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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Quem Manda na América Latrina



E, se extrapolarmos a América Latrina, temos que na Coréia do Norte, quem manda é o "cumpanhêru" filho do morto!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A Mágica de Cristina

Editorial de 29/09/2012
No mundo da fantasia da presidente Cristina Kirchner, quem ganha 13 pesos por dia, o equivalente a R$ 5, já não é mais considerado pobre na Argentina. É o que mostra o mais recente cálculo do Instituto Nacional de Estatística e Censo (INDEC), o órgão que desde 2007, na presidência de Néstor Kirchner, torce números para servir aos interesses populistas da Casa Rosada.
Para considerar verdadeira a última projeção publicada pelo INDEC, seria preciso aceitar que uma família argentina típica, com quatro pessoas, conseguiria pagar suas contas, alimentar-se, vestir-se, manter a saúde, estudar e ainda divertir-se com 1.555 pesos (R$ 673) mensais, como mostra o Clarín (24/9). Esse critério sugere que seria possível fazer todas as refeições do dia com 6 pesos (R$ 2,50). Não parecem números razoáveis, sob qualquer ponto de vista, mas são justamente esses dados que o governo de Cristina usa para vangloriar-se de ter reduzido a pobreza para menos de 6,5% da população, tornando a miséria praticamente inexistente - mesmo num país que está em crise crônica.
A diferença entre os delírios oficialistas de Cristina e o mundo real impressiona. Tomando-se a inflação real, e não a oficial, uma família argentina precisaria de 3.600 pesos (R$ 1.560) mensais para deixar de ser pobre. Com isso, o porcentual de pobres na Argentina saltaria dos alegados 6,5% para 21,9%, segundo levantamento da Universidade Católica Argentina. Em números absolutos, significa que o governo argentino quer suprimir, numa canetada, 6 milhões de pobres das estatísticas, reduzindo o total para parcos 2,6 milhões. Em sua defesa, o INDEC alega que a linha de pobreza que utiliza é meramente "teórica", mas o fato é que ela é explorada para respaldar o discurso sobre o alegado sucesso das políticas sociais de Cristina.
Tal manipulação dos índices econômicos já se tornou a marca da Argentina kirchnerista - a ponto de a revista The Economist ter anunciado, em fevereiro, que não publicaria mais a inflação oficial do país, num texto sob o sugestivo título Não minta para mim, Argentina. A distorção no cálculo da inflação, por exemplo, prejudica não somente a estimativa da linha de pobreza, mas também a projeção sobre o próprio crescimento do país. Ao considerar uma inflação de 10% anuais, o governo induziu ao cálculo de que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,5% no primeiro semestre em relação a igual período de 2011. Mas analistas mostram que essa expansão provavelmente não superou 1%, porque é preciso levar em conta uma alta de preços muito mais acentuada - a média das consultorias independentes é de inflação de 23,4% neste ano.
A discrepância entre os números explica por que, desde 2009, o governo dos Kirchners acusa as empresas que tentam calcular a inflação real de especular no mercado usando o aumento do custo de vida. Mais de uma dezena delas teve seu funcionamento prejudicado em razão de processos judiciais movidos pela Casa Rosada. Periodicamente, porém, o governo argentino passa o vexame de ser admoestado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que divulga as estimativas de inflação do país com ressalvas. Há poucos dias, o FMI expressou "preocupação" com as estatísticas oficiais da Argentina e cobrou que elas fossem melhoradas "sem mais demora".
Não se pode menosprezar o esforço, ainda que por meio de assistencialismo, para tirar milhões de pessoas da miséria. A Universidade Católica Argentina - a mesma que verificou as distorções nos números de Cristina - atesta que o índice de pobreza recuou de 26,9% em 2007 para 21,9% em 2011, e o de indigência caiu de 8,1% para 5,4% no mesmo intervalo, o que é um grande avanço, considerando-se que o desastre econômico do início deste século fez a pobreza chegar a 45% no país. No entanto, na ânsia de supervalorizar seu governo na área social, Cristina abusa da prestidigitação estatística, que faz desaparecer os pobres. Algo semelhante ocorre no Brasil, onde, segundo a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, já é considerado de "classe média" quem ganha pouco menos de R$ 10 por dia, ou apenas R$ 291 por mês. A diferença é que, aqui, os números não são falsificados.
COMENTO:  não entendo como esses argentinos - (?) só os argentinos (?) - podem se deixar levar por essas conversas fiadas.
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sexta-feira, 29 de junho de 2012

O Impeachment de Lugo e a Reação Bolivariana

por Felipe Melo
Fernando Lugo
Uma das pedras de toque da diplomacia brasileira, fruto da própria natureza do Estado tupiniquim, é o respeito pela soberania de nações estrangeiras e pela autodeterminação dos povos (cf. art. 4º, III, da Constituição Federal de 1988). Isso significa praticamente aplicar, em nível de relações exteriores, a máxima que diz que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. Claro, há brigas e brigas: em havendo uma sublevação armada que deponha um governo democraticamente formado e aliado do governo brasileiro em um país vizinho, particularmente não vejo muitos dilemas morais quanto a uma eventual decisão de intervenção para interromper o processo revolucionário e auxiliar no restabelecimento da ordem democrática.
Vejamos, por exemplo, os casos da Líbia, da Síria, do Egito e de tantos outros países que, nos últimos dois anos, passaram por descalabros e revoltas. O Brasil, dentre todas as nações que compõem o Conselho de Segurança da ONU (ainda que sem assento permanente), foi o único a adotar uma postura reticente diante desses casos – evitando condenar ou apoiar explicitamente os revoltosos ou os governos contra os quais se levantavam – e, quando interpelado, sacava da manga o curinga do diálogo. Muammar Kaddafi foi deposto, caçado como uma besta e assassinado diante das câmeras após algumas semanas de intervenção militar ocidental. Hosni Mubarak foi deposto pelos revoltosos egípcios, dos quais se destaca a antiga organização fundamentalista islâmica Irmandade Muçulmana (que, a propósito, saiu vitoriosa nas eleições presidenciais do Egito). Na Síria, bandos armados tentam derrubar o ditador Bashar Al-Assad, que tenta desesperadamente manter-se no poder – um embate de desesperos que parece já ter ceifado a vida de mais de 15 mil sírios.
Dentro desses quadros, a formação é quase a mesma: de um lado, rebeldes inconformados com governos autocráticos e que decidem acabar eles mesmos com esses governos; de outro, ditadores antigos e seus herdeiros lançando mão de todos os recursos dos quais dispõem para se manter no poder, ainda que isso signifique impor a seu próprio povo um banho de sangue. Nenhum dos lados fala ou luta pela instauração (ou manutenção) de um regime democrático, em que as liberdade mais básicas possam ser gozadas pelas pessoas. Há dois cenários possíveis: ditaduras seculares altamente corruptas em que seus dirigentes se locupletam por décadas a fio, ou teocracias islâmicas em que a shari’a é aplicada com todo o seu rigor – o que significa, em última instância, mutilação, apedrejamento, decapitação e outras crueldades aplicadas desde homicidas confessos até conversos ao cristianismo. O que diz o Brasil? “Temos que manter o diálogo”.
Lula cumprimenta Teodoro Obiang,
ditador da Guiné Equatorial 
Essa pusilanimidade brasileira em relações internacionais não parece se aplicar, entretanto, quando os interesses ideológicos do governo estão diretamente ameaçados. Quando o ex-presidente Lula visitou o ditador de Guiné Equatorial –que, de acordo com diversos levantamentos, angariou um patrimônio da ordem de US$ 600 milhões a expensas de seu próprio povo –, o então chanceler brasileiro (e hoje Ministro da Defesa) Celso Amorim resumiu a questão dizendo que “negócios são negócios”. Quando os pugilistas cubanos Guillermo Rigoundeaux e Erislandy Lara escaparam de sua equipe durante os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, e pediram asilo político ao Brasil, sua requisição sequer mereceu análise por parte do governo de Lula – situação bastante diferente no caso do quatro vezes homicida Cesare Battisti, cujo pedido de extradição havia sido formalmente feito pelo governo italiano. Nenhuma palavra foi emitida quando o governo Cristina Kirchner, a todo vapor, recrudesceu sua perseguição contra a imprensa livre ou simplesmente tomou posse de ativos espanhóis alegando “interesse superior” da nação argentina.
No entanto, de súbito, o governo brasileiro pareceu ser atingido por um ultraje fora do comum nos últimos dias. Fernando Lugo, presidente do Paraguai, um dos governantes títeres do Foro de São Paulo – aliado intestino de Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa, José Mujica, Dilma Rousseff, Cristina Kirchner, Daniel Ortega e, mais ao norte, os irmãos Castro –, foi deposto num fulminante processo de impeachment em que quase a totalidade dos parlamentares paraguaios votou por sua deposição. 
Federico Franco
O rito seguiu todos os ditames previstos na Constituição paraguaia, não feriu nenhuma lei, não recorreu a nenhuma ilegalidade ou ato ilegítimo, e foi motivado pelo desastroso governo promovido por Lugo. Para qualquer pessoa com um pouco de inteligência e perspicácia, esse evento deveria ser comemorado: o próprio povo paraguaio se afastou voluntariamente do Foro de São Paulo ao destituir do cargo, democrática e legalmente, seu mandatário comuno-bolivariano.
A reação de todos os governos do Foro do São Paulo foi, como era de se esperar, a mesma reação do sumo sacerdote ao ouvir Cristo Jesus dizer que era filho de Deus: rasgar as vestes, subir nas tamancas e exigir sua morte. O destempero foi instantâneo em diversos governos da região – inclusive no brasileiro. Gilberto Carvalho, o comunista que ainda se diz católico e chefia a Secretaria-Geral da Presidência da República, foi categórico em classificar o impeachment de Lugo como “ruptura da ordem democrática”. A presidente Dilma Rousseff já se adiantou em cogitar a interdição do Paraguai nas próximas reuniões do Mercosul e do Unasul, impedindo que o novo presidente paraguaio, Federico Franco – que, ao contrário do ex-bispo Lugo, é um católico exemplar – participe dos encontros. Não seria de se estranhar, nesse clima, que uma ação conjunta de Uruguai, Argentina e Brasil para desestabilizar o novo governo fosse tomada para que, internamente, Fernando Lugo promovesse o caos visando à volta ao poder.
A despeito de tantas confusões e informações desencontradas, uma coisa é certa: a decisão tomada pelo congresso paraguaio é um refrigério de esperança no meio de um continente condenado.
COMENTO: as ações de desestabilização do novo governo paraguaio já foram tomadas, iniciando com a suspensão daquele país das reuniões do Mercosul e Unasul. Coevo a essa patifaria, os canalhas aproveitarão a ausência Guarani para incluir a Venezuela nesse arremedo de circo onde o Brasil figura como o grande bufão.
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terça-feira, 29 de maio de 2012

Os Narcoquadrilheiros Colombianos Estão Inquietos

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por Graça Salgueiro
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Como todos sabem, as FARC mantêm seqüestrado o jornalista francês Romeu Langlois, que no dia 28 de abril acompanhava um grupo de militares supostamente para fazer um documentário sobre a erradicação de plantação de coca. Langlois usava capacete e colete à prova de balas e na emboscada, que deixou 6 militares mortos e outros feridos, em vez de buscar proteção com os militares o jornalista correu em direção às FARC. Esse jornalista vive na Colômbia há mais de 12 anos e já fez um documentários com o bando comuno-terrorista, levantando suspeitas de que ele mantém laços de amizades com as FARC. Dias depois, em um comunicado feito em vídeo um terrorista confirma que o francês está com eles e que, apesar de ferido em um braço, foi medicado, passa bem e que em breve será liberado. Passado quase um mês, agora que as FARC voltaram a ganhar as páginas dos noticiários internacionais, começaram a impor “condições” para libertar o jornalista. E o governo brasileiro, cúmplice dos “compatriotas” terroristas, já se ofereceu para colaborar no espetáculo macabro.
Nesse episódio do jornalista francês as FARC anunciaram que haviam se comprometido com o governo de que não mais fariam sequestros, entretanto, na semana passada as FARC invadiram uma escola no Puntumayo e seqüestraram 13 meninos com idades que vão dos 10 aos 13 anos. O fato chegou ao conhecimento da ONU que “pede” que as crianças “recrutadas” sejam imediatamente libertadas. Isto é tudo o que estes organismos internacionais fazem porque são cúmplices e dão apoio irrestrito sempre, enquanto as crianças colombianas são seqüestradas na base do engano e da mentira, tornando-se escravas para servir de bucha de canhão de uma guerra insana, miserável e que busca somente a tomada do poder para implantar um governo ditatorial comunista.
Ontem (21/5) as FARC fizeram mais vítimas militares num brutal assassinato a 12 militares - um oficial, um sub-oficial e dez soldados -, num desproporcional ataque onde entre 80 a 90 terroristas atacaram 30 militares na zona rural da Guajira, na fronteira com a Venezuela. A cada dia que passa o presidente Santos é mais repudiado pela população, sobretudo por suas leviandades e desprezo à segurança, traindo os mais de 9 milhões de cidadãos que o elegeram acreditando que ele iria dar continuidade à plataforma implantada por Uribe e que ele assegurava que era seu objetivo principal.
Pois bem, essa zona onde houve o ataque dista apenas 150 metros do território venezuelano e foi voz corrente (inclusive eu mesma afirmei isso assim que tomei conhecimento) de que os terroristas das FARC vinham de um acampamento DENTRO da Venezuela, atacaram e voltaram ao seu refúgio. Num comunicado para anunciar esse ataque, Santos, que vem sendo duramente criticado por seus afagos e promessas de conversação com o bando terrorista, teve o descaramento de dizer que as FARC estão desesperadas pela ofensiva”. Vejam uma das fotos do atentado. Vejam os rostos dos soldados. Quase meninos sendo massacrados e dizimados diariamente pela incúria desse presidente inepto e conivente com os crimes cometidos pelo ditador da Venezuela, que ainda teve a desfaçatez de dizer que “alertou” Chávez de que os terroristas “poderiam” ter-se refugiado em seu território e que Chávez lhe assegurou que tem “um compromisso de não permitir a presença de organizações armadas ilegais em seu território”. E, claro, Santos acreditou!
Entretanto, o comandante do Exército, general Sergio Mantilla, afirmou hoje à tarde em uma entrevista à rádio Caracol, claramente esquerdista, anti-uribista e pró-fariana, o que todos já sabíamos: Os guerrilheiros haviam saído e entrado novamente na Venezuela. Resta ver qual vai ser a reação de Santos e do lado de quem vai ficar: da verdade que ele SABE desde sempre, ou de seu “mais novo melhor amigo”.
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Então, hoje (22/5) descobriu-se uma bomba colocada em uma das lâmpadas do teatro Gran Rex, em Buenos Aires, onde Uribe fará amanhã uma palestra. A bomba foi encontrada casualmente por um empregado da limpeza que acionou a polícia. Esta de imediato enviou a brigada anti-explosivos que evacuou o teatro e as imediações. Segundo explicações da Polícia, o artefato constava de dois telefones celulares presos por uma ignição que, ao ser chamado, explodiria, tal e como se fez no atentado ao Clube El Nogal e ao carro de Fernando Londoño.
Sabendo da visita de Uribe na Argentina, colombianos anti-uribistas que vivem lá haviam programado uma marcha de protesto. Sabemos que as FARC já têm células na Argentina e que treinou “piqueteros”, um bando delinqüencial comandado por Luis D’Elia, que exerce cargo de secretário de Direitos Humanos no governo de Cristina Kirchner. 
Seria “coincidência” essa bomba quando já é sabido que as pessoas que promovem essas marchas anti-democráticas são orientadas pelas FARC, como ficou comprovado na “Marcha Patriótica” ocorrida em abril na Colômbia? Seria “coincidência” que atentassem contra a vida de Uribe depois de terem fracassado na tentativa ao Dr Fernando Londoño? Seria “coincidência” tantos ataques e atos terroristas das FARC, depois que foi aprovado pelo Congresso colombiano a Lei de Impunidade que perdoará e apagará as fichas criminais de todos estes psicopatas terroristas, cujos membros são mantidos ideologicamente ou oriundos do Partido Comunista Colombiano, também membro do Foro de São Paulo? Não. Tudo isto é um plano bem urdido para destruir a democracia, não só na Colômbia mas em todo o continente, para desmoralizar e destruir as Forças Militares e todos aqueles que lutam corajosamente contra o comunismo e seus planos de escravização e barbárie.
Fonte:  leia o texto completo em  Notalatina
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sábado, 26 de maio de 2012

Argentinos, Somos Vocês Amanhã!

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A propósito da instauração da Comissão da Meia Verdade, lembrei de um bom texto de um Oficial Argentino a respeito do revanchismo que se desenvolve também na Argentina, publicado aqui em 2009.

por Juan Gustavo Igounet 
Queridos companheiros e camaradas: o ultraje é permanente. Se considerarmos que as prisões são como conseqüência de haver honrado a palavra dada quando juramos defender a Bandeira até a morte, evitando por todos os meios que ondeasse o trapo vermelho nos mastros da Pátria, será fácil concluir que já se foi o tempo dos advogados.    ..........
Penso que, às vezes, em momentos dolorosos vale a pena um sorriso.
Então, ... respondi com um velho conto.
Diz assim: 
Na África do apartheid, um negro que andava em seu carro pelo bairro dos brancos cometeu uma infração de trânsito. Foi preso, levado a um tribunal de "Justiça" e condenado. A pena consistia em lutar de igual para igual com um leão. Ambos combatentes deveriam jejuar durante dois dias, antes do combate. 
Quando chegou a hora, o negro foi levado ao estádio dos brancos, lotado de público.
Foi amarrado (lhe disseram que era uma precaução para que o leão não resultasse machucado, já que havia que preservar o eco-sistema, e se tratava de uma espécie em vias de extinção). 
Logo, meteram o negro em um buraco, de onde sobressaía unicamente sua cabeça. O leão, faminto e feroz, fui solto.
Arremeteu contra o infrator e na primeira passada lhe arrancou uma orelha; voltou à carga, com água na boca, e na segunda arremetida arrancou do negro o nariz e um naco do rosto; quando preparou a terceira investida, o mortificado negro o viu avançar, mediu e fez um movimento evasivo com a cabeça, logrando morder fortemente os testículos do leão.
Das tribunas surgiu um alarido histérico: "¡Peleá limpio, negro hijo de puta!"
A historia do negro e o leão é ilustrativa. Resulta que, após trinta anos, o inimigo com roupagem cívica nos apresa e diz:
— Nós não somos como vocês: vamos reconhecer seus direitos, lhes submeteremos aos trâmites da Constituição, não como o que vocês fizeram com suas pobres vítimas, indefesas e inocentes. Lhes daremos, enfim, um julgamento justo no qual contarão com todas as garantias. 
Vamos ver o que têm para dizer. ¡Defendam-se!
— Bem, em primeiro lugar, as leis de Ponto Final e Obediência Devida… 
— ¡Não! Essas leis não servem mais, foram declaradas inexistentes pela nova Corte Suprema…
— Ah, bem…, então invocamos em nosso favor a prescrição da ação penal, já que se trata de fatos que já passaram mais de um quarto de século e…
— ¡Não! Esses fatos nunca prescrevem, porque se trata de delitos imprescritíveis, de lesa humanidade…
— Ah, então, nos amparamos no principio da coisa julgada (non bis in idem), ninguém pode ser julgado duas vezes pela mesma causa, e nós já fomos despronunciados…
— Sim, porém não… Tampouco podem amparar-se na chamada "coisa julgada" por que esses juízos foram anulados, resolvidos com base em leis que não existem mais e contrariam os Tratados de Direitos Humanos que se incorporaram à Constituição Nacional a partir de 1994.
— Está bem, então invocamos a anistia e o indulto, que impedem que voltem a nos julgar…
— Claro. Porém as anistias e os indultos estão proibidos para amparar delitos cruéis, atrozes e aberrantes, como os que vocês cometeram contra nós…
— Então alegamos o cumprimento das ordens de serviço, emanadas de autoridades constitucionais, para combater o terrorismo e a subversão apátrida, em tempo de guerra; está claro que segundo a lei vigente no momento, os delinquentes eram os terroristas e não as Forças legais…
— Sim. Porém agora, segundo os Tratados Internacionais de Direitos Humanos, o único delito de terrorismo que existe, é o "terrorismo de Estado", que se assimila ao crime de "lesa humanidade", pelo qual não se pode alegar o cumprimento de ordens ilícitas.
— Sugerimos, então, a nulidade de tudo que foi autuado por juízes designados depois de 1983, pois não são nossos juízes naturais, os quais nos foram tirados (o que poe em risco a validade das ordens de detenção que os atuais magistrados estão emitindo, carentes de competência para julgar esses fatos)…
— ¡Erro! Antes de 1983, quando se reformou o Código de Justiça Militar, vocês eram julgados pelo Conselho Supremo das Forças Armadas, integrado por militares e não por juízes de direito. A nova lei não lhes tirou juízes, só lhes deu mais juízes, e por lambuja, mais aptos, letrados, capacitados e independentes. A nova lei, enfim, lhes deu maiores garantias… Acrescento, a Corte Suprema da democracia disse que essa reforma foi constitucional.
— Ah, não tínhamos visto assim. Então, se a reforma de Alfonsín foi constitucional, ¿por que foram declaradas inexistentes ou inconstitucionais as leis de Ponto Final e Obediência devida, que também são daquela época e que foram aplicadas muitas vezes pela Corte Suprema da democracia?
— É que, como já foi explicado até o cansaço, se tratavam de leis que serviam para a impunidade de delitos que lesionam garantias contidas nos Tratados Internacionais que foram incorporados à Constituição em 1994.
— Bem, então invocamos o principio de irretroatividade da lei penal mais grave, ou de retroatividade da lei penal mais benigna, que é um principio fundamental do direito penal liberal, e que impede que sejamos julgados com base em leis ditadas posteriormente ao fato.
— Esse principio não rege em casos de delitos de lesa humanidade, como os que vocês cometeram… já que, ao serem imprescritíveis, vão sendo enquadrados por todas as leis que sejam promulgadas ao largo da historia da humanidade…
— Entendido, então, permitam que nos amparemos no principio de legalidade, contido no sistema do "tipo penal" (tudo que não está proibido, está permitido), pois o delito de "lesa humanidade" não está tipificado no nosso Código Penal, nem em nossa Constituição Nacional…
— Bem, isso é certo… Porém não se impacientem, lá estará algum dia. Por agora, mesmo que não tenha sido descrito com o rigor formal que exige a lei penal em matéria de "tipicidade", há um par de descrições no planeta, uma das quais obra na Convenção de Roma, creio…
E assim, poderemos seguir até o infinito.
Pergunto: ¿não terá chegado a hora de morder os ovos do leão?
Um forte abraço para todos, e especialmente uma orgulhosa saudação militar a nossos prisioneiros de guerra.
Juan Gustavo Igounet 
Nota: O autor remeteu esta carta a seus companheiros de turma do Colégio Militar da Nação, por ocasião das novas detenções de militares.
Fonte:  tradução livre de AFyAPPA
COMENTO: essa justa argumentação em vermelho não nos faz recordar um certo poeta-masturbador ex ministro "deçepaíz" e atual governador? Será que falta muito para os militares brasileiros decidirem morder os ovos do leão, ou apertar os ovos que tanto afagam? Vão esperar até quando?
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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Viejos Tiempos

por Maria Lucia Victor Barbosa
Em que pese os sinais de modernização havidos em alguns países da América Latina, especialmente a partir dos anos 90, as marcas da colonização que plasmaram a mentalidade dos seus povos nunca deixaram de existir. São mantidos ou emergem como nos viejos tiempos: instabilidade política, crises econômicas, incompetência governamental, corrupção, populismo, nepotismo, patrimonialismo, autoritarismo, impunidade, hipertrofia do Poder Executivo, ausência de cultura cívica.
Além disto, como afirmei em um dos meus livros, América Latina, em busca do paraíso perdido, latino-americanos possuem uma estranha mescla de altivez e sentimento de inferioridade. Para se livrarem da síndrome do fracasso, das mazelas, das fraquezas, cujas raízes se prendem ao passado colonial, descarregam sua frustração em possíveis culpados, especialmente, nos Estados Unidos por conta do insuportável progresso daquele país. Latino-americanos só se esquecem de perguntar o que fizeram a si mesmos.
O recente ato de populismo desvairado e nacionalismo irracional da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, ao expropriar a YPF, maior empresa petrolífera do país adquirida pela Repsol espanhola em 1999, relembra viejos tiempos da era Perón.
Adorado até hoje por muitos argentinos, cultuado como uma espécie de deus, admirado como herói, Juan Domingo Perón tem também os que o relembram como déspota odiado, causa de todos os males da Argentina. De todo modo, cabe acentuar alguns elementos marcantes do governo peronista, os quais contribuíram de forma decisiva para o declínio do país que chegou a ser chamado de “Colosso do Sul”. Derivados de toda uma evolução histórica, social e politica esses elementos encontraram em Perón as condições ideais de expansão e foram justamente eles que Cristina Kirchner ressuscitou: a falsa democracia, o nacionalismo xenófobo, a demagogia exacerbada. Um filme que a Argentina já viu várias vezes e que nunca teve um final feliz. 
Recentemente, com o mesmo intuito de desviar as atenções dos argentinos da situação econômica, na qual avulta uma inflação da ordem de 25% e a fuga de bilhões, sendo que neste ano já deixaram o país US$ 22,5 bilhões, a presidente Kirchner voltou aos viejos tiempos do General Leopoldo Galtieri e simulou desencadear outra guerra das Malvinas. 
Naquela aventura ao mesmo tempo grotesca e trágica, o General Galtieri chegou a afirmar: “Não cremos que a Grã-Bretanha se mobilize pelas Malvinas”. Ao contrário, na Inglaterra houve imediato sentimento de defesa dos kelpers que, segundo os britânicos tinham o direito de decidir seu futuro e se livrar de um despotismo estrangeiro arbitrário e brutal.
Na guerra que durou setenta e dois dias, levaram a pior os mal preparados recrutas argentinos diante de um pequeno grupo de tropas de elite enviado pelos britânicos às ilhas Falklands que incluía marines, paraquedistas e mercenários ghurkas. O fracasso fez a frustração popular se voltar contra o governo Galtieri e, ao contrário, deu ao governo de Margaret Thatcher estrondosa vitória eleitoral. Possivelmente essas recordações fizeram Kirchner desistir da estapafúrdia ideia de invadir as Falklands passando, então, a fabricar algo que contivesse também forte apelo nacionalista: a expropriação que só faltou ter o mote: “o petróleo é nosso”.
Enquanto nos Estados Unidos e na Europa, a expropriação da YPF foi duramente criticada, a presidente Dilma e o ministro de Minas e Energia Edison Lobão, seguindo a arenga do ex-presidente Lula da Silva, correram para acudir o governo argentino dizendo que o ato do país vizinho é uma questão de soberania. Esqueceram que romper tratados não é próprio da soberania, mas da selvageria, pois não é civilizado romper acordos internacionais.
O ministro Lobão, disse crer que a Petrobrás não será expropriada na Argentina. Já o foi, na província de Neuquén, em princípio de abril. Também esqueceu ou ignora que a presidente Kirchner tem mantidos congelados os preços dos combustíveis nos postos da Petrobrás, apesar da inflação, talvez, um detalhe menor porque o Brasil está fazendo o mesmo.
Como era de se esperar, na medida em que o governo argentino não tem condição de bancar os investimentos que a Repsol fazia, a presidente Kirchner enviou o ministro de Planejamento da Argentina, Julio de Vido, para conversar com nosso ministro de Minas e Energia. O primeiro propôs o aumento da participação da Petrobrás de 8% para 15% do mercado de produção, processamento de petróleo e distribuição. Lobão respondeu que fará de tudo para ajudar o país vizinho. Já vimos um filme parecido na Bolívia. São viejos tiempos que sempre voltam, aqui e em toda América Latina.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga
Fonte:  Alerta Total
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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Lá, Como Aqui ...

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A respeito da recém sancionada Lei nº 12.605, de 3 Abr 2012 que "determina o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou grau em diplomas", recebi a mensagem que transcrevo abaixo.
Parece que, na falta de atitudes governamentais sérias, as "presidantas" vão tomando algumas atitudes inócuas para demonstrar "otoridade".

Direto da Fronteira! Mesmo para aqueles que não tem intimidade com a língua espanhola, dá para entender perfeitamente. Faça um esforço, leia até o final e veja que "lá" também surgem as polêmicas quanto ao gênero da palavras.
Não entendo a ligação mas, ambas as governantes são antigas guerrilheiras ... será alguma coisa de origem ideológica? A última frase é GENIAL! 

"Carta de una profesora. 

Los participios activos son de una sola terminación que le corresponde al género masculino y femenino, y al artículo y pronombres neutros. 
Está escrito por una profesora de un instituto público. 

CONTRA LA TONTUNA LINGÜÍSTICA, UN POCO DE GRAMÁTICA BIEN EXPLICADA 
Tengo 50 años y he tenido la suerte de estudiar bajo unos planes educativos buenos, que primaban el esfuerzo y la formación de los alumnos por encima de las estadísticas de aprobados y de la propaganda política. 
En jardín (así se llamaba entonces lo que hoy es "educación infantil", mire usted) empecé a estudiar con una cartilla que todavía recuerdo perfectamente: la A de "araña", la E de "elefante", la I de "iglesia" la O de "ojo" y la U de "uña". Luego, cuando eras un poco más mayor, llegaba "El Gordito de Petete", un librito con poco más de 100 páginas y un montón de lecturas, no como ahora, que pagas por tres tomos llenos de dibujos que apenas traen texto. Eso sí, en el Gordito, no había que colorear ninguna página, que para eso teníamos cuadernos. 
En Primaria estudiábamos Lengua, Matemáticas, Ciencias Naturales, Ciencias Sociales, Plástica (dibujo y trabajos manuales), Música y Educación Física. En 6º de Primaria, si en un examen tenías faltas de ortografía del tipo de "b en vez de v" o cinco faltas de acentos, eras candidato a repetir el grado. 
En Bachiller, estudié Historia Mundial, Química, Literatura y Mecanografía. 
Leí El Quijote y el Lazarillo de Tormes; leí las "Coplas a la Muerte de su Padre" de Jorge Manrique, a Garcilaso, a Góngora, a Lope de Vega o a Espronceda... 
Pero, sobre todo, aprendí a hablar y a escribir con corrección. Aprendí a amar nuestra lengua, nuestra historia y nuestra cultura. 
En castellano existen los Participios Activos como derivado de los tiempos verbales. El participio activo del verbo atacar es "atacante"; el de salir es "saliente"; el de cantar es "cantante" y el de existir, "existente". ¿Cuál es el del verbo ser? Es "ente", que significa "el que tiene entidad", en definitiva "el que es". Por ello, cuando queremos nombrar a la persona que denota capacidad o ejerce la acción que expresa el verbo, se añade a este la terminación "-nte". 
Así, al que preside, se le llama "presidente", independientemente del género (masculino o femenino) del que realiza la acción, pero nunca "presidenta". 
De manera análoga, se dice "capilla ardiente", no "ardienta"; se dice "estudiante", no "estudianta"; se dice "independiente" y no "independienta"; "paciente", no "pacienta"; "dirigente", no dirigenta"; "residente", no "residenta". 
Y ahora, la pregunta: 
¿Nuestros políticos y muchos periodistas (hombres y mujeres, que los hombres que ejercen el periodismo no son "periodistos"), hacen mal uso de la lengua por motivos ideológicos o por ignorancia de la Gramática de la Lengua Española? 
Creo que por las dos razones. Es más, creo que la ignorancia les lleva a aplicar patrones ideológicos y la misma aplicación automática de esos patrones ideológicos los hace más ignorantes (a ellos y a sus seguidores). 
No me gustan las cadenas de correos electrónicos (suelo eliminarlas) pero, por una vez, les propongo que pasen el mensaje a los amigos y conocidos, en la esperanza de que llegue finalmente a esos ignorantes semovientes (no "ignorantas semovientas", aunque ocupen carteras ministeriales). 
Lamento haber aguado la fiesta a un grupo de hombres que se habían asociado en defensa del género y que habían firmado un manifiesto. 
Algunos de los firmantes eran: el dentisto, el poeto, el sindicalisto, el pediatro, el pianisto, el golfisto, el arreglisto, el funambulisto, el proyectisto, el turisto, el contratisto, el paisajisto, el taxisto, el artisto, el periodisto, el taxidermisto, el telefonisto, el masajisto, el gasisto, el trompetisto, el violinisto, el maquinisto, el electricisto, el oculisto, el policío y, sobre todo, ¡el machisto!
SI ESTE ASUNTO "NO TE DA IGUAL", PASALO, POR AHÍ LE TERMINA LLEGANDO A LA MINISTRA DE "IGUAL-DA" . 
Porque no es lo mismo ser UN CARGO PÚBLICO que UNA CARGA PÚBLICA."
Fonte: mensagem eletrônica do meu Amigo Deboni.
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sábado, 3 de março de 2012

A Terra, os Recursos Naturais e a Guerra

por Gélio Fregapani
Todos os países, sem exceção, obtiveram seu território atual por lutas, ao menos originalmente. Certamente nenhum seja autóctone das terras que hoje ocupa, nem mesmo os índios, que tudo indica terem exterminado habitantes anteriores, os quais também devem ter vindo de outro lugar.
Sendo impossível reparar o mal já feito que se estende por séculos até tempos imemoriais, a justiça seria manter o status quo? É difícil concordar. Vejamos exemplos: no caso Israel/Palestina; quem tem direito? - Todos, é claro!
Nas Malvinas a guerra não é por uma questão de “Honra Nacional”. É pelo controle dos reservatórios de petróleo e gás existentes nas bacias submarinas das ilhas. Kirchner prepara documentos demonstrando a pertinência das reivindicações de sua nação sobre as ilhas. Com quem está o Direito? No caso com quem melhor se preparou.
A Argentina destruiu suas Forças Armadas. Ela esbraveja, mas acredita mais em seus direitos do que em seus soldados. Não tem direito ao que não pode defender, por mais papéis que apresente.
No nosso caso, territorialmente interessaria a manutenção do status quo; economicamente não. É certo que pelo atual consenso internacional temos direito ao território que os bandeirantes conquistaram para nós, seus descendentes, e para os imigrantes que convidamos a compartilhar conosco, mas quem liga para o “Direito”? – O Direito reside na força, e a guerra é o tribunal superior. Riquezas e debilidade militar sempre serão um convite aos rapaces.
Ainda outro dia Tio Sam experimentou, cheio de razão, uma “bomba supersônica”.
Os ex-presidentes Collor e FHC impediram o desenvolvimento de um artefato nacional, sem contrapartida e dizem que "promoveram a paz". Ledo engano. Ou são traidores ou não enxergaram um palmo à frente do nariz
Brasil, desperta! A nação que confiar mais em seu direito do que em seus soldados, engana a si mesma e termina por perder o que tem.
Recebido por correio eletrônico
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sábado, 24 de dezembro de 2011

Escândalo Sobre o Financiamento das Madres de Mayo


Foto: AP Photo/Rodolfo Pezzoni,DyN
Buenos Aires, 16 dic (EFE) - O ex-procurador da Fundação Madres de Plaza de Mayo, Sergio Schoklender, semeou hoje (16/12) nova polêmica com revelações sobre o suposto financiamento irregular da organização com assaltos e seus vínculos com guerrilhas latino-americanas.
Assaltos e armas
Schoklender, acusado de malversação e desvio de fundos públicos destinados a um plano de habitações das Madres de Plaza de Mayo, sustenta que a organização liderada por Hebe de Bonafini chegou a financiar-se com assaltos e ocultou armas na universidade.
Tanto Madres de Plaza de Mayo como outras organizações humanitarias e o governo argentino tem optado por manter silencio ante as revelações de Schoklender, que adiantou em um par de entrevistas divulgadas hoje (16/12) parte do conteúdo de um livro que publicará em breve.
Suposto contato com as FARC
Segundo o ex-procurador, a organização Madres de Plaza de Mayo manteve contato com as Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia (FARC) com o objetivo de treinar jovens para um movimento na Argentina que derivaria na “revolución”.
Certamente que é um erro, porém não viram outra forma de resistência”, afirmou hoje em declarações à cadeia Radio 10, nas quais assegurou que o “contato com essas organizações se faziam na Venezuela”.
Além disso, em uma entrevista com o escritor argentino Martín Caparrós publicada hoje (16/12) em seu blog Pamplinas, afirmou que durante a vigência das leis do Ponto Final e Obediência Devida se chegou a planejar o sequestro do repressor Emilio Massera, porém foi a própria Hebe de Bonafini quem freou o plano.
Assegurou que, “como nos velhos tempos”, roubavam
Se referiu também ao financiamento das Madres de Plaza de Mayo. Quando tínhamos que sair para arrecadar, saíamos a arrecadar como nos velhos tempos: choreo (roubo)”.
Em negócios, em supermercados melhor. Tratávamos de que fossem lugares que representassem mais a concentração oligárquica, não a farmácia da esquina
, aclarou na entrevista com Caparrós.

Foi um brevíssimo tempo (…) se pagava a luz, os gastos médicos das Madres, o gás da casa, a água, como podíamos”, insistiu nas declarações à Radio 10.
Hebe de Bonafinicertamente sabia, ficava implícito que o dinheiro aparecia magicamente. Ela sabia de onde vinha, dizia 'não me digas o que fizestes'”, acrescentou.
Isso durou muito pouco, foi muito breve e equivocado, porém foi certo, porém depois, durante muitíssimo tempo, eu financiava e sustentava desde o cassino. Eu ia, trabalhava, eu sou um brilhante jogador de black jack, e trabalhava todas as noites para poder pagar as contas no dia seguinte”, afirmou à cadeia de radio.
Sergio Schoklender conheceu Bonafini quando ele cumpria uma pena por parricídio, começou uma estreita amizade com ela e ao sair da prisão se converteu em seu braço direito à frente da Fundação Madres de Plaza de Mayo.
Fonte:  tradução livre de Noticias 24
COMENTO:  o sujeito cumpriu parte de uma pena por ter auxiliado um irmão a assassinar seus pais, o que não garante boa índole. Mesmo assim, foi entronizado na cúpula da organização da sra Hebe Bonafini.  Tem fundamento! Lá, como por aqui, o que interessa é "la revolución" e os aliados, tendo utilidade, podem vir de qualquer lado.
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A Inovação da Kirchner

por Janer Cristaldo
A imprensa brasileira está escandalizada com notícia vinda da Argentina. Segundo Ariel Palácios, correspondente do Estadão no país, o governo da presidente Cristina Kirchner determinou por decreto que o Estado argentino comandará uma revisão oficial da História do país. Para isso, criou o Instituto Nacional de Revisionismo Histórico Argentino e Ibero-Americano Manuel Dorrego, que dependerá da Secretaria Federal de Cultura e funcionará com fundos públicos.
A entidade que reescreverá a História argentina será comandada pelo historiador Mario Pacho O’Donnel, declarado admirador dos caudilhos argentinos. Ela também será integrada por ministros do gabinete presidencial, jornalistas alinhados ao governo e líderes políticos.
O decreto determina que o objetivo do instituto será o de “estudar, investigar e difundir a vida e obra de personalidades e circunstâncias destacadas” da História argentina “que não tenham recebido o reconhecimento adequado no âmbito institucional”. No decreto, a presidente Cristina condena a História “escrita pelos vencedores das guerras civis do século 19″.
Grande novidade! Os vencedores sempre reescreveram a história. Stalin reescreveu a história da Rússia, Mao a da China. Mortos e denunciados por suas matanças – sempre da ordem de milhões – tanto Mao como Stalin têm hoje suas versões revisadas. Tiranos e assassinos, foram vistos por décadas como heróis e condutores de povos. Cultuados no século passado, hoje estão voltando à condição de tiranos e assassinos. Hitler perdeu a guerra? Caiu logo na vala dos vilões. Se a tivesse ganho, vilões seriam Churchill e Roosevelt. Nem Stalin teria feito carreira como genocida. E o mundo todo estaria falando alemão em vez de inglês.
Mas se antes as revisões históricas eram feitas em séculos, hoje os ocupantes do poder estão acelerando o ritmo e as fazem em décadas. Vide este país nosso. Não se passaram cinqüenta anos, e as esquerdas brasileiras reescreveram a história do Brasil. Os militares que, em 64, salvaram o país de tornar-se uma republiqueta soviética, são vistos hoje como bandidos.
Desde há muito vem se reescrevendo a história do Brasil. Começou com Ruy Barbosa, destruindo documentos relativos à escravidão. De lá para cá, a história vem sendo revista ano a ano. Lampião, um bandoleiro vulgar, foi promovido a herói. Zumbi, dono de escravos, foi promovido a defensor dos escravos.
A reescritura da história se acelera, dizia. Franco, que salvou a Espanha das investidas de Stalin, morreu em 75. Em julho passado, o El País dedicou vários ensaios relembrando a Guerra Civil Espanhola. Franco, um dos deflagradores do levante – que tomaria as rédeas do país pelos 39 anos seguintes – é visto como vilão. Desde alguns anos, há um movimento de “desfranquização” da Espanha, no sentido de retirar todos os nomes de rua ou monumentos em sua memória, como também os nomes de seus generais.
Quanto aos comunistas que, sob o comando de Stalin, queriam tomar o poder na Espanha, são vistos como os promotores de “una revolución movida en las primeras semanas por el propósito de liquidar físicamente al enemigo de clase, comprendiendo en esta denominación al ejército, la iglesia, los terratenientes, los propietarios, las derechas o el fascismo; una revolución que soñaba edificar un mundo nuevo sobre las humeantes cenizas del antiguo”.
Por mundo nuevo, entenda-se o regime comunista russo, que fez apenas 20 milhões de cadáveres. Franco matou? Matou. Não há guerra sem mortes. Mas matou para defender a Espanha, vítima de uma brutal invasão soviética. Em 1937, a União Soviética já havia colocado na Espanha pilotos de guerra, técnicos militares, marinheiros, intérpretes e policiais. A primeira presença estrangeira em terras de Espanha foi a soviética, com o envio de material bélico e pessoal militar altamente qualificado, em troca de três quartas partes (7.800 caixas, de 65 quilos cada uma) das reservas de ouro disponíveis pelo Banco de España. Pagos adiantadamente.
Em 1936, Juan Negrín, ministro da Fazenda do governo Largo Caballero – conhecido também como o Lênin espanhol -, raspou os cofres do país em troca de aviões, carros de combates, canhões, morteiros e metralhadoras russas. Ao celebrar com um banquete no Kremlin a chegada das 7.800 caixas de ouro, Stalin, evocando um ditado russo, comemorou: "Os espanhóis não voltarão a ver seu ouro, da mesma forma que ninguém consegue ver suas orelhas".
Isto El País não contou. Seus redatores, a seu modo, estão reescrevendo a história.
O mesmo aconteceu cá entre nós. Há mais de década, eu dizia que os militares brasileiros costumavam gabar-se de ter vencido o confronto que culminou com a chamada Revolução de 64. Graças à ação das Forças Armadas, teriam sido derrotados os comunistas e compagnons de route que tentavam transformar o país em uma Cuba meridional. Três décadas depois, cabe a pergunta: foram?
Os celerados que, a mando do comunismo internacional, queriam instalar uma ditadura em Pindorama, são hoje vistos como heróis e gozam de pensões milionárias. No ensino oficial, hoje - e mesmo na imprensa – os militares são os vilões e os comunistas são os heróis. Em agosto passado, foi reeditado no Brasil o livro Vida de Luís Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança – ode de Jorge Amado ao mais estúpido dos gaúchos, publicada originalmente em 1945.
Ainda há pouco eu falava das biografias mentirosas, que pretendem transformar criminosos em heróis. É o caso da cineasta gaúcha Flávia de Castro, que fez um filme – Diário de uma busca – transformando seu pai idiota em mártir. Comentei também o documentário Marighella, de Isa Grinspum Ferraz, cuja estréia estava prevista para outubro passado, que faz de um terrorista um santo. Este gênero literário é antigo e, no Brasil, Amado terá sido um de seus precursores.
Se isto não é reescrever a História, que será reescrever a História? Mas o Brasil nunca teve uma instituição oficial encarregada deste ofício. A inovação da Kirchner foi criar um instituto para isto, pago com o dinheiro do contribuinte.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Mercosul Terá um Sistema de Inteligência Regional

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Brasília - A Argentina presidirá o MERCOSUL no primeiro semestre de 2012 e pretende consolidar o Sistema de Intercâmbio de Informação de Segurança do MERCOSUL (SISME), ferramenta considerada fundamental para que os serviços de inteligência possam combater o crime organizado transnacional.
Reunidos em Buenos Aires, os ministros da Justiça e Interior dos países que integram o MERCOSUL, comprometeram-se a avançar na coordenação judicial e segurança por meio de um sistema de intercâmbio de informações e a implementação de um Plano Estratégico Judicial para a região.
De acordo com a ministra de Segurança Pública da Argentina, Nilda Garré, "as redes do crime organizado são verdadeiras empresas transnacionais e, por conseguinte, a luta contra esses fenômenos não pode ser apenas nacional".
Garré explicou que é impossível desarticular essas redes se os países da região não são capazes de compartilhar informações, estatísticas e inteligência.
Os países do MERCOSUL também terão diagnósticos regionais em matéria de narcotráfico, tráfico de pessoas e controle de armas. Neste sentido, será criado um protocolo para a detecção prévia de ameaças, principalmente nas regiões fronteiriças.
Além disso, será negociado um acordo para a atuação das forças de segurança em eventos esportivos internacionais nos países da região, principalmente em relação à Copa das Confederações de 2013 e o Mundial de 2014, ambos no Brasil.
Fonte:  InfoRel
COMENTO:  uma boa iniciativa se efetivada de verdade. Pode diminuir a criminalidade internacional particularmente o contrabando de armas e drogas. O interessante é que acordos similares realizados durante os governos militares são taxados hoje em dia como alianças abjetas, coisa de ditadores, etc.  E nem me venham com a conversa mole de que aqueles acordos visavam a "repressão política"! Bandido é bandido independendo de ideologia.  Ou matar e/ou sequestrar gente e aviões, assaltar bancos, carros fortes, trens-pagadores e lojas, explodir bombas aleatoriamente ou contra alvos específicos não é banditismo quando praticados pela "cumpanherada"?
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Exército Argentino Rende Homenagem a 'Mártires' do Exército Montonero

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por Jorge Fernández Zicavo
Ver para crer. Ainda que pareça mentira, anos depois que o general Bendini retirou do Colégio Militar da Nação os retratos de seus ex diretores, generais Videla e Bignone; e de que esse Colégio eliminasse de sua página web a lista dos 127 chefes, oficiais, suboficiais e soldados assassinados em atentados e/ou mortos em combate durante a guerra revolucionaria desatada pelo terrorismo marxista na década de setenta; o atual comandante em chefe do Exercito Argentino, tenente general Luis Alberto Pozzi, e o chefe de Educação e Doutrina, general de brigada Fabián Brown, conseguiram ir mais longe na tarefa troyana de destruir a historia e a moral de sua Força. Decidido a não perder os favores que a marechala Cristina lhe concede com sua mão esquerda, o amnésico comandante em chefe homenageou militarmente com sua mão direita a terroristas aniquilados pelas forças do Estado durante a guerra contrarrevolucionaria decretada por um governo constitucional.
Esta apología ao terrorismo marxista ocorreu no passado 15 de setembro no patio do colegio Dámaso Centeno da cidade de Buenos Aires - um centro de ensino primário e secundário de caráter civil porém fundado e gerido pelo Exército - durante uma cerimonia na qual se instalou uma placa de bronze em memoria de dois ex alunos e terroristas montoneros 'desaparecidos' em 1975 e 1977 pelo 'terrorismo de Estado'. A homenagem também se estendeu a outros seis alunos e ex milicianos da montonera União de Estudantes Secundários, que já tinham ali sua placa desde 2006.
Uma delas está dedicada à militante do Exército Montonero Patricia Palazuelos, que em 29 Abr 1976 entregou cargas incendiarias ao montonero e Cabo da Força Aérea, Osvaldo Antonio Lopez, para que as colocasse em seis caça-bombardeiros Mirage da VIII Brigada. A sabotagem foi descoberta a tempo, e em 1978 Lopez foi capturado e condenado a 24 anos de prisão, ainda que em 20 Nov 1987, a Câmara Federal de San Martin o colocou em liberdade.
Em 5 de abril de 1977, Patricia, aproveitando ser filha do Brigadeiro Néstor Palazuelos, logrou introduzir e explodir uma potente bomba de Trotyl na sala que seu pai ocupava no edifício Condor, sede do Estado Maior General da Força Aérea. O edifício sofreu importantes danos, porém milagrosamente não houve mortos nem feridos. Em outubro, a terrorista foi capturada e executada.
Este é o padrão dos 'ex alunos' milicianos e oficiais montoneros homenageados pelo comandante em chefe do Exército Argentino. Só faltou levarem uma guarda de honra para disparar salvas.
Ainda mais, se recordou os estudantes-milicianos da Coluna Sul do Exército Montonero executados durante a chamada 'Noite dos lápis', cujo 35º aniversario se cumpriria no día seguinte. Desnecessário dizer, que no Colégio Dámaso Centeno não há placas de bronze recordando seus ex alunos assassinados pelas esquerdas terroristas.
E como se isto não fosse suficiente, Exército e Governo acresceram outras duas infâmias:
1 - No dia anterior foram retiradas do colégio as placas que recordavam os militares mortos em combate e/ou assassinados durante a guerra revolucionaria, que estavam em salas dedicadas ao coronel (PM) Argentino Del Valle Larrabure sequestrado e torturado durante 372 dias e finalmente estrangulado; ao coronel (PM) Raúl Duarte Ardoy morto em combate durante a recuperação do Comando de Saúde; e ao Tenente-Coronel (PM) Horacio Fernández Cutiellos morto em combate durante o ataque ao Regimento de Infantaria Mecanizado de La Tablada.
2 - O Vice-ministro de Defesa, Alfredo Forti, encerrou o ato anunciando que "serão revisados todos os programas de estudos das Escolas Militares, especialmente os de Historia e Direitos Humanos, e que serão as Madres de Plaza de Mayo e os Organismos de Direitos Humanos que estarão encarregados da revisão dos conteúdos".
Quer dizer, que as mães de terroristas, e as ONG's de DDHH fundadas por criminosos de lesa humanidade, se converterão em 'comissários políticos' das FFAA para doutrinar os futuros oficiais com uma história argentina dos 70' escrita por mercenarios de Castro, Chávez e da presidenta Cristina Fernández de Kirchner, uma ex militante da Juventude Universitária Peronista, milicia universitária do Exército Montonero. (1)
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(1) Em julho de 2011, durante a campanha para as eleições primarias, Wikipedia eliminou o dado de que na Faculdade de Direito de La Plata, Cristina Fernández militou na 'Frente de Agrupações Eva Perón' das Forças Armadas Revolucionarias fundadas em Havana em 1967. Em 12 de outubro de 1973 as FAR se fundiram com os Montoneros, por isso seus militantes universitários se enquadraram na Juventude Universitária Peronista. Outra curiosa 'coincidência' é a de que Wikipedia omite o atentado dos Montoneros no edifício Condor, citando só um atentado anterior, cometido pelo ERP em 30 Dez 1975.
Fonte: tradução livre de Termidorianos
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