCI, pudemos biografar parte de sua vida militar:
O Soldado João Alberto Alves incorporou em 6 de fevereiro de 1942 no 8º RCI. Era filho de Pedro Alves e Reacilva Pereira Alves, nascido em Uruguaiana, em 12 de julho de 1920, com os seguintes dados característicos: "...sorteado, solteiro, jornaleiro, alfabetizado, com 1,71m de altura, cor infiática*, olhos castanhos escuros, cabelos pretos ondulados, nariz reto, boca regular, rosto oval, não tem sinais particulares..."
OBS: *cor infiática: possivelmente cor indiática – descendência indígena.
Conforme o restante de suas alterações, passadas no 8º Regimento de Cavalaria Independente, esse soldado frequentou a Escola Regimental e, em 22 de novembro de 1943, embarcou para o Rio de Janeiro, fazendo parte do contingente destinado à 1ª Região Militar, sendo excluído do estado efetivo da Unidade em 1º de fevereiro de 1944 e incluído na Companhia do QG daquela Região.
De uma relação de suas alterações passadas pelo 11º Regimento de Infantaria, verificamos que ele esteve nessa Unidade de 20 de julho a 23 de outubro de 1944 quando embarcou para o Teatro de Operações na Itália no dia 28 de setembro, fazendo parte do 2º Escalão da FEB, da 1ª Divisão de Infantaria, sob o comando do Gen Euclides Zenóbio da Costa, integrando o Comando do V Exército Americano, desde a chegada do contingente brasileiro em Livorno, sob o controle de operações do IV Corpo. Nosso combatente veio no Destacamento “Gen Falconiere” a bordo do transporte americano “Gen Meigs”, chegando ao Porto de Nápoles no dia 6 de novembro de 1944, sendo conduzido para o Porto de Livorno e para o campo de instrução. Foi designado para o “Grupamento do Gen Bandeira”.
Pelo que se averiguou desse soldado, conforme suas alterações do 11º RI, ele pertencia ao Pelotão de Minas, provavelmente sua função seria de “Sapador Mineiro” (existente na cavalaria hipomóvel brasileira em tempos passados), o que comprova no elogio abaixo consignado pelo seu Comandante:
“... A 22, (Fev 1945), foi louvado nominalmente pelo seu Comandante de Pelotão de Minas, pela maneira dedicada e incansável com que procurou trabalhar nas missões dadas ao Pelotão, nos dias 5, 6 e 7 do corrente, contribuindo para que o Pelotão pudesse delas desempenhar...
Desde 27 de fevereiro ele se encontrava na Região de Malandrona (Monte Castelo), operando com seu Pelotão, quando, no dia 5 de abril foi morto em ação, conforme fez público em suas alterações:
... A 7 (abril de 1945), foi público ter sido morto em ação, a 5 do corrente. Em conseqüência, foi excluído do estado efetivo do RI (Regimento de Infantaria) e do C.C.A.C. pelo Aditamento ao Boletim Interno nº 106, de 7 IV 45. A 13, foi louvado nominalmente pelo Sr Cap Cmt da Cia, nos seguintes termos: Morto em ação quando providenciava o transporte de minas retiradas. Valoroso companheiro, jamais será esquecido por todos seus companheiros da CCAC. Sua morte gloriosa no cumprimento do dever militar, nos será sempre apontada como exemplo e nos estimulará nas missões mais difíceis que tenhamos que cumprir, mostrando-nos sempre o pouco valor da vida, em face dos sagrados interesses da nossa Pátria, que tudo espera de nós. Ao digno soldado Alberto – nosso companheiro – uma sincera homenagem póstuma da Companhia de Canhões Anti-Carro. Estacionamento em Torreta Terme (Itália), 13 de abril de 1945. Cap Manoel Francisco Pacheco – Ajudante de Pessoal”.
De uma ficha necrológica da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil – Secção de São João Del Rei nº 66 – verifica-se que o referido expedicionário pertencia ao 2º Escalão da FEB e partiu do Porto do Rio de Janeiro em 20 de setembro de 1944. Morreu em 5 de abril de 1945, em ação, na Região de Malandrona (Monte Castelo), quando procedia, com outros elementos, a limpeza de um campo minado. Era Comandante de seu Batalhão o Cel Delmiro Pereira de Andrade; e da sua Companhia, o Cap Murilo Valporto de Sá. Conforme ainda essa documentação, ele foi agraciado, pós-morte, com as Medalhas de Campanha Cruz de Combate de 2ª classe e Sangue do Brasil.
Assim temos, por dever de justiça e como historiador, o privilégio de resgatar esse herói que esteve esquecido na memória da sua cidade.
Mas, assim mesmo, embora transcrevêssemos toda sua trajetória no livro histórico do 8º RCMec, publicado em 2012, ainda nos faltava uma complementação para que pudéssemos pagar toda dívida àquele herói de guerra. 
E fomos atrás dessa peregrinação na cidade de Quarai e, junto ao Comandante do 5º RCMec, Ten Cel Cav Ilki Amaro Júnior, com sua cortesia peculiar de oficial de Cavalaria, nos ofertou o quadro a óleo daquele combatente e uma placa de bronze que estivera no monumento que no passado projetáramos e que hoje, permanece naquela unidade, onde guarda a memória póstuma de outro herói de guerra, que pertencera aquela Unidade, o Soldado Fredolino Chimango.
Fizemos, então, a entrega daquele material ao atual Comandante do 8º RCMec - “Regimento Conde de Porto Alegre”, de Uruguaiana, Ten Cel Cav Marcus Ostwald Corbal.
Ao finalizar este, com o dever cumprido, repentinamente nos veio à mente aquela frase de Luiz de Camões:
"Não me mandas contar estranha história, mas mandas-me louvar, dos meus, a Glória".
Fonte:  Boletim "A Retomada", edição de 23 Fev 13
recebido por correio eletrônico
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sábado, 30 de março de 2013

Nós, Do Exército Brasileiro!

por Paulo Chagas
Fomos nós, do Exército Brasileiro, que lutamos nos Guararapes contra o invasor holandês, justificados e motivados pelo sentimento de pátria que o amálgama de raças e o amor à terra fazia surgir.
Fomos nós que asseguramos a Independência, que lutamos na Cisplatina e que defendemos a honra, os interesses, a soberania e o patrimônio da Pátria nas guerras e conflitos internos que abalaram, ameaçaram e fixaram nossas fronteiras e asseguraram a unidade nacional.
Fomos nós que, aliados a antigos adversários, fizemos malograr as intenções expansionistas de Solano Lopes.
Somos nós, do Exército Brasileiro, que temos na consciência o peso da participação na derrubada do Império e que conhecemos a responsabilidade que nos cabe na instauração desta República que, até os dias de hoje, envergonha a história política do Brasil.
Fomos nós que lutamos em Canudos, no Contestado e na 1ª Grande Guerra Mundial. Fomos nós que, ao morrermos movidos pelos ideais "tenentistas", escrevemos a epopéia dos "18 do Forte".
Fomos nós, do Exército Brasileiro, que ajudamos a colocar Getúlio no poder e não o impedimos de implantar o Estado Novo. Somos os mesmos que, em 35, sofremos na carne a traição e a agressão assassina de comunistas fardados, falsos camaradas, idiotizados pelo internacionalismo vermelho.
Fomos nós que lutamos na Itália e que trouxemos de lá lauréis de bravura e de abnegação que refletem nosso exacerbado amor à liberdade e à justiça.
Somos os mesmos, os do Exército Brasileiro, que, em MARÇO de 1964, assumimos a liderança do clamor popular que repudiava a ameaça comunista que, mais uma vez, nos rondava às escâncaras e à sorrelfa, pregando mentiras e preparando o golpe de morte aos valores pelos quais sangráramos em guerras e revoluções.
Fomos nós, do Exército Brasileiro, que lutamos nas matas do Araguaia contra uma guerrilha de lunáticos, preparados por fanáticos da utopia comunista e liderados por falsos profetas que pregavam o ódio e exploravam desigualdades e injustiças que nunca pretenderam ou seriam capazes de corrigir.
Somos os mesmos que, atônitos, vimos surgir nos grandes centros a ação deletéria, covarde e assassina de terroristas treinados longe da Pátria que, misturados às próprias vítimas, as usavam como escudo e camuflagem. Aprendemos, não sem perdas e sem o sacrifício de pessoas inocentes, a conhecê-los, a combatê-los e a vencê-los!
Fomos nós que, com o espírito aberto e pacificador de Caxias, assistimos ao retorno dos banidos, dos fugitivos da justiça e dos exilados e que, inocentemente, alimentamos a crença de que, anistiados, voltavam ao convívio e ao aconchego da Pátria para ajudar na construção do Brasil livre, desenvolvido e democrático que o desejo da maioria impunha construir.
Fomos nós, do Exército Brasileiro, que, como Soldados da Paz, arriscamos nossas vidas na África, no Timor Leste e na Bósnia. Fomos nós que, ao levarmos a paz e a solidariedade ao sofrido povo do Haiti, morremos com ele, soterrados no cumprimento do dever.
Fomos nós, do Exército Brasileiro, que conduzimos e executamos as operações que resultaram na retomada de áreas ocupadas por facínoras e traficantes no complexo de favelas do Alemão, devolvendo e assegurando àquelas comunidades os direitos de cidadãos que a covardia, a omissão, os interesses e a conivência de políticos, governantes e até de policiais lhes haviam tirado.
Este rápido, superficial e incompleto passeio pela história de nossos feitos, faz ver que nós, do Exército Brasileiro, desde Guararapes até o "Alemão", carregamos e continuaremos a carregar a herança desses fatos e responsabilidades que não pertencem ao passado ou aos que lá estiveram naqueles momentos, mas a nós todos, soldados de ontem, de hoje e do amanhã, porque é herança de honra, de glória e de responsabilidade!
O que está feito não pode ser mudado e pertence a todos nós. Não há como apagar a história nem há como fugir à responsabilidade sem deixarmos de ser nós mesmos. Não há ordem ou desconforto, de quem quer que seja, que nos possa fazer esquecer ou ser menos responsáveis ou orgulhosos dos feitos e fatos que compõem a nossa história, sob pena de termos que abdicar do orgulho de sermos nós, os do Exército Brasileiro!
Que viva a história! Que viva o inesquecível 31 de março de 1964!
Paulo Chagas
É General  inativo do EB
Fonte:  Alerta Total
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