Mostrando postagens com marcador Araguaia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Araguaia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de março de 2014

O Que os Professores de História Não Contam Sobre a Contrarrevolução de 1964

por Carlos I.S. Azambuja
Uma série de fatos que servem para relembrar a verdade sobre o terrorismo no Brasil.
VOCÊ SABIA?
- Que no governo João Goulart algumas organizações de esquerda condenavam a luta pela reforma agrária, porque seu triunfo daria origem a um campesinato conservador e anti-socialista? Isso está escrito na página 40 do livro "Combate nas Trevas", de Jacob Gorender, que foi dirigente do PCB e um dos fundadores do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, em 1967.
- Que no governo João Goulart já existiam campos de treinamento de guerrilha no Brasil? Em 4 de dezembro de 1962, o jornal "O Estado de São Paulo" (página 8) noticiou a prisão de diversos membros das famosas Ligas Camponesas, fundadas por Francisco Julião, num campo de treinamento de guerrilhas, em Dianópolis, Goiás.
- Que o primeiro grupo de 10 membros do Partido Comunista do Brasil - então partidário da chamada linha chinesa de "guerra popular prolongada" para a tomada do poder - viajou para a China ainda no governo João Goulart, em 29 de março de 1964, a fim de receber treinamento na Academia Militar de Pequim? E que até 1966 mais duas turmas foram a Pequim com o mesmo objetivo? (livro "Combate nas Trevas", de Jacob Gorender).
- Que no regresso da China, esses militantes, e outros, foram mandados, a partir de 1966, para a selva amazônica a fim de criar o embrião da "guerra popular prolongada" que resultou naquilo que ficou conhecido como Guerrilha do Araguaia, somente descoberto pelas Forças Armadas em abril de 1972, graças à prisão de um casal, no Ceará, que havia abandonado a área, desertando?
- Que mais da metade dos cerca de 60 jovens que morreram no Araguaia, para onde foram mandados pela direção do PCdoB, eram estudantes universitários, secundaristas ou recém-formados, segundo as profissões descritas na Lei que, em 1995, constituiu a Comissão de Desaparecidos Políticos?
- Que a expressão "socialismo democrático" - hoje largamente utilizada por alguns partidos e candidatos - induz a um duplo erro: o de apontar no rumo de um hipotético socialismo que prescindirá do Estado da Ditadura do Proletariado, acontecimento nunca visto no mundo, e o de introduzir a idéia de que o Estado mais democrático que o mundo já conheceu, o Estado Proletário não é democrático? (livro "História da Ação Popular", página 63, de autoria dos atuais dirigentes do Partido Comunista do Brasil, Aldo Arantes e Haroldo Rodrigues Lima).
- Que no início de 1964, antes da Revolução de Março, Herbert José de Souza, o "Betinho" já pertencia à Coordenação Nacional da Ação Popular? (livro "No Fio da Navalha", do próprio "Betinho", páginas 41 e 42).
- Que em 31 de março de 1964, quando da Revolução, "Betinho" era o coordenador da assessoria do Ministro da Educação, Paulo de Tarso, em Brasília? (livro "No Fio da Navalha", páginas 46 e 47).
- Que pouco tempo antes da Revolução de Março de 1964, o coordenador nacional do "Grupo dos Onze", constituídos por Leonel Brizola, era "Betinho", designado pelo próprio Brizola? (livro "No Fio da Navalha", páginas 49 a 51).
- Que em março de 1964 o esquema armado de João Goulart "era uma piada"; e que "o comandante Aragão, comandante dos Fuzileiros Navais, era um alucinado e eu nunca vi figura como aquela"? (livro "No Fio da Navalha", página 51).
- Que já em 1935 Luiz Carlos Prestes, o "Cavaleiro da Esperança", era um assalariado do Komintern (3ª Internacional)? Isso está escrito e comprovado no livro "Camaradas", do jornalista William Waak, que teve acesso aos arquivos da 3ª Internacional, em Moscou, após o desmanche do comunismo.
- Que Luiz Carlos Prestes foi Secretário-Geral do Partido Comunista Brasileiro por 37 anos, ou seja, até maio de 1980, uma vez que foi eleito em setembro de 1943, quando ainda cumpria pena por sua atuação na Intentona Comunista? (livro "Giocondo Dias, uma Vida na Clandestinidade", de Ivan Alves Filho, cujo pai, Ivan Alves, pertenceu ao partido).
- Que quatro ex-militares dirigiram o PCB desde antes de 1943 até 1992: Miranda, Prestes, Giocondo Dias e Salomão Malina? Ou seja, dirigiram - ou melhor, comandaram - o PCB por cerca de 50 anos?
- Que após o desmantelamento do socialismo real, que começou pela queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989, foi considerado que "o marxismo-leninismo deixou de ser uma ferramenta de transformação da História para tornar-se uma espécie de religião secularizada, defendida em sua ortodoxia pelos sacerdotes das escolas do partido"? (livro "Nos Bastidores do Socialismo", de autoria de Frei Betto).
- Uma frase altamente edificante: "Quero deixar claro que admito a pena de morte em uma única exceção: no decorrer da guerra de guerrilhas". Seu autor? Frei Betto, em seu livro "Nos Bastidores do Socialismo", página 404.
- Que foi criada uma Comissão Especial, composta por sete membros, com a atribuição de proceder ao reconhecimento de pessoas que tenham falecido de causas não naturais "em dependências policiais ou assemelhadas"?
- Que da relação de pessoas desaparecidas que acompanhou o projeto constavam os nomes de 136 militantes da esquerda considerados desaparecidos políticos que, por opção própria, pegaram em armas para instalar em nosso país uma República Democrática Popular semelhante àquelas que o povo, nas ruas do Leste Europeu, derrubou, nos anos de 1989 e 1990?
- Que entre esses nomes, estavam os de 59 guerrilheiros desaparecidos no Araguaia, quando tentavam implantar o embrião do modelo chinês de "guerra popular prolongada"?
- Que as famílias de todos esses guerrilheiros do Araguaia já foram indenizadas com quantias que variam de 100 mil a 150 mil reais?
- Que, por conseguinte, à vista do que está escrito na lei, para que essa indenização fosse concedida, a área de selva de cerca de 7 mil quilômetros quadrados em que a guerrilha se instalou, foi considerada uma "dependência policial ou assemelhada"?
- Que duas senhoras, integrantes da Comissão que representam as famílias dos desaparecidos, Iara Xavier Pereira e Suzana Kiniger (ou Suzana Lisboa) foram militantes da ALN e receberam treinamento militar em Cuba?
- Que Iara Xavier Pereira participou de diversas "ações armadas", conforme ela própria revela, na página 297, do livro "Mulheres que Foram à Luta Armada", de autoria de Luiz Maklouf?
- Que essas senhoras ou suas famílias foram indenizadas pela morte de 4 pessoas? Iuri Xavier Pereira, Alex de Paula Xavier Pereira e Arnaldo Cardoso Rocha (todos membros do Grupo Tático Armado da ALN, com treinamento militar em Cuba, mortos nas ruas de São Paulo em tiroteio com a polícia), irmãos e marido de Iara Xavier Pereira - que também recebeu treinamento militar em Cuba - e Luiz Eurico Tejera Lisboa (treinado em Cuba), marido de Suzana Lisboa, que com ele também recebeu treinamento na paradisíaca "ilha da liberdade"? Que, no total, 600.000 mil reais, foi quanto os contribuintes pagaram a essas duas senhoras?
- Que a mídia, a famosa mídia que faz a cabeça das pessoas, jovens e adultos, nunca registrou esse "pequeno trecho" altamente edificante da História recente de nosso país?
Mas, há mais, muito mais! 
VOCÊ SABIA que o guerrilheiro do Araguaia, Rosalino Cruz Souza, conhecido na guerrilha como "Mundico", incluído na relação de "desaparecidos políticos", sabidamente "justiçado", no Araguaia, pela também guerrilheira "Dina" (Dinalva Conceição Teixeira) - cujos familiares foram também indenizados - teve sua família indenizada? Não pelo Partido que o mandou para lá e o matou, mas por nós, contribuintes?
.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Em Depoimento na Comissão da Verdade, General Diz: “Eu Não Vou Dizer Nem Pro Papa”

.
Em complemento ao texto "Depoimento de um General à 'Comissão da Verdade'", que postei a alguns dias atrás, encontrei um bom resumo do que foi dito no citado depoimento. Vale a pena verificar. 
"Se o general Enzo disser  'Fala Álvaro.' Eu vou dar um adeus pra ele ... Isso eu levo pro túmulo
Essa semana a Revista Sociedade Militar teve acesso a um dos mais significativos depoimentos sobre a época em que os militares tiveram que intervir para impedir que o comunismo fosse imposto em nosso país. É claro que as grandes redes de TV não se interessaram em divulgar o ocorrido, já que o militar permaneceu impassível e se negou a dar quaisquer detalhes que pudessem elucidar supostos fatos atribuídos aos militares. O General inclusive disse que se resolver contar detalhes das operações das quais participou, o fará para o editor da revista NewsWeek.
O general Álvaro Pinheiro, no depoimento dado no dia 13 de novembro para a CNV, entre outras coisas, disse que não adianta procurar pelos mortos do Araguaia. O General, inquirido por Mariana Barros, assessora da Comissão, foi ao local acompanhado de mais 13 pessoas, todos militares, da ativa e reserva.Durante o depoimento o militar se mostrou bastante simpático, ironizando em todo o tempo os parcos conhecimentos da assessora da CNV. Deve-se ressaltar que o militar deu uma aula de história para os membros da CNV presentes.
eu sou General de Brigada, tendo passado para a reserva no ano de 2003... nascido em julho de 1944... Eu quando tomei conhecimento que tinha que passar por essa situação esdrúxula, completamente patética...
O General fez questão de repetir o juramento que todos os militares fazem no início de suas carreiras. Segue o depoimento:
pela minha honra juro cumprir rigorosamente as ordens das autoridades a que estiver subordinado... e dedicar-me inteiramente ao serviço da pátria, cuja honra, integridade e instituições defenderei com o sacrifício da própria vida... Esse juramento norteou a minha vida, inclusive norteou o meu passado de combate a subversão e ao terrorismo... essa participação foi tão marcante que eu fui agraciado com a mais valorosa condecoração do exército brasileiro em tempo de paz, que é a Medalha do Pacificador com Palma... Graças a nossa vitória o Brasil não se transformou numa grande CUBA... se nós tivéssemos perdido não sabemos onde estaríamos hoje.
Por que na América Latina esses movimentos revolucionários não foram bem sucedidos? Na Ásia e na África eles tinham a motivação da independência política, e aqui na América Latina eles queriam derrubar regimes já estabelecidos e independentes politicamente... só tivemos uma exceção, Sierra Maestra, em que Fidel guardou até ao último momento que ele era marxista... Só que no dia em que ele conquistou Havana ele desencadeou 'El Paredon', milhares de pessoas foram aniquiladas sumariamente... O fato das Forças Armadas brasileiras terem vencido a subversão impediu que os norte-americanos viessem ao país... os boinas verdes americanos estavam no Uruguai, estavam na Argentina, estavam no Peru combatendo o Sendero Luminoso, estavam derrubando Allende, estavam capturando e eliminando Che Guevara na Bolívia... Só houve um país na América Latina onde não tivemos o desgosto de ver estrangeiros, nem como observadores, nem assessores e muito menos TROPA aqui dentro...
O General diz que em vários locais do mundo ouviu, com muito orgulho, chefes militares americanos dizerem que no solo brasileiro não há sangue americano derramado. Nesse momento a funcionária da CNV faz impertinente observação e diz: Mas tem american Money”. O general responde dizendo que dinheiro não faz parte de seu dia-a-dia, e que não pode contradizer o que ela disse. Continuando.
A nossa relação com os americanos sempre foi no mesmo nível, sempre fizemos um intercâmbio... treinamento de infiltração com deslocamento sub-aquático... quem é melhor que o Brasil na selva?
Nesse momento o General foi inteligentemente sarcástico. “O Soldado é aquele homem que está preparado, não para morrer pela pátria - morrer pela pátria quem faz é amador - matar pela pátria. Nós não queremos que nossos filhos sirvam ao Exército para morrer pela pátria. É ou não é? Agora se eles gostam daquilo nós queremos que eles sejam exímios matadores ” ... 
não ganhei um tostão a mais, não fiquei rico não, mas as Tropas Especiais são indiscutivelmente a tropa mais bem preparada... o Operador de Forças Especiais sabe trabalhar com o terreno humano, que é o conflito atual... O conflito hoje é para ganhar corações e mentes de populações.
eu não vou conversar com você sobre pessoas, sobre eventos, sobre datas, de jeito nenhum. Eu não vou dizer a você o que foi feito lá, não cabe a mim dizer o que foi feito lá, até porque, eu vou te ser franco, muito franco. Vocês já ouviram falar na industria da indenização? Todas as perguntas que me fazem é pra alguém ganhar indenização na família. Você sabe que a mulher do Lamarca... Vocês conhecem Carlos Lamarca, um dos maiores canalhas desse país. Canalha, desertor do Exército Brasileiro, traidor da pátria. Esse canalha, antes de desertar mandou a família pra Havana... A senhora do Lamarca ganha 14 mil reais por mês... O soldado Mario Kosel Filho, a família dele ganha 365 reais, olha que coisa. É terrível isso.
Olha, o dia que eu tiver que contar isso (sobre as circunstancias em que foi ferido no Araguaia) eu não vou contar pra você... eu vou contar pro editor chefe da NewsWeek, lá em Nova York, que ele quer saber, isso vai vender adoidado, inclusive há fotografias... agora eu posso te garantir uma coisa, que isso foi combate... você quando atira não existe tiro pra ferir… não falarei pessoas, locais, datas... Nada.
O casal é extremamente simpático, é típico de quem não vivenciou aquelas coisas. Se vocês conhecessem o Mariguella iam ver que figura horrorosa, um ser humano intratável, mas hoje é modelo de terrorismo para o mundo... O manual de terrorismo da Al Quaeda, não é coincidência, tem citações do mini-manual do guerrilheiro urbano, que não é nada de guerrilha... Nos Estados Unidos... na academia de West Point... cadetes do quarto ano... estudando o mini manual do guerrilheiro, eu já tive vezes que eu me orgulhei desse FDP ser brasileiro... ele era iluminado. Vocês devem conhecer o Osvaldão melhor do que eu, devem saber até o dia que ele foi pro inferno, lugar de onde nunca deveria ter saído... Nossa obrigação era neutralizar as células terroristas... esse negocio de dizer que enterrou, onde é que está enterrado, vão ficar procurando eternamente e não vão achar coisa nenhuma.
No Brasil nunca houve guerrilha... seria força de guerrilha se eles tivessem conseguido recrutar gente, aquilo nunca deixou de ser um foco de terrorismo rural 
Em alguns momentos o interrogatório parecia uma brincadeira, como quando foi perguntado ao General qual era o seu codinome. Como sempre, o General ironizou a inocência da equipe da CNV, e respondeu: “isso eu não posso te dizer… Eu sempre fui muito esperto porque eu não tinha só um, pra cada área eu tinha um diferente... eu jamais perdia a dignidade...
Tivemos companheiros que não voltaram... Estamos falando de calibre 7.62mm... A morte do Cabo Rosa ninguém sabe... essa equipe descaracterizada, num determinado ponto da selva... Foram emboscados pelo Osvaldão, e o Cabo Rosa foi morto imediatamente porque ele foi o primeiro que entrou na zona de batalha, e os outros se separaram e sumiram, um em cada direção... a 8º Região Militar não é um Comando Operacional, é um Comando Administrativo.
Pacto de silêncio! O depoimento inédito de Pinheiro durou 92 minutos. Alguns sites, como o IG, disseram que ficou reforçado que há um tipo de pacto de silencio entre os oficiais.
O General afirmou que a CNV “é uma farsa, que carece de legitimidade e de credibilidade”. Disse que as investigações deveriam abordar os dois lados do conflito, apurando os casos de sequestro, assassinatos, assaltos e atentados cometidos pela esquerda armada.
Acho difícil encontrar (restos mortais)”, disse ele, sem confirmar se em 1985, preocupados com o deslocamento de caravanas de familiares à região, os mesmos militares coordenaram uma “operação limpeza” para desenterrar e dar fim aos restos mortais dos 67 guerrilheiros desaparecidos.
A ofensiva final ao Araguaia, levada a cabo por integrantes das Forças Especiais de Exército, Marinha e Aeronáutica, a partir meados de 1973, resultou na eliminação completa do foco terrorista.
Álvaro Pinheiro afirmou que desconhece uma suposta ordem do comando segundo a qual nenhum guerrilheiro deveria sair vivo das matas do Araguaia. No entanto, acabou confirmando que alguns foram capturados com vida.
"Ás vezes se rendiam, se entregavam. Chegavam às bases dizendo ''não quero mais'."
"O modelo do Araguaia era um modelo maoista, mas não era chines, era albanês. Imagine se a Albânia em 1975 podia ser modelo pro Brasil, é possível isso?'
"O João Amazonas era o presidente do PCdoB... abandonou a fogueira lá... ele disse: atenção, pra nós não existe mais, e esqueceu de dizer para eles... O velho Mario ficou lá até o último momento por que ele pensou que estava cumprindo missão. E o João Amazonas e a Elza Monerat, que são presidentes do PCdoB em São Paulo, oito meses antes já tinham abandonado o Araguaia. Isso que as famílias não sabem, isso que os jornais não publicam"
"Polícia confunde operação de inteligência com investigação policial, são uns imbecis, são incompetentes, por isso que a gente não acaba com o crime organizado no Brasil
À Pergunta: GENERAL, o Senhor poderia explicar então como mais de 70 pessoas desapareceram? Ele respondeu: "Como é que eu vou lhe explicar uma coisa dessas? Você ta querendo que eu diga pra você que essas pessoas foram eliminadas sumariamente, isso acontece num regime stalinista, isso acontece na China de Mao, isso acontece na Coréia do Norte. Mas aqui no Brasil duvido que isso aconteça... eu não sei absolutamente coisa nenhuma... não estou nem um pouquinho interessado nisso, o meu interesse nesse episódio é que a população brasileira compreenda que o Exército resolveu um problema grave, que traria prejuízos muito sérios"
A inquiridora disse, em dado momento:Já ouvimos vários colegas seus e alguns já relataram que… Quatro relatos nesse sentido de que… Eles receberam ordens superiores, destruam tudo que vocês possuem em relação ao episódio do Araguaia
O general responde: “Então se vocês sabem disso por que estão perguntando pra mim, vocês querem me emboscar? Pra achar a verdade tinha que ser feito dos dois lados, mas está sendo feito de um só, isso é uma canalhice sem tamanho… Eu desconheço de que [algo] foi queimado as pressas para esconder alguma coisa escusa. O problema disso daí, hoje, eu lhe digo qual é. O problema hoje é que nenhuma instituição séria quer alimentar a canalha da indústria da indenização. Por que no fundo de tudo isso – a senhora me perdoe – ninguém quer achar a verdade de nada. Isso aqui… Pra achar a verdade tinha que ser feito dos dois lados, e está sendo feito de um lado só. Isso é uma canalhice sem tamanho. As pessoas que bolaram isso são pessoas inescrupulosas. A coisa que mais me repudia na esquerda brasileira é que além de incompetente… O sujeito ser comunista no Sec. XX, no Sec. XXI é um estúpido. É ou não é verdade? Agora pior do que isso é a corrupção, são corruptos, inescrupulosos. “

A inquiridora, nada imparcial por sinal, diz: “a gente também tá apurando a corrupção na época do regime militar, também vamos escrever sobre isso
General: “você sabe que eu fico satisfeito de ouvir isso? Porque a senhora é jovem, e nós precisamos de gente assim, mas sempre se lembre do seguinte, faça dos dois lados. O que não é possível é isso, eu, um homem de bem, chefe de família, estar respondendo esse tipo de pergunta quando vocês não discutem o sequestro do embaixador. Por que,
quem é que sequestrou o Embaixador? Quais foram as consequências que isso gerou no campo internacional? Quem matou o Capitão Chandler em São Paulo? Essas coisas não se discute... Quem é que roubou o dinheiro do cofre do Ademar? Quem é que planejou e executou o atentado ao 2º Exército em São Paulo? Mas não… O sr se lembra quem morreu, o corpo do fulano, a Maria Dinah atirou no senhor? O que é isso? O tiro da Maria Dinah perto do que eu estou falando… é uma coisa preocupante. Eu respeitava a esquerda até um determinado momento, esse tipo de raciocínio está destruindo o país…
eu considero que a Comissão Nacional da Verdade é uma farsa, ela carece de legitimidade e de credibilidade, a Comissão Nacional da Verdade é revanchista, ela pretende que se repita aqui o que está acontecendo na Argentina… Agora, eu considero que… Isso é de cunho pessoal, não represento o Exército e nem tenho esse direito… A esquerda brasileira vai dar um tiro no pé. A sociedade brasileira está começando a se informar e não vai se deixar engabelar por esse tipo de farsa.
Leonardo, da CNV:a CNV pretende realizar audiências públicas sobre a guerrilha do Araguaia, o senhor teria disponibilidade ou disposição de participar e publicamente fazer um relato como o senhor fez hoje?
General:sem nenhum problema… Se eu dissesse que não… Essa pergunta que você me faz só tem uma resposta, não pense você que eu gosto de aparecer, soldado não gosta de aparecer, mas se eu respondesse que não, fica no ar que eu to querendo esconder alguma coisa, eu não escondo nada, aliás, não sei se vocês sabem, eu tenho ido a muitos programas de televisão… Programas com Joelmir Betting… Eu estou pronto e estarei pronto sempre porque eu não tenho nada a temer. Agora eu sei, que tanto eu… E aqueles que estão sentando no meu lugar aqui estão expostos física e moralmente, porque não faltam radicais tresloucados que queiram pagar contas passadas nos atingindo. Eu não ando com seguranças na rua, mas eu tomo cuidado, até porque, na minha idade e com a experiência que eu tenho não é qualquer vagabundo que vai me pegar, mas os vagabundos estão aí, e hoje os vagabundos estão travestidos de policiais do governo, estamos aí assistindo a formação de uma GESTAPO. Então, isso daí me preocupa profundamente.
Leonardo da CNV:Ok, muito obrigado General Álvaro Pinheiro.
No mesmo dia, foram ouvidos também o ex-secretário de Segurança do Rio de Janeiro, General Nilton Cerqueira, o Comandante da Operação que dizimou a suposta guerrilha, e vários coronéis. Com exceção de Álvaro Pinheiro, todos responderam às perguntas relevantes sobre os desaparecidos com um “nada a declarar”.
Ferido em confronto - Na época da guerrilha, Álvaro de Souza Pinheiro era Primeiro Tenente do Exército e teve seu batismo de fogo em maio de 1972 num confronto em que, por pouco, não foi eliminado. Um tiro na clavícula, supostamente disparado pelo guerrilheiro Bergson Gurjão Faria o tirou de circulação.
Membros da CNV:
- Leonardo Jun é advogado e pesquisador, gerente de projetos na CNV e autor do livro Manual de direitos humanos internacionais
- Mariana Barros Barreira é assessora técnica na Comissão da Verdade.

domingo, 24 de novembro de 2013

Depoimento de um General à “Comissão da Verdade”

.
Se você se interessa pelo resgate da verdade histórica, ouça e amplie a divulgação, já que se tratando da Verdade e não de uma farsa que o governo procura montar, a ele não interessará o registro. 
É a voz e a vez de um combatente falar do que ele próprio combateu em defesa do Brasil e não mais uma parcela do embuste em processo de montagem, com a colaboração de intelectuais - que além de ilustres também gostam de holofotes e de serem citados na mídia - sem conhecimento de causa.
Corajoso, preciso e perfeito o depoimento - com a duração de 92 minutos - prestado pelo Gen Álvaro à Comissão Nacional da Verdade.
Vale ouvir incontáveis vezes e repassar a todos os seus correspondentes.
Ouça o depoimento publicado no A Verdade Sufocada em 22 Nov 2013.
Fonte: texto adaptado de A Verdade Sufocada
COMENTO:  Atenção aos minutos após 67:00 a 69:00 e 78:00 a 80:00!!!
.

sábado, 12 de outubro de 2013

Guerrilha do Araguaia - Palestra

CONVITE
capa_guerrilha_araguaiaCompareça e Convide Seus Parentes e Amigos.
Os presidentes do 
- Círculo Militar
- Grupo Inconfidência,
- Associação dos Ex-Combatentes do Brasil/BH,
- ANVFEB/BH (Associação Nacional dos Veteranos da FEB),
- AOR-EB (Associação dos Oficiais da Reserva/BH), 
- Clube de Subtenentes e Sargentos do Exército/BH,
- AREB/BH (Associação dos Reservistas do Brasil),
- ABEMIFA (Associação Beneficente dos Militares das Forças Armadas),
- ABMIGAer (Associação Beneficente dos Militares Inativos e Graduados da Aeronáutica, e do
- Círculo Monárquico/MG convidam seus assinantes, associados e integrantes para assistir à palestra
“A GUERRILHA DO ARAGUAIA” 
a ser proferida pelo Tenente Coronel Lício Augusto Ribeiro Maciel
– Data: 22 de Outubro – Terça-Feira 
– Hora:19:30
– Local: Círculo Militar de Belo Horizonte
##########
Serão tratados, em princípio, os seguintes itens sobre a GUERRILHA 
– O que foi; principais combates; últimos fatos revelados;
– Relação com outros fatos da luta armada 
– Ossadas identificadas
– Sobreviventes Aparecidos
– Desertores 
– Os “Heróis” da Grana da CNV
– Traidores “Cachorros”
– Justiçamentos 
– Meninos da Guerrilha.
O Palestrante responderá, no limite de seus conhecimentos, toda e qualquer pergunta. 
– Militares traidores? 
– Militantes traidores? 
– Declarações de Curió (que será convidado a estar presente)

OBSERVAÇÃO:    o  Círculo  Militar  de  Belo  Horizonte  se  localiza  na  Avenida Raja Gabaglia, 350 - Gutierrez -  Belo Horizonte - MG
.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A CV Passa por Dúvida Atroz: Assumir a Denominação de "Comessão de Verbas" ou "Comissão da Vingança"

por Leandro Mazzini
Numa reunião tensa que durou seis horas na terça-feira (30/7), a ministra da Secretaria dos Direitos Humanos (SDH), Maria do Rosário, chorou duas vezes diante de críticas e depoimentos de familiares das vítimas do Araguaia (TO).
O momento mais delicado foi quando Rosário não se segurou ao ouvir da ex-guerrilheira Criméia Almeida que ‘nada presta’ e que está ‘tudo ruim’ na Comissão de Mortos e Desaparecidos - relatam testemunhas -, trabalho coordenado pela SDH.
No encontro foi exposto o racha entre os familiares das vítimas, após a inédita votação verbal sobre os rumos dos trabalhos. Por 12 a 6, vão continuar as buscas por 45 desaparecidos na região do Araguaia durante o regime militar. Eram 47 – desde o início das buscas, duas ossadas foram encontradas.
Enquanto a maioria quer encontrar as possíveis ossadas, integrantes do grupo Tortura Nunca Mais pregam o fim das buscas. A despeito do desencontro, uma sentença da Justiça Federal prevê indenização de R$ 25 milhões para cada familiar – valores de hoje.
A sentença de 2006, em primeira instância, da juíza Solange Salgado, determina a continuidade das buscas ou a indenização para cada família em R$ 10 mil/dia, com pagamentos retroativos.
O grupo que luta por interromper as buscas levanta um argumento patriótico: o governo já teria gastado demais com os trabalhos. “Emocionalmente, não quero que se gaste mais recursos públicos para procurar meus irmãos”, argumentou Laura Petit, que tem dois irmãos desaparecidos.
Representantes de seis famílias manifestaram-se pela interrupção das buscas e pelo consequente fim do processo – Vitória Grabois, Elizabeth Silveira, Criméia Almeida, Laura Petit, Lorena Barroso e Sônia Maria de Souza. Lideradas por Diva Santana, representante oficial das famílias na Comissão dos Mortos e Desaparecidos, doze familiares preferem que o Estado continue buscando respostas.
Segundo a SDH, a reunião debateu ‘Balanço das Atividades’, ‘Pedido de oitiva de militares que participaram da guerrilha’ e ‘Retorno das atividades de busca’. A assessoria informou que ‘a ministra se emocionou em alguns momentos ao ouvir relatos de familiares’.
.
Uma bomba pode explodir na Comissão Nacional da Verdade (CNV) e o caso vir à tona, se a representação no Brasil do Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL), ligada à OEA, entregar um documento que rascunha.
CEJIL não quer que a CNV faça trabalhos de busca de supostos sobreviventes da Guerrilha do Araguaia (TO), na ditadura, e que hoje estariam sob proteção federal, após mudança de identidades. Seriam 20 os ‘mortos-vivos’ da época, hoje escondidos.
Trata-se de uma iniciativa preventiva, pois não estão na pauta da CNV quaisquer investigações sobre esse assunto, um dos mais polêmicos mistérios da ditadura.
CEJIL representa famílias dos desaparecidos do Araguaia. Procurada desde quarta (31/7), a ONG não se manifestou por ora. A CNV informou que ainda não recebeu a carta.
Anos atrás, o então ministro Jarbas Passarinho revelou que o guerrilheiro Luiz Renê, do PCdoB, foi abrigado no Ministério da Educação, após ser dado como ‘morto’. Renê ganhou nova identidade. Segundo relatos históricos, teria sido a pedido do General Antonio Bandeira.
René foi preso no Araguaia, em fevereiro de 1974, ao lado de Hélio Navarro de Magalhães, seu melhor amigo dos tempos da militância estudantil no Rio de Janeiro. Dona Carmen Navarro, mãe de Hélio, há cerca de 20 anos pede às autoridades de Direitos Humanos que investiguem o paradeiro de seu filho, que ela acredita estar vivo.
CEJIL faz o lobby a pedido da irmã de Renê, Elizabeth Silveira. Há suspeita de que ele vive no MT. A família não tem notícias.
.
O governo pagou R$ 4,3 milhões em indenizações, entre 2011 e 2013, a parentes de mortos na Guerrilha do Araguaia, nos anos 70.
Deste total, R$ 2,1 milhões foram pagos a herdeiros de beneficiários já falecidos, que não tinham direito segundo a Lei de Mortos e Desaparecidos.
São US$ 3 mil a cada um dos familiares por despesas médicas, por busca de informação e dos restos mortais dos desaparecidos; mais US$ 45 mil para cada familiar direto e US$ 15 mil para cada familiar não direto por dano imaterial.
A Secretaria de Direitos Humanos aguarda decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos para depositar ainda este ano quantias a outros 12 herdeiros de beneficiários falecidos.
A questão da identificação dos beneficiados foi submetida ao Departamento Internacional da Advocacia-Geral da União para cumprimento da decisão judicial.
O governo trata com cuidado a divulgação de nomes para proteger a intimidade dos familiares das vítimas. Herdeiros foram definidos em sentença da Corte IDH de 2010.
Com Vinícius Tavares, da equipe de Brasília
.
A pedido do Grupo de Trabalho Araguaia, comandado pela Secretaria de Direitos Humanos, a juíza Solange Salgado, da 1ª Vara da Justiça Federal, decretou segredo de Justiça no processo sobre os desaparecidos da região durante o regime militar.
O GTA procura ossadas naquela área desde 2009, mas os supostos gastos estupendos com aluguel de aeronaves para pesquisadores e familiares das vítimas chamaram a atenção. E o governo não quer problemas quanto a custos.
Desde então foram encontrados dois dos 47 guerrilheiros desaparecidos na década de 70. O governo pagou R$ 4,3 milhões em indenizações, entre 2011 e 2013, a parentes de mortos na Guerrilha do Araguaia. Deste total, R$ 2,1 milhões foram pagos a herdeiros de beneficiários já falecidos, que não tinham direito segundo a Lei de Mortos e Desaparecidos. Leia aqui 
As famílias dos desaparecidos continuam divididas. Numa reunião tensa que durou seis horas na terça-feira, dia 30 de julho, a ministra da Secretaria dos Direitos Humanos (SDH), Maria do Rosário, chorou duas vezes diante de críticas. O momento mais delicado foi quando Rosário ouviu da ex-guerrilheira Criméia Almeida que ‘nada presta’ e que está ‘tudo ruim’ na Comissão de Mortos e Desaparecidos, relatam testemunhas.
No início do ano, a coluna revelou que o governo preparava delicada e sigilosa operação para devolver a Xambioá, no Araguaia (TO), as ossadas de duas crianças que foram descobertas no inventário feito pela Polícia Federal, junto aos ossos de outros 23 ex-guerrilheiros, guardados numa sala-cofre do Hospital Universitário da UnB. Os corpos das crianças foram enterrados nos locais das buscas sem qualquer ligação com a guerrilha, mas o governo investiga a suposta participação de ex-guerrilheiros [na inclusão indevida das ossadas infantis], na tentativa de chocar a opinião pública.
.
Suzana Lisboa, do grupo Tortura Nunca Mais, passou por Brasília e disse que estaria articulando com emissários da presidente Dilma, dentro do Planalto, uma solução pacífica para a Comissão da Verdade. A substituição de dois membros. O grupo pretende a demissão dos comissários que são contra a revisão da Lei da Anistia, Paulo Sérgio Pinheiro e José Carlos Dias, e indicar nomes ligados às famílias dos desaparecidos políticos. Teria ela o apoio de José Dirceu.
indicado pelo Blog do Licio Maciel
COMENTO: como falou o filósofo Hildebrando Pasqual, vamos por partes. Em primeiro lugar, me parece muito suspeita a pretensão de suspender as buscas por ossadas, manifestada por seis familiares de supostos desaparecidos no Araguaia. Não consigo imaginar essas pessoas preocupadas com "gastos de verbas públicas". Tem alguma coisa por baixo desse angu! Em segundo lugar, é de se destacar a falta de vontade de buscar a verdade verdadeira (não a verdade forjada que pretendem implantar) sobre os "mortos vivos", não só do Araguaia, mas de todos os episódios da luta subversiva para a implantação do comunismo nas terras brazilis. Apesar do fato já ter sido anunciado pela imprensa, em diversas ocasiões, inclusive aqui e aqui, neste blog. No livro “Guerrilha do Araguaia, Relato de Um Combatente”, do Coronel Lício Maciel, ele fala sobre esses “mortos vivos”. Um deles ficou com medo de comparecer a um encontro com o Coronel, marcado por um jornalista, no RJ. Renê, Hélio, Paquetá e Bichento, o Coronel Lício garante que estão vivos; não aparecem porque temem ser “justiçados” pelos anjinhos do Velho Mário. Por outro lado, contrastando com a preocupação com os "gastos públicos", temos uma pequena fortuna gasta em função de uma "decisão da CIDH". Temos, assim, a administração pública brasileira submetida a um organismo internacional com poder de decisão superior ao nosso Poder Judiciário. Divulgada a gastança, não só de indenizações indevidas mas principalmente nas inúteis buscas que só servem para o faturamento de diárias e outros custos para a "cumpanherada", a ministra (i)rresponsável pelo andamento da farra pede, e uma juíza já comprometida com "as buscas" aceita, encobrir tudo sob o manto do sigilo judicial. Para encerrar, temos o reforço dos objetivos da Comissão da Vingança, de acordo com as velhas práticas stalinistas, os "cumpanhêrus" que divirjam das determinações do "coletivo" devem ser eliminados. Como a eliminação física, nos dias atuais, é problemática, pelo menos eles devem ser expurgados do grupo a fim de que outros, fieis ao ideário revanchista, prossigam na missão de enxovalhar a imagem daqueles que, chamados à luta armada, venceram.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

É Repetição da História?

.
Efetivamente, tá tudo dominado! E o pior é que quem domina é uma minoria podre, composta por canalhas e patifes que agem livremente em função da covardia e da omissão da maioria. Órgãos de segurança são mobilizados para proporcionar segurança a marchas de sem terras, de maconheiros, e juristas e políticos se unem em "defesa dos direitos" de mendigos viciados que proliferam nos centros urbanos. 
Não são poupados recursos humanos e financeiros para a defesa desses e outros componentes do que Marx denominou como "lumpen-proletariado", tendo inclusive cogitado sua extinção.
Há algum tempo atrás, vimos velhos incapazes de se defender sendo agredidos por uma quadrilha de "jovens revolucionários" pelo alegado crime de terem participado de uma reunião privada em um clube particular onde foi discutido o Contra-Golpe de 31 de Março de 1964. 
Posteriormente, vemos a "liderança" desses "jovens revolucionários"  serem homenageados por nada mais nada menos que a Presidente da República em uma solenidade relativa a Direitos Humanos. Assim, temos que as leis que apregoam direitos e proteção a idosos não se aplicam a quem pensa diferente da ideologia derrotada no passado mas que não perdeu seu objetivo de transformar o Brasil em um país sob governo totalitário. 
Nos dias atuais observamos uma estrangeira, cubana, que vem ao país, convidada para manifestar-se em defesa do direito de liberdade de expressão em seu país também sendo atacada covardemente por um grupelho, com a conivência, se não a colaboração, de autoridades federais para com a atuação de órgãos de inteligência cubanos - conforme foi denunciado com antecedência pela imprensa - em uma atitude ilegal e imoral onde a subserviência à uma ideologia ultrapassada se sobrepõe à dignidade nacional
Sabemos todos os motivos ideológicos desses manifestantes que não respeitam os direitos alheios de pensar e agir de modo diverso ao que eles apregoam. São jovens idiotizados por um permanente trabalho de "lavagem cerebral" iniciado por professores moralmente desonestos e levado adiante em "grupos de discussão" partidários onde não há discussão, somente doutrinação.
Tanto os jovens da "juventude hitlerista" quanto os participantes da "revolução cultural chinesa" e, mais modernamente, os participantes de movimentos como a "primavera árabe" passaram por processos semelhantes.
Assim ocorreu no início do século passado, quando trabalhadores analfabetos e militares seduzidos pela possibilidade de assumirem o poder como ocorreu na "Mãe-Pátria" em 1917, foram cooptados  para a tentativa que culminou na ação covarde e criminosa de novembro de 1935. 
Em meados do mesmo século, os velhos patifes subordinados aos interesses da Internacional Comunista pensaram ser possível colocar em prática os planos que vinham elaborando há tempos, tentando novamente assumir o poder no maior país da América Latina, pois o governo eles já haviam assumido, como afirmou um dos tais "líderes" ao prestar contas aos patrões soviéticos.
Para seduzir os jovens usaram como exemplo e argumento o sucesso da "revolução cubana" na América Latina e, depois, a "revolução cultural" chinesa, onde "o povo" assumiria a direção de seu destino. 
Nem é preciso muita memória para lembrar os "métodos revolucionários" utilizados nos dois casos citados. Os julgamentos e as execuções sumárias realizados "pelo povo".
Infelizmente, os jovens se prestam para o papel de "bucha de canhão". O maior exemplo disso foi a meia centena de rapazes e moças convencidos a se embrenharem nas matas do Araguaia para iniciar uma luta suicida, sabidamente perdida, com ordens de "lutar até a morte", enquanto os "líderes" ficavam em segurança homiziados nos grandes centros urbanos ou no exterior
E o pior de tudo é que vemos a história repetir-se, como tragédia ou como farsa como afirmou o mentor dos canalhas.
Paralelamente ao incremento da violência e da repressão a toda ação policial contra o banditismo, temos o governo federal com o apoio da grande imprensa - dependente das verbas de propaganda - propalando o desarmamento dos cidadãos e as recomendações de "não reagir" em caso de agressão. Nem vou citar o assassinato de um militar e o suspeito "achado" de documentos da época da "ditamole", convenientes à propaganda política, em sua residência.
Para não nos estendermos, podemos ficar nas ações governamentais em relação a "perseguidos" estrangeiros. Dois pugilistas cubanos resolvem abandonar sua equipe durante competição no Brasil, logo são presos, enfiados em um avião venezuelano e entregues a "El Coma Andante". Morre um prisioneiro político cubano em greve de fome durante visita do Presidente brasileiro naquele país: o Patife compara o morto aos apenados brasileiros e diz que quem entra em greve de fome é otário (os termos usados podem não ser esses, mas a ideia é). Militares argentinos estão sendo mantidos presos naquele país sem o devido processo legal, mas alguns que buscaram refúgio político no Brasil estão sendo entregues quase que imediatamente ao governo argentino. O assassino italiano Cesare Battisti, condenado pela justiça italiana, foi preso por ingressar ilegalmente no Brasil, tendo sido solicitada sua extradição. Aconselhado pelo safado  e incompetente ministro da justiça, o Canalha que ocupava a cadeira presidencial resolveu conceder asilo politico ao bandido que anda livre, leve e solto pelo país. Em nenhum lugar do mundo é admitida uma ação de agentes de inteligência alienígenas. Precedendo a chegada de Yoani Sanchez ao Brasil, a embaixada cubana procedeu uma "reunião" para definir tarefas de inteligência contra a blogueira dissidente. 
Da reunião participou um funcionário da presidência da República que alegou ter saído antes do término da reunião e ter destruído o material que ele recebera. Isso é espionagem, e os demais participantes da reunião são simples "cachorros" cubanos, ou "quintas-colunas" como eram denominados durante a II Guerra. A Polícia Federal foi alertada para essa ação alienígena? Talvez, com a orientação de não intervir. E assim se vai a soberania brasileira pelo esgoto. 
Ficam as perguntas: o que diferencia as ações nazistas de "denunciar os judeus", das ações dos jovens chineses de "denunciar os burgueses"  das ações atuais de "denunciar os torturadores" e das ações de "denunciar Yoani como agente imperialista"?
O que falta aos justos para se indignarem e colocarem esse país nos eixos?
Até quando a minoria de patifes irá reinar impune, enquanto somos agredidos, roubados, assassinados e obrigados a nos manter trancafiados em nossas casas aguardando o momento da invasão final que irá nos levar o resto do que possuímos?
.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Combate Decisivo no Araguaia – Início da Derrota do PCdoB

.
Num de seus livros fajutos, Elio Gaspari escreveu que o caso ”Sônia” (a seguir, no próximo capítulo) foi o episódio mais notável da guerrilha, distorcendo propositalmente os fatos e enaltecendo o fanatismo da terrorista ensandecida e espumando de raiva, ódio doentio.
Mais um erro grosseiro causado por muita má fé.
É, talvez, o mais inusitado, por se tratar de mulher e de fanatismo fora do comum, extremado. Mas o combate com o grupo militar da guerrilha foi muito mais importante, muito mais sangrento, tendo desmoralizado o movimento do PCdoB: eles perderam em um único combate, quatro elementos dos mais importantes (um deles entrincheirou-se atrás de uma árvore e conseguiu fugir em desabalada carreira depois de cessado o tiroteio, pois estava sem arma na mão e ninguém atirou nele), todos com cursos na China e em Cuba. O que fugiu, soubemos depois, era o João Araguaia, desapareceu na mata. O “Velho Mário” revelou, na ocasião em que recebeu a notícia da morte dos guerrilheiros, que um deles, o Zé Carlos (“Zequinha”), era seu filho, André Grabois, fato que era desconhecido de quase todos.
O combate do dia 25 de dezembro de 1973, o chafurdo de Natal, também foi muito mais importante que um simples combate não terminado, em que uma guerrilheira fanática acerta dois militares.
Com o combate contra o grupo militar da guerrilha, os bandidos ficaram desmoralizados e, na realidade, foi o começo do fim, passando pelo chafurdo (inegavelmente o mais importante de toda a luta) até a morte de Osvaldão.
O grupo militar, comandado por André Grabois, filho de Maurício Grabois, era o mais selecionado, o melhor, nas palavras do próprio Velho Mário em seu diário. Por este motivo, fazem pouco alarde do ocorrido, dizendo que foram emboscados, que estavam famintos, embora saibam realmente o que aconteceu, uma vez que o que conseguiu escapar deve ter relatado o fato. Uma emboscada fica demonstrado impossível no caso, pois numa perseguição na mata não se sabe onde eles vão passar.
Tudo se originou no assalto ao quartel da PM de São Domingos, ao alvorecer de um determinado dia no final de setembro ou início de outubro de 1973, pegando a guarnição de surpresa.
A Operação Sucuri estava terminada e as ações na mata iam ser iniciadas no dia 3 de outubro. Aproveitando a “calmaria” na mata o grupo militar da guerrilha, comandado por André Grabois, o “Zequinha”, destruiu uma ponte na Transamazônica e ao alvorecer pegaram todos ainda dormindo no quartel. Incendiaram todas as instalações, casa principal, refeitório, almoxarifado, corpo da guarda, casa da estação de rádio, gerador, paiol, levando todo o armamento (fuzis, revólveres), toda a munição e todo o fardamento, todo o dinheiro e material individual, agredindo com coronhadas, torturando e humilhando os militares, inclusive deixando todos de cueca. Uma ação audaciosa e reveladora da grande confiança que possuíam até então. Para eles, reinava inteira calmaria na mata; para os militares o movimento era febril: ia ter início, finalmente, a ação contra os terroristas.
O Zé Carlos, ou Zequinha, ou André Grabois, deixou um recado com o Tenente comandante do destacamento: “Que ninguém ouse nos seguir, pois agora estamos bem armados e o pau vai quebrar…”. E quebrou mesmo, mas para o lado deles, principalmente. Deixou também um comunicado à população, assinado por “Zé Carlos – Comandante do Destacamento A”.
O assalto ao Quartel teve grande repercussão entre a população local, mas foi contraproducente para os bandidos porque os moradores temiam as conseqüências naturais que adviriam. Nas cidades adjacentes, também houve muita perplexidade, receios e histórias mal contadas.
A notícia chegou a Marabá imediatamente; era o que chamávamos “telégrafo cipó”, ninguém sabia como e quem a trouxe. Recebi ordem para ir até lá com minha equipe, “verificar” o que realmente houve e tomar as providências necessárias. Fomos de viatura até a ponte destruída (incendiada), atravessamos o rio à vau pois ainda era época seca, embora as chuvaradas repentinas já começassem.
Chegamos a São Domingos por volta de meio-dia, sob forte calor. Pedi que os homens do povoado viessem falar comigo, para relatarem o que aconteceu, quantos eram no grupo de terroristas e quem o chefiava. Vieram uns vinte moradores. Informado de tudo, expliquei a gravidade da situação e ressaltei que não podíamos deixar de ir atrás do bando. Pedi dois mateiros voluntários para auxiliar seguir os bandidos na mata. As mulheres ficaram de longe, só escutando e observando, mas se aproximaram, vendo que a conversa tinha terminado. Depois de alguns minutos, eles conversando com as mulheres, o João Pedro me trás a decisão: ninguém se apresentou para ir, com medo das mulheres ou dos bandidos (não sei qual o maior).
Vi-me obrigado, então, a ameaçar levar todos. Não tinha alternativa, a não ser que “escalasse dois voluntários” pelas aparências, com risco de opção por meros agricultores de jerimum ou macaxeira. Um bom mateiro teria que se dispor a ir e, como eu não teria garantia de sua competência na mata, deveriam ir dois. A designação tinha de ser deles próprios, lógico.
Como é que eles se negavam, quando os maiores interessados eram eles próprios, que tiveram o posto policial atacado e destruído? Sem polícia para assegurar a ordem, a área seria de ninguém. Depois de muita conversa, apresentaram-se dois mateiros dispostos a irem conosco.
Quando nos embrenhamos na mata fechada já pude vislumbrar toda a dificuldade que seria aquela missão. Após duas horas de marcha, aproximadamente, paramos na beira de um riacho.
Meu problema era grande, pois viemos sem a equipe de apoio e só poderíamos aguentar na mata uns dez dias, no máximo, devido ao pouco sal disponível. Com a batida nítida na trilha, pois além de muito carregados eles iam quebrando muito graveto, completamente confiantes, relaxados, eu sabia que só iríamos voltar quando os encontrássemos, de qualquer maneira. Teríamos que caçar de esbarro para sobrevivência, pois não poderíamos perder tempo procurando caça. Numa segunda parada para descanso, a última do dia, na beira de uma nascente, chamei os guias e expus o problema, no que eles concordaram, informando que a região era de muita caça; marchando silenciosamente poderíamos abater muitas aves e pequenos animais com a 22.
Os bandidos, com a carga pesada que levavam, marchavam devagar, parando muito.
Vários dias seguindo-lhes as pegadas, a despeito das fortes pancadas de chuva que mascaravam as pegadas, obrigava-nos a diminuir a marcha, sabíamos que avançávamos seguramente a cada dia, o que mais ainda aumentava a disposição de encontrá-los, fossem quais fossem as dificuldades. No final de alguns dias, já estávamos com muita fome, pois a ração de combate estava no fim e como tínhamos trazido pouco sal, o churrasco de caça, geralmente mutum insosso ou jabuti completamente sem sal, não ficava apreciável, ou melhor, já estava ficando intragável, principalmente de manhã, como primeira refeição.
Foi quando no alvorecer de um certo dia, antes do café, escutamos três tiros fortes de fuzil, tão nosso familiar e a bulha feita por porcos atingidos, guinchando. Eram eles, a menos de 500 metros, na mata. O confronto só foi acontecer cerca das 15:00 horas. Nesse dia não comemos nada e a sede era grande, pois não atravessamos nenhum córrego. Mas, diante do vislumbre do inevitável, nos esquecemos de tudo.
Eles deram os três tiros às 06:00 horas, caçando porcos monteiros, fazendo uma grande algazarra. Enquanto progredíamos sobre eles, houve três mudanças de posição: a inicial dos tiros nos porcos, a de preparação da caça (esfola e limpeza, quando fizeram fogo para queimar os pelos) e a que fizeram em seguida para feitura de dois caçuás para o transporte da carne, pois ficaram muito carregados. Inicialmente, partimos para o local dos tiros, claro. Eles mudaram de posição e pegaram outro rumo, sempre conversando em voz alta; mudamos o rumo também. Eles pararam e fizeram fogo. Recomeçaram a marcha e em seguida pararam por algum problema, sempre conversando alto. Aí, nós demos a volta e os atacamos pela frente, na direção em que estavam marchando, pegando-os de surpresa.
Equipe em formação de combate em linha, eu sem poder mais rastejar devido à proximidade de um guerrilheiro, levantei-me e gritei a ordem de prisão, obtendo como resposta um tiro dado por um deles que estava de vigia mais atrás e que não tinha sido visto. O revide foi inevitável, imediato. Mero suicídio.
O tiroteio foi intenso e prolongado; quem se mexia tomava bala.
Terminado o tiroteio, silêncio na mata, estavam mortos: “Zé Carlos” (André Grabois), “Alfredo” (Antonio Alfredo Lima), e “Zebão” (João Gualberto Calatroni), todos identificados pelo único sobrevivente, o “Nunes” (Divino Ferreira de Souza), que estava muito ferido, com um projétil que lhe atravessou o corpo transversalmente, entrando no quadril de um lado e saindo na axila do outro lado, quase arrancando-lhe o braço. Mas foi ele quem deu os nomes dos mortos e a importância do grupo, embora falando com muita dificuldade. À noite, mal podia falar. O que conseguiu fugir era o “João Araguaia” (Demerval da Silva Pereira).
Do nosso lado, um soldado com ferimento na perna, julgado a princípio que tinha sido atingida a femoral e outro soldado com distúrbio psicológico (vomitando seguidamente e aparvalhado, parecendo estar sonâmbulo).
Conforme combinado via rádio, os mortos e feridos e todo o material deveriam ser transportados para o sítio da Oneide e entregues ao pessoal do PIC (Pelotão de Investigações Criminais) para a devida identificação.
O local do combate não era identificado nas cartas e as árvores eram muito altas de modo que o helicóptero não podia baixar.
No dia seguinte, bem cedo, iniciamos a marcha. Foram 6 horas através da mata, extremamente difícil, com os cadáveres, feridos e carga sendo transportados em muares que estavam abandonados pelos moradores, e que foram trazidos pelos guias. A munição de fuzil foi destruída, jogada num buraco na mata. Os cadáveres, expelindo sangue e soro, ao passarem na folhagem faziam o retorno dos galhos na nossa cara, de modo que chegamos no sítio da Oneide completamente impregnados, emporcalhados. Além disso, havia um ferido gravemente (o Nunes); o soldado ferido podia andar, mancando, apoiado numa muleta improvisada de pau com forquilha. Foi, realmente, uma dura missão. Começamos a marcha ao raiar do dia e chegamos no sítio da Oneide com os helicópteros já pousando, ao meio-dia, como fora combinado via rádio. Tinham que ser identificados todos eles, claro. O pessoal do PIC ficou com um helicóptero e voltamos no outro, levando o Nunes, para os primeiros socorros em Marabá. Devido à gravidade dos ferimentos, ninguém acreditava que ele se recuperasse. Dias depois, soube que ele morreu.
Dizem os comunas, que o mataram na Casa Azul. Quando Pedro Albuquerque tentou o suicídio na prisão em Fortaleza, se tivesse morrido, estariam dizendo a mesma coisa. Caso o Nunes não tivesse morrido, teria ficado aleijado, pois o projétil destruiu a articulação do braço com o ombro.
Dessa maneira, estava destruído o grupo militar da guerrilha, o mais importante deles.
Numa reportagem na imprensa, um mateiro afirmou que a tropa do Exército já chegava atirando.
Primeiro, os mateiros iam ficando para a retaguarda na iminência do confronto. Ficavam quietinhos lá atrás até o cessar fogo.
Segundo, como os bandidos estavam fardados, tendo o Zé Carlos o gorro de 2º Ten da PM do Pará na cabeça (caki com estrela vermelha), teria obrigatoriamente de ser dada a voz de prisão para certeza de quem se tratava, invariavelmente.
Terceiro, na área agiam vários grupos de combate, principalmente em reconhecimento, o que tornava imperiosa a identificação para não haver acidente entre tropas amigas. Jamais poderia haver precipitação no encontro na mata. E nunca houve, que eu saiba.
Se a intenção fosse realmente acabar com eles, de qualquer maneira, o João Araguaia não teria sido poupado; estava sem arma na mão e ninguém atirou nele.
O mais gritante de tudo, que anula a versão de já chegarmos atirando, é que seria muito mais fácil levar prisioneiros marchando algemados pela mata do que transportar cadáveres em lombo de muares, exudando continuamente na nossa cara, pois íamos tocando os muares.
Dificilmente o local dos combates, em mata fechada, permitia o pouso de helicóptero. Inclusive, eles continuariam carregando as próprias cargas que roubaram. As informações que poderiam fornecer também eram de suma importância e foram perdidas, uma vez que o sobrevivente, o “Nunes”, muito ferido, não estava em condições de falar na manhã seguinte. Ele apenas deu, logo cessado o tiroteio, o nome de cada um componente e da importância do grupo, ainda com sangue quente, logo terminado o combate. Sofreu muito durante a noite e no caminho tendo chegado muito mal no sítio da Oneide, onde foi medicado sumariamente.
Tanto no caso da descoberta do local da guerrilha, como em todos os demais, era dada a voz de prisão. Os três elementos avistados (dois homens sem camisa e uma velha) no final da trilha de Pará da Lama, e que escaparam fugindo para a mata, podiam ter sido alvejados facilmente, tal a proximidade a que chegamos, uns 80 metros. De FAL, era tiro e queda.
O mesmo poderia ter sido feito com o “Geraldo”, que inclusive tentou fugir e poderia ter sido atingido facilmente.
O Pedro Albuquerque está vivo, em Fortaleza, CE, turisticando constantemente ao Canadá (como é bom ser comunista…).
O caso da ”Sônia”, demonstra de maneira insofismável este procedimento das patrulhas, uma vez que ela poderia ter sido alvejada mortalmente ao tentar puxar a arma, mas foi preferido deixá-la ferida, após três ordens seguidas de três advertências sucessivas.
No meu entender, aquela era a hora do “Velho Mário” desencadear a retirada, a única ação lógica que lhe restava. Principalmente em respeito aos seus comandados. Depois, repetiu o erro quando a “Sônia” caiu. Aquela decantada “vitória” no caso ”Sônia”, na qual “vibrou” e elogiou o fanatismo da pobre e infeliz companheira, na realidade selou a sua derrota e morte; ele não teve a capacidade de reconhecer o grande erro de avaliação, isto é, cantou uma vitória totalmente impossível antes de tempo. Esqueceu uma regra básica: nunca entrar numa guerra sem um plano de retirada; jamais entrar numa guerra sem saber como sair dela.
O jornalista Luiz Maklouf Carvalho, durante entrevista comigo, mostrou uma reportagem publicada em um jornal antigo, em que um morador, conhecido como “Vanú” (Manoel Leal Lima), de São Domingos, Transamazônica, declarou que foi guia do Exército no combate em que morreu o “Zé Carlos” (André Grabois). Não o reconheci na foto nem lembrei dele como mateiro. Nas declarações de “Vanú”, dentre as feitas evidentemente com objetivo de agradar o interlocutor tendencioso, além de muita imaginação, ele acertou alguns detalhes que, julguei, ele tivesse ouvido de Luiz Garimpeiro e Antonio Pavão, seus vizinhos em São Domingos e que foram os mateiros que mais serviram à minha equipe. Mas, assim mesmo, resolvi consultar o Cid por e-mail. Eis a resposta:
… Mas, vamos ao que interessa: no caso do “Vanú”, era baixinho, uns 35 a 40 anos, não sei bem, acho que na mata as pessoas aparentam maior idade. Mas lembro que atuou em uma de nossas últimas missões, me ficou na lembrança devido ao fato de que atuou muitos dias reclamando de um problema no joelho, e que o atrapalhava no andar. Não sei porque ele foi escolhido, estando naquela situação para andar. Quanto ao “Vanú” dizer que eu mandei enterrar corpos, é uma grande mentira, mesmo porque uma coisa que jamais passou pela minha cabeça foi a de me preocupar com os corpos do inimigo. Sempre achei que era problema deles, tanto que já escrevi diversas vezes sobre isso e declarei que se fosse para  enterrar o inimigo o Exército teria levado um Pelotão de Sapa, o que não fez. Nossos mortos estão bem enterrados e lembrados com respeito e carinho, o deles era problema deles, se não os recuperaram, com certeza alguma onça o fez”.
Jamais eu levaria para a mata alguém estropiado, nem militar nem civil, mormente o mateiro, pois andávamos o dia inteiro, dia após dia, como cantiga de grilo… Ainda mais numa missão prolongada, em que teríamos de andar muitos dias na mata, e reconhecidamente perigosa pelo número de guerrilheiros que informaram compor o grupo, agora já bem armados de fuzil e com muita munição.
“Vanú” pode ter sido mateiro daquela missão, o que não foi confirmado pelo Cid, por sinal uma das mais difíceis missões dentre todas, mas, pelas mentiras que disse, perdeu a credibilidade. De tudo que declarou, só acertou Cid e Adulpro (que muito bem pode ser Asdrúbal); muito pouco proporcionalmente ao que errou. No meu entendimento, acho que ele deve ter ouvido as conversas dos dois guias, que, aliás, eram da mesma vila de São Domingos. Mentiu muito. Só poderei confirmar que um dos guias era o Vanu depois de conversar com ele. Fica tranqüilo, Vanu, que da próxima o Adulpro se lembrará de você.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Eu Não Estava Passando Férias no Araguaia

por Licio Maciel
Agora que já se escuta o toque de sua derrocada inexorável e progressiva, em seu desespero, o que restou da canalha comunista apela para o achincalhamento, para a agressão. É o grito dos desesperados. Depois, vão continuar choramingando, esmolando alguma indenização de derrotado contumaz, useiro e vezeiro em levar chumbo quente por opção própria. Não acatam a Lei, desafiam autoridades. Não aprenderam as inúmeras lições já lhes infringidas.
A Imprensa conivente publicou, alegremente, ao invés de se envergonhar: “Batucada, panfletagem e discursos emocionados romperam com o ambiente pacato e tranquilo do Leblon nesta quinta-feira, 13 de dezembro, data em que se completam 44 anos da publicação do Ato Institucional nº 5 (AI-5). É neste bairro nobre que reside o tenente-coronel reformado Lício Augusto Ribeiro Maciel”.
Era uma vergonhosa tentativa de escrache por militantes da Articulação Memória, Verdade e Justiça do Rio. Mas eles erraram de endereço; fizeram discursos ao vento.
Em tempo de condenação dos larápios da quadrilha pelo STF, no julgamento do século, que redundará no envolvimento da figura vergonhosa do apedeuta de Garanhuns, o desespero toma conta de conhecidos bandidos, numa tentativa vã de desviar as atenções.
Criam uma comissão da mentira e a denominam de comissão da verdade, numa agressão ao bom senso e inteligência do brasileiro. Elegem uma terrorista para “presidenta”, de passado recente abominável, ansiosa por vingança, cheia de ódio aos militares que, em defesa da democracia, impediram pelas armas que o país se transformasse numa nova Cuba, como era cantada e festejada.
Tentam humilhar militares honrados, tentam ferir a honra militar de qualquer maneira, estimulados pela covardia e omissão dos atuais pseudo chefes da Instituição Militar, que esqueceram, por conveniência pessoal vergonhosa, as palavras do Ministro General Walter Pires de Carvalho e Albuquerque: “Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se oporem a agitadores e terroristas, de arma na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia”.
Na luta armada, os terroristas foram derrotados flagrantemente, fato de que não se conformam até hoje. Não adiantou fazerem cursos de terrorismo na China, na Rússia e em Cuba. No Araguaia, área de guerrilha escolhida por eles, o Exército aguardou dois anos na vã esperança de que se entregassem ou, pelo menos, desistissem do suicida intento, uma vez que era muito fácil abandonar a área. Foram desenvolvidas ações de convencimento, com envio de mensagens escritas e faladas, por intermédio de megafone a partir de aeronave de observação à baixa altura, exatamente sobre as áreas de suas fortificações, com fotos do “guerrilheiro de festim” (Genoíno) bem tratado, gordo, bem disposto e declarando por escrito que estava sendo tratado com humanidade. A Operação de Informações, denominada sob o nome-código de “Operação Sucurí”, durou cinco meses, quando foram confirmadas todas as informações dadas por Genoíno por ocasião de sua prisão na mata, a 100 km de Xambioá, quando tentava uma ligação com o comandante de outro grupamento. Nossos agentes ficaram esse tempo todo na mata, desarmados, no meio dos terroristas. Após esgotado o tempo estipulado, razoável, para o aguardo da decisão dos terroristas, foi expedida a Ordem de Operações para as ações a partir de Outubro de 1973. No combate do dia 25/12/1973, ao meio-dia, estava terminada a luta no Araguaia, com a morte de seu chefe, o “Velho Mário” (Maurício Grabois), conhecido comunista, criminoso procurado pela Polícia por suas atividades fora da lei, principalmente desde que atirou e matou um policial que lhe dera voz de prisão, no interior de um cinema na Praça Saens Peña, no Rio de Janeiro. Foi para o Araguaia, fugindo da Justiça, levando junto quem acreditou no que professava, inclusive seu filho André, depois de cursar em Cuba. Foram necessários apenas pouco mais de dois meses para a neutralização da guerrilha do PCdoB/Cuba/China.
Hoje, eles declaram todo militar, indiscriminadamente, torturador, de acordo com a orientação de Marighella. Um membro da quadrilha, no desempenho de importante cargo político em São Paulo, em discurso, afirmou, em 1999, dentre outras aberrações:
"… caso o PT chegue ao poder os principais pontos do governo serão:
- desativação dos Ministérios das FFAA, que seriam substituídos pelo Centro de Defesa Civil; 
- remanejamento das Forças Armadas, transferindo os Oficiais que serviam no Sul para o Norte, e vice-versa, afastando-os, assim, das frações por eles comandadas, prevenindo possíveis ações armadas;
- reformar 50% dos Oficiais da Ativa, cujos nomes já tinham sido levantados;
- extinguir todos os Órgãos de Inteligência, abrindo seus arquivos ao exame de uma Comissão Popular;
- submeter a júri civil todos os envolvidos direta ou indiretamente com a repressão (revisão da lei da anistia)."
Ao final do evento proclamou: “O povo deve se conscientizar e se mobilizar. Sair às ruas. Só através da luta armada é que conseguiremos garantir a posse de Lula”.
(livro “A Face Oculta da Estrela”, João de Paula Couto, Porto Alegre, Gente do Livro, 2001). Assim, os militares não têm dúvidas de suas intenções, desde antes de iniciado o desgoverno Lula.
Acusam-me levianamente de crimes no Araguaia. Querem se perpetuar no governo na marra. Jamais conseguirão.