quarta-feira, 30 de abril de 2014

Assassinatos de Militares - Convenientes Coincidências

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Na noite de 1º Set 2012 foi assassinado o Coronel Reformado do Exército Julio Miguel Molina Dias, quando chegava em sua residência, em Porto Alegre.
Curiosamente, na residência da vítima foram encontrados alguns documentos da época da dita-mole, que serviram para dar folego à ação da Comissão Nacional da Verdade. 
Digo curiosamente por que o militar foi morto na rua mas, contrariando a prática, foi feita uma "busca" de indícios dentro de sua casaTal busca deveria ter sido feita pelo delegado chefe da investigação, seus assistentes imediatos e peritos do IGP (Instituto-Geral de Perícias), mas a ação foi praticada por ninguém menos que pelo Chefe de Polícia Civil e um Delegado. O isolamento do local deveria ter sido feito pela Brigada Militar e ninguém mais deveria ter acesso ao mesmo, a não ser depois do trabalho legal ser encerrado. Na ampla divulgação que a imprensa fez sobre a apreensão de documentos na casa do coronel, nem brigadianos nem peritos são citados. Também não se sabe onde estavam exatamente tais documentos, se num cofre, se numa pasta preta, se numa prateleira, se numa gaveta chaveada, se no armário da cozinha, se em meio a um álbum de recordações. Nada disso está definido. Mas ficou claro que um repórter, possivelmente convidado especial folheou os documentos, junto com o delegado, sem a presença de peritos. Reforçando o ineditismo da "busca" em que foram encontrados os documentos comprometedores, cerca de vinte armas existentes no imóvel não foram confiscadas, tendo a "apreensão" se limitado aos documentos. Posteriormente, o Exército realizou o recolhimento das armas e dois policiais-militares foram presos, acusados pela morte atribuída a um assalto mal sucedido - e não se falou mais no assunto.
Dos documentos supostamente recolhidos na casa do militar assassinado, o destaque maior foi dado aos que tratavam sobre o desaparecido deputado Rubens Beyrodt Paiva e ao incidente ocorrido no Riocentro, em maio de 1981.
Coevos a esse crime, houve pouca divulgação de alguns outros fatos curiosos:
1. Dois “assessores” da chamada comissão da verdade, se achavam na cidade com a missão de “observar e levantar dados”, sobre a vítima do atentado. É de se acrescentar para não deixar dúvidas, que os “assessores”, são membros da Comissão.
2. São desconhecidas a identidade do Juiz que assinou o mandato para a busca no lar da família do Coronel Molina, dos peritos que a acompanharam, e o relatório sobre o que chamaram de "apreensão", feita na casa da vitima. Não há necessidade de ser criminologista para saber que a investida à residência da vítima, nenhuma relação tinha com o seu assassinato. Mas o resultado da “busca”, sem testemunha e sem relatório de apreensão, ocupou mais espaço na imprensa do que as notícias referentes ao crime. A morte do Cel Molina passou a segundo plano e, quando autoridades se referiam a ele, era para incrimina-lo por mortes que se deram antes mesmo dele ter assumido cargo no DOI/CODI/II Ex, numa acintosa manipulação da verdade, que por sinal já é comum neste país.
3. Naturalmente, o Chefe de Polícia, autoridade maior presente, na incursão ao lar do Coronel Molina, deveria entregar o material “apreendido” à autoridade de Polícia Judiciária responsável pela apuração dos fatos. Mas NÃO! O subserviente cidadão correu célere para entregar o fruto de sua arrecadação ao vergonhoso Governador do RGS, político de péssimos antecedentes e sem competência alguma em investigação policial. Que de súbito, mas nem tanto, para não levantar suspeitas de envolvimento, levou alegre a fagueiro o produto advindo (dizem) da casa do Cel Molina para… quem? e porquê? Para os protagonistas citados no início dessas considerações: a dupla de “assessores da “comessão” das verdades”.
Esse encaminhamento inusitado dos documentos "encontrados" ou "apreendidos" em nada resultou além da intensa gritaria na imprensa, e mais recentemente, serviu para reforçar a acusação de que o incidente do Riocentro foi planejado por militares. 
No final de março, em depoimentos à Comissão da Verdadeo Coronel Reformado Paulo Malhães afirmou que o deputado Rubens Paiva foi morto em uma dependência clandestina no Rio de Janeiro, colocando um ponto final ao drama da família do desaparecido. Em dois depoimentos, o militar também relatou outras mortes de militantes adversários do governo então vigente.
No passado dia 25 de abril (sexta-feira), três bandidos invadiram o sítio em que o Coronel Paulo Malhães morava, em Nova Iguaçu, enquanto ele estava fora. Ao chegar com sua esposa, o casal e o caseiro teriam sido dominados pelos malfeitores que permaneceram por várias horas no local. Ao saírem, levando joias, cerca de R$ 700,00 e algumas armas (uma pistola 9mm, um revólver .38, espingardas, e até uma submetralhadora) o militar estava morto
O laudo preliminar do exame determinante da causa da morte do militar indicou que ele morreu por  "edema pulmonar, isquemia do miocárdio, miocardiopatia hipertrófica e evolução de estado mórbido (doença)", isto é, o Coronel Malhães não foi morto, mas morreu por causa de seus problemas de saúde.
Durante o tempo em que os meliantes estiveram dominando o casal, teriam feito referências ao passado dele como agente da repressão. A viúva teria relatado, ainda, que os bandidos comunicavam-se por rádio com alguém que cobrava a morte de Malhães.
Em uma sinistra coincidência, no dia seguinte, um sábado, acionado sabe-se lá por quem, um juiz federal autorizou a apreensão de documentos e mais provas na casa do militar assassinado.
Já na terça-feira, dia 29, a polícia dava o caso por resolvido, com a acusação contra o caseiro, dois irmãos deste e mais um comparsa a ser identificado.
Se fizermos um exercício de imaginação, podemos inferir que se há alguém imbuído da missão de vingar os tão propagandeados crimes da ditadura, seus métodos estão sendo aperfeiçoados. As falhas detectadas no episódio de Porto Alegre estão sendo corrigidas. 
Nem vou dar destaque ao fato de que o caseiro acusado de cumplicidade no crime já havia trabalhado por sete anos no sítio do assassinado, tendo deixado o emprego em dezembro passado e voltado ao mesmo em março, por casualidade, na mesma época dos depoimentos em que o morto assumiu ter participado de torturas ocorridas durante o governo militar. Também não vou me ater ao fato de que somente um dos assaltantes procurou esconder sua identidade, mantendo-se mascarado. 
Mas podemos citar que o local do crime foi determinado no interior da casa do morto, evitando a estranheza de uma busca extemporânea por documentos.
A morte já não ocorreu com uso de armas de fogo, o que pode juridicamente fazer com que os assassinos respondam somente pelo crime de roubo, já que a vítima simplesmente morreu por causas naturais. 
A "busca" realizada por ordem judicial poderá render o surgimento de muitos novos documentos incriminadores contra os "terríveis e sanguinários torturadores" que evitaram a libertação "deçepaíz" das garras do capitalismo fascista e opressor ainda no século passado.
Abstraindo-se opiniões vinculadas a crenças políticas, penso que o ideal é o total esclarecimento desse fato, mas isso deve ocorrer de forma minimamente lógica e honesta.
Por enquanto, só resta recomendar aos possíveis alvos de algum revanchismo violento - além de se desfazerem de todo e qualquer material que os possam incriminar ou a seus colegas de luta - que redobrem a vigilância e usem radicalmente seu direito de legítima defesa. Se alguém deve chorar, que sejam as mães dos bandidos!
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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Definição do Brasil

por Luiz Sérgio Silveira Costa
No Brasil, nem a esquerda é direita”. (José Simão)
Nelson Rodrigues, nosso grande cronista do cotidiano, disse, entre as suas várias frases simples, mas profundas, que: “O brasileiro é um feriado”; “Subdesenvolvimento não se improvisa. É obra de séculos”. E “O brasileiro tem complexo de vira-lata”. Por isso, costumo aduzir que o complexo é devido, pois, apesar de poucos lampejos primeiro-mundistas, o país é vira-lata.
Para provar, vejamos: quando há um acidente com caminhão na estrada, os moradores da localidade saqueiam as cargas; a corrupção estrutural; o povo não acredita na Justiça e a faz com suas próprias mãos, queimando ônibus e saqueando e destruindo lojas; as construções em encostas, que vão morro abaixo com chuvas abundantes; 10% da população é analfabeta, sem contar os funcionais; a lerdeza da Justiça, causada por copiosos agravos e embargos e dias não trabalhados, próximos a feriados; prescrição da pena; progressão da pena; jovens mães solteiras, com vários filhos, de diferentes pais, todos não assumidos e sumidos; a proliferação de sindicatos.
Obras superfaturadas, que custam e demoram muito mais do que o estimado; empréstimos a Cuba e países africanos sob segredo e à revelia do Congresso; foro privilegiado; prisão especial para quem tem curso superior; limite máximo de 30 anos de prisão; indulto de Natal; universidade gratuita; indenização e pensão aos anistiados livre de imposto de renda (bolsa-ditadura); auxílio-reclusão; prisão domiciliar; Justiça que privilegia os ritos em detrimento dos fatos; extinção da punibilidade para quem tem mais de 70 anos; palácios na Justiça; imunidade parlamentar, que devia ser apenas para falar.
Juiz corrupto aposentado, em vez de demitido e processado; equiparação salarial em cargos diferentes; réus que podem ficar calados ou mentir para não se incriminar; cargos iguais com salários desiguais entre os Poderes; zonas de exclusão, como reservas indígenas contínuas; subsídio a fundo perdido; violência urbana; marajás no Serviço Público; desrespeito às posturas públicas (desordem urbana); excesso de ONG, muitas inidôneas, recebendo recursos públicos; favelização crescente nas cidades; falta de presença do Estado nas fronteiras; progressão continuada nas escolas.
Cargos de confiança, em detrimento de concursos públicos; senador suplente sem voto; deputado com poucos votos eleito por coeficiente eleitoral do partido; o Foro de São Paulo; deputados e senadores que aprovam aumentos salariais para si mesmos; dez milhões de analfabetos; falta de qualidade na educação fundamental; a cultura da mentira por políticos e advogados de criminosos; notas frias; verbas indenizatórias e verbas de gabinete dos congressistas; funcionários fantasmas; garçons do Senado ganhando R$ 15 mil, nomeados por atos secretos; maioridade penal de menores delinquentes só aos 18 anos.
Elevada carga e terrorismo tributário; maquiagem das contas públicas; excesso de vereadores, deputados e senadores; recursos não contabilizados; Constituição plena de direitos e parca de deveres; proibição do uso de algemas nos bandidos; emenda dos parlamentares ao orçamento; infidelidade partidária; voto secreto no Congresso; povos indígenas sob controle de ONG estrangeiras; cão pitbull; milhões de brasileiros dormindo nas ruas por não terem dinheiro da passagem para voltar para casa; aumento da idade para recebimento da bolsa-família; trem da alegria; passeatas e marchas em apoio às drogas; nações e terras indígenas e quilombolas.
O desmonte da Petrobras e Eletrobras, usadas para corrupção e objetivos eleitoreiros de manutenção do poder; índios inimputáveis, que cobram pedágio em estrada; bandidos com celular nos presídios; agressividade e impunidade no trânsito; dengue, gripe suína, febre amarela, hepatite, meningite e hanseníase; péssimo atendimento à sociedade pelo Estado; ingerência político-partidária na administração pública (partidarismo de Estado); despesas sem fonte de receita; aposentadoria sem contribuição anterior; o esvaziamento da Comissão de Ética Pública; dinheiro nas meias, cuecas e quartos de hotel.
Balas perdidas; acidentes e mortes nas péssimas estradas; deficit crescente na Previdência; gastos “secretos” da Presidência da República; deficit habitacional; as filas e sofrimentos dos que usam a saúde pública; cartões corporativos do governo; rádios piratas; excesso de ministérios e secretarias; aparelhamento da máquina pública com correligionários, em detrimento de técnicos de carreira; plano de saúde vitalício para senadores, ex-senadores e seus familiares, mesmo que tenham exercido o cargo por poucos dias; nomeação para cargos públicos de políticos derrotados nas urnas; comunidades que vivem nos lixões; metade das casas do País sem rede de esgoto e coleta de lixo; bueiros sem tampa, roubadas.
Fraudes generalizadas; financiamento público das campanhas eleitorais; interferência da Igreja em assuntos como células-tronco e aborto; asilo a bandidos internacionais e liberdade aos bandidos nacionais; congressos de ministros, desembargadores e juízes financiados por bancos privados; autoridades viajando em jatinhos de empresários; traficantes fechando o comércio; falta de atitude do Congresso, Assembleias e Câmaras contra os políticos corruptos; funcionários da Receita Federal acessando dados de contribuintes, protegidos por sigilo, com fins inidôneos;
Elevado spread bancário; invocação de direitos humanos para aqueles que desrespeitam os direitos humanos; a prestação de favores em troca de benefícios pessoais; desmatamento da Amazônia e da Mata Atlântica; Códigos Penal, Ambiental e de Processo Penal desatualizados; excessiva demora no licenciamento ambiental; pais, dias na fila para matricular filhos em colégios públicos; sucessão de escândalos de corrupção; “laranjas”, inclusive a babá; tentativas de aumento do número de vereadores, de municípios e de estados; indulgência com os movimentos sociais, que invadem e depredam propriedades.
Caixa 2; Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê limite máximo de três anos de reclusão para menores de 18 anos, mesmo que tenham praticado crimes hediondos; cooptação, à custa de recursos financeiros, de sindicatos, movimentos sociais e de estudantes; auxílio-moradia para quem tem imóvel e para o cônjuge, embora ambos morem na mesma residência; consumo crescente de crack e cocaína nos últimos anos; ausência de trabalho nas prisões superlotadas e desumanas; milícias nas favelas; tráfico de influência; prevalência do pragmatismo político sobre o principismo ético; falta de transparência nos contratos; 20 mil funcionários no Congresso; tráfico de drogas.
Sete anos depois de ter sido escolhido o pais da Copa de 2014, estádios, aeroportos e mobilidade urbana ainda não estão prontos, a 60 dias do jogo inicial; crime organizado; contribuição sindical compulsória; aumento e maquiagem dos gastos públicos; falta de compromisso com a verdade; anúncios de planos e ações nunca executadas; as gastanças e os passaportes diplomáticos dos filhos de Lula; os filhos e a neta de Sarney, sua Fundação e seus contratados “secretos”; Roseana Sarney, seu mordomo e as suas muitas cirurgias às custas de dinheiro público; Juiz Lalau, do TRT.
Dilma e suas mentiras sobre projetos nunca executados; políticos filmados recebendo propina, que teimam em voltar; as cotas raciais no Instituto Rio Branco; excesso de feriados; arrastão; o presidente da FIESP, meca do capitalismo, membro de Partido Socialista, o Brasileiro; fundos de pensão privados fabricando dossiês contra adversários políticos do governo; livros escolares nas escolas públicas exaltando o socialismo e criticando o capitalismo; licitações combinadas e superfaturadas; tráfico de influência; transporte público caótico, maltratando os usuários; institucionalização da corrupção nos altos escalões, em todos os níveis do Estado e em todos os poderes.
Horário eleitoral obrigatório; padres pedófilos; insegurança pública; ministro do STF, empresário no ramo do ensino; violência nas escolas; Demóstenes Torres, senador cassado, promotor vitalício no MP de Goiás; trabalho escravo no campo; tráfico de influência nos empréstimos consignados; passaportes diplomáticos fornecidos a pastores evangélicos; banalização do erro; chamar crime de falha administrativa; manutenção de gratificações por funções não mais exercidas.
Estatuto da Igualdade Racial, que, com suas ações afirmativas, torna desigual o tratamento às raças e contribui para o racismo; pagamento de horas extras não trabalhadas a funcionários do Congresso; vice-presidente da República sem funções administrativas; congressistas ganhando 15 salários anuais e adicionais; atrasar prazos para depois comprar com urgência, sem licitação; cotas raciais nas universidades; uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político; a degradação generalizada do patrimônio público; nepotismo direto e cruzado; descaso com as Forças Armadas, embora com ambição de ser membro do Conselho de Segurança da ONU.
As tendências autoritárias do PT; o mensalão do PT e do DEM; os sanguessugas, os aloprados e o valerioduto do PT; o Bancoop e o tesoureiro do PT; generosidades com países vizinhos em detrimento das necessidades internas; presidentes que não separam o Estado do seu partido político; ministros do STM que se atribuem auxílio-aposentadoria; perdão de dívidas de países diversos; atos administrativos secretos no Senado, criando cargos e aumentos de salários para apaniguados; congressistas usando verbas de representação em despesas pessoais; férias excessivas de políticos e juízes; juízes recebendo auxílio-moradia em suas comarcas; irresponsabilidade fiscal.
Uso da máquina oficial em favor de uma candidatura; Poder Legislativo submisso aos interesses do Poder Executivo; desmerecimento de presidentes anteriores; liberdade assistida de menores criminosos; encanto com as ditaduras de esquerda, como em Cuba, e revanchismo contra as de direita; o custo exagerado da Copa, muito além do previsto, e com dinheiro público, quando se anunciava que o grosso seria privado; o trem-bala, anunciado com apesar de pauta extensa de PEC e MP, só trabalha meia semana.
Simpatia e apoio a grupos revolucionários de esquerda, como as FARC; simpatia e apoio a governos bolivarianos, como da Venezuela, Equador e Bolívia; ônibus escolares municipais reprovados pelo Detran; Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos dos LGBT; o Plano Nacional de Direitos Humanos e a Política Nacional de Cultura, contrários aos princípios democráticos; ameaças de “controle social” da mídia; eufemismos caridosos, chamando menores criminosos não de presos, mas “apreendidos”, e presidiários, de “reeducandos”, etc, etc, etc.
E mais, mais, mas muito mais!!!
Afinal, que país é este?
Respondo: a melhor definição do Brasil colhi, recentemente, de um artigo de Maria Helena R. R. de Souza, em seu blog, “Pintando o 7:
Já fomos o País do Futuro. Hoje somos o B dos BRICS. Não sei se B maiúsculo ou minúsculo. Para mim, somos é a Viúva Porcina, a que foi sem nunca ter sido”.
Irretocável!!
Luiz Sérgio Silveira Costa é Almirante, reformado.
Fonte:  Alerta Total

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Ecos do 31 de Março.

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1964 - Um Testemunho
Fernão Lara Mesquita
Para entender o que aconteceu em 64 é preciso lembrar o que era o mundo naquela época.
Um total de 30 países, parando na metade da Alemanha de hoje, havia sido engolido pela Rússia comunista por força militar. Invasão mesmo, que instalava um ditador que atuava sob ordens diretas de Moscou. Todos os que tentaram escapar, como a Hungria em 56, a Checoslováquia em 68, a Polônia em 80 e outros, sofreram novas invasões e massacres.
E tinha mais a China, o Vietnã, o Camboja, a Coreia do Norte, etc, na Ásia, onde houve verdadeiros genocídios.
Na África era Cuba que fazia o papel que os russos fizeram na Europa, invadindo países e instalando ditadores no poder.
As ditaduras comunistas, todas elas, fuzilavam sumariamente quem falasse contra esses ditadores.
Não era preciso agir, bastava falar para morrer, ou nem isso. No Camboja um quarto de toda a população foi executado pelo ditador Pol Pot entre 1975 e 1979, sob os aplausos da esquerda internacional e da brasileira.
Os países onde não havia ditaduras como essas viviam sob ataques de grupos terroristas que as apoiavam e assassinavam e mutilavam pessoas a esmo detonando bombas em lugares públicos ou fuzilando gente desarmada nas ruas.
As correntes mais radicais da esquerda brasileira treinavam guerrilheiros em Cuba desde antes de 1964. Quando João Goulart subiu ao poder com a renúncia de Jânio Quadros, passaram a declarar abertamente que era nesse clube que queriam enfiar o Brasil.
64 foi um golpe de civis e militares brasileiros que lutaram na 2ª Guerra Mundial e derrubaram a ditadura de Getúlio Vargas, para impedir que o ex-ministro do Trabalho de Vargas levasse o País para onde ele estava prometendo levá-lo, apesar de se ter tomado presidente por acaso. Tratava-se portanto, de evitar que o Brasil entrasse num funil do qual não havia volta, e por isso tanta gente boa entrou nessa luta e a maioria esmagadora do povo, na época, a apoiou.
A proposta do primeiro governo militar era só limpar a área da mistura de corrupção com ideologia que, aproveitando-se das liberdades democráticas, armava um golpe de dentro do sistema para extingui-las de uma vez por todas, e convocar novas eleições para devolver o poder aos civis.
Até outubro de 65, um ano e meio depois do golpe, seguindo o combinado, os militares tinham-se limitado a cassar o direito de eleger e de ser eleito, por dez anos, de 289 pessoas, incluindo 5 governadores, 11 prefeitos e 51 deputados acusados de corrupção mais que de esquerdismo.
Ninguém tinha sido preso, ninguém tinha sido fuzilado, ninguém tinha sido torturado. Os partidos políticos estavam funcionando, o Congresso estava aberto e houve eleições livres para governador e as presidenciais estavam marcadas para a data em que deveria terminar o mandato de Jânio Quadros.
O quadro só começou a mudar quando em outubro de 65, diante do resultado da eleição para governadores, o Ato Institucional nº 2 (AI-2) extinguiu partidos, interferiu no Judiciário e tornou indireta a eleição para presidente. Foi nesse momento que o jornal O Estado de S. Paulo, que até então os apoiara, rompeu com os militares e passou a combatê-los.
Tudo isso aconteceu praticamente dentro de minha casa, porque meu pai, Ruy Mesquita, era um dos principais conspiradores civis, fato de que tenho o maior orgulho.
Antes mesmo da edição do AI-2, porém, a esquerda armada já havia matado dois: um civil, com uma bomba no Cine Bruni, no Rio, que feriu mais um monte de gente; e um militar numa emboscada no Paraná. E continuou matando depois dele.
Ainda assim, a barra só iria pesar mesmo a partir de dezembro de 68, com a edição do AI-5. Aí é que começaria a guerra. Mas os militares só aceitaram essa guerra depois do 19º assassinato cometido pela esquerda armada.
Foi a esquerda armada, portanto, que deu o pretexto para a chamada ‘linha dura” militar tomar o poder e a ditadura durar 21 anos, tempo mais que suficiente para os trogloditas de ambos os lados começarem a gostar do que faziam quando puxavam gatilhos, acendiam pavios ou aplicavam choques elétricos.
A guerra é sempre o paraíso dos tarados e dos psicopatas e aqui não foi diferente.
No cômputo final, a esquerda armada matou 119 pessoas, a maioria das quais desarmada e que nada tinha que ver com a guerra dela; e os militares mataram 429 “guerrilheiros”, segundo a esquerda, 362 “terroristas”, segundo os próprios militares. O número e as qualificações verdadeiras devem estar em algum lugar no meio dessas diferenças.
Uma boa parte dos que caíram morreu atirando, de armas na mão; outra parte morreu na tortura, assassinada ou no fogo cruzado.
Está certo: não deveria morrer ninguém depois de rendido, e morreu. E assim como morreram culpados de crimes de sangue, morreram inocentes. Eu mesmo tive vários deles escondidos em nossa casa, até no meu quarto de dormir, e já jornalista contribuí para resgatar outros tantos. Mas isso é o que acontece em toda guerra, porque guerra é, exatamente, a suspensão completa da racionalidade e do respeito à dignidade humana.
O total de mortos pelos militares ao longo de todos aqueles 21 “anos de chumbo” corresponde mais ou menos ao que morre assassinado em pouco mais de dois dias e meio neste nosso Brasil “democrático” e “pacificado” de hoje, onde se matam 50 mil por ano.
Há, por enquanto, 40.300 pessoas vivendo de indenizações por conta do que elas ou seus parentes sofreram na ditadura, todas do lado da esquerda. Nenhum dos parentes dos 119 mortos pela esquerda armada, nem das centenas de feridos, recebeu nada desses R$ 34 bilhões que o Estado andou distribuindo.
Enfim, esse é o resumo dos fatos nas quantidades e na ordem exatas em que aconteceram, do que dou fé porque estava lá. E deixo registrado para os leitores que não viveram aqueles tempos compararem com o que andam vendo e ouvindo por aí e tirarem suas próprias conclusões sobre quanto desse barulho todo corresponde a sentimentos e intenções honestas.
Fernando Lara Mesquita é jornalista.
 Escreve em www.vespeiro.com
Publicado no jornal “O Estado de São Paulo” de 07 Abr 2014.
Fonte:  Clube Militar
COMENTO:  dedique menos de dez minutos para ver o vídeo abaixo. Obviamente é uma montagem. Foram usadas cenas de diversas fontes e há erros de português de sobra. Mas ele retrata o que ocorreu em diversos países no passado, o que ocorre hoje na Venezuela e o que certamente ocorrerá no Brasil em futuro muito próximo. Desfrute, se puder!

Vídeo copiado do Blog do Licio Maciel
COMENTO:  infelizmente, os canalhas já começaram a usar seus poderes ditatoriais sobre a internet. O vídeo foi "sumido" magicamente do You Tube, por ordem sabe-se lá de quem! E isso que o tal "Estatuto da Internet" recém foi promulgado! Mas foi republicado! Aproveite e veja, antes que apaguem novamente!
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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Adeus, Bernardo!


Acredito que o "feriadão" de muitas pessoas, como o meu, foi extremamente prejudicado pelos desdobramentos revelados sobre o brutal crime contra o menino Bernardo Boldrini, no Rio Grande do Sul.
Posso estar sendo injusto, mas a partir de agora entraremos na fase da patifaria marqueteira! Não faltarão passeatas com pessoas vestidas de branco "clamando por paz e justiça". Palestras, campanhas, missas, discursos, homenagens, etc, tudo para encobrir a enorme ineficiência e irresponsabilidade geral demonstradas no caso. 
Cotidianamente vemos notícias de mães e pais - pobres, sem tempo disponível para os cuidados familiares - que preocupados com a falta de fiscalização sobre seus filhos, os submetem a "cárcere privado", em casa, para evitar contatos com a vagabundagem, as drogas e o desvio de caráter. Logo seu "pátrio poder" é ameaçado por "autoridades" que, com o apoio de empresas jornalistas e suas imagens e manchetes sensacionalistas - onde sobressai o indefectível "exclusivo" -, ameaçam retirar de casa os jovens "cuja infância e adolescência estão sendo violentadas" pelos pais. Vizinhos, amigos, conhecidos, parentes, colegas de escola e de serviço, além dos psicólogos e os entendidos de sempre, aprestam-se a fazer declarações frente às câmaras televisivas, criticando esses pais ditatoriais que não sabem se comportar familiarmente de acordo com os ditames politicamente corretos. 
O pequeno Bernardo não teve a sorte de encontrar esse tipo de defensores da dignidade humana. Mesmo clamando por socorro, queixando-se a parentes, colegas, amigos de seu pai, e até junto a autoridades constituídas, não obteve a atenção necessária para seu drama. 
Ressalto: posso estar sendo injusto, mas me parece que a "posição social" de seu pai - um médico conceituado - deve ter influenciado na forma amena com que seu caso foi tratado. 
É fácil meter o pé na porta de um barraco com um cinegrafista junto, gravando a iniciativa e valentia dos agentes ao "salvar" um drogado qualquer que esteja acorrentado a uma cama para não sair carregando os poucos bens de sua família para os trocar por drogas. Por outro lado, é muito difícil expor a família de um doutor com problemas de relacionamento. 
Que Deus o tenha, Bernardo! E que o mesmo Deus se apiede da hipocrisia de todos nós, que sempre temos respostas e soluções fáceis para as coisas fáceis.

domingo, 20 de abril de 2014

Conceituando o Terrorismo

por Antônio Ribas Paiva
Terrorismo é a politização da violência ilegítima. Configura tortura coletiva da sociedade, na tentativa de impor objetivos de grupos ideológicos ou religiosos.
O terrorismo torna ilegítimo qualquer suposto direito de seus praticantes, porque não se pode admitir o massacre de inocentes, a que título for.
Como o terrorismo é instrumento de dominação, os terroristas são meros agentes de interesses transnacionais, na guerra permanente, por outros meios. Os chefes terroristas certamente têm conhecimento desse papel, que exercem para o poder real, que estabelece e controla a “Ordem Mundial”.
Apesar de ilegítimo, cruel e imoral, o terrorismo vem sendo praticado em todo mundo, dizimando e mutilando, crianças, idosos, mulheres, enfim, cidadãos pacíficos, não combatentes.
A América Latina, infelizmente, também é palco de atrocidades terroristas. Os radicais, predominantemente comunistas, causaram milhares de vítimas inocentes nos últimos quarenta anos, para tentar impor a ditadura comunista à sociedade.
Do México à Patagônia, os grupos narcoterroristas, que se intitulam comunistas, praticaram um verdadeiro genocídio nas últimas décadas; a queda do muro de Berlim não os dissuadiu.
As FARC da Colômbia, já dizimaram mais de 40 mil inocentes; o TUPAC AMARU, do Peru, também fez milhares de vítimas.
Felizmente, o Brasil é exceção à regra, tanto na América Latina como no mundo, porque aqui os terroristas foram derrotados, pelas Forças Armadas, com o apoio dos brasileiros.
As Forças do Bem impediram os Lamarcas, Genoínos, Dirceus e outros, de massacrar os brasileiros.
No bom combate, morreram cerca de duzentos terroristas comunistas, cujos asseclas, agora, tentam demonizar as Forças do Bem, não satisfeitos com as polpudas e indevidas indenizações que recebem.
O Presidente Médici, que derrotou o terrorismo comunista no Brasil, impediu, que esses criminosos continuassem matando brasileiros até hoje, como ocorre na Colômbia e no Peru. O general merece o reconhecimento da história, por ter salvado milhares de pessoas, da sanha narcoterrorista.
No Brasil, apesar de serem promotores da morte, os terroristas e seus asseclas foram premiados com a anistia e com gordas indenizações, que atualmente ascendem a 3,5 bilhões de reais.
A sociedade brasileira e os governos militares perdoaram esses promotores do mal, na expectativa inocente de que passariam a ser promotores do bem. Ledo engano! Ao invés de se dedicarem a ajudar a construir um Brasil melhor, voltaram-se contra seus benfeitores, em atitude revanchista, porque foram derrotados na injusta guerra que deflagraram contra o povo brasileiro.
Na Itália e na Alemanha os seus congêneres, Brigadas Vermelhas e Baader-Meinhof, estão na cadeia ou no cemitério, porque não foram perdoados. Ao passo que, os terroristas brasileiros, beneficiados pela anistia, estão no governo e continuam a promover o mal.
Os terroristas aparelharam o Estado em próprio proveito, descurando da obrigação de propiciar saúde, educação e segurança ao povo que os perdoou e que desprezam.
Os frutos da ação maléfica dos terroristas no poder são dois milhões de brasileiros assassinados pelo crime organizado, nos últimos 20 anos. Ou seja: sob o conivente, criminoso e olímpico olhar dos terroristas, a cada 3(três) dias, são assassinados mais brasileiros, do que morreram terroristas em combate, durante 21 anos de governos militares.
Pior do que o genocídio do povo brasileiro, propiciado pelos terroristas no poder, é o genocídio direto, que praticam roubando o dinheiro público e de empresas públicas, como a Petrobras, condenando com seus crimes 200 milhões de brasileiros à miserabilidade e, fragilizando a soberania brasileira.
Lamentam-se as vidas perdidas durante a guerra ao terrorismo, porém, a responsabilidade por essas mortes é exclusiva dos terroristas, que atacaram o povo brasileiro, para tentar implantar a ditadura comunista no Brasil.
O povo brasileiro não permitiu que implantassem a ditadura comunista em 1964 e, não permitirá agora!!!
Fossem decentes e dignos, os terroristas ao menos respeitariam a memória daqueles que os pouparam, perdoaram, indenizaram e permitiram que assumissem o governo.
Os presidentes militares, objetivando a pacificação da sociedade, foram complacentes com os inimigos do povo do Brasil e da Democracia. Todavia, a sua magnanimidade pessoal não foi reconhecida e teve funestas consequências, suportadas pela sociedade: o massacre de milhões de brasileiros pelo crime e, a roubalheira dos comunistas e seus “primos”, os socialistas.
É importante conhecer a história, para que não se repitam os erros do passado”. Por ter esquecido o mal que lhe foi feito, o bom povo Brasileiro está sendo morto e roubado pelos terroristas que perdoou.
Porém, tudo tem limites. O limite entre a tolerância e a ação é a segurança do Brasil! A sociedade certamente restabelecerá as instituições, rompidas pelos terroristas e seus “sócios” da classe política, impondo a legitimidade ao trato da coisa pública.
Caluda traidores! As Forças do Bem e o bom povo brasileiro cumprirão o seu dever e, novamente, salvarão o Brasil das garras do mal.
Antônio José Ribas Paiva, Advogado,
 é Presidente Associação dos Usuários de Serviços Públicos.
Fonte:  Alerta Total

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Dois Meses e Mais Um Crime Cruel Vira Estatística!


A pouco mais de uma década, às vésperas do Ano Novo de 2002, bandidos atacaram meu amigo Albino Lautert em seu mercado no bairro Leopoldina, em Porto Alegre. Um desnecessário tiro - o bandido covardemente atirou sem que tivesse ocorrido qualquer tipo de reação por parte do assaltado - e um longo processo de recuperação. Tratamento caro, fisioterapia dolorida. Qual punição foi imposta ao meliante? O desgosto de "não ser notícia", pois nunca foi identificado, muito menos responsabilizado por seu crime. 
Depois de demorada recuperação, em 14 Fev 2014 voltam os bandidos e repetem seu ato covarde, dessa vez, com fatídico sucesso. Abrigados pela impunidade e incompetência governamental, continuam livres para cometer novos crimes, privar outras famílias de seus entes queridos e zombarem dos idiotas que sustentam essa situação com os impostos que lhes são extorquidos para alimentarem um Estado caríssimo e inepto.
O jornal Zero Hora, que divulgou o crime, noticiou também que aparentemente um dos criminosos - posteriormente identificado como Wilson Luis Rosa Cruz (28 anos) - morreu nas proximidades do fato. Vi preocupação da polícia em investigar como ocorreu essa morte (do suposto bandido - suposto por não haver certeza de que tenha efetivamente participado da morte de meu Compadre).
Dois meses já se passaram e o assunto foi esquecido. Aos familiares e amigos do morto somente restou a lembrança.
Certamente o "Leviatã Brasileiro" - incompetente aleijado moral que só se presta à parte boa de suas funções: arrecadação compulsória e cada vez maior de impostos e taxas - sentirá somente a falta de mais um 'otabuinte' (otário contribuinte) dos muitos que são extorquidos diariamente em taxas, tributos, impostos, contribuições e outras denominações dadas ao roubo do que produzem, para que seja feita a "distribuição de renda" na forma de simples e mera compra de votos, para manter os patifes de sempre empoleirados no poder.
Em meados de 2006, perdi outro Amigo, também vítima de assaltantes. Antonio Carlos Correa de Moraes foi também covardemente assassinado ao defender sua filha de um assalto. Outro amigo comum, o cantor e compositor Miro Saldanha conseguiu expressar em dolorosa poesia, os sentimento de dor, insegurança, e impotência que afligem as vítimas da violência urbana, cada vez maior, e a insensibilidade do restante da sociedade, que segue sua vida bovinamente esperando que "alguém" resolva mais esse problema.


O fato se mostra mais grave, na medida em que a polícia é tolhida no cumprimento de seu dever por falta de incentivo e investimentos pelo seu chefe maior, que procura utilizá-la somente em proveito de seus objetivos políticos; e os cofres públicos já foram devidamente esbulhados pela distribuição de recursos aos "cumpanhêrus" de várias estirpes.
As mortes se sucedem em um redemoinho de violência, as vítimas transformadas em meros números de estatísticas manipuladas para dar uma falsa sensação de "diminuição da criminalidade" e poucos autores de crimes são identificados por uma instituição policial cansada de "enxugar gelo". Menos ainda o número dos que, levados às barras dos tribunais, são efetivamente punidos. A recente elucidação da morte de um conhecido publicitário confirma isso. O assassino é um bandido condenado à reclusão, que deveria permanecer preso até o ano de 2039, mas que encontrava-se em liberdade por inoperância, cretinice, safadeza e muitos outros adjetivos de conotação negativa que podem ser atribuídos ao sistema penal vigente no país. 
Enquanto a sociedade vive o terror diário, outro tipo de bandidos, encastelados em cargos públicos - e regiamente pagos com verbas extorquidas da minoria contribuinte por meio de taxas e impostos - volta suas preocupações para as condições sanitárias dos presídios e para a impossível "ressocialização" da bandidagem, com o apoio e divulgação por parte de uma imprensa comprometida com a desinformação e alienação da sociedade. Esses mesmos canalhas apresentam, como resposta oficial ao crescimento da criminalidade, campanhas cretinas de desarmamento dos cidadãos de bem e recomendações para que ninguém reaja aos bandidos. Temos assim, que o "Leviatã Tupiniquim" arrecada tudo que pode da sociedade (exercendo toda sua fúria contra quem se nega a contribuir com sua fome imoral por verbas do povo) mas na hora de proporcionar segurança a essa mesma sociedade - apenas UM dos diversos direitos a que essa sociedade faz jus - recomenda que os cidadão se deixem abater como gado no matadouro! 
Patifes, Canalhas, Imorais, Incompetentes, Biltres, Pulhas, Velhacos, Infames, assim devem ser tratados todos esses Cafagestes que assim agem!
Os bandidos que tem apanhado da população tem tido muito melhor sorte que os cidadãos mortos nas ações dessas "vítimas da sociedade", que sempre encontram canalhas de sua mesma laia para lhes advogar direitos superiores aos demais cidadãos, aos quais só resta 'pagar a festa'.
Só nos resta amaldiçoar as autoridades que se tornam ilegítimas por sua completa inutilidade, e por só enxergarem os cidadãos de bem como fonte inesgotável de recursos a serem roubados!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Nem Tudo é o Que Parece - O Que é Importante Para a Imprensa?

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Há coisas que só podem ser entendidas e explicadas bem  a posteriori. No mundo atual em que a informação - nem sempre completa - circula com velocidade vertiginosa, muitas vezes somos tentados a ter uma explicação para tudo. Isto, somado ao fato de que os meios de comunicação social nem sempre se interessam em divulgar todos os fatos em sua plenitude, por entender que alguns outros fatos devem ter prioridade de divulgação; por que alguns não proporcionarão audiência, e retorno financeiro; ou para não afetar interesses de aliados, financiadores, etc. Assim, tendemos a interpretar os fatos da forma como eles se nos parecem. E muitas vezes caímos em erro!
Há algum tempo, o senhor Francisco Scarpa Filho, conhecido por "Chiquinho Scarpa" - um famoso endinheirado -, proclamou seu desejo de imitar os faraós egípcios que enterravam suas riquezas e sepultar um valiosíssimo automóvel em seu jardim. O fato causou enorme repercussão, chamando a atenção de praticamente todos os órgãos da mídia e provocando grandes discussões na sociedade a respeito do enorme desperdício financeiro que se prenunciava.
Confesso que tive vontade de expressar minha opinião "pré-conceituosa" a respeito do que me pareceu mais uma futilidade do ricaço que aparentava não saber bem o que fazer com sua riqueza. 
Na data aprazada, em setembro de 2013, um número enorme de equipes jornalísticas compareceu à casa do milionário para fazer a cobertura do "evento". "Chiquinho Scarpa", então, surpreendeu a todos anunciando que o carro não seria "sepultado" pois tudo aquilo era somente uma forma de promover a doação de órgãos - riqueza que poderia ser usada em prol da vida humana e que se perde ao ser sepultada por ocasião da morte. 
Eu fui julgado por querer enterrar uma Bentley, mas a verdade é que a grande maioria das pessoas enterra coisas muito mais valiosas que meu carro. Elas enterram corações, rins, fígados, pulmões, olhos. Isso sim é um absurdo. Com tanta gente esperando por um transplante, você ser enterrado com seus órgãos saudáveis que poderiam salvar a vida de várias pessoas, é o maior desperdício do mundo. O meu Bentley não vale nada perto disso. Nenhuma riqueza, por maior que seja, é mais valiosa que um único órgão, porque nada é mais valioso do que uma vida", anunciou Scarpa.
Me senti gratificado por não ter manifestado minha repulsa contra o que, no princípio, tinha me parecido uma grande demonstração de falta de noção de cidadania do magnata. E ele, que me era totalmente indiferente, passou a ter minha admiração.
Nesta semana, teve grande divulgação uma "prova" aplicada a alunos do ensino médio no Distrito Federal. Nela são utilizando termos de uma música popular e sua cantora é adjetivada como "grande pensadora contemporânea".
O tema repercutiu muito na internet, desencadeando reações diversas. Houve reuniões de pais e mestres para discutir o assunto. Cobranças às autoridades e indignações às centenas, ou milhares. Segunda ou terça-feira, ouvi o Professor de Filosofia Antônio Kubitschek, responsável pelo ato, em uma entrevista radiofônica.
Explicou ele que a questão se inseria no tema "Como a Imprensa Vai à Escola?" que ele desenvolve com seus alunos.
Entende o Professor que a Imprensa em geral só se interessa pela Escola, ou pela Educação, quando há fatos negativos para noticiar - ele não citou, mas ouso lembro alguns desses "temas" ultimamente noticiados: brigas entre alunas, tráfico de drogas na porta dos estabelecimentos, estupros em banheiros, falta de professores, violência de alunos contra professores, mau estado das instalações escolares, e por aí vai. “Muitas vezes, acontecem coisas positivas no colégio, como uma exposição de fotografias que realizamos na escola, e apesar de anunciarmos à mídia, ninguém da imprensa foi lá mostrar”, criticou ele (talvez os termos que ele usou não tenham sido exatamente estes, mas a ideia certamente é essa). 
Me atrevo a citar prêmios obtidos por alunos de ensino médio brasileiros em competições internacionais de Química e Física, Robótica, e Matemática que nunca tiveram seus feitos noticiados, ou que dos quais só tomaram conhecimento as pessoas de seus círculos de amizade. Nem vou citar bons resultados de alunos do Sistema Colégio Militar por que esses, já se acostumaram com o desprezo da mídia nacional somente pelo fato de pertencerem a uma instituição que carrega o terrível epíteto de "militar".
Pois bem, explicado o fato, peço que meus leitores façam como eu fiz. Busquem na internet as notícias sobre ele e terão como resposta: 
1. se procurarem "prova popozuda", 367.000 resultados em (0,32 segundos);
2. se procurarem "Antonio Kubitschek", 1.800.000 resultados em (0,35 segundos).
Obviamente, não li todas esses resultados, mas os inicialmente apresentados ocupam-se, todos, sobre se a cantora Valesca Popozuda é ou não uma "grande pensadora", com direito até mesmo, a entrevistas com a própria onde ela manifesta sua opinião.
Pode então, o digno professor do Distrito Federal orgulhosamente afirmar que sua teoria está correta, CQD ("como queríamos demonstrar"). 
A chamada "grande Imprensa" efetivamente não tem interesse algum pela Escola/Ensino, muito menos por alguma crítica contra ela, Imprensa, vinda do segmento escolar ou de qualquer outro!
Como escrevi no início, ha coisas que só podem ser compreendidas depois que acontecem. As ações de "Chiquinho Scarpa" e do Professor Antônio Kubistchek são algumas delas. Suas atitudes, em princípio incompreensíveis, depois tornaram-se perfeitamente fundamentadas e coerentes com o fim a que se destinavam.
Por outro lado, atitudes como a da chamada grande mídia, que dá importância ao que não tem importância ou que possui importância relativa em detrimento do que efetivamente nos interessa continuam incompreensíveis. 
Podemos citar algumas coisas que enchem os jornais e programas jornalísticos de rádio e televisão, como futilidades do mundo das artes e do futebol (o Neymar anda "pegando" quem mesmo?), o acidente do avião malasiano, as peripécias de Putin na Criméia e adjacências (alguém já foi conferir no mapa, onde fica a Criméia?), a crise econômica grega, a perseguição aos militares malvados que consumiram com 200 ou 300 meliantes no século passado, e por aí vai. 
Enquanto que, por aqui, nunca mais se ouviu falar sobre as investigações e/ou processo contra a dona Rosemery Noronha (a amiga "íntima" do ex presidente, lembram?), as investigações e/ou processo contra quem matou e quem financiou a morte do cinegrafista da Bandeirantes, a cassação das medalhas militares  concedidas a bandidos condenados, as denúncias de possíveis fraudes nas urnas eletrônicas, as buscas do avião sumido no Pará, o aumento dos crimes contra a vida e sua impunidade (apesar de ser recorrente vermos autoridades omissas e policiais, covardes e incompetentes, incentivando o desarmamento do cidadão e recomendando a não reação aos meliantes), o empréstimo de vultosas quantias a países governados por ditadores, que nunca terão retorno (pelo menos não ao Tesouro), a violência política que massacra a sociedade venezuelana (a Venezuela, vizinha limítrofe, está nos devendo o pagamento de sua parte na Refinaria Abreu e Lima - mais um "negócio da china" promovido pela quadrilha do Nove Dedos) e tantos outros temas que nos dizem respeito diretamente.
Quando chegará a hora de podermos compreender a real motivação disso tudo?
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terça-feira, 8 de abril de 2014

A Verdade que as cOmissões da inVerdade Não Querem Que Se Saiba!

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São pouco mais que oito minutos, que lhe proporcionarão conhecimento suficiente para distinguir quem foram os bandidos e quem foram os defensores da liberdade brasileira nas décadas de 60 e 70 passadas.
Veja e conclua se haveria alguma forma menos traumática para lidar com esse tipo de gente.


São depoimentos proferidos pelos próprios participantes dos atos terroristas! 
Aos que não sabem (e há muita gente que se ilude com esses termos): o termo "socialismo" significa um dos estágios, ou etapas, da implantação do "comunismo".
A pergunta que se impõe: esses crimes relatados também devem ser revistos junto com a Lei de Anistia?
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segunda-feira, 7 de abril de 2014

General Augusto Heleno Ribeiro - Entrevista à Rádio Sara Brasil DF FM

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O programa "Ronda da Notícia", apresentado pela rádio Sara Brasil DF (99,7 FM), divulgou na manhã de 05 Abr 14 uma entrevista feita com o General da Reserva Augusto Heleno Ribeiro.
O Oficial falou sobre diversos assuntos em uma entrevista de aproximadamente hora e meia.
Abaixo, o áudio da entrevista. Para orientar o ouvinte que não disponha de tempo suficiente para ouvir toda a entrevista em uma só vez, apresento um resumo dos assuntos abordados com a contagem de tempo aproximada em que foram tratados.
Vale a pena dedicar seu tempo para ouvir as opiniões muito bem fundamentadas desse profundo conhecedor dos diversos problemas que afligem nosso país.
00:01:35 - 00:09:00 - As verdades que vem sendo escamoteadas à sociedade em função da Comissão Nacional da Verdade não ter intenção de mostrar a verdade. O único militar que a CNV poderia convocar para contar "sua verdade" seria o traidor Carlos Lamarca. Sobre "militares pedirem desculpa". Sobre as negociações para se chegar à Lei da Anistia e o posicionamento revisionista e revanchista de alguns beneficiados por ela.
00:10:00 - 00:15:00 - Quanto tempo de restrições à liberdade teríamos se alguma das organizações comunistas do tempo da luta armada tivesse chegado ao poder? As lideranças "revolucionárias" e seu comportamento pós-anistia.  
00:15:40 - 00:35:00 - Missão no Haiti. Aprendizado para a implantação de UPPs no RJ. Só a UPP não é suficiente; a presença de outras instâncias do Estado é fundamental. 
00:36:30 - 00:45:00 - Autonomia e politização das Polícias Militares. Valorização profissional das polícias como fator de motivação para o bom recrutamento dos policiais. A autorização dos "bicos" como forma de compensação dos baixos salários das polícias militares. 
00:46:30 - 00:57:00 - A questão da "formação" dos Secretários de Segurança. A conscientização de que cada policial é um representante do Estado perante a opinião pública. O problema da PM-DF (reivindicações de paridade salarial com funcionários do DETRAN e DER). Distorções salariais entre carreiras que exercem funções equivalentes. 
01:02:00 - 01:07:00 - A questão da menor "antiguidade" do Comandante (56º/57) como forma de desmotivar a oficialidade na PM/DF. Promoções no EB (limites da autoridade ao efetiva-las) sem influencia política externa. 
01:10:00 - 01:19:00 - O uso do EB em missões subsidiárias, fora de sua missão constitucional. Prós e contras. A parte do EB nas obras de transposição de águas do rio São Francisco. Operações de segurança para a Copa do Mundo, uma decisão tardia.
01:20:00 - 01:28:00 - Abandono governamental da Amazônia. Política indigenista caótica, com uso de laudos antropológicos irreais, que se resume a distribuição de terras; não há intenção séria de atender as necessidades indígenas (saúde, educação, energia elétrica, etc).
Aproveite!



sábado, 5 de abril de 2014

Regime Militar Salvou o Brasil de se Tornar uma Grande Angola

Mas não se deve combater o mito guerrilheiro com outro mito — o do Exército salvador da pátria, que, a cada ameaça comunista, é chamado a salvar a democracia a golpes de Estado
por José Maria Silva
E assim foi preso Carlos Marighella, que ficaria internacionalmente famoso como autor do “Manual do Guerrilheiro Urbano”: em vez de encontrar Taciano Fernandes, companheiro de subversão, preso às duas e meia da madrugada, seu infeliz encontro em Santa Teresa, pouco depois das seis horas da manhã, foi com um “magote de policiais que voaram em sua direção como a tarrafa sobre o cardume”, na descrição de seu biógrafo Mário Magalhães. 
Foi jogado num carro, já apanhando, e levado para a Polícia Central do Rio de Janeiro, onde foi recebido com murros no rosto, no peito e nas costas, em meio a impropérios. Ao ser entregue ao chefe de Segurança Social, Serafim Braga, recebeu mais uma rodada de golpes: socos no estômago e pancadas de canos de borracha, em meio a perguntas para que delatasse seus companheiros. Não satisfeitos, seus algozes passaram a açoitá-lo nos rins, nas costas e nas nádegas.
Cinco sessões de espancamentos depois”, conta Mário Magalhães, “encaminharam o comunista renitente para uma sala exclusiva para tortura”, onde nada lhe foi dado para comer, até que, no início da tarde, o chefe de Segurança Política, Antônio Emílio Romano, “comandou outra sova concentrada na cabeça: o sangue escorreu pelo nariz e Marighella desmaiou”. Depois de um curto descanso da tortura, enquanto policiais vasculhavam a casa onde morava de aluguel, Marighella voltou a sofrer novo corretivo. Depois de 12 horas dessa tortura inicial na Central de Polícia, seus captores desistiram de arrancar-lhe qualquer informação relevante e ele foi levado para o terror de todos os subversivos — o quartel do Morro de Santo Antônio, espécie de sétimo círculo do Inferno de Dante.
Tão logo foi jogado para fora do carro no pátio mal iluminado, Marighella foi cercado por investigadores com seus cigarros acesos. Como demônios à roda, envoltos na fumaça do tabaco, que Marighella detestava, recomeçou a tortura: murros, pontapés e a brasa dos cigarros queimando a pele. Para completar, um alfinete de gravata foi enfiado em seus dedos, debaixo das unhas, uma por uma, metodicamente, até chegar à última, deixando suas mãos completamente ensanguentadas e inchadas. Como se não bastasse, os torturadores agarraram seus testículos e, a cada pergunta não respondida, apertavam com mais força. A dor se tornou insuportável e Marighella desmaiou. Já era madrugada de sábado e estava sem comer desde a manhã de sexta-feira. Mesmo assim, a manhã o aguardou com novas mudanças de cárcere e, em cada uma delas, mais espancamentos: murros, pontapés, cassetes, canos de borracha. “A dor lancinante de uma hérnia, castigada pelos golpes, quase o enlouqueceu”, conta Mário Magalhães.
Carlos Marighella foi apenas um dos muitos prisioneiros políticos destroçados pela tortura, como mostra seu biógrafo ao descrever o martírio de outros torturados: As paredes do quartel da Polícia Especial haviam ensurdecido com os berros desesperados de Arthur Ewert, cuja loucura provocada pela truculência já se manifestava. Para tentar salvar o alemão Ewert das torturas, o advogado Heráclito Sobral Pinto invocou a lei de proteção aos animais, mas pouco adiantou. O preso político ficou confinado durante dez anos nas prisões brasileiras e, quando enfim foi libertado, já estava irremediavelmente louco e terminou seus dias num hospital psiquiátrico da Alemanha, seu país natal. Já o norte-americano Victor Allen Baron, operador de rádio que tinha sido enviado pelo Komintern para fazer a Revolução, foi poupado da loucura: depois de ter sido destroçado pelos torturadores, foi atirado do terceiro andar do presídio onde estava sendo interrogado, numa simulação de suicídio.
O nazismo verde-oliva dos “Comitês de Vingança”
Mas engana-se quem pensa que essas torturas bárbaras tiveram lugar após o dia 31 de março de 1964, que inaugurou, há exatos 50 anos, o regime militar no Brasil, reduzido por historiadores e formadores de opinião à pecha de “ditadura militar”; na verdade, essas torturas sofridas por Carlos Marighella e seus camaradas de comunismo ocorreram não em 1964, mas entre o final de 1935 e o início de 1936, durante o governo de Getúlio Vargas — o caudilho respeitado por Lula e pelo PT, cuja ditadura sanguinária passou para os livros de história como “Revolução de 30”. Corretamente, por sinal, pois Vargas foi muito mais do que um mero ditador — com truculência e paternalismo, ele consolidou a República, que não passava, até então, de uma infeliz quartelada. De modo análogo, o regime militar de 1964 criou o Brasil moderno, urbano, expandindo a educação básica, o ensino universitário e lançando as bases da pesquisa científica no Brasil.
Por isso, as “Comissões da Ver­da­de” que se espalham pelo País afora não passam de Comitês de Vingança, ocupados em distorcer a história para engendrar, dentro dela, uma espécie de nazismo verde-oliva, representado pelos militares que salvaram o Brasil do terrorismo crônico ou da guerra civil em 1964. As novas gerações foram e continuam sendo forçadas a pensar que os governos militares pós-64 são a síntese de tudo de ruim que aconteceu na história do Brasil e que nada houve pior do que isso. A se crer no tom horrorizado com que os formadores de opinião repetem a expressão “ditadura militar”, tem-se a im­pressão de que nem mesmo a escravidão se igualou em crueldade ao regime instaurado no País em 64. O regime militar tornou-se uma espécie de marco zero da iniquidade nacional, projetando sua sombra devastadora no passado e no futuro, como se fosse responsável retroativamente pelo extermínio dos índios pelos bandeirantes, a escravidão do negro pelo português e até, projetivamente, pelos escândalos de corrupção que continuam assolando a República.
Prova disso é que a ditadura civil de Getúlio Vargas tem um tratamento muito diferente nos livros de história e nas páginas dos jornais. Enquanto o golpe de Estado de 24 de outubro de 1930, que depôs o presidente Washington Luís, é retratado como “Revolução de 30”, o golpe de Estado de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart, é reduzido a epítetos como “Ditadura Militar” e “Anos de Chumbo”. Mas quem entregou Olga Benário, grávida, para as fornalhas nazistas não foram os militares de 1964, mas o ditador Getúlio Vargas, quando combatia a Intentona Comunista de 1935. O que não impediu Luiz Carlos Prestes, o santo comunista de Jorge Amado, de inocentar Getúlio Vargas com seu apoio político, pisoteando e cuspindo na memória da mãe de sua filha Anita Leocádia, hoje historiadora, que, por sorte, escapou da morte.
O comunista Prestes e sua sentença desumana
Se tucanos e pefelistas não padecessem de ingenuidade ideológica, o escopo investigativo da Comissão da Verdade teria retroagido a 1930 e, então, o Brasil saberia como é gélido o coração da ideologia de esquerda, que ama a abstração da humanidade com tanto fervor que não hesita em sacrificar o ser humano concreto que não se encaixe nesse ideal de perfeição. Apesar das torturas que seus camaradas padeceram nas garras da polícia do Estado Novo de Vargas (da qual ele próprio fora poupado, por ser militar) e da prisão da judia Olga Benário, sua mulher, entregue aos nazistas aos sete meses de gravidez, Luís Carlos Prestes perdoou Vargas em nome do ideal comunista desossado de gente, por isso sempre pronto a saltar por cima de cadáveres. Em 23 de maio de 1945, num comício no Estádio do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro, depois de nove anos preso, Prestes defendeu a união nacional em torno do ditador Getúlio Vargas e disse que defender sua saída do poder, como pregavam os setores democráticos, seria uma deserção e uma traição.
Dias depois, em 15 de julho de 1945, desta vez no estádio do Pacaembu, em São Paulo, Prestes voltou a defender Vargas, seu velho algoz, chamando de fascistas todos aqueles que criticavam o ditador e defendiam o fim de seu regime para que fosse eleita democraticamente uma Assembleia Nacional Cons­tituinte. Prestes, ao contrário, queria uma Constituinte com Vargas no poder, algo como uma Constituição de 88 tutelada por um presidente militar. O entusiasmo com que defendia o caudilho gaúcho dividiu o próprio Partido Comunista. Alguns de seus camaradas não conseguiam entender como um homem como Prestes, que tinha sido preso por Getúlio e vira sua mulher judia ser entregue grávida à Alemanha de Hitler, sucumbindo ao nazismo, podia, naquele momento, transformar-se em arauto do ditador, tentando evitar a derrocada de seu regime, a ponto de apoiar uma Constituinte tutelada.
Mas não foi apenas a memória de Olga Benário que a ideologia comunista matou com a sua indiferença pela vida humana. Antes de ser presa, a cúpula do Partido Comunista (PC) executou Elza Fernandes, uma pobre moça do interior que, aos 16 anos, se tornara amante de Miranda, então secretário-geral do partido. Desconfiado de que ela estava sendo usada pela polícia para caçar e prender seus camaradas de partido, Luiz Carlos Prestes lavrou a sentença de morte da Garota, como Elza era conhecida. Como seus camaradas hesitassem em executar a sentença, Prestes escreveu-lhes um duro bilhete, chamando-os de medrosos: “Fui dolorosamente surpreendido pela falta de resolução e vacilação de vocês. Assim não se pode dirigir o Partido do Proletariado, da classe revolucionária. (...) Por que modificar a decisão a respeito da ‘garota’? Que tem a ver uma coisa com a outra? (...) Com plena consciência de minha responsabilidade, desde os primeiros instantes tenho dado a vocês minha opinião quanto ao que fazer com ela. Em minha carta de 16, sou categórico e nada mais tenho a acrescentar”.
Diante da determinação do líder maior do Partido Comunista, Elza foi transferida para uma casa num local ermo de Deodoro, subúrbio do Rio de Janeiro, e a sentença foi executada por quatro membros do partido. Depois de, inocentemente, fazer café para os companheiros, ela foi estrangulada com uma corda e seu corpo foi quebrado ao meio, até que os pés se juntassem ao pescoço, para que coubesse dentro de um saco e pudesse ser enterrada no quintal da casa. Estava cumprida a vontade de Luiz Carlos Prestes, o Cavalheiro da Esperança, um dos heróis da Comissão da Verdade. Em seu favor, não se pode alegar nem mesmo o medo da tortura ou da morte, já que era um soldado tarimbado e, como se veria depois, foi preso com toda a dignidade de um comandante, sem passar pelas agruras dos companheiros de infortúnio.
O genocídio comunista no Araguaia
No caso dos demais comunistas, candidatos a passar pelo que Carlos Marighella passou nos porões da ditadura Vargas, é até compreensível que eles quisessem afastar todas as possíveis causas de sua prisão. E se Elza Fernandes, com sua ingenuidade facilmente manipulável pela polícia, era uma dessas causas, quem pode acusá-los por tentar salvar a própria pele esfolando a pele de terceiros? Confesso que até entendo o desespero dos subversivos políticos que, perseguidos pela polícia e temendo a tortura e a morte, entregavam um companheiro ou até mesmo o eliminavam, numa tentativa desesperada de sobrevivência. O que não se pode admitir é que, mesmo depois desse tipo de experiência, várias vezes repetida na história, a esquerda jamais aprenda com seus próprios erros e continue glorificando a luta armada, como se fosse possível construir uma sociedade perfeita regada com o sangue de inocentes.
Com base nessa arrogante cegueira ideológica, que desconsidera as fragilidades do homem concreto, a esquerda cria mitos — como o nazismo verde-oliva que vai sendo imposto pelas Comis­sões da Verdade. Ao mesmo tempo, como contraponto a essa crueldade nazista dos militares, engendra-se, também falsamente, o impoluto idealismo da geração de guerrilheiros que combateram o regime, hoje transformados em verdadeiros santos nas páginas dos jornais e nos livros de história. Já escrevi e repito: o regime militar de 64 é a muleta moral dos intelectuais de esquerda — eles o acusam de todos os crimes para melhor acobertarem os próprios. Começando pela guerrilha urbana e rural, o crack da época, que aliciava adolescentes e jovens doidivanas para uma luta obviamente suicida, cujos mortos deveriam pesar não apenas nos ombros de seus torturadores e assassinos, mas também na consciência dos velhos dirigentes comunistas do PCdoB — diretamente responsáveis pelos mortos na Guerrilha do Araguaia.

Só mesmo a insanidade ideológica para levar um grupo de intelectuais a acreditar que seria possível fazer a revolução comunista num País de 8,5 milhões de quilômetros quadrados e 70 milhões de habitantes a partir do voluntarismo de 98 guerrilheiros, praticamente sem armas, perdidos no meio da selva, na maioria estudantes universitários urbanos, muitos dos quais nunca tinham tomado nem banho frio na vida. O modelo era a Grande Marcha de Mao Tsé-Tung. Mas o Oriente é outro mundo e a China faz fronteira com a Rússia, o que facilitava o apoio de Stálin à guerrilha maoísta. Como contam Jon Holliday e Jung Chang na biografia “Mao: A História Desconhecida”, a União Soviética tinha homens em todas as principais cidades chinesas e fornecia armas, remédios e informações essenciais para a sobrevivência do Partido Comunista Chinês.
O perigoso maniqueísmo ideológico
Com base nesse aparato bélico e de espionagem, os soviéticos conseguiam sublevar camponeses em diversas províncias chinesas e, antes mesmo de Mao iniciar a Grande Marcha, os comunistas já contavam com um exército de 20 mil homens na China, tirados do exército nacionalista de Chiang Kai-Shek. Algo muito diferente do Brasil, um país quase tão grande quanto a China, com uma cultura nada guerreira e, ainda por cima, na área de influência dos Estados Unidos, que, obviamente, jamais aceitariam de braços cruzados a transformação do maior país da América Latina numa nação comunista. Para os Estados Unidos, uma coisa era permitir que uma pequena ilha como Cuba se tornasse uma ditadura comunista; outra bem diferente era aceitar que o mesmo ocorresse no Brasil. Se nem hoje a Rússia aceita que a Crimeia deixe sua área de influência, como imaginar que o Brasil se tornaria satélite de Moscou a partir da tresloucada aventura dos guerrilheiros do Araguaia?
Todas as guerrilhas de sucesso no mundo, inclusive a que é promovida pelas FARC na Colômbia, foram feitas em regiões de fronteira, de preferência entre países rivais, permitindo que os guerrilheiros, quando caçados pelas forças legais de seu país, pudessem se homiziar temporariamente no país vizinho. Creio que a única guerrilha do mundo totalmente ilhada na região central de um país, sem qualquer rota de fuga decente, foi justamente a Guerrilha do Araguaia — o que mostra a insanidade mental e moral de seus idealizadores. Os jovens que perderam a vida na guerrilha armada, urbana ou rural, não eram heróis coisa nenhuma. Eram apenas lunáticos — seduzidos para a morte pelos genocidas da própria esquerda que formularam uma luta armada sem qualquer chance de vitória. E se o seu intento lograsse algum efeito, ele não seria a implantação do socialismo, mas a eclosão de uma guerra civil. Ou os empresários iriam dividir suas empresas; os proprietários rurais, suas terras; a classe média, suas casas — tudo isso sem luta? Se a guerrilha desse certo, o Brasil não seria uma nova potência socialista — seria uma imensa Angola de miséria e sangue.
Não se constrói uma nação com base no maniqueísmo ideológico, que aniquila o senso crítico e infantiliza os jovens, tornando-os presas fáceis de qualquer demagogo de esquerda que se apresente como revisor do passado e senhor do futuro, oferecendo a utopia da revolução como uma espécie de errata da própria humanidade. A nação precisa ser criticamente educada para pensar o passado sem exageros, reconhecendo os erros e acertos de cada período histórico. É impossível, por exemplo, que, nos 21 anos que separam o golpe militar de 1964 da eleição de um presidente civil em 1985, o Brasil tenha sido apenas uma terra arrasada por “anos de chumbo”, como querem fazer crer os Comitês da Vingança que se arvoram a senhores da verdade. O regime militar brasileiro não foi uma ditadura militar de 21 anos” — é o que afirma o historiador Marco Antonio Villa, doutor em história pela USP e professor da Universidade Federal de São Carlos, em seu livro “Ditadura à Brasileira”, com o qual eu e os fatos concordamos integralmente. Até o final de 1968, antes do AI-5, o Brasil vivia uma efervescência político-cultural mais intensa do que hoje. Depois da Anistia, em 1979, também.
Mas não se deve combater o mito guerrilheiro com outro mito — o do Exército salvador da pátria, que, a cada ameaça comunista, é chamado a salvar a democracia a golpes de Estado. O Brasil vive novamente um desses momentos cruciais de sua história, em que as instituições estão sendo transformadas em instrumento da ideologia esquerdista — o que leva alguns setores da sociedade, ainda que minoritários, a pedir a volta dos militares. É suicídio. Uma nação adulta dispensa pais de farda. A República brasileira não pode ser uma quartelada, com interregnos de democracia em meio a uma história de arbítrios. Mas também não pode ser uma eterna utopia, em que, à custa de construir um “outro mun­do possível”, a esquerda destrua co­tidianamente o mundo real, atiçando pobres contra ricos, negros contra brancos, mulheres contra ho­mens, minorias contra maiorias, até que, em meio a esse caos de conflitos forjados, tenhamos o pior dos conflitos: militares contra civis — que é onde morre a democracia.
Fonte:  Jornal Opção

terça-feira, 1 de abril de 2014

Vítimas do Terrorismo – Abril

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Neste abril de 2014, reverenciamos a todos os que, em abris passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus algozes, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país. Para isso, atentaram contra o Brasil.
Nestes tempos de esperança, cabe-nos lutar para que recebam isonomia no tratamento que os "arautos" dos direitos humanos dispensam aos seus assassinos, que hoje recebem pensões e indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas.
A lembrança deles não nos motiva ao ódio. Move-nos, somente o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe, por terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso.
A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão.
14/04/69 – FRANCISCO BENTO DA SILVA (Motorista - SP)
    LUIZ FRANCISCO DA SILVA (Guarda bancário –SP)
Mortos durante um assalto, praticado pela Ala Vermelha do PCdoB, ao carro pagador (uma Kombi) do Banco Francês-Italiano para a América do Sul, na Alameda Barão de Campinas, quando foram roubados vinte milhões de cruzeiros. Participaram desta ação os terroristas: Élio Cabral de Souza, Derly José de Carvalho, Daniel José de Carvalho, Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Aderval Alves Coqueiro, Lúcio da Costa Fonseca, Gilberto Giovanetti, Ney Jansen Ferreira Júnior, Genésio Borges de Melo e Antônio Medeiros Neto.
04/04/71 – JOSÉ JÚLIO TOJA MARTINEZ (Major do Exército – Rio de Janeiro)
No início de abril, a Brigada Pára-quedista recebeu uma denúncia de que um casal de terroristas ocupara uma casa em Campo Grande/RJ. A 2ª Sessão da Brigada, chefiada pelo major Martinez, montou um esquema de vigilância sobre a citada residência. Por volta das 23 horas desse dia, chegou um casal, de táxi, estacionando-o nas proximidades da casa vigiada. A mulher ostentava uma volumosa barriga que indicava estar em adiantado estado de gravidez. O fato sensibilizou Martinez, que, impelido por seu sentimento de solidariedade, agiu impulsivamente visando preservar a “senhora” de possíveis riscos.
Ele iniciou a travessia da rua, a fim de solicitar-lhe que se afastasse daquela área. Ato contínuo, da “barriga”, formada por uma cesta para pão com uma abertura para saque da arma ali escondida, a mulher retirou um revólver, matando-o instantaneamente, sem qualquer chance de reação. O capitão Parreira, de sua equipe, ao sair em sua defesa foi gravemente ferido por um tiro desferido pelo terrorista. A reação dos demais agentes desencadeou cerrado tiroteio que causou a morte do casal de terroristas. Estes foram identificados como sendo os militantes do MR-8 Mário de Souza Prata e sua amante Marilena Villas-Bôas Pinto, ambos de alta periculosidade e responsáveis por uma extensa lista de atos terroristas.
No “aparelho” do casal foram encontrados explosivos, munição e armas, além de levantamentos de bancos, de supermercados, de diplomatas estrangeiros e de generais do Exército.
Destino perverso esse que compensou com uma reação de ódio e violência o gesto de bondade tão característica do major Martinez. Ele deixou viúva e quatro filhos, três meninas e um menino, a mais velha, à época, com onze anos de idade. Sua esposa, com uma pequena pensão, criou com sacrifícios aquelas crianças que, pelo ambiente familiar de que desfrutavam, eram, naturalmente, dóceis e afáveis.
07/04/71 – MARIA ALICE MATOS (Empregada doméstica – Rio de Janeiro)
Morta por terroristas quando do assalto a um depósito de material de construção.
15/04/71 – HENNING ALBERT BOILESEN (Industrial – São Paulo)
Quando da criação da Operação Bandeirante, a pedido de Carlos Lamarca os terroristas escolheram três nomes para serem assassinados, como forma de intimidar os colaboradores da OBan. Estes eram: Henning A. Boilesen, Peri Igel e Sebastião Camargo (Camargo Correia) O primeiro escolhido foi o presidente da Ultragás, Henning Albert Boilesen, um dinamarquês, naturalizado brasileiro.
A partir da segunda quinzena de janeiro de 1971, iniciaram-se os levantamentos do industrial paulista, dos quais participaram: Devanir José de Carvalho, Dimas Antonio Casemiro, Gilberto Faria Lima e José Dan de Carvalho, pelo MRT; Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz, pela ALN; Gregório Mendonça e Laerte Dorneles Méliga (nomeado, em 2011, Diretor do SERPRO, empresa governamental de processamento de dados ligada à Receita Federal - DOU nº 34 de 17/02/2011), pela VPR.
No dia 15 de abril de 1971 um Comando Revolucionário, integrado pelos terroristas Yuri Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas, José Milton Barbosa, Dimas Antonio Casimiro e Antonio Sérgio de Matos, traiçoeiramente assassinou Boilesen. Quando o carro de Boilesen entrou na Alameda Casa Branca, dois carros dos terroristas emparelharam com o dele. Pela esquerda, Yuri, colocando um fuzil para fora da janela, disparou um tiro que foi raspar a cabeça de Boilesen. Este saiu do automóvel que dirigia e tentou correr em direção contrária aos carros. Foi inútil. José Milton descarregou sua metralhadora nas costas do industrial e Yuri desfechou-lhe mais três tiros de fuzil. Cambaleando, Boilesen arrastou-se por mais alguns metros e foi cair na sarjeta, junto de um Volkswagen. Aproximando-se, Yuri disparou mais um tiro que lhe arrancou a maior parte da face esquerda. Joaquim Alencar Seixas Gilberto Faria Lima jogaram os panfletos por cima do cadáver. No relatório escrito por Yuri, e apreendido pela polícia, aparecem as frases “durante a fuga trocávamos olhares de contentamento e satisfação. Mais uma vitória da Revolução Brasileira”.
Vários carros e casas foram atingidos por projéteis. Caídas, duas senhoras, uma atingida no ombro e outra ferida numa perna. Sobre o corpo de Boilesen, mutilado com dezenove tiros, os panfletos da ALN e do MRT, dirigidos “Ao Povo Brasileiro”, traziam a ameaça:
“Como ele, existem muitos outros e sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que importa é que eles sentirão o peso da JUSTIÇA REVOLUCIONÁRIA. Olho por olho, dente por dente”.
10/04/74 – GERALDO JOSÉ NOGUEIRA (Soldado PM – São Paulo)
Morto quando da captura de terroristas.
Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações, mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.
Texto adaptado deA Verdade Sufocada.
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