domingo, 30 de junho de 2013

Movimento Passe Livre, Foro de São Paulo e Constituinte

por Graça Salgueiro
Uma nova Constituição é o desejo mais caro do Foro de São Paulo há décadas, tendo sido implantado primeiro na Venezuela, seguido por Equador, Bolívia e Nicarágua, e que está na pauta de exigências das FARC para a Colômbia.
Membros do bando terrorista EZLN recebem membro do MPL Brasília no México, em 2007, e exibem bandeira do movimento. (Crédito da foto: Terceiro/Divulgação)
O mundo está apreciando as manifestações que estão ocorrendo no Brasil como um movimento surgido espontaneamente no seio de uma sociedade farta de tanta corrupção. Nós sabemos, porém, que não existe “geração espontânea” e que em todos esses movimentos surgidos no mundo atual, há alguém por trás comandando-os, ditando as palavras de ordem e financiando-os.
A cara mais visível do movimento brasileiro, que começou em São Paulo, é o “Movimento Passe Livre” (MPL) que afirma não ter líderes e que se inspira no Exército Zapatista mexicano do lendário sub-comandante Marcos, cujo lema é “abaixo e à esquerda está o coração”. “Abaixo” é a classe operária e proletária e “à esquerda” a orientação ideológica.
Como nos demais movimentos ditos “espontâneos”, o MPL além de ser financiado por entidades pertencentes ao mega-investidor George Soros, recebeu o respaldo do Foro de São Paulo (FSP) desde o início. Sua missão era colocar o povo nas ruas e criar o caos, daí porquê o motivo exibido inicialmente era apenas contra o aumento de R$ 0,20 das passagens dos transportes e que, atingido o objetivo, retirou-se alegando “infiltração da extrema-direita”. É curioso notar ainda a esse respeito, que os estudantes pagam meia-passagem e os trabalhadores que dependem dos transportes coletivos recebem vale-transporte, deixando claro que havia algo mais por trás do que uma indignação legítima a um aumento “abusivo”. Aliás, a única categoria que não se viu nas ruas foi a do trabalhador, que depende de ônibus diariamente.
Não podemos deixar de notar, também, que no encontro ocorrido na Câmara de Vereadores de Porto Alegre em fins de maio, que comentei em artigo anterior, constou no documento final o seguinte: “Os e as estudante e jovens da América do Sul, com sua alegria e vitalidade empreenderão a bela tarefa de trabalhar em rede latino-americana (...) que começará suas ações continentais nos próximos 8 e 9 de junho”. 
Outro dado importante, é o que consta da carta de intenções do próximo Encontro do FSP que será realizado em São Paulo entre os dias 31 de julho a 4 de agosto e que diz: “Os partidos políticos agrupados no Foro de São Paulo têm, portanto, o triplo papel: orientar nossos governos a aprofundar as mudanças e acelerar a integração, organizar as forças sociais para sustentar nossos governos ou fazer oposição aos governos de direita, e construir um pensamento de massas, latino-americano e caribenho, integracionista, democrático-popular e socialista. (...) Parte importante do aprofundamento das mudanças e premissa da construção de um pensamento latino-americano e caribenho, é a democratização da comunicação social e dos poderes judiciários” (http://forodesaopaulo.org/?p=2713 e http://archive.is/Pyff5).
Ontem (24/6) dona Dilma chamou para uma conversa, depois de um insosso e vazio pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, prefeitos e governadores de 27 unidades da federação nacional, onde apenas dois pontos são relevantes: a contratação de médicos estrangeiros (que por exigência de Cuba já se firmou contrato para exportação de seus agentes ao Brasil) e a convocação de um plebiscito popular para uma constituinte, visando as reformas políticas.
Ora, uma nova Constituição é o desejo mais caro do FSP há décadas, tendo sido implantado primeiro na Venezuela, seguido por Equador, Bolívia e Nicarágua, e que está na pauta de exigências das FARC para a Colômbia, na tal mesa de negociações de paz em Havana! Como disse Chávez em 2005 num encontro do Fórum Social Mundial de Porto Alegre, as mudanças ocorridas na Venezuela seguiam mais rápidas porque era como se seu país andasse numa Ferrari enquanto o Brasil ia de Fusca, querendo dizer com isso que, como nosso país é muito maior que os demais, suas mudanças não poderiam se dar de forma tão rápida quanto os participantes daquele evento comunista desejavam.
Como bem explicou Olavo de Carvalho em seu artigo “Caos e estratégia (I)”, o Brasil está passando do período de “transição” para a fase da “ruptura”. Se o governo conseguir instalar essa tão desejada constituinte, estaremos a um passo de consolidar um regime socialista como determinou o FSP. A Venezuela com Chávez começou assim. É hora de pôr as barbas de molho e rezar. Muito.

Um comentário:

helena disse...

Creio que não é hora de rezar, mas de AGIR.
Com sua permissão, vou reproduzir aqui um comentário que postei num outro blog.

Qualquer executivo de médio escalão que respeita o terno que usa sabe que "cenários" são apenas conjecturas para planejar seus custos. Qualquer major que estude estratégia sabe que você pode analisar cenários, mas os FATOS podem ser inacreditavelmente contrários a esses cenários. E ambos sabem que a vitória na adversidade depende principalmente de como se responde aos fatos.
Ambos também sabem que imaginar cenários apocalípticos apenas serve para trazer MEDO entre seus colegas e clientes.
Portanto, o estrategista vitorioso é aquele que vê a oportunidade numa situação, desenha a estratégia e comanda o grupo.
Uma das coisas que neste caso é fundamental para isso é OTIMISMO. A mente humana tem um poder ilimitado, e atletas sabem que para ganhar suas competições eles têm que ACREDITAR que vão ganhar.
MENS SANA IN CORPORE SANO.
As esquerdas estão mais perdidas do que cego em tioteio. Dizer que elas estão conspirando para retomar o poder me parece paranóico. Eles nem sabem o que fazer nem tem respostas, principalmente porque após 11 anos de lambança eles criaram uma cultura na qual toda sua militância acredita na corrupção como um valor, e vive através dela. Basta fazer uma visitinga aos sites da esgotosfera para ver isso.
Portanto, seu mágico poder de mobilização é nulo diante de uma massa medianamente esclareida.
E não creio que nós devemos desmantelar através de negativismo e medo do comunista debaixo da cama talvez a única oportunidade de acabar com essa cambada.
Nossa geração (tenho mais de 50) falhou. Nós fomos omissos e coniventes e deixamos essa cambada assumir. É nosso DEVER apoiar a geração dos nossos filhos para que eles possam se libertar desse controle mental e espiritual do PT.
Não é denegrindo o movimento que isso se consegue, mas ajudando-o. Houve excessos? Ajudemos a coibi-los. Há falta de foco? Ajudemos a criá-lo.
Ficar citando 1968 só atrapalha e esvazia o momento único.
Fomos nós e nossos pais que deixaram a esquerda entrar. Fomos nós que criamos o mosntro através de nossa ignorância, passividade, conivência e indiferença,
E somos nós que temos o DEVER de ajudar nossos filhos a ver a verdade. e se organizar de modo a expulsar o monstro amoral que deixamos entrar. Pois a conta dos nossos erros vai para eles.
Devemos sim dar OPÇÕES a eles e ajudá-los a se organizar corretamente e criar pontos focais pertinentes.
Quem virou o jogo na 2a. guerra foi Churchill que, com sua fé em si e nas suas convicções eletrizou seu povo com a frase "Jamais nis renderemos" . Custou caríssimo, muita dor, sofrimento e dívidas monstruosas. Mas a Inglaterra não foi invadida e acabou ganhando a guerra. E chegou um momento onde até a vovó aposentada tinha um cacete pronto para acertar a cabeça de qualquer nazista que eventualmente aparecesse
Em vez de chamar os exemplos do vermelhinho de Paris de 1968, deveríamos usar exemplos como esse. Lutar pelas NOSSAS crenças, expulsar o medo do comunista debaixo da cama e olhar para a frente, e expusar os comunistas que estão de pé na nossa frente de vez.
Começando por expulsar o MEDO.
Cada um de nös deveria ir para o espelho e se perguntar:
- No que eu acedito?
- Vale a pena lutar por isso?
- Que tenho que fazer?
Jogar água gelada nos nossos filhos è que é imperdoável. Se sabemos o que fazer, então FAÇAMOS, ora! Meus filhos me mostraram que são tão ou mais maduros que eu. Se posso ajudá-los, é meu dever fazer isso, pois são eles que vão receber a herança.
E medo é a herança que NÅO quero para eles!

Portanto, devemos entrar no meio deles e mostrar o que sabemos SEM MEDO!!!
Eles vão nos ouvir.