sábado, 25 de junho de 2016

Pobreza Absoluta das Pessoas e do Jornalismo Cretino

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O jornal El País, na sua edição em português, do dia 20 de junho, trouxe um texto sobre uma cidade maranhense e o modo de vida de seus moradores. Trata-se de Belágua, no Maranhão.
Maranhão é aquela Unidade da Federação (UF) dominada por muito tempo pela família do senhor Ribamar, aquele do bordão "brasileiros e brasileiras", o mesmo que foi chamado de ladrão por diversas vezes pelo Cachaceiro Maldito, que depois arrependeu-se e disse que o tal cidadão merecia respeito pois, "não era uma pessoa comum". Atualmente, o Maranhão é administrado por Flávio Dino, militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
O perímetro urbano de Belágua é pequeno, com cerca de 1,5 Km no sentido Leste/Oeste e 1 Km no sentido Norte/Sul.
Perímetro urbano de Belágua / MA
Segundo dados do IBGE, em 2014 havia 10 empresas no município, ocupando 359 pessoas, 349 destas, assalariadas, o que somava uma renda mensal de R$ 5.745,00.
A cidade já havia sido motivo de reportagens por ocasião das eleições presidenciais de 2014, por ter apresentado o maior índice de votos pró reeleição de Dilma Rousseff à presidência da República.
Nela, constam cerca de 7.000 habitantes e, destes, em abril de 2016, 1.440 eram beneficiários do programa Bolsa Família - aquele programa de auxílio às famílias carentes criado por Fernando Henrique (autoria esta que o jornalista espanhol atribui ao Mentiroso Mor "deçepaíz") e que até abril do corrente ano distribuiu R$ 103.906.763.752,46 de verbas federais. 
Se considerarmos o mínimo de quatro pessoas por família, teremos 5.760 pessoas beneficiadas, ou aproximadamente 82% da população da cidade.  Há um número reduzido de famílias - 20 a 30 - cujos benefícios mensais do Bolsa Família ultrapassam os R$ 750,00, cinco delas ultrapassando os R$ 900,00. Valores irrisórios, quase iguais ao salário mensal de uma professora do Ensino Fundamental e Médio no Rio Grande do Sul.
Nada demais, também, tratando-se do Maranhão, 3ª UF em termos de uso de verbas do Bolsa Família (R$ 725.141.007,00 neste ano, até abril). Belágua recebeu, nos quatro primeiros meses de 2016, R$ 1.584.326,00 desse total.
Conhecidos os dados básicos da cidade, vamos à reportagem extremamente piegas do jornalista do El Pais, motivo deste texto, que apresentou entrevistas feitas com três pessoas, dois homens e uma mulher, além de citar um quarto - aparentemente o burguês da localidade.
Me espantou o fato dos entrevistados, todos na faixa dos 35 anos de idade, pobres de tudo (subnutridos, analfabetos, e desinteressados da vida), se colocarem passivamente na condição de dependentes de algo que nem sabem o que é. Contentando-se em viver com uma "doação" governamental sem interessarem-se em buscar um pouco mais com seu próprio esforço.
Como contraponto, é citado o "Seu Cota", um sujeito de 54 anos, que vive na outra extremidade dessa enorme metrópole e consegue plantar e vender hortaliças suficientes para lhe dar uma renda - mínima mas suficiente. E o senhor Antonio José não encontra ânimo para, pelo menos com seus filhos de 14 e 15 anos de idade, tentarem empilhar os tijolos - inúteis na visão do medíocre jornalista - e rejunta-los nem que seja com o conhecido barro da taipa?
Escreve o compungido jornalista: "Belágua é um exemplo fiel do Nordeste brasileiro, atrasado, pobre e resignado à sua sorte, que aceita a ajuda estatal um dia e com o mesmo fatalismo aceita no dia seguinte que a tirem." Mas não lhe ocorre questionar por que sua entrevistada vive na miséria mas possui onze filhos, sem recorrer a outro programa social, o de distribuição de preservativos. Também não lhe abala a afirmação da criança que diz gostar mais da escola "quando dão merenda".
Duas coisas me indignaram: primeiro o "padrão" dos entrevistados - gente que Marx (o canalha, não pertencente à família de humoristas) denominava "lumpemproletariado", a casta popular de completa inutilidade social - os quais, espero que sejam uma minoria na cidade. E segundo, a canalhice do autor do texto, que compara os burgueses paulistas que usam helicóptero para fugir dos engarrafamentos (como se isso fosse a situação normal dos brasileiros) com a casa humilde de um dos entrevistados, cuja água é armazenada em um pote de barro tapado com um paninho. Seria um bom novelista esse jornalista que encerra sua publicação afirmando que "Aderaldo Ferreira, o da mulher sem palavras, o da choça sem nada, o que mostra a carteira de identidade como o documento essencial, diz que ouviu falar desse Seu Cota, que irá visitá-lo uma tarde, que lhe perguntará como fez, como faz, e aponta para o outro lado da cidade, como se fosse o outro lado do mundo".
Vale a pena conferir as imagens dos moradores de Belágua entrevistados em 2014 pelo G1, e em 2016 pelo El Pais, clicando nos respectivos atalhos.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Governos "de Esquerda" em Queda Livre

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Há uma estória sobre um encontro entre Albert Einstein e Charles Chaplin, tendo este dito ao primeiro:
- O que mais admiro em sua arte é que tu não dizes uma só palavra e, sem dúvida, todo mundo te entende.
E Chaplin respondeu:
- Certo, mas a sua glória é maior, pois o mundo inteiro te admira, mesmo sem entender uma palavra sequer do que dizes.
Não necessitamos ler o que escreve o ex guerrilheiro León Valencia, com quem me encontrei nesta semana no Salão Versailles, para nos darmos conta de que os governos de esquerda na América do Sul estão sendo derrotados. (Revista Semana - Edição 1779, pag 66)
Reconhece o articulista que a esquerda fracassou no Brasil, com os escândalos de Dilma Rousseff e ainda que trate de defender Luiz Inácio Lula da Silva, afirma que a esquerda não conseguiu converter a riqueza nacional dos países sob seu mando, em riqueza produtiva. Argentina, com os Kichner; Venezuela com Chavez e Maduro; Chile com Bachelet, ainda que em menor grau; Bolívia com Evo Morales e agora Peru com o triunfo da direita.
Ainda que se diga que o pêndulo da democracia, com seu ir e vir, traz um alívio de rodízio nos países que a praticam, o certo é que a esquerda se deixa manejar pela corrupção para eternizar-se em seus mandatos e foi nisso que caíram os governos mencionados. Com a exceção do Peru, onde não se pode entender pois, Fujimore, sem o nefasto Montecinos, conseguiu fazer um governo de direita com excelentes resultados, como foi o acabar com a tenebrosa e assassina guerrilha do "Sendero Luminoso"
Vejamos os alcaldes (prefeitos) de esquerda em Bogotá; quando começaram as administrações do Polo Democrático, coligação formada pelo Partido Comunista, MOIR (Movimiento Obrero Independiente y Revolucionario), M 19 e outras "ervas". Desde os escândalos de Samuel Moreno, passando por Lucho Garzón, até os desastres de Petro, com seu lixo contaminante nas ruas, manejados depois pela Empresa de Aqueduto, os contratos dos Nule que vinham desde Samuel e a incapacidade de uma administração regida pelo ex guerrilheiro de esquerda, Petro, para manejar o que agora se descobriu com a concentração de delinquentes de todo tipo no bairro Bronx. Assassinatos, desaparecimentos, torturas, narcotráfico, tráfico de pessoas, prostituição infantil, sequestros extorsivos e até maus tratos a animais indefesos. Corrupção oficial em várias instituições. ¿E o que fez o alcalde (prefeito) em quatro anos? Nos escapamos de dona Clara López.
Peñalosa e sua equipe em cinco meses destampou a panela. Os alcaldes esquerdistas não serviram para Bogotá.
INHAPA: “A justiça social” de Juan Manuel Santos e seu Ministro de Fazenda se nota ao não cumprir a promessa de diminuir o aporte de saúde dos aposentados de 12 para 4%, como prometeu em sua campanha. Agora propõem ao Congresso gravar as pensões com mais 11% de retenção na fonte, o que somará uns 23% a menos [nos rendimentos]. Professores sem saúde, indígenas e camponeses enganados, transportadores desatendidos em suas petições, aposentados com suas pensões rebaixadas por retenções de saúde e impostos. ¿O que mais queres Juan Manuel?
Raul Tamayo Gaviria é ex-Senador colombiano,
 simpatizante declarado das Auto Defesas Unidas da Colômbia.
Fonte:  tradução livre de El Colombiano
COMENTO:  pelo que se vê, a incompetência e o cooptação das camadas mais simples da população por meio de promessas não cumpridas e engambelações não é privilégio dos pilantras tupiniquins fantasiados de "esquerdistas". O "procedimento padrão" desses canalhas é tão homogêneo que parece ser uma das orientações do Foro de São Paulo: assumem o governo - em qualquer nível - e passam a destruir todos os recursos que estiverem ao seu alcance (inclusive fazendo empréstimos a longo prazo). Ao serem apeados do poder, deixam um panorama de "terra arrasada" a ser corrigido por seus substitutos, enquanto eles, os pulhas, se põem a esbravejar sobre a "incapacidade de seus sucessores" em dar continuidade aos seus "avanços sociais"!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Jornalismo ou Ativismo?

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Mais uma vez um maluco provoca tragédias nos Estados Unidos. É sabido o massacre ocorrido na madrugada de domingo em Orlando, quando um demente ingressou em uma boate lotada e começou a atirar indistintamente contra os frequentadores, com um fuzil (modelo AR-15) e uma pistola Glock calibre 9 mm. O tresloucado gesto provocou, de imediato, a perda de meia centena vidas e outro tanto de feridos.
Não vou tentar detalhar a desgraça - considerada a pior do tipo na história dos EUA - pois isto já está sendo feito com melhores meios pelo que denominamos nossa grande mídia.  Mas vou me ater exatamente na atuação dessa grande mídia quanto a forma de informar a sociedade a respeito deste e outros fatos de grande repercussão. 
Em primeiro lugar, estranho a ênfase que tem sido dada ao fato do flagelo ter ocorrido em uma "boate gay" e as diversas manifestações de apresentadores, jornalistas, comentaristas e políticos - incluindo aí o presidente Obama - classificando o fato como "crime de ódio" ou de homofobia. Me pergunto se um idiota qualquer praticar ato semelhante em um ginásio lotado em função de alguma luta de box entre figurantes famosos, as perdas de vidas seriam mais ou menos valoradas. Destaco que citei uma luta de box por não me parecer um ambiente que se coadune ao público "gay", sem excluir, é claro, a existência de lutadores e simpatizantes homossexuais.
Em segundo lugar, me espantou o aproveitamento da oportunidade para que os mesmos comentaristas acima citados, também o presidente Obama, desferissem suas críticas à liberdade que os norte americanos possuem, no que tange à aquisição e porte de armas. Só mesmo na internet, felizmente um espaço onde ainda se pode expressar livremente as opiniões, são encontradas algumas críticas às pouco divulgadas "gun-free-zones", por coincidência, locais que se destacam pela ocorrência de atentados do tipo que estamos tratando. 
Para quem ainda não sabe, tais zonas são locais onde é expressamente proibida a circulação de armas - normalmente nas redondezas de áreas de diversão e escolas, até mesmo escolas militares, o que explica atentados ocorridos em "bases militares", na realidade instituições de ensino militar. E por que são locais preferenciais para atentados com armas? Exatamente por terem os bandidos atacantes a certeza de que não haverá reação imediata aos seus crimes. Além do mais, desde quando bandidos e doidos preocupam-se com legislação? Alguma semelhança ao país que soma mais de 50 mil mortes violentas ao ano?
Sem querer minimizar perdas de vida, já adianto aos críticos da "violência característica dos yankees", que em 2015 ocorreram 372 "tiroteios massivos" nos EUA, que provocaram 367 mortos. 
Ao amanhecer de hoje (segunda-feira), tive de aturar o Ricardo Eugênio Boechat - um jornalista com opiniões cretinas, mas que ouço por ser ele bem informado - reclamando de ninguém ter indagado ao tal idiota assassino o motivo para ele  comprar um fuzil AR-15. A esse "formador de opinião" quero informar que aquisição de armas nos EUA é um direito constitucional. O questionamento reclamado seria tão extemporâneo quanto um vendedor de veículos interrogar os motivos que te levariam, um jornalista, a comprar um caminhão-baú (vai transportar contrabando? coisas roubadas? vai mudar de profissão? ...) se assim tu quisesses.
Para encerrar, destaquemos o enorme esforço da "grande mídia" em apoio ao seu queridinho, Barack Obama, na recusa de vincular essa calamidade ocorrida ao radicalismo islâmico. Mesmo depois de divulgado o anuncio dos canalhas do tal Estado Islâmico, assumindo que o criminoso insano era filiado à essa quadrilha de lunáticos. Dado ratificado pela informação do telefonema que o patife deu ao Serviço de Emergências americano (911) anunciando a atrocidade que iria cometer em nome de sua crença.
Os canalhas e hipócritas preferem ficar repetindo o eterno mantra da homofobia - termo que, por si demonstra a ignorância dos seus usuários frequentes (homo=igual; fobia=medo, assim, homofobia= medo do igual e não ódio aos que tem seus corpos desajustados aos seus instintos como impingem aos incautos) - pois se borram de medo ante a possibilidade de ter que apontar o dedo contra o terrorismo religioso, doença esquizofrênica que se difunde pelo mundo afora graças a covardia dos que se recusam a condena-la como deveriam.
É graças a esse tipo de "formadores de opinião" que nossa sociedade se horroriza porque um bando de corredores atrás de bola perdeu um jogo por "um gol de mão", mas glorificaria a mesma equipe se o gol fosse feito por um de seus membros!
E viva a luta pelo desarmamento e contra a homofobia. Mas nem pensem em criticar os terroristas que matam em nome da imposição de suas crenças. Isso é discriminação odiosa!! 

sábado, 11 de junho de 2016

As Derrotas da Esquerda na América do Sul

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Está feliz a direita na região. A esquerda está perdendo eleições ou está sendo desalojada do poder. No Brasil e na Venezuela ocorrem situações mais dramáticas. Na Argentina também ocorreu uma angustiosa batalha política. No Peru, a esquerda sequer conseguiu chegar ao segundo turno e neste domingo (5/6/2016) tem que se contentar em apoiar um notável expoente da direita para tentar atrapalhar a filha de Fujimori. No Equador e na Bolívia, o panorama para as próximas eleições não é alentador.
Imagem da Internet
Os dirigentes das forças derrotadas ou acossadas apelam para uma explicação: trata-se de uma conspiração da direita com alguma ajuda de forças externas. Seus rivais tem outra explicação: é a ineficácia, a má gestão e a incapacidade para governar esses países que estão no caminho do desenvolvimento.
É certo que em alguns deles a direita está urdindo as mais obscuras intrigas para tomar o poder. No Brasil isto é evidente. O julgamento a que está sendo submetida Dilma Rousseff é um baile a fantasia, tramado por uma aliança entre as forças mais corruptas, com o propósito de tirá-la do governo. É certo, também, como afirma a direita, que em alguns casos há uma desastrosa administração dos recursos.
Porém, as duas explicações são insuficientes. Me atrevo a dizer que no fundo da crise que vive a esquerda há três causas: nenhum dos partidos ou movimentos dessa corrente política conseguiu forjar um projeto economicamente viável; nenhum logrou afastar os inegáveis focos de corrupção; e a fadiga dos cidadãos com sua prolongação indefinida dos mandatos está afetando a todos.
O Partido dos Trabalhadores e Luiz Inácio Lula da Silva conseguiram criar a mentira de um modelo econômico que distribuía riqueza ao mesmo tempo em que produzia um desenvolvimento imenso. Em seus dois mandatos Lula dizia ter tirado 30 milhões de brasileiros da pobreza, produzindo uma grande transformação econômica. Porém, a verdade em forma de crise chegou e a ilusão se desvaneceu. O combate à iniquidade e à pobreza não tinham uma base estável, tampouco o crescimento econômico.
A esquerda não encontrou o caminho para converter a riqueza natural dos países da região em riqueza produtiva. E esse é o grande desafio. A orientação da esquerda, com variações de matizes de um lugar a outro, tem sido a de extrair rendas da terra e distribuí-las por meio de programas assistencialistas. Isto não é, claro, condenável. Mostra um espírito de justiça que não pode ser abandonado. Porém já está bem demonstrado que isto não produz novas economias. A Venezuela é o exemplo mais palpável.
Por outro lado, a corrupção bateu fortemente às portas da esquerda. Depois de haver fustigado durante décadas a direita no poder pelo abuso na utilização dos recursos, esta corrente política teve que admitir que ela também, uma vez acomodada no poder local ou nacional, pode expor-se a cair em graves escândalos de corrupção. Nenhum dos governos escapou de algum surto. O menor deles pode ser o que afetou a família de Michelle Bachelet, mas dado à aura que rodeou essa líder chilena, as denúncias tiveram um grande efeito em seu mandato.
Além dos fracassos econômicos e dos buracos negros na transparência, está o cansaço dos cidadãos com a prorrogação dos mandatos. Há uma lei da democracia contra a qual é inútil lutar: o ir e vir do pêndulo político. A esquerda latino americana ainda não se deu conta disso.
Nos países de competição política aberta, com regras institucionais estáveis, com equilíbrio de poderes, é impossível que uma corrente permaneça no poder por tempo indefinido. Mesmo que os governos tenham muitas coisas favoráveis, os cidadãos se cansam de ver sempre os mesmos governantes. Aguentam dois, com alguma dificuldade, três mandatos. Porém o quarto mandato se torna em pesadelo. A situação se agrava quando, além de tudo, há que mudar as regras do jogo para obter essa continuidade no poder. O caso boliviano é bem ilustrativo. Um presidente popular como Evo Morales acaba de perder o referendo para prolongar seu mandato.
Conversando com meus amigos de esquerda me dei conta de que muitos tomam as derrotas da esquerda como uma verdadeira tragédia, como se fosse uma perda definitiva. A direita também alimenta a ideia de que os governos de esquerda nunca mais voltarão.
Contudo, em uma verdadeira democracia, passar à oposição não é uma tragédia; é, por assim dizer, um fato inerente ao jogo político. Mais ainda, pode ser uma bênção. Para alguns casos na América Latina, certamente o é. A alguns partidos e líderes políticos é conveniente um tempo de reflexão sobre novas alternativas econômicas; um tempo de depuração em seus quadros para prevenir a corrupção; um tempo nas ruas e fazendo críticas, para aspirar, de novo, conduzir esses países tão complexos em sua adolescência democrática.
Fonte:  tradução livre de Semana
COMENTO: o autor do texto acima, León Valencia Agudelo, é um jornalista colombiano que foi guerrilheiro até 1994, quando houve um acordo de paz com o Grupo de Renovación Socialista, uma dissidência do Exército de Libertação Nacional (ELN), da qual ele fazia parte. Publico seu texto para que vejamos que a queda dos incompetentes comuno/socialistas na América Latina já é um fenômeno reconhecido não só no Brasil. Felizmente, está acabando a paciência da "maioria silenciosa" para com esses bostas, desonestos e incompetentes seguidores dos ditames do Foro de São Paulo.
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quarta-feira, 8 de junho de 2016

O Verdadeiro Golpe Que Estão Armando

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Aproveito uma sequência de notas publicadas no Facebook, para tentar desvendar o que me parece ser o verdadeiro Golpe político que está em andamento.
Começa com a noticia de O Globo dando conta que Rodrigo Janot, Procurador-Geral da República, pediu a prisão de Renan Calheiros, Romero Jucá, José Sarney e Eduardo Cunha e, também, o afastamento do primeiro da presidência do Senado.
O fato permite uma ilação: com Renan e Jucá fora do Senado, a presidência daquela casa "cai no colo" do próximo na linha sucessória, o petista Jorge Viana. Este seria o plano de Janot  para barrar o impeachment.
Só isso pode explicar o fato de - apesar das muitas acusações (uma dúzia de inquéritos engavetados no STF) - Renan Calheiros ser poupado enquanto fazia o jogo de Dilma Rousseff, e assim que deixou de ser útil, passar a ser tratado como inimigo.
Ainda segundo a notícia d'O Globo, os investigadores consideram mais graves as provas contra Renan Calheiros, Romero Jucá e José Sarney do que aquelas que levaram Delcídio Amaral à prisão, pois "Delcídio tentou manipular uma delação, enquanto Renan, Sarney e Jucá planejavam derrubar toda a Lava Jato".
Segundo a Procuradoria Geral da República, os três Senadores articulavam iniciativas como a tentativa de mudar a decisão do Supremo que prevê a prisão de condenados a partir da segunda instância; a tentativa de mudar a lei para permitir delação premiada apenas para pessoas em liberdade, e não para presos investigados; e também uma pressão dos três para que acordos de leniência das empresas pudessem esvaziar todas as investigações.
Então, por que a demora da decisão quanto aos três peemedebistas? Mais ainda:  "Se a trama não fosse documentada pelas gravações de Sérgio Machado, a legislação seria modificada de acordo com o interesse dos investigados. Renan, Jucá e Sarney estão entre os políticos mais influentes do Congresso. Sarney, mesmo sem mandato, controla bancadas na Câmara e no Senado. Ele teria tido, inclusive, papel decisivo no processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff".
Mas todos sabemos que Lula, Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo e Aloizio Mercadante fizeram ainda pior. E sabemos também que as leis encomendadas para beneficiar os criminosos do "petrolão" foram propostas por petistas. Incluindo aí a famigerada lei de repatriação de recursos.
Desse jeito, quem vai acabar destruindo a Lava Jato é Rodrigo Janot, com seu propósito de associar o impeachment à tentativa de obstruir a Lava Jato.
Também se pode ler no blog O Antagonista a afirmação de um integrante do Judiciário de que "Janot (...) foi obrigado a pedir a cabeça de Dilma e Lula porque Sérgio Moro lhe deu um xeque ao divulgar o grampo da conversa em que ambos combinavam obstruir a Justiça. Janot, no entanto, sabia que as ações contra Dilma e Lula travariam no STF."
E que "O vazamento dos áudios de Sérgio Machado  foi perfeito para Janot. Ele posa de herói da Lava Jato, mas da Lava Jato dele, que pega somente o PMDB e não o PT."
Mas por que Rodrigo Janot quer a volta do PT?
Porque Janot quer que Nicolao Dino - irmão de Flávio Dino, governador do Maranhão - o suceda à frente da Procuradoria-Geral da República. E a única forma de viabilizar isso é com o PT na Presidência. Dino como Procurador-Geral significa para Janot permanecer no controle da PGR, mas isto esbarra em mágoas antigas de Sarney e parceiros. Resumindo: Janot tem um projeto de poder que nem sempre coincide com os interesses do Brasil.
Sobre o vazamento de material da Lava Jato, O Antagonista publicou que o delegado a os agentes da PF que o fizeram se esforçavam para derrubar Rosalvo Franco da Superintendência da PF no Paraná, e os advogados envolvidos no caso eram ligados ao falecido Márcio Thomaz Bastos.
Há rumores de que Marcelo Odebrecht vai delatar uma trama planejada nos inícios das investigações, para interromper a Operação, envolvendo exatamente Márcio Thomaz Bastos e José Eduardo Cardozo. Resta ver se Rodrigo Janot demonstrará algum interesse pelo assunto.
Enfim, o jogo de empurrar decisões com a barriga denuncia uma enorme pantomima combinada com os "cumpanhêrus" do STF! Eles ficam anunciando o que "pretendem" fazer; farão algumas e outras não. Enquanto alimentam a imprensa e iludem os otários com os capítulos cada vez mais enganosos dessa novela que nunca termina, o tempo vai passando e os processos seguem (como escrevia o saudoso Janer Cristaldo) em ritmo de ganso, um passo e uma cagada. Aos poucos, a patuléia perde o interesse, os escândalos são substituídos por outros mais novos e tudo cai no esquecimento e os processos seguem os doze a que responde Renan Calheiros. Mofam nas gavetas até os crimes caducarem!!!
"O sr. Rodrigo Janot é a garantia viva de que, se alguém vai pagar pelos crimes do PT, serão os inimigos do partido. Ele foi contratado para isso, e não é homem de decepcionar seus patrões"
(Olavo de Carvalho)
Encerrando, quero destacar que meus desejos são de que a cambada toda, incluindo a presidanta, seja devidamente "recolhida aos costumes" e devolvam aos cofres públicos tudo o que foi surrupiado! Mas estou estranhando o fato de somente ela estar sendo acusada como responsável pelo "investimento" maldito na refinaria de Pasadena. Estão esquecendo que há uma troupe de, no mínimo, uma dúzia de conselheiros, regiamente pagos com suculentos jetons para cada reunião de que participam, que compartilharam com ela a decisão final. Ou não?? Esses "conselheiros" estão sendo investigados???
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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Cinco Coisas Que Talvez Não Saibas Sobre o "Dia-D".

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por Katie Lange 
D-Day. A invasão da Normandia. Operação Overlord. Isso pode ter vários nomes, e todos nós temos ouvido algo sobre ele através de aulas de história, avós, notícias ou programas como "Band of Brothers".
Um LCVP do USS perseguição de Samuel Chase desembarca tropas na manhã de 6 de junho de 1944, na praia de Omaha. Guarda Costeira foto de CPHOM Robert F. Sargent
06 de junho de 1944, foi a data em que mais de 160.000 militares aliados desembarcaram na França ocupada pelos nazistas como parte da maior invasão de ar, terra e mar já realizada. Ela terminou com pesadas baixas - mais de 9.000 soldados aliados foram mortos ou feridos nos primeiros 24 horas - mas o Dia D é amplamente considerado o início bem sucedido do fim do regime tirânico de Hitler.
A bravura dos pára-quedistas e soldados que invadiram a Normandia naquele dia é bem conhecida, mas há um monte de coisas que você pode não saber sobre o "D-Day". Aqui estão algumas dessas pérolas:

Porque é chamado "D-Day":
O General Dwight D. Eisenhower dá as ordens para o D-Day - "vitória completa, nada mais" - para os pára-quedistas na Inglaterra pouco antes de embarcarem em seus aviões para participar no primeiro assalto na invasão da Normandia. Foto dos Arquivos Nacionais
Você realmente sabe o que "D-Day" significa? Aparentemente é a pergunta mais frequente no Museu Nacional da II Guerra Mundial, mas a resposta não é muito simples. Muitos especialistas têm opiniões diferentes, incluindo que a "D" simplesmente significa "dia", um código usado para qualquer operação militar importante. Outros disseram que é apenas aliteração, como "H-Hour", quando um ataque militar começa.
Enquanto o verdadeiro significado permanece em debate, vejamos o que disse o General Dwight D. Eisenhower a respeito, através de seu assistente executivo, Brig Gen Robert Schultz: "Esteja ciente de que qualquer operação anfíbia tem uma 'data de início' . Por isso, o termo abreviado 'Dia D' é usado. Ele disse, ainda, que houve, na verdade, vários outros D-Days durante a guerra - o da Normandia foi apenas o maior e melhor conhecido.

O Dia-D inicialmente foi fixado para a véspera:
Soldados do 16º Regimento de Infantaria do Exército, feridos no assalto a Omaha Beach, esperam pela evacuação para um hospital de campanha para o tratamento depois do Dia D.  Foto: cortesia do Centro de História Militar
Vários requisitos relacionados com o clima foram necessárias para desencadear o D-Day. No dia precisava ter bom tempo para o uso máximo do poder aéreo; uma lua quase cheia era necessária para ajudar a orientação de navios e tropas aerotransportadas; e a maré tinha que ser forte o suficiente para expor obstáculos da praia na maré baixa e flutuar os veículos de transporte, cheios de pessoal e suprimentos, até a praia durante a maré alta. A definição da "H-Hour" também era fundamental na medida em que os momentos dessas marés estarem subindo deviam ser usados para o desembarque. Também havia que ter uma hora de luz do dia de antemão para haver precisão no prévio bombardeio.
Apenas nove dias em Maio e Junho pareciam se encaixar nesses requisitos, então os Comandantes decidiram-se por 05 de junho; no entanto, graças a previsões que mostravam uma pequena janela de tempo bom em 6 de Junho, o general Eisenhower decidiu de última hora  mudar o Dia D para as primeiras horas naquele dia.

Os EUA só atacaram duas das cinco praias invadidas:
Mapa cortesia de US Army Transportation Museum
Histórias de como as tropas americanas invadiram as praias da Normandia são lendárias, com os nomes de Omaha e Utah destacando-se na mente das pessoas. Mas a invasão se estendeu a mais de 50 milhas de terra, portanto, os norte americanos não poderiam fazê-la sozinhos. Três outras invasões de praia por tropas aliadas aconteceram simultaneamente: Grã-Bretanha e algumas forças menores invadiram praias do Ouro e da Espada, enquanto os canadenses atacaram Juno Beach.

Foi quase uma falha tática :
Os membros de um grupo de desembarque  ajudam outros membros do ataque cujas embarcações de desembarque foram afundadas por ação inimiga na costa da Normandia. Os sobreviventes chegaram a Omaha Beach usando um bote salva-vidas. Foto de arquivo
Embora o objetivo final de libertar a França e expulsar os alemães tenha acontecido, muitas coisas deram errado no Dia D - especialmente para os norte-americanos, que foram os primeiros a lançar a invasão.
Muitos pára-quedistas norte-americanos morreram durante a seu lançamento atrás das linhas inimigas em Utah Beach, tendo sido baleados ainda na descida por fogo inimigo ou se afogado ao cair com suas pesadas equipagens em pântanos alagados. Muitos também perderam seus pontos de destino graças aos ventos, assim como alguns desembarques marítimos ocorreram a mais de uma milha do destino previsto, em função das fortes correntes.
A ofensiva em Omaha acabou por ser a mais sangrenta do dia, em grande parte por causa de Inteligência do Exército ter subestimado a fortaleza alemã lá existente. A forte rebentação causou enormes problemas para os tanques anfíbios lançados no mar; apenas dois de 29 chegaram à costa, enquanto que muitos dos Soldados de Infantaria que saltavam fora dos barcos eram mortos, alvejados facilmente pelos alemães.Gen. Omar Bradley, que liderou as forças em Omaha, chegou a pensar em abandonar a operação.
No entanto, ao final, ambos os setores de tropas dos EUA conseguiram avançar suas posições para o sucesso global.

Decifrar o "Enigma" ajudou a vitória:
Uma máquina de decriptografia, chamado de "Bombe". Ela foi feita pela National Cash Register of Dayton, Ohio e eliminou todas as criptografias possíveis a partir de mensagens interceptadas   Força Aérea foto




Decodificar a grande máquina de códigos alemã, conhecida como Enigma, e manter essa possibilidade de decodificação em segredo, foi uma das estratégias mais brilhantes que surgiram da Segunda Guerra Mundial.
Para encurtar a história, uma vez que o rádio era a comunicação padrão daqueles tempos, ambos os poderes, Aliados e do Eixo necessitavam máquinas para transformar mensagens e planos militares em códigos secretos. Os alemães tinham a "Enigma", que foi planejada para ser indecifrável - mas não era. No início da guerra, uma equipe de especialistas britânicos e poloneses - liderada por Alan Turing, cuja vida e obra são retratados no filme premiado com o Oscar "O Jogo da Imitação" - quebraram o código através de um trabalho que se tornou a base para o computador moderno.
Em vez de anunciar ao mundo sobre a descoberta, os líderes da equipe concluíram que o dispositivo seria mais útil se fosse mantido em segredo. 
Uma máquina SIGABA em exibição na galeria de exposição
 sobre  criptologia na  II Guerra Mundial no Museu Nacional
da Força Aérea dos Estados Unidos. Força Aérea foto
Assim, durante anos, os planos alemães foram tolhidos pelas mensagens decifradas, inclusive sobre o Dia-D. Autoridades disseram que as mensagens alemãs interceptadas antes do Dia-D identificaram precisamente quase todas as unidades de combate alemãs na região da Normandia. No próprio D-Day, elas - as mensagens alemãs - também ajudaram os Comandantes aliados acompanharem o progresso dos seus soldados de forma mais rápida do que através de seus próprios canais de comunicação.
Quebrar os códigos alemães, e mais tarde os dos japoneses, provou ser uma enorme vantagem para os aliados. Embora eticamente controverso pelo seu sigilo, ao processo de decodificação tem sido amplamente creditado salvar centenas de milhares de vidas e encurtar a guerra por quase dois anos.
Ah, e por falar nisso, os militares dos EUA desenvolveram o seu próprio código de máquina criptográfica - SIGABA - antes de entrar na guerra. Aparentemente, ninguém ainda foi capaz de quebrar seu código.

Se você desconhecia alguma dessas coisas até de hoje, agora você já sabe! De qualquer forma, não esqueça daqueles que deram suas vidas naquele 6 de Junho para ajudar a garantir um futuro melhor para todos nós.
Fonte: tradução livre do Departamento de Defesa dos EUA
COMENTO: Mesmo depois de tanto tempo, vendo essas escarpas e imaginando as dificuldades para escala-las, não há como não reverenciar a coragem dos milhares de jovens que as enfrentaram e venceram, servindo como alvos fáceis e vendo seus camaradas morrerem sob fogo inimigo.