terça-feira, 9 de julho de 2013

O Centenário de Uma Besta e os Canalhas Que a Idolatram

por Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Ao comemorar no dia 08 de julho com pompas e circunstâncias em Sessão Especial, o centenário do nascimento de Carlos Marighela, o Senado Federal nos desnuda abertamente o cenário caótico em que vivemos.
Provavelmente, busca agradar à cúpula do desgoverno.
Todos conhecem a tumultuada trilha de terror patrocinada e vivenciada pelo desumano terrorista e, conscientemente, todos abominam semelhante figura que viveu para banhar de sangue a nossa terra.
É incrível a desfaçatez destas autoridades parlamentares, que não se envergonham de prestar uma deferência ao abominável terrorista, que protagonizou e incentivou a luta entre irmãos. O que pode esperar uma sociedade em que integrantes da mais Alta Corte Legislativa realizam atos para cultuar um terrorista? A figura é reconhecida pelo seu emprego das armas a qualquer custo para alcançar seus objetivos.
Certamente, o sentimento das pessoas que têm um mínimo de senso deve ser de horror.
Os parlamentares poderiam em “en petit comité” bebericar doses de uísque em seu louvor, tudo em segredo, tudo em surdina, mas qual, a desfaçatez é tamanha, que cuspindo na sociedade ordeira, determinam uma homenagem onde deveriam ser preservados os mais altos valores nacionais.
Sim, necessitamos de uma reforma política, ou melhor, de um mutirão de faxina, pois ao creditarmos o nosso destino político e o futuro da Nação a uma corja de abomináveis, capazes de entronizar um marginal como o Marighela, sem dúvida, merecemos afundar na lama da vergonha.
Marighela foi o ícone dos terroristas que proliferaram no País durante décadas, exatamente aqueles que assaltaram, sequestraram e aterrorizaram, e não serão investigados pela Comissão da Verdade.
Porém, para aqueles que se debruçaram sobre a vida do bandido, sabem que a sua conduta e egoísmo pessoal, por diversas vezes, felizmente, foi o causador de cisões nas hostes subversivas.
O seu “Minimanual do Guerrilheiro Urbano” que incentivava a realização de qualquer tipo de violência revolucionária foi transformado na bíblia dos terroristas. E nele afirmava que “o guerrilheiro tem de estar sempre consciente de que ele só pode viver se estiver desejoso de matar”.
Com o documento “Questões de Organização”, ele preconizou, entre outros, “os efeitos mais contundentes nas ações terroristas, para maior impacto emocional na população”, sem levar em conta o possível efeito negativo (?) de tais ações sobre a mentalidade da população brasileira.
Assim, vemos com estupor o Senado homenagear um homem que gostava de matar, e se comprazia em incentivar que jovens fizessem o mesmo, pois de comum acordo, Cuba e Marighela haviam chegado à conclusão de que o desencadeamento da luta só seria possível se o seu braço armado saísse do meio estudantil.
Eis o homem que a nossa mais Alta Corte Legislativa houve por bem, em ato público, demonstrar a sua admiração e o seu respeito.
Uma inversão de Valores? Um espanto? Uma tristeza? Uma vergonha?
Não sabemos, mas é simples assim, acredite se quiser.

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