terça-feira, 9 de setembro de 2014

O Jogo Político - Nada é o Que Parece Ser

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Algumas coisas me tem "saltado aos olhos" nos últimos tempos no que diz respeito a atuação da grande imprensa brasileira. Aquela dos jornalões e emissoras de rádio e televisão que, em troca de muita grana - e imagine muita grana mesmo - se propõe a desviar as atenções da plebe dos assuntos efetivamente importantes.
As próximas eleições para o cargo máximo da República Federativa do Brasil me preocupam. A competição aparentava destinar-se a reproduzir mais uma vez a falsa dicotomia entre PT e PSDB - as duas faces da mesma moeda podre resultante da ideologia socialista/comunista, já morta e enterrada pelas sociedades mais avançadas - já que a terceira opção de destaque (também do mesmo matiz ideológico anacrônico) não exibia condições efetivas de concorrer em condições de relevância.
Todavia um infausto acontecimento veio tumultuar o que já parecia encaminhado conforme os desígnios da Oligarquia Financeira Internacional - a que realmente decide o que inocentemente designamos "política brasileira".
A morte do ex governador pernambucano Eduardo Campos teve o poder de embaralhar o jogo político, e semear uma dúvida em grande parte dos cidadãos. A fatídica queda do avião que conduzia o adversário quase inócuo dos dois protagonistas principais teria sido um acidente aéreo ou algo muito bem planejado desde a cúpula do poder mundial?
A internet pode ser uma boa fonte de conhecimento ao mesmo tempo em que também é uma enorme fonte de mentiras. Logo após o desditoso fato, "depoimentos" e relatos controversos surgiram. 
De concreto, somente um vídeo mostrando o avião caindo em "picada", isto é, com seu corpo na posição quase vertical, sumindo por trás de um prédio, e a fumaça de sua explosão ao chocar-se com o solo.
Também surgiram macabras fotos que seriam de despojos humanos que teriam se chocado contra os prédios vizinhos ao acidente, embasando a tese de que teria ocorrido uma explosão no interior da aeronave.
As imagens aqui usadas foram obtidas na página do jornal O Tempo, de Minas Gerais.
O sigilo legal imposto ao andamento das investigações talvez nunca permita aos reles mortais saberem toda a plenitude do como e o que aconteceu. 

Mas como contraponto à teoria da conspiração, podemos apresentar dois argumentos simples: se alguém planejasse um atentado, esse seria realizado bem antes da chegada do avião a Santos, quando estivesse sobrevoando a parte marítima de seu trajeto - seria muito mais eficaz em termos de esconder provas.

Mais ainda: a aeronave já havia realizado o procedimento de pouso - tendo suspenso o mesmo devido ao mau tempo -, assim, se houvesse a previsão de uma explosão a bordo, ela ocorreria com o avião já no solo e sem seus passageiros, causando somente danos materiais. Quanto aos supostos restos mortais, ou o que tenha caído nas paredes do prédio que aparece manchado, é provável que se devam aos danos ocasionados por ocasião do primeiro choque da aeronave contra o canto do telhado do imóvel que aparece quase no centro da primeira fotografia que acompanha este texto (clique sobre ela para aumentar). Mas, estamos sempre sujeitos ao aparecimento de "fatos novos", como o estranho trabalho de manutenção no avião acidentado, feito dois dias antes da tragédia. O que nos permite conjeturar outra hipótese. E se houvesse a previsão de uma explosão, exatamente após o pouso, a fim de só causar danos materiais e criar um clima propício a candidatura que não descolava da má posição nas pesquisas de intenção de voto? O destino muitas vezes pode ser cruel! Mas isto é só uma ideia trágica!!
Temos, então, que de concreto, restaram duas realidades. A candidatura ao cargo de Presidente acabou caindo no colo da dona Osmarina Silva, projetando-a meteoricamente para junto dos principais concorrentes e desestabilizando o quadro da competição pelo cargo presidencial. A outra realidade foi a descoberta que o avião acidentado não tinha dono. Pelo menos um dono regularizado. E estava sendo usado como transporte do candidato de forma um tanto quanto obscura, para não ser grosseiro.
Por enquanto, vemos que a "grande imprensa" comprada evita enfrentar este assunto. Pelo contrário, parece que procura abafá-lo, como quando sob a administração do Cachaceiro-Mor surgiam poços de petróleo milagrosos no pré-sal sempre que alguma merda governamental era descoberta. Agora, na falta de novos poços e com a Petrobrás na berlinda dos escândalos (dizem os sábios que não se fala em corda na casa de enforcado) os destaques diversionistas tem sido o médico tarado preso no Paraguai, e a estapafúrdia ênfase dada ao racismo nos estádios de futebol. Tudo firulas para iludir os incautos da platéia no show de ilusionismo barato.
O médico safado já foi condenado a uma pena que abrange sua próxima reencarnação. Havia fugido, mas sua recaptura põe um ponto final ao caso que as emissoras de TV tentaram ressuscitar sem êxito.
A pantomima do racismo gremista foi asquerosa. Notadamente, o caso foi mais de falta de educação que crime. A mesma falta de educação que permite que se chame adversários e juízes de filho da puta, ofendendo as coitadas das mães que muitas vezes sequer gostam de futebol. Ou que "permite" que se mande "tomar no c*" a ocupante do mais elevado cargo do país, em solenidades transmitidas jornalisticamente para todo o mundo. A perfídia foi tal que, contrariando a prática cotidiana de proteger a imagem de bandidos, evitando mostrá-los na televisão - com todo o apoio dos "defensores de direitos dus manus" - o rosto da "gaúcha racista" foi divulgado para o mundo todo, por jornais e emissoras de televisão, contribuindo para que ela perdesse seu emprego e tivesse sua residência apedrejada por alguns idiotas. Paralelamente, as manifestações de indignação forçada por parte das "personalidades" de sempre é simplesmente nojenta. 
Não lembro de ter visto atores e atrizes, e outros de menor quilate terem se manifestado por ocasião de brigas de torcida, que redundaram em assassinatos e ferimentos graves, nem mesmo quando alguns imbecis depredaram os banheiros de um estádio e mataram um torcedor jogando um vaso sanitário sobre ele. As próprias manifestações de jornalistas pouco passaram de pífias.
Obviamente, usaram o episódio para abafar o que realmente interessa e, de lambuja, eliminaram um adversário dos times do Rio e SP na competição. Não que o Grêmio, com a trajetória que tem tido fosse longe, mas poderia prejudicar os "donos da bola" (RJ e SP).
Enquanto isso, as revelações do pilantra ex diretor da Petrobrás são escamoteadas do público sob o argumento obsceno do "sigilo jurídico".
Menos mal que algumas informações são vazadas mesmo contrariando os interesses da quadrilha ora empoleirada no poder, ou quem sabe atendendo os interesses de alguns membros dela. Pelo sim, pelo não, há que se repercutir e divulgar MUITO as notícias sobre as patifarias confessadas para que o assunto não caia no esquecimento como outros similares. Os cidadãos, jornalistas e raros políticos honestos devem manter o assunto em evidência e pressionar para que a delação não seja mantida sob sigilo. Estamos em vésperas de eleições e o povão tem que saber em quem não votar!
Enfim, voltando às eleições, vemos na propaganda obrigatória que as discussões políticas se prendem a firulas inexpressivas e os grandes assuntos de interesse da nação são simplesmente ignorados.
Melhorias na infra estrutura nacional de transportes, segurança, saúde e educação são prometidas mas não é definido como serão realizadas. Só promessas de "investimentos", isto é, aumento dos gastos sem preocupação com melhorias na fiscalização de sua aplicação. Estabilidade econômica, incentivo à indústria e geração de empregos, idem. Combate à exploração predatória de nossas riquezas minerais (Nióbio parece tabu para candidatos e entrevistadores), nem pensar! 
Provavelmente isso ocorre em função de não haver nenhuma preocupação ou previsão de abordagens a respeito desse temas. Os candidatos limitam-se a prometer a continuidade dos programas de "distribuição social de rendas", leia-se manutenção da compra de votos e da população miserável sob o jugo do medo de perder suas "bolsas".
O ilusionismo da campanha limita-se à manipulação da opinião dos telespectadores. Uma das atuais preocupações políticas na ótica jornalística é o casamento entre homossexuais, assunto já resolvido em cartórios. O mesmo se aplica ao aborto, cujas condições de execução estão regulamentadas desde meados do século passado; e o uso medicamentoso de substâncias oriundas da canabis. Saliente-se que o uso de substâncias medicamentosas não tem nada a ver com fumar maconha como alguns canalhas procuram induzir a população.
Para encerrar, manifesto aqui minha contrariedade da propaganda do TSE, que usa recursos públicos para "prestigiar" o que o escritor Janer Cristaldo denominou de "máfia do dendê", começando pelo chatíssimo Carlinhos - talvez para recompensá-lo pelo fiasco da cachirola -, passando pelos outros dois baianos, Daniela Mercuri e outro que faz ou fazia parte de um grupo que executa essa coisa sublime que eles chamam "axé".  Penso que deveria ser assunto de uma "reportagem investigativa" essa preferência midiática e governamental pela "cultura" nordestina, em detrimento de outras regiões do país. 
Será preconceito ou porque a gauchada não se anima a pedir uma graninha via Lei "Ruanê" para difundir o Porca Véia, o Mano Lima, o Elton Saldanha e tantas outras figuras de expressão sulista? Até mesmo o lançamento de CD's e DVD's em homenagem a artistas históricos do RS como César Passarinho, Teixerinha, Cenair Maicá, Leopoldo Rassier e outros poderiam ter o incentivo de empresas gaúchas, mas parece que o pessoal não tem coragem de enfrentar um "não"!
Afinal, se aquelas porqueiras do nordeste - e também o "sertanojo" do centro oeste - podem morder as burras estatais, por que as porqueiras do sul não podem?
Concluindo, como afirmei no início, o próximo pleito presidencial me preocupa. A campanha segue morna, embalada pela imprensa que a divulga de modo a não provocar sobressaltos. Apesar das novidades de Paulo Roberto da Costa ainda não representarem perigo direto aos candidatos, elas podem ser mais um "fato novo" a provocar mudanças nos rumos dessa campanha. Em um mês, tudo pode mudar. O partido de Osmarina Silva ainda não explicou suficientemente a situação do avião em que morreu Eduardo Campos. 
O seu uso ilegal pode ser o "ás na manga" para retirá-la da disputa quando a cambada do PT ou do seu irmão siamês PSDB tiverem certeza da derrota.
Minha preocupação é se o povinho aceitará alguma jogada de "tapetão" feita na última hora. E para que lado se bandeará a "grande imprensa" dependente do Tesouro Nacional. Isto realmente me assusta.
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2 comentários:

Anônimo disse...

Tenho uma dúvida:Porque os militares do Paraguai conseguiram destituir o presidente comunista Lugo, membro do Foro de São Paulo e o Brasil não? A Constituição de lá permite sem aclamação popular e a do Brasil não?

G.M. Ferraz disse...

Efetivamente, nossa Constituição, foi promulgada em 1988 sob os efeitos de um enorme temor de que as Forças Armadas pudessem voltar a assumir o poder. Assim, a única forma prevista de destituir um Presidente é via Congresso Nacional, como ocorreu com Collor de Melo.