segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Tuma Jr. Lança Livro com Ataques a Lula - "O Barba"

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O ex-secretário Nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior lançou ontem (14/12/13) o livro Assassinato de Reputações - Um Crime de Estado, no qual ataca Luiz Inácio Lula da Silva e acusa o partido do ex-presidente, o PT, de utilizar a máquina do governo federal para montar dossiês contra adversários.
Tuma Júnior, que é delegado, foi secretário do Ministério entre 2007 e 2010, durante o segundo mandato de Lula na Presidência da República. Na época, foi demitido por suspeitas de envolvimento com a chamada máfia chinesa. Parte do conteúdo do livro foi revelada na edição da semana passada da revista Veja.
Em uma das acusações mais polêmicas feitas no livro lançado ontem, o delegado afirma que Lula foi informante da ditadura. Segundo escreveu Tuma Júnior, o então líder sindical repassava dados sobre greves sob o codinome de "Barba" ao Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), onde atuava seu pai, Romeu Tuma. O petista ficou preso em 1980 por 30 dias no DOPS, após greves no ABC.
Segundo Tuma Júnior, ao dar informações ao governo militar, Lula garantiu "privilégios" na prisão. O livro do delegado lista como privilégios noites de sono em um sofá do DOPS e uma visita à mãe, dona Lindu, que estava gravemente doente.
Procurado, o Instituto Lula informou ontem que o ex-presidente não iria fazer comentários.
Reputações. 
Boa parte do livro é dedicada ao que o delegado chama de "assassinato de reputações". Diz que o então ministro da Justiça e hoje governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, o assediava para que deixasse vazar documentos que prejudicariam adversários. Ele cita o caso do cartel que começou a ser investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em 2008.
Segundo Tuma Júnior, "começou a sair na imprensa que vinha informação da Alstom envolvendo os tucanos. Um dia chegou o documento da Suíça, em nome da secretaria. Falei para não mandarem para o Ministério Público ainda: 'Lacrem o envelope, tragam para mim e avisemos ao ministro, porque chegou a bomba dos documentos da Alstom'", escreve. As informações tinham como alvo principal Robson Marinho, ex-chefe da Casa Civil do governo tucano de Mário Covas. Eram relatórios enviados voluntariamente pelo país europeu. O ex-secretário de Justiça relata que, mesmo sendo documentos compartilhados por poucas pessoas, eles acabaram vazando mesmo assim.
Ele também critica a ação de parte dos promotores paulistas. "É importante registrar: no Ministério Público de São Paulo existe uma ala que sempre protegeu tucanos de alta plumagem".
Tuma Júnior também acusa outro ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, de pedir que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), fosse investigado após dizer que Lula sabia do mensalão. A ordem ao ministro, diz Tuma Júnior, teria sido dada por Gilberto Carvalho, braço direito do ex-presidente. Carvalho afirma que vai processar o delegado.
'Armação'. 
O ex-secretário Nacional de Justiça atribui a sua demissão do cargo, em 2010, a uma "armação" do governo Lula com o Estado.
Em 5 de maio de 2010, o jornal publicou reportagem revelando que a Polícia Federal tinha interceptado gravações e e-mails ligando-o a Li Kwok Kwen, o Paulo Li, acusado de ser um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo.
A quadrilha era suspeita de ser especializada em contrabando de telefones celulares e venda de vistos permanentes.
"A pergunta que faço é: o que era mais importante para o Estadão noticiar? A foto do 'chefe da máfia', um chinês, com o secretário Nacional de Justiça na China, ou entregando um presente para o presidente Lula (...)? Eu respondo: é óbvio que, se não fosse armação do governo com o jornal, se o indivíduo fosse mesmo um mafioso, o Lula estaria na capa do Estadão e não eu", escreve, referindo-se ao fato de o então suspeito de integrar a máfia chinesa aparecer em várias fotos ao lado de autoridades da República. 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Direito à Memória Verdadeira

por Roberto Maciel
Rui Patterson, que escreveu o artigo intitulado 2014, o Ano que já Começou, é advogado, penso que um bom advogado e um homem aparentemente preocupado com a legalidade e os direitos humanos.
O texto dele é incisivo, mas esconde, mais do que revela, o passado, inclusive o seu. E quem esconde o passado, camarada, tem culpa no cartório!
Rui, um senhor de ralos cabelos brancos, deve ser um vovô bondoso. Mas Rui foi um terrorista, pegou em armas e foi detido pela ditadura. Não vamos inverter, ele não pegou em armas contra a ditadura, a ditadura é que teve que detê-lo na criminosa senda armada em que se aventurou.
Dilma não é uma guerreira assumida, é terrorista, Rui, sem eufemismos. Entre os "desaparecidos", seria bom contabilizar o milhão de dólares do cofre do Adhemar de Barros e o jovem Kosel Filho, pulverizado por uma bomba, ação planejada por Vanda.
Quem é Vanda, Rui? E que fez você para mourejar numa prisão e de lá sair sem um arranhão? O passado vai ser reescrito Rui, e vai-se chegar cada vez mais próximo da verdade.
E biografias não autorizadas começarão a surgir, não adianta o que se escreva nos dias atuais.
Roberto Maciel é General de Divisão, na reserva.
Fonte:  Alerta Total
COMENTO: não reproduzi o texto de Rui Patterson por não concordar com o escrito. Mas me reservo o direito de fazer um alerta aos jovens que forem estudar o mesmo, nos mesmos termos em que tentei, sem sucesso, comentá-lo no blog em que foi publicado: ao lê-lo com atenção, verificamos que a adjetivação utilizada nos dá uma boa mostra dos objetivos do autor. 
O texto distribuído pela Secretaria de Educação baiana é "valioso e único material valioso sobre o período" - livros como "Combate nas Trevas" de Jacob Gorender ou "A Verdade Sufocada" de Carlos Alberto Ustra, ou mesmo o recente "ORVIL" não existem para o autor -; Universidades e sindicatos são "santuários de democracia e representação popular"; o período de 21 anos (1964/85) é um "longo período de arbítrio", deixando de ser consideradas todas as boas realizações - não as citarei por serem de fácil identificação pela internet, mas peço que procurem lembrar alguma grande realização governamental "pós-ditadura", ou seja depois de 1985. 
O AI-5 que durou dez anos efetivamente tem sua face cruel se o examinarmos fora do contexto daquela época, mas nos dias de hoje seus artigos 8º e 10º (pesquisem, não acreditem no que é "falado") em muito auxiliariam o combate à corrupção que atualmente aflige o país. 
o período de 28 anos de 1985 a 2013 não é citado como sob vigência de uma democracia decepcionante (são citadas a inflação do governo Sarney, as maracutaias de Collor, a "juventude colorida de caras pintadas" - omitindo a participação de PT e PCdoB na liderança das entidades promotoras das "manifestações populares" -, FHC, "doutor-sociólogo, de colarinho branco" -?-). 
Por fim, Luis Inácio, "sertanejo e operário, a partir da criação de verdadeiro trabalhismo, enfrentou a elite ..." (sertanejo que com 14 anos de idade já manuseava torno mecânico onde acidentou-se perdendo o dedo mínimo? Operário que 12 anos após o acidente citado já participava da diretoria do sindicato ficando à disposição deste? e o que seria o "verdadeiro trabalhismo"?); ele se elege "incluindo cerca de 40 milhões de pessoas à sociedade de consumo" (sociedade de consumo simbólica do capitalismo tão criticado, em que essa parcela da população é inserida graças a auxílios financeiros que não permitem sua emancipação financeira nem proporcionam condições de escapar da dependência governamental com recursos retirados dos impostos extorquidos da "burguesia", também tão criticada). 
No esforço de evitar duas grandes injustiças do texto, temos o dever de apontar a omissão em citar o papel da Dona Rose, aquela, compensando com amor e dedicação as agruras que a oposição (existe isso?) impunha ao Grande Cachaceiro, ops, Timoneiro; e ao não referenciar o desempenho desse herói macunaímico como araponga (nesse caso o termo é aceitável) do DOPS paulista. 
Os louvores a Luis Inácio - em contraste com a depreciação a tudo o que lhe antecedeu - tem continuidade com Dilma, "mulher e guerreira assumida ... [que] demite ministros e outros tantos" e enfrenta "tempos de severa recessão". Será essa Dilma a mesma que faliu uma lojinha de "1,99" que lhe pertencia, fazendo o mesmo com as finanças municipais de Porto Alegre na época em que foi Secretária de Administração? 
E os "ministros e outros tantos" demitidos serão os mesmos que o Diário Oficial publica terem sido "exonerados a pedido" (possibilitando seu posterior retorno a outros cargos públicos "de confiança")? E, para encerrar, temos que a "severa recessão causada pela banca internacional atingindo todos os países" tem afetado perversamente o Brasil com maior contundência pois fechamos a fila dos países "em desenvolvimento" (nova denominação do "país do futuro", aquele que nunca chega). 
Temo pelos estudantes que recebem os ensinamentos proporcionados por esses "sobreviventes [que] continuamos fazendo história, marcando presença no “chão da escola” da educação básica".
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sábado, 14 de dezembro de 2013

Em Depoimento na Comissão da Verdade, General diz: “Eu não vou dizer nem pro Papa”.

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Em complemento ao texto "Depoimento de um General à 'Comissão da Verdade'", que postei a alguns dias atrás, encontrei um bom resumo do que foi dito no citado depoimento. Vale a pena verificar. 
"Se o general Enzo disser  'Fala Álvaro.' Eu vou dar um adeus pra ele... Isso eu levo pro túmulo
Essa semana a Revista Sociedade Militar teve acesso a um dos mais significativos depoimentos sobre a época em que os militares tiveram que intervir para impedir que o comunismo fosse imposto em nosso país. É claro que as grandes redes de TV não se interessaram em divulgar o ocorrido, já que o militar permaneceu impassível e se negou a dar quaisquer detalhes que pudessem elucidar supostos fatos atribuídos aos militares. O General inclusive disse que se resolver contar detalhes das operações das quais participou, o fará para o editor da revista NewsWeek.
O general Álvaro Pinheiro, no depoimento dado no dia 13 de novembro para a CNV, entre outras coisas, disse que não adianta procurar pelos mortos do Araguaia. O General, inquirido por Mariana Barros, assessora da Comissão, foi ao local acompanhado de mais 13 pessoas, todos militares, da ativa e reserva.Durante o depoimento o militar se mostrou bastante simpático, ironizando em todo o tempo os parcos conhecimentos da assessora da CNV. Deve-se ressaltar que o militar deu uma aula de história para os membros da CNV presentes.
eu sou General de Brigada, tendo passado para a reserva no ano de 2003... nascido em julho de 1944... Eu quando tomei conhecimento que tinha que passar por essa situação esdrúxula, completamente patética...
O General fez questão de repetir o juramento que todos os militares fazem no início de suas carreiras. Segue o depoimento:
pela minha honra juro cumprir rigorosamente as ordens das autoridades a que estiver subordinado... e dedicar-me inteiramente ao serviço da pátria, cuja honra, integridade e instituições defenderei com o sacrifício da própria vida... Esse juramento norteou a minha vida, inclusive norteou o meu passado de combate a subversão e ao terrorismo... essa participação foi tão marcante que eu fui agraciado com a mais valorosa condecoração do exército brasileiro em tempo de paz, que é a Medalha do Pacificador com Palma... Graças a nossa vitória o Brasil não se transformou numa grande CUBA... se nós tivéssemos perdido não sabemos onde estaríamos hoje.
Por que na América Latina esses movimentos revolucionários não foram bem sucedidos? Na Ásia e na África eles tinham a motivação da independência política, e aqui na América Latina eles queriam derrubar regimes já estabelecidos e independentes politicamente... só tivemos uma exceção, Sierra Maestra, em que Fidel guardou até ao último momento que ele era marxista... Só que no dia em que ele conquistou Havana ele desencadeou 'El Paredon', milhares de pessoas foram aniquiladas sumariamente... O fato das Forças Armadas brasileiras terem vencido a subversão impediu que os norte-americanos viessem ao país... os boinas verdes americanos estavam no Uruguai, estavam na Argentina, estavam no Peru combatendo o Sendero Luminoso, estavam derrubando Allende, estavam capturando e eliminando Che Guevara na Bolívia... Só houve um país na América Latina onde não tivemos o desgosto de ver estrangeiros, nem como observadores, nem assessores e muito menos TROPA aqui dentro...
O General diz que em vários locais do mundo ouviu, com muito orgulho, chefes militares americanos dizerem que no solo brasileiro não há sangue americano derramado. Nesse momento a funcionária da CNV faz impertinente observação e diz: Mas tem american Money”. O general responde dizendo que dinheiro não faz parte de seu dia-a-dia, e que não pode contradizer o que ela disse. Continuando.
A nossa relação com os americanos sempre foi no mesmo nível, sempre fizemos um intercâmbio... treinamento de infiltração com deslocamento sub-aquático... quem é melhor que o Brasil na selva?
Nesse momento o General foi inteligentemente sarcástico. “O Soldado é aquele homem que está preparado, não para morrer pela pátria - morrer pela pátria quem faz é amador - matar pela pátria. Nós não queremos que nossos filhos sirvam ao Exército para morrer pela pátria. É ou não é? Agora se eles gostam daquilo nós queremos que eles sejam exímios matadores ” ... 
não ganhei um tostão a mais, não fiquei rico não, mas as Tropas Especiais são indiscutivelmente a tropa mais bem preparada... o Operador de Forças Especiais sabe trabalhar com o terreno humano, que é o conflito atual... O conflito hoje é para ganhar corações e mentes de populações.
eu não vou conversar com você sobre pessoas, sobre eventos, sobre datas, de jeito nenhum. Eu não vou dizer a você o que foi feito lá, não cabe a mim dizer o que foi feito lá, até porque, eu vou te ser franco, muito franco. Vocês já ouviram falar na industria da indenização? Todas as perguntas que me fazem é pra alguém ganhar indenização na família. Você sabe que a mulher do Lamarca... Vocês conhecem Carlos Lamarca, um dos maiores canalhas desse país. Canalha, desertor do Exército Brasileiro, traidor da pátria. Esse canalha, antes de desertar mandou a família pra Havana... A senhora do Lamarca ganha 14 mil reais por mês... O soldado Mario Kosel Filho, a família dele ganha 365 reais, olha que coisa. É terrível isso.
Olha, o dia que eu tiver que contar isso (sobre as circunstancias em que foi ferido no Araguaia) eu não vou contar pra você... eu vou contar pro editor chefe da NewsWeek, lá em Nova York, que ele quer saber, isso vai vender adoidado, inclusive há fotografias... agora eu posso te garantir uma coisa, que isso foi combate... você quando atira não existe tiro pra ferir… não falarei pessoas, locais, datas... Nada.
O casal é extremamente simpático, é típico de quem não vivenciou aquelas coisas. Se vocês conhecessem o Mariguella iam ver que figura horrorosa, um ser humano intratável, mas hoje é modelo de terrorismo para o mundo... O manual de terrorismo da Al Quaeda, não é coincidência, tem citações do mini-manual do guerrilheiro urbano, que não é nada de guerrilha... Nos Estados Unidos... na academia de West Point... cadetes do quarto ano... estudando o mini manual do guerrilheiro, eu já tive vezes que eu me orgulhei desse FDP ser brasileiro... ele era iluminado. Vocês devem conhecer o Osvaldão melhor do que eu, devem saber até o dia que ele foi pro inferno, lugar de onde nunca deveria ter saído... Nossa obrigação era neutralizar as células terroristas... esse negocio de dizer que enterrou, onde é que está enterrado, vão ficar procurando eternamente e não vão achar coisa nenhuma.
No Brasil nunca houve guerrilha... seria força de guerrilha se eles tivessem conseguido recrutar gente, aquilo nunca deixou de ser um foco de terrorismo rural 
Em alguns momentos o interrogatório parecia uma brincadeira, como quando foi perguntado ao General qual era o seu codinome. Como sempre, o General ironizou a inocência da equipe da CNV, e respondeu: “isso eu não posso te dizer… Eu sempre fui muito esperto porque eu não tinha só um, pra cada área eu tinha um diferente... eu jamais perdia a dignidade...
Tivemos companheiros que não voltaram... Estamos falando de calibre 7.62mm... A morte do Cabo Rosa ninguém sabe... essa equipe descaracterizada, num determinado ponto da selva... Foram emboscados pelo Osvaldão, e o Cabo Rosa foi morto imediatamente porque ele foi o primeiro que entrou na zona de batalha, e os outros se separaram e sumiram, um em cada direção... a 8º Região Militar não é um Comando Operacional, é um Comando Administrativo.
Pacto de silêncio! O depoimento inédito de Pinheiro durou 92 minutos. Alguns sites, como o IG, disseram que ficou reforçado que há um tipo de pacto de silencio entre os oficiais.
O General afirmou que a CNV “é uma farsa, que carece de legitimidade e de credibilidade”. Disse que as investigações deveriam abordar os dois lados do conflito, apurando os casos de sequestro, assassinatos, assaltos e atentados cometidos pela esquerda armada.
Acho difícil encontrar (restos mortais)”, disse ele, sem confirmar se em 1985, preocupados com o deslocamento de caravanas de familiares à região, os mesmos militares coordenaram uma “operação limpeza” para desenterrar e dar fim aos restos mortais dos 67 guerrilheiros desaparecidos.
A ofensiva final ao Araguaia, levada a cabo por integrantes das Forças Especiais de Exército, Marinha e Aeronáutica, a partir meados de 1973, resultou na eliminação completa do foco terrorista.
Álvaro Pinheiro afirmou que desconhece uma suposta ordem do comando segundo a qual nenhum guerrilheiro deveria sair vivo das matas do Araguaia. No entanto, acabou confirmando que alguns foram capturados com vida.
"Ás vezes se rendiam, se entregavam. Chegavam às bases dizendo ''não quero mais'."
"O modelo do Araguaia era um modelo maoista, mas não era chines, era albanês. Imagine se a Albânia em 1975 podia ser modelo pro Brasil, é possível isso?'
"O João Amazonas era o presidente do PCdoB... abandonou a fogueira lá... ele disse: atenção, pra nós não existe mais, e esqueceu de dizer para eles... O velho Mario ficou lá até o último momento por que ele pensou que estava cumprindo missão. E o João Amazonas e a Elza Monerat, que são presidentes do PCdoB em São Paulo, oito meses antes já tinham abandonado o Araguaia. Isso que as famílias não sabem, isso que os jornais não publicam"
"Polícia confunde operação de inteligência com investigação policial, são uns imbecis, são incompetentes, por isso que a gente não acaba com o crime organizado no Brasil
À Pergunta: GENERAL, o Senhor poderia explicar então como mais de 70 pessoas desapareceram? Ele respondeu: "Como é que eu vou lhe explicar uma coisa dessas? Você ta querendo que eu diga pra você que essas pessoas foram eliminadas sumariamente, isso acontece num regime stalinista, isso acontece na China de Mao, isso acontece na Coréia do Norte. Mas aqui no Brasil duvido que isso aconteça... eu não sei absolutamente coisa nenhuma... não estou nem um pouquinho interessado nisso, o meu interesse nesse episódio é que a população brasileira compreenda que o Exército resolveu um problema grave, que traria prejuízos muito sérios"
A inquiridora disse, em dado momento:Já ouvimos vários colegas seus e alguns já relataram que… Quatro relatos nesse sentido de que… Eles receberam ordens superiores, destruam tudo que vocês possuem em relação ao episódio do Araguaia
O general responde: “Então se vocês sabem disso por que estão perguntando pra mim, vocês querem me emboscar? Pra achar a verdade tinha que ser feito dos dois lados, mas está sendo feito de um só, isso é uma canalhice sem tamanho… Eu desconheço de que [algo] foi queimado as pressas para esconder alguma coisa escusa. O problema disso daí, hoje, eu lhe digo qual é. O problema hoje é que nenhuma instituição séria quer alimentar a canalha da indústria da indenização. Por que no fundo de tudo isso – a senhora me perdoe – ninguém quer achar a verdade de nada. Isso aqui… Pra achar a verdade tinha que ser feito dos dois lados, e está sendo feito de um lado só. Isso é uma canalhice sem tamanho. As pessoas que bolaram isso são pessoas inescrupulosas. A coisa que mais me repudia na esquerda brasileira é que além de incompetente… O sujeito ser comunista no Sec. XX, no Sec. XXI é um estúpido. É ou não é verdade? Agora pior do que isso é a corrupção, são corruptos, inescrupulosos. “

A inquiridora, nada imparcial por sinal, diz: “a gente também tá apurando a corrupção na época do regime militar, também vamos escrever sobre isso
General: “você sabe que eu fico satisfeito de ouvir isso? Porque a senhora é jovem, e nós precisamos de gente assim, mas sempre se lembre do seguinte, faça dos dois lados. O que não é possível é isso, eu, um homem de bem, chefe de família, estar respondendo esse tipo de pergunta quando vocês não discutem o sequestro do embaixador. Por que,
quem é que sequestrou o Embaixador? Quais foram as consequências que isso gerou no campo internacional? Quem matou o Capitão Chandler em São Paulo? Essas coisas não se discute... Quem é que roubou o dinheiro do cofre do Ademar? Quem é que planejou e executou o atentado ao 2º Exército em São Paulo? Mas não… O sr se lembra quem morreu, o corpo do fulano, a Maria Dinah atirou no senhor? O que é isso? O tiro da Maria Dinah perto do que eu estou falando… é uma coisa preocupante. Eu respeitava a esquerda até um determinado momento, esse tipo de raciocínio está destruindo o país…
eu considero que a Comissão Nacional da Verdade é uma farsa, ela carece de legitimidade e de credibilidade, a Comissão Nacional da Verdade é revanchista, ela pretende que se repita aqui o que está acontecendo na Argentina… Agora, eu considero que… Isso é de cunho pessoal, não represento o Exército e nem tenho esse direito… A esquerda brasileira vai dar um tiro no pé. A sociedade brasileira está começando a se informar e não vai se deixar engabelar por esse tipo de farsa.
Leonardo, da CNV:a CNV pretende realizar audiências públicas sobre a guerrilha do Araguaia, o senhor teria disponibilidade ou disposição de participar e publicamente fazer um relato como o senhor fez hoje?
General:sem nenhum problema… Se eu dissesse que não… Essa pergunta que você me faz só tem uma resposta, não pense você que eu gosto de aparecer, soldado não gosta de aparecer, mas se eu respondesse que não, fica no ar que eu to querendo esconder alguma coisa, eu não escondo nada, aliás, não sei se vocês sabem, eu tenho ido a muitos programas de televisão… Programas com Joelmir Betting… Eu estou pronto e estarei pronto sempre porque eu não tenho nada a temer. Agora eu sei, que tanto eu… E aqueles que estão sentando no meu lugar aqui estão expostos física e moralmente, porque não faltam radicais tresloucados que queiram pagar contas passadas nos atingindo. Eu não ando com seguranças na rua, mas eu tomo cuidado, até porque, na minha idade e com a experiência que eu tenho não é qualquer vagabundo que vai me pegar, mas os vagabundos estão aí, e hoje os vagabundos estão travestidos de policiais do governo, estamos aí assistindo a formação de uma GESTAPO. Então, isso daí me preocupa profundamente.
Leonardo da CNV:Ok, muito obrigado General Álvaro Pinheiro.
No mesmo dia, foram ouvidos também o ex-secretário de Segurança do Rio de Janeiro, General Nilton Cerqueira, o Comandante da Operação que dizimou a suposta guerrilha, e vários coronéis. Com exceção de Álvaro Pinheiro, todos responderam às perguntas relevantes sobre os desaparecidos com um “nada a declarar”.
Ferido em confronto - Na época da guerrilha, Álvaro de Souza Pinheiro era Primeiro Tenente do Exército e teve seu batismo de fogo em maio de 1972 num confronto em que, por pouco, não foi eliminado. Um tiro na clavícula, supostamente disparado pelo guerrilheiro Bergson Gurjão Faria o tirou de circulação.
Membros da CNV:
- Leonardo Jun é advogado e pesquisador, gerente de projetos na CNV e autor do livro Manual de direitos humanos internacionais
- Mariana Barros Barreira é assessora técnica na Comissão da Verdade.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Ricardo Boechat e a Identificação do Verdadeiro Idiota

Boechat ofende “soldados, cabos, sargentos, tenentes, capitães, majores e coronéis“ e é condenado.
Ele mandou: "jogar um tijolo ou fazer pipi sobre as viaturas... esses idiotas que estão causando... são uns idiotas completos...
Boechat chega a mandar que as pessoas ofendam os militares. Que ninguém interprete mal as coisas, a profissão militar é realmente exercida por pessoas que se submetem à hierarquia e disciplina. Mas que isso não seja confundido, nem por militares nem por civis. Assim como qualquer cidadão, os militares podem, e vão recorrer a justiça para reparação de qualquer dano causado pela língua de cidadãos que exagerem em seus comentários.
Algumas pessoas acreditam que por que um militar é soldado, cabo ou sargento qualquer um tem precedência hierárquica sobre este. Militares são submissos às autoridades enquanto instituídas oficialmente, em momentos determinados, e dentro das prescrições previstas em regulamentos, e nada mais do que isso.
Boechat confundiu as coisas, esperamos que isso não ocorra novamente. E aconselhamos a todos que se sentirem ultrajados por qualquer um, seja repórter, político ou mesmo outro militar, que não deixe passar em branco, denuncie essa pessoa judicialmente.
Boechat foi processado por um soldado, mas corre o risco de sofrer mais acusações, já que se dirigiu a um grupo bem grande.
Veja a decisão.
Alegou o autor que é Policial Militar e que ficou ofendido com as declarações do requerido no momento em que este, em uma programação jornalística, ofendeu toda a hierarquia da Polícia Militar de São Paulo ao chamar todos de idiotas. Pleiteia indenização por danos morais. Na contestação a parte requerida afirmou que seu profissional fez apenas uma manifestação genérica, em razão do que não teve o condão de ofender o autor.
Quando um jornalista chama toda a cadeia de hierarquia da Policia Militar de “idiota”, acaba por ofender todos os integrantes da mesma. Claro, um Policial Militar, que tem orgulho de sua carreira, ao ouvir estas palavras, certamente ficou magoado, principalmente porque acaba por perder respeito perante as pessoas próximas e na comunidade em que vive. Respeito este essencial ao próprio exercício da função. Imagine-se o contrário. Um Policial Militar, ao se valer de um programa de televisão, chamasse todos os apresentadores de telejornal de “idiotas”. O requerido certamente e com razão se ofenderia por estar incluído neste todo.
Assim, presente está o dano moral em virtude de as declarações do requerido ter ofendido o autor. A questão da ofensa direta ou indireta, contudo, serve para quantificar o valor, pois, quando a injúria é feita de maneira direta, por certo o dano é maior. O valor de R$ 5.000,00 parece ser mais prudente do que o pleiteado, já que de certa maneira repara o dano sofrido pelo requerente, sem acarretar enriquecimento indevido, e de certa forma coíbe novas práticas abusivas da parte requerida. Desse modo, deve ser o acolhido.
Ouça o áudio disponibilizado pelo site abordagem policial clicando aqui.
JULGO PROCEDENTE a ação para condenar os requeridos Radio e Televisão Bandeirantes Ltda e RICARDO EUGÊNIO BOECHAT, de forma solidária, em danos morais no valor de R$ 5.000,00 (Cinco mil reais).
COMENTO: Excelente atitude do Policial Militar. Como consta no texto, deve servir de exemplo a todo e qualquer um que se sinta agredido por esses "formadores de opinião" irresponsáveis. No caso presente, é importante ressaltar que em futuras ações, esses réus já não são considerados "primários" pois a citada condenação constitui precedente agravante. Parabéns aos militares de atitude!

domingo, 1 de dezembro de 2013

Vítimas do Terrorismo - Dezembros

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Neste dezembro de 2013, insistimos em reverenciar os que, em dezembros passados, tombaram pela fúria política de terroristas.
Os seus algozes, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país.
Cabe-nos lutar para que esses mártires recebam isonomia no tratamento que os "arautos" dos direitos humanos dispensam aos seus assassinos, que hoje recebem pensões e indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas.
Move-nos o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe, por terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os galardões de uma vitória bastarda.
A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão.

- 15/12/67 – Osíris Motta Marcondes - (Bancário – SP)
Morto quando tentava impedir um assalto terrorista ao Banco Mercantil, do qual era o gerente.

- 17/12/69 – Joel Nunes - (Sargento - PM – RJ)
Neste dia o PCBR assaltou o Banco Sotto Maior, na Praça do Carmo, no subúrbio carioca de Brás de Pina, de onde foram roubados cerca de 80 milhões de cruzeiros. Na fuga, obstados por uma viatura policial, surgiu um violento tiroteio no qual Avelino Bioen Capitani matou o sargento da PM Joel Nunes. Na ocasião foi preso o terrorista Paulo Sérgio Granado Paranhos.

- 18/12/69 – Elias dos Santos - (Soldado do Exército – RJ)
Paulo Sérgio Granado Paranhos, preso no dia anterior, ao ser interrogado “abriu” um “aparelho” do PCBR localizado na rua Baronesa de Uruguaiana nº 70, no bairro de Lins de Vasconcelos. Ali, Antonio Prestes de Paula, ao fugir pelos fundos da casa, matou, à queima-roupa, com um tiro de pistola .45, o soldado do Exército Elias dos Santos que integrava a equipe que “estourou” o “aparelho”.
A respeito do soldado Elias, morto em combate no cumprimento do dever, o Ternuma recebeu um comovente e-mail: “Fico feliz de achar uma página da Internet a qual faz uma homenagem a uma pessoa que não conheci, mas com certeza, muito especial. Desde pequena vejo minha avó aos prantos lembrar de seu filho Elias dos Santos, morto brutalmente por assassinos terroristas. Não conhecia direito a história, fiquei sabendo agora. Realmente é revoltante saber que a família de Carlos Lamarca tem direitos que minha avó não teve. Não tenho palavras, só agradeço Daniele Esteves”.

- 10/12/70 – Hélio de Carvalho Araújo - (Polícial Federal – RJ)
No dia 07/12/70 a VPR, Vanguarda Popular Revolucionária, seqüestrou no Rio de Janeiro, o Embaixador da Suíça no Brasil, Giovani Enrico Bucher.
Participaram, ativamente, da operação os terroristas Adair Gonçalves Reis, Gerson Theodoro de Oliveira, Maurício Guilherme da Silveira, Alex Polaris de Alvarenga, Inês Etienne Romeu, Alfredo Hélio Sirkis, Herbert Eustáquio de Carvalho e Carlos Lamarca.
Após fecharem e paralisarem o carro que conduzia o Embaixador, Carlos Lamarca bateu com um revólver Smith-Wesson, cano longo, calibre .38, no vidro do carro. Abriu a porta traseira e a uma distância de 2 metros atirou, duas vezes, no agente Hélio. Uma das balas seccionou a medula do policial.
Os terroristas levaram o Embaixador e deixaram o agente agonizando. Transferido para o Hospital Miguel Couto, faleceu no dia 10/12/70.
Carlos Lamarca desertou do Exército como capitão. Morreu lutando, não contra a “ditadura” como a esquerda propaga, mas de armas na mão, tentando implantar no Brasil, uma ditadura no modelo cubano. 
Sua vítima fatal, neste seqüestro, foi um Agente da Polícia Federal, morto em serviço, no cumprimento do dever, dando proteção a um Embaixador, cuja segurança era uma obrigação do governo brasileiro.
A família do assassino Lamarca recebe a pensão de coronel, porque ele, se não morresse, poderia chegar a este posto. Além disto, sua família recebeu uma polpuda indenização, assim como todas as famílias de todos os subversivos e terroristas mortos, cerca de 300. Os que permaneceram vivos estão recebendo pensões vitalícias por terem sido “perseguidos politicamente”.

- 13/12/71 – Hélio Ferreira de Moura - (Guarda de Segurança – RJ)
Morto, por terroristas, durante assalto contra um carro transportador de valores da Brink’s, na Via Dutra. 

Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações, mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.
Texto adaptado de: TERNUMA