segunda-feira, 31 de março de 2014

A História Oficial de 1964

por Olavo de Carvalho
O Globo, 19 Jan 1999
Se houve na história da América Latina um episódio sui generis, foi a Revolução de Março (ou, se quiserem, o golpe de abril) de 1964. Numa década em que guerrilhas e atentados espoucavam por toda parte, seqüestros e bombas eram parte do cotidiano e a ascensão do comunismo parecia irresistível, o maior esquema revolucionário já montado pela esquerda neste continente foi desmantelado da noite para o dia e sem qualquer derramamento de sangue.
O fato é tanto mais inusitado quando se considera que os comunistas estavam fortemente encravados na administração federal, que o presidente da República apoiava ostensivamente a rebelião esquerdista no Exército e que em janeiro daquele ano Luís Carlos Prestes, após relatar à alta liderança soviética o estado de coisas no Brasil, voltara de Moscou com autorização para desencadear – por fim! – a guerra civil no campo. Mais ainda, a extrema direita civil, chefiada pelos governadores Adhemar de Barros, de São Paulo, e Carlos Lacerda, da Guanabara, tinha montado um imenso esquema paramilitar mais ou menos clandestino, que totalizava não menos de 30 mil homens armados de helicópteros, bazucas e metralhadoras e dispostos a opor à ousadia comunista uma reação violenta. Tudo estava, enfim, preparado para um formidável banho de sangue.
Na noite de 31 de março para 1º de abril, uma mobilização militar meio improvisada bloqueou as ruas, pôs a liderança esquerdista para correr e instaurou um novo regime num país de dimensões continentais – sem que houvesse, na gigantesca operação, mais que duas vítimas: um estudante baleado na perna acidentalmente por um colega e o líder comunista Gregório Bezerra, severamente maltratado por um grupo de soldados no Recife. As lideranças esquerdistas, que até a véspera se gabavam de seu respaldo militar, fugiram em debandada para dentro das embaixadas, enquanto a extrema-direita civil, que acreditava ter chegado sua vez de mandar no país, foi cuidadosamente imobilizada pelo governo militar e acabou por desaparecer do cenário político.
Qualquer pessoa no pleno uso da razão percebe que houve aí um fenômeno estranhíssimo, que requer investigação. No entanto, a bibliografia sobre o período, sendo de natureza predominantemente revanchista e incriminatória, acaba por dissolver a originalidade do episódio numa sopa reducionista onde tudo se resume aos lugares-comuns da "violência" e da "repressão", incumbidos de caracterizar magicamente uma etapa da história onde o sangue e a maldade apareceram bem menos do que seria normal esperar naquelas circunstâncias.
Os trezentos esquerdistas mortos após o endurecimento repressivo com que os militares responderam à reação terrorista da esquerda, em 1968, representam uma taxa de violência bem modesta para um país que ultrapassava a centena de milhões de habitantes, principalmente quando comparada aos 17 mil dissidentes assassinados pelo regime cubano numa população quinze vezes menor. Com mais nitidez ainda, na nossa escala demográfica, os dois mil prisioneiros políticos que chegaram a habitar os nossos cárceres foram rigorosamente um nada, em comparação com os cem mil que abarrotavam as cadeias daquela ilhota do Caribe. E é ridículo supor que, na época, a alternativa ao golpe militar fosse a normalidade democrática. Essa alternativa simplesmente não existia: a revolução destinada a implantar aqui um regime de tipo fidelista com o apoio do governo soviético e da Conferência Tricontinental de Havana já ia bem adiantada. Longe de se caracterizar pela crueldade repressiva, a resposta militar brasileira, seja em comparação com os demais golpes de direita na América Latina seja com a repressão cubana, se destacou pela brandura de sua conduta e por sua habilidade de contornar com o mínimo de violência uma das situações mais explosivas já verificadas na história deste continente.
No entanto, a historiografia oficial – repetida ad nauseam pelos livros didáticos, pela TV e pelos jornais – consagrou uma visão invertida e caricatural dos acontecimentos, enfatizando até à demência os feitos singulares de violência e omitindo sistematicamente os números comparativos que mostrariam – sem abrandar, é claro, a sua feiúra moral – a sua perfeita inocuidade histórica.
Por uma coincidência das mais irônicas, foi a própria brandura do governo militar que permitiu a entronização da mentira esquerdista como história oficial. Inutilizada para qualquer ação armada, a esquerda se refugiou nas universidades, nos jornais e no movimento editorial, instalando aí sua principal trincheira. O governo, influenciado pela teoria golberiniana da "panela de pressão", que afirmava a necessidade de uma válvula de escape para o ressentimento esquerdista, jamais fez o mínimo esforço para desafiar a hegemonia da esquerda nos meios intelectuais, considerados militarmente inofensivos numa época em que o governo ainda não tomara conhecimento da estratégia gramsciana e não imaginava ações esquerdistas senão de natureza inssurrecional, leninista. Deixados à vontade no seu feudo intelectual, os derrotados de 1964 obtiveram assim uma vingança literária, monopolizando a indústria das interpretações do fato consumado. E, quando a ditadura se desfez por mero cansaço, a esquerda, intoxicada de Gramsci, já tinha tomado consciência das vantagens políticas da hegemonia cultural, e apegou-se com redobrada sanha ao seu monopólio do passado histórico. É por isso que a literatura sobre o regime militar, em vez de se tornar mais serena e objetiva com a passagem dos anos, tanto mais assume o tom de polêmica e denúncia quanto mais os fatos se tornam distantes e os personagens desaparecem nas brumas do tempo.
Mais irônico ainda é que o ódio não se atenue nem mesmo hoje em dia, quando a esquerda, levada pelas mudanças do cenário mundial, já vem se transformando rapidamente naquilo mesmo que os militares brasileiros desejavam que ela fosse: uma esquerda socialdemocrática parlamentar, à européia, desprovida de ambições revolucionárias de estilo cubano. O discurso da esquerda atual coincide, em gênero, número e grau, com o tipo de oposição que, na época, era não somente consentido como incentivado pelos militares, que viam na militância socialdemocrática uma alternativa saudável para a violência revolucionária.
Durante toda a história da esquerda mundial, os comunistas votaram a seus concorrentes, os socialdemocratas, um ódio muito mais profundo do que aos liberais e capitalistas. Mas o tempo deu ao "renegado Kautsky" a vitória sobre a truculência leninista. E, se os nossos militares tudo fizeram justamente para apressar essa vitória, por que continuar a considerá-los fantasmas de um passado tenebroso, em vez de reconhecer neles os precursores de um tempo que é melhor para todos, inclusive para as esquerdas?
Para completar, muita gente na própria esquerda já admitiu não apenas o caráter maligno e suicidário da reação guerrilheira, mas a contribuição positiva do regime militar à consolidação de uma economia voltada predominantemente para o mercado interno – uma condição básica da soberania nacional. Tendo em vista o preço modesto que esta nação pagou, em vidas humanas, para a eliminação daquele mal e a conquista deste bem, não estaria na hora de repensar a Revolução de 1964 e remover a pesada crosta de slogans pejorativos que ainda encobre a sua realidade histórica?

domingo, 30 de março de 2014

Sobre 31 de Março

Gostaria de dizer algumas coisas sobre o que aconteceu no dia 31/03/1964 e nos anos que se seguiram. Porque concluo, diante do que ouço de pessoas em quem confio intelectualmente, que há algo muito errado na forma como a história é contada. Nada tão absurdo, considerando as balelas que ouvimos sobre o "descobrimento" do Brasil ou a forma como as pessoas fazem vistas grossas para as mortes e as torturas perpetradas pela Igreja Católica durante séculos. Mas, ainda assim, simplesmente não entendo como é possível que esse assunto seja tão parcial e levianamente abordado pelos que viveram aqueles tempos e, o que é pior, pelos que não viveram.
Nenhuma pessoa dotada de mediano senso crítico vai negar que houve excessos por parte do Governo Militar. Nesta seara, os fatos falam por si e por mais que se tente vislumbrar certos aspectos sob um prisma eufemístico, tortura e morte são realidades que emergem de maneira inegável.
Ocorre que é preciso contextualizar as coisas. Porque analisar fatos extirpados do substrato histórico-cultural em meio ao qual eles foram forjados é um equívoco dialético (para os ignorantes) e uma desonestidade intelectual (para os que conhecem os ditames do raciocínio lógico). E o que se faz com relação aos Governos Militares do Brasil é justamente ignorar o contexto histórico e analisar seus atos conforme o contexto que melhor serve ao propósito de denegri-los.
Poucos lembram da Guerra Fria, por exemplo. De como o mundo era polarizado e de quão real era a possibilidade de uma investida comunista em território nacional. Basta lembrar de Jango e Jânio; da visita à China; da condecoração de Guevara, este, um assassino cuja empatia pessoal abafa sua natureza implacável diante dos inimigos.
Nada contra o Comunismo, diga-se de passagem, como filosofia. Mas creio que seja desnecessário tecer maiores comentários sobre o grau de autoritarismo e repressão vivido por aqueles que vivem sob este sistema. Porque algumas pessoas adoram Cuba, idolatram Guevara e celebram Chavez, até. Mas esquecem do rastro de sangue deixado por todos eles; esquecem as mazelas que afligem a todos os que ousam insurgir-se contra esse sistema tão "justo e igualitário". Tão belo e perfeito que milhares de retirantes aventuram-se todos os anos em balsas em meio a tempestades e tubarões na tentativa de conseguirem uma vida melhor.
A grande verdade é que o golpe ou revolução de 1964, chame como queira, talvez tenha livrado seus pais, avós, tios e até você mesmo e sua família de viver essa realidade. E digo talvez, porque jamais saberemos se isso, de fato, iria acontecer. Porém, na dúvida, respeito a todos os que não esperaram sentados para ver o Brasil virar uma Cuba.
Respeito, da mesma forma, quem pegou em armas para lutar contra o Governo Militar. Tendo a ver nobreza nos que renunciam ao conforto pessoal em nome de um ideal. Respeito, honestamente.
Mas não respeito a forma como esses "guerreiros" tratam o conflito. E respeito menos ainda quem os trata como heróis e os militares como vilões. É uma simplificação que as pessoas costumam fazer. Fruto da forma dual como somos educados a raciocinar desde pequenos. Ainda assim, equivocada e preconceituosa.
Numa guerra não há heróis. Menos ainda quando ela é travada entre irmãos. E uma coisa que se aprende na caserna é respeitar o inimigo. Respeitar o inimigo não é deixar, por vezes, de puxar o gatilho. Respeitar o inimigo é separar o guerreiro do homem. É tratar com nobreza e fidalguia os que tentam te matar, tão logo a luta esteja acabada. É saber que as ações tomadas em um contexto de guerra não obedecem à ética do dia-a-dia. Elas obedecem a uma lógica excepcional; do estado de necessidade, da missão acima do indivíduo, do evitar o mal maior.
Os grandes chefes militares não permanecem inimigos a vida inteira. Mesmo os que se enfrentam em sangrentas batalhas. E normalmente se encontram após o conflito, trocando suas espadas como sinal de respeito. São vários os exemplos nesse sentido ao longo da história. Aconteceu na Guerra de Secessão, na Segunda Guerra Mundial, no Vietnã, para pegar exemplos mais conhecidos. A verdade é que existe entre os grandes Generais uma relação de admiração.
A esquerda brasileira, por outro lado, adora tratar os seus guerrilheiros como heróis. Guerreiros que pegaram em armas contra a opressão; que sequestraram, explodiram e mataram em nome do seu ideal. 
E aí eu pergunto: os crimes deles são menos importantes que os praticados pelos militares? O sangue dos soldados que tombaram é menos vermelho do que o dos guerrilheiros? Ações equivocadas de um lado desnaturam o caráter nebuloso das ações praticadas pelo outro? Penso que não. E vou além.
A lei de Anistia é um perfeito exemplo da nobreza que me referi anteriormente. Porque o lado vencedor (sim, quem fica 20 anos no poder e sai porque quer, definitivamente é o lado vencedor) concedeu perdão amplo e irrestrito a todos os que participaram da luta armada. De lado a lado. Sem restrições. Como deve ser entre cavalheiros. E por pressão de Figueiredo, ressalto, desde já. Porque havia correntes pressionando por uma anistia mitigada.
Esse respeito, entretanto. Só existiu de um lado. Porque a esquerda, amargurada pela derrota e pela pequenez moral de seus líderes nada mais fez nos anos que se seguiram, do que pisar na memória de suas Forças Armadas. E assim seguem fazendo. Jogando na lama a honra dos que tombaram por este país nos campos de batalha. E contaminando a maneira de pensar daqueles que cresceram ouvindo as tolices ditas pelos nossos comunistas. Comunistas que amam Cuba e Fidel, mas que moram nas suas coberturas e dirigem seus carrões. Bem diferente dos nossos militares, diga-se de passagem.
Graças a eles, nossa juventude sente repulsa pela autoridade. Acha bonito jogar pedras na Polícia e acha que qualquer ato de disciplina encerra um viés repressivo e antilibertário. É uma total inversão de valores. O que explica, de qualquer forma, a maneira como tratamos os professores e os idosos no Brasil.
Então, neste 31 de março, celebrarei aqueles que se levantaram contra o mal iminente. Celebrarei os que serviram à Pátria com honra e abnegação. Celebrarei os que honraram suas estrelas e divisas e não deixaram nosso país cair nas mãos da escória moral que, anos depois, o povo brasileiro resolveu por bem colocar no Poder.
Bem feito. Cada povo tem os políticos que merece. 
Se você não gosta das Forças Armadas porque elas torturaram e mataram, então, seja, pelo menos, coerente. E passe a nutrir o mesmo dissabor pela corja que explodiu sequestrou e justiçou, do outro lado. Mas tenha certeza que, se um dia for necessário sacrificar a vida para defender nosso território e nossas instituições, você só verá um desses lados ter honradez para fazê-lo.
Alexandre Paz Garcia
foi Oficial de Cavalaria (2001) e
atualmente é Analista Judiciário
Fonte:   Facebook
COMENTO:  este texto foi postado no Facebook em 2013, mas me pareceu oportuno relembrá-lo às vésperas de que se complete 50 anos da gloriosa Contrarevolução de 1964. 

sábado, 29 de março de 2014

Aos Mais Novos, Iludidos pela Imprensa Manipulada e Pelos Professores Marxistas.


Aguardo a apresentação de alguma efetiva realização governamental (roubalheira não vale!) concretizada após 1985!

sexta-feira, 28 de março de 2014

O Que os Professores de História Não Contam Sobre a Contrarrevolução de 1964

por Carlos I.S. Azambuja
Uma série de fatos que servem para relembrar a verdade sobre o terrorismo no Brasil.
VOCÊ SABIA?
- Que no governo João Goulart algumas organizações de esquerda condenavam a luta pela reforma agrária, porque seu triunfo daria origem a um campesinato conservador e anti-socialista? Isso está escrito na página 40 do livro "Combate nas Trevas", de Jacob Gorender, que foi dirigente do PCB e um dos fundadores do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, em 1967.
- Que no governo João Goulart já existiam campos de treinamento de guerrilha no Brasil? Em 4 de dezembro de 1962, o jornal "O Estado de São Paulo" (página 8) noticiou a prisão de diversos membros das famosas Ligas Camponesas, fundadas por Francisco Julião, num campo de treinamento de guerrilhas, em Dianópolis, Goiás.
- Que o primeiro grupo de 10 membros do Partido Comunista do Brasil - então partidário da chamada linha chinesa de "guerra popular prolongada" para a tomada do poder - viajou para a China ainda no governo João Goulart, em 29 de março de 1964, a fim de receber treinamento na Academia Militar de Pequim? E que até 1966 mais duas turmas foram a Pequim com o mesmo objetivo? (livro "Combate nas Trevas", de Jacob Gorender).
- Que no regresso da China, esses militantes, e outros, foram mandados, a partir de 1966, para a selva amazônica a fim de criar o embrião da "guerra popular prolongada" que resultou naquilo que ficou conhecido como Guerrilha do Araguaia, somente descoberto pelas Forças Armadas em abril de 1972, graças à prisão de um casal, no Ceará, que havia abandonado a área, desertando?
- Que mais da metade dos cerca de 60 jovens que morreram no Araguaia, para onde foram mandados pela direção do PCdoB, eram estudantes universitários, secundaristas ou recém-formados, segundo as profissões descritas na Lei que, em 1995, constituiu a Comissão de Desaparecidos Políticos?
- Que a expressão "socialismo democrático" - hoje largamente utilizada por alguns partidos e candidatos - induz a um duplo erro: o de apontar no rumo de um hipotético socialismo que prescindirá do Estado da Ditadura do Proletariado, acontecimento nunca visto no mundo, e o de introduzir a idéia de que o Estado mais democrático que o mundo já conheceu, o Estado Proletário não é democrático? (livro "História da Ação Popular", página 63, de autoria dos atuais dirigentes do Partido Comunista do Brasil, Aldo Arantes e Haroldo Rodrigues Lima).
- Que no início de 1964, antes da Revolução de Março, Herbert José de Souza, o "Betinho" já pertencia à Coordenação Nacional da Ação Popular? (livro "No Fio da Navalha", do próprio "Betinho", páginas 41 e 42).
- Que em 31 de março de 1964, quando da Revolução, "Betinho" era o coordenador da assessoria do Ministro da Educação, Paulo de Tarso, em Brasília? (livro "No Fio da Navalha", páginas 46 e 47).
- Que pouco tempo antes da Revolução de Março de 1964, o coordenador nacional do "Grupo dos Onze", constituídos por Leonel Brizola, era "Betinho", designado pelo próprio Brizola? (livro "No Fio da Navalha", páginas 49 a 51).
- Que em março de 1964 o esquema armado de João Goulart "era uma piada"; e que "o comandante Aragão, comandante dos Fuzileiros Navais, era um alucinado e eu nunca vi figura como aquela"? (livro "No Fio da Navalha", página 51).
- Que já em 1935 Luiz Carlos Prestes, o "Cavaleiro da Esperança", era um assalariado do Komintern (3ª Internacional)? Isso está escrito e comprovado no livro "Camaradas", do jornalista William Waak, que teve acesso aos arquivos da 3ª Internacional, em Moscou, após o desmanche do comunismo.
- Que Luiz Carlos Prestes foi Secretário-Geral do Partido Comunista Brasileiro por 37 anos, ou seja, até maio de 1980, uma vez que foi eleito em setembro de 1943, quando ainda cumpria pena por sua atuação na Intentona Comunista? (livro "Giocondo Dias, uma Vida na Clandestinidade", de Ivan Alves Filho, cujo pai, Ivan Alves, pertenceu ao partido).
- Que quatro ex-militares dirigiram o PCB desde antes de 1943 até 1992: Miranda, Prestes, Giocondo Dias e Salomão Malina? Ou seja, dirigiram - ou melhor, comandaram - o PCB por cerca de 50 anos?
- Que após o desmantelamento do socialismo real, que começou pela queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989, foi considerado que "o marxismo-leninismo deixou de ser uma ferramenta de transformação da História para tornar-se uma espécie de religião secularizada, defendida em sua ortodoxia pelos sacerdotes das escolas do partido"? (livro "Nos Bastidores do Socialismo", de autoria de Frei Betto).
- Uma frase altamente edificante: "Quero deixar claro que admito a pena de morte em uma única exceção: no decorrer da guerra de guerrilhas". Seu autor? Frei Betto, em seu livro "Nos Bastidores do Socialismo", página 404.
- Que foi criada uma Comissão Especial, composta por sete membros, com a atribuição de proceder ao reconhecimento de pessoas que tenham falecido de causas não naturais "em dependências policiais ou assemelhadas"?
- Que da relação de pessoas desaparecidas que acompanhou o projeto constavam os nomes de 136 militantes da esquerda considerados desaparecidos políticos que, por opção própria, pegaram em armas para instalar em nosso país uma República Democrática Popular semelhante àquelas que o povo, nas ruas do Leste Europeu, derrubou, nos anos de 1989 e 1990?
- Que entre esses nomes, estavam os de 59 guerrilheiros desaparecidos no Araguaia, quando tentavam implantar o embrião do modelo chinês de "guerra popular prolongada"?
- Que as famílias de todos esses guerrilheiros do Araguaia já foram indenizadas com quantias que variam de 100 mil a 150 mil reais?
- Que, por conseguinte, à vista do que está escrito na lei, para que essa indenização fosse concedida, a área de selva de cerca de 7 mil quilômetros quadrados em que a guerrilha se instalou, foi considerada uma "dependência policial ou assemelhada"?
- Que duas senhoras, integrantes da Comissão que representam as famílias dos desaparecidos, Iara Xavier Pereira e Suzana Kiniger (ou Suzana Lisboa) foram militantes da ALN e receberam treinamento militar em Cuba?
- Que Iara Xavier Pereira participou de diversas "ações armadas", conforme ela própria revela, na página 297, do livro "Mulheres que Foram à Luta Armada", de autoria de Luiz Maklouf?
- Que essas senhoras ou suas famílias foram indenizadas pela morte de 4 pessoas? Iuri Xavier Pereira, Alex de Paula Xavier Pereira e Arnaldo Cardoso Rocha (todos membros do Grupo Tático Armado da ALN, com treinamento militar em Cuba, mortos nas ruas de São Paulo em tiroteio com a polícia), irmãos e marido de Iara Xavier Pereira - que também recebeu treinamento militar em Cuba - e Luiz Eurico Tejera Lisboa (treinado em Cuba), marido de Suzana Lisboa, que com ele também recebeu treinamento na paradisíaca "ilha da liberdade"? Que, no total, 600.000 mil reais, foi quanto os contribuintes pagaram a essas duas senhoras?
- Que a mídia, a famosa mídia que faz a cabeça das pessoas, jovens e adultos, nunca registrou esse "pequeno trecho" altamente edificante da História recente de nosso país?
Mas, há mais, muito mais! 
VOCÊ SABIA que o guerrilheiro do Araguaia, Rosalino Cruz Souza, conhecido na guerrilha como "Mundico", incluído na relação de "desaparecidos políticos", sabidamente "justiçado", no Araguaia, pela também guerrilheira "Dina" (Dinalva Conceição Teixeira) - cujos familiares foram também indenizados - teve sua família indenizada? Não pelo Partido que o mandou para lá e o matou, mas por nós, contribuintes?

segunda-feira, 24 de março de 2014

O Gigante Sonhador que Acordou na Ditadura

por Marcel van Hattem(*)
O gigante foi dormir na democracia. Sonhou bem e sonhou muito. Sonhou radicalmente com a igualdade. Não “achava-se”, afinal, era um gigante: sabia-se tolerante. Sabia-se sem preconceitos: “todos são iguais”. Todos deveriam ser iguais. Seu sonho foi ficando tão radicalmente perfeito, que, mesmo que houvesse leis e costumes no caminho, tudo se esfacelava para dar lugar ao ideal de igualdade absoluta que vislumbrava.
Preguiçosos foram sendo igualados aos esforçados; bandidos e criminosos, igualados às pessoas honestas e de bem. Prostitutas a donas de casa, vagabundos a virtuosos. Até políticos corruptos passaram a ser igualados aos poucos políticos dignos que restavam — claro, desde que os corruptos tivessem sido apenas “mensaleiros” e roubado pela Causa Maior. Houve inclusive um que não foi nem investigado: o Grande Líder da Causa Maior precisou apenas afirmar que, da corrupção que todos viram, nada sabia — e assim se safou.
Aproximavam-se as primeiras horas da manhã. O doce sonho do gigante foi ficando amargo. Preguiçosos exigiam mais dinheiro para não trabalhar. Bandidos exigiam mais direitos (humanos) para atuar no crime sem maiores dificuldades. E os políticos extorquiam mais impostos e acumulavam mais poder para continuar governando. Mais e mais poder. 
Não demorou e os corruptos pela Causa Maior começaram a ser declarados inocentes, e o Grande Líder passava a afirmar que a corrupção nem havia existido. O sonho foi virando pesadelo sem que o gigante compreendesse bem a transição — mas se tivesse estudado história ao invés de alimentar perigosas utopias, ele poderia ter previsto a catástrofe. O sonho virou pesadelo, do tipo cuja lembrança mais marcante é o gosto ruim que fica na boca quando acordamos. O gigante dormiu na democracia. Sonhou igualdade radical, até mesmo entre o que não pode ser igualado. Acordou em uma ditadura.
(*) Cientista político, jornalista e 
consultor para relações internacionais

domingo, 23 de março de 2014

1964: Interpretações Parciais

por Enio Meneghetti (*)
ZH publicou no último domingo (16/3) artigo do jornalista Flávio Tavares, Para reviver 1964.
Como autor da biografia do então governador do RS, que foi participante obrigatório daqueles momentos, gostaria de contrapor algumas afirmações do artigo.
Fala-se muito na “participação americana”, mas nada refere-se sobre a participação cubana e soviética nos mesmos eventos.
Em A Ditadura Envergonhada, Elio Gaspari revela: “Em 1961, Fidel hospedara Francisco Julião do MRT – Movimento Revolucionário Tiradentes. A Moscou, Julião pedira mil submetralhadoras. Em 1962 são descobertos campos de treinamento de guerrilha em Divinópolis, Goiás.
No final de 1962, na queda de um Boeing 707 da Varig nas cercanias de Lima, é encontrada a mala diplomática cubana. Continha detalhes sobre o plano revolucionário em andamento no Brasil e reclamações sobre “os gastos excessivos” do dinheiro cubano pela esquerda brasileira.
Em 13 de março de 1964, Jango anunciou seus decretos. O da reforma agrária – 53.700/64 – declarava de “interesse social” as áreas rurais em um raio de 10 quilômetros nas margens de todas as rodovias federais, ferrovias, açudes, barragens. O de “tabelamento de aluguéis”, em seu artigo quinto, trazia: “O Comissariado da Economia Popular listará em 90 dias todos os prédios e apartamentos desocupados com vistas à ‘desapropriação por utilidade social’.
Tudo por decretos, à revelia do Congresso, contrariando a Constituição vigente.
O governador do RS, Ildo Meneghetti procurou Jango. O encontro deu-se na Base Aérea de Canoas, na Páscoa de 1964. Meneghetti externou a Jango suas preocupações com os rumos de sua política. Apelou ao adversário que recuasse. O resultado dessa conversa foi a troca dos comandos militares no RS. O general Ladário Telles foi enviado para assumir o III Exército. Antes de embarcar, Ladário indagou ao presidente: “Que tratamento devo dispensar ao governador Ildo Meneghetti?”.
Tratamento duro. Faça-o sentir com quem está o poder – disse Jango.
Recentemente falecido, o jornalista e historiador Jacob Gorender, militante comunista, afirma em seu clássico Combate nas Trevas: “O período de 60 a 64 marca o auge da luta de classes no Brasil. Nos primeiros meses de 1964, esboçou-se uma situação pré-revolucionária e o golpe direitista se definiu pelo caráter contrarrevolucionário preventivo. Houve chance de vencer, mas foi perdida. O mais grave é que foi perdida de maneira desmoralizante”.
Constata-se uma recorrente tentativa de transformar os fatos ocorridos na luta de “bonzinhos” contra “malvados”, desprezando-se a realidade histórica.
(*) autor do livro 
Baile de Cobras – A Verdadeira História de Ildo Meneghetti
Fonte:   Zero Hora
COMENTO:  Flávio Tavares faz em seu texto - que pode ser lido clicando neste enlace - uma espécie de merchandising de seu livro 1964 - O Golpe, insistindo ter composto uma obra "imparcial". Mas não se furta, no artigo, de justificar-se: não poderia ser neutro. Não há neutralidade frente ao crime. Nem de retomar a velha cantilena de que a Contrarrevolução de 1964 foi uma iniciativa dos EUA, por meio da CIA, omitindo o apoio de Cuba e da falida URSS aos "revolucionários" que bradavam já estar no governo, faltando só assumir o poder (Luis Carlos Prestes).

quarta-feira, 19 de março de 2014

31 de Março de 1964: Uma Data a ser Lembrada

por Pedro Luis de Araújo Braga
Completa no [dia 31] o seu Jubileu de Ouro o Movimento Cívico-Militar ou a Revolução Democrática Brasileira, na realidade uma contra-revolução que salvou o País do caos para o qual estava sendo conduzido e que postergou, por vários anos, o êxito de nova tentativa de tomada do poder por uma minoria comunista, então encastelada nos sindicatos e outras instituições, bem como em diversas esferas do Governo.
Nossos detratores, os vencidos de então, que anistiamos na esperança de paz e de concórdia nacionais, incansáveis, obliterados e empedernidos que são, e outros que não viveram aqueles tempos sombrios mas que procedem como “o papagaio de casa de tolerância do interior”, rotulam-no de “Golpe Militar” que implantou a “ditadura” no Brasil. Este meio século, para eles, significa “anos de chumbo”, ou “anos de escuridão”.
A técnica da propaganda aconselha que os slogans, os chavões, as idéias-força, as palavras-chave, devem ser repetidas à larga, até tomarem foros de realidade. E não faltam “marqueteiros” milionários, vendedores de ilusão, para ajudar nesse mister, que conta com a ampla difusão de certa mídia, comprada ou comprometida ideologicamente, e que não respeita ética e nem tem compromisso com a verdade.
Se perguntarmos a um desses que engrossam tal corrente, até bacharéis, se sabem o que caracteriza uma ditadura e quais são os parâmetros de uma democracia, terão dificuldade em responder. Ignoram que todos os Presidentes Militares foram eleitos pelo Congresso e que a maioria dos países democráticos utiliza uma forma indireta de escolha de seus mandatários.
Nunca se deram conta – ou esqueceram-se, ou jamais lhes disseram – por exemplo, que José Maria Alkmin, ex- Ministro da Fazenda de JK, foi o Vice-Presidente de Castelo Branco, e que Aureliano Chaves, ex-Governador de Minas Gerais, o foi de João Figueiredo. Não lhes interessa lembrar que o MDB era o partido de oposição e que, por duas vezes, chegou a lançar candidato à Presidência da República, derrotado no voto. E que havia, circulando, jornais contra o governo, como, no Rio de Janeiro, o Correio da Manhã....Ditadura?
Mas, por quê ocorreu, há meio século, o movimento de que estamos falando? A situação nacional deteriora-se a tal ponto que se temia um iminente golpe comunista, tal como o tentado em Novembro de 1935, para a tomada do Poder. Eram greves em atividades essenciais, desabastecimento, inflação galopante, comícios ameaçadores, serviços públicos em crise, as intimidações da CGT.
E a Nação, cuja voz era a voz de Deus, aflita, temerosa, apelou para suas Forças Armadas – povo fardado que sempre, ao longo dos tempos, estiveram a seu lado, pois nunca foram intrusas na História Pátria. Como bem escreveu o lendário Osório, “a farda não abafa o cidadão no peito do soldado”. Sempre é bom lembrar a extraordinária “Marcha com Deus e a Família pela Liberdade”, que congregou, em passeata cívica e ordeira, um número incontável e inimaginável de bons brasileiros, de iniciativa e coordenação de Senhoras da sociedade.
No âmago das Forças Armadas, a disciplina e a hierarquia, suas bases constitucionais e verdadeiras cláusulas pétreas, eram violentadas às escâncaras. Inspirados na velha tática napoleônica, tentaram dividir-nos, para nos bater por partes. Falava-se, abertamente, em “classe dos sargentos” e “classe dos oficiais”, como se não houvesse uma classe militar única e indivisível, organizada em círculos hierárquicos, sob uma disciplina comum.
Teciam-se freqüentes loas aos chamados “Generais e Almirantes do povo” – os “legalistas”, afinados com o Governo e que colocavam a lealdade à figura do Presidente acima de seu compromisso para com a Nação, pois só esta é eterna – e os “Gorilas”, os que manifestavam preocupação com o estado das coisas e, por várias vezes, haviam alertado o Governo para a situação preocupante, na esperança de uma mudança sensata de postura. Mas o Comandante Supremo só ouvia os “pelegos” que tinham livre acesso a ele.
Muitos não querem lembrar da revolta dos sargentos em Brasília; da “Associação de Marinheiros e Fuzileiros”, que pregava abertamente a insubordinação e cujos dirigentes, seguidos por outros, acabaram refugiando-se no Sindicado dos Metalúrgicos, que lhes deu apoio e de onde foram retirados, presos; da reunião no Automóvel Clube do Brasil, no Passeio Público do RJ, com o incentivo e a presença de João Goulart, e do espetáculo deprimente de praças carregando nos ombros um Almirante, seu adepto – todos fardados -, demonstração inequívoca de quebra de disciplina e de hierarquia. Não interessa mencionar os comícios comunistas, a ação das Ligas Camponesas, dos “Grupos dos 11”... Era a própria revolução marxista em marcha!
Vitorioso o movimento democrático, tão solicitado e aplaudido pela maioria esmagadora da Nação e sem derramamento de sangue – diferente, pois, do que ocorreu em outros países onde foi implantado, pela força, o regime comunista – o Brasil ainda viveu anos difíceis, com o surgimento da luta armada, nas cidades e no campo: assaltos, seqüestros, roubos, atentados, guerrilhas. Foram os comunistas novamente derrotados e, outra vez, não contaram com o apoio da população.
Mas, como resultado ou vingança, nossos detratores rotularam todos os que, cumprindo ordens superiores, empenharam-se na defesa da democracia, como “torturadores”, tal como dão, genericamente, a todo profissional da área de Inteligência – essencial a qualquer Estado democrático – o epíteto de “Araponga”.
Derrotados naquela luta, apresentam-se hoje como “heróis da democracia”, cada qual fingindo ser um idealista que só queria o bem do Brasil... No fundo, há um interesse por indenizações, bolsas e cargos. E um exemplo dessa desigualdade e injustiça é patente: Mario Kozel Filho, um jovem soldado que durante a prestação do Serviço Militar inicial, estava de serviço de sentinela no Quartel-General do então II Exército, em S. Paulo, foi vítima de um atentado terrorista e morreu; sua beneficiária recebe pensão normal de 3º Sargento, graduação à qual foi promovido post mortem, enquanto que o assassino que o matou, anistiado, recebeu polpuda indenização e tem um salário mensal vitalício, isento de Imposto de Renda...
Guerrilheiros de ontem, condenados hoje por outros crimes recentes de corrupção e afins, têm a desfaçatez de se declararem “presos políticos”. De seus companheiros de aventura, hoje no Poder?
As obras destes cinqüentas anos aí estão, Brasil afora. É impossível alinhá-las todas nestas poucas linhas. Bem feitas, porque construídas com competência, honestidade e fiscalização. Ninguém foi acusado de corrupção. Não houve majoração indecorosa de preços, nem “mensaleiros”, tampouco dinheiro na meia ou na cueca, nem lavagem e depósitos em contas em paraísos fiscais. Aqueles que as edificaram morreram pobres. Mas, para os detratores sempre ativos, é imperioso desvinculá-las daqueles que as idealizaram e tornaram-nas realidade.
Daí até o nome de algumas tentam agora mudar. Na modesta placa de bronze colocada na Ponte Costa e Silva, lê-se: “...É um exemplo da determinação do Povo Brasileiro em caminhar firmemente para o futuro.” Este era o espírito nacional àquela época! Os jovens cantavam: “Pra frente, Brasil!” Hoje, uma entidade que parece não ter nada mais para fazer, quer mudar-lhe o nome. Está olhando pelo retrovisor da História! Será que pretende retirar o nome de Getúlio Vargas, ou Presidente Vargas, que exerceu, verdadeiramente, o governo ditatorial, do Estado Novo, dado a inúmeras cidades, usinas, escolas, hospitais e tantos outros logradouros públicos, no País, de Norte a Sul? E a propósito, não reconhecem que tal ditadura de quinze anos só teve fim, na realidade, quando do regresso vitorioso dos nossos pracinhas que lutaram contra o nazi-fascismo no Teatro de Operações da Itália.
Agora, usando a mesma tática do grande general francês antes mencionado, procuram separar o “Exército de hoje” do “Exército de ontem”, fosso este que tentam cavar também nas outras Forças Singulares. Como se iludem! As infiltrações sensíveis de antes de 1964 nelas não se repetiram. Somos todos, da Ativa, da Reserva e Reformados, uma classe que pensa igual, que está alerta e vigilante, que troca idéias e que quer o progresso do País e o bem-estar do povo.
O Brasil, que nasceu sob a sombra da cruz e que, como diz o cancioneiro popular, “é bonito por natureza e abençoado por Deus”, será sempre uma nação cristã, fraterna e acolhedora, amante da paz, livre e democrata. Jamais será dominada pelos comunistas, mesmo que isto custe a vida de muitos. É o nosso compromisso!
Pedro Luis de Araújo Braga
 é Gen Ex, na reserva.
Fonte:  Alerta Total

sábado, 15 de março de 2014

Pensão Militar - Maus Jornalistas e os Centros de Comunicação Social Ineficientes

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Desde o início do corrente ano vem ocorrendo na imprensa, não sei se por coincidência ou por safadeza, uma série de divulgação de dados falsos sobre a mal denominada "previdência dos militares". Em janeiro, o colunista Luiz Tito, do jornal O Tempo, questionou - aparentemente por falta de conhecimento - a utilidade das Forças Armadas brasileiras e o seu custo-benefício. Não tive conhecimento de algum esclarecimento feito por algum dos Centros de Comunicação Social afetos ao Ministério da Defesa. Assim, indignado, tentei dar uma resposta - talvez sem a devida eficácia - ao jornalista, enviando-lhe o texto que se segue:
Prezado jornalista.  Quero apresentar alguns contrapontos ao seu texto publicado no jornal O Tempo, edição de 6 de janeiro de 2014 do qual somente hoje tomei conhecimento. Em primeiro lugar, as raízes do problema da Previdência Social do país já foram parcialmente enunciadas em sua redação. O tal déficit é agravado continuamente com a inserção de beneficiários que para ela não contribuíram (bolsas-esmolas, bolsas-anistia, aposentadorias a quem nunca contribuiu, etc.). Os recorrentes perdões de dívidas de grandes sonegadores (grandes empresas, equipes de futebol, etc.) também só pioram a situação. No que diz respeito aos militares, ressalto desde já seu pedido de desculpas por ser mal-informado mas não posso aceitar que um profissional de comunicação - mesmo não tendo apreço pela caserna e seus profissionais - não tenha um conhecimento mínimo sobre eles. Não vou entrar no mérito "do que fazem os militares". Uma leitura rápida nas páginas dos Comandos Militares (Exército, FAB e Marinha) dá uma perfeita ideia do cotidiano desses profissionais. Quero aqui, somente externar que a "previdência dos militares" não existe. O que existe é uma contribuição exigida de todos os militares para o financiamento das pensões de suas viúvas (eventualmente, em alguns casos, de filhas dependentes). O militar não tem "previdência" por não ser considerado "aposentado". Após cumprir os requisitos legais, ele é transferido para a "Reserva" e, posteriormente é "Reformado", mas continua militar, vinculado à sua Instituição e suas regras, enquanto viver. Seus vencimentos (salários) são oriundos da mesma fonte orçamentária que os vencimentos do pessoal ativo (os que estão nos quartéis). Assim, é pura falácia governamental quando compara valores gastos da Previdência (mal administrada e usada eleitoreiramente) com os parcos vencimentos de militares (ativos e inativos). Quanto ao uso das Forças Armadas na segurança pública, efetivamente não deveria ocorrer, mas é só abrir as páginas de qualquer jornal em dias de grandes eventos nacionais (inclusive "O Tempo") para ver as imagens de militares federais em ação fazendo o serviço das PPMM, socorrendo populações atingidas por calamidades, prestando serviços de saúde que não são feitos por quem deve, etc. A respeito do custo/benefício de obras feitas pela Engenharia Militar, peço-lhe encarecidamente que busque informações sobre as obras de reforma no Aeroporto de Guarulhos; a parte da Transposição de águas do rio São Francisco feita pela Engenharia Militar; as estradas na Amazônia (Manaus-Caracaraí-Boa Vista; Porto Velho-Santarém, e outras) e as ferrovias em trechos - onde, como nas rodovias, as grandes empreiteiras receptoras de financiamentos do BNDES para obras em outros países "refugam" - como Araguari-Brasília e o Tronco Principal Sul. Busque, ainda, saber sobre o programa de implantação de poços artesianos com uso de energia solar que o Exército desenvolve no Nordeste. Enfim, as justificativas para promoções militares são conforme um sistema muito bem estruturado na meritocracia (cursos, desempenho, avaliações individuais semestrais, tempo de serviço, etc), com legislação disponível facilmente na internet para análise de qualquer um que por ela se interesse. O Serviço Militar Inicial, prestado por parcela ínfima de nossa juventude, tem seu valor avaliado pela procura de jovens que se esforçam por prestá-lo, em número expressivamente maior que o dos que dele querem se eximir. Para encerrar, reconheço uma grande falha, para não dizer incompetência, das Forças Armadas: grande parte da sociedade não tem conhecimento do que elas fazem por falha dos Centros de Comunicação Social de cada Força que, no meu ponto de vista, pautam seu trabalho para "propaganda interna" sem fazer a devida divulgação para a sociedade. E peço-lhe, novamente encarecidamente, que antes de lançar críticas ao que o senhor mesmo reconhece não conhecer, busque um mínimo de conhecimento a respeito para não ofender um grande número de profissionais que dedicam-se dioturnamente em prol do Brasil.
Mais recentemente, o jornal Diário de Santa Maria publicou, em sua edição de 24 de fevereiro, o texto "Dilema no Governo":
Em 2013, foram gastos R$ 10,3 bi com benefícios a militares
A presidente Dilma Rousseff deve, muito em breve, ter de decidir como promoverá cortes em gastos de seu governo. A medida deve ser uma resposta à pressão do mercado para, assim, evitar que o país seja rebaixado pelas agências de classificação de risco em pleno ano eleitoral.

Com isso, o governo federal vê-se diante de um dilema: arcar com pensões para mais de 103 mil filhas de militares. Pelas contas do Ministério da Defesa, as pensões a beneficiários de militares, incluindo as filhas, praticamente dobraram em uma década, passando de R$ 5,4 bilhões, em 2004, para R$ 10,3 bilhões em 2013, segundo matéria do jornal Correio Braziliense, publicada ontem.

O pagamento desses benefícios pelo Tesouro Nacional consome quase R$ 5 bilhões por ano. A generosidade da União é tamanha com as herdeiras de integrantes das Forças Armadas que, segundo a reportagem veiculada, 17 delas são descendentes de ex-combatentes do Exército que lutaram na Guerra do Paraguai, entre 1864 e 1870.

Na década de 60, foi aprovada lei (nº 3.765) que garantia que as filhas de militares ganhariam o direito de receber pensão vitalícia. Pelo texto, o benefício seria concedido somente às solteiras. Essa ressalva fez com que várias delas mantivessem casamentos sem, de fato, ter a união no civil.

O Correio Braziliense forneceu nomes e contatos das 17 herdeiras daqueles que lutaram na Guerra do Paraguai. Elas foram contempladas com o benefício com a promulgação de uma lei (nº 488) de 1948.
Contudo, o Exército informou à reportagem que não tinha autorização para isso. Mesmo sem esses dados, a reportagem calculou, empiricamente, a idade de uma das beneficiárias que teria nascido em 1900, 30 anos após o fim do conflito. Ela teria hoje 113 anos.
Uma medida provisória, de 2001, depois transformada em lei, extinguiu a regra instituída quatro décadas antes, que dava às herdeiras solteiras, ainda que maiores de idade, o direito de receber pensões vitalícias. Entretanto, a legislação não acabou completamente com os benefícios.
Ressalto, na redação dessa nota, a afirmação de serem dados do Ministério da Defesa; que o pagamento é feito pelo Tesouro Nacional; e que a Lei que prevê o benefício é "da década de 60". Forma sutil de divulgar meias verdades a serviço não se sabe de quem! 
Temos, então, que os inúmeros "aspones" do Ministério da Defesa desconhecem o fundamento legal das pensões militares? É óbvio que o pagamento é feito pelo Tesouro Nacional, ente que centraliza todos os recursos da União, mas é omitido que a verba de onde saem essas pensões é oriunda de descontos mensais que suprem com folga essas despesas. E insidiosamente, a nota diz que o respaldo legal é de uma Lei "da década de 60", induzindo o leitor a imaginar ser esta alguma sinecura proporcionada pelos Governos Militares. Ao jornalista mal intencionado esclareço: a Lei nº 3.765, de 4 de maio de 1960, foi sancionada pelo então Presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira.
Novamente, um estrondoso silêncio vindo dos lados da caserna. Somente dois bravos militares inativos "ousaram" levantar-se e responder às inverdades. 
No dia 13 de março, o mesmo jornal publicou redação feita por Frederico Guido Bieri, de quem tive o privilégio de ser subordinado quando ele servia no Comando da 6ª DE. Escreveu aquele oficial:
A reportagem “Dilema no governo”, publicada no Diário de 24 de fevereiro, que trata de supostos gastos de até R$ 10,3 bilhões do governo federal com os militares federais e seus dependentes, necessita, a bem da verdade, de alguns esclarecimentos. Fixamo-nos na afirmação: “A União arca com o pagamento de pensões de 103 mil filhas de militares”. Isso não corresponde à verdade, sendo falso, mentiroso e até malicioso, pois os militares federais contribuem, desde sua formatura e até sua morte, com 7,5% de sua renumeração bruta para constituir pensões, que são legadas a seus descendentes, e mais 3%, também sobre a renumeração bruta para o Fundo de Saúde do Exército.

Quanto à questão das “filhas de militares que recebem pensões, por toda a vida”, o repórter deveria saber que, desde 29 de novembro de 2000, não existe mais esse direito. Todos os cidadãos que ingressaram nas Forças Armadas após aquela data não têm mais o amparo da antiga disposição legal. Os militares incorporados em data anterior à lei e que optaram pelo direito de deixar a pensão para as filhas têm mais um desconto de 1,5%, também sobre a renumeração bruta.

Já no caso específico das “17 herdeiras daqueles que lutaram na Guerra do Paraguai”, é claro que se trata de descendentes, netos ou bisnetos, amparados pela Lei 488 de 1948, com direitos adquiridos que, em curto prazo, deixarão de existir.

Se os valores que os militares pagam, ao longo do tempo (no meu caso, há 54 anos), tiverem sido cuidados pelo governo, que os recolhe, como um fundo normal que tivesse como rendimento a média dos rendimentos de cada época, chegaríamos a um montante mais do que suficiente para pagar a pensão das viúvas, das filhas e ainda sobraria substancial importância para o Fundo.

Se, caso contrário, os sucessivos governos mudaram sua destinação e dilapidaram esse imenso patrimônio financeiro acumulado durante anos, bem, aí teremos material abundante para mais uma reportagem investigativa. Em suma, o governo federal, de maneira alguma, “vê-se diante de um dilema: arcar com as pensões para mais de 103 mil filhas de militares”, pois os militares das Forças Armadas pagam, com sobras, essa despesa.
Pensando em cortar gastos para evitar que o Brasil afunde economicamente? Que tal pensar em: deixar de construir porto e aeroporto em Cuba e metrô em Caracas; comprar refinaria obsoleta e deficitária nos EUA; edificar hospitais aqui e não na Faixa de Gaza; não perdoar dívidas (o Congresso sabe disso?) de ditadores africanos; não maquiar balanços comerciais; não gastar milhões em publicidade; evitar o confisco de refinarias por um presidente cocaleiro; não aceitar restrições alfandegárias absurdas de países vizinhos e, principalmente, deixar de obedecer aos ditames do Foro de São Paulo e pensar no bem do Brasil?
Frederico Guido Bieri
Militar reformado
No dia seguinte, o mesmo diário publicou missiva de outro militar inativo: 
Em resposta à reportagem publicada em 24 de fevereiro de 2014 com o título acima, cabem alguns comentários. As filhas de militares que têm direito à pensão possuem esse direito não porque o governo federal seja “generoso”. Tampouco os cofres públicos têm de arcar com essa despesa sem o recolhimento prévio. Os pais dessas mulheres pagaram, mês a mês, um percentual de seus salários (7,5% para esposas e companheiras, e 1,5% para as filhas). Valores pagos durante 40, 50 ou 60 anos, ou seja, durante toda a existência do militar, seu pai. Caso esses valores tivessem sido, desde o início da carreira do militar, depositados em poupança, na média, haveria montantes maiores do que aqueles que o governo desembolsa com as pensões. Imaginem-se recolhendo R$ 450 por mês (eu recolho R$ 1,3 mil), durante uns 720 meses. Ao final desse período, quando o militar falecer, haveria na poupança um montante suficiente para pagar uma pensão por muitos anos. Pois é isso o que vai para os cofres do governo, a fim de custear as pensões militares. Entendem que a pensão não vem da sociedade ou “gratuitamente” dos cofres públicos, e, sim, das contribuições do próprio militar? E os militares contribuem para a pensão até seus falecimentos, diferentemente do trabalhador civil, que contribui até se aposentar. Publicar meias verdades presta um serviço à desinformação do povo e ao desentendimento entre as classes formadoras da nação.
Delcio Benjamim Baraldi,
Militar reformado
A questão que resta é: por qual motivo militares isolados se obrigam a desmentir inverdades contrárias à imagem dos militares, que são insidiosamente inoculadas na sociedade, quando existem organizações militares com a finalidade precípua de fazer essa tarefa?   
Não sei quanto à Marinha Brasileira ou à Força Aérea, mas no Exército o Centro de Comunicação Social é chefiado por um General de Divisão, o que pressupõe um razoável efetivo de militares sob seu comando. Nesse efetivo, será que não há pelo menos um habilitado para acompanhar a mídia pela internet e elaborar respostas às notas maliciosamente divulgadas à população?
Haverá alguma intenção malévola do Megalonanico ora empoleirado no Ministério da Defesa em promover mais alguma patifaria contra os profissionais da caserna, tentando retirar mais algum dos já parcos direitos que eles ainda possuem?
Ou é só maledicência de alguns jornalistas, aproveitando a onda revanchista que sempre ressurge às vésperas dos 31 de Março, somada à incompetência - ou será covardia, evitando atritos com o quarto poder - de quem deveria zelar pela boa imagem das Instituições Castrenses?
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quarta-feira, 12 de março de 2014

O Cinquentenário da Contrarrevolução

por Valmir Fonseca
No próximo dia 31 de março, a Contrarrevolução completará cinquenta anos.
É uma data especial para quem vivenciou o Brasil da época, e acompanhava o tsunami comunista que assolava a humanidade e avançava, inexoravelmente, sobre as nações democráticas.
Aos militares cabe a manutenção da segurança da Pátria, em especial a externa e, portanto, por dever profissional mais do que o restante dos brasileiros, acompanhavam as ações desencadeadas pelo MCI gerenciado pela União Soviética e alardeadas por outros países como Cuba, que haviam se subordinado aos ditames do comunismo.
Na prática, os subversivos apegavam-se às benesses que obteriam de sua adesão ao marxismo-leninismo, pois para os incautos, alertamos que aqueles pretensos “guerreiros do stalinismo”, do “maoísmo”, do “fidelismo”, e de outros “ismos” de triste memória, como os nossos atuais líderes da cúpula petista, aspiravam assenhorear-se do poder, para o seu próprio beneficio.
Como acontece agora no Brasil. O povo, para eles, em quaisquer circunstancias seria, como é, mero joguete de suas ambições.
É óbvio que num regime marxista o poder é assumido por uma cúpula, que descaradamente busca perpetuar-se, e salta aos olhos, como, independente dos correligionários cooptados com cargos e mordomias, o NÚCLEO BÁSICO se fixa nos cargos de importância e de mando.
Talvez o caso do Mercadante seja exemplar, pois a sumidade já foi Ministro de Educação, de Ciência e Tecnologia, e agora assume a Casa Civil. A Marta Suplicy e a Ideli, seguem a mesma trilha, o Tarso Genro e outros acólitos confirmam as nossas funestas considerações.
A canalha precisa sempre sublinhar os seus atos heróicos, e assim manter acessa a chama do revanchismo, o que faz amiúde, contando com incalculáveis recursos financeiros, uma monumental máquina publicitária e uma malta de indivíduos que se subordinam às suas ordens.
Em todas as áreas, seja no Poder Legislativo ou Judiciário, nas autarquias, em entidades como a OAB, a pesada influência da cúpula comunista está presente, portanto nada mais natural que no ano do cinquentenário seja desencadeada contra as Força Armadas uma vendeta de revanchismo sem igual.
Infelizmente, nenhum dos seus assassinatos e atos terroristas surge na mídia exigindo algum tipo de investigação, mas basta que o desgoverno acione seus subordinados para que velhas acusações contra os militares surjam estrondosamente na grande imprensa.
Alguns incautos acreditam que o revanchismo seja uma vingança, concordamos, contudo, ele interessa em particular para conceder a eles o papel de vítimas, quando viviam fora da lei e assaltavam, roubavam, sequestravam e perturbavam a lei e ordem.
Para aqueles que estudaram a Contrarrevolução, fica bem claro que ao término do período do regime militar, nada redundou em beneficio para as instituições militares, nem para os principais líderes militares, sejam os presidentes, sejam outras figuras proeminentes que também eram militares.
Ou seja, realmente aqueles nacionais ocuparam o poder, sem reeleições, sem a obtenção de privilégios para si ou para os seus aparentados, trabalhavam apenas com o propósito de afastar os comunistas subversivos e governar o Brasil com dignidade, empenhando-se para que nos tornássemos cidadãos de uma Nação democrática e desenvolvida.
Mas qual, este é um País de um povo que não se amofina e não se importa com as mais escabrosas corrupções, que sabe que o 'metamorfose' é um cretino, que a anta do governo é uma estrume sem neurônios, e que ambos nada fizeram pelo País a não ser, com o nosso dinheiro criar bolsas e mais bolsas que se transformaram em perniciosos votos.
Infelizmente, diante da triste realidade de que o populacho não liga para as diárias faltas de dignidades expostas na imprensa não cooptada, não podemos estranhar o padrão de seus representantes eleitos, que são em última análise, o seu próprio retrato.
Nós temos o que merecemos, e como a cada dia merecemos menos, é evidente que o nosso futuro repousa na sanha dos infames que aplaudimos e entronizamos.
Por tudo, lá vamos nós ladeira abaixo, um povo sem documentos, sem dignidade, sem futuro e sem festejar, como deveria, o Cinquentenário da Gloriosa Contrarrevolução de 31 de março de 1964.
Este é um Cinquentenário que será lembrado, não por ser um ano festivo, mas por ser um ano em que seremos mais perseguidos e mais aviltados.
É dureza e uma vergonha estar amarrado e ser saco de pancadas de ignóbeis indivíduos. 
Valmir Fonseca Azevedo Pereira
é Gen Bda, reformado.
Fonte:  Alerta Total

domingo, 9 de março de 2014

Rússia Quer Ter Bases Militares na América do Sul

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Choigu, anunciou na quarta-feira, 26/2, o interesse do seu país em abrir bases militares nas Américas do Sul e Central e no Caribe. De acordo com Choigu, as mesmas seriam na Venezuela, Nicarágua e Cuba. Além destas, a Rússia também estuda manter bases no Vietnã, Ilhas Seychelles e em Cingapura.
Segundo ele, "as conversações estão em progresso, e estamos perto de assinar os documentos relevantes". De acordo com o ministro, o governo russo pretende abrir não apenas bases militares para uso permanente, mas, também, postos de abastecimento de bombardeiros e portos que podem ser usados para atracagem de equipamentos militares.
Atualmente, a Rússia mantém uma base naval em Tartus, na Síria, mas por questões econômicas, decidiu fechar as bases naval no Vietnã e em Cuba. Em 2007, a base na Geórgia também foi fechada por conta do conflito entre os dois países pelo controle da Ossétia do Sul. Além disso, a presença militar russa é patente em países como Ucrânia, Armênia. Quirquistão e Tadjiquistão. 
Sergei Shoigu confirmou que a Rússia está prestando atenção especial à América Latina, zona considerada estratégica assim como o sudeste da Ásia.
Venezuela
No entanto, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elias Jaua, afirmou em Brasília que o seu país não acolherá uma base militar russa. Segundo ele, a Constituição venezuelana proíbe a instalação de base militar estrangeira.
Na Nicarágua, a oposição reagiu contra o projeto com o mesmo argumento: a Constituição local impede uma instalação militar de outro país em seu território.
Fonte:  Info Rel
COMENTO:  pelo visto, a queda do Muro de Berlim e a dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS alguém se lembra?) não definiu o fim da "Guerra Fria" como se pensava. Aparentemente, estamos ante o esforço do antigo agente da KGB, Putin, em colocar a Rússia como substituta da extinta URSS, retomando a posição de segunda potência mundial e, quem sabe, voltar à liderança da "revolução socialista"Não exagero. A América Latrina, com seus povos miseráveis e mal instruídos volta a ser o alvo da "Mãe Rússia". 
Não duvido que algum dos canalhas bolivarianos que imperam em Cuba, Bolívia, Argentina ou até mesmo no Brasil, ofereçam as condições para abrigar uma base do "kamarada". Caso isso aconteça, vamos ver como reagirá o "Lula yankee", ora no desgoverno da nação líder do mundo livre.

quarta-feira, 5 de março de 2014

O Silencio dos Vencedores e o Alarido dos Vencidos

por Norton Luiz da Silva Costa
Às vésperas dos 50 anos, meio século, e os acontecimentos político-militares de 1964 ainda se fazem presentes na vida nacional. 
Embora realmente tenha terminado no ano de 1985, a Contra Revolução de 1964 ou a Revolução Democrática Brasileira ainda frequenta a vida e a mídia nacional e sempre nos dias que antecedem seu aniversário as pautas e suas matérias recrudescem num crescente de importância levadas pela mídia em todos os seus canais de difusão. 
Não custa lembrar, mas a Contra Revolução nasceu de um grande movimento popular quando mais de 1 milhão de pessoas foram às ruas das cidades de São Paulo e do Rio Janeiro para pedir ao Exército Brasileiro que impedisse a implantação de um regime totalitário comunista no Brasil. Infelizmente os mesmos indivíduos que queriam implantar essa doutrina no País são os que hoje ocupam o poder no País.
E foi esse grupo que enfrentou a democracia legalmente constituída e suas Leis, travando uma luta com táticas de guerrilhas nas cidades e no campo, apoiado pelo ditador Fidel Castro. Esse grupo matou, assassinou, cometeu atentados, sequestrou, roubou e, hoje, passados 50 anos, não usam mais armas, usam o poder conquistado pelo acesso livre do voto.
A esquerda comunista consolidou com o tempo a sua versão de que os militantes da luta armada combateram uma ditadura militar em defesa da liberdade e da democracia e que os militares teriam voltado para os quartéis graças às suas heroicas ações.
Não obstante estarem encastelados no poder criaram Comissões (parciais de suas) Verdades, que nada apuram a não ser somente um dos lados da Historia e, mesmo assim, só o que lhe convém.
Promovem novos exames ditos técnicos, contestando os laudos existentes, cadáveres são exumados na esperança do surgimento ou na plena convicção de que a invenção de novos dados possibilitem mais e mais acusações infundadas, reabrem processos na busca de supostos culpados, quartéis são inspecionados na desenfreada e tresloucada busca de provas. A prescrição penal simplesmente e a lei inexistem para eles.
Vejo um o revisionismo unilateral, pois outros atos de igual teor e até mais graves, perpetrados por eles mesmos no passado, como assaltantes, ladrões de bancos e principalmente terroristas, deixam de ser apurados por não favorecerem aos interessados em ver um Brasil cada vez mais socialista e comunizado. O silencio continua, mas não passam despercebidas essas atitudes. É muito fácil reescrever a História (como dizia Orwell: basta dominar o passado...).
O segmento político vencido e derrotado fruto de um movimento socialista atuante e presente, continua adotando e se comportando de forma vil e característica no qual os vencedores ou nós os militares de uma maneira geral, ainda somos o inimigo a ser batido. Ficamos em silencio, retraímos por pressão mas nunca estaremos desatentos ao que acontece a nossa volta.
Somos coesos, pragmáticos no que se refere a “ORDEM E PROGRESSO” e não mudaremos a forma de pensar ou agir que troca ideias e que quer o melhor para nosso País e para o seu povo. Eles, a esquerda festiva, ainda confundem silêncio com ignorância; calma e discrição com aceitação; e mão amiga com fraqueza.
De que adiantou a Lei da ANISTIA, aquela dita de ampla, geral e irrestrita promulgada em 28 de Agosto de 1979: “É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexos com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos Servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos Militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares”. É triste mas é a realidade pois ao que parece de nada valeu.
A anistia não tem sido a meu ver um meio histórico para a reconciliação. A lei é clara e é descaradamente ignorada e desrespeitada! É triste, mas é a realidade.
Eu permaneço atento e fiel ao meu compromisso, não em silencio: ”Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se opor a agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia".
Norton Luiz da Silva Costa é 
Coronel de Infantaria, inativo.
Fonte:  Alerta Total

segunda-feira, 3 de março de 2014

A Censura na Visão de Mino Carta

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A censura da imprensa durante os anos do regime de 1964 é vista como uma prática corrente nas redações dos grandes e pequenos meios de comunicação. Numa entrevista para o Canal da Imprensa, o jornalista Mino Carta fala sobre o assunto:

C. I.: O senhor afirma que jornais como O Globo, Estado de S.Paulo, Jornal do Brasil e a própria Folha de S.Paulo não foram censurados durante o regime militar. Isso contraria o que eles pregam. Houve ou não censura nestes jornais? 
M. C. – Não houve. O que houve foram alguns pequenos episódios em que eles, no começo da censura, foram alcançados como todo mundo por ordens que vinham pelo telefone e depois começaram a vir pelo telex. Eles foram alcançados também por essas ordens no começo da censura. Mas eu acredito que no caso da Folha, do Globo, nunca houve nada. O Jornal do Brasil teve algum pequeno problema, porém num caso específico. Não havia censura efetivamente. O Estadão teve censura num quadro especial. Ele era dos jornais brasileiros o que mais havia defendido e invocado o golpe de 1964. Mas a questão é que ele depois participou de uma briga interna do novo poder. E nessa briga quem realmente perdeu foi o pessoal da UDN (União Democrática Nacional), da velha UDN. O jornal acabou censurado e o Carlos Lacerda foi cassado. Mas era uma briga interna, uma intriga entre primos. 
C. I.: A censura caiu então sobre os jornais alternativos. O Jornal da República foi um deles? 
M. C. – Não. Quando surge o Jornal da República não havia mais censura. Ele surgiu até mesmo porque não havia mais censura. Era um jornal que se sentia à vontade para ser tentado. 
C. I.: Já que não houve censura, por que o jornal fechou em tão pouco tempo? 
M. C. – Fechou em pouco tempo porque faltou apoio, porque, embora lançado num momento politicamente oportuno e produzido por uma equipe muito boa, careceu de um projeto financeiro substancioso. Então, logo verificamos que, sem um respaldo financeiro, nós não poderíamos ir adiante. Acumulamos em quatro meses e vinte dias uma dívida monstruosa. Tivemos de recorrer a um banqueiro que tinha um sonho jornalístico também, Fernando Moreira Sales – ele próprio tomou a iniciativa de nos procurar. Basicamente, ele comprou a IstoÉ, que fazia parte do nosso grupo, cobrindo essa dívida muito grande contraída pelo jornal. 
C. I.: Essa falta de respaldo financeiro não pode ser considerada como censura? 
M. C. – Não. Não absolutamente. Eu suponho em primeiro lugar um volume de publicidade respeitável. E eu nunca encarei a publicidade como censura. Agora, quando eu falo em apoio financeiro, me refiro a gente que podia entender quais eram as intenções do jornal, as verdadeiras intenções, e compartilhar delas.

Recomendo vivamente a leitura da entrevista completa, que foi reproduzida pelo Observatório da Imprensa, com o título “Não Tenho Rabo Preso”.
COMENTO: os jornalistas sempre apontam para o período do governo militar acusando a existência da censura como impedimento ao desenvolvimento da livre imprensa, das artes (música, cinema, teatro, telenovelas, etc.). Esquecem que foi naquele período que surgiram e/ou fizeram sucesso Gilberto Gil, Chico Buarque, Caetano Veloso, Glauber Rocha, a "turma" do Pasquim (que faliu quando terminou a dita-mole, mas seus criadores - com exceção de Millor Fernandes - correram em busca de suas bolsas-anistia), e tantos outros "intelectuais" que hoje mostram seus dotes buscando uma boquinha junto ao Tesouro Nacional pois seu talento esfumou-se junto com o governo que criticavam e que lhes propiciou fama e dinheiro.
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