sexta-feira, 31 de maio de 2013

Tarso Sequer Procura Disfarçar Sua Paixão Doentia Pelo Terrorismo

A mídia brasileira, inclusive gaúcha, não deu um pio acerca deste famigerado encontro em Porto Alegre. CLIQUE AQUI para saber mais. 
Entre os dias 24 e 26 de maio, a Câmara de Vereadores de Porto Alegre-RS serviu de palco para mais uma manifestação pró-FARC no “Foro pela paz na Colômbia”, promovido pela “Marcha Patriótica-Capítulo Brasil”, uma ONG das FARC que realiza o trabalho de massas. O evento contou com a presença de membros das FARC no Brasil, inclusive com status de “exilados”, como é o caso de Francisco Cadena Collazos, cognome “Oliverio Medina”, mas com esse evento em Porto Alegre tomei conhecimento de que há mais um exilado e é evidente que se trata de um membro das FARC.
O governo estadual do PT do RS pagou passagens e considerou hóspedes oficiais os mais representativos participantes do evento.
Na tarde do dia 25 estava programada uma vídeo-conferência entre os participantes do evento e os “negociadores da paz em Havana”. Entretanto, os “negociadores” ouvidos foram apenas os das FARC, evidenciando que não há interesse na paz da Colômbia, e sim respaldar e fortalecer politicamente o bando terrorista.
Também é importante notar que esse encontro contou com a presença de uma deputada do Euskal Erría, o partido político do bando terrorista ETA. 

A reunião de terroristas e simpatizantes das FARC, Colômbia, que saiu na Câmara de Vereadores de Porto Alegre nos dias 24, 25 e 26, foi apoiada decididamente pelo governo Tarso Genro. 
Tarso mandou pagar as passagens de dezenove integrantes de movimentos sociais e partidos de esquerda da América Latina.
Por videoconferência, desde Havana, dois terroristas das FARC falaram com os participantes da reunião.
Não satisfeito, o governador baixou decreto, considerando-os hóspedes oficiais do Estado. 
As relações entre o PT e as FARC são antigas e notórias, envolvendo até mesmo dinheiro do narcotráfico colombiano para o pagamento de campanhas eleitorais do Partido. Documentos secretos da ABIN, do próprio governo, desvendaram a cumplicidade e continuam causando escândalo. Em 2002, as FARC alcançaram US$ 5 milhões para as campanhas petistas. 
CLIQUE AQUI para examinar reportagem de Veja sobre o dinheiro e as relações carnais entre os terroristas das FARC e o PT.
Fonte:  Políbio Braga
COMENTO:  bem feito pra gauchada que abandonaram a Governadora Yeda - que havia conseguido estabilizar o Tesouro do Rio Grande do Sul, chegando mesmo a iniciar o correto pagamento de precatórios - em troca desse verme que antes da metade do mandato já conseguiu endividar o Estado, comprometendo o futuro não só econômico da administração do Rio Grande do Sul, mas também da população, utilizando imoralmente até mesmo recursos de depósitos judiciais para tentar equilibrar seus desperdícios. Pagarão caro pela aventura!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Que Povinho é Este?

por Valmir Fonseca
A pergunta sobre "que País é este" infernizou o cérebro de estudiosos durante décadas.
Os mais céticos, após acompanhar como a nossa “macunaímica” sociedade leva a sua vidinha, mudaram o seu foco de estudos, e chegaram à brilhante conclusão que esta M... não tem solução. As moscas mudam, mas o povinho é o mesmo.
Sim, é o mesmo. A sua educação prossegue abaixo do que poderíamos esperar.
Como quase todo mundo tem um pezinho na negritude, sempre há a esperança de que possa pegar uma boquinha na cota racial. Como a sua convicção sexual depende dos benefícios financeiros, admitir que seja chegado a um membro do mesmo sexo, masculino ou feminino, é uma gratificante decisão. Sem contar que contará com a boa vontade do liberal inzoneiro populacho.
Continua esperando que os outros quebrem o seu galho, em especial o governo. A turma, descaradamente, prefere ganhar o peixe fritinho do que pescar, limpar e queimar os dedinhos numa frigideira.
Vimos o tumulto que foi “o vai acabar a bolsa família”. A galera foi ao desespero.
A irresponsabilidade, ou seja, o direito de não assumir qualquer compromisso é uma das suas virtudes. Ao longo de centenas de anos foi se forjando um amor às coisas terrenas, em especial à dos outros, ao carnaval, ao trio elétrico, à marcha gay, à bolsa de qualquer natureza, que é difícil mudar hábitos tão arraigados.
Jeitoso por sua própria natureza, nem se preocupa que para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.
Em geral, prefere acreditar que é assim, um incompreendido, por descaso dos outros, que culpados, devem pagar.
Acreditam que nunca deveriam passar dos dezoito anos, idade que os protege contra as garras da justiça. Como exigir de um desabonado pela riqueza fácil que ele tenha amor pelos seus semelhantes?
A sociedade deveria condoer-se de um menor que desnorteado mata outra pessoa, influenciado pela descompostura de sua sociedade, que não lhe fornece os bens que ele tem direito.
Se os graúdos se locupletam com maracutaias mirabolantes, “por que não eu”, desafiam os parasitas entre os jogos de futebol? 
É fácil imaginar que devido ao esforço do desgoverno em cortar impostos para a compra de determinados bens (eletrodomésticos, carros...), decretar gratuita a cirurgia para troca de sexo, promover a distribuição de remédios, do kit gay e de uma montoeira de benesses, a reeleição da madame de um só neurônio será mamão com açúcar.
Como pretender que este desprezível inocente acredite que os pesados impostos não sejam para a construção de um País melhor para todos, e sim para o seu usufruto, e que por mais filho da p.. que ele seja, o seu voto vale tanto quanto o meu e de milhões que trabalham e pagam?
Não importa. Destacamo-nos na criminalidade mundial, no número de acidentes automobilísticos, no consumo de bebidas alcoólicas e das drogas, nos baixos índices escolares, no número de estupros (para alguns uma demonstração da nossa virilidade).
Como abrir mão da bolsa escola, da bolsa família, da bolsa invasão, da bolsa prostituta, da camisinha, da pílula do dia seguinte, do seguro desemprego, do auxilio reclusão, da fome zero, do vale gás, do vale transporte, do vale refeição e do sorteio da casa própria?
É proverbial a nossa independência, tanto que breve seremos uma nação impar, divididos em comunidades, a dos índios, dos negros (que poderão fracionar a unidade nacional), dos gays, dos viciados, a dos perseguidos, a dos sem terra e dos sem teto.
E um belo dia o desgoverno do PT, em apoteótica cerimônia, dividirá os bens nacionalmente, e todos serão iguais perante a quem estiver no trono.
Neste dia, o sucesso do “tudo pelo social” será conhecido em todo o mundo, que não perguntará que povo é este. 
Bom, ao que tudo indica, nunca saberemos, mas é provável que este povinho seja eternamente o produto mal acabado do eterno do País futuro.
Brasília, DF, 28 de maio de 2013
Valmir Fonseca Azevedo Pereira,
 é Gen Bda Refo

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Fim do Bolsa Família: a Necessidade do Medo

por Milton Simon Pires
Já escrevi antes sobre o medo. Volto agora ao tema em função desse episódio, patético, protagonizado pela Caixa Econômica Federal com relação ao Bolsa Família. Em texto anterior expliquei que todo Estado totalitário tem como fundamento três características – a burocracia, a violência, e a desinformação. Lembro desde logo que essa teoria não é minha.
Está muito bem detalhada em As Origens do Totalitarismo de Hannah Arendt e serve, ao meu ver, como uma luva para o Brasil petista. Faço aqui questão de salientar a expressão Brasil petista e não Brasil do PT. Sustento que, a exemplo de Alemanha Nazista, é esse o conceito a ser usado.
O episódio desencadeado pelo boato do fim do Bolsa Família pode ser compreendido nos termos da teoria de Arendt à medida que aceitarmos a indução de medo como uma forma de violência.
Acho desnecessário falar aqui sobre a burocracia num país com quarenta ministérios e não vejo sentido em mencionar a desinformação numa sociedade que acredita mais nas redes sociais (até porque não existem muitas alternativas) do que nos seus jornalistas sérios.
Há muito, mas muito tempo mesmo, o medo tornou-se uma constante na vida do brasileiro. A coisa chegou a tal ponto que fazer uma lista dos motivos seria desperdício para o leitor. A novidade, se é que posso usar esse termo, é o sentido político que esse sentimento assumiu.
O medo da sociedade brasileira provocado por uma organização criminosa como o Partido dos Trabalhadores vai muito além da prisão, da tortura, ou dos desaparecimentos das décadas de 60 e 70. Sustento que o medo no Brasil petista tem “vida própria”. Passou a ser uma espécie de categoria do pensamento, uma proposição a priori que não necessita de demonstração e que passou, ela sim, a dirigir a nossa racionalidade.
Vivemos com medo de absolutamente tudo – violência, doenças, pobreza, corrupção, injustiça... enfim, a lista é interminável mas talvez seja a primeira vez em toda história do Brasil que vivemos com medo sem acreditar que possa haver algo melhor.
É a falta de esperança, acompanhada pelo medo, que nos leva a um nível de sofrimento... um sofrimento que nunca antes na história desse país havia acontecido. O medo provocado pela ralé do PT tem em comum com os medos de Hitler e Stalin a história de uma governo que não tem oposição alguma.
O sentido da violência e do medo na perspectiva tática do PT não pode ser explicado em termos tradicionais. O medo não serve para manter esse tipo de gente no governo; mas no poder. Há que se fazer aqui uma profunda distinção e lembrar sempre que o poder é capacidade de gerar consenso. Governo no Brasil pode significar qualquer outra coisa; menos poder.
Já expliquei em artigo anterior como surgiu o poder do PT na sociedade brasileira. Aqui, e para terminar, sustento que o medo constante faz parte da sua forma de governar. Medo que, como demonstrado pelo caso do Bolsa Família, serviu para mostrar que na teoria petista as coisas poderiam ser “muito piores” se ele, PT, não estivesse no governo
Esqueçam portanto o mensalão, Rosemary Noronha, Celso Daniel, e tantos outros escândalos desses últimos dez anos e fiquem vocês, os pobres dependentes do Bolsa Família, convencidos de que “a vida pode ficar bem ruim se nós do PT não estivermos aqui para defendê-los”. Isso se chama mensagem subliminar. Em outra ocasião escrevo mais sobre ela falando das suas origens em Goebbels na década de 1930.
Lembrem-se todos os brasileiros que de agora em diante terão além das necessidades históricas de saúde, educação e segurança, mais uma necessidade terrível e que vai fazê-los esquecer de todas as outras – a necessidade do próprio medo..
Milton Simon Pires é Médico.
Fonte:  Alerta Total

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Comissão da Verdade: Inocência, Mentira ou Hipocrisia?

por Paulo Chagas
Caros amigos: Estive presente, dia 21 de maio, à audiência pública promovida pela Comissão Nacional da Verdade (CNV), na qual se pretendeu apresentar o balanço de seu primeiro ano de atividades.
Do documento distribuído ao final, das exposições e dos debates pode-se depreender, rapidamente, que o trabalho está fadado, infelizmente, ao fracasso, pois parte de premissas equivocadas e viciadas pela unilateralidade. Certamente não será um documento de consulta para os verdadeiros historiadores, aqueles a quem interessam os fatos, suas causas e consequências, sem levar em conta a quem doa o conhecimento e a exposição de toda a verdade.
A pesquisa, declaradamente, foge ao escopo da lei que criou a CNV, pois inclui a investigação de mortes, desaparecimentos, tortura, violência sexual, e o “terrorismo de estado”, mas, sequer menciona o terrorismo e as ações do mesmo tipo impetradas pelos grupos armados que se dispuseram a derrubar o regime e instaurar a sua própria ditadura. É o estudo do efeito sem causa fadado ao fracasso, à imprecisão e ao descrédito.
Falam, inclusive, em investigar o apoio vindo do exterior que, segundo um dos debatedores, foi o responsável por uma espécie de evolução cultural da tortura com a contribuição, até, de Nelson Rockefeller!
Com todo o respeito que devo e tenho pela dor dos atingidos pelos efeitos e consequências da guerra, há teorias conspiratórias que denigrem e desvirtuam as sequelas físicas e anímicas que alegam carregar e das quais não me cabe duvidar.
Chama a atenção a superficialidade das pesquisas. Sobre, por exemplo, a cadeia de comando do então Sistema Nacional de Informações (SISNI), a simpática professora Heloísa Starling, do Departamento de História da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas – UFMG, “descobriu” que os clientes finais de órgãos de informações, como o CIE, o CENIMAR e o CISA, eram os Ministros das respectivas Forças.
Para obter esta “informação” bastava perguntar ao Cel Ustra. Para que a “pesquisa”? É possível que ela ainda não tenha descoberto que o cliente final do sistema era o Presidente da República, tanto quanto, nos dias de hoje, o cliente final do sistema encabeçado pela ABIN é a Sra Comandanta em Chefe das Forças Armadas! Ou seria, ainda, o Sr Lula da Silva?
Ouvi, durante a audiência, na forma de crítica, referências elogiosas à competência do SISNI, haja vista a extensão de sua capilaridade, característica desejável a qualquer órgão criado para buscar e coletar dados para a tomada de decisões. Isto é doutrinário e não se restringe a operações de guerra ou de defesa nacional, é fundamento, também, da gestão de empresas e da coisa pública.
Ainda segundo a nossa professora Heloísa, parece que a tortura foi inventada e “inoculada” no Brasil em abril de 64, haja vista, para ela, a grande quantidade de casos, à época, denunciados pela imprensa e relatados no conhecido "relatório Geisel". O que faltou à pesquisadora foi dizer, ou concluir, que, no primeiro momento da quebra da normalidade institucional, seria lógica esta massa crescente de investigações, detenções e interrogatórios, alguns, infelizmente, mais rigorosos e ríspidos que o necessário. No entanto ela preferiu concluir que “a tortura está na matriz da repressão, está na natureza e na origem do movimento de 64”. Obviamente, não me permito pensar em ignorância, mas sinto a presença do sectarismo.
Aparentemente, todos os integrantes da CNV, as “vítimas” e seus parentes acreditam que antes de 64 não havia tortura no Brasil e, mais importante e assustador, acreditam também que ela tenha acabado em 1985!
Fiquei com a firme convicção de que, para eles, a Constituição de 1988, assegurando ao cidadão de bem a proteção contra as possíveis ações repressivas do Estado, resolveu todos os problemas de direitos humanos no Brasil e, desta forma, permitem-se voltar as atenções para o período de 64 a 85, querendo remexer um contencioso de 400 mortos ou desaparecidos quando esta é a média mensal de vítimas da ação e da omissão dos governos desde então.
Volta-me a dúvida, seriam as vítimas da repressão ao terrorismo mais humanas que as vítimas da corrupção, da omissão e do desmando da era pós moral? Seriam todos os presos, detidos e interrogados pela repressão ao terrorismo e à guerrilha inocentes ou vítimas do sistema? Seriam menores os crimes da esquerda armada e, portanto, não merecedores de investigação? Segundo me pareceu, ao fim das três horas de audiência, a resposta dos integrantes da CNV a estas perguntas é SIM!
Concluo minha apreciação sobre o que vi e ouvi convencido de que a CNV, por vício de origem, desviou-se ilegalmente da sua destinação e fechou-se, conscientemente ou não, para trabalhar em proveito de uma causa pretérita, do interesse de um projeto político de poder do Partido dos Trabalhadores e de seus aliados.
Seus integrantes parecem acreditar que o que fazem trará benefícios para o Brasil e jogam com as legítimas emoções e esperanças das vítimas da guerra, inocentes ou não. Pregam, sem declarar, a revanche e, propositadamente ou não, negam a conciliação nacional, contribuindo para a conquista de objetivos totalitários contra os quais apresentam-se como paladinos. Inocência, mentira ou hipocrisia?
Paulo Chagas é General da Reserva.
Fonte:  Alerta Total

domingo, 26 de maio de 2013

A Realidade de 1984 Chegou com Trinta Anos de Atraso!


Aos leitores que não conhecem o livro 1984a que me refiro no título, esclareço que se trata de uma obra de ficção, escrita pelo autor inglês Eric Arthur Blair, mais conhecido pelo pseudônimo de George Orwell, publicada em 8 Jun 1949.  
 Na obra, destacam-se dentre outros aspectos relativos a uma completa dominação ideológica da população - que o autor esperava estar instalada no ano que denomina a obra -, os novos significados determinados aos vocábulos, determinados pela "novilingua"; e a reescritura da história por meio do Ministério da Verdade, local de trabalho de Winston Smith, o personagem principal da estória.
A respeito da "novilíngua" e compreensão do seu significado, peço que releiam os textos aqui postados, de autoria de Felipe Melo, João Pequeno, e Janer Cristaldo.
Já há bastante tempo vem se instalando "neçepaíz" uma derivação da "novilíngua", que podemos denominar "petralhíngua" na qual recursos irregulares ou ilegais são "verbas não contabilizadas"; bandidos que pretendiam transformar o Brasil em uma imensa Cuba são "lutadores pela liberdade"; crimes contra o erário, corrupção, fraudes diversas são consideradas "malfeitos", e por aí vai. 
No controle da patuléia, seguindo, ainda, a ficção de Orwell, sistemas de câmeras de vigilância, "chips" de controle e localização de pessoas e automóveis, além de aparelhos de televisão que entopem os cérebros das pessoas de "cultura concebida no submundo dos estudos sociológicos" (noticiários, novelas e talk-shows - nem vou citar os reality-shows - que só mostram futilidades e difundem novos valores morais de acordo com o interesse revolucionário) substituem o olho do Grande Irmão vigiando e controlando atos e pensamentos.
E para completar, agora uma Comissão da Verdade busca reescrever a História recente do país, invertendo valores dos atores da luta ocorrida entre terroristas e servidores da nação que, cumprindo ordens e os sagrados juramentos feitos com base em suas honras, evitaram a queda do país em mãos dos malucos seguidores de uma ideologia fracassada.
Sua intenção é a de revogar a Lei que permitiu generosamente seu retorno à vida pública nacional, sob o argumento de que ela não foi decidida democraticamente. Fingem esquecer que a Lei foi discutida e redigida com a participação da "sociedade civil organizada", OAB incluída. Fingem esquecer, também que as restrições à "Anistia ampla, geral e irrestrita" não provinham da caserna mas sim de algumas lideranças políticas da própria oposição ao governo militar - dentre elas, o tão incensado Ulysses Guimarães - que não queriam o retorno de Leonel Brizola, Miguel Arraes e outros que pudessem competir com aquelas lideranças. O Presidente João Figueiredo, que havia prometido "fazer desse país uma democracia" e ameaçado prender e arrebentar quem se opusesse a isso, encerrou a discussão afirmando que "lugar de brasileiro é no Brasil" e TODOS foram anistiados mediante a Lei aprovada no Congresso Nacional
Criticam a Lei da Anistia, mas é interessante o fato de nenhum "jurista" questionar a legitimidade das leis implementadas pelo cretino Fernando Henrique Cardoso, comunista safado fantasiado de "neo-liberal" (seja lá que merda isso signifique), que distribuem verbas públicas a título de indenizações retroativas, em visível contradição ao § 1º do Artigo 8º das Disposições Transitórias da Constituição Federal que trata da Anistia - "O disposto neste artigo somente gerará efeitos financeiros a partir da promulgação da Constituição, vedada a remuneração de qualquer espécie em caráter retroativo" - e ao Art 11º da própria Lei de Anistia que "além dos direitos nela expressos, não gera quaisquer outros, inclusive aqueles relativos a vencimentos, saldos, salários, proventos, restituições, atrasados, indenizações, promoções ou ressarcimentos.
Retornando à comparação da atual situação do Brasil com a fictícia governança da nação retratada em 1984, temos o Estado de Minas noticiando que um bandido acusado de 38 assaltos a quartéis, bancos, e outros estabelecimentos comerciais, com saldo de no mínimo doze mortes - e que se defende afirmando que  “Sempre atirei para cima. Se alguém trombou na bala não é problema meu” - recebeu um "pedido de perdão do Estado brasileiro" e uma indenização de cem mil reais, além de ter o tempo entre sua primeira prisão (1968, com 21 anos de idade, sem emprego e morando com os pais) e a anistia em 1979 contado para sua aposentadoria. Até aí, já estamos acostumados. Não nos damos ao trabalho também de questionar o fato que, na mesma "solenidade" um ex Cabo da PMMG que colaborava com grupos terroristas desde o interior do quartel também foi "anistiado" e promovido à graduação de 1º Sargento (contrariando o desejo de seu defensor que queria promoção a Coronel). O que me faz retornar a 1984 é a decisão de que "a Comissão da Anistia enviará um ofício pedindo que a PM que retire qualquer menção negativa ao nome do cabo na história da corporação". Temos aí a materialização do trabalho do fictício Winston Smith, o que trabalhava no Ministério da Verdade reescrevendo notícias antigas para adequá-las à história oficial presente.
Por outro lado, os membros da cOmissão da Verdade continuam sua trajetória de discursos e ameaças contra os verdadeiros heróis da guerra suja que os canalhas iniciaram, agora com menos estardalhaço depois da vergonha que passaram com a reação do bravo Coronel Ustra.
Antes que me apareça alguém argumentando a favor desses patifes coloco-me frontalmente contra a turma do politicamente correto que alega que "nada justifica o pau-de-arara, o choque elétrico, a palmatória e outros métodos abomináveis" quando se referem à luta contra os terroristas neste país. O contexto em que ocorreram tais "torturas" era o de uma guerra, e existe até um livro com o sugestivo título: "Guerra é guerra, dizia o torturador!
A tortura por tortura, obviamente, é condenável, mas no contexto emergencial de uma investigação para libertar um sequestrado ou para evitar uma ação terrorista que possa produzir vítimas inocentes, danem-se os direitos humanos - até por que, dos terroristas pode ser esperada qualquer coisa, menos preocupações humanistas - e as informações necessárias devem ser obtidas por qualquer meio. Afinal, o que estava em jogo era ou os direitos de um criminoso/cúmplice ou a vida de pessoa(s) inocente(s). Não podia nem pode mesmo hoje haver dúvidas sobre a correção dos métodos usados. Gostem ou não, foi graças a eles que a matança dos facínoras comunistas pode ser controlada.
Os terroristas de ontem mudaram somente a forma de agir. Continuam a praticar a intimidação contra a sociedade ameaçando e prejudicando seus adversários. Se no passado agiam de armas na mão roubando e tentando a destruição de seus oponentes, hoje adaptaram-se ao capitalismo que odiavam e buscam destruir os valores da sociedade que os venceu pelas armas atingindo-a em seu aspecto material. 
Cada vez mais os cidadão são roubados cotidianamente pelo governo (na forma de impostos, taxas e na "divisão da riqueza" por meio dos diversos auxílios: escola, família, anistia, leite/pão, recuperação de viciados, etc) e por seus protegidos (adolescentes criminosos não puníveis, MST, drogados, invasores de propriedades urbanas, mendigos, etc) sem que possa esboçar a mínima reação.
Cabe-nos também retornarmos à luta para nos livrarmos do domínio do Grande Irmão, nos atualizando e utilizando as mesmas armas dele. Que os descendentes das vítimas desses canalhas utilizem os diversos livros em que eles cantam suas patifarias como loas ao passado delinquente e também exijam reparações pecuniárias pelas mortes e danos físicos e morais que causaram! Esse seria um primeiro tipo de reação. Moral, legal e pacífico. Se não for suficientemente convincente, só resta apelar para a "ultima ratio Regum"!

sábado, 25 de maio de 2013

O Jurista e o Terrorista

Hoje (anteontem), 23 de maio, após mais de 6 meses, o posto de ministro do STF ocupado por Ayres Britto – cuja vacância se deu em virtude de sua aposentadoria compulsória – recebeu uma indicação da presidente Dilma Rousseff. Eis a nota oficial a esse respeito, emitida pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República:
A Presidenta [sic] Dilma Rousseff indicou hoje o advogado Luís Roberto Barroso para compor o quadro de ministros do STF, ocupando a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Ayres Britto. A indicação de Barroso, professor de Direito Constitucional e Procurador do Estado do Rio de Janeiro, será encaminhada nas próximas horas ao Senado Federal para apreciação. O professor Luís Roberto Barroso cumpre todos os requisitos necessários para o exercício do mais elevado cargo da magistratura do país.
Luís Roberto Barroso
Para pessoas que não fazem parte do mundo jurídico, certamente será difícil se lembrar de quem se trata o novo ministro. Este articulista também não se recordava da figura. No entanto, ao se pesquisar (pouco, é verdade) sobre o novo ministro, eis que seu nome surgiu indelevelmente associado a um nome que, para aqueles que acompanham de perto a vida política do País e não têm memória curta, é-nos bem conhecido: Cesare Battisti. Luís Roberto Barroso foi nada menos que advogado do eminentíssimo terrorista da Itália e fugitivo da justiça daquele país, que recebemos de braços abertos como a um verdadeiro paladino da liberdade e da democracia.
Somente esse fato já serviria para causar, no mínimo, desconfiança em qualquer pessoa que tenha senso de realidade – um bem, aliás, sobremaneira escasso em Terra Brasilis. Mas como não gostamos de dar motivos plausíveis para sermos tachados de gente ignorante que não se atém à profunda verdade dos fatos – pecha que fatalmente receberemos –, gostaríamos de comentar aqui algumas poucas considerações do novo ministro conforme entrevista concedida pelo Dr. Barroso à revista “Consultor Jurídico” em agosto de 2009. Os grifos (em vermelho) são nossos.
* * *
ConJur — É quase certo [que Battisti seja inocente]?
Barroso — Vamos admitir, para argumentar, que Cesare Battisti tivesse participado, naqueles dias convulsionados da década de 70, de ações armadas que resultaram na morte de quatro pessoas. Dois policiais e dois civis. Mas, registre-se, não eram civis comuns. Eram simpatizantes da extrema-direita, que seguiam a política de reagir às ações da esquerda armada. Torregiani, por exemplo, o joalheiro, andava armado, com colete a prova de balas e guarda-costas e havia reagido a uma ação em um restaurante, matando um dos invasores.
Eu não posso, não devo e não quero justificar as mortes. É lamentável o quadro de intolerância mútua e de violência que marcou aquela fase da vida italiana. O que estou desmistificando é a história contada pela Itália de que pobres vítimas civis e inocentes foram chacinadas. Isso é uma afirmação deliberadamente falsa, para tentar dar uma conotação de crime comum a um embate político entre extremistas.
A lógica que o Dr. Barroso utiliza é bastante peculiar: se alguém reage a uma ação armada de um terrorista socialista, é automaticamente um membro da extrema-direita e, portanto, uma pessoa cuja morte não deve provocar comoção ou estranhamento. Pierluigi Torregiani, que é colocado pelo Dr. Barroso no grupo de “simpatizantes da extrema-direita, que seguiam a política de reagir às ações da esquerda armada”, tinha 42 anos quando foi assassinado por membros do grupo PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), em 16 de fevereiro de 1979. Fato é que, em virtude de sua profissão e da época conturbada que a Itália vivia, era mais do que sensato portar uma arma: afinal, Torregiani era joalheiro. Após reagir à primeira tentativa de assalto, o joalheiro começou a receber ameaças de morte, motivo pelo qual recebeu escolta policial.
Alberto Torregiani, filho do joalheiro Pierluigi Torregiani.
No entanto, isso não impediu que fosse assassinado a sangue frio – e que seu filho, Alberto Torregiani, então com 14 anos – o atentado ocorreu na véspera de seu 15º aniversário –, ficasse paraplégico em virtude de um disparo. Será que o jovem rapaz, hoje com 49 anos, não foi uma “pobre vítima civil e inocente”?
ConJur — Mas se for culpado, deve ser punido...
Barroso — Na vida e no Direito, existem missões de justiça e missões de paz. No caso de criminosos nazistas, entendeu-se, a meu ver com razão, que deveria haver uma busca perene por justiça. A humanidade precisava virar aquela página sombria e, para tanto, punir os culpados era imprescindível. Mas, definitivamente, não acho a mesma coisa dos que foram protagonistas da guerra ideológica entre capitalismo e socialismo. Nesse caso, o que se deve buscar é a pacificação. Hoje tudo pode parecer uma aventura absurda, mas o sonho socialista conquistou corações e mentes de toda uma geração, despertando reações igualmente passionais. E, mais do que uma injustiça histórica, acho uma perversidade você pretender retaliar esses militantes mais de 30 anos depois. A guerra fria, os anos de chumbo... Diz-se que na Itália não houve uma ditadura, como ocorreu no Brasil. Mas, independente disso, a reação do Estado italiano foi mais truculenta e acompanhada de um poder paralelo de extrema direita, de que são exemplo a Loja P2 e o Gládio. Basta ler qualquer relatório da Anistia Internacional para ficar sabendo da imensa violência física e psicológica, com torturas variadas, que marcaram a repressão italiana.
Imaginem a seguinte cena: a meio caminho do rigoroso inverno ucraniano, uma família de camponeses pobres recebe uma inesperada visita de um pelotão de soldados devidamente uniformizados e armados que começam a recolher todos os víveres de que dispõe. As famílias recebem ordens de não buscarem alimentos em outros lugares, e perímetros de segurança são estabelecidos e guardados pelo exército. Num espaço de menos de 6 meses, 7 milhões de pessoas morrem de fome. Mas o que o massacre promovidos contra os ucranianos por Stalin entre 1932 e 1933, mais conhecido como Holodomor, tem a ver com os grupos armados de esquerda da Itália dos anos 1970? Uma coisa: o ideal político. Aquilo que o Dr. Barroso chama de “sonho socialista” que “conquistou corações e mentes” na Itália setentista foi o mesmo sonho responsável pelo deliberado e minucioso extermínio de mais de cem milhões de pessoas no mundo inteiro – muitas vezes mais do que as vítimas do nazismo. Foi em nome do “sonho socialista”, a ditadura do proletariado, que grupos como o PAC, de Cesare Battisti, e VAR-Palmares, de Dilma Rousseff, promoveram seqüestros, assaltos, atentados a bomba e assassinatos. Para o Dr. Barroso, condenar um terrorista contumaz por seus crimes é retaliação, e não justiça.
ConJur — Quando começa a história de Battisti no Brasil?
Barroso — Battisti passou dez anos no México e 14 anos na França, abrigado pela doutrina Mitterand. Constituiu família, teve filhas, sobreviveu como zelador e como escritor. Seus livros são publicados pela renomada editora Gallimard. Intelectuais franceses da expressão de Bernard-Henri Levy e Fred Vargas defendem-no com veemência. Em 1991, a França negou o pedido de extradição feito pela Itália. Ele permaneceu na França até 2004. Em 2005, sob os novos ventos políticos na França e na Itália, a extradição foi concedida. Uma coisa esquisita. Nessa altura, ele já estava refugiado no Brasil. Em todo esse período, Cesare Battisti jamais esteve envolvido em qualquer tipo de conduta imprópria. Pelo contrário, ajustou-se com grande adequação a todos os lugares onde esteve. A pergunta a se fazer é a seguinte: em que serve à causa da humanidade, depois de 30 anos de vida regular e produtiva, mandar este homem para a prisão perpétua? E isso apesar da conotação política das acusações e de todos os elementos que lançam dúvidas profundas sobre a culpa? Ativistas brasileiros, acusados ou mesmo condenados pelos mesmos atos, foram anistiados. Assim como seus torturadores. Por que o Brasil deveria abandonar sua tradição humanitária para fazer uma ponta nesse filme, e como carrasco? Devemos fazer parte de uma missão de paz. Não somos vingadores mascarados. Essa não é a cara do Brasil.
É curioso notar que aqueles que pegaram em armas e cometeram inúmeros crimes em nome da implantação de uma ditadura comunista são agraciados pelo Dr. Barroso com a genérica terminologia de “ativistas”, enquanto seus algozes, que à época eram agentes de Estado no pleno cumprimento de seus deveres, são classificados taxativamente de “torturadores”, tenham-no sido efetivamente ou não. 
Corpo carbonizado de Stefano Mattei, vítima de Achille Lollo.
Martin Luther King foi um ativista. Mahatma Gandhi foi um ativista. Cesare Battisti não foi um ativista: foi terrorista. Assim como foi terrorista o infame Achille Lollo, que, a exemplo de Battisti, foi recebido com honras de herói estrangeiro – mesmo sendo réu confesso do assassinato Virgilio Mattei, 10 anos, e seu irmão Stefano, 22, carbonizados até a morte na madrugada de 16 de abril de 1973. O que fazer diante desses terroristas, ou melhor, ativistas? Fechar os olhos e esquecer. Tal é a “missão de paz” que propôs, à época, o eminente advogado.
* * *
O agora quase-ministro Luís Roberto Barroso não apenas atuou na defesa do terrorista italiano Cesare Battisti. É possível ver, em seu site oficial, sustentações orais perante o Supremo Tribunal Federal em que defende, dentre outras coisas, o reconhecimento legal das uniões homossexuais, as pesquisas com células-tronco embrionárias e o aborto de crianças anencéfalas.
A revolução cultural ganhou mais um defensor no seio da suprema corte constitucional brasileira. E, assim, todos nós perdemos.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

E Segue o Desgoverno de Tarso Fernando no Rio Grande

Tiro no pé – Os brasileiros precisam estar atentos à sanha petista em destruir a história nacional e desmontar a reputação de organizações seculares e que ao longo do tempo conquistaram a simpatia da opinião pública. Na noite de segunda-feira (20), em mais uma operação espetaculosa com o estelar carimbo do Partido dos Trabalhadores, o comandante da Brigada Militar (assim é denominada a PM gaúcha), deu voz de prisão ao tenente-coronel Florivaldo Pereira Damasceno, acusado de receptação de armas de fogo.
Inicialmente, para reforçar a pirotecnia da ação, o comandante e o corregedor da Brigada Militar deixaram vazar a informação de que Pereira estava de posse de armas proibidas. Na sequência, a boataria mudou de rumo e migrou para o fato de que o tenente-coronel estaria sem os respectivos documentos de trânsito, necessários aos civis para o transporte de armas, mas não aos militares.
Desde que passou a ser comandada por um filiado ao Partido dos Trabalhadores – coronel Fábio Duarte Fernandes –, a Brigada Militar tornou-se alvo de casuísmos inexplicáveis, todos encomendados pelo peremptório Tarso Genro, um incompetente conhecido que chegou ao Palácio Piratini porque se valeu do cargo de ministro da Justiça para promover investidas autoritárias, cujo objetivo era desestabilizar adversários políticos.
Covarde histórico e falso perseguido político, pois afinal fugiu para o Uruguai durante a ditadura atravessando uma avenida, de onde voltou por ordem do pai para ficar sob a tutela de militares em Porto Alegre, Tarso Genro assiste a mais um desmando na BM, apenas porque o tenente-coronel Damasceno é ligado ao PDT e vinha fazendo um bom e destacado trabalho na região metropolitana da capital dos gaúchos.
Ridícula a ponto de não caber na mais chicaneira novela mexicana, a acusação contra Pereira perdeu força horas depois da prisão, já relaxada por ordem da Justiça, porque as armas em seu poder pertenciam à viúva de um colecionador do vale dos Sinos e que procurou o militar para se desfazer do material. Cumpridor dos seus deveres, até porque ninguém em sã consciência manteria dentro de um quartel material ilegal, Damasceno não apenas recebeu as armas, como informou à viúva que catalogaria as mesmas e as entregaria à Polícia Federal, responsável pela execução da operação de desarmamento no País.
A viúva do colecionador depôs às autoridades e desmontou a farsa esculpida a várias mãos no Palácio Piratini, de que o tenente-coronel estaria traficando armas de fogo para criminosos do estado. A criatividade petista para produzir enredos absurdos não é novidade e tem recheado a passagem do partido pelo poder central. A mais recente foi a epopeia em que se transformou o boato sobre o fim do Bolsa Família.
A Brigada Militar gaúcha não pode ser achincalhada e muito menos ser refém da usina de maldades que é o cérebro de Tarso Genro, que a mando do comando do PT trabalha para a instalação de uma ditadura comunista no País. Ademais, o governador deveria explicar os motivos que o levaram a colocar no comando da Brigada um oficial filiado a partido político, quando as normas da corporação impedem esse tipo situação.
O tenente-coronel Damasceno, que foi colocado em liberdade por determinação da juíza Karina Nascimento, da 1ª Auditoria Militar de Porto Alegre, já constituiu advogado e deve ingressar com ação de indenização contra a Brigada Militar. O que é absolutamente justo, uma vez comprovada sua inocência, já que o Rio Grande do Sul, um dos mais importantes estados brasileiros, não pode ser em quintal ideológico de Tarso Genro.
É importante destacar que Tarso recebeu em palácio o terrorista Cesare Battisti, com direito a pompas oficiais, mas quer fazer fumaça com quem cumpre a ordem e a lei, mas contraria os matizes político-ideológicos de um governador que desonra a história do Rio Grande do Sul.
Como disse certa vez o eterno patrão do governador gaúcho, “nunca antes na história deste país”. Mas esse é o resultado da irresponsabilidade de um povo que elege como presidente um filósofo de boteco.
Fonte:  Ucho.Info

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Arma-se o Golpe Contra as Condenações do Mensalão

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O blog VideVersus publicou mensagem do advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa em que este comunicou a renúncia à defesa de Roberto Jefferson no processo do Mensalão, enviada ao Supremo Tribunal Federal com detalhada explicação quanto ao "motivo imperioso" para o fato. 
"Todos quantos conhecem Luiz Francisco Correa Barbosa não têm a mais mínima (sic) dúvida a respeito de sua capacidade, de sua hombridade, de sua retidão, de sua capacidade. Já não se pode dizer o mesmo do ex-cliente. Pelos fatos conhecidos, e já avaliados, ele fez também de sua condenação, e da fuga do cumprimento de pena, uma moeda de troca. Todos os indicativos são de que ele negociou com o PT, com Tarso Genro, intermediado pelo dono regional do PTB, Sérgio Zambiasi, com Lula e Dilma, o indulto presidencial para não ir para a cadeia. E, de rebarba, ainda acertou o apoio do PTB à reeleição de Dilma Rousseff. Assim se vê onde foram parar os dois partidos brasileiros que se arrogam defensores dos trabalhadores."
Em resumo, o advogado conhecido no Rio Grande do Sul como "Barbosinha" sentiu-se desautorizado pelo seu cliente que difundiu nota recriminando-o por ter citado Luiz Inácio, aquele, como participante do enredo motivador do processo.
Seguem três notas do jornalista Políbio Braga explicando melhor a patifaria que  Barbosinha evitou se envolver. Os textos originais podem ser conferidos por meio dos enlaces nos títulos.

Em momento nenhum o advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa moveu uma só letra do teclado do seu computador sem que o ex-deputado Roberto Jefferson soubesse o que fazia.
Corrêa Barbosa é um homem e um profissional extremamente ético, sobretudo no trato com seus clientes, entre os quais está o editor, que nos últimos anos acompanhou-o em dezenas de audiências, sempre como réu, e sempre em ações movidas por líderes petistas, seus aliados e seus áulicos.
O ex-deputado do PTB alega desconhecer o que sabia porque movem-lhe outros interesses do momento – e do futuro.


Nesta quarta-feira (22/5), o jornalista Vitor Vieira, que edita o blog VideVersus, e que nesta área é mais do que bem informado, revelou que as boas relações com os governos do PT no RS e em Brasília, facilitaram o contato de Sérgio Zambiasi com Tarso Genro, em Porto Alegre, destinado a encaminhar o pedido de indulto presidencial a Roberto Jefferson, para Lula levá-lo até Dilma Roussef. Em troca, Roberto Jefferson livrou Lula dos seus processos com o testemunho de que o petista nada teve a ver com o Mensalão do PT. Zambiasi e Roberto Jefferson são dirigentes nacionais do PTB e conviveram intimamente durante todo o episódio do Mensalão.
Roberto Jefferson veio a Porto Alegre de jatinho para conversar com Zambiasi. Depois disso e do acordo, desautorizou seu advogado, Luiz Francisco Corrêa Barbosa, que pediu no STF a inclusão de Lula no processo do Mensalão.


Zambiasi volta em grande estilo (?) à cena política e eleitoral. Ele é cotado para vice de Tarso, pelo PTB, caso ninguém mais tope o encargo. 
O ex-senador Sérgio Zambiasi, que é um dos nomes com os quais a RBS (Zambiasi é empregado da rádio Farroupilha, da RBS) conta para ocupar a primeira cena política do RS nas eleições do ano que vem. Ele é cada dia mais ativo no apoio ao governo Tarso Genro, PT, do qual faz parte o seu Partido, o PTB, mas também transita bem no governo federal de Dilma, integrado igualmente pelo PTB (o PTB também integra o governo municipal de José Fortunati). 
Sérgio Zambiasi é uma espécie "zumbi" do governador do Rio Grande do Sul, desde que seu suplente de senador, Claudio Manfrói, foi investigado e grampeado na Operação Rodin, e ele mesmo, Zambiasi, foi investigado e grampeado na Operação Solidária, embora sendo senador, tudo comandada pelo então ministro da Justiça, o petista Tarso Genro. Na época, além de Manfrói e o próprio Zambiasi, também seu amigo, empresário Sérgio Piccinini, de Canoas, foi investigado pela Polícia Federal, tendo invadida sua casa, seus escritórios, e sido preso ao lado da mulher e das duas filhas médicas.
COMENTO:  delineia-se, assim, a solução da quadrilha para livrar os seus patifes do cumprimento da pena que devem à sociedade brasileira. Confirmado o pedido do Canalha-Mor à sua preposta e sendo este aceito - o que não se pode duvidar -, está aberto o caminho para a extensão do "indulto" aos demais "cumpanhêrus" condenados pelo STF. A respeito de Zambiazi, espero que os gaúchos já tenham refletido sobre a cagada que fizeram ao permitir a eleição de Tarso Fernando ao governo do Estado e não se deixem enganar mais uma vez pelo "radialista do povo". Quanto ao suposto indulto coletivo, faço votos de que a parte sadia da sociedade, ainda que minoria, se manifeste e não permita mais esse deboche escrachado contra o que resta de honra e seriedade "neçepaíz"!
ATUALIZAÇÃO - 23 Mai 2013:
Capítulo final – Chegou ao fim o suspense em torno do nome do substituto do ministro Carlos Ayres Britto, já aposentado, no Supremo Tribunal Federal. O indicado é o advogado constitucionalista Luís Roberto Barroso, que nos últimos apareceu em diversas listas de candidatos a uma vaga da máxima instância da Justiça brasileira.
Vencidas a enxurrada de especulações, a presidente Dilma Rousseff confirmou o nome de Barroso após reunião, nesta quinta-feira (23), com o ministro da Justiça, o petista José Eduardo Cardozo, que logo mais fará o anúncio oficial.
A cadeira de Britto Ayres estava vacante há aproximadamente seis meses, um dos mais longos hiatos da história recente do STF. Apenas a nomeação do ministro Luiz Fux, em março de 2011, consumiu mais tempo. À época, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva preferiu deixar para sua sucessora, a neopetista Dilma, a escolha do nome do substituto do ministro Eros Grau, aposentado em agosto de 2010.
Com participações destacadas em julgamentos do STF, como o das células-tronco e do terrorista italiano Cesare Battisti, Luís Roberto Barroso é próximo a integrantes da cúpula do PT, começando por Jose Dirceu, e do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Não causará surpresa se o caso do Mensalão do PT sofrer uma reviravolta.
Fonte:  Ucho.Info

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O Interior Brasileiro e a Assistência Médica Decente

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Nesses dias em que a "importação" de médicos estrangeiros está na pauta de diversos formadores de opinião, destaco a reportagem de Zero Hora, como um contraponto às críticas contra a vinda dos estrangeiros. Não é que eu seja favorável à vinda de profissionais cuja habilitação - e mesmo idoneidade ideológica - não sejam confiáveis. Mas como escrevi, é um contraponto à opinião geral de que o interior do país é mal servido de profissionais de saúde só por ineficiência administrativa. Confesso que também pensava assim, ao ver e ler a respeito das aquisições de ambulâncias por Prefeituras, ao invés de investimentos em hospitais municipais. É um problema que exige soluções. E rápido!

Municípios fazem verdadeira ginástica legal para garantir a presença dos profissionais
A clínica-geral Andrea Serafini trabalha em Joia há 24 anos e recebeu, em abril, 65% acima do salário líquido da presidente Dilma Rousseff
Foto: Henrique Siqueira / Especial
por Fernanda da Costa e Fernando Goettems
Uma espécie de leilão por médicos é o resultado da árdua tarefa de contratar profissionais para atender a população do Interior. Ganham os municípios que oferecerem a remuneração superior à dos vizinhos. A dificuldade em garantir profissionais ficou ainda mais exposta depois que o governo federal anunciou a intenção de trazer médicos estrangeiros para atuar na atenção básica e no Programa Saúde da Família.
Hoje, os médicos das cidades pequenas recebem quase o triplo do que os de grandes centros. E até o dobro do que os próprios prefeitos, o que exige uma verdadeira ginástica legal na hora da contratação – a Constituição Federal determina a remuneração dos prefeitos como o teto para pagamento dos servidores municipais. 
Em Joia, município de 8,3 mil habitantes, a dificuldade em manter os altos salários afastou três dos quatro médicos, há cerca de um mês. Em janeiro, cada um deles recebeu R$ 27 mil. A remuneração é 170% superior ao salário dos clínicos-gerais contratados por Passo Fundo, com 184,8 mil moradores, para 40 horas.
Tentamos negociar para diminuir os salários, mas eles optaram por outras cidades — relata a secretária de Saúde, Cleonice Mara Poletto da Silva.
Se mantivesse os três profissionais, a prefeitura desembolsaria em um único mês 27% do orçamento do município. Mesmo assim, o salário da única médica que continua na cidade é 26% superior aos R$ 11 mil pagos ao prefeito. A clínica-geral Andrea Sione Ferreira Serafini, 47 anos, adotou Joia há 24 anos.
Em abril, ela recebeu 65% acima do salário líquido da presidente Dilma Rousseff, que é de R$ 19,8 mil. Como é a única médica da cidade, viu a folha de pagamento saltar dos R$ 13,9 mil para R$ 32,8 mil, por conta dos 21 plantões. O prefeito José Roberto Zucolotto Moura (PSC) ainda oferece R$ 18 mil para médicos interessados em atuar na cidade. O contrato é realizado por credenciamento de empresas pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Cisa). 
Vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremers), Fernando Weber Matos não interpreta as remunerações do Interior como supersalários. Ele argumenta que os profissionais têm dedicação exclusiva. Segundo ele, nos grandes centros, as remunerações adicionais de plantões e consultas particulares garantem renda melhor. Auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), Paulo Luiz Squeff Conceição admite que é comum ter pequenas cidades escolhendo entre deixar a população sem atendimento médico ou passar por cima da legislação. Ele explica que muitos prefeitos ganham em torno de R$ 5 mil e fica quase impossível contratar médicos por essa remuneração.
O assessor técnico da área da Saúde da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Leonildo José Mariani, reforça que o teto municipal dificulta a contratação por concurso:
É por isso que vemos tantos concursos sem candidatos no Interior.
Por isso, os prefeitos têm de apelar para outras formas de contratação, como a terceirização. Na modalidade, os médicos não são servidores municipais, mas da empresa. O TCE, no entanto, só admite a medida para atendimentos de média e alta complexidade, e não de saúde básica. Com a terceirização, os prefeitos assumem o risco de terem irregularidade apontada pelo TCE. 

Remuneração motivou mudança para Centenário
Elaine Soares atende em Centenário, já conhece pelo nome os pacientes e ganha duas vezes o salário do prefeito.
Foto: Diogo Zanatta
Elaine Fernandes Soares, 49 anos, desistiu de um contrato de 20 horas em Áurea, no Norte, por conta do salário. Ela optou por trocar a vaga como concursada por um contrato terceirizado em Centenário.
Não é fácil arrumar um profissional para vir trabalhar aqui, pois nem acesso asfáltico temos. Ou você paga bem ou não tem ninguém para atender aos moradores — desabafa Wilson Carlos Lukaszewski (PP), prefeito do município de 2,9 mil habitantes.
Por isso, ele decidiu valorizar Elaine. A médica atuava como concursada por 20 horas e recebeu um contrato adicional de mais 30 horas, feito por meio de uma empresa terceirizada. 
Eu não quero fazer a coisa errada. Também não posso deixar o povo sem uma alternativa – acrescenta o prefeito.
Conforme a secretária de Saúde de Centenário, Simone Pereira Serafini, a contratação adicional foi a única forma para ampliar o horário de atendimento do posto de saúde, que passou a funcionar das 8h às 19h, sem fechar ao meio-dia. Antes, atendia até as 17h.
Amo clínica-geral e, no Interior, recebi a valorização que esperava. Se eu trabalhasse em um grande centro, não ganharia o que recebo aqui — avalia Elaine, que conhece pelo nome a maioria dos pacientes.
Aos R$ 12 mil que ela recebe pelo trabalho terceirizado, juntam-se R$ 6 mil pelo contrato como concursada. O total é o dobro do que o prefeito recebe. 
Auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), Paulo Luiz Squeff Conceição explica que o tribunal conhece a dificuldade de contratação de médicos no Interior.
Confira trechos da entrevista:
Zero Hora – Como o TCE trata o teto do servidor municipal e a dificuldade na contratação de médicos no Interior?
Paulo Luiz Squeff Conceição – Esse problema do teto salarial para os médicos tem sido um drama permanente dos prefeitos. Há limitadores salariais que são invencíveis. Quando eles têm médicos, os profissionais estão ameaçando ir embora. A quantidade de prefeitos que nos procuram aqui, num tom de desespero, é muito grande. O tribunal tem sido sensível, porque se trata da área médica e as pessoas não podem ficar sem atendimento.
Zero Hora – A terceirização é a alternativa?
Paulo Luiz Squeff Conceição – Seria uma solução, mas enfrenta problemas, como a resistência de órgãos de controle. O Tribunal de Contas evoluiu no entendimento sobre o assunto e admite terceirizações para atendimentos de média e alta complexidade, feitas de acordo com a Lei de Licitações e a Constituição Federal. Mas isso não resolve o problema dos pequenos municípios, que precisam de médicos para saúde básica.
Fonte:  Zero Hora
COMENTO:  como escrevi no início, o problema é bem mais complexo do que aparenta. Passa até mesmo pela criação indiscriminada de municípios sem que os mesmos tenham as mínimas condições de sobrevivência. E nem se pode culpar os médicos de não terem espírito de solidariedade. Afinal, trabalhar nas condições apresentadas implica sujeitar-se à responsabilizações judiciais por problemas que possam ocorrer aos pacientes. Além do mais, dificilmente um recém formado poderá atender as necessidades que se apresentam pelo interior do país. E, além da graduação - longa e cara - e da coragem, há os custos de uma especialização mínima para enfrentar o desafio de clinicar em um município pequeno, cujo orçamento mensal é menor que os gastos  mensais proporcionados por um deputado federal ou senador. Aceita-se sugestões!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Mais Um Patife a Ser Beneficiado Pela "Bolsa-Cumpanhêru"

por Daniel Camargos
Quem observa o senhor franzino, de 66 anos, morador do Bairro Carmo, em Sete Lagoas, é incapaz de imaginar o peso da história que ele carrega. Wellington Moreira Diniz lutou contra a ditadura militar no Brasil (NOTA: a redação correta deveria ser: "lutou pela implantação de uma ditadura comunista no Brasil"), participou de ações armadas (Leia-se: assaltos) em bancos e quartéis para abastecer organizações como Colina, Var-Palmares e VPR com armas e dinheiro; foi responsável pela segurança do ícone da resistência (um reles desertor), o capitão Carlos Lamarca, e presenciou a jovem Dilma Rousseff, então com 21 anos, discutir asperamente com Lamarca. Fez ainda parte do grupo que roubou US$ 2,598 milhões (R$ 15 milhões atualmente - de dólares e não de Reais) do cofre da amante do político Adhemar de Barros; foi preso e cruelmente torturado (segundo o próprio), depois libertado em troca do embaixador suíço que havia sido sequestrado por seus companheiros. Exilado no Chile, foi segurança do então presidente cubano (ou ditador cubano?), Fidel Castro, quando este visitou o país governado por Salvador Allende, em 1971. Trabalhou ainda como assistente em produções do diretor de cinema chileno Miguel Littín e do italiano Roberto Rosselini e lutou pela independência de Angola (não explica se com o MPLA dos comunistas apoiados pela URSS ou da UNITA, apoiada pela China), participando da tomada do aeroporto na capital. 
Até a quarta-feira da semana passada, Wellington nunca havia contado sua trajetória. Em um depoimento de quase três horas, ele revelou ao Estado de Minas detalhes da sua biografia. Acusado de 38 assaltos, entre bancos, quartéis e automóveis, e de ter matado 12 pessoas em ações de resistência à ditadura, ele será julgado na próxima sexta-feira pela Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça. O deputado federal e ex-ministro dos Direitos Humanos Nilmário Miranda (PT-MG) será o relator do processo de Wellington e destaca: “A anistia não discrimina luta armada e luta pacífica. Em uma situação de ditadura é considerado lícito que os militantes peguem em armas”.
Se eu era bravo? Bravo é boi. Eu seguia as necessidades do momento”, entende Wellington. A ficha do Serviço Nacional de Informações (SNI) imputa 38 ações, mas ele garante ter participado de 45. Sobre as 12 mortes de que é acusado, garante não ser realidade. “Sempre atirei para cima. Se alguém trombou na bala não é problema meu”, ironiza (a mesma lógica dos meliantes de hoje que matam por que "o cara não queria entregar", o que confirma o ditado de que canalhas não tem idade). Um dos apelidos que recebia dos companheiros e também dos militares era 90. Uma alusão às duas pistolas .45 que sempre carregava na cintura durante as ações. Outro apelido – que ele não gosta, aliás – era “John Wayne da guerrilha”. “Isso é folclore”, rebate.
Distante da época elétrica, quando vivia entre um aparelho e outro e chegou a assaltar três bancos no mesmo dia, sendo um no Rio de Janeiro e outros dois em São Paulo, Wellington recita sua vida como se estivesse contando para si próprio. Em quase três horas de depoimento, fumou 18 cigarros, bebeu mais de uma garrafa de café - sem açúcar - e fez longas pausas. “Existem as pessoas que passam pela história e as pessoas que fazem a história. Foi uma opção de vida fazer história” conclui, deixando o cigarro queimar até o filtro.

O INÍCIO 
Wellington nasceu em Belo Horizonte, no Bairro Nova Suíça, filho de pai comerciante e mãe dona de casa. Começou a militância política na escola técnica industrial e logo depois integrou a Ação Popular (AP). Foi preso em 1968 (21 anos de idade). “Foi um escândalo. Eu morava com meus pais e fui levado de cueca para o CPOR”, lembra. Foi interrogado, mas como não entregava nada seguiu preso. “Nesse tempo a tortura não era institucionalizada. Era só pancadaria. Eles batiam muito com cacetete de borracha”, detalha. 
Recebia toda semana a visita dos pais e, para não assustá-los, dizia que estava bem e se sentia em uma colônia de férias. Certo dia, durante a visita, um coronel mandou que ele tirasse a camisa. Wellington resistiu, mas foi agarrado. “Meu pai viu como eu estava, porque o cacetete de borracha deixa lanhos  na pessoa (mentira: "lanhos" são cortes, cassetetes deixam hematomas), lembra. O coronel levou o pai dele para outra sala e teve uma conversa reservada. No dia seguinte, o pai de Wellington, Nereu Diniz, então com 46 anos, foi internado em um hospital e morreu de problemas cardíacos. “Meu pai não tinha nenhuma militância, não era ligado a nenhum partido político. Ele era só meu pai”, indigna-se.

AO ATAQUE
Três dias após deixar a prisão, em Belo Horizonte, foi decretado o Ato Institucional número 5 (AI-5). Porém, Wellington não esperou pelo endurecimento do regime militar e já estava vivendo clandestinamente no Rio de Janeiro. Ingressou no Comando de Libertação Nacional (Colina). O contato dele era o também belo-horizontino Juarez Guimarães de Brito. “Juarez é na minha vida de 66 anos a pessoa mais honesta, mais parceira, mais companheira e que me ensinou muito na vida”, afirma Wellington. O Colina fundiu com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), de Carlos Lamarca, e formou a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).
Entre as ações empreendidas na resistência à ditadura, Wellington destaca o assalto à agência do banco Andrade Arnaud, que ficava próximo ao Ministério da Guerra e à delegacia de repressão de assalto a bancos, na capital fluminense. “Isso deixou os militares furiosos”, recorda. Outro estratégia ousada foi o assalto à agência Urca da antiga União dos Bancos Brasileiros, que era onde os militares depositavam o dinheiro, pois era vizinho da Escola Superior da Guerra. Wellington também assaltou o carro do general Syzeno Sarmento, então ministro da Guerra (?). “Eu mesmo peguei o carro dele. Um carro bom, porque tinha placa fria e uma pistola .45 no porta-luvas”, lembra. 
O assalto ao quartel de Manguinhos, na Avenida Brasil, também marcou. “Éramos cinco pessoas. O Darcy Rodrigues chegou para o sentinela e gritou: qual é o f. que disparou a arma?”, lembra Wellington. O guarda, assustado, não soube responder e atendeu a ordem de Darcy, que estava vestido como militar. Cerca de 40 militares foram reunidos em uma sala e colocados em posição de sentido. “Estava todo mundo com o fuzil na mão. O Darcy entrou e deu posição de sentido. Aí eu entrei. Com uma Thompson (metralhadora) na mão”, recorda.

O GRANDE ASSALTO
A maior ação e mais notória foi o roubo do cofre da amante de Adhemar de Barros, no Bairro de Santa Tereza, no Rio de Janeiro. Adhemar morreu em março de 1969 e deixou grande parte do dinheiro com sua principal amante, Anna Gimel Benchimol Capriglione. No dia 18 de junho de 1969, 11 militantes da VAR-Palmares, Wellington entre os líderes, invadiram a mansão, renderam todos os funcionários e levaram o cofre, que em valores de hoje tinha o equivalente a R$ 15 milhões (de dólares conforme Cardoso, op cit, pag 77). 
Eu não podia trocar dinheiro. Nem eu e nem o pessoal mais militarizado. Isso ficava para os simpatizantes. A Dilma (a presidente Dilma Rousseff) estava começando e foi junto com a Iara (Iara Iavelberg, militante e namorada de Carlos Lamarca) trocar parte do dinheiro em uma casa da câmbio no Copacabana Palace”, lembra. A maior parte, entretanto, foi levada para o embaixador da Argélia por Wellington. 
Todo dinheiro era para a organização. Eu nunca coloquei a mão em um tostão de todas as operações que fiz. Eu inclusive apanhei porque não tinha uma nota de US$ 1”, sustenta Wellington. Os militantes decidiram que cada um dos participantes poderia ficar com uma nota de US$ 1 como recordação do feito, mas Wellington recusou, o que fez ele apanhar ainda mais na prisão por não revelar onde estava a nota. A história do assalto é contada no livro O cofre do dr. Rui (Civilização Brasileira), escrito por Tom Cardoso. 

LAMARCA
Após a fusão entre a Colina e a VPR que originou a VAR-Palmares, Wellington passou a comandar a terceira base operacional da organização. “O meu grupo propôs uma operação para matar o Lamarca (Carlos)”, lembra. O motivo é que eles tinham visto uma notícia no jornal em que Lamarca, então capitão do Exército e um dos melhores atiradores do país (nos testes militares de tiro, Lamarca sempre teve resultados medíocres) dava um curso de tiro para gerentes de banco reagirem aos assaltos. Wellington não sabia, entretanto, que no final de janeiro de 1969 Lamarca havia desertado e fugido do quartel de Quitaúna, em São Paulo, com uma Kombi carregada de fuzis, metralhadoras e munição e entrado para a VPR. 
O plano não foi pra frente e meses depois Wellington foi deslocado para uma tarefa. Quando entra no aparelho se depara com Lamarca. “Ele morreu de rir. Disse que eu queria matá-lo, mas teria era que cuidar dele”, afirma. Wellington se recorda de quando passou a ser segurança do principal nome da guerrilha armada. “Fui com ele quando foi fazer uma cirurgia plástica. As enfermeiras pensaram que éramos um casal. Me gozaram muito no hospital. Mas elas não sabiam que debaixo do capote que vestia havia duas pistolas .45, uma metralhadora Thompsom e algumas granadas”, detalha.

DILMA
 
Após o assalto ao cofre da amante do governador Adhemar de Barros houve um encontro da VAR-Palmares em Teresópolis, na região serrana fluminense. Um grupo, liderado por Lamarca, priorizava as ações armadas, e outro, do qual Dilma fazia parte, tinha o discurso da conscientização da massa de trabalhadores. Eram os “foquistas”, que desejavam implantar focos de guerrilha ante os “massistas”. 
Teve um embate e eu estava presente. A Dilma tinha a convicção dela, que era uma visão mais antimilitar. E nós tínhamos uma visão mais militar, que foi o grupo que formou a Vanguarda Popular Revolucionária. A Dilma acusou o Lamarca de não ter sustentação teórica. Houve tensão, as discussões foram sérias, mas nunca chegou às vias de fato”, recorda Wellington.

A QUEDA
Wellington viveu um tempo como camponês na região serrana do Rio de Janeiro preparando aquele que seria o cativeiro – caso o plano fosse efetivado – do então ministro da Marinha, Augusto Rademaker, e do militar Gary Prado, que estava no Brasil e foi um dos responsáveis pela caçada que matou Ernesto Che Guevara. “Fui ao Rio porque ia ter um encontro para fechar essa questão. Como eu era o segurança do Lamarca, sempre ia na frente para averiguar. Na hora em que abri a porta do apartamento tinha um Fal (fuzil) na minha cara”, lembra.
Wellington diz que correu, mas se deparou com outros militares. Chegou a trocar tiros, mas foi atingido de raspão na cabeça e outro nas costas. Acabou preso. “Ai me meteram duas (?) algemas. Um militar enfiou o fuzil na minha boca, quando eu estava caído. Fui levado para o DOI-Codi, na Barão de Mesquita. No elevado da Barão de Mesquita dei uma cabeçada no motorista do carro e ele esbarrou o carro na mureta”, destaca a própria valentia. Preso, Wellington afirma ter conseguido segurar 72 horas sem abrir a boca. Ele sabia muito. Sabia onde estava Lamarca e também o destino do dinheiro do cofre da amante do Adhemar de Barros e, por isso, foi torturado intensamente. 

EXÍLIO E FIDEL
Com o sequestro do embaixador suíço Giovanni Enrico Bucher, comandado por Lamarca, Wellington entrou na lista dos 70 nomes que seriam trocados pelo diplomata. Foram para o Chile, que era governado por Salvador Allende. Chegando ao país andino, ele trabalhou com o cineasta Miguel Littín, como assistente de câmera no filme A terra prometida. Porém, quando o general Augusto Pinochet tomou o poder, seu nome foi incluído na lista de procurados e teve que deixar o país. 
Antes, em 1971, quando o então presidente (ditador? nem pensar) cubano Fidel Castro visitou o Chile, Wellington foi destacado pelo Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR) para compor a equipe de segurança do líder cubano. “Precisavam de pessoa com certa experiência e desenvoltura para auxiliar nos trabalhos. Com gente disposta ao que desse e viesse. Fidel era um ídolo, assim como Che Guevara. E nos tratava de igual para igual, chamando-nos de companheiro e tomando um café igual nós estamos tomando aqui”, relata. 

CINEMA E REVOLUÇÃO
No Chile, além de trabalhar na produção de filmes, Wellington conheceu Renzo Rosselini, filho do cineasta italiano Roberto Rosselini. Quando teve que deixar o país após a tomada do poder por Pinochet, Wellington chegou à Itália, passando por México e Bélgica antes. Lá, conta que foi assistente de direção de Roberto Rosselini em filmes feitos para a tevê italiana RAI. No Brasil, quando retornou, foi assistente de direção de Helvécio Ratton no filme A dança dos bonecos (1986). “Um cara extremamente corajoso. Não era de falar muito e nem de discutir, mas era um sujeito de muita ação”, lembra Ratton. 
Porém, antes de retornar ao Brasil, Wellington também esteve em Angola e participou da luta pela libertação do país (não explica se com o MPLA dos comunistas apoiados pela URSS ou da UNITA, apoiada pela China), que culminou na independência, em 1975. No país africano nasceu um de seus seis filhos. Após retornar ao Brasil, estudou medicina oriental e, por muitos anos, teve um clínica de acupuntura no Bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte, além de dar aulas e escrever livros sobre o assunto. Há três anos mora em Sete Lagoas. Mudou-se para a cidade para viver mais próximo de sua mãe, que morreu em março deste ano.

IDEOLOGIA
Wellington afirma que na primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antigos companheiros o sondaram sobre a oportunidade de trabalhar em Brasília (ratificando o aparelhamento da máquina estatal com a nata da criminalidade cumpanhêra). Porém, ele permanece radical. “Eu não tenho estômago ainda. Eu ainda não tenho essa capacidade de exercer minha serenidade frente a pessoas que torturaram ou que financiaram a tortura. Eu não tenho o que fazer lá”, afirma. Wellington não se arrepende de nada do seu passado.Tenho muito orgulho de ter feito parte de uma situação que pode resultar hoje na nossa possibilidade de falar”, garante. O ex-combatente faz questão de deixar um recado para os jovens: “Acredito profundamente no ser humano e acredito nessa juventude que está vindo aí. Que pode trazer novos valores saindo desse colonialismo mental que existe até hoje. Não somos nós, os dinossauros da história, quem vai promover essas mudanças. Essas mudanças estão na mão dos jovens que não recebem pressão ideológica do jeito que recebíamos e que tem a liberdade de poder criar algo novo. Tenho um orgulho muito grande de ter participado na construção deste espaço. Quando vejo meus filhos com valores novos, com propostas novas, a vida está feliz e eu estou realizado”. 
Fonte:  O Estado de Minas - 19 Mai 13
COMENTO:  dá nojo ler uma "reportagem jornalística e isenta" como a que se vê acima. Não vou me estender em comentários. Me dei ao trabalho de efetuar meus comentários no próprio texto, marcando-os em azul, para que vocês os analisem no contexto das frases. Na verdade, só confirma a falta de seriedade do Estado de Minas, que já ficou demonstrada em episódios como a farsa da foto de Herzog no cativeiro; a publicação de partes selecionadas do "livro secreto do Exército" e outras reportagens onde o direcionamento do leitor desavisado é a tônica. Quanto ao resultado do "julgamento" do "cumpanhêru" pela cOmissão da Verdade, nem há o que discutir: certamente ele será mais um agraciado da bolsa-terrorismo ou bolsa-cumpanherada.