quinta-feira, 21 de março de 2013

Ataques Cibernéticos Chineses

Segundo relatório da Mandiant, empresa de segurança em Internet, uma unidade secreta do Exército Popular de Liberação (EPL) chinês é responsável por grande número de ataques informáticos contra empresas e organismos estatais nos EUA (Leia o relatório clicando aqui).
Segundo o documento, centenas de investigações realizadas nos últimos três anos mostram que as centrais responsáveis por ataques contra agências do governo, empresas e jornais americanos “estão baseadas principalmente na China e o governo chinês está bem informado disso”. 
O governo socialista de Pequim, obviamente, recusa o relatório.
O relatório da Mandiant foi encomendado conjuntamente pelo conhecido jornal The New York Times e outros órgãos americanos de imprensa. 
O trabalho rastreou os ataques e identificou a fonte: a Unidade 61398 do EPL, sediada em Xangai. 
Localização do centro de ataques cibernéticos
chineses em Xangai 
O rastreio informático levou a um prédio de 12 andares localizado no bairro Pudong, centro financeiro de Xangai
De acordo com Mandiant, essa unidade do exército comunista está provavelmente integrada por milhares de empregados que dominam o inglês e as técnicas de programação e gestão de redes. 
A unidade roubou, “desde 2006, centenas de terabytes de dados de pelo menos 141 organizações, que incluem um vasto conjunto de indústrias, acrescenta.
A maioria das vítimas está instalada nos EUA, mas há alvos atingidos no Canadá e no Reino Unido. As informações surrupiadas incluem desde detalhes de operações empresariais, como fusões e compras, até e-mails de altos dirigentes.
A natureza da espionagem da Unidade 61398 é segredo de Estado na China. Porém, acreditamos que está envolvida na rede de Operações de Redes Informáticas danosas”, afirma o documento. 
Já é hora de admitir que a ameaça provém da China e queremos dar nossa contribuição armando e preparando profissionais de segurança para combatê-la efetivamente”.
O relatório focaliza particularmente o grupo que qualifica de APT1 Advanced Persistent Threat (Ameaça Persistente Avançada) que subtraiu enormes quantidades de informação de estruturas estratégicas, como da rede de energia elétrica dos EUA
Prédio da Unidade 61398
Loc31°20'57.62"N - 121°34'24.75"L
Acreditamos que o APT1 seja capaz de levar adiante uma campanha de ciberespionagem tão longa e ampla essencialmente porque recebe apoio direto do governo”, diz  o documento da Mandiant.
Nas últimas semanas, foram atribuídos a ciberterroristas chineses os ataques informáticos contra os jornais The New York Times e Wall Street Journal, bem como contra o Twitter
O New York Times afirma que hackers roubaram senhas e acessaram computadores pessoais de 53 empregados, após o jornal publicar um artigo sobre a fortuna do primeiro-ministro marxista Wen Jiabao.
Obviamente, a China tem que recusar as acusações, dizendo-se ela mesma vítima de piratas não identificados. 
Hong Lei, porta-voz do ministério de Relações Exteriores, partiu para a desclassificação e o menosprezo da denúncia, sem fornecer dados que contribuíssem para esclarecer os fatos.
A crítica arbitraria, baseada em dados rudimentares, é irresponsável, não é profissional e não ajuda a resolver o problema. (…) A China se opõe categoricamente à pirataria”, garantiu ele a jornalistas, que tiveram de conter o riso.
Acrescentou que o país socialista “é uma grande vítima dos ciberataques” e que “de todos os que a China sofre, em primeiro lugar figuram os provenientes dos Estados Unidos”.
O Diário do Povo órgão de propaganda do Partido Comunista Chinês repetiu fielmente o script do governo, atacando os EUA por reavivarem “o medo da China” com o objetivo de “conter” a ascensão comunista.
Em resumo, a China continuará atacando o Ocidente.
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