sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Câmara dá Reajuste de 49,4% Para Seus Servidores e Básico Passará de R$ 10 mil

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A Câmara dos Deputados aprovou um projeto aumentando os salários de parte de servidores de nível médio da Casa. A proposta sobe as quatro menores faixas salariais de técnico legislativo. O reajuste será de 49,4%.
Os salários dos quatro menores níveis variam de R$ 6.697,68 a R$ 7.129,51, com as gratificações, e subirão para a faixa salarial de R$ 10.007,11 a R$ 11.170,92, também consideradas as gratificações. O projeto vai beneficiar 350 servidores entre assistentes administrativos, paramédicos e agentes de polícia legislativa, segundo informações da assessoria de imprensa da Câmara. O impacto na folha de pagamento não foi informado.
Os recursos são do Orçamento da Casa. O projeto de resolução foi aprovado rapidamente por votação simbólica e já foi promulgado. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que assina o projeto, argumentou que o servidor de mesmo nível do Executivo, do Ministério Público, do Senado e do Tribunal de Contas da União (TCU) inicia a carreira em padrões mais elevados, o que tem provocado desistência de funcionários aprovados em concurso para a Câmara.
"Tal situação tem gerado prejuízos para a Câmara dos Deputados. Dos 120 servidores nomeados inicialmente no último concurso de Assistente Administrativo, apenas 89 estão em exercício, tendo em vista o elevado número de desistências, fato este que vem ensejando a nomeação de outros aprovados", Maia justificou no projeto.
COMENTO:  o pequeno número de funcionários beneficiados pelo reajuste não pode servir como argumento para o mesmo. Se usarmos as técnicas impressionáveis da Estatística, temos que os 20% melhor classificados no concurso para a Câmara desistiram de sua nomeação. Na realidade, temos que 31 candidatos a cargos públicos podem ter encontrado melhor opção de trabalho. O único investimento público que esses 31 tiveram, teoricamente, foi sua possível formação em escolas públicas. E isso preocupa  o presidente da Câmara dos Deputados. No corrente ano, mais de 200 Oficiais de Carreira das Forças Armadas pediram exoneração. A maioria Tenentes e Capitães, mas até Major do EB já trocou a carreira das armas por outro cargo público. Calcule-se o investimento público na formação desses Oficiais nas Academias, seus Cursos de Especialização e/ou Extensão e de Aperfeiçoamento, e teremos verbas públicas sendo desperdiçadas pela inépcia de governantes insensíveis. É explicável a preocupação do deputado Marco Maia, mas é simbólico o reajuste de 49% aprovados rapidamente para alguns, enquanto outros terão três parcelas de 9% anuais. É injustificável o descaso do Ministro da Defesa, e dos Comandantes das três Forças que não o pressionam em defesa de seus subordinados.
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Para o PT a História Sempre se Repete

por Marco Antonio Villa
Uma nova operação da Polícia Federal atingiu o Partido dos Trabalhadores. Não é a primeira vez. Mesmo com todo o estardalhaço causado pelo julgamento do mensalão, parece que nada detém a ânsia de saquear o Erário. Agora, uma das acusadas é a chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, que teria negociado pareceres técnicos fraudulentos. 
Os agentes da PF foram ao escritório chefiado por Rosemary para a devida busca e apreensão de documentos. Indignada, a funcionária não fez o que seria considerado plausível: entrar em contato com seu advogado. Não. Buscou algo superior: o sentenciado José Dirceu. Isto mesmo, leitor. E veja como o Brasil continua de ponta-cabeça. A funcionária petista ligou para Dirceu, com quem tinha trabalhado durante 12 anos, em busca de proteção. O amigo, que, como é sabido, está condenado a dez anos e dez meses de prisão, nada pode fazer. Em seguida, ela tentou falar com o ex-presidente Lula, de quem é amiga. Mas o antigo mandatário está fora do país. Restou Gilberto Carvalho, o onipresente para assuntos deste jaez, mas que também não pode ajudá-la. A sequência dos contatos e a naturalidade são indicativas de como os petistas pouco estão se importando com o clamor popular em defesa da moralização. Continuam se considerando acima do bem e do mal. E, principalmente, acima da lei.
Para piorar - e reafirmar o desprezo pela ética na política e na administração pública - o segundo homem na hierarquia da Advocacia Geral da União, José Weber Holanda, está sendo acusado de fazer parte deste grupo (a expressão correta, claro, deveria ser outra). Fica a impressão de que na administração petista tudo pode, que o governo está à venda.
Frente às denúncias, a presidente Dilma Rousseff vai agir da forma já sabida: exonera o acusado da função, diz que não admite malfeitos e nada vai apurar. Foi este o figurino nestes quase dois anos de governo. Isto explica a sucessão de escândalos. Se o procedimento tivesse sido o de apurar uma denúncia de corrupção, os casos não se sucederiam. Mas o governo sabe que conta com o tempo e o esquecimento. O leitor lembra da primeira denúncia de corrupção? Sabe se foi apurada? E o acusado foi processado? Alguém foi preso?
As últimas denúncias só reforçam o entendimento da lógica de poder do PT. O controle do Estado é um instrumento para se perpetuar no poder. Transformaram o exercício de uma função pública em meio de vida. Vimos no processo do mensalão como o sentenciado José Dirceu resolveu o problema de uma das suas ex-mulheres. Ela queria porque queria um apartamento maior (e quem não quer?). O então todo-poderoso ministro da Casa Civil transferiu o clamor para Marcos Valério, que, prontamente, atendeu a ordem do chefe. O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, em um dos seus votos, destacou este ponto, de como uma "sofisticada organização criminosa" resolvia também problemas pessoais dos seus membros. A história se repetiu: a senhora Rosemary queria fazer uma cirurgia. Resolveu, de acordo com a denúncia, recebendo um suborno. Queria fazer uma viagem em um cruzeiro. E fez. Como? Da mesma forma como realizou a cirurgia.
Nada indica que os detentores do poder vão mudar sua forma de agir. Farão de tudo para manter este estilo - vamos dizer - despojado de tratar a coisa pública. É como se o Estado brasileiro fosse propriedade partidária. E pobre daquele que se colocar no meio deste caminho nada luminoso. Será atacado, vilipendiado, caluniado.
Porém, não podem controlar tudo, todos os poderes da República. Ainda bem. Hoje, o maior obstáculo para a transformação completa da coisa pública em coisa petista é o Poder Judiciário. É sabido - e eu já escrevi sobre isso - que o Judiciário tem muitos problemas e defeitos. É verdade. Mas na quadra histórica que vivemos é o único poder que não é controlado plenamente pelo petismo. Daí o ódio manifestado diuturnamente pelos seus porta-vozes (e não faltam línguas de aluguel), como ainda é possível observar no julgamento do mensalão. A sucessão de derrotas - com as condenações dos réus petistas - deixou transtornados os petistas. Basta ler declarações racistas contra o ministro Joaquim Barbosa, as pressões para a nomeação de um novo ministro "companheiro" - na vaga aberta pela aposentadoria de Ayres Brito - ou simplesmente ter observado o descaso da presidente Dilma Rousseff quando da posse do novo presidente do STF.
O novo passo para sufocar o Judiciário é o projeto, com apoio do PT, que está tramitando na Câmara dos Deputados que retira do Ministério Público o poder investigativo. É uma evidente retaliação. Há uma relação direta entre o julgamento do mensalão, a brilhante denúncia apresentada pelo procurador Roberto Gurgel e a consequente condenação dos petistas e seus asseclas, e esta nova investida. É como se o Ministério Público tivesse cometido uma traição ao produzir provas que levaram a liderança petista de 2005 à cadeia.
Nada indica que o PT vai aceitar a prisão dos seus líderes, apesar do devido processo legal, do amplo direito de defesa, da transmissão de todas as sessões do julgamento pela televisão. Vai fazer de tudo para "melar o jogo". Criar situações de desconforto político e até, se necessário, uma crise institucional. Suas principais lideranças nunca admitiram a existência de qualquer obstáculo às suas pretensões de exercer o poder sem qualquer prurido.
A máxima petista é a de que o bom poder é aquele que é exercido sem qualquer limitação legal.
Fonte:  Blog do Villa

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A Confiança Abalada

por Gélio Fregapani
Esperanças nós as criamos por instinto. Algumas das atitudes da Presidente foram transformando a esperança em confiança, tais como o afastamento de alguns dos corruptos ministros herdados do Governo anterior e as medidas econômicas de cunho nacionalista. Houve também, algum freio nos movimentos ambientalistas e indigenistas, freios pequenos, é verdade, mas que alimentavam a esperança que fossem os primeiros de muitas outras. Recentemente, também agradou a demissão imediata dos figurões indiciados na Operação Porto Seguro, pois Lula teria pedido a Dilma para interceder e ela se negado a fazê-lo. A própria presença dela na posse do presidente do STF, contrariando a solicitação do Lula foi um bom sinal, apesar de sua expressão de “poucos amigos”.
Claro, nem todas as medidas mereceram elogios. As concessões à “Comissão da Vingança” é um tiro no pé, mesmo que seja para inglês ver. Entretanto, corre na internet uma notícia que, se verdadeira, é capaz de abalar a confiança conquistada até agora. Só não acabou ainda, com a esperança, porque pode não ser verdadeira. Eis a notícia:
A senhora Dilma Rousseff, Presidenta do Brasil e Comandante- Chefe, das Forças Armadas, autorizou na ultima semana de outubro o deslocamento do 58º Batalhão de Infantaria Motorizada do Exército, para o município de Alto Boa Vista - localizado na região norte de Mato Grosso, um contingente considerável de soldados apoiados em uma artilharia pesada e com mais a cobertura de um potente helicóptero de combate aéreo, transformou as instalações da Escola Agrícola deste município em Quartel General. A missão das tropas é ajudar a FUNAI, na desocupação de centenas de famílias de produtores de suas propriedades reduzindo em 70%, a área territorial de Alto Boa Vista, em detrimento da criação fraudulenta de uma fictícia Reserva Indígena Xavante. Caso essa vergonhosa batalha seguir avante, os brios e a gloria do Exército Brasileiro, ficarão manchados na história da Pátria, por conta da insanidade de sua atual Comandante. A ex-guerrilheira, que ontem desafiava e enfrentava as Forças Armadas em sua luta pela Soberania Nacional e pela socialização do país, agora, na condição de Senhora dos Destinos da Pátria Amada Brasil, se entrega aos caprichos dos interesses internacionais sobre a Amazônia. Desrespeitando a Constituição Federal e a legalidade do Estado de Direito, que permite a ampla defesa das causas e das liberdades civis, a Presidenta Dilma, manda um aparato militar ( Exército, Força Nacional e Policia Federal) invadir Mato Grosso e varrer do mapa, um município brasileiro, para dar lugar a implantação de mais uma Terra Indígena.
O primeiro impulso é de acreditar, pois ordem parecida já ocorreu na Raposa-Serra do Sol, sob o comando supremo do Lula/Tarso Genro. Na ocasião o nosso Exército recusou-se a fazer esse triste papel, mas foi pouco; devia ter impedido a entrega para as ONGs.
Mentiras são comuns na disputa política. Entretanto, se essa notícia for verdadeira e for levada a cabo, acabou a confiança. Espero de coração, que não seja verdade, que seja mais uma mentira da suja psicologia política para nos antagonizar. Tenho conhecimento que, no Mato Grosso do Sul, ao contrário, o Exército está protegendo as terras produtivas das invasões dos índios, estes em grande parte são paraguaios. Paraguaios? Perguntareis. – Sim, paraguaios mesmo! Com a política da Funai de distribuir cestas básicas, levas e mais levas de índios e mestiços do Paraguai, da Bolívia, da Guiana e outros mais se adentram ao território brasileiro, só falando espanhol, e assim a Funai aproveita para aumentar a densidade indígena, reivindicando assim, mais e mais terras.
Nossos índios não chegam a 0,5% da população, mesmo assim as reservas indígenas no nosso País já possuem 13% do território nacional e se dependesse da Funai breve seria 80%. As reservas são concedidas na suposição – falsa - de que aqueles enormes vazios são essenciais para que ela preserve sua cultura, mas isso não acontece, pois a maioria dos índios está integrada às práticas próprias da vida urbana. Uma boa parcela conta com televisão, geladeira, celular. Não obstante, eles não tiram das imensas extensões de terra ao menos o suficiente para a sua subsistência. Quase a metade recebe cesta básica. Nem plantam, nem caçam o que comem. Vivem da caridade estatal. Não culpemos somente aos índios. Não são eles que pleiteiam as reservas. Essas são aspirações de certa antropologia a serviço do estrangeiro.
Pesquisa do Datafolha, encomendada pela Confederação da Agricultura revela que, 63% dos índios têm televisão. Questionados sobre o principal problema enfrentado em sua vida pessoal, a saúde fica em primeiro lugar com 30%. O emprego em segundo, com 16%. A ampliação das reservas, para eles, é irrelevante e não prioritária. Apesar disto as ONGs e a Funai, estão acelerando o processo de demarcação de terras indígenas, para preparar a autodeterminação, controlando uma base territorial riquíssima, maior do que a maioria dos países. Com os métodos de Guerras de Quarta Geração retalharão o território brasileiro, em especial a Amazônia, dividindo-a em quistos, protegidos por uma força internacional de paz. A pretexto de defender os direitos dos índios, vão explorar nossas riquezas e recursos naturais. Tudo dentro da filosofia malthusiana da sobrevivência dos mais aptos.
Não adianta lamentar. Esta é a regra do jogo. Do grande jogo geopolítico. Talvez esteja na hora mudarmos o grito de “ Oba, gol!” para um “Chega!”, pois vai lhes custar mais caro do que vocês estarão dispostos a pagar”.
O fato é que o modelo das reservas provoca miséria entre os próprios índios. Na Raposa-Serra do Sol os arrozeiros foram obrigados a ir embora, deixando atrás de si uma legião de desempregados. Na terra agora sob o controle de militantes indígenas, não se produz quase mais nada. A maioria dos índios foi viver como favelados em Boa Vista. A razão é simples: ser de sangue indígena não quer dizer ter que viver como índio!
Recebido por correio eletrônico.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

VÍTIMAS DO TERRORISMO – NOVEMBRO DE 1935



Em 1935, a primeira geração de assassinos vermelhos deu provas sobejas do desamor pelo Brasil e do fanatismo pelo qual exercia a sua opção política.Crueldade, frieza e barbárie foram a tônica de uma ação traiçoeira, pela qual mataram brasileiros fardados, no sombrio da noite, para intentar contra o País.
Nos anos sessenta e setenta, a segunda geração prosseguiu na perfídia, enlutando famílias e promovendo o terror, nos episódios que hoje ostentam sob a mentira de terem combatido a "ditadura dos generais". Omitem seu verdadeiro propósito que era o de transformar o Brasil em um mais um satélite da extinta URSS. Pelos "serviços prestados" são recompensados com generosas indenizações e pensões, nas quais incluem "apoiadores" da época e aderentes posteriores, que tal quais modernos piratas sugam o que podem dos cofres públicos.
Se ontem imolavam brasileiros de bem, agora sangram os inocentes e impotentes contribuintes, na sanha por dinheiro e poder.
Neste 27 de novembro de 2009, certamente, a mídia comprometida com as duas gerações fará juras de amor a essas camarilhas, contando deturpadamente os fatos e lembrando o batismo de ruas e obras públicas com os nomes de criminosos, que ontem só eram vultos por agirem encobertos pela sombra.
Vítimas atraiçoadas em 1935:
Poucos conhecem esses nomes. Eles morreram na madrugada de 27 de novembro de 1935. Não em combate, mas covardemente assassinados. Alguns dormindo...
Durante todos estes anos, suas famílias, em silêncio resignado, nada reivindicaram dos governantes, a não ser um mínimo de coerência, a fim de que pudessem acreditar que eles não morreram em vão.
Abdiel Ribeiro do Santos - 3º Sargento
Alberto Bernardino de Aragão - 2° Cabo
Armando de Souza Mello - Major
Benedicto Lopes Bragança - Capitão
Clodoaldo Ursulano - 2° Cabo
Coriolano Ferreira Santiago - 3° Sargento
Danilo Paladini - Capitão
Fidelis Batista de Aguiar - 2° Cabo
Francisco Alves da Rocha - 2° Cabo
Geraldo de Oliveira - Capitão
Jaime Pantaleão de Morais - 2° Sargento
João de Deus Araújo - Soldado
João Ribeiro Pinheiro - Major
José Bernardo Rosa - 2° Sargento
José Hermito de Sá - 2° Cabo
José Mário Cavalcanti - Soldado
José Menezes Filho - Soldado
José Sampaio Xavier - 1° Tenente
Lino Vitor dos Santos -Soldado
Luiz Augusto Pereira - 1° Cabo
Luiz Gonzaga - Soldado
Manoel Biré de Agrella -2° Cabo
Misael Mendonça - Ten Cel
Orlando Henrique - Soldado
Pedro Maria Netto - 2° Cabo
Péricles Leal Bezerra - Soldado
Walter de Souza e Silva - Soldado
Wilson França - Soldado 
A lembrança deles é motivada, verdadeiramente, pelo desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe, por terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso. É, ainda, um obséquio ao infeliz que, alçado ao posto máximo da Nação finge desconhecer fatos históricos e afirma que o país "não tem heróis". O país tem heróis, sim, e muitos. O que ele não precisa é idolatrar bandidos.
A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão. 
Texto adaptado deTERNUMA
A imagem que ilustra o texto é a do Monumento em homenagem aos heróis que tombaram na covarde tentativa de implantar o o comunismo no Brasil, localizado na Praça General Tibúrcio, Praia Vermelha/RJ. Este monumento ocupa hoje o antigo local onde estava sediado o 3º RI, que, sublevado, foi completamente destruído.

Dilma Saberia Sobre Como Rose Agia Para Lula e Dirceu

por Jorge Serrão
Pelas informações vazadas a conta-gotas, até agora, da Operação Porto Seguro, fica evidente que o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua continuadora, Dilma Rousseff, e o grande líder petista José Dirceu de Oliveira e Silva, tinham bastante domínio dos fatos sobre como a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, coordenava um time de corruptos, em um verdadeiro governo paralelo, com esquemas que favoreciam empresas e pessoas interessadas em obter vantagens ilícitas junto a órgãos federais e agências reguladoras.
O Padrinho (Godfather) de Rosemary Novoa de Noronha repete o velho discurso de sempre de que “nada sabia” e agora se “sente traído” pela amiga e assessora do seu coração – que agora caiu em desgraça. No papo furado, mandado espalhar na mídia amestrada pela máquina de contra-marletagem petista, Lula teria dito: “Eu me senti apunhalado pelas costas. Tenho muito orgulho do escritório da Presidência, onde eram feitos encontros com empresários para projetos de interesse do País”.
A certeza geral é que o Mensalão nunca acabou. Aliás, se sofisticou. Informações da PF asseguram que Rosemary praticava tráfico de influência, ajudando empresários a agendar reuniões com ministros e governadores. O que ainda não foi dito publicamente é que ela trabalhava com a anuência de seus amigos Luiz Inácio Lula da Silva e José Dirceu de Oliveira e Silva. Como só este ano Lula e Dilma se reuniram pelo menos três vezes no escritório paulista da Presidência da República, fica difícil crer que Dilma também de nada sabia. Dirceu é que nunca pisou por lá.
Era nitidamente mafioso como funcionava o esquema coordenado por Rosemary – mas comandado e articulado pelos mais poderosos acima dela. A “Doutora Rose” – como era conhecida – agendava e intermediava reuniões insuspeitas e que pareciam normais entre empresários e pessoas do terceiro escalão do governo. Logo em seguida, o que ficava acertado nos encontro, obedecia a um protocolo corleônico.
As ordens seguiam para os ordenadores e operadores do esquema usando o chamado sistema de “Pacotes”. Neles não havia dinheiro. Mas sim ordens, escritas à mão ou datilografadas em jurássicas máquinas de escrever. A logística mafiosa de transporte dos pacotes usava motoboys. Alguns até com motos de alta cilindrada, para percorrer longas distâncias em alta velocidade. Quando o dellivery ficava muito distante, os motoqueiros entregavam os papéis, no interior, para transporte em aviões.
O protocolo tinha uma ordem expressa. Jamais passar informações por telefone e nunca digitar qualquer ordem em computadores. Quem parece não ter obedecido direito ao sistema é Rosemary. Como o Alerta Total antecipou ontem, a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, tem 122 gravações de conversas telefônicas entre ela e Luiz Inácio Lula da Silva. Ele a chamava de “Rose” ou “Rosa”. Ela o tratava pelo amoroso apelido de “Tio”. Nas conversas, Rose passava ao amigo informações sobre quem deveria receber em audiência e para quem deveria mandar documentos.
Rose deu outros moles que comprometeram a segurança do esquema. A PF constatou que Rosemary enviava “Pacotes” para apartamentos em Interlagos e nos Jardins. O material seria destinado, pessoalmente, a José Dirceu e Luiz Inácio Lula da Silva. No dia em que a PF deu uma batida no apartamento dela, como Lula estava fora do Brasil, a desesperada Rose telefonou às 6h da manhã para o ministro da Justiça José Eduardo Cardoso. Como não foi atendida, ligou para José Dirceu – que atendeu e alegou nada poder fazer pela “companheira” – com quem atua desde a década de 90.
Pergunta simples. Dirceu atenderia, às 6h da manhã, a uma ligação feita por alguém que não fosse de sua total confiança? Além do processo do Mensalão – do qual reclama ter sido injustamente condenado -, Dirceu ficou altamente exposto com a Operação Porto Seguro. Sua ligação com Rosemary só confirma que Dirceu nunca deixou de ser o segundo homem da gestão Lula – um governo que parece não ter ainda acabado. A velha eminência parda do PT se complica novamente.
A PF tem evidências de que, depois que Lula foi obrigado a sair de cena por causa do tratamento contra o câncer de laringe, Dirceu assumiu a tarefa de dirigir a atuação de Rose. Quando Dirceu foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal, teve de sair ainda mais de cena. Como Rose e os demais operadores foram obrigados a agir sozinhos, sem o comando direto dos chefões, o pirão desandou. E muita gente desistiu de fazer negócios temendo acabar relacionada, direta ou indiretamente, com o ilustre condenado. Por isso, tudo estourou.
O escândalo também expôs Dilma. A Presidenta agiu depressa, exonerando imediatamente quem teve condições de detonar, para passar a imagem de "dura combatente da corrupção". Mas ficou na maior saia justa para manter no cargo dois ministros. José Eduardo Cardozo, da Justiça, que não teve controle da operação Porto Seguro, como superior hierárquico da Polícia Federal. E Luiz Inácio Adams, cujo Advogado Geral Adjunto da União, José Weber Holanda, foi indiciado como ativo participante do esquema de corrupção e tráfico de influência. Adams já não vai mais ser nomeado para ministro da Casa Civil, e ainda pode perder o atual emprego a qualquer momento.
Outro rolo para Dilma envolve um de seus melhores amigos e pessoa de confiança. A Polícia Federal vazou que Rosemary agendou vários encontros de empresários com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Outro envolvido ilustre nos negócios de Rose é o governador da Bahia, Jaques Wagner – que nega, claro, qualquer ligação com a casa que agora desmoronou.
Outro recém condenado no Mensalão também figura como suspeito de envolvimento no esquema de Rose & Cia. A Polícia Federal constatou que o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) tinha estreitas relações com Paulo Rodrigues Vieira, apontado pela PF como o chefe da quadrilha presa na sexta-feira sob acusação de montar um esquema de corrupção em agências reguladoras e órgãos federais. Investigações identificaram nada menos que 1.179 ligações telefônicas feitas a partir do restaurante japonês de Paulo Vieira para o deputado Valdemar e integrantes do PR.
O PT já botou para funcionar, a todo vapor, a “Operação Limpeza”. Assim denominada internamente pelos petistas, a ação de contra-informação consiste em criar factóides para suplantar denúncias verdadeiras. O esquema é sempre acionado para mobilizar a militância, no mundo real e nas redes sociais virtuais, para plantar notícias faltas ou “verdades” convenientemente forjadas, sempre que uma grave crise estoura. Depois que advertiu que "não cairia sozinha", Rose foi prontamente protegida pelo PT. Ela vai dar uma sumidinha de cena por uns tempos, até que se consiga fazer as coisas esfriarem - como de costume.
Manifestação pública nessa linha foi feita pelo ex-líder do governo na Câmara. O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) reclamou de quem tenta associar Lula a uma funcionária de terceiro escalão. Vaccareza até protestou contra a tentativa de desgastar e atingir Lula por vias transversas, como aconteceu com o famoso mafioso norte-americano Al Capone: “Pegar um funcionário de terceiro escalão e tentar associar ao Lula não é adequado. Todos são, eu fui líder de governo e sou ligado ao Lula. Acho de muito mau gosto, cretinice falar de Al Capone”.
A conclusão preliminar de todo esse escândalo é uma só: a República Petralha já foi ferida de morte, e só falta cair de podre. Novas denúncias vão vazar, e a Presidenta Dilma pode se complicar. Ainda mais se a a crise econômica chegar de verdade e se agravar. No fundo, apesar de tantas denúncias de corrupção, o que derruba governos são os problemas econômicos.
Fonte:  Alerta Total

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Quem Paga a Conta?


Toda sexta feira, você e seus 26 colegas de faculdade vão para um pequeno boteco tomar cerveja.  Dentro do espírito de igualdade, fraternidade e solidariedade, todos dividem a conta igualmente.
Passa a ser costume, uma tradição, um valor compartilhado, parte da ética do grupo.
Um dia porém, dois de seus colegas afirmando não gostar mais de cerveja decidem pedir vinho, mas dentro do espírito de solidariedade, fraternidade e igualdade já estabelecido, todos dividem a conta.
Algumas semanas depois, já são quatro colegas pedindo vinho, ninguém reclama, mas você começa a perceber que está dando uma de trouxa.
Na próxima vez você decide que irá pedir vinho também, dentro do tal princípio de isonomia, fraternidade e igualdade.  Depois de umas 12 semanas, todo mundo está pedindo vinho.
Depois de 48 semanas todos estão pedindo vinho francês, depois de 96 semanas, um pede UM Romanée-Conti.
Na vida real, provavelmente você teria há muito tempo mudado de turma. Mas como você muda de país?
Nosso sistema político que se chama de República de Estado, permite que pessoas em seu nome comprem cada vez mais com seu dinheiro.
Seu deputado precisa fazer leis e oferecer benefícios para seu eleitorado para ser reeleito.
Por isto, ele propõe uma série de benefícios como creches gratuitas, renda mínima, aposentadoria aos 50 anos, benefícios mil.
Os primeiros eleitores a conseguir uma vaga na creche ou se aposentar irão se beneficiar, em detrimento da maioria que paga a conta.  São aqueles que pediram vinho primeiro.
O deputado da cidade vizinha quer construir uma ponte para a cidade, obra que vai ser superfaturada e é totalmente desnecessária.  Nunca seria aprovada se dependesse do mérito do projeto.  Só que a cidade vizinha propôs apoiar o projeto de creches gratuitas do seu deputado se você aprovar a construção da ponte superfaturada.
Como nenhum deputado irá pagar a conta, os impostos vão aumentando sem parar.
No início do século, o governo representava 3% do PIB e hoje representa 54% respectivamente, e é você que paga a conta.
A situação chegou a tal ponto que tivemos que criar uma lei de Responsabilidade Fiscal, onde é crime gastar mais do que se arrecada, o que deveria ser o óbvio ululante.  Nosso sistema político não recompensa a moderação de gastos.
Dividir a conta no boteco pode parecer um ato de fraternidade, mas ele traz uma semente de destruição.  A tentação de ser um Gerson e de tirar vantagem de seus colegas é sempre uma constante. Talvez você nem quisesse tomar cerveja naquele dia, e estivesse lá só pela companhia.
Infelizmente, o contrário nunca funciona. Se todos seus colegas pedirem vinho francês, e você for o único a pedir vinho nacional, depois de 48 semanas você continuará a ser o único a tomar vinho nacional.
Para que o modelo Social-Democrata funcione como se propõe, todo indivíduo, sem nenhuma exceção, tem de se comportar moderadamente "com ética socialista", nunca consumindo nada diferente do resto da patota.  Nem um chopp nem um palito a mais, somente o que o Partido mandar, por solidariedade e justiça.
Por isto, socialismo escamba rapidamente em ditadura, como ocorreu em países como a União Soviética e ainda ocorre em Cuba e na China, para que ninguém saia pedindo vinho fora de ordem.  Quem abraça o socialismo acaba tendo de abraçar a ditadura, pelo menos a ditadura dos costumes fraternos, um enorme contrasenso.
Tente pedir vinho na Venezuela ou em Cuba e veja o que acontece.
Nos países onde a previdência é um assunto privado, a maioria opta por planos que oferecem 70% do último salário, e que exigem uma contribuição 30% menor ao longo de toda a vida.
No Brasil, onde a previdência é pública e onde ninguém paga a sua própria conta, o Estado paga 110% do seu último salário, e quem paga é você contribuinte.
O mundo moderno já percebeu que somente se consegue moderação quando cada um paga a sua conta, sem ditaduras nem partidos fortes e hegemônicos.
A doutrina política que combate esta visão de mundo sequer é ensinada nos cursos universitários que existem no Brasil, sequer é ensinada nas nossas universidades. Universidades onde os alunos não pagam a contas, os professores recebem do Estado e não dos alunos, e onde o contribuinte não escolhe o professor, só paga a conta.

domingo, 25 de novembro de 2012

Cronista Cai no Conto do Documentário

por Janer Cristaldo
Comentei, há mais de ano, filme que estava sendo exibido nas salas de cinema no Brasil, Diário de uma Busca, de Flávia Castro. Segundo a Folha de São Paulo, o filme entusiasmou o público e a crítica franceses. 
Para o jornal, “o filme é um mergulho na história pessoal da diretora, que o realizou para entender as condições obscuras da morte de seu pai. Celso Castro foi encontrado morto em 1984, em Porto Alegre, na casa de um alemão suspeito de fazer parte de uma rede de ex-nazistas. (...) Por meio de cartas de Celso, ela conduz o espectador à realidade da clandestinidade, da militância dos jovens que faziam a luta armada no turbilhão da grande história: o Brasil, a Argentina e o Chile dos anos 60 e 70. Paris é a última etapa antes da anistia de 1979, da volta ao Brasil e do drama da morte do pai, em circunstâncias que o filme se presta a tentar elucidar”. 
Agora foi a vez do emérito cronista Contardo Galligaris cair no conto do documentário. Lemos em sua coluna na Folha de hoje (22/11) crônica sobre uma menina que preferiu ver 007 ao filme de Flávia Castro:
- Assisti, nesses dias, a um documentário bonito e tocante, Diário de uma Busca, de 2011. A autora, Flávia Castro, investiga a morte misteriosa de seu pai, Celso Afonso Gay de Castro. Junto com um amigo, também militante de esquerda durante a ditadura, Celso morreu ou foi morto, em 1984, no apartamento de um alemão que teria sido oficial nazista.
Não morreu nem foi morto. Se suicidou. E o alemão nunca foi oficial nazista. Que tal embuste engane franceses ou paulistas, até que se entende. São jornalistas que não conhecem Porto Alegre e muito menos o que ocorreu naqueles dias. A morte do pai da cineasta não teve mistério algum e nada tem a ver com rede de ex-nazistas. A moça quer transformar um maluco – seu pai – em herói. 
Vivia em Porto Alegre um velhote, obscuro sargento da Wehrmacht – e não oficial da SS, como foi propalado então – que nada tinha a ver com os crimes do nazismo nem era procurado por nenhum tribunal. Corria a lenda de que teria em seu apartamento um tesouro secreto nazista. Castro e mais um outro bobalhão decidiram assaltá-lo. Após tomar um porre – no Fusca que utilizaram havia uma garrafa de uísque quase vazia – invadiram o apartamento do alemão. Quem os recebeu foi sua mulher, que foi agredida. O velhote reagiu com uma bengala. 
Em meio a isso, foi disparado um tiro, que não feriu ninguém. Mas alertou os vizinhos, que chamaram a polícia. Encurralados, Castro e seu assecla se suicidaram. Um matou o outro e depois se suicidou. Dois militantes de esquerda assassinados no apartamento de um nazista, foi a primeira versão a correr nos jornais. Primeira pergunta: que faziam dois militantes de esquerda no apartamento de um nazista? O caso acabou sendo encerrado por Luís Pilla Vares – jornalista da Zero Hora, também trotskista – conhecido por seu itinerário intelectual de Trotsky a Sirostky. Pilla atestou o duplo suicídio e o episódio foi abafado. 
Flávia Castro pode enganar os franceses, mas não engana quem viveu em Porto Alegre na época. O duplo suicídio foi uma besteira de dois desvairados que acreditavam na lenda de gibi de um tesouro secreto nazista. Até aí, estamos no território da vigarice intelectual, e vigarice intelectual nunca foi crime no Brasil. 
O que espanta é ver um jornalista gaúcho, que vive na geografia e história dos fatos, engolir tais potocas. Na ocasião, Daniel Feix escrevia na Zero Hora
Uma das melhores e mais emocionantes crônicas do exílio produzidas pelo cinema nacional – para o mestre do documentário João Moreira Salles trata-se da melhor – Diário de uma Busca estreou em cartaz esta semana no Cine Bancários e no Cine Santander. O filme, que foi premiado em Gramado, no Rio, em Biarritz e em Punta del Este, está começando sua carreira no circuito brasileiro por Porto Alegre. 
Isso porque Diário conta uma história porto-alegrense – com abrangência e interesse internacionais. No filme, a diretora Flávia Castro investiga a misteriosa morte de seu pai, Celso Afonso Gay de Castro, ocorrida em 4 de outubro de 1984. Jornalista e militante de esquerda que viveu muitos anos fora do país fugindo dos militares, ele tinha 41 anos à época. 
A versão inicial da polícia era de que Celso e seu parceiro Nestor Herédia (que também morreu no local) invadiram o apartamento do alemão e ex-cônsul do Paraguai Rudolf Goldbeck, localizado na Rua Santo Inácio, no Moinhos de Vento, para um assalto. Foram encurralados e, por isso, teriam se suicidado. 
O caso, no entanto, nunca foi totalmente esclarecido. Flávia e alguns familiares, sobretudo o seu irmão João Paulo, o Joca, vão fundo na história em busca de respostas. Ouvem amigos de Celso, outros militantes, policiais, peritos e repórteres que investigaram o caso, além de vasculhar documentos e visitar locais onde ele morou no Chile, na Argentina, na Venezuela e na França. Só deparam com mais dúvidas. 
Vamos por partes. É preciso ser muito desinformado para escrever tais bobagens. Não se trata de “uma das melhores e mais emocionantes crônicas do exílio produzidas pelo cinema nacional”. E sim de uma das maiores mentiras do exílio produzidas pelo cinema nacional. Os exilados sempre contaram mentiras, tanto na Europa como na volta, numa tentativa canhestra de justificar suas vidas estúpidas. Todo marxista é, ipso facto, um mentiroso. A mentira é uma segunda natureza de todo comunista. 
Disto não escapou Celso de Castro que cumpriu o que chamávamos em Paris de la grande randonée. Derrotadas no Brasil, as esquerdas foram fazer a revolução na Argentina. Derrotadas na Argentina, foram apoiar o marxista Allende no Chile. Derrotadas no Chile, migraram para Portugal, para apoiar um outro maluco, Otelo Saraiva de Carvalho.
A Celso, só faltou este último passo. De repente, até virou jornalista. Eu o conheci e vivi em sua época. Não tenho notícias de que tenha trabalhado em qualquer jornal de Porto Alegre. Vasculhar documentos e visitar locais onde ele morou no Chile, na Argentina, na Venezuela e na França podem até render um filme com vocação turística, mas jamais trará alguma luz ao gesto de dois malucos, que estavam bêbados na hora do crime. 
Não vi o filme nem pretendo vê-lo. Mas, pelo que leio nos jornais e na crônica de Calligaris, a vítima é fotografada como um nazista, fato que ninguém provou. E os criminosos são vistos como heróis, sabe-se lá de qual causa. 
Nunca foi tão fácil mentir. O século foi perpassado de biografias mentirosas, como as de Lênin, Stalin, Mao, Luís Carlos Prestes, Castro, Che Guevara. O triste nisto tudo é ver uma filha mentindo descaradamente para resgatar a vida estúpida do próprio pai. E um cronista que se pretende inteligente caindo na potoca da moça.
Fonte:  Janer Cristaldo

sábado, 24 de novembro de 2012

Óia a Marolinha Aí Gente!!

por Jorge Serrão
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Fato objetivo é que a Justiça fecha o cerco sobre o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É quase certa a intensificação das investigações sobre a relação entre Lula, PT e o banco BMG, no desdobramento do Mensalão (Processo Investigatório 2.474, no STF, em segredo judicial, desde 2007). Para piorar o quadro, ontem a Polícia Federal indiciou, por corrupção ativa, a melhor amiga de Lula: Rosemary Novoa de Noronha, chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, cujo salário é de R$ 11.179,36.
A Presidenta Dilma Rousseff deve esperar o retorno urgente de Lula ao Brasil para exonerar a servidora do coração dele (NR: a "servidora" foi exonerada hoje mesmo, a pedido). Lula terá de se esforçar muito para alegar que a “Doutora Rose” (como é conhecida a indiciada) fez coisas erradas sem que ele soubesse. Certamente, com o cinismo costumeiro, Lula alegará que “foi traído” pela Rose. A mentira ficará inviabilizada porque, nos bastidores petistas, todo mundo sabe que Rose talvez só seja menos importante para Lula que a ex-primeira dama Mariza Letícia. Literalmente, Lula tomou ontem um tiro no coração.
Em ação surpreendente, que pegou o governo Dilma de saia curtíssima, a Polícia Federal, cumprindo ordens da Justiça Federal, promoveu a Operação Porto Seguro. A PF constatou que Rose era uma das cabeças um esquema de fraudes em pareceres técnicos feitas por agências reguladoras e órgãos federais, para favorecer empresas parceiras. Em troca, Rosemary receberia agrados, como viagens e até camarotes em carnaval. A PF investiga se rolava grana também nos esquemas de tráfico de influência.
Dilma promoveu ontem à tarde uma sessão de esculacho nos ministros José Eduardo Cardozo, da Justiça, e no Advogado-Geral da União, Luis Inácio Adams. Além do gravíssimo indiciamento da chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, a PF também indiciou ninguém menos que o segundo homem na hierarquia da AGU: José Weber Holanda Alves. Será que o Luis Inacio (com S) repetirá a costumeira artimanha do Luiz Inácio (com Z), alegando que nada sabia sobre o que seu imediato fazia de errado? Alves deve ser detonado por Dilma.
Doutora Rose era poderosa. Na década de 90, foi assessora de José Dirceu de Oliveira e Silva. Naquela época, conheceu Luiz Inácio. Rose começou a trabalhar no governo Lula em 2003 como assessora especial do gabinete da Presidência em São Paulo. Em 2005, virou a “Doutora Rose", ao ser nomeada chefe de gabinete do escritório regional da Presidência, na Avenida Paulista. Rosemary é tão ligada a Lula que costumava participar da maioria de suas viagens internacionais, nos oito anos de governo. 
O escândalo é pesadíssimo e envolve vários órgãos do governo. Foram indiciados 12 servidores da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), da ANAC, da Superintendência do Patrimônio da União (SPU), do Tribunal de Contas da União (TCU), da Advocacia Geral da União (AGU) e do Ministério da Educação (MEC). A organização criminosa atuava também agilizando processos em órgãos públicos e fraudando documentos em troca de dinheiro e vantagens. Esses pareceres fraudados eram usados por empresas interessadas em processos de licitação junto ao governo.
Foram presas seis pessoas: os irmãos Paulo Rodrigues Vieira, diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Rubens Carlos Vieira, diretor de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e Marcelo Rodrigues Vieira, também da ANAC. Os irmãos Vieira foram indicados por Rosemary Novoa de Noronha – indiciada por corrupção ativa. Também foram presos o empresário Marco Antonio Negrão Martorelli, Carlos César Floriano e Patricia Santos Maciel de Oliveira.
Entre os famosos, a PF indiciou José Weber Holanda Alves, o segundo da Advocacia-Geral da União (AGU), e o ex-senador Gilberto Miranda Batista.Também foram indiciados: Esmeraldo Malheiros Santos, consultor jurídico do MEC, e Márcio Alexandre Barbosa Lima, do banco de dados do ministério, foram indiciados, assim como Lucas Henrique Batista (Correios). Da ANTAQ foram indiciados Enio Dias Soares, chefe de gabinete e Glauco Alves Cardoso Moreira. Evangelina de Almeida Pinho, assessora da Secretaria de Patrimônio da União, também entrou na dança.
A investigação da PF começou em março de 2011, depois que um servidor do TCU procurou a PF para relatar que integrantes de um esquema lhe ofereceram R$ 300 mil para que elaborasse um parecer técnico em benefício de uma empresa do setor portuário. O servidor contou que recebeu R$ 100 mil e fez o parecer. No entanto, como ficou arrependido, devolveu o dinheiro para o corruptor e procurou a PF em São Paulo para denunciar o esquema. A casa começou a cair.
Doutora Rose, a amiga de Lula
O superintendente da PF em São Paulo, Roberto Troncon Filho, será alvo de grandes pressões. A próxima fase será pedir a autorização da Justiça para o compartilhamento das provas da investigação com as corregedorias dos órgãos envolvidos para que possam aplicar suas medidas administrativas. O superintendente já aliviou a barra do governo Dilma, alegando que os servidores agiam por conta própria e que não houve conivência dos órgãos, que ajudaram nas investigações.
 O negócio é tão delicado que, no final da manhã de ontem, a Polícia Federal divulgou um resumo das investigações, como costuma fazer em todas as operações, mas não mencionou o escritório da Presidência entre os alvos de buscas e apreensão de documentos. Só no começo da tarde, quando o Alerta Total divulgou, em primeira mão, que o o alvo tinha sido o gabinete da Doutora Rose, o escândalo se tornou público. Delegados da PF fizeram cópias dos arquivos pessoais da “Doutora Rose”. O telefone celular funcional dela também teria sido apreendido pelos agentes. O grande risco é que haja fotos comprometedoras nos arquivos do telefone e do computador da servidora.
A conclusão mais objetiva de todo esse rolo é: o Porto está nada Seguro para Luiz Inácio e sua turma...
Fonte:  Alerta Total
COMENTO:  Na mais recente patifaria governamental descoberta está sendo dada ênfase ao fato da tal Rose ser amiguinha do Cachaceiro. Me parece que esse fato ocorre para abafar outro mais grave: a participação de José Weber Holanda Alves, o segundo na hierarquia da AGU. De acordo com a imprensa, é a segunda vez que ele é pego com a mão na botija. Em julho/agosto de 2003, o MPF, a PF, a CGU e o Tribunal de Contas da União investigavam a participação ilegal dele em transações imobiliárias, contratações de serviços e processos de cobrança de devedores.  A lista de seus supostos "malfeitos" pode ser lida no Correio Braziliense - 22 Jul 2003. Ainda em 2003, o TCU o responsabilizou com outros ex-dirigentes do INSS por irregularidades em um convênio assinado pelo órgão com o CETEAD da Bahia, entre 1998 e 2000 (o processo foi considerado "prescrito"). Em 2009, o recém-nomeado advogado-geral da União, Luís Inácio Adams já o queria como seu adjunto, mas Dilma Rousseff, Chefe da Casa Civil, vetou a indicação. Então, por indicação de José Dirceu, o ilibado aquele, ele foi nomeado Procurador Geral da UnB, pelo então reitor Timothy Mulholland, aquele outro impoluto. Em julho de 2010, Adams insistiu em colocar José Weber como seu substituto na AGU. A nomeação foi autorizada por Erenice Guerra, aquela outra imaculada. Como se vê, o destino espalha, mas eles se juntam.  O problema maior é que Luís Inácio Adams é candidato a uma vaga no STF. Poderá ele justificar sua insistência em ter José Weber em sua proximidade?
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Sobre a Era Medieval

O Estado de S.Paulo
Editorial - 21.11.2012
A parte mais sensível do corpo humano é o bolso. Valendo esse "princípio", nos crimes contra o patrimônio público, mais importante do que colocar o meliante na cadeia é "recuperar os valores desviados". Por isso, em vez de mandar para a prisão os condenados no escândalo do mensalão, o STF deveria se preocupar em impor-lhes pesadas multas pecuniárias e a obrigação de devolver aos cofres públicos os valores desviados.
Trata-se de uma visão "contemporânea" do direito penal, em oposição à prática "medieval" de privar da liberdade quem não cometeu nenhum ato de violência física contra terceiros, limitando-se a meter a mão no que não lhe pertence. 
É no que acredita o ministro Dias Toffoli, que, depois de, durante três meses e meio, ter-se limitado a dizer "acompanho o revisor" para absolver ou amenizar as penas dos réus da Ação Penal 470 - inclusive de seu antigo chefe José Dirceu e dos demais ligados ao PT -, em sessão plenária da semana passada se propôs a iluminar a mentalidade retrógrada da maioria de seus pares, exortando-os a se darem conta de que "as penas restritivas da liberdade que estão sendo impostas neste processo não têm parâmetros contemporâneos no Judiciário brasileiro".
Numa demonstração de generosa tolerância com o papel desempenhado por seu jovem e até então silente par no processo do mensalão, nenhum ministro se deu ao trabalho de apartear ou aduzir considerações à extravagante manifestação. Mas alguém deveria ter chamado a atenção para o fato de que o vibrante libelo poderia ser interpretado não como um sopro de contemporaneidade, mas como a reafirmação da crença arraigada na mentalidade das "elites" de que "gente importante não vai para a cadeia".
De fato, seria o melhor dos mundos para os corruptos travestidos em homens públicos a definitiva consagração, pela ordem jurídica, do princípio de que, uma vez apanhados com a boca na botija, basta arcar com pesadas multas e o ressarcimento dos desfalques para que a justiça seja feita e eles continuem livres para locupletar-se com negócios escusos. Quanto aos ladrões de galinha, dura lex, sed lex...
A intervenção de Dias Toffoli insere-se num contexto inegavelmente político em que o PT, na tentativa de se eximir de culpa pelo escândalo do mensalão, articula pronunciamentos individuais destinados a transferir para o "sistema" a responsabilidade por todos os males que assolam o País.
Não terá sido mera coincidência o fato de, no momento em que a exacerbação da violência urbana intranquiliza São Paulo, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ter usado a mesma expressão utilizada pelo ministro Toffoli - "medieval" - para criticar o sistema penitenciário, por cuja precariedade o governo federal também é responsável, ao lado das administrações estaduais.
Ao proclamar dramaticamente que preferiria morrer a ter que cumprir pena nas prisões brasileiras, Cardozo expôs um quadro certamente realista das condições do aparato prisional em todo o País, mas furtou-se a entrar em detalhes quanto à responsabilidade de seu próprio Ministério que, como revelou o Estado (15/11), investe no problema menos de 1% dos recursos orçamentários previstos para esse fim.
De qualquer modo, o perfil "medieval" de muitas das instituições nacionais que tanto escandaliza Toffoli e Cardozo - pois essa condição não é exclusividade de aspectos do ordenamento jurídico ou da rede penitenciária - não pode ser dissociado do fato de que há quase 10 anos o PT exerce ampla hegemonia política no plano federal.
Esses males têm raízes solidamente fincadas na persistência entre nós de um enorme déficit de consciência política sobre o qual é enorme a responsabilidade de um governo que prefere botar a culpa de todos os males nas "elites", onde hoje tem seus principais aliados.
O lulopetismo prefere trabalhar na sempre desejável proliferação de consumidores - o que dá voto - do que na indispensável formação de verdadeiros cidadãos, o que só é possível com pesados investimentos de longo prazo em educação - e bons exemplos. O mais é, de fato, tudo muito "medieval", como querem os petistas.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Estatuto Penitenciário - Mais uma PaTifaria!

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Efetivamente os patifes perderam todo o senso de pudor e respeito pelos cidadãos. Vejamos o discurso do Deputado Federal Jair Bolsonaro, feito no dia 21 Nov 2012, denunciando um projeto de lei - provavelmente elaborado pelo Marcola, com assessoria do Fernandinho da Beira Mar -  apresentado por um pulha colocado na Câmara dos Deputados por eleitores da mesma laia, que pactuam com esse tipo de coisa. 
Assistam o vídeo. São só três minutos. 
E o pior é que tal projeto, como outros de "interesse do governo" não tem trâmite igual aos demais projetos de lei que são examinados em diversas Comissões do Legislativo Nacional. Este tal PL 2230/2011 está tramitando em uma "Comissão Especial" criada especificamente para analisá-lo (e aprová-lo). Depois, é só enfiar junto com outros projetos a serem aprovados por "acordo de liderança" para destrancar a fila de assuntos a serem analisados. Aí a merda já foi feita.  


Realmente, como lembrou Nelson Jobim, citando outro Nelson, o Rodrigues: "Ele dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos. O que se percebe hoje, é que os idiotas perderam a modéstia."
Jobim foi comedido ao tratar os canalhas por "idiotas". Não são idiotas, são vivaldinos sem escrúpulos. E eu acrescento, além da modéstia, perderam todo e qualquer resquício de vergonha!
Já passou da hora dos cidadãos com um mínimo de escrúpulos começarem a por fim nessa putaria geral. Não adianta esperar pelas Forças Armadas. Estas já foram anuladas pela cooptação de seus chefetes. Via judicial, também não adianta nada. O Judiciário está abarrotado de processos de ladrões de galinhas. 
O negócio é partir para o pau logo, antes que desarmem todos os cidadãos. Temos que reagir enquanto é tempo, para não termos que lutar puramente pela sobrevivência. Acorda Brasil!
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Guarani Kaiowá de Boutique

por Luiz Felipe Pondé,
As redes sociais são mesmo a maior vitrine da humanidade, nelas vemos sua rara inteligência e sua quase hegemônica banalidade. A moda agora é "assinar" sobrenomes indígenas no Facebook. Qualquer defesa de um modo de vida neolítico no Face é atestado de indigência mental.
As redes sociais são um dos maiores frutos da civilização ocidental. Não se "extrai" Macintosh dos povos da floresta; ao contrário, os povos da floresta querem desconto estatal para comprar Macintosh. E quem paga esses descontos somos nós.
Pintar-se como índios e postar no Face devia ser incluído no DSM-IV, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.
Desejo tudo de bom para nossos compatriotas indígenas. Não acho que devemos nada a eles. A humanidade sempre operou por contágio, contaminação e assimilação entre as culturas. Apenas hoje em dia equivocados de todos os tipos afirmam o contrário como modo de afetação ética.
Desejo que eles arrumem trabalho, paguem impostos como nós e deixem de ser dependentes do Estado. Sou contra parques temáticos culturais (reservas) que incentivam dependência estatal e vícios típicos de quem só tem direitos e nenhum dever. Adultos condenados a infância moral seguramente viram pessoas de mau-caráter com o tempo.
Recentemente, numa conversa profissional, surgiu a questão do porquê o mundo hoje tenderia à banalidade e ao ridículo. A resposta me parece simples: porque a banalidade e o ridículo foram dados a nós seres humanos em grandes quantidades e, por isso, quando muitos de nós se juntam, a banalidade e o ridículo se impõem como paisagem da alma. O ridículo é uma das caras da democracia.
O poeta russo Joseph Brodsky no seu ensaio "Discurso Inaugural", parte da coletânea "Menos que Um" (Cia. das Letras; esgotado), diz que os maus sentimentos são os mais comuns na humanidade; por isso, quando a humanidade se reúne em bandos, a tendência é a de que os maus sentimentos nos sufoquem. Eu digo a mesma coisa da banalidade e do ridículo. A mediocridade só anda em bando.
Este fenômeno dos "índios de Perdizes" é um atestado dessa banalidade, desse ridículo e dessa mediocridade.
Por isso, apesar de as redes sociais servirem para muita coisa, entre elas coisas boas, na maior parte do tempo elas são o espelho social do ridículo na sua forma mais obscena.
O que faz alguém colocar nomes indígenas no seu "sobrenome" no Facebook? Carência afetiva? Carência cognitiva? Ausência de qualquer senso do ridículo? Falta de sexo? Falta de dinheiro? Tédio com causas mais comuns como ursinhos pandas e baleias da África? Saiu da moda o aquecimento global, esta pseudo-óbvia ciência?
Filosoficamente, a causa é descendente dos delírios do Rousseau e seu bom selvagem. O Rousseau e o Marx atrasaram a humanidade em mil anos. Mas, a favor do filósofo da vaidade, Rousseau, o homem que amava a humanidade, mas detestava seus semelhantes (inclusive mulher e filhos que abandonou para se preocupar em salvar o mundo enquanto vivia às custas das marquesas), há o fato de que ele nunca disse que os aborígenes seriam esse bom selvagem. O bom selvagem dele era um "conceito"? Um "mito", sua releitura de Adão e Eva.
Essas pessoas que andam colocando nomes de tribos indígenas no seu "sobrenome" no Face acham que índios são lindos e vítimas sociais. Eles querem se sentir do lado do bem. Melhor se fossem a uma liquidação de algum shopping center brega qualquer comprar alguma máquina para emagrecer, e assim, ocupar o tempo livre que têm.
Elas não entendem que índios são gente como todo mundo. Na Rio+20 ficou claro que alguns continuam pobres e miseráveis enquanto outros conseguiram grandes negócios com europeus que, no fundo, querem meter a mão na Amazônia e perceberam que muitos índios aceitariam facilmente um "passaporte" da comunidade europeia em troca de grana. Quanto mais iPad e Macintosh dentro desses parques temáticos culturais melhor para falar mal da "opressão social".
Minha proposta é a de que todos que estão "assinando" nomes assim no Face doem seus iPhones para os povos da floresta.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Civilização!

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1. Imagens que chocam o mundo!
a. Soldados do Exército norte americano urinam em cadáveres de talibãs
Em janeiro de 2012, o Exército americano anunciou ter aberto uma investigação para apurar a atuação de soldados americanos em ação no Afeganistão. No vídeo, pode-se ouvir um dos soldados que urina sobre os cadáveres dizer em inglês "passem um bom dia, meus caros".
Autoridade do Departamento da Defesa comentou que pelo tipo de capacete e das armas vistas nas imagens, os soldados americanos envolvidos no escândalo pertencem a um grupo de atiradores de alta precisão. Esse tipo de comportamento contraria o Código da Justiça Militar americana.
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b. Soldados americanos com símbolo nazista
Em mais uma imagem polêmica, dez homens da Marinha aparecem armados e com trajes militares ao lado de duas bandeiras: uma dos EUA e outra nazista, com o símbolo da SS. A foto foi tirada em setembro de 2010, mas caiu na rede nesta semana (fevereiro de 2012), causando revolta entre internautas.
Os soldados não serão castigados. Segundo o canal de televisão Fox, os homens teriam confundido o significado da bandeira. Para eles, o símbolo da SS era na verdade uma abreviação da palavra sniper scouts (algo como francoatiradores de escolta, em tradução livre).
Fonte:  YAHOO Notícias

2. Imagens que não chocam o mundo!
a. A Batalha de Mogadíscio
Em 1993, tropas norte americanas atuavam na Somália, e atiradores somalis conseguiram abater dois helicópteros yankees. O resgate dos sobreviventes gerou o episódio conhecido como a "Batalha de Mogadíscio", que deu origem a livros e a um famoso filme - "Black Hawk Down" ou "Falcão Negro em Perigo" - e durou praticamente um dia inteiro.  Dezoito soldados estadunidenses morreram, 73 ficaram feridos, e do lado somali, mais de mil mortos e três mil feridos.
Os corpos dos soldados mortos na queda dos helicópteros foram despidos e arrastados pela população. 




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b. Palestinos acusados de colaborar com Israel são executados em Gaza
Seis palestinos acusados de colaborar com Israel foram executados nesta terça-feira na Cidade de Gaza, informaram testemunhas, que acrescentaram que o braço militar do Hamas havia reivindicado as execuções em mensagens presas nos corpos.

"Homens armados em um micro-ônibus foram ao bairro, colocaram os seis homens para fora e os mataram sem sair do veículo", contaram as testemunhas à AFP. Um dos cadáveres chegou a ser amarrado em uma moto e arrastado pelas ruas de Gaza.
Na sexta-feira, membros do braço armado do Hamas, no poder em Gaza, executaram um homem acusado de colaborar com Israel, segundo fontes palestinas.
Em virtude da legislação palestina, qualquer pessoa considerada culpada de colaborar com o ocupante pode ser condenada à pena de morte.
Fonte:  Zero Hora
COMENTO:  ninguém pode pensar que urinar em cadáveres seja uma atitude normal. Nem mesmo a raiva de ter companheiros mortos ou feridos pelos inimigos pode justificar esse desrespeito. Por outro lado, o nazismo e seus símbolos foram considerados malditos por boa parte da sociedade moderna por ter provocado o terrível genocídio denominado II Guerra Mundial. Os crimes provocados por outra filosofia infame, o comunismo, poucos se atrevem criticá-los. A suástica e seus derivados são satanizados. O dístico da  foice junto ao martelo reina impune e altaneiro. A ojeriza aos dísticos nazistas provoca repulsa e protestos até mesmo a uma bandeira contendo duas letras "S" estilizadas. É o ridículo do "politicamente correto" agindo. Por outro lado, a ação de somalis ou de palestinos arrastando cadáveres é minimizada pela grande imprensa. Pouco se leu, viu ou ouviu de críticas à violência contra os cadáveres dos soldados yankees na Somália. Buscando na grande rede mundial, encontra-se até justificativas de que é uma "manifestação cultural" o vilipêndio dos inimigos mortos. Ontem, diversos jornais publicaram a foto de um defunto palestino sendo arrastado por uma moto. É a guerra. É a selvageria. Mas me parece pior a tentativa de justificação: qualquer colaborador com o ocupante pode ser condenado à morte. Ter os despojos arrastados pela rua deve ser uma pena assessória cultural. Eis o bicho gente vivendo em pleno 21º século de civilização!
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Deletéria e Abominável Proposta

por Carlos Chagas
Suponhamos um banqueiro, um empreiteiro, um ministro ou um parlamentar instalados em seus gabinetes refrigerados, tramando e operando contra os cofres públicos e contra a sociedade. Um envia para o exterior montanhas de dólares amealhados de forma criminosa, mancomunado com clientes privilegiados, igualmente bandidos. Outro multiplica os preços das obras contratadas e pouco executadas, distribuindo propinas para altos e baixos funcionários estatais aceitarem suas propostas. Este favorece quadrilhas empenhadas em burlar o Direito e o interesse público em troca de polpudas comissões. Aquele vota leis imorais em favor de grupos aos quais está ligado ou até chefia, beneficiando aglomerados partidários.
Vamos que sejam todos flagrados, identificados, investigados e punidos pela Justiça. Hipótese, aliás, muito remota, não obstante os trabalhos do Supremo Tribunal Federal em torno do mensalão. A pergunta refere-se a quantos cidadãos e quantas instituições viram-se prejudicados por tantos crimes praticados sem que seus responsáveis tenham movimentado mais do que suas canetas e seus computadores. Sem qualquer violência física. Importa verificar que a nação inteira perde com a roubalheira. Que todo mundo é sacrificado.
Por conta disso, devem receber só penas alternativas, jamais de privação da liberdade? Cadeia, segundo linha de pensamento agora em discussão, deve restringir-se aos que utilizam a violência, sequestrando, assaltando, matando e depredando?
Convenhamos, se isso acontecer, será mais uma evidência daquilo que desde os filósofos pré-socráticos vem sendo denunciado como a grande farsa das elites: a lei é feita por elas como forma de dominarem as massas, impondo suas benesses e suas prerrogativas. Coisa dos fortes para dominarem os fracos. Numa palavra: prisão para os ladrões de galinha, liberdade para os ladrões da sociedade.
O que assusta, mais até do que indignar, é ver essa corrente engrossada nos últimos dias pela palavra de juristas e de pensadores. Claro que estão, uma vez mais, blindando-se e seguindo na tradição milenar de que a lei serve para protegê-los, se são eles os seus autores. Transcendem da discussão sobre a finalidade da pena, se ela deve existir para reparar o passado ou para prevenir o futuro. Para os poderosos, nem uma coisa nem outra.
Pagando multas, ficarão imunes a qualquer outra condenação. Prontos para continuar na mesma atuação abominável e deletéria. Por isso, não se incomodavam com a lastimável condição de nossas penitenciárias. Agora que a sombra do encarceramento cobre uns poucos mensaleiros, surge o debate sobre a animalidade das prisões, mas apenas como chamariz da iniciativa fundamental: para que destinar à cadeia banqueiros, empreiteiros, ministros ou parlamentares, se eles não colocaram em risco a integridade física de ninguém? Melhor deixá-los em casa…

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Perguntinha a Quem Interessar Possa

por Janer Cristaldo
Leitores mais antigos devem lembrar de uma velha piadinha. Um candidato a prefeito insistia em sua plataforma em reformas das prisões e nada falava sobre educação. Interrogado sobre seus critérios, foi curto e grosso: "Da escola, já escapei".
Após as últimas condenações dos mensaleiros, o PT tem se parecido ao prefeito da piada. De repente, seus defensores descobriram o horror do sistema prisional brasileiro. O ministro Dias Toffoli, que tem sido mais advogado que juiz dos réus petistas, defendeu, na sessão da última quarta-feira do julgamento do mensalão, que o Supremo Tribunal Federal (STF) inove ao punir os réus com o pagamento de multas pesadas, em vez de condená-los a muitos anos de cadeia.As penas restritivas de liberdade que estão sendo impostas neste processo não tem parâmetros no judiciário contemporâneo brasileiro”, criticou. Segundo ele, “prisão combina com idade média”. E foi mais longe: “Os parâmetros de hoje não são aqueles da época de Torquemada, da época das condenações às fogueiras”.
O ministro exagera. Torquemada era mais adepto de uma boa fogueira do que a curtas e quase simbólicas penas em regime fechado. O responsável maior do mensalão, por exemplo, foi condenado teoricamente a dez anos e dez meses de prisão. Teoricamente. De fato, só cumprirá um ano e nove meses de prisão firme. Se cumprir. Pois apesar de o julgamento pelo STF não admitir recursos, há muita gente manobrando neste sentido, falando inclusive em recorrer a tribunais internacionais. O que relegaria o cumprimento da pena para o dia de São Nunca. Sem falar que a tese do ministro é de uma generosidade divina: o bandido rouba e se devolver o roubado fica tudo como dantes no quartel de Abrantes. 
Não sei se o leitor lembra, mas até bem pouco tempo o PT defendia a tese de que a corrupção é mais grave que o latrocínio. Pois se um assaltante matava um, a ação do corrupto matava muitos, no sentido em que subtraía um dinheiro que era vital para escolas, hospitais, programas de saúde. De repente, não mais que de repente, líderes petistas se espantam que seus companheiros, que não mataram ninguém, sejam condenados a penas bem maiores que muito assassinos, como foi o caso de Marcos Valério. Nada como uma sentença para mudar a cabeça de um petista.
De repente, a Idade Média virou referência. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, classificou o sistema prisional do país de “medieval” e disse que “preferia morrer a passar muito tempo preso no país”. Ele sustentou que a corte precisa sinalizar às instâncias inferiores e à sociedade que existem alternativas à banalização da cadeia. No caso específico dos crimes financeiros, sem uso de violência, alternativas mais contemporâneas e até mesmo eficientes. “Já ouvi leituras dizendo que o pedagógico é mandar para a cadeia, mas o pedagógico é recuperar o dinheiro”, acrescentou. 
Segundo o ministro, as penas fixadas pelo STF para os réus do mensalão ultrapassam até mesmo as arbitradas no país para assassinos e latrocidas. Crimes contra a vida são apenados com penas menores do que essas pessoas aqui, que não acarretam risco para a segurança, acrescentou. Para ele, os condenados do “mensalão” não representam risco nenhum para a ordem pública ou para as instituições democráticas, como foi dito e reafirmado na corte. “O motivo desses crimes era o vil metal. Que se pague com o vil metal”, defendeu. 
Quem disse que o motivo dos crimes era o vil metal? O vil metal foi apenas o instrumento usado pelo governo para domesticar o congresso e legislar a seu talante. Foi a tentativa de instaurar uma ditadura travestida de democracia, no melhor estilo do PRI mexicano. Tampouco é verdade que as penas ultrapassem até mesmo as arbitradas no país para assassinos e latrocidas. Ultrapassaram no caso dos operadores do mensalão. No caso dos mentores, os juízes foram bem mais lenientes.
Na falta de provas para condenar o mentor da compra de votos, os togados do STF recorreram a uma tese alemã, a do domínio dos fatos, segundo a qual considera-se autor não apenas quem executa um crime, mas quem tem ou poderia ter, devido a sua função, capacidade de decisão sobre sua realização. Em nota divulgada pela direção do partido, os petistas foram rápidos em associá-la ao nazismo. "O STF deu estatuto legal a uma teoria nascida na Alemanha nazista, em 1939, atualizada em 1963 em plena Guerra Fria e considerada superada por diversos juristas".
O PT sempre dominou a novilíngua orwelliana. Tem-se a impressão que a teoria do domínio dos fatos é obra de nazistas. O que o PT omite é que a tese foi elaborada exatamente combater o nazismo. E, neste sentido, adapta-se como uma luva ao julgamento de um partido cujos líderes julgam-se acima de toda e qualquer lei. 
Audace, toujours de l’audace et encore de l’audace, monsieurs les Juges. Estão faltando provas para pôr no fundo das grades o grande beneficiado pela tramóia toda. Por que não dirigir as acusações ao capo di tutti i capi? Chefes não costumam deixar vestígios. Por que não o domínio dos fatos nele?
Fonte:  Janer Cristaldo

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A Rotina dos “Apaguinhos” de Energia

por Heitor Scalambrini Costa
A promessa de que o processo de privatização do setor elétrico, em particular das distribuidoras de energia elétrica favoreceria a concorrência e assim ofereceria melhor qualidade dos serviços e a modicidade nas tarifas, acabou sendo uma enorme decepção para aqueles que nutriram esperanças na transferência da gestão pública para a privada.
Hoje com as distribuidoras 100% privatizadas, a tarifa paga pelo consumidor brasileiro é uma das mais caras do mundo. E a qualidade dos serviços deteriora ano a ano com os sucessivos “blecautes” atingindo vários estados brasileiros, quer por problemas na geração, como também na transmissão da energia. A justificativa das autoridades do setor, que enxergam o consumidor como “bobo da corte”, recaem quase sempre sobre fenômenos naturais (temporal, enchentes ou seca) e/ou falhas humanas. Todavia o problema é mais grave e teve inicio nas mudanças ocorridas em 1995, quando o setor elétrico passou a ser gerido pelas leis de mercado. Hoje a falta de investimentos em novos equipamentos, na qualificação de pessoal, na fiscalização e essencialmente na gestão do sistema nacional integrado são as principais causas das sucessivas interrupções no fornecimento de energia.
Além do problema que tem suas causas na geração e na transmissão, com ampla repercussão na mídia nacional e internacional, têm-se as recorrentes quedas de energia nas cidades atendidas pelas distribuidoras estaduais, penalizando o consumidor. A fiscalização deste serviço é de responsabilidade da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que conveniada com as Agências Reguladoras Estaduais é quem deveriam monitorar a prestação dos serviços das concessionárias estaduais. 
A ANEEL por sua vez para incentivar a melhoria dos serviços prestados a população, a partir da visão do consumidor residencial, concede anualmente o Premio “Índice AANEEL de Satisfação do Consumidor – IASC” para as concessionárias melhores avaliadas. O IASC é o resultado de uma pesquisa amostral realizada diretamente junto ao consumidor abrangendo a área de concessão das 63 distribuidoras do país. Para esta verificação são realizadas entrevistas com um pequeno número de consumidores de cada distribuidora. Este numero de questionários aplicados depende do numero total de consumidores de cada empresa. No caso da Companhia Energética de Pernambuco, para uma clientela em torno de 3 milhões de consumidores, são 450 questionários para todo o Estado (selecionados alguns municípios), incluindo pouco mais de 100 questionários para Recife.
Em 2011 para concessionárias com mercado maior que 1 TWh, a CELPE foi classificada na 4ª posição entre 33 empresas. O que a coloca a níveis de eficiência que a situam entre as melhores distribuidoras de energia do Brasil. Esta classificação deveria possibilitar uma comparação da qualidade dos serviços prestados pelas concessionárias. Mas não é o que acontece. O ranking foi elaborado com base no Indicador de Desempenho Global de Continuidade (DGC), é que permite avaliar o nível da continuidade dos serviços prestados pela distribuidora (valores apurados de duração e freqüência de interrupções) em relação aos limites estabelecidos para a sua área de concessão (limites determinados pelas resoluções autorizativas da ANEEL). 
As distribuidoras são avaliadas em diversos aspectos do fornecimento de energia elétrica através dos indicadores de continuidade como o DIC que é a duração de interrupção individual por unidade consumidora, ou seja, o intervalo de tempo que, no período de apuração, em cada unidade consumidora ocorreu descontinuidade da distribuição de energia elétrica; o FIC, que é a freqüência de interrupção individual por unidade consumidora, logo o número de interrupções ocorridas, no período de apuração, em cada unidade consumidora; e o DMIC é a duração máxima de interrupção contínua por unidade consumidora, ou seja, o tempo máximo de interrupção contínua de energia elétrica, em uma unidade consumidora. 
Os indicadores FIC, DIC e DMIC são estampados na fatura de energia elétrica enviada ao consumidor, em um pequeno quadro “Duração e Freqüência das Interrupções”. São mostrados o valor apurado pela companhia (mensal e trimestral) e os limites máximos autorizados pela ANEEL  O que chama a atenção é que os valores apurados pela CELPE são imutáveis. Mesmo tendo o consumidor verificado naquele mês um maior número de interrupções do que o mês anterior, esta situação não modifica os valores apurados e indicados na fatura. Lembrando que na fatura é também informado que o cliente poderá a vir a ser compensado quando há violação em relação aos índices pré-estabelecidos pela ANEEL.  Todavia a falta de credibilidade dos índices apontados pela companhia é total, e não serve para o consumidor verificar se houve ou não descumprimento na prestação do serviço, e assim poder reivindicar seu direito de consumidor. 
O caso de Pernambuco é emblemático, pois é grande a freqüência das interrupções no abastecimento de energia ocorridas não só na capital, como nas cidades interioranas. Já algum tempo a queda de energia nos bairros de Recife e em outras cidades atendidas tornou uma rotina, mas infelizmente estes episódios não têm a visibilidade de um apagão atingindo vários estados brasileiros ao mesmo tempo. Mas que não são menos importantes, pois os chamados “apaguinhos” trazem os mesmos problemas e transtornos. Os jornais, as rádios e os órgãos de defesa do consumidor são quem reverberam as denúncias e a insatisfação do consumidor pernambucano.
A situação atingiu tal nível de insatisfação que até o atual governador, em um momento raro de defesa dos interesses da população, acusou publicamente a empresa de “não gostar de pobre”. Este fato ocorreu na solenidade de lançamento do Programa Chapéu de Palha no município de Afogados da Ingazeira (380 km de Recife). Neste dia, fez sérias acusações a CELPE de não fazer obras para os pobres, acusando-a de boicotar ações contra a seca, atrasando obras dos Governos Federal e Estadual, apesar de ter lucrado em 2011 mais de R$ 400 milhões, e de ter enviado seus lucros para a Espanha. Também criticou a imprensa, por não denunciar a CELPE por ser uma forte anunciante desses veículos. Pura retórica populista.
É bom que se diga, que não é somente com a prestação de serviços elétricos que o cidadão sofre “as duras penas”, mas também com a qualidade dos serviços de água e esgoto, na área de saúde, telefonia, com as companhias aéreas, entre outras. Reclamar a quem? Só se for ao Bispo de Itu, pois as autoridades responsáveis, não estão nem ai. Fazem de conta que o problema não existe. Vivem em outro planeta.
Heitor Scalambrini Costa é Professor da
 Universidade Federal de Pernambuco. 
Fonte:  Alerta Total
COMENTO:  a omissão de informações relatada não se restringe a Pernambuco. Se os "contribários" (contribuintes otários) de Brasília verificarem suas faturas de energia elétrica, verificarão que, apesar dos inúmeros cortes de energia ocorridos no mês de outubro - que foram, inclusive, notícia em âmbito nacional - os indicadores DIC e FIC constarão zerados, indicando não ter ocorrido nenhuma falha no fornecimento de energia elétrica. Assim, não há o que reclamar!