quarta-feira, 31 de julho de 2013

JMJ: As Lições Que Ficaram

por Milton Pires
Terminou a JMJ (Jornada Mundial da Juventude). Meus queridos canalhas petistas, assassinos de prefeitos, estelionatários, e condenados do Mensalão: hoje o Papa foi embora e eu, mesmo sem me considerar católico praticante, gostaria de deixar aqui um recado que fica, na minha opinião, sobre a visita dele. Vocês sabem qual é?
Eu resumo assim: Para cada mulher da Marcha das Vadias sempre vai haver no Brasil milhares das que são decentes. Para cada viciado em crack, assim como para cada integrante da Marcha da Maconha, vocês encontrarão milhares de médicos brasileiros dispostos a tratá-los e para cada integrante do Movimento Gay – milhões de homens continuarão adorando as mulheres desse país. Isso, seus desgraçados, não deve jamais sair da lembrança de vocês e quando, agora em agosto, vocês encontrarem seus amigos terroristas e traficantes que integram o Foro de São Paulo levem essa derrota na mala!
Jovens católicos reuniram-se aos milhões na cidade do Rio de Janeiro. Em nenhum deles vocês conseguiram enfiar uma camiseta do Che Guevara... Nenhum deles comprou “baseado” dos amigos de vocês que infectam os Morros daquela cidade.. Que derrota, hein “cumpanheros”? Parece que o movimento das lésbicas e a retirada dos crucifixos dos tribunais não surtiu efeito nenhum, né?
A lição, a única e verdadeira lição, que qualquer criança poderia tirar dessa derrota vocês são incapazes de apreender. Sabem qual é? É que a maioria esmagadora das pessoas do nosso país são gente decente, seus bandidos! São gente que não quer saber de Marcha de Vadias, de Movimento Gay ou de Maconheiros...
São pessoas humildes que elegeram vocês, às vezes em troca de um prato de comida, mas que jamais concordariam com os milhões de mortos na China e na URSS provocadas pela fome dos regimes de Mao e Stalin que vocês tentam implantar aqui.
A maioria dos brasileiros, petralhas desgraçados, acredita de todo coração que homem e mulher tem que ir pra cama um com o outro, que maconha faz mal, que deixar viciados em crack andando pelas ruas é falta de caridade e que dar vaga na Universidade por causa da cor das pessoas é um absurdo...
A gigantesca maioria do nosso povo é contra transformar o aborto em algo como trocar de roupa ou tomar banho, já mostraram para vocês que acreditam no direito da população ter armas para se defender.. e na hora da morte sabe quanto vale um médico ao seu lado!
Até quando, seus miseráveis, vocês pensam que vão enganar o resto do mundo? Quantas notícias sobre economia em crescimento vocês vão divulgar no New York Times e quantos artigos publicados lá o Grande Analfabeto vai ter que pedir para escreverem por ele?
Vocês sabem a razão disso tudo? A crença da nossa gente em Deus! A fé numa verdade transcendental que na religião de vocês (materialismo dialético) não existe. O Brasil, seus bandidos, vai deixar em 2014 a mensagem da URSS em 1989 – lá vocês escravizaram as pessoas pela força; aqui estão tentando fazer isso através da cultura e, mais uma vez, vão ser derrotados.
Agora vocês nos escolheram (nós os médicos) como responsáveis pelo sofrimento do povo, não é? Vamos ver quem vai vencer... Para cada Alexandre Padilha, traidor da nossa profissão, milhares de médicos brasileiros mostrarão que vocês estão errados. Nós provaremos, custe o que custar, a má-fé de vocês todos com a relação às pessoas doentes e quando a máscara cair vai ser tarde demais para se levantar novamente.
Hoje é domingo à noite – tradicional “hora da depressão” e da lembrança de que amanhã a semana começa de novo... Tudo retorna a rotina... todas as queixas outra vez.. Nem Lula e Dilma podem escapar disso, mas a segunda-feira vai ter um ar diferente deixado por aquela visão da praia lotada com milhões de jovens rezando... milhões de pessoas que não acreditam em vocês – uma prova arrasadora de Deus derrotando o PT.
Porto Alegre, 28 de julho de 2013 AVC (antes da vinda dos cubanos)
Milton Simon Pires é Médico.
Fonte:  Alerta Total

terça-feira, 30 de julho de 2013

Prisão Para Essa Cambada é Pouco ou ONG Fora do Eixo = PT = Mídia Ninja = Dirceu = Mensalão = Lixo

por Carlos Newton
Na revista Piauí que está nas bancas, há uma interessante reportagem sobre o Coletivo Mídia Ninja, assinada por Ronaldo Bressane, que confirma a informação publicada aqui na Tribuna da Imprensa sobre o patrocínio recebido da ONG Fora Do Eixo, que é mantida pelo PT. Confiram o texto:
Para as situações de rua, um ninja tem dois kits: o individual e o de equipe. No primeiro, um celular com internet, um laptop funcionando e outros que servem como bateria, todos levados numa mochila. O segundo consiste num carrinho rosa-choque carregado com duas câmeras, mesa de corte, microfones, gerador e caixas de som. Tudo da Apple e comprado coletivamente (menos o carrinho, apropriado de um supermercado), com o dinheiro captado pelo Fora do Eixo nos festivais de música que promove pelo Brasil – e nos editais de cultura de que participam”.
Detalhe que a matéria não menciona: a ONG Fora do Eixo é da cota de José Dirceu no PT, e os “festivais” e “editais de cultura” que promove só servem para queimar o resto dos recursos recebidos do partido governista.
Dirceu e Pablo Capilé, dono da ONG Fora do Eixo

Anarquistas???
Nesta terça-feira (23/7), estive na 9ª Delegacia Policial, no Catete, e conversei rapidamente com alguns manifestantes que haviam passado a noite em claro e estavam do lado de fora da unidade. Eles disseram que os dois que se identificaram como “cinegrafistas” do Mídia Ninja tinham sido soltos ontem mesmo.
Perguntei o que estavam fazendo ali e eles responderam que tentavam pressionar para que a Polícia libertasse os manifestantes que foram presos em flagrante com coquetéis molotov. Disse-lhes que a Polícia não podia liberá-los porque foram presos em flagrante com arma ilegal. Quase fui vaiado. Alegaram que “fazer política não é crime”.
Foi uma experiência interessante conversar com eles. Parecem seres de outro planeta. São alienados totais no que se refere à vida “lato sensu”, mas politicamente têm uma posição altamente radical, tipo anarquista. Podem ser facilmente manipulados por qualquer um que tenha meia dúzia de neurônios na cabeça.

Desvirtuamento
A matéria da Piauí também deixa patente que está havendo um desvirtuamento dos objetivos originais do grupo Ninja, sigla que para eles significa “Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação”:
O líder natural do Ninja é o carioca Bruno Torturra, de 34 anos, que foi repórter, colunista e diretor da revista Trip por dez anos. Seu texto inventivo, povoado de trocadilhos e imagens bizarras, fornece a alta octanagem política e conceitual que move o coletivo. Enquanto caminhava pela Paulista fechada e vazia, à espera da próxima manifestação, Torturra explicou que o ativismo não funciona se for movido pela raiva, e que por isso defende transmissões bem-humoradas. “A disputa política não pode ser feita com medo ou dedos em riste”, argumentou. “Não é assim que se fecundam mentes. Tem que ser com humor.
Bem, aqui no Rio de Janeiro, humor é que menos existe no trabalho desses “cinegrafistas” que, em nome do Coletivo Mídia Ninja, operam livremente no meio dos vândalos que tentam matar policiais atirando coquetéis molotov neles.
Por fim, sobre o instigante tema, há outras informações interessantes no blog “Tribuna da Imprensa Livre”. O título da matéria é Tucanonymous, Peteninjas e os Aliados do Eixo

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Humanos e Celulares: Trocando a Realidade pela Lembrança

por Pedro Marangoni
Cena real, Brasil, Julho de 2013. Dialogo na multidão, filmado por uma emissora de TV após a passagem do carro que levava o Papa Francisco, cerca de dois metros à frente de dois jovens:
-Você viu o Papa?!
-NÃO SEI, deixe-me ver! E procura freneticamente em seu aparelho celular. E desolado:
Roma 2013 - AP Photo/Michael Sohn
-Não... NÃO VÍ... não pegou...
Relatório: O planeta é chamado de Terra pelos seus habitantes, os humanos. Estes humanoides pouco evoluíram até que introduzíssemos através de nossos infiltrados o computador e o chip, visando acelerar a busca de soluções para uma melhor administração deste departamento do Sistema Solar tão atrasado. Passado algumas décadas os dados são desanimadores, pois a maioria dos usos populares encontrados para as novas tecnologias o foram para simples distração, diversão eletrônica e comunicação fútil entre os tribais.
Declinando fisicamente diante das telas dos computadores em jogos infantis ou quimeras, os terráqueos acrescentaram mais um proceder psicologicamente perigoso quando finalmente saem às ruas, viajam ou participam de eventos, aventuras, tragédias, ou seja, quando largam o computador e supostamente deveriam voltar a viver com a intensidade animal dos desafios e emoções. Paradoxalmente transformaram-se em um misto de homem-máquina que transportam toda a vivência imediata para o passado, recusando o presente como participante. Diante de algum evento que ocorre, inesperado ou aguardado, os humanos não olham para a cena diretamente, desviam o olhar do real e se concentram em uma pequena tela de seus aparelhos de comunicação, filmando ou fotografando para posteriormente se emocionar ou recordar! Recusam a realidade frente aos seus olhos em troca de um registro eletrônico para ser visto mesmo segundos depois como mero espectador de fatos já ocorridos, como qualquer outro que esteja a milhares de quilômetros!
Uma celebridade, uma tragédia, uma cena romântica, engraçada, triste, provoca o aparecimento imediato dos tais aparelhinhos estendidos à frente e os espectadores ao invés de olharem diretamente a cena com olhos e mentes, coração, emoção, todos manejam freneticamente as teclas e miram fixamente as telinhas que reduzem à polegadas a imensidão visual à sua frente!
Revendo os arquivos do planetinha podemos certificar que os antigos habitantes antes de nossa precipitada intervenção eletrônica, participavam efetivamente dos eventos com seus próprios olhos e mãos livres e posteriormente, emocionados pela realidade vivida, aí sim costumavam se reunir e fotografar ou filmar, criando lembranças para a posteridade, mas como complementos de momentos vividos com intensidade e não como atos de digitação frenética.
Erramos. Eles não estavam preparados.
Fonte:  P.A.Marangoni

domingo, 28 de julho de 2013

Muito Barulho Para Nada

por Lino Tavares
Passado o ‘glamour libertário’ das manifestações de rua, tudo o que resta é a velha cantilena de sempre, de que "vivemos numa democracia plena, desfrutando do estado de direito, onde as pessoas podem se manifestar contra ou a favor do governo, sem serem chamadas a responder por sua rebeldia". Fazendo um balanço final acerca dessas caminhadas de rua – a meu juízo à toa – quem mais lucrou com isso foi o próprio governo, que agora pode usar a “pauta de reivindicações das ruas” para “atender” aos apelos populares, de forma demagógica, visando à reeleição da presidente Dilma no pleito eleitoral do ano que vem.
Por enquanto, o que se vê é o governo prometendo que vai atender ao clamor popular, mas empurrando isso com a barriga, para fazer alguma coisa a respeito (inócua e com prazo de validade limitado, como é próprio da gestão PT), mais perto da eleição, a fim de que os idiotas de sempre, frequentadores das urnas, retribuam a essa “bondade governamental” com seu voto, que aliás, desde que os militares deixaram o poder, tem sido muito mais uma “arma de suicídio” do que de defesa da cidadania e dos interesses comunitários.
Os mesmos que foram às ruas protestar, muitos deles sem saber contra o que, estarão lotando os estádio superfaturados da Copa, pagando valores abusivos pelos ingressos da FIFA e com certeza aplaudindo a tudo e a todos em nome daquela velha tradição futebolística do país do futebol, do carnaval, do samba, do bolsa-esmola e da corrupção impune. Pode ser que até vaiem a Dilma, num jogo qualquer da Copa, porque estamos em tempo de “protestos vazios”, mas com certeza a maioria dos que aderirem a esses supostos apupos irá votar nela, mais uma vez. Não pelo mérito de seu primeiros mandato, que é um fracasso a olhos vistos, mas só para contrariar” a oposição, rotulada de “gente da direita”, como se convencionou chamar todos aqueles que não ‘babam no ovo do Fidel” e não aceitam as ditaduras comunistas como fiel sinônimo de socialismo, posto que são na verdade a mais mesquinha e cruel forma de poder, sempre prestes a esmagar os debaixo, em prol da farra sem limites dos mandarins do poder opressor.
Fonte:  GibaNet

O Gol de Romário

Na terça-feira passada (16/7), Romário entrou em campo. Usava, se me permitem a pobreza da imagem, não as sandálias da humildade e da timidez, mas as chuteiras do artilheiro. E fez um gol de placa.
Denunciou ao plenário da Câmara um fato que muitos de seus colegas certamente ignoravam. E uns tantos outros fingiam ignorar — o que não é raro no mundo político. Por interesse direto, ou por contar que seus colegas façam o mesmo, quando for do seu interesse.
Romário simplesmente contou um episódio triste do mundo do futebol profissional. Aqui vai: no último dia 9, ocorreu em Brasília um jantar no qual o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, foi recebido por um grupo de mais ou menos 25 deputados e senadores, para discutir um assunto que caridosamente podemos definir como cabeludo.
Ignoro, lamentavelmente, seus nomes e partidos. A opinião pública merecia conhecê-los.
Acontece, e a gente não sabia, que o Ministério do Esporte está preparando uma medida provisória que concederá anistia a dívidas de clubes de futebol do país inteiro, no valor de mais ou menos R$ 3 bilhões. É a soma do que devem ao INSS, ao Imposto de Renda e ao Fundo de Garantia — que eles simplesmente, ousadamente, não pagaram nos últimos 20 anos.
É um dinheirão, que se explica pela soma dos juros ao longo desse tempão. Provavelmente, é o maior escândalo na história da cartolagem do esporte profissional brasileiro.
A anistia, segundo o nosso craque — que agiu com coragem e sem nada ganhar com isso, a não ser o ódio dos mandachuvas do esporte que é a paixão do povo brasileiro — está sendo preparada pelo Ministério do Esporte.
Em seu discurso-denúncia, Romário não revelou o que ficou acertado no jantar que reuniu o presidente da CBF e parlamentares. Ninguém falou em pagamento: discutiu-se apenas o encaminhamento da anistia.
É uma vergonha, como poucas as que temos conhecido na vida pública brasileira. E também, vale a pena repetir, um gol de placa do nosso artilheiro.
Fonte:   Blog do Ricardo Noblat
COMENTO:  é a segunda cagada do ministro Aldo Rebelo nesta semana. 
A primeira foi a notícia do seu passeio familiar em Cuba nas asas da FAB. Agora essa canalhice sem tamanho! Deve-se recordar que desde a sua criação, em 2003, o ministério dos esportes está nas mãos do PCdoB e não foram poucas as denúncias de patifarias em seu âmbito. Desde as denúncias de mau uso dos convênios do programa Segundo Tempo sob a gestão de Agnelo Queiroz  caso em que um dos principais envolvidos, um Soldado da PM/DF suspeito até mesmo de homicídio, foi promovido a Cabo e recentemente "aposentado", depois de invadir o Palácio do Buriti, agredir funcionárias, despejar boa quantia de dinheiro na mesa de um secretário do governo e ameaçado "abrir a boca"  até as estrepolias do "ministro da tapioca", quando houve a denuncia nunca apurada a sério sobre as canalhices com os Cartões Corporativos. Tirando as calhordices desse tipo, até os presentes dias não se vislumbra serventia alguma desse cabide de empregos da cumpanherada. E a "grande imprensa", comprada com as verbas de propaganda governamentais, quieta como guri cagado! Nenhum grande "repórter investigativo" se anima a mexer nesse bolo fecal!

Grupo Invade o Viber e Acusa Empresa de Espionagem


Grupo invade o Viber e acusa empresa de espionagem
Fonte da imagem: Reprodução/The Hacker News
Um grupo denominado "Exército Eletrônico da Síria" invadiu os servidores do Viber, obtendo acesso a alguns dados de usuários e desfigurando uma das páginas principais do serviço.
O Viber foi lançado em 2010 e é hoje um dos principais serviços gratuitos de VoIP para smartphones. Sediada em Israel, a empresa anunciou a marca de 200 milhões de usuários em maio de 2013.
De acordo com o grupo, o ataque não possibilitou o acesso a todo o banco da empresa, mas boa parte das informações confidenciais de quem usa o aplicativo foram obtidas por eles.
A seguir, veio a denúncia: o grupo pediu a todos que deletem o Viber imediatamente por motivos de espionagem. Segundo o "Exército", a empresa está rastreando todas as ligações efetuadas pelo serviço e registrando os IPs usados em todas as atividades relacionadas a ele. Os hackers teriam obtidos desde logs recentes até cadastros de chamadas realizadas em maio deste ano.
Em resposta oficial, o Viber não se pronunciou sobre as acusações. Por outro lado, afirmou veementemente que os dados de seus usuários estão seguros e que o ataque aconteceu quando um de seus funcionários foi vítima de um ataque de phishing, que acabou abrindo o acesso a alguns dos sistemas de suporte aos clientes. E foram estas as informações obtidas pelos criminosos.
Fonte: Tecmundo

sábado, 27 de julho de 2013

Comunismo Chinês, Maoísmo e o Brasil do PT

por Milton Pires
Em primeiro de julho de 1921 foi fundado na atual cidade de Shanghai o Partido Comunista Chinês (PCC). Apesar de várias pinturas retratando a presença de Mao Tse Tung nessa reunião, é fato histórico que ele não estava presente. Os pioneiros do partido foram Chen Duxiu e Li Dazhao.
Peculiaridades à parte, o mais importante a ser lembrado é o cenário de verdadeira crise cultural que existia no país naquele momento. Desde a Revolução Boxer, no início do século XX, imperavam na China as mais diversas tendências políticas. Anarquismo, socialismo, comunismo, além de uma incipiente burguesia faziam das cidades costeiras, naquela época, uma espécie de caldeirão de possibilidades políticas.
É necessário lembrar que o país como unidade "apresentou-se" ao mundo ocidental como república em 1912. Atribui-se o título de "Pai da Nação" a um médico chinês graduado pela Universidade de Honolulu - Sun Yat Tsen. Extremamente culto, fluente em inglês, e capaz de colocar a China em "sintonia" com o mundo da época. Precisamos entender que esse breve período republicano antes do início das várias guerras civis chinesas que atravessaram o século XX, teve como opositor membros de um PCC igualmente capazes do ponto de vista intelectual.
Talvez seja esse um dos pontos mais importantes a salientar nesse breve artigo - a gigantesca distância que existe entre a noção de comunismo chinês e maoísmo. Depois de 1917 não houve, até onde eu sei, nenhuma elite intelectual capaz de propor o socialismo "em um país" sem seguir as regras do Comintern (termo que designa a Terceira Internacional Comunista). A China, e o jovem Mao Tse Tung, não foram exceção.
Neste pequeno texto o objetivo é fazer uma rápida distinção entre o chamado "comunismo chinês" e o maoísmo bem como salientar que são o caráter de extrema violência revolucionária camponesa e o voluntarismo os aspectos mais preocupantes no que se relaciona à atuação de alguns grupos que existem hoje no Brasil.
Sabemos que, desde suas origens, a Revolução Bolchevique nunca atribuiu aos camponeses um papel revolucionário de protagonismo na URSS. Sabemos que existia, dentro do Partido Bolchevique, teóricos cujo conhecimento das obras de Marx e Engels ultrapassava de longe qualquer pensador chinês e não é demais salientar que a primeira aproximação da China com o mundo ocidental, especificamente no século XX, não foi com a URSS.
Pois bem, ressaltados estes aspectos, é obrigatório dizer que a chamada transição e mais tarde substituição do "comunismo chinês" pelo maoísmo nunca se fez de maneira brusca. Não é demais lembrar que o simples termo "maoísmo" sequer é reconhecido pelo PCC.
A expressão politicamente correta na China de 2013 é "pensamento de Mao Tse Tung". Seu papel de liderança é conquistado aos poucos dentro da luta pelo poder de comando na guerra revolucionária (primeiro contra o Kuomintang de Chiang Kai-Shek, depois numa aliança de conveniência com o mesmo Chiang numa guerra contra o Japão Imperial e, finalmente, outra vez contra os mesmos nacionalistas que esse "caudilho chinês" representava) que arrasou a China até a fundação oficial da República Popular em outubro de 1949.
Já dissemos acima que o papel dos camponeses e o voluntarismo são distinções fundamentais entre o comunismo chinês e maoísmo. Falta agora salientar dois dados importantes. Jamais pode alguém falar em maoísmo verdadeiro sem lembrar da importância do Exército de Libertação Popular - nome dado ao antigo Oitavo Exército Revolucionário cujo comando foi conquistado pelo próprio Mao depois de uma série de intrigas e assassinatos que aqui deixamos de lado. Além disso, a cooptação pela guerra de guerrilha dos assaltantes e bandoleiros que assolavam a China desde o século XIX também distingue, em muito, os maoistas dos primeiros comunistas chineses.
Passemos agora a estudar o papel da violência revolucionária. Muito antes de Mao afirmar que o "poder político vem do cano de uma arma", Lênin já sustentava que não haveria revolução sem violência mas foi em Mao, não em Lênin, que a ela adquiriu no pensamento revolucionário o papel de categoria "estrutural" da sociedade chinesa. A noção de guerra revolucionária alcança na China Maoista uma importância no inconsciente coletivo que jamais teve na URSS.
Enquanto em Lênin e Stalin as execuções são secretas e a perseguição feita pela Tcheka (mais tarde KGB) faz-se às escondidas, na China de Mao elas são públicas. Enquanto a violência do regime soviético tem um papel "instrumental" pode-se dizer que no maoísmo ela é a essência.
Mesmo distorcida por Stalin, a visão de uma sociedade ideal concebida por Lênin atravessa toda história da URSS de uma maneira que simplesmente não existe na China de Mao Tse Tung - nela a guerra de movimento contra o Japão e os nacionalistas, uma vez encerrada, deve ser levada adiante dentro da própria sociedade num fanatismo constante de purificação que, mesmo nos expurgos de Stalin, jamais foi visto e que alcança o ápice na Revolução Cultural de 1966.
O que preocupa, consideradas todas as diferenças entre o Brasil do PT e a China de Mao, é a semelhança de tamanho entre os dois países, a ignorância da grande maioria da população, e a associação com grupos criminosos. Feita novamente a ressalva de que não existe, até agora no Brasil do PT, o controle total do Exército Brasileiro por esse partido criminoso, as demais coincidências são interessantes. Talvez a mais assustadora delas seja exatamente aquela relacionada ao famoso voluntarismo da militância esquerdista.
Desde o Manifesto de Agosto - de 1950 - que marcou a crise dentro do PCB dando origem à "linha chinesa" (PCdoB) e mais tarde à "Ala Vermelha", o que vemos são sucessivas "rupturas" protagonizadas por dissidências partidárias que cada vez mais aproximam os novos partidos do pensamento original de Mao Tse Tung.
Hoje, em 2013, o país assiste em silêncio as declarações da "Liga dos Camponeses Pobres" e pode ler com a maior facilidade, pelo menos na Internet, as manifestações assustadoras da "Nova Democracia" e do "Movimento Estudantil Popular Revolucionário" - aviso sombrio para quem pensa que maoísmo não existe mais (ou está restrito à Índia e ao Nepal) e que a China é um país que fica muito longe daqui.
Dedicado à minha amiga, Graça Salgueiro.
Porto Alegre, 21 de julho de 2013
Milton Simon Pires é Médico.
Fonte:  Alerta Total

Ultimato aos Oficiais Generais

por Pedro A. Marangoni
Senhores Oficiais Generais: não adianta bater na mesa de suas casas ou nos clubes. Isto tem que ser feito oficialmente nas instalações militares, com a presença dos três patetas senis, fantoches políticos que entrarão na História Militar como os inimigos que mais causaram danos às nossas fileiras.
Eles têm que sair, simplesmente usem o regulamento e os retirem das cadeiras que ocupam irregularmente;
- Que os de direito ocupem as vagas e que a fila ande, que cesse o triste empurrar onde carreiras estão sendo cisalhadas e ingloriamente acabando antes do prêmio merecido.
Sanado esse vergonhoso atentado à História Militar, que se ponha a casa em ordem e:
- Exijam um Ministro da Defesa verdadeiramente comprometido com a defesa da Nação, patriota e que seja preliminarmente aceito pelo oficialato;
- Que se faça uma devassa no ensino militar nas Academias e se expurgue as tentativas em curso de reescrever, deturpar, criar heróis e bandidos de acordo com a política vigente e não com a verdade e minando a formação das elites militares;
- Que se iniciem operações de guerra para aplastar, capturar e expulsar as FARC de dentro de nossas fronteiras;
- Que se invada e arrasem todos os campos de treinamento guerrilheiro dos mais diversos grupos nacionais e estrangeiros incentivados, mantidos e tolerados pelo atual governo, independente dos nomes de “movimentos sociais”, tipo MST e outros;
- Que se cacem todos os estrangeiros ilegalmente admitidos no país vindo de ditaduras marxistas,nomeadamente Cuba e Venezuela e que se apurem responsabilidades de traição à Pátria;
- Que se regule o crescimento de efetivos da Força Nacional e a mantenha sob controle do Exército.
Isso feito, às claras, plenamente de acordo com a Constituição Brasileira que assim exige das Forças Armadas e portando irrefreável, reprimindo de imediato e em força qualquer tentativa de inibição do processo, retomada estará a dignidade e as funções inerentes aos senhores militares. 
Sem misturar política com armas, expurgarão de vez o servilismo à figuras, partidos e postos políticos em nome de interesses espúrios e voltarão ao trabalho de Guardiões da Paz, Cavaleiros da Constituição e Guerreiros prontos ao sacrifício da própria vida, com os quais se deve ter o respeito dado à Bandeira. Assim sempre foi e assim deve voltar a ser, sob pena do descrédito e da dissolução que se avizinha.
Cumpra-se.
Pedro Alberto Marangoni, piloto militar formado pela
 Academia da Força Aérea, desligou-se da FAB e alistou-se na Legião Estrangeira.
 Deixou a Legião e engajou-se nas lutas das ex-colônias portuguesas
 na África, tendo atuado em Moçambique, e na guerra civil de Angola,
 além de ter sido instrutor de Comandos na Rodésia.
Esse pode dizer que "é o Cara"!
Fonte:  P.A.Marangoni

sexta-feira, 26 de julho de 2013

E Tudo Na Frente do Papa

por Carlos Brickmann
O papa Francisco viu tudo - mas, homem educado e gentil, fará aos brasileiros a gentileza de esquecer aquilo que viu.
O papa percebeu, antes ainda de descer no Brasil, o quanto um Governo pode ser grosseiro. A presidente Dilma não se deu ao trabalho de chegar ao Rio mais cedo, para receber o visitante. Saiu de Brasília na última hora. Para que o protocolo se cumprisse, o avião do papa precisou dar voltas sobre Valença, no Estado do Rio, esperando que o avião de Dilma pousasse antes e ela pudesse recebê-lo.
O papa sentiu, já no Brasil, o quanto a falta de noção resvala para a inconveniência. Aos 76 anos, depois de viajar de Roma ao Rio, depois de enfrentar o trânsito carioca, teve de ouvir meia hora de discurso eleitoral da anfitriã a respeito das maravilhas de seu Governo - justo Francisco, que nem vota no Brasil! Como comparação: seu próprio discurso, bonito e preciso, durou 15 minutos.
O papa viu que a loucura por uma foto a seu lado (que terá, sem dúvida, alto valor eleitoral) superou qualquer outra consideração. Cardeais, arcebispos e bispos não tiveram oportunidade, no Palácio Guanabara, de aproximar-se de seu dirigente espiritual: todos os espaços estavam ocupados por José Eduardo Cardozo, Renan Calheiros, Henrique Alves, os próceres de sempre da República.
O papa foi testemunha próxima de uma imensa grosseria: o presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa, o cumprimentou e, em seguida, passou direto pela presidente Dilma, sem olhá-la. Foi um desrespeito à mulher e à presidente. 
Guerra aberta
É fato que boa parte do Governo concentra esforços em tentar desmontar a imagem do ministro Joaquim Barbosa, considerado uma ameaça à reeleição da presidente. Os jornalistas de sempre se dedicam a divulgar que o ministro costuma almoçar e jantar, e que isso é um escândalo inominável num país em que - antes da salvação trazida pelos Governos petistas - havia gente passando fome. 
Mas a causa da imperdoável descortesia do ministro, ao negar cumprimento à presidente, vem sendo atribuída à história do apartamento de quarto e sala que comprou em Miami. Atribui-se ao Governo Federal a entrega à imprensa de informações (por lei, sigilosas) sobre a forma de compra do imóvel nos EUA. 
A voz do poeta
O grande Olavo Bilac é o autor frase pinçada pelo portal jurídico Migalhas (www.migalhas.com.br): "Há indivíduos que, quando vão a um teatro, levam para lá a sua melhor sobrecasaca, mas deixam em casa toda a sua educação."
As confissões
Nesta sexta, o papa ouvirá a confissão de três brasileiros, na Quinta da Boa Vista. Nada de política na cerimônia: cada um terá três minutos para a confissão. 
Dificilmente se encontrará político capaz de confessar-se em três minutos.
Os novos milagres
Já há piadas sobre a visita do papa e os milagres a ele atribuídos. Ficou preso num congestionamento no Rio, de janela aberta, e não foi assaltado; cumprimentou toda aquela gente importante que vimos na TV e continua com seu anel de prata; fez com que o governador Sérgio Cabral andasse de carro; foi fotografado sem que a cabeça do ministro Mercadante aparecesse em seu ombro direito. 
Os velhos milagres
Religião é coisa forte. Há muitos anos, um grande jornalista, conhecidíssimo, viajou à França, com passagem por Lourdes. A família inteira, religiosa, lhe pediu que trouxesse água benta do Santuário. Ele, claro, esqueceu. Quando as tias lhe pediram a água benta, comprou diversos frascos, encheu-os com água comum e os entregou como se fossem de Lourdes. A família inteira ficou felicíssima. 
E logo no dia seguinte já havia notícias de cura, graças à sua água benta.
O milagre do Homem Novo
O papa é argentino, Deus é brasileiro e o dom da dupla idade é coisa nossa. O ministro Raimundo Carreiro, do Tribunal de Contas da União, foi em outros tempos secretário-geral da Mesa do Senado. Aposentou-se em março de 2007, obviamente com vencimentos integrais, por ter completado 60 anos. Em seguida, foi nomeado para o TCU. Deveria aposentar-se por idade aos 70 anos, em 2016 - mas, com isso, perderia a chance de ser presidente do tribunal. Resolveu o problema de maneira simples: entrou na Justiça do Maranhão para corrigir a data de seu nascimento, que passou de 1946 para 1948. Assim, só precisará aposentar-se em 2018, podendo presidir o TCU. Perfeito? Quase: e a aposentadoria por idade, no Senado? Teria de ser anulada, já que ele era mais jovem do que se imaginava? Ou, pelo menos, teria de devolver dois anos de vencimentos integrais aos quais não fizera jus? Nada disso: fica tudo na mesma. 
Para o Senado, ele nasceu em 1946; para o TCU, em 1948. E o cidadão paga o presente pelos dois aniversários. 
Agora, vai! 
O governador paulista Geraldo Alckmin assinou o decreto 59.374, alterando o nome da Divisão de Investigações sobre Infrações contra o Meio Ambiente para Divisão de Investigações sobre Infrações de Maus Tratos a Animais e Demais Infrações do Meio Ambiente. Pronto: todos os problemas estão resolvidos.
COMENTO: quanto ao caso da falta de cumprimento do Min Barbosa à Presidente, há notícia de que a coisa não foi bem assim. A TV teria mostrado apenas o momento dos cumprimentos ao Papa, tendo omitido que o Min Joaquim já estava junto da Presidente a quem já tinha cumprimentado. Assim, a cena mostrada na TV não teve a dimensão que aparenta.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Do 14-Bis Ao 14-Xis

Aeronave que voa a mais de 11.000 km/h coloca o Brasil na elite da engenharia aeroespacial :
Em um laboratório em São José dos Campos, interior de São Paulo, a aeronave mais avançada do Brasil ganha forma. Batizado de 14-X, o aparelho tem nome inspirado na mais famosa máquina voadora brasileira, o 14-bis. Em comum com o avião de Santos Dumont, o 14-X tem o poder de garantir para o País um lugar no pódio da tecnologia aeroespacial. Não tripulado, o modelo é hipersônico, capaz de atingir dez vezes a velocidade do som (mais de 11.000 km/h). As propriedades do 14-X colocam o Brasil no seleto grupo de nações – ao lado de Estados Unidos, França, Rússia e Austrália – que pesquisam os motores scramjet, que não têm partes móveis e utilizam ar em altíssimas velocidades para queimar combustível (no caso, hidrogênio). Outra característica do veículo desenvolvido pelo Instituto de Estudos Avançados da Força Aérea Brasileira (IEAv) é que ele é um “waverider”, aeronave que usa ondas de choque criadas pelo voo hipersônico para ampliar a sustentação. É como se, ao nadar, um surfista gerasse a onda na qual irá deslizar.
O projeto nasceu em 2007, quando o capitão-engenheiro Tiago Cavalcanti Rolim iniciou mestrado no ITA e foi aprovado com uma tese sobre a configuração “waverider”. Cinco anos depois, a teoria está prestes a virar prática. O primeiro teste do 14-X em voo, ainda sem a separação do foguete utilizado para a aceleração inicial, ocorrerá neste ano.
Em seguida, a Força Aérea planeja outros dois experimentos: um com acionamento dos motores scramjet, mas com a aeronave ainda acoplada, e outro com funcionamento total, quando a velocidade máxima deve ser atingida.Se formos bem-sucedidos nesses ensaios, estaremos no topo da tecnologia, embora com um programa muito mais modesto do que o dos americanos”, diz o coronel-engenheiro Marco Antonio Sala Minucci, que foi diretor do IEAv durante quatro anos e é um dos pais do 14-X.
O grande desafio no desenvolvimento da tecnologia de altíssimas velocidades é a construção dos motores scramjet. Um engenheiro ligado ao projeto compara a dificuldade de ligar tais propulsores a “acender uma vela no meio de um furacão”. Por isso, o IEAv realiza os testes do primeiro protótipo no maior túnel de choque hipersônico da América Latina, no próprio laboratório do instituto.
Diferentemente do que ocorre em turbinas de aviões, esse motor não usa rotores para comprimir o ar: é o movimento inicial, gerado pelo foguete, que fornece o fôlego necessário. No 14-X, os propulsores scramjet são acionados a mais de 7.000 km/h.
Esse será o caminho eficiente de acesso ao espaço em um futuro próximo”, diz Paulo Toro, coordenador de pesquisa e desenvolvimento do 14-X. As aplicações práticas vão além do lançamento de satélites ou dos voos suborbitais. Os EUA, que testam sua aeronave batizada de X-51, pretendem usar a tecnologia em mísseis intercontinentais. Entre os civis, a esperança é de que o voo hipersônico possa se tornar uma realidade em viagens turísticas. Ir de São Paulo a Londres em apenas uma hora não seria nada mau.
Fonte:  Blog Defesa BR
COMENTO:  Um texto com maiores detalhes do projeto pode - e até mesmo merece - ser lido no Defesa BR. Como comentou um amigo, é necessário que sejam intensificadas as medidas de segurança e contra inteligência a respeito do projeto. Não podemos esquecer o "acidente" da explosão da base de lançamento dos foguetes em Alcântara onde perdemos o que tínhamos de melhor dos cientistas envolvidos nas pequisas aeroespaciais brasileiras.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Morre Euclides Quandt de Oliveira

por Ethevaldo Siqueira
Euclides Quandt de Oliveira faleceu na madrugada deste 19 de julho de 2013, aos 93 anos de idade. Exemplo de militar digno, patriota e competente, o comandante Quandt – como todos o chamavam – é um dos brasileiros que merecem meu maior respeito. Em plena ditadura, impediu que grandes profissionais das telecomunicações fossem punidos por suas convicções políticas. 
Carioca, flamenguista e verdadeiro atleta, salvou pelo menos uma dúzia de pessoas no incêndio do edifício Andraus, no dia 24 de fevereiro de 1974. Na época presidente da Siemens do Brasil, ele trabalhava no escritório da empresa naquele edifício. Mesmo exausto, ele chegou a carregar nos ombros pessoas desmaiadas pela fumaça do incêndio, levando-as até o heliporto no alto do prédio.
Conheci o comandante Euclides Quandt de Oliveira nos idos de 1967, poucos dias antes de ingressar no Estadão. Capitão-de-mar-e-guerra, ele encerrava sua gestão como diretor-presidente do CONTEL (Conselho Nacional de Telecomunicações), organismo que exercia as funções de coordenador desse setor antes da criação do Ministério das Comunicações.
Acompanhei de perto, como jornalista especializado que cobria o dia-a-dia do setor de telecomunicações, sua gestão como primeiro presidente da Telebrás, de 1972 a 74, e depois, como ministro das Comunicações, de 1974 a 1979. Exemplo de honestidade e honradez, Quandt formou com o general Alencastro (José Antonio de Alencastro e Silva) e o ex-ministro Hygino Corsetti, o trio de líderes mais respeitados do setor do telecomunicações durante quatro décadas. Toda a decolagem do setor, do Ministério à Telebrás, foi obra desses três homens.
A Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil) relembra que "a história das telecomunicações no Brasil se confunde com a própria história do ministro Quandt, um jovem, que queria ser caixeiro e se tornou oficial da Marinha brasileira, comandou um dos principais símbolos da armada, o porta-aviões Minas Gerais".
Mesmo nos últimos anos, o ex-ministro costumava comentar com lucidez impecável as decisões políticas e os avanços tecnológicos do setor. Nunca perdeu contato com a tecnologia e, com quase 90 anos, tornou-se internauta e sempre opinou sobre os assuntos mais relevantes do setor de telecomunicações, em especial, no site www.telequest.com.br, em que eu tenho escrito nos últimos cinco anos.
Fonte: TeleQuest

terça-feira, 23 de julho de 2013

Uma Morte e Uma Investigação Estranhas em Brasília

Magda, rompida com a família de Marcelo depois da morte do ex-secretário do governo gaúcho, morreu de câncer no ano passado, sem contar tudo que sabia. No RS, depois de enviuvar, ela mudou o discurso e transformou-se num instrumento dos inimigos de Marcelo. A família, na Polícia, denunciou que o ex-secretário foi morto por que sabia demais sobre as orquestrações em curso contra Yeda e poderia denunciar pressões para mentir e confirmar mentiras já em curso.
O indignado comentário a seguir coloca pela enésima vez a inconformidade da família diante dos erráticos inquérito policial e decisão judicial que resultaram no arquivamento do Caso Marcelo Cavalcante, o ex-secretário do governo Yeda Crusius em Brasília, encontrado morto no Lago Paranoá. Na ocasião, líderes políticos como a então deputada Luciana Genro, tentaram responsabilizar a própria governadora, mas durante o inquérito os pais, o irmão e a própria filha de Marcelo, denunciaram à polícia e ao MPF que Marcelo foi assassinado exatamente por gente de oposição a Yeda. Esta denúncia chegou a ser investigada, pelo menos um dos personagens, Lair Ferst, foi ouvido, mas ao final e ao cabo a Polícia desistiu de perseguir a nova linha de investigações. Leia tudo:
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"O MPF também deveria aproveitar e pedir a reabertura das investigações da morte de Marcelo Cavalcante, devido ao excesso de falhas e devido à MAQUIADA e ao MASCARAMENTO que deram para transformarem um premeditado ASSASSINATO em SUICÍDIO. A Polícia Civil do DF não quer saber de se manifestar e adota um ensurdecedor silêncio, já que insistiu em blindar a principal suspeita, mas que foi intitulada pela grande mídia gaúcha de “viúva-alegre” e que entre muitos absurdos, retirou o carro da ponte e levou para sua casa, acreditem, antes da polícia periciar o carro. As “investigações” da Polícia Civil e do Ministério Público do DF, em "estranha" sintonia, ignoraram também o aparecimento de bilhete dentro do carro de Marcelo com marcações de consultas psicológica e neurológica, MANUSCRITOS pela própria “viúva”, onde essas consultas foram desmentidas pelo psicólogo e pela neurologista, em depoimentos ao primeiro delegado, que ESTRANHAMENTE foi tirado do caso.
Outra coisa que foi ignorada e que causou bastante estranheza foi o aparecimento de um pano vermelho embebido com substância tóxica, segundo o perito, no console do carro, mas que o exame pericial revelou, acreditem novamente, tratar-se de CERVEJA.
Não só por isso, mas por muitas outras falhas das fajutas “investigações”, como, por exemplo, omissões de depoimentos, eu venho insistindo que não se pode fazer e não se pode aceitar o que a PCDF e o MPDF fizeram no orquestrado e premeditado ASSASSINATO de Marcelo Cavalcante, que não se jogou da ponte JK e tampouco foi jogado dela, em fevereiro de 2009, mas foi encontrado morto em circunstâncias MISTERIOSAS às margens da ponte.
E assim o seu premeditado e covarde ASSASSINATO teve um descabido, forjado e farsante desfecho de SUICÍDIO COMUM, acreditem! O que causou mais indignação à minha família foi a insistente manipulação da informação da grande mídia do Rio Grande do Sul, que nunca quis saber o que de fato fizeram e armaram com o Marcelo, deixando o povo gaúcho sem saber a verdade sobre o seu ASSASSINATO, mas apenas interessada em denegrir a imagem da ex-governadora Yeda Crusius, a partir da aparição do corpo de Marcelo no Lago Paranoá.
Marcos Cavalcante, irmão de Marcelo
21 de julho de 2013"
Nota do editor:
SAIBA TUDO SOBRE A MORTE DE MARCELO CAVALCANTE
Capítulos 20, 21,22 e 23 do livro "Cabo de Guerra", 499 páginas, com fotos. Histórias inéditas sobre a vida e a morte de Marcelo, inclusive com passagens incríveis do inquérito policial e das evasivas do MPF, além dos detalhes da amizade entre Marcelo e Lair (e as forjadas gravações para incriminar Yeda) e o uso torpe do cadáver pelo PSOL e PT. 
R$ 75,00. Peça seu exemplar pelo e-mail polibio.braga@uol.com.br Entrega em 48 horas sem custo suplementar para qualquer lugar do Brasil. Em Porto Alegre, entrega por motoboy, em 24h. Encomende por e-mail ("Quero um exemplar", por exemplo, basta) agora mesmo.
Fonte:  Políbio Braga

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Narcobandidos Matam 16 Soldados Enquanto Fingem Negociar a Paz

por Juan Fernando Rojas T.
Enquanto se espera um pronunciamento por parte do Exército e sua Força de Tarefa Quirón, no departamento Arauca, informações extraoficiais na capital desse departamento do oriente colombiano dão conta de que um ataque guerrilheiro ao meio dia de sábado (20/7) deixou 16 soldados mortos.
A isso se somariam outros quatro militares que perderam a vida e três outros feridos em um enfrentamento com varias colunas do Bloco Sul das FARC, no município de El Doncello, departamento de Caquetá, no sul do país, como confirmou o Ministério de Defesa na noite de sábado.
Sobre a ação subversiva em Arauca, inicialmente, se falava de uma emboscada do ELN com um saldo de 14 militares sem vida, que faziam parte de um pelotão formado por uns 36 uniformados. 
Porém, com o passar das horas, fontes da região estabeleceram que a ação subversiva foi da coluna Drigelio Almarales da Décima Frente das FARC, nas imediações de uma estrada, no limite entre os municípios de Fortul e Tame, a quatro horas de caminho de Arauca.
De igual maneira, falta confirmar se efetivamente há onze guerrilheiros capturados, vários deles feridos e que em igual condição estariam cinco ou seis soldados do Batalhão Especial de Energia e Vias nº 14.
Posteriormente, vazou aos meios de comunicação da zona que os possíveis feridos no enfrentamento serão atendidos no hospital de Tame. Justamente ali, na noite de sábado se reuniram os comandantes da Força de Tarefa Quirón e da Brigada 18 do Exército para avaliar a situação.
De fato, El Colombiano tentou comunicar-se, sem êxito com o General Carlos Antonio Rubiano Fonseca, que comanda a Força de Tarefa Quirón e lidera a ação militar contra a forte influencia da Décima Frente das FARC em zonas rurais de Arauca. 
O único pronunciamento do Exército foi registrado ao final da tarde de sábado pela agencia AP, que contatou por telefone o diretor de Operações do Exército, General Javier Rey. O alto oficial declarou que tem informação sobre um ataque e “temos, ao que parece, 14 homens assassinados e mais cinco feridos”, acrescentou.
Por sua parte, a Força Aérea Colombiana enviou um comunicado oficial às 08:25h de sábado onde confirma o ataque, porém não dá informação adicional sobre o saldo de uniformados mortos e feridos.
A Força Aérea Colombiana dispôs aeronaves ambulatoriais, a fim de evacuar os militares que resultaram feridos a ser trasladados a centros assistenciais para receber a atenção médica necessária”, diz o sucinto informe.
Cabe recordar que a mesma coluna das FARC foi assinalada pelo Governo de ser a autora de uma emboscada a uma unidade militar registrada em 17 de março de 2012 na vereda Três Cruzes do município de Arauquita. 
A ação deixou um suboficial e 10 soldados mortos. O presidente Juan Manuel Santos assinalou que o trágico fato se deveu a um erro militar e os guerrilheiros o aproveitaram.
Ainda, em 22 de outubro de 2011, a coluna Alfonso Castellanos da Décima Frente das FARC tirou a vida de 10 soldados em uma incursão no corregimento Santo Domingo, zona rural de Fortul, onde também resultaram 13 militares feridos.
Se forem confirmadas as mortes dos 16 militares deste sábado no ocidente de Arauca, se trataria de um dos golpes mais fortes que as Forças Militares receberam durante o governo do presidente Juan Manuel Santos.
Fonte:  tradução livre de El Colombiano

domingo, 21 de julho de 2013

Fora de Combate

por Haroldo P. Barboza
Com plena certeza as “ortoridades” estão bem preocupadas com as manifestações públicas que se repetem em todo o território brasileiro a partir de junho de 2013. Promovem reuniões freqüentes na tentativa de acabar com as mesmas para continuarem enriquecendo com as trambicagens acobertadas pelas furadas “leis” escritas pelos próprios bandidos.
Para manterem os poucos votos dos iludidos que ainda acreditam nesta fornada de candidatos oferecidos a cada pleito, não podem simplesmente proibir as reuniões populares. Então adotaram uma tática simples sem necessitar gastar seus parcos neurônios. A tática é NÃO prender nenhum facínora que se mistura à massa e aproveita o momento de agitação para arrombar e depredar lojas e prédios públicos.
Orientaram a polícia a dar umas borrachadas a esmo (até nos inocentes próximos) mas sem prender os verdadeiros marginais. Nem precisaram contratar arruaceiros para infiltrar nos movimentos. Estão aproveitando os marginais que perambulam pelas ruas por falta de vagas nos presídios.
Desta forma, cada vez que o MESMO grupo de 30 ou 50 ladrões promove arruaças, a galera do bem que não pretende ver nenhum familiar machucado, deixa de comparecer às justas manifestações que solicitam uma arrumação na vida pública nacional.
E de quebra, a mídia “amiga” (deles) passou a dar ênfase no ultrajante fato dos EUA estarem monitorando as conversas de nossas principais entidades. Fato que ocorre desde 1970 quando os satélites começaram a povoar a atmosfera em alta velocidade. 
Na falta de satélites, receberam autorizações para ocupar a base de Alcântara e implantação de centenas de ONGs piratas na região amazônica para subtraírem nossas plantas, transformarem em “remédios químicos” e nos venderem as cartelas eternamente por um preço 10 vezes maior que a planta que o índio usa com maestria.
Só agora o governo “descobriu” que somos espionados?
Desta forma, dentro de um ou dois meses os patriotas cansados e cada vez em menor número, perderão o entusiasmo e a acomodação tenderá a voltar ao seio da sociedade, permitindo que os bandidos armados de canetas continuem a ditar as normas que sugam nossa dignidade.
Haveria um meio dos próprios habitantes colocarem os bandidos arruaceiros fora de combate?
Haroldo P. Barboza é professor e Escritor.
Fonte:  Alerta Total

sábado, 20 de julho de 2013

O Brasil em Chamas

por Waldo Luís Viana*
Um dos livros que mais me encantou, do escritor Henri Lefevbre, sobre os dois anos anteriores à revolução francesa, falava sobre o povo com a falta de pão. A rainha lhes dizia, que comessem brioches, a Igreja dizia vamos lhes falar sobre o inferno e eles se acalmarão. O rei de nada tinha noção. Preguiçoso, corno e broxa. Pois bem o povo saiu às ruas, católico e devoto, e queimou a Bastilha. E libertou os prisioneiros, que saíram correndo para não serem ceifados vivos nas masmorras...
Isso foi nos idos de 1789... E está se repetindo no Brasil. O povo cracudo está com fome, cheio de drogas, sem dinheiro pra nada, sob um governo de canalhas como jamais se viu na história.
As tarifas mais altas do mundo: celular, educação, segurança, bombeiros, luz, gás, energia, os impostos mais altos da terra, uma derrama para matar dez Tiradentes...
Uma “presidenta” que fica gritando com seus subordinados e não sabe de nada, não sabe governar e fica cagando normas até pra outros países, como se aqui houvesse racionalidade administrativa com 39 ministérios... Um ministro da Fazenda que é um capacho daqueles que a gente usa em cinema... Um ministro da Educação com aquele bigode, tipo escova de vagina, que não sabe nada de coisa alguma... outro capacho...
Enfim, uma mulher cercada de capachos administrando um país, sem estradas, ferrovias, com o Nordeste falecendo... as cidades com a segurança destruída...
Ah, mas somos o país do futebol, como eles criticavam no governo Médici, lembram-se do radinho de pilha, o povo era alienado e agora, pão e circo?
E agora, canalhas, a história se repetirá como farsa ou tragédia? Quem sabe o Lula de novo, com o falso câncer o Lulinha com seu novo aviãozinho. Afinal ele não precisa mais limpar bunda de rinoceronte...
Um amigo meu até contou uma piada engraçada: não precisamos cassar comunistas, porque eles estão todos no mercado...
A avenida paulista é vermelha, mas o povo está ficando ruborizado. E a massa enfurecida vai transtornar essa turminha sindicalista, da UNE, das Ongs, desse esquema escroto do PT, de bolsa-família e voto de cabresto, apesar da antiga Lei Etelvino Lins.
Eu disse há dois anos que o país estava em entropia. Disseram-me: é maluco. Não sabe de nada... O PT retornará aos velhos ideais, como se fosse o conhaque Dreher...
Pois está acontecendo e nossos generais cagões só se interessam por duas coisas: bater continência pra qualquer um e receber o salário no dia 3.
Eu sou civil e meu urologista me disse que meus escrotos estão no lugar. Não aguento mais esse blá-blá-blá, de “Brasil acima de tudo”. Quando esses merdas vão pra reserva, ganham cérebro e começam a se lamentar da desordem reinante. Jogo todos os e-mails deles fora. São craques da covardia...
Não tenho armas em casa. Minha voz é o que escrevo, meu nojo e desprezo. Esse Congresso já deveria estar cercado. O Palácio do Planalto também. E chega de martirizar o Poder Judiciário. Querem que ele pare de funcionar para os corruptos dizerem quem manda no país. São eles, os empreiteiros, a FIFA. Aquela gangue multinacional que vai ganhar 40 bilhões aqui, distribuindo comissões a valer...
Só não quero morrer, com minha filha sabendo que sou omisso. Isso não sou. Quisera ficar em casa só escrevendo poesia. Mas poesia é dor e compromisso. Se o céu só fosse azul, as borboletas douradas e a lua branquinha não haveria poesia. É preciso dor e um coração doendo...
O meu está ardendo de ver esse país em chamas. Canalhas que deveriam estar há muito tempo na cadeia mandando nele e com ilustres advogados, pilotando recursos.
E uma mulher nos dirigindo que deveria estar sendo processada numa Comissão da Verdade. Onde está o dinheiro que ela roubou do cofre da amante do Ademar [em nome da democracia] e de todos aqueles que tombaram pelas organizações que ela comandava e dirigia...
Chega de PT, chega de vagabundagem...
Muito mais era o Roberto Campos que dizia:
O PT é um partido composto de trabalhadores que não trabalham, de estudantes que não estudam e de intelectuais que não sabem de nada...
Terminarei por aqui, porque sei que a ABIN sabe mais do que eu. Deploro apenas que a Polícia Federal e nosso glorioso Exército estejam complacentes com toda essa panacéia... Devem estar faturando o deles também...
É o tal lema: dinheiro é bom e eu gosto. E o povo que se foda...
*Waldo Luís Viana é economista, escritor,
 poeta e adora varrer o seu jardim...
Teresópolis, 19 de junho de 2013...

Nem Sempre Recordar é Viver - Às vezes é Morrer de Vergonha (Quem Tem Vergonha, É Claro)



Vaiada em estádios de futebol, atarantada com a popularidade em baixa (e a inflação em alta), abandonada pelo padrinho foragido, sitiada por parceiros apavorados com o risco de perder o emprego ou o acesso ao cofre, Dilma Rousseff pode consolar-se com o vídeo que mostra o que acham da presidente em perigo vários amigos de fé.
Pelo que disseram, todos estarão no Planalto em poucos minutos se forem convocados por Dilma. Só o companheiro que virou passarinho e terá de percorrer a rota Caracas-Brasília vai chegar ligeiramente atrasado. Não perca o desfile de prontuários. Ele prova que nem sempre recordar é viver. Às vezes é morrer de vergonha.
Para quem é capaz de envergonhar-se, naturalmente.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Ainda Sobre a Arapongagem Norte-americana

por Gélio Fregapani
Desde há muito tempo conhecimento é poder. Evidente porque o conhecimento oportuno e adequado permite a prevenção de ameaças e o aproveitamento de oportunidades. Indica qual o adequado emprego do poder, seja por Estados, organizações ou indivíduos. A espionagem é uma atividade milenar. Existe desde priscas eras, continuando ao sabor dos ventos dos tempos históricos. Ninguém está a salvo da espionagem - ou, pelo menos, quase ninguém. Apenas quem consiga se resguardar.
Os EUA, como todas as potências, buscam o conhecimento que permita o adequado emprego de seu poder para alcançar ou manter seus objetivos nacionais e conseguir vantagens econômicas, políticas, militares, tecnológicas e sociais. Talvez o Brasil seja a única nação no mundo que acredita que alguma outra vai lhe transferir conhecimentos sensíveis que possam acrescentar poder, e que não tentará monitora-lo, mesmo quando seus interesses colidirem. Um bom serviço de Inteligência não substitui as Forças Armadas, mas é quase tão importante com estas, até para a segurança da Pátria.
Oportuno lembrar que o primeiro "briefing" diário do presidente Obama é com o assessor de Segurança Nacional e com o Diretor Geral da CIA, que lhe transmite a Estimativa Diária de Inteligência. Entre nós, a Presidente não recebe o Diretor Geral da ABIN, e nem adiantaria mesmo receber porque ele sabe muito pouca coisa. Tem como interlocutor o GSI, que faz questão de não se meter com a “arapongagem”, talvez para não se queimar. Mesmo que se informasse eficientemente ele não tem acesso, ou não força o acesso. Até no gabinete de crises instalado durante o pico das manifestações, assinala-se sua ausência. Não é de hoje, desde o Collor que o serviço é sub utilizado, mas desde o Lula está pior. O PT sempre julgou Inteligência "coisa de direita", (embora use para ações partidárias). O partido proibiu a ABIN de monitorar os movimentos sociais. Não há como reclamar quando estes surgiram das trevas virtuais e surpreenderam o Governo.
Quanto aos EUA, é claro que desenvolveram operações de Inteligência no Brasil, assim como o fizeram ou tentaram em todo o mundo.
O que podemos (e devemos) fazer? Mostrar-se indignado é a atitude mais ridícula. Pode-se protestar (pro forma) e até retaliar, afinal, foram desmascarados, mas nesse jogo geopolítico não há leis nem ética, e a única regra é não ser apanhado. 
Devemos sim é criar um Serviço eficiente, como já foi o SNI, lamentavelmente só no âmbito de Guerra Fria. Não é possível ter um Serviço Secreto eficiente se ele não tem nem permissão de grampear, onde os Oficiais de Inteligência são selecionados em concurso público intelectual e onde o chefe pode ser escolhido pelo critério da acomodação. 
Assim nunca conseguiremos nem conhecimentos úteis nem impedir novas ações de Inteligência, não só dos EUA, mas de qualquer outro país que deseje algo do Brasil. A ABIN não devia existir apenas para servir de cabide de emprego e gerar gastos de milhões de reais anualmente, mas para descobrir o que os outros não querem que saibamos. Antes de tudo precisa receber missões, ou seja, que o Governo lhe diga o que quer saber, ou ao menos lhe dê liberdade para investigar o que achar conveniente. 
A guerra de “Inteligência” também é chamada de “O Grande Jogo”. Primeiro é preciso querer jogar. Depois, saber jogar. No nosso caso, aprender a jogar. Poderíamos começar ameaçando contratar o Snowden. Isto nos daria um imenso poder de barganha (e outros problemas também), mas afinal, Snowden ajudou ou prejudicou o Brasil? Se prejudicou, colocando a boca no trombone, que Dilma e Patriota expliquem. Se ajudou, merece ser ajudado, e não vítima de ingratidão.
Alguém pode esperar que firmas estrangeiras não cooperem com seus governos? E quando essas firmas dominam a telefonia e a internet? É acreditar no coelhinho da Páscoa. Querendo se aprofundar no assunto, recomendo a leitura de livros especializados.
Fonte:  DefesaNet

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A Reunião

por Jacornélio M. Gonzaga (*)
Diante da crise instalada - queda de sua popularidade, Estela Vanda Patrícia, também conhecida como Maria Lúcia dos Santos ou Marina Guimarães Garcia de Castro (neste caso, acho que ele já estava pensando cooptar Marina Silva), reuniu seu pequeno ministério na Granja do Torto. Lá estavam trinta e sete de seus trinta e nove ministros (dois foram mandados de volta para seus “afazeres”, pois não havia lugar disponível no recinto).
Estela começou sua reunião evocando os bons fluídos deixados pelo seu antecessor – Linguado da Silva – naquele belo rincão brasiliense. Lembrou que ali estivera com ele em diversos festejos, dos quais, os que mais emoções lhe traziam, eram as animadas festas juninas. Recordou que, numa delas, ele casara com Marisa, noutra, com Rose e, finalmente, numa terceira, fora preso por bigamia, indo curar o porre na “cadeia do arraiá”.
Dando continuidade à reunião, Stela, para não perder o costume, deu uma descompostura geral nos participantes. Informou que não queria ser interrompida, nem pelo barulho de descarga de vaso sanitário.
Perdido em suas divagações, um dos partícipes, velho amigo de Estela, recordou com saudade de uma outra reunião, ocorrida em abril de 1969, no litoral paulista, próximo a Peruíbe. Tratava-se de uma preliminar para efetivar a fusão do Comando de Libertação Nacional (COLINA) com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), organização do desertor Carlos Lamarca. Lá estavam:
- pela VPR: Carlos Lamarca, Antônio Espinosa, Chizuo Ozawa- "Mário Japa" -, Fernando Mesquita Sampaio, Cláudio de Souza Ribeiro; e
- pelo COLINA: Carlos Franklin Paixão de Araújo, Dilma Rousseff, Maria do Carmo Brito, Carlos Alberto de Freitas e Hérbert Eustáquio de Carvalho.
Lembrou-se também que, no início de julho daquele mesmo ano, numa outra casa do litoral Paulista, em Mongaguá, realizou-se a denominada Conferência da Fusão, com o comparecimento de todos os integrantes dos dois Comandos Nacionais. No "Informe sobre a Fusão", datado de 7 de julho de 1969, já aparecia o nome da nova organização (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares-VAR Palmares) e seu estatuto democrático não deixava dúvidas quanto à sua finalidade:
A Vanguarda Armada Revolucionária - Palmares é uma organização politico-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo."
Vendo agora que, transcorridos tantos “anos de luta”, Estela Vanda Patrícia tinha adquirido o dom de espinafrar a todos, teve saudades de um distante dia de setembro de 1969, quando o “sargento” Darcy Rodrigues (oriundo da VPR), descontente com as intervenções da “presidenta”, partiu prá cima dela. E olha que era o I Congresso da VAR-P, realizado em Teresópolis. Hoje, ali, naquela reunião, só tinha gente frouxa, apegada ao poder. Que saudade!!!
A “presidenta” foi rápida: “como os senhores sabem, eu caí nas pesquisas, portanto, instalou-se uma crise no meu governo, assim sendo, temos que tomar medidas para superar esta má fase. Meu conselheiro político, Ministro Merca Dante, deu-me a ideia de aumentar o circo, as ministras da casa, a Bela e a Fera, aconselharam-me a fazer mais pão. Democraticamente, ponho em votação.
Ao final do escrutínio, dezoito votos para o pão, outros tantos para o circo e uma abstenção.
- “E agora? Vou ter que decidir sozinha? Negativo! Essa abstenção só pode ser coisa do Moreira Franco, que deve ter ficado ‘chateadinho’ só porque o chamei de burro, durante a reunião, na frente de todos. Dane-se ele, não quer largar o osso, aguenta! Vocês, do núcleo duro, vão ter que me ajudar. Vamos realizar uma reuniãozinha “privê”.
- Presidenta, chamamos o Guido Mantega?
- Não ele é muito chorão, e ainda não se tocou que aqui não é a sua praia.
- O Antônio Patriota?
- Não, este já rima com idiota.
- E o Amorim?
- Você está querendo é ver o meu fim! E de mais a mais, ele é bem capaz de aparecer com aqueles três ....... como é que o Ulisses os chamava mesmo, hein?
- E o Paulo Bernardo?
- Também não, Bela. Se chamar o seu marido, terei que chamar também o da Fera, aquele músico do 62º BI, milico aposentado.
- E o José Eduardo Cardozo? 
- De jeito nenhum. Ele tem cara de eleitor do Aécio, quero distância.
- Então, a quem chamamos?
- Já que Linguado da Silva lavou as mãos, tomou Doril ou foi para a PQP, vou me reunir com vocês duas, o Merca Dante, o “Chico” Fernando “Jorge” Pimentel, o pessoal da videoconferência e, não esqueçam de chamar o João.
- Que João? O Paulo Cunha?
- Não, o marqueteiro.
Com um pequeno atraso de duas horas, a reunião começou. O pessoal da videoconferência (PCC e CV) não participou, pois não houve acerto com o pessoal da direção do presídio. Ao término do encontro, João foi o responsável pelas conclusões:
- Sou da mesma opinião do conselheiro político. O governo deve aumentar o circo, carreando recursos do pão para esta finalidade. Para desviar a atenção de todos, a presidenta deverá fazer um pronunciamento à Nação, dizendo-se muito preocupada, e que as ideias dos manifestantes são suas ideias. Lançará “balões de ensaio”, tais como, Constituinte, Plebiscito, Referendo, PECs, Projetos estapafúrdios (médicos cubanos), etc... Se algum colar, assumimos o controle e vamos conduzir o processo, em nome do nosso ParTido.
- Teremos que arrumar um inimigo externo, serve fazer “marola” com possíveis invasões da privacidade dos nossos nacionais e dos amigos bolivarianos, que estarão sempre contra qualquer país democrático.
- Vamos criar um “Dia Nacional” de qualquer coisa, chamem a pelegada e vamos botar o bloco na rua. Se não tiver bloco, por quaisquer cinquenta reais vocês compram um manifestante. Interditem estradas, de modo a deixar o povão que trabalha com raiva, pois em futuras manifestações espontâneas vocês podem relacioná-las ao cerceamento do “direito constitucional de ir e vir”. Reforcem que as demonstrações coletivas iniciais foram conduzidas pela direita, representada pela classe média decadente.
- Mobilizem nossos filiados do PCC e do CV para as grandes badernas, garantindo-lhes o espólio dos saques. Instiguem a nossa cooptada imprensa para que ela deite a “mamona” na polícia fascista do PSDB. Façam isso e garanto que a presidenta, em dezembro, volta a um “patamar de aprovação muito parecido ao de março”.
(*) Jacornélio, tal qual João Santana, é vidente e está usando sua amizade com um Ministro para conseguir um lugarzinho em qualquer um dos trinta e nove.
Brasília, 12 de julho de 2013.
Fonte:  Ternuma