domingo, 26 de maio de 2013

A Realidade de 1984 Chegou com Trinta Anos de Atraso!


Aos leitores que não conhecem o livro 1984a que me refiro no título, esclareço que se trata de uma obra de ficção, escrita pelo autor inglês Eric Arthur Blair, mais conhecido pelo pseudônimo de George Orwell, publicada em 8 Jun 1949.  
 Na obra, destacam-se dentre outros aspectos relativos a uma completa dominação ideológica da população - que o autor esperava estar instalada no ano que denomina a obra -, os novos significados determinados aos vocábulos, determinados pela "novilingua"; e a reescritura da história por meio do Ministério da Verdade, local de trabalho de Winston Smith, o personagem principal da estória.
A respeito da "novilíngua" e compreensão do seu significado, peço que releiam os textos aqui postados, de autoria de Felipe Melo, João Pequeno, e Janer Cristaldo.
Já há bastante tempo vem se instalando "neçepaíz" uma derivação da "novilíngua", que podemos denominar "petralhíngua" na qual recursos irregulares ou ilegais são "verbas não contabilizadas"; bandidos que pretendiam transformar o Brasil em uma imensa Cuba são "lutadores pela liberdade"; crimes contra o erário, corrupção, fraudes diversas são consideradas "malfeitos", e por aí vai. 
No controle da patuléia, seguindo, ainda, a ficção de Orwell, sistemas de câmeras de vigilância, "chips" de controle e localização de pessoas e automóveis, além de aparelhos de televisão que entopem os cérebros das pessoas de "cultura concebida no submundo dos estudos sociológicos" (noticiários, novelas e talk-shows - nem vou citar os reality-shows - que só mostram futilidades e difundem novos valores morais de acordo com o interesse revolucionário) substituem o olho do Grande Irmão vigiando e controlando atos e pensamentos.
E para completar, agora uma Comissão da Verdade busca reescrever a História recente do país, invertendo valores dos atores da luta ocorrida entre terroristas e servidores da nação que, cumprindo ordens e os sagrados juramentos feitos com base em suas honras, evitaram a queda do país em mãos dos malucos seguidores de uma ideologia fracassada.
Sua intenção é a de revogar a Lei que permitiu generosamente seu retorno à vida pública nacional, sob o argumento de que ela não foi decidida democraticamente. Fingem esquecer que a Lei foi discutida e redigida com a participação da "sociedade civil organizada", OAB incluída. Fingem esquecer, também que as restrições à "Anistia ampla, geral e irrestrita" não provinham da caserna mas sim de algumas lideranças políticas da própria oposição ao governo militar - dentre elas, o tão incensado Ulysses Guimarães - que não queriam o retorno de Leonel Brizola, Miguel Arraes e outros que pudessem competir com aquelas lideranças. O Presidente João Figueiredo, que havia prometido "fazer desse país uma democracia" e ameaçado prender e arrebentar quem se opusesse a isso, encerrou a discussão afirmando que "lugar de brasileiro é no Brasil" e TODOS foram anistiados mediante a Lei aprovada no Congresso Nacional
Criticam a Lei da Anistia, mas é interessante o fato de nenhum "jurista" questionar a legitimidade das leis implementadas pelo cretino Fernando Henrique Cardoso, comunista safado fantasiado de "neo-liberal" (seja lá que merda isso signifique), que distribuem verbas públicas a título de indenizações retroativas, em visível contradição ao § 1º do Artigo 8º das Disposições Transitórias da Constituição Federal que trata da Anistia - "O disposto neste artigo somente gerará efeitos financeiros a partir da promulgação da Constituição, vedada a remuneração de qualquer espécie em caráter retroativo" - e ao Art 11º da própria Lei de Anistia que "além dos direitos nela expressos, não gera quaisquer outros, inclusive aqueles relativos a vencimentos, saldos, salários, proventos, restituições, atrasados, indenizações, promoções ou ressarcimentos.
Retornando à comparação da atual situação do Brasil com a fictícia governança da nação retratada em 1984, temos o Estado de Minas noticiando que um bandido acusado de 38 assaltos a quartéis, bancos, e outros estabelecimentos comerciais, com saldo de no mínimo doze mortes - e que se defende afirmando que  “Sempre atirei para cima. Se alguém trombou na bala não é problema meu” - recebeu um "pedido de perdão do Estado brasileiro" e uma indenização de cem mil reais, além de ter o tempo entre sua primeira prisão (1968, com 21 anos de idade, sem emprego e morando com os pais) e a anistia em 1979 contado para sua aposentadoria. Até aí, já estamos acostumados. Não nos damos ao trabalho também de questionar o fato que, na mesma "solenidade" um ex Cabo da PMMG que colaborava com grupos terroristas desde o interior do quartel também foi "anistiado" e promovido à graduação de 1º Sargento (contrariando o desejo de seu defensor que queria promoção a Coronel). O que me faz retornar a 1984 é a decisão de que "a Comissão da Anistia enviará um ofício pedindo que a PM que retire qualquer menção negativa ao nome do cabo na história da corporação". Temos aí a materialização do trabalho do fictício Winston Smith, o que trabalhava no Ministério da Verdade reescrevendo notícias antigas para adequá-las à história oficial presente.
Por outro lado, os membros da cOmissão da Verdade continuam sua trajetória de discursos e ameaças contra os verdadeiros heróis da guerra suja que os canalhas iniciaram, agora com menos estardalhaço depois da vergonha que passaram com a reação do bravo Coronel Ustra.
Antes que me apareça alguém argumentando a favor desses patifes coloco-me frontalmente contra a turma do politicamente correto que alega que "nada justifica o pau-de-arara, o choque elétrico, a palmatória e outros métodos abomináveis" quando se referem à luta contra os terroristas neste país. O contexto em que ocorreram tais "torturas" era o de uma guerra, e existe até um livro com o sugestivo título: "Guerra é guerra, dizia o torturador!
A tortura por tortura, obviamente, é condenável, mas no contexto emergencial de uma investigação para libertar um sequestrado ou para evitar uma ação terrorista que possa produzir vítimas inocentes, danem-se os direitos humanos - até por que, dos terroristas pode ser esperada qualquer coisa, menos preocupações humanistas - e as informações necessárias devem ser obtidas por qualquer meio. Afinal, o que estava em jogo era ou os direitos de um criminoso/cúmplice ou a vida de pessoa(s) inocente(s). Não podia nem pode mesmo hoje haver dúvidas sobre a correção dos métodos usados. Gostem ou não, foi graças a eles que a matança dos facínoras comunistas pode ser controlada.
Os terroristas de ontem mudaram somente a forma de agir. Continuam a praticar a intimidação contra a sociedade ameaçando e prejudicando seus adversários. Se no passado agiam de armas na mão roubando e tentando a destruição de seus oponentes, hoje adaptaram-se ao capitalismo que odiavam e buscam destruir os valores da sociedade que os venceu pelas armas atingindo-a em seu aspecto material. 
Cada vez mais os cidadão são roubados cotidianamente pelo governo (na forma de impostos, taxas e na "divisão da riqueza" por meio dos diversos auxílios: escola, família, anistia, leite/pão, recuperação de viciados, etc) e por seus protegidos (adolescentes criminosos não puníveis, MST, drogados, invasores de propriedades urbanas, mendigos, etc) sem que possa esboçar a mínima reação.
Cabe-nos também retornarmos à luta para nos livrarmos do domínio do Grande Irmão, nos atualizando e utilizando as mesmas armas dele. Que os descendentes das vítimas desses canalhas utilizem os diversos livros em que eles cantam suas patifarias como loas ao passado delinquente e também exijam reparações pecuniárias pelas mortes e danos físicos e morais que causaram! Esse seria um primeiro tipo de reação. Moral, legal e pacífico. Se não for suficientemente convincente, só resta apelar para a "ultima ratio Regum"!

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