terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Tudo Tem um Começo

por Armando Soares
Tudo tem um começo na vida, na política, na economia, no social, no administrativo, no institucional. Se o começo é errado, tudo daí para frente vai acompanhar o erro. Consertar o erro para que tudo volte ao normal é uma tarefa difícil, muitas vezes impossível e quando possível acompanhado de muitos problemas e sofrimento.
Um começo de vida errado é prenúncio de constantes problemas e muito sofrimento, para a pessoa e para quem a ele se agrega. Estabelecer uma mudança do rumo tomado é uma tarefa árdua que requer muita paciência e força de vontade. Não é qualquer um que consegue. Assim como acontece com a vida das pessoas, acontece na política e em qualquer atividade. Um começo errado na construção de uma constituição, a lei maior que reflete o pensamento e o modo de viver de um povo pode levar um país a um desenvolvimento acelerado consistente ou a uma estagnação permanente. 
Nos Estados Unidos da América, por exemplo, a constituição americana garante a propriedade privada; defende os direitos e garantias individuais do cidadão etc... A Constituição americana é uma obra de valor indiscutível no que se trata da criação de um sistema político baseado em um governo estabelecido para garantir o direito de todo homem à vida, liberdade e à busca da felicidade, garantias sustentadas por um modelo econômico capitalista sob a responsabilidade da livre iniciativa.
Vamos passar por cima da história que registra o descobrimento do Brasil um começo com escolhas equivocadas e nos situarmos no período em que se instalou a constituinte, ponto de referência importante para chegar aonde nos interessa, ou seja, se o sistema político e econômico contido na Constituição de 88 criado pelos constituintes que orientam a vida dos brasileiros refletem a vontade dos brasileiros ou a vontade apenas dos constituintes e seus agregados e suas ideologias. A constituinte reuniu gente de toda espécie, com destaque para políticos cassados por desonestidade, comunistas e ambientalistas, o que resultou na criação de uma constituição híbrida, um cruzamento de ideologias diferentes que é a causa principal dos problemas brasileiros. 
Consertar esse erro é fundamental para que o Brasil possa se desenvolver. Se o desenvolvimento só pode acontecer através da iniciativa privada, como convocar a iniciativa privada com uma política trabalhista fascista e comunista? Com invasões de propriedades privadas rurais e urbanas? Sem defesa dos direitos e garantias individuais? Com o estabelecimento da função social da propriedade privada urbana? Com a garantia da demarcação de terras indígenas que destrói a soberania? Com leis de proteção ao meio ambiente que conflitam com o desenvolvimento? Com um país sem regulamentações e sem segurança? Sem que se crie uma nova constituição que assegure o direito à propriedade efetivamente, que estabeleça como modelo econômico o capitalismo e estimule a livre iniciativa, nenhum governo, por melhor que seja vai tirar o Brasil do buraco e fazê-lo se desenvolver. O erro, portanto, está na constituição, na escolha feita por comunistas, socialistas e políticos corruptos e ultrapassados. O reparo é sofrido, mas não há outro meio de se consertar um sistema político híbrido que gera conflitos sociais, econômicos de toda natureza que impedem o desenvolvimento e a boa qualidade de vida da população.
Começamos mal, portanto, temos que pagar um preço muito alto para corrigir o mal, não há outro caminho. As reformas propostas são paliativas que não resolvem, ao contrário podem ainda agravar mais os problemas. Diante da nossa realidade política, com os quadros existentes, não acreditamos em atitudes racionais e corajosas, mormente quando se tem os três poderes totalmente contaminados por titulares sem a força moral necessária e convicções para tal empreitada.
Quem são vocês? - Sou um legislador, um juiz e governante. 
- Não, isto são as suas máscaras! 
- Quem são vocês verdadeiramente? Tirem a máscara e saberemos quem são vocês, e se poderão ajeitar o Brasil e recuperar o tempo perdido imposto por bandidos, comunistas, socialistas, ideólogos e políticos corruptos. 
Armando Soares é economista

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