sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Guerra de Bugios na Eleição Gaúcha Ilumina Caso Obscuro de Nossa História

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O problema representado pela existência de filhos fora da união conjugal, ou de filhos cuja paternidade não é reconhecida, é muito mais frequente do que aparenta. Já tivemos divulgados pela imprensa diferentes modelos de comportamento, como o do "Rei" Roberto Carlos, cuja juventude foi pródiga de casos amorosos dos quais alguns geraram filhos que, posteriormente o procuraram e, ele de forma extremamente honesta e louvável, após a comprovação dos laços sanguíneos por exames, não titubeou no reconhecimento de sua prole. Já outro denominado "Rei", conhecido por seu talento futebolístico e por sua "luta em prol das criancinhas", não teve o mesmo comportamento, causando extremo desgosto em uma filha que terminou sucumbindo, atacada por mortal doença, sem ser reconhecida oficialmente por seu pai biológico. Outros casos similares ocorridos com gente famosa são do conhecimento público. Tivemos um ex presidente que, contam, terminou metendo os pés pelas mãos ao não aceitar como seu o filho de uma serviçal de sua casa, mas reconheceu suas obrigações para com o rebento de uma jornalista que, posteriormente, foi comprovado não ser seu filho. Para não prolongar essa lista, também tivemos o caso do Vice-presidente bacanão, grande empresário, que além de não reconhecer oficialmente sua responsabilidade para com uma filha gerada na juventude, teve a atitude covarde e desonrosa de adjetivar como 'prostituta" a genitora da mesma, o que posteriormente foi comprovada como perversa e indecente mentira.
Com um pouco de paciência poderíamos encontrar muitos mais casos semelhantes de dignidade ou de covardia moral.
E as épocas de campanha política são muito propícias para que surjam essas histórias, divulgadas com o propósito de manchar a reputação de candidatos, mesmo que já se tenha comprovado que fatos desse jaez pouco influenciam na decisão dos eleitores.
Até mesmo o atual senador Collor de Melo usou golpe semelhante em campanha contra outro patife cujo nome evito citar em função do asco que me provoca.
Assim, não espanta muito a divulgação do suposto casal de filhos ilegítimos atribuídos a Olívio Dutra, figura política da pior parte da história do Rio Grande do Sul.
Como eu não iria mesmo votar no sujeito, sob hipótese alguma, seus problemas familiares não me interessam. Nem de forma negativa, muito menos positiva. Acredito que seja problema a ser discutido em seu âmbito familiar.
Todavia, o mesmo texto que apresentou ao distinto público essa história, nos trouxe outros dados que estão passando em brancas nuvens ante a importância que está sendo dada ao que alguns pensam tratar-se de uma falha moral merecedora de análise no caso do candidato ao Senado.
Me refiro à afirmação de que "a uruguaia Ines Graciela Abelenda Buzo chegou com nome falso a Porto Alegre em 1982. Era militante do Partido de La Voluntad Del Pueblo (Tupamaros) e veio substituir Lilian Celiberti, que foi sequestrada pelo DOPS gaúcho em 1979. Sua tarefa era a de dar instrução revolucionária a sindicalistas".
Mais detalhes sobre a atuação das uruguaias podem ser lidos no blog Navegando pelos Pensamentos.
Aos mais jovens, conto em resumo que Lilian Celiberti Rosas de Casariego e Universindo Rodriguez Diaz formavam um casal de uruguaios residente em Porto Alegre cuja detenção era solicitada pelas autoridades do Uruguai por envolvimento com a "luta armada" naquele país. Em novembro de 1978, alguns agentes de órgãos de segurança gaúchos resolveram colaborar com seus colegas orientais driblando os procedimentos burocráticos. O casal foi preso em Porto Alegre e entregue a agentes uruguaios na fronteira entre os dois países, que os apresentaram como tendo sido presos naquele país. Não deixava de ser verdadeiro, só estava sendo omitido que o ingresso dos dois na ROU havia ocorrido de forma pouco volitiva, na companhia dos agentes brasileiros.
Por falha na execução ou por acaso do destino, dois jornalistas acabaram descobrindo a "operação" e a revelaram jornalisticamente, causando um enorme rebuliço ao acusarem o "sequestro do casal de refugiados". A imprensa repercutiu a gritaria sobre o gravíssimo crime, reclamando providências diplomáticas para a libertação do inocente casal e punição severa aos sequestradores. Organizações de Direitos Humanos somaram-se aos protestos contra o ato criminoso de entregar os pobres jovens à sanha assassina dos militares orientais. Identificados, dois dos "sequestradores" tiveram suas vidas infernizadas. O caso foi desenterrado incontáveis vezes como forma de crítica ao regime militar que vigeu no Brasil até 1985 e como "prova" de que havia colaboração entre órgãos de segurança sul americanos com o objetivo de perseguir simples cidadãos da região.
Agora, surge um detalhe pequeno no relato da aventura romântica de Olívio Dutra, que ilumina uma parte obscura do caso do casal uruguaio. Lilian Celiberti não era somente uma pobre jovem refugiada em Porto Alegre. Ela era militante de uma organização terrorista e cumpria "tarefas revolucionárias" em solo brasileiro. Com a cumplicidade de organizações sindicais gaúchas. Temos, assim, o típico caso de alguém, no caso o jornalista, que atirou no que viu e atingiu o que não viu.
Como escrevi acima, a responsabilidade assumida ou não da paternidade da prole do velho "Bigode" é um assunto que não me interessa.
Prefiro que me expliquem melhor essa história de dona Lilian Celiberti cumprir tarefas para os Tupamaros no Brasil e ter sido substituída nessas missões pela outra jovem uruguaia. Então, havia uma conexão entre os grupos que realizavam "luta armada" no Uruguai e no Brasil (pena não poder mostrar minha cara de espanto irônico)? Então aquela gritaria feita em função da defenestração do casal uruguaio atendia interesses outros que não os direitos humanitários individuais deles? Então, mesmo depois do episódio do casal, os citados grupos revolucionários continuaram suas práticas além-fronteiras? Com o apoio do PT e sindicatos?
Abstraindo os entraves legais, burocráticos e ideológicos que foram driblados pelos agentes poderíamos concluir que, ao fim e ao cabo, eles agiram corretamente? Ou será que podemos concluir que solidariedade além fronteira para cometer crimes são condenáveis para alguns atores e perdoáveis para outros?

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O Jogo Político - Nada é o Que Parece Ser

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Algumas coisas me tem "saltado aos olhos" nos últimos tempos no que diz respeito a atuação da grande imprensa brasileira. Aquela dos jornalões e emissoras de rádio e televisão que, em troca de muita grana - e imagine muita grana mesmo - se propõe a desviar as atenções da plebe dos assuntos efetivamente importantes.
As próximas eleições para o cargo máximo da República Federativa do Brasil me preocupam. A competição aparentava destinar-se a reproduzir mais uma vez a falsa dicotomia entre PT e PSDB - as duas faces da mesma moeda podre resultante da ideologia socialista/comunista, já morta e enterrada pelas sociedades mais avançadas - já que a terceira opção de destaque (também do mesmo matiz ideológico anacrônico) não exibia condições efetivas de concorrer em condições de relevância.
Todavia um infausto acontecimento veio tumultuar o que já parecia encaminhado conforme os desígnios da Oligarquia Financeira Internacional - a que realmente decide o que inocentemente designamos "política brasileira".
A morte do ex governador pernambucano Eduardo Campos teve o poder de embaralhar o jogo político, e semear uma dúvida em grande parte dos cidadãos. A fatídica queda do avião que conduzia o adversário quase inócuo dos dois protagonistas principais teria sido um acidente aéreo ou algo muito bem planejado desde a cúpula do poder mundial?
A internet pode ser uma boa fonte de conhecimento ao mesmo tempo em que também é uma enorme fonte de mentiras. Logo após o desditoso fato, "depoimentos" e relatos controversos surgiram. 
De concreto, somente um vídeo mostrando o avião caindo em "picada", isto é, com seu corpo na posição quase vertical, sumindo por trás de um prédio, e a fumaça de sua explosão ao chocar-se com o solo.
Também surgiram macabras fotos que seriam de despojos humanos que teriam se chocado contra os prédios vizinhos ao acidente, embasando a tese de que teria ocorrido uma explosão no interior da aeronave.
As imagens aqui usadas foram obtidas na página do jornal O Tempo, de Minas Gerais.
O sigilo legal imposto ao andamento das investigações talvez nunca permita aos reles mortais saberem toda a plenitude do como e o que aconteceu. 

Mas como contraponto à teoria da conspiração, podemos apresentar dois argumentos simples: se alguém planejasse um atentado, esse seria realizado bem antes da chegada do avião a Santos, quando estivesse sobrevoando a parte marítima de seu trajeto - seria muito mais eficaz em termos de esconder provas.

Mais ainda: a aeronave já havia realizado o procedimento de pouso - tendo suspenso o mesmo devido ao mau tempo -, assim, se houvesse a previsão de uma explosão a bordo, ela ocorreria com o avião já no solo e sem seus passageiros, causando somente danos materiais. Quanto aos supostos restos mortais, ou o que tenha caído nas paredes do prédio que aparece manchado, é provável que se devam aos danos ocasionados por ocasião do primeiro choque da aeronave contra o canto do telhado do imóvel que aparece quase no centro da primeira fotografia que acompanha este texto (clique sobre ela para aumentar). Mas, estamos sempre sujeitos ao aparecimento de "fatos novos", como o estranho trabalho de manutenção no avião acidentado, feito dois dias antes da tragédia. O que nos permite conjeturar outra hipótese. E se houvesse a previsão de uma explosão, exatamente após o pouso, a fim de só causar danos materiais e criar um clima propício a candidatura que não descolava da má posição nas pesquisas de intenção de voto? O destino muitas vezes pode ser cruel! Mas isto é só uma ideia trágica!!
Temos, então, que de concreto, restaram duas realidades. A candidatura ao cargo de Presidente acabou caindo no colo da dona Osmarina Silva, projetando-a meteoricamente para junto dos principais concorrentes e desestabilizando o quadro da competição pelo cargo presidencial. A outra realidade foi a descoberta que o avião acidentado não tinha dono. Pelo menos um dono regularizado. E estava sendo usado como transporte do candidato de forma um tanto quanto obscura, para não ser grosseiro.
Por enquanto, vemos que a "grande imprensa" comprada evita enfrentar este assunto. Pelo contrário, parece que procura abafá-lo, como quando sob a administração do Cachaceiro-Mor surgiam poços de petróleo milagrosos no pré-sal sempre que alguma merda governamental era descoberta. Agora, na falta de novos poços e com a Petrobrás na berlinda dos escândalos (dizem os sábios que não se fala em corda na casa de enforcado) os destaques diversionistas tem sido o médico tarado preso no Paraguai, e a estapafúrdia ênfase dada ao racismo nos estádios de futebol. Tudo firulas para iludir os incautos da platéia no show de ilusionismo barato.
O médico safado já foi condenado a uma pena que abrange sua próxima reencarnação. Havia fugido, mas sua recaptura põe um ponto final ao caso que as emissoras de TV tentaram ressuscitar sem êxito.
A pantomima do racismo gremista foi asquerosa. Notadamente, o caso foi mais de falta de educação que crime. A mesma falta de educação que permite que se chame adversários e juízes de filho da puta, ofendendo as coitadas das mães que muitas vezes sequer gostam de futebol. Ou que "permite" que se mande "tomar no c*" a ocupante do mais elevado cargo do país, em solenidades transmitidas jornalisticamente para todo o mundo. A perfídia foi tal que, contrariando a prática cotidiana de proteger a imagem de bandidos, evitando mostrá-los na televisão - com todo o apoio dos "defensores de direitos dus manus" - o rosto da "gaúcha racista" foi divulgado para o mundo todo, por jornais e emissoras de televisão, contribuindo para que ela perdesse seu emprego e tivesse sua residência apedrejada por alguns idiotas. Paralelamente, as manifestações de indignação forçada por parte das "personalidades" de sempre é simplesmente nojenta. 
Não lembro de ter visto atores e atrizes, e outros de menor quilate terem se manifestado por ocasião de brigas de torcida, que redundaram em assassinatos e ferimentos graves, nem mesmo quando alguns imbecis depredaram os banheiros de um estádio e mataram um torcedor jogando um vaso sanitário sobre ele. As próprias manifestações de jornalistas pouco passaram de pífias.
Obviamente, usaram o episódio para abafar o que realmente interessa e, de lambuja, eliminaram um adversário dos times do Rio e SP na competição. Não que o Grêmio, com a trajetória que tem tido fosse longe, mas poderia prejudicar os "donos da bola" (RJ e SP).
Enquanto isso, as revelações do pilantra ex diretor da Petrobrás são escamoteadas do público sob o argumento obsceno do "sigilo jurídico".
Menos mal que algumas informações são vazadas mesmo contrariando os interesses da quadrilha ora empoleirada no poder, ou quem sabe atendendo os interesses de alguns membros dela. Pelo sim, pelo não, há que se repercutir e divulgar MUITO as notícias sobre as patifarias confessadas para que o assunto não caia no esquecimento como outros similares. Os cidadãos, jornalistas e raros políticos honestos devem manter o assunto em evidência e pressionar para que a delação não seja mantida sob sigilo. Estamos em vésperas de eleições e o povão tem que saber em quem não votar!
Enfim, voltando às eleições, vemos na propaganda obrigatória que as discussões políticas se prendem a firulas inexpressivas e os grandes assuntos de interesse da nação são simplesmente ignorados.
Melhorias na infra estrutura nacional de transportes, segurança, saúde e educação são prometidas mas não é definido como serão realizadas. Só promessas de "investimentos", isto é, aumento dos gastos sem preocupação com melhorias na fiscalização de sua aplicação. Estabilidade econômica, incentivo à indústria e geração de empregos, idem. Combate à exploração predatória de nossas riquezas minerais (Nióbio parece tabu para candidatos e entrevistadores), nem pensar! 
Provavelmente isso ocorre em função de não haver nenhuma preocupação ou previsão de abordagens a respeito desse temas. Os candidatos limitam-se a prometer a continuidade dos programas de "distribuição social de rendas", leia-se manutenção da compra de votos e da população miserável sob o jugo do medo de perder suas "bolsas".
O ilusionismo da campanha limita-se à manipulação da opinião dos telespectadores. Uma das atuais preocupações políticas na ótica jornalística é o casamento entre homossexuais, assunto já resolvido em cartórios. O mesmo se aplica ao aborto, cujas condições de execução estão regulamentadas desde meados do século passado; e o uso medicamentoso de substâncias oriundas da canabis. Saliente-se que o uso de substâncias medicamentosas não tem nada a ver com fumar maconha como alguns canalhas procuram induzir a população.
Para encerrar, manifesto aqui minha contrariedade da propaganda do TSE, que usa recursos públicos para "prestigiar" o que o escritor Janer Cristaldo denominou de "máfia do dendê", começando pelo chatíssimo Carlinhos - talvez para recompensá-lo pelo fiasco da cachirola -, passando pelos outros dois baianos, Daniela Mercuri e outro que faz ou fazia parte de um grupo que executa essa coisa sublime que eles chamam "axé".  Penso que deveria ser assunto de uma "reportagem investigativa" essa preferência midiática e governamental pela "cultura" nordestina, em detrimento de outras regiões do país. 
Será preconceito ou porque a gauchada não se anima a pedir uma graninha via Lei "Ruanê" para difundir o Porca Véia, o Mano Lima, o Elton Saldanha e tantas outras figuras de expressão sulista? Até mesmo o lançamento de CD's e DVD's em homenagem a artistas históricos do RS como César Passarinho, Teixerinha, Cenair Maicá, Leopoldo Rassier e outros poderiam ter o incentivo de empresas gaúchas, mas parece que o pessoal não tem coragem de enfrentar um "não"!
Afinal, se aquelas porqueiras do nordeste - e também o "sertanojo" do centro oeste - podem morder as burras estatais, por que as porqueiras do sul não podem?
Concluindo, como afirmei no início, o próximo pleito presidencial me preocupa. A campanha segue morna, embalada pela imprensa que a divulga de modo a não provocar sobressaltos. Apesar das novidades de Paulo Roberto da Costa ainda não representarem perigo direto aos candidatos, elas podem ser mais um "fato novo" a provocar mudanças nos rumos dessa campanha. Em um mês, tudo pode mudar. O partido de Osmarina Silva ainda não explicou suficientemente a situação do avião em que morreu Eduardo Campos. 
O seu uso ilegal pode ser o "ás na manga" para retirá-la da disputa quando a cambada do PT ou do seu irmão siamês PSDB tiverem certeza da derrota.
Minha preocupação é se o povinho aceitará alguma jogada de "tapetão" feita na última hora. E para que lado se bandeará a "grande imprensa" dependente do Tesouro Nacional. Isto realmente me assusta.
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Vítimas do Terrorismo - Setembros

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Neste setembro de 2014, reverenciamos os que, em setembros passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus algozes, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país.
Cabe-nos lutar para que recebam isonomia no tratamento que os "arautos" dos direitos humanos dispensam aos seus assassinos, que hoje recebem pensões e indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas.
A lembrança deles não nos motiva ao ódio e nem mesmo à contestação aos homens e agremiações alçados ao poder em decorrência de um processo político legítimo. Move-nos, verdadeiramente, o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe, por terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem na prática, os galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso.
A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão.

28/09/66 – Raimundo de Carvalho Andrade - (Cabo PM / GO)
Em meados de 1966, eram numerosas as agitações estudantis em várias cidades do Brasil, com numerosos incêndios suspeitos em São Paulo e conflitos no Rio de Janeiro e na Bahia. Apesar da proibição, foi realizado, em Belo Horizonte, o 28º Congresso da UNE, entidade que estabeleceu a data de 22 de setembro para ser o “Dia Nacional de Luta Contra a Ditadura”. Tarzan de Castro (vulgo Luis, Osvaldo, Rogério, Sérgio), além de líder estudantil em Goiânia, era um militante que, em junho de 1966, havia liderado uma dissidência do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que iria formar uma das mais violentas organizações terroristas daquela época, a Ala Vermelha. Preso na Fortaleza de Santa Cruz, em Niterói, divulgaram falsas notícias de que ele havia morrido na prisão e de que seu corpo chegaria no aeroporto de Goiânia à meia noite de 28/09/66, uma quarta feira. Em protesto, estudantes, dirigidos por agitadores comunistas, resolveram invadir e ocupar o Colégio Estadual Campinas. A diretora solicitou policiamento. A Polícia Militar, então, reuniu os PMs que não faziam parte do policiamento de rua, tais como cozinheiros burocratas, carpinteiros, etc, para atender o pedido. Por volta das 20:00 horas, quando a “tropa”, armada com fuzis modelo 1908 com munição de festim, chegou ao colégio que estava invadido, foi recebida por tiros vindos do seu interior, ocasião em que foi atingido, mortalmente, o cabo Raimundo de Carvalho Andrade que era o alfaiate da corporação.
A “vítima” viva, Tarzan de Castro, até recentemente destacado empresário do ramo de armazém de estocagens de grãos, com um dos maiores armazéns de Goiás, reivindica atualmente, como “vítima” da Revolução de 31 de março, indenizações:
- Do governo de Pernambuco, pelo o seu envolvimento no inquérito do chamado Movimento Julião;
- Do governo do Distrito Federal, por haver respondido a inquéritos promovidos pelo Comando Militar do Planalto;
- Do governo de Minas Gerais, por ser a sede da Região Judiciária Militar, para onde seguiram seus processos;
- Do governo de Goiás, através da lei estadual nº 14067/010, ao lado de inúmeras outras pessoas catalogadas como “vítimas” da Revolução de 1964.
A vítima morta, cabo Raimundo de Carvalho Andrade, que era o alfaiate da Polícia Militar de Goiás, homem simples - não especialista em assuntos de segurança e designado pelos seus superiores para completar uma equipe, visando coibir os tumultos gerados pelo episódio inverídico ligado a Tarzan de Castro - está esquecida. Não se tem notícia de que seus humildes familiares tenham recebido qualquer indenização ou apoio especial dos governos estadual ou federal (colaboração do Grupo Anhangüera).
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07/09/68 – Eduardo Custódio de Souza - (Soldado PM / SP)
Morto, com sete tiros, por terroristas de uma organização não identificada quando de sentinela no DEOPS, em São Paulo.
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20/09/68 – Antônio Carlos Jeffery - (Soldado PM / SP)
Morto a tiros quando de sentinela no quartel da então Força Pública de São Paulo (atual PM) no Barro Branco, por militantes da organização terrorista Vanguarda Popular Revolucionária.
Assassinos: Pedro Lobo de Oliveira; Onofre Pinto; e Diógenes José Carvalho de Oliveira, o famigerado "Diógenes do PT".
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03/09/69 – José Getúlio Borba (Comerciário-SP) e João Guilherme de Brito (Soldado PM/SP)
Os terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN) Antenor Meyer, José Wilson Lessa Sabag, Francisco José de Oliveira e Maria Augusta Tomaz, resolveram comprar um gravador na loja Lutz Ferrando, na esquina da Avenida Ipiranga com a Rua São Luis. O pagamento seria feito com um cheque roubado num assalto. Descobertos, receberam voz de prisão e reagiram. Na troca de tiros o guarda civil João Szelacsak Neto ficou ferido com um tiro na coxa e o funcionário da loja, José Getúlio Borba, foi mortalmente ferido. Perseguidos pela polícia o terrorista José Wilson Lessa Sabag matou a tiros o soldado da Força Pública (atual PM) João Guilherme de Brito.
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20/09/69 – Samuel Pires - (Cobrador de ônibus – SP)
Morto por terroristas quando estes assaltaram uma empresa de ônibus.
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22/09/69 – Kurt Kriegel (Comerciante - Porto Alegre/RS)
O comerciante gaúcho Kurt Kriegel foi morto durante assalto ao bar-restaurante Rembrandt de sua propriedade, em Porto Alegre. Três militantes da Var-Palmares chegaram a ser apontados como os responsáveis pelo crime: um cantor de sucesso na cidade, uma terrorista que até recentemente era assessora de uma personalidade política, e o ex-marido dessa mesma 'personalidade'. Todavia, em maio de 1987, o inquérito foi arquivado tendo em vista o misterioso 'sumiço' das provas contra os indiciados.
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30/09/69 – Cláudio Ernesto Canton - (Agente da Polícia Federal - SP)
Após ter efetuado a prisão do terrorista Márcio Beck Machado, foi atingido na coluna vertebral por outros bandidos que faziam a 'segurança' daquele, vindo a falecer em conseqüência desse ferimento.
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14/09/70 – Bertolino Ferreira da Silva - (Guarda de segurança - SP)
Morto durante assalto praticado pelas organizações terroristas ALN e MRT ao carro pagador da empresa Brinks, no Bairro do Paraíso em São Paulo.
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21/09/70 – Célio Tonelly - (Soldado PM / SP)
Morto em serviço quando a sua guarnição da Radiopatrulha abordou um automóvel ocupado por terroristas em Santo André.
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22/09/70 – Autair Macedo - (Guarda de segurança - RJ)
Morto por terroristas, durante assalto a empresa de ônibus Amigos Unidos.
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02/09/71 – Gentil Procópio de Melo - (Motorista de taxi - PE)
A organização terrorista denominada Partido Comunista Revolucionário determinou que um carro fosse roubado para realizar um assalto. Cumprindo a ordem recebida, o terrorista José Mariano de Barros tomou um táxi em Madalena, Recife. Ao chegar ao Hospital das Clínicas, quando fingia pagar a corrida apareceram seus comparsas Manoel Lisboa de Moura e José Emilson Ribeiro da Silva, que se aproximaram do veículo, tendo José Emilson disparado dois tiros que mataram o motorista Gentil Procópio de Melo.
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02/09/71 – Cardênio Jaime DolceSilvâno Amâncio dos Santos e Demerval Ferreira dos Santos - (Guardas de segurança - RJ)
Animados com o resultado do assalto ao Hospital da Ordem Terceira, a CR/GB (Coordenação Regional/Guanabara da ALN – Ação Libertadora Nacional) planejou o assalto à Casa de Saúde Dr Eiras, em Botafogo. Levantaram o dia do pagamento dos funcionários e partiram para a ação. Faziam parte do GTA (Grupo Tático Armado): Flávio Augusto Neves Leão SalesHélcio Pereira FortesAntonio Carlos Nogueira CabralSônia HipólitoAurora Nascimento FurtadoIsis Dias de OliveiraPaulo César Botelho Massaalém de José Milton BarbosaAntônio Sergio de Matos e Hélber José Gomes Goulart, vindos de São Paulo como reforço. O assalto ocorreu por volta das 16:00 horas.
O GTA entrou em ação com a chegada do carro pagador na casa de saúde.
A guarda de segurança do hospital reagiu ao assalto. Depois de intenso tiroteio, Cardênio Jaime DolceSilvano Amâncio dos Santos e Demerval Ferreira dos Santos estavam mortos. Ficaram feridos o médico Dr. Marilton Luiz dos Santos Morais, o enfermeiro Almir Rodrigues de Moraes e o acadêmico Levi Carneiro.
Os assaltantes, além de CR$ 96.698,00, levaram as armas dos seguranças mortos e aterrorizaram os doentes que no momento iniciavam o lanche.
A imagem que ilustra esta postagem é de uma das manchetes de jornais que noticiaram o brutal assalto que deixou 21 crianças orfãs, vítimas de terroristas da ALN que metralharam covardemente três chefes de família, deixando suas viúvas e filhos desamparados. 
As vítimas foram Cardênio Jaime Dolce, ex-comandante da Polícia Especial, ex-diretor de disciplina do Presídio Frei Caneca, delegado aposentado chefe do departamento de pessoal e chefe de segurança da Casa de Saúde Dr Eiras, que deixou 4 filhos; o guarda Dermeval Ferreira dos Santos - 10 filhos -, e Sílvio Amâncio dos Santos - 7 filhos.
O jornal Ação nº 2 - porta voz das organizações terroristas - de setembro/outubro/71, fazendo apologia da chacina na Casa de Saúde Dr Eiras, assim justificou os assassinatos:
A imprensa da ditadura procurou explorar politicamente a morte dos guardas, apresentando-os como vítimas inocentes. No entanto, é preciso ficar bem claro que, consciente ou inconscientemente, naquele momento agiram como defensores dos exploradores e de seu governo, atacando guerrilheiros. Por isso não foram poupados e nem serão aqueles que tomarem a mesma atitude.
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23/09/72 – Mário Abraim da Silva - (2º Sargento do Exército - PA)
Pertencia ao 2º Batalhão de Infantaria de Selva, com sede em Belém. Sua Companhia foi deslocada para combater a guerrilha na região do Araguaia. Morto em combate, durante um ataque guerrilheiro no lugarejo de Pavão, base do 2º Batalhão de Selva.
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??/09/72 – Osmar...- (Posseiro - PA)
“Justiçado” pelos guerrilheiros, na região do Araguaia, por ter permitido que uma tropa de pára-quedistas acampasse em suas terras.
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27/09/72 – Sílvio Nunes Alves - (Bancário - RJ)
Assassinado em assalto ao Banco Novo Mundo, na Penha, pelas organizações terroristas PCBR, ALN, VPR, Var Palmares e MR8. Autor do assassinato: José Selton Ribeiro.
Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações, mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.
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Fonte: Texto adaptado do TERNUMA
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