terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Uma Nova Era já Começou

A Europa Morreu: A China faz o Funeral
26 Fev 2011
Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução, uma nova Era já começou!
As pessoas andam um bocado distraídas! Não deram conta que há cerca de três meses começou a Revolução! Não! Não me refiro a nenhuma figura de estilo, nem escrevo em sentido figurado! Falo mesmo da Revolução "a sério" e em curso, que estamos a viver, mas da qual andamos distraídos (desprevenidos) e não demos conta do que vai implicar. Mas falo, seguramente, duma Revolução!
De fato, há cerca de três ou quatro meses começaram a dar-se alterações profundas, e de nível global, em dez dos principais fatores que sustentam a sociedade atual. Num processo rápido e radical, que resultará em algo novo, diferente e porventura traumático, com resultados visíveis dentro de seis a doze meses... E que irá mudar as nossas sociedades e a nossa forma de vida nos próximos quinze ou 25 anos!
... tal como ocorreu noutros períodos da história recente: no status político-industrial saído da Europa do pós-guerra, nas alterações induzidas pelo Vietname/Woodstock/Maio de 68 (além e aquém Atlântico), ou na crise do petróleo de 73.
Estamos a viver uma transformação radical, tanto ou mais profunda do que qualquer uma destas! Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução já começou!
Façamos um rápido balanço da mudança, e do que está a acontecer aos "10 fatores":
1º- A Crise Financeira Mundial: desde há oito meses que o Sistema Financeiro Mundial está à beira do colapso (leia-se "bancarrota") e só se tem aguentado porque os quatro grandes Bancos Centrais mundiais - a FED, o BCE, o Banco do Japão e o Tesouro Britânico - têm injetado (eufemismo que quer dizer: "emprestado virtualmente à taxa zero") montantes astronomicos e inimagináveis no Sistema Bancário Mundial, sem o qual este já teria ruído como um castelo de cartas. Ainda ninguém sabe o que virá, ou como irá acabar esta história !...
2º- A Crise do Petróleo: Desde há seis meses que o petróleo entrou na espiral de preços. Não há a mínima ideia/teoria de como irá terminar. Uma coisa é porém clara, o petróleo jamais voltará aos níveis de 2007 (ou seja, a alta de preço é adquirida e definitiva, devido à visão estratégica da China e da Índia que o compram e amealham!) e começarão rapidamente a fazer sentir-se os efeitos dos custos de energia, de transportes, de serviços. Por exemplo, quem utiliza frequentemente o avião, assistiu há sete semanas a uma subida no preço dos bilhetes de... 50% (leu bem: cinquenta por cento). É escusado referir as enormes implicações sociais deste fator: basta lembrar que por exemplo toda a indústria de férias e turismo de massas para as classes médias (que, por exemplo, em Portugal ou Espanha representa 15% do PIB) irá virtualmente desaparecer em doze meses! Acabaram as viagens de avião baratas (...e as férias massivas!), a inflação controlada, etc...
3º- A Contração da Mobilidade: fortemente afetados pelos preços do petróleo, os transportes de mercadorias irão sofrer contração profunda e as trocas físicas comerciais (que sempre implicam transporte) irão sofrer fortíssima retração, com as óbvias consequências nas indústrias a montante e na interpenetração economica mundial.
4º- A Imigração: a Europa absorveu nos últimos quatro anos cerca de 40 milhões de imigrantes, que buscam melhores condições de vida e formação, num movimento incessante e anacronico (os imigrantes são precisos para fazer os trabalhos não rentáveis, mas mudam radicalmente a composição social de países-chave como a Alemanha, a Espanha, a Inglaterra ou a Itália). Este movimento irá previsivelmente manter-se nos próximos cinco ou seis anos! A Europa terá em breve mais de 85 milhões de imigrantes que lutarão pelo poder e melhor estatuto sócio-economico (até agora, vivemos nós em ascensão e com direitos à custa das matérias-primas e da pobreza deles)!
5º- A Destruição da Classe Média: quem tem oportunidade de circular um pouco pela Europa percebe que o movimento de destruição das classes médias (que julgávamos estar apenas a acontecer em Portugal e à custa deste governo) está de fato a "varrer" o Velho Continente! Em Espanha, na Holanda, na Inglaterra ou mesmo em França os problemas das classes médias são comuns e (descontados alguns matizes e diferente gradação) as pessoas estão endividadas, a perder rendimentos, a perder força social e capacidade de intervenção.
6º- A Europa Morreu: embora ainda estejam a projetar o cerimonial do enterro, todos os Euro-Políticos perceberam que a Europa moribunda já não tem projeto, já não tem razão de ser, que já não tem liderança e que já não consegue definir quaisquer objetivos num "caldo" de 27 países com poucos ou nenhuns traços comuns!... Já nenhum Cidadão Europeu acredita na "Europa", nem dela espera coisa importante para a sua vida ou o seu futuro! O "Requiem" pela Europa e dos "seus valores" foi chão que deu uvas: deu-se há dias na Irlanda!
7º- A China ao assalto! Contou-me um profissional do setor: a construção naval ao nível mundial comunicou aos interessados a incapacidade em satisfazer entregas de barcos nos próximos dois anos, porque TODOS os estaleiros navais do Mundo têm TODA a sua capacidade de construção ocupada por encomendas de navios... da China. O gigante asiático vai agora "atacar" o coração da Indústria europeia e americana (até aqui foi just a joke...). Foram apresentados há dias no mais importante Salão Automóvel mundial os novos carros chineses. Desenhados por notáveis gabinetes europeus e americanos, Giuggiaro e Pininfarina incluídos, os novos carros chineses são soberbos, réplicas perfeitas de BMWs e de Mercedes (eu já os vi!) e vão chegar à Europa entre os 8.000 e os 19.000 euros! E quando falamos de Indústria Automóvel ou Aeroespacial europeia...helás! Estamos a falar de centenas de milhares de postos de trabalhos e do maior motor economico, financeiro e tecnológico da nossa sociedade. À beira desta ameaça, a crise têxtil foi uma brincadeira de crianças! (Os chineses estão estrategicamente em todos os cantos do mundo a escoar todo o tipo de produtos da China, que está a qualificá-los cada vez mais).
8º- A Crise do Edifício Social: As sociedades ocidentais terminaram com o paradigma da sociedade baseada na célula familiar! As pessoas já não se casam, as famílias tradicionais desfazem-se a um ritmo alucinante, as novas gerações não querem laços de projeto comum, os jovens não querem compromissos, dificultando a criação de um espírito de estratégias e atuação comum...
9º- O Ressurgir da Rússia/Índia - para os menos atentos: a Rússia e a Índia estão a evoluir tecnológica, social e economicamente a uma velocidade estonteante! Com fortes lideranças e ambições estratégicas, em cinco anos ultrapassarão a Alemanha!
10º- A Revolução Tecnológica: nos últimos meses o salto dado pela revolução tecnológica (incluindo a biotecnologia, a energia, as comunicações, a nano tecnologia e a integração tecnológica) suplantou todo o previsto e processou-se a um ritmo nove vezes superior à média dos últimos cinco anos!
Eis pois, a Revolução!
Tal como numa conta de multiplicar, estes dez fatores estão ligados por um sinal de "vezes" e, no fim, têm um sinal de "igual". Mas o resultado é ainda desconhecido e... imprevisível.
Uma coisa é certa: as nossas vidas vão mudar radicalmente nos próximos doze meses e as mudanças marcar-nos-ão (permanecerão) nos próximos dez ou vinte anos, forçando-nos a ter carreiras profissionais instáveis, com muito menos promoções e apoios financeiros, a ter estilos de vida mais modestos, recreativos e ecológicos.
Espera-nos o Novo! Como em todas as Revoluções!
Um conselho final: é importante estar aberto e dentro do Novo, visionando e desfrutando das suas potencialidades! ...
Fonte:  Pica na Orelha
COMENTO:  o texto escrito há quase um ano por algum lusitano apresenta um panorama quase caótico. Ele se refere à Europa, mas os resultados, aos poucos, projetam-se para o resto do mundo ocidental. Brasil inclusive!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

China Detém 15% da Produção Brasileira de Nióbio

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Em setembro de 2011, um consórcio chinês formado pelo Taiyuan Iron and Steel Group, o conglomerado financeiro do Citic Group e o Baosteel Group adquiriu, por US$ 1,95 bilhão, 15% da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), maior produtor mundial de nióbio, um metal abundante no Brasil e utilizado em indústrias de automação, nuclear e defesa. A CBMM fica localizada em Araxá, em Minas Gerais.
Segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o Brasil concentra quase 100% da oferta mundial de nióbio. A posição estratégica do país na produção do metal, e a negociação envolvendo a CBMM, levantam a questão a respeito de como o governo e as empresas nacionais lidam com as riquezas naturais brasileiras, levando em conta os próprios interesses estratégicos. O négócio fechado com a China, apesar de polêmico, gerou quase nenhum questionamento em Minas Gerais, ao contrário, por exemplo, da privatização da Vale, ocorrida em 1997, e alvo de um verdadeiro levante popular.
A reportagem do Jornal do Brasil entrou em contato com o Ministério de Minas e Energia (MME) para saber se, com a negocição da CBMM, os interesses nacionais não estariam sendo contrariados. A assessoria de imprensa do MME não respondeu até o momento. Já o governo de Minas Gerais, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que não foi comunicado sobre a venda "por se tratar de uma operação entre entidades privadas".
A reportagem também buscou o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão diretamente vinculado à atividade mineradora. A assessoria de imprensa do DNPM disse que retornaria com informações, mas ainda não o fez.
Questões econômicas e políticas
Segundo o artigo "A questão do nióbio", do administrador de empresas e membro da Liga da Defesa Nacional, Ronaldo Schlichting, publicado pelo jornal A nova democracia, o Brasil se subjuga, e deveria dar mais valor às suas riquezas naturais. Ele lembra que o país detém 98% das reservas mundiais exploráveis de nióbio, e o mundo consome, anualmente, cerca de 37 mil toneladas do minério, totalmente retiradas do território nacional. Em sua opinião, o preço do nióbio refinado, com 99,9% de pureza, tem um preço na Bolsa de Metais de Londres meramente simbólico, já que o Brasil praticamente é o único produtor mundial. Ele chega a dizer que o metal, a este preço, é como "um barril de petróleo vendido a US$ 1".
No texto, Schlichting acusa o governo brasileiro de "negligência com a seriedade das questões", e diz ainda que supostos interesses "escusos" estariam moldando a forma de lidar com o valor do nióbio.
Ao fim de seu artigo, o empresário afirma que "o Brasil está pagando para ter todo o seu nióbio roubado, e que os nossos últimos 'governantes', para não perderem os seus assentos em Davos, Washington, Zurick, Frankfurt, Nova Iorque, Amsterdã e..., vão continuar fiéis discípulos e feitores da pavorosa doutrina da subjugação nacional".
Ásia no Brasil
A CBMM começou a operar em 1955, e pertence ao grupo Moreira Salles. Ela é pioneira na extração, utilização e nas tecnologias do nióbio. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a China aumentou suas importações do metal a uma velocidade anual de 10%, por isso, os negócios duplicaram nos últimos 4 anos.
Ainda, a China compete na compra de nióbio e outros recursos naturais com outros gigantes asiáticos, como Japão e Coreia do Sul, que, em março de 2011, já haviam formado um consórcio de companhias (JFE Holdings, Nippon Steel e Posco, entre outras) para comprar 15% da CBMM por US$ 1,8 bilhão.
Nióbio
O nióbio é um metal bastante raro no mundo, mas abundante no Brasil, e de extrema importância para muitas indústrias. Sua utilização varia, mas a aplicação mais importante do nióbio é como elemento de liga para melhorar propriedades em produtos de aço, especialmente nos aços de alta resistência e baixa liga, além de superligas que operam a altas temperaturas em turbinas das aeronaves a jato. Existem somente três minas de nióbio em todo o mundo.
COMENTO: o assunto nióbio é extremamente importante e a má gestão desse recurso por parte do (des)governo brasileiro tem sido escamoteada pela "grande imprensa" na medida inversa ao tamanho da patifaria (mais uma), isto é, a canalhice é grande mas o noticiário sobre ela é pequeno, ínfimo até. Se quiser ler mais sobre o assunto, só aqui neste blog foram postados diversos textos: como este, este, este e este.
Em 2008, transcrevi um artigo muito elucidativo de Rebecca Santoro sobre a influência do nióbio sobre a questão das reservas indígenas de Roraima.
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domingo, 29 de janeiro de 2012

Em Brasília, governo do PT destrói 450 barracos e prende 29. Fala aí, esquerda seletiva.

Uma megaoperação do Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo do Governo do Distrito Federal removeu 70 famílias e destruiu 450 barracos de uma invasão na Fazenda Sálvia, de propriedade da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério do Planejamento e Gestão. O latifúndio de 306 hectares, localizado na DF-330, entre Sobradinho e Paranoá, estava ocupado desde a última sexta-feira por invasores que se diziam interessados em participar de um programa de reforma agrária.
Na última quarta-feira, a SPU pediu ao Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo que interviesse na área para remover a invasão. Os trabalhos, coordenados pela Secretaria de Ordem Pública e Social (Seops), começaram às 9h50. Um grupo de 450 homens, formado por policiais militares, civis e federais, fiscais da Agência de Fiscalização do DF (Agefis) e da SPU e bombeiros foi destacado para a retirada. Os servidores da Agefis derrubaram os 450 barracos e tiveram o auxílio de três tratores. Caminhões do Serviço de Limpeza Urbana do DF (SLU) retiraram o lixo do local.
Durante a desocupação, a Delegacia do Meio Ambiente (Dema) prendeu 29 pessoas acusadas de invadir com intenção de ocupar terras da União, crime descrito no artigo 20 da Lei nº 4.947, de 1966. As penas para quem comete o delito são de seis meses a três anos de prisão. Cada um dos acusados poderá responder em liberdade, caso uma fiança de R$ 1 mil seja paga. Três pessoas também responderão pelo crime de desacato a autoridade, descrito no artigo 331 do Código Penal. As penas são de seis meses a dois anos. Leia mais no Correio Braziliense. 
COMENTO:  Pinheirinho no outros é refresco. E aí Presidente Dilma e "cumpanherada", não vão chamar de 'barbárie'essa desocupação? Não vão comentar a falta de preparação de um lugar para alojarem os desalojados? E aí, ministra Maria da Foice e Martelo, ops, do Rosário, a senhora acredita que, como em SP, essa desocupação aconteceu sem a preocupação com de salvaguardar o direito das famílias? Não é que eu seja a favor de "ocupações", mas me preocupa o silencio da "grande imprensa", particularmente a televisiva, logo após o espetáculo que fizeram com o caso de SP, como se o cumprimento de ordem judicial fosse crime.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Baviera Enxuga Gelo

por Janer Cristaldo
Não passa ano sem que alguma autoridade ou governo ressuscite Hitler. Desta vez, foi o governo da Baviera, que quer impedir a publicação de Mein Kampf, alegando ter os direitos sobre a obra (exceto nos Estados Unidos e no Reino Unido) do ditador. É o que leio nos jornais.
A editora britânica Albertas deve começar a vender, no fim do mês e em bancas de jornal da Alemanha, três edições de 16 páginas cada uma com excertos do livro de Hitler acompanhados de comentários críticos. A publicação terá uma tiragem de 100 mil exemplares e será encartada na revista Zeitungszeugen, da mesma editora, que traz capas de jornais nazistas que circularam entre 1920 e 1930 - também com uma análise.
Aqui no Brasil, toda a vez que algum editor pensa em publicar Mein Kampf, há toda uma grita generalizada entre judeus. Ora, proibir a publicação deste livro é de certa forma proibir o estudo do nazismo. Como entender o anti-semitismo sem ler Hitler? Quanto a incitações ao genocídio, o livrinho de Hitler é café pequeno diante da Bíblia. Se Hitler quer exterminar os judeus, os judeus, a mando de Jeová, exterminaram todos os povos que habitavam a Terra Prometida. Isto é, o Lebensraum judaico, se me é permissível a ironia.
Na Torá, encontramos incitações ao genocídio a toda hora. Javé ordena Israel a matar os amorreus, heteus, ferezeus, cananeus, heveus, jebuseus, mais tribos do que massacrou Maomé. O bom deus dos judeus e cristãos manda massacrar, arrasar, degolar, destruir cidades, matar tudo que respire. Quanto a ódio aos judeus, só o santo homem Moisés mandou degolar três mil judeus. No Novo Testamento, no Apocalipse, o Cordeiro volta para exterminar o que sobrou da humanidade.
Outro livrinho que também deveria ser proibido, se é que se pode proibir algum livro por incitação ao genocídio, é o Alcorão. Maomé que também ordenou grandes degolas, deve ter-se inspirado na Bíblia. “Matai os idólatras”, diz a surata 9:5. “Matai-os onde quer que os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a perseguição é mais grave do que o homicídio. Não os combatais nas cercanias da Mesquita Sagrada, a menos que vos ataquem. Mas, se ali vos combaterem, matai-os. Tal será o castigo dos incrédulos”, diz outra surata, a 2:191. Há ainda um hadith que proclama: “Fazei guerra, com sangue e extermínio, a todos que não crêem em Alá. Quando encontrardes com os infiéis, matai-os”.
Isso sem falar na abundante bibliografia que ainda existe no mundo todo, incensando assassinos em massa como Stalin e Mao e assassinos menores como Fidel ou Che Guevara. Durante boas décadas do século passado, Stalin e Mao – que mataram milhões que nenhum Hitler sonhou matar – foram celebrados como condutores da humanidade. Guevara virou santo, a ponto de ser cultuado, na Bolívia, como San Ernesto de la Higuera. A louvação do Che quase virou gênero literário. Houve época em que as livrarias mantinham estantes exclusivas para a bibliografia em torno ao celerado.
Jamais me ocorreria pedir a proibição desses livros que transformam assassinos em santos, aliás tenho alguns deles em minha biblioteca. Entre estes, O Mundo da Paz, de Jorge Amado, abominável hagiolatria a Stalin e Envers Hodja. Ou ainda O Cavaleiro da Esperança, do mesmo Amado, babosa louvação de outro assassino, Luís Carlos Prestes. Estes livros, por estúpidos que sejam, são úteis para entendermos o mundo que nos cerca.
Quanto ao Mein Kampf, eu o tenho no computador. Não consegui lê-lo integralmente. Muito mal escrito. Proibi-lo é como enxugar gelo. Há diversas edições eletrônicas e gratuitas na Internet, inclusive em português.
Fonte:  Janer Cristaldo

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

As Montanhas do Iran

por Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Uma coisa é levantar a poeira no deserto iraquiano com suas brigadas blindadas e de infantaria mecanizadas, ninguém segura Tio Sam e seus asseclas europeus da OTAN quando os horizontes são planos, largos e bem definidos. Essa plêiade de “soldados universais”, entretanto, se o terreno muda de figura, come o pão que o diabo amassou quando tem que mostrar o seu valor nos emaranhados da selva ou nos labirintos das montanhas.
Os coturnos podem molhar! Este detalhe, podem crer os leigos no assunto, já faz uma grande diferença, e como faz frio naquelas regiões inóspitas. Que se pronunciem as cadeias montanhosas que circundam a periferia do Iran e o clima que, no verão, alcança máximas de 50º e, no inverno, mínimas de 0º.
No Afeganistão, as montanhas do país limitaram o “controle” das tropas da coalizão às estradas e aos centros urbanos. Quanto ao seu interior, que não é campo mas montanha, nem com elementos helitransportados se está logrando dominar o “taliban”, um guerrilheiro ciclópico que sempre saiu vencedor, fossem seus inimigos os ingleses, russos e agora o bando humanitário/civilizador da todo-poderosa e maquiavélica “turma atlântica”.
Mas, e o Iran, como se apresentará o seu relevo face à “santa aliança vigilante de suas prerrogativas nucleares”? Não vai ser fácil! Aquele país se ergue eminentemente acidentado, com 90% do seu território situado em um planalto e mais do que a sua metade coberta por montanhas.
Alguém poderá dizer que os exércitos disciplinadores do ocidente possuem tropas especializadas em guerra de montanha: as unidades alpinas da “UE” e os montanheses da famosa 10ª Divisão de Montanha (veterana da campanha da Itália junto com a “FEB”). E daí? Todas se fazem presentes no Afeganistão e não disseram ainda ao que vieram naqueles cantões de altitudes pronunciadas. Para que se tenha uma idéia, enquanto a altitude de Bagdá não chega a 40 metros, a de Teheran varia entre 1200 e 1700 metros, a segunda com população superior ao dobro da primeira, com todas as implicações que este fator possa favorecer ou não ao estabelecimento de uma “área verde”, à semelhança e com a mesma finalidade da estabelecida pelos EUA na capital iraquiana.
Resta saber o preço que, acha, pode pagar a “gang da OTAN” liderada pelos EUA para lograr o desmanche do programa nuclear iraniano. Uma intervenção no molde das perpetradas contra o Afeganistão e Iraque, em princípio, poderá causar um prejuízo desproporcional em termos de perdas de vidas humanas, isto sem falar no posicionamento contrário que podem assumir a Rússia e a China no caso da adoção desta linha de ação.
Uma operação aérea, como a perpetrada contra a Líbia, também pode causar mossas irrecorríveis com aquelas potências, haja vista a posição que as mesmas tomaram quando se aventou da possibilidade de retaliar o governo da Síria com seus “bombardeios cirúrgicos”, uma “lengalenga” de proteção dos direitos humanos que não assegura nada para mulheres e crianças debaixo de seus tetos.
Quanto ao Iran, o país, com população superior às somas das suas correspondentes afegã e iraquiana, com 40% desta concentrada no seu interior acidentado, tem condições plenas de submeter eventuais invasores a uma guerra de resistência de mesmo nível das perdidas pelos franceses, na Indochina e na Argélia, e pelos americanos, no sudeste asiático.
Os exércitos civilizados humanitários, é de se apostar, não vão querer entrar nesta fria e, fatalmente, vão ser preteridos pela guerra aérea. Conclusão: pobre do Iran. Ou ele faz logo a experimentação de seus meios nucleares e dissuade de vez seus inimigos, como o fez a Coréia do Norte, ou fica apostando no veto dos “bandidos orientais” aos devaneios belicistas da “gang de Tio Sam”.
Alguma rebarba desta situação para o Brasil? Seria de se enfatizar apenas aquele ditado repetitivo dos romanos, mas que não sai de moda, uma verdade pétrea da qual não se pode fugir: - “si vis pacem para bellum”. Que não se duvide, uma 6ª potência econômica mundial não se garante apenas com a diplomacia ou apostando nos vetos, nem da “gang de Tio Sam” nem dos “bandidos do oriente”. Atenção! As amazônias verde e azul estão nos planos de igual modo, sem nenhuma diferença, destas duas quadrilhas de potências militares.
Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de Infantaria e Estado-Maior.
Originalmente publicado no “Correio Braziliense” em 23 de janeiro de 2012.
Fonte:  Alerta Total

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Folha dos Melancias – A Que Ponto Chegamos

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Em nosso poder, o jornal FOLHA MILITAR que nos foi enviado, a fim de que fizéssemos a sua leitura e opinássemos sobre o seu conteúdo.
Recebemos as edições 13 e 14 de setembro e outubro de 2011, respectivamente.
De formato tablóide, com 20 páginas a cores, editado no Rio de Janeiro pelo jornalista Luiz Carlos Pereira Coelho (diretoria@folhamilitar.com.br - www.folhamilitar.com.br) com esmerada diagramação e editoração, papel AP de primeira qualidade, apresenta principal e exageradamente a figura e as atividades do ministro da Defesa, Celso Amorim, caracterizando um verdadeiro culto à sua personalidade, tal qual acontecia com os líderes da extinta União Soviética e recentemente, com o falecimento do ditador norte-coreano. Puro gramscismo.
Segundo informações o jornal é distribuído gratuitamente e em grandes quantidades aos Clubes Militar, Naval e da Aeronáutica, à Casa da FEB, na ESG e em reuniões e palestras promovidas pela ADESG.
Também estará sendo distribuído aos Comandos das Forças Armadas e às suas organizações e estabelecimentos de ensino militares? Tememos que sim.
Mais parece um Pravda/Granma, promovendo os acontecimentos "oficiais" do Ministério da Defesa. Vejamos o exemplar nº 14 - O sinistro (atenção revisão, é sinistro mesmo) aparece em 15 fotografias e é ressaltado em umas 6 páginas inteiras, com cobertura completa de diversos assuntos e acontecimentos.
Também, a presidente Dilma em diversas fotos, todas ao lado de seu sinistro, em ambas edições.
É interessante se destacar a pouca publicidade (o que mantém qualquer órgão de comunicação) apresentada no jornal, que não é vendido, nem possui assinantes.
Quem estará pagando a rica impressão, os funcionários, os custos, transporte, luz, telefone, etc?
Será o comercial da FHE/Poupex, que ocupa ¼ da página 9 e não diz ao que veio?
Ou o anúncio do Ministério da Cultura, através do Programa Mecenas? Seria o IME,  também ocupando ¼ do espaço de página 8? Não acreditamos. Talvez ali tenham sido colocados como demonstração de força.
Já sabemos da repulsa a esse jornal demonstrada por Adesguianos e Diretorias do Clube Militar e da Casa da FEB. Gostaríamos de saber a opinião dos presidentes do Clube de Aeronáutica e Naval e da ESG/ ADESG.
Lembramos que esse jornal chapa branca, aparelhado pelo Ministério da Defesa, não se reporta à Intentona Comunista, à Contrarrevolução de 31 de março ou à defesa dos militares e civis que estão sendo acusados e perseguidos pelos comunistas da "Comissão de Mentira". Nem poderia, pois o sinistro, quando ministro das Relações Exteriores, apoiava Zelaya, Ahmadinejad, FARC, Kadafi, os facínoras Raul e Fidel Castro, o Cocalero Evo Morales (nada fez ou disse sobre a invasão das refinarias da Petrobras), o bispo paraguaio, Hugo Chávez, e foi o (i)responsável pela desastrosa política externa de Lula, assessorado pelo Marco Aurélio "top-top" Garcia.
Essa absurda promoção ao megalonaníco Celso Amorim, mais parece um plano urdido em Brasília, iniciando o processo de transformação das Forças Armadas em Guarda Nacional/Milícia Popular, integrando-as ao futuro exercito da URSAL - União das Repúblicas Socialistas da América Latina.
Concluindo, gostaríamos de saber a fórmula da Folha Militar, para adotá-la no Inconfidência, mas sem nos vender e nem nos tornarmos chapa branca.
Afinal, quem patrocina e de onde vêm os recursos financeiros para a Folha Militar? De alguma consultoria do Palocci ou do Pimentel? Ou do próprio MD? Com a palavra, o jornalista Luiz Carlos Pereira Coelho, editor da Folha Militar.
COMENTÁRIO: Os Melancias estão em frenética atividade, "ajudando" os Comunas como sempre fizeram.
Desde os tempos em que Benedicto "Calabar" Moreira estava na ESG (quando Stédile fez palestra lá) que a canalhada melancia bota as manguinhas de fora. Vou mais além na retrospectiva vergonhosa, triste: desde os tempos em que Oliva convidou o dr Lula para palestrar na ESG… temos que reconhecer que o “cara” é muito vivo… Dizem que ele, o Benedicto, queria mesmo era levar Fernandinho Beira-Mar. Logo em seguida, apenas por grande e mera coincidência, Benedicto foi promovido a quatro estrelas… Idem, o Oliva…
Sem um mínimo de ética, os melancias se denunciam pela falta de compostura, pela falta de educação e consideração ao próximo.
Seu jornaleco é uma verdadeira agressão ao verdadeiro militar, aquele abnegado nos Quartéis, grande maioria na tropa ou momentaneamente afastado dela.
Mas, em compensação, pelo menos o jornaleco serve de referência: apareceu na Folha Militar, é canalha. Vejamos a análise de especialistas no assunto.
A POUPEX retirou o patrocínio do Jornal Inconfidência e deve ter repassado para este jornaleco Folha do Militar Melancia. Claro que o timoneiro da POUPEX é melancia e, em consequência, todos os seus componentes, desde o bedel ao Assistente Secretário do generaleco.
São coisas que doem na nossa alma, mas que temos de denunciar. Não podemos ficar calados!!! Nem devemos.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Passarela de Fascínoras

por Gilberto Simões Pires
O Fórum Social Temático, para quem ainda não sabe, é o mesmo Fórum Social Mundial, cujo inicio se deu em 2001 por sugestão e vontade dos membros do ultra-comunista Foro de São Paulo.
A cidade de Porto Alegre, ao ser escolhida como sede do primeiro FSM, passou a ser conhecida mundo afora como a capital mundial do comunismo.
Isto mexeu de tal maneira com o coração e mente dos gaúchos, a ponto de exigirem que a capital do RS jamais deixasse de ser a sede única e definitiva do evento, que respira comunismo por todos os poros.
Com propósito provocativo, os comunistas decidiram que o FSM deveria ser realizado na mesma semana do Fórum Econômico Mundial, que acontece, tradicionalmente, em Davos, na Suíça. Mais: como contraponto foi cunhada a frase, sempre repetida a cada evento, de que - Um Outro mundo é Possível.
Assim, a partir do primeiro Fórum Social Mundial, Porto Alegre, que até então não recebia muitos turistas, passou a ser a passarela de desfile de grandes criminosos que habitam o nosso Planeta.
Todos eles, nas entrevistas concedidas aos frenéticos repórteres que cultivam a mesma ideologia do atraso, sempre dizem que, em Porto Alegre se sentem como se estivessem em casa. Que tal?
Contando com esse fantástico espírito de hospitalidade dos gaúchos, inúmeros desses facínoras sempre são recebidos com aplausos e com insistentes pedidos de autógrafos. É o caso de vários que já participaram do FSM, como, por exemplo, de José Bové, do ditador Hugo Chávez, de vários representantes do governo cubano e de inúmeros narcotraficantes das FARC. Todos, indistintamente, entraram e saíram de Porto Alegre sem receber uma única vaia.
Ontem, contando com enorme destaque por parte da simpática mídia do RS, foi a vez do ilustre assassino Cesare Batisti conhecer Porto Alegre, que agora, além de capital mundial do comunismo passou a ser, também, o paraíso dos facínoras. Educado e mostrando ser agradecido pelo apoio que recebeu no processo de extradição, o criminoso foi ao Palácio do Governo do RS para abraçar o governador Tarso Genro, que se empenhou para que Batisti permanecesse no Brasil. Bem ao contrario dos pugilistas cubanos, lembram?
O incontido entusiasmo do governador foi de tal ordem que, ao dar as boas vindas ao assassino italiano, disse que não foi ele e sim o povo brasileiro que resolveu mantê-lo no Brasil, em liberdade. Viva! Pelo visto não faço parte do povo brasileiro, não é mesmo? Você, leitor, faz?
COMENTÁRIO: nem comento. Transcrevo o comentário do jornalista Políbio Braga:
A realização do Fórum Social Mundial no RS, custa aos contribuintes a quantia de R$ 3,6 milhões. São apenas gastos diretos, não estando computados eventos como os de terça-feira, no Piratini. É dinheiro do povo que conta com péssimos serviços de saúde, segurança e educação.
Nesta terça-feira, o governador Tarso Genro, que resolveu trocar a gestão estadual pela ribalta fácil, abriu as portas do Palácio Piratini para uma palestra para o FSM. Foi a deixa para receber o assassino italiano Cesare Battisti, que está em Porto Alegre. Ele é o Bové desta edição do FSM. Condenado à prisão perpétua na Itália, o bandido foi bem recebido no Brasil. A foto entre a criatura e o seu benefactor, Tarso Genro, está em todos os jornais.
Generoso com Battisti, a quem cumprimentou efusivamente no Palácio Piratini, o governador dos gaúchos não disse uma só palavra em favor do dissidente cubano assassinado esta semana pelos Castro, como também não informou se intercederá para que a blogueira Yoani Sanchez tenha atendido seu pedido de visto para vir ao Brasil.  
As reuniões que ocorrem no RS são um escárnio para os gaúchos e brasileiros que estudam e trabalham duramente para melhorar de vida, já que são afrontados pela escumalha da raça humana, incapaz de se mobilizar em Países que se negam a conceder-lhes o exigido Mensalão.
CLIQUE AQUI para examinar os trechos mais expressivos de reportagem da Band, inclusive cenas dos quatro túmulos de inocentes italianos assassinados por Battisti, que os matou a sangue frio, a pretexto de defender uma revolução comunista do gênero da que defendem muitos ativistas que em Porto Alegre participam do Fórum Social Mundial.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Luciana Genro Justifica Cem Milhões de Cadáveres

por Janer Cristaldo
O ano era 1980 e eu vivia em Paris. Hospedei por alguns dias o namorado de uma advogada trabalhista gaúcha, que se dirigia a Moscou para um curso de cinco anos na Patrice Lumumba. Muito ingênuo, uns vinte anos antes eu havia postulado a mesma bolsa. Queria sair do Brasil, não importava para onde fosse. Quis o bom deus dos ateus que minha aplicação fosse interceptada pelos serviços de segurança, o que me valeu um interrogatório e uma noite de prisão em Dom Pedrito. Dos males, o menor. Ganhasse a bolsa, faria de minha vida um inferno e, na época, teria dificuldades para voltar ao Brasil.
Mas falava do gaúcho que ia para Moscou. Eu o recebi com meus melhores vinhos e charlamos por pelo menos duas noites. Que vais fazer em Moscou? – perguntei. “Vou fazer arquitetura, na Patrice. Um curso de cinco anos”. Sabes desenhar caixas de fósforos? – voltei à carga. Ele me olhou com um gesto de que eu não merecia resposta. Bom, meu caro, se sabes desenhar caixas de fósforo, já dominas toda a arquitetura soviética. Nem precisa ir.
Ofendeu-se, o gaúcho. Queria ir embora lá de casa. Instei-o a ficar, eu apenas fazia um comentário. Mas predisse: tu vives boa vida em Porto Alegre. Não vais agüentar nem seis meses em Moscou. Despediu-se de mim irritado.
Mês seguinte, chega sua namorada, a advogada trabalhista. Iria visitá-lo em Moscou. Ficou um mês esperando pelo visto. Nesse meio tempo, fui lhe apresentando as delícias do capitalismo. Bom, vai daí que a moça acabou indo ao paraíso socialista. Voltou um mês depois. De cabeça gacha. Como é que foi? – perguntei. Ela não falou muito. Disse apenas que era uma cidade concebida para gigantes. Antes de voltar ao Brasil, fez-me algumas confidências. “Tudo é escasso lá. E não há escolha. Os absorventes higiênicos são enormes”.
Pois é, minha querida. País de gigantes é assim mesmo. Mas a história não termina aqui. Continuamos a trocar correspondência. Era a época das cartas, que demoravam pelo menos uma semana para chegar. Três meses depois, ela me dá notícias de Porto Alegre e fala que o namorado havia decidido voltar, que não via muito sentido em ficar cinco anos estudando agronomia em Moscou. (Agora, era agronomia. O curso inicial era arquitetura). Continuou escrevendo e, ao final, um PS: “Tche, o Rui chegou ontem”.
O bravo militante comunista, que fora à Rússia para um curso de cinco anos, não agüentou nem seis meses, como eu previra. Nos encontramos mais tarde em Porto Alegre. Viu? – perguntei –. Nem seis meses.
- Ah! Não vou te explicar. Não vais entender.
Não iria entender mesmo. Só afirmei que ele não suportaria nem seis meses em Moscou. Mas bom cabrito não berra.
Digo isto a propósito do retorno de Cuba de Luciana Genro. A ex-deputada stalinista nos prometeu um relato de seu périplo, pelo qual esperei ansiosamente. Boa stalinista também não berra. Apesar de todos os relatos da miséria que assola a ilha, da fuga em massa dos cubanos para Miami, dos fuzilamentos sumários ordenados por Castro e Guevara, Luciana Genro encontra palavras para louvar uma ditadura de mais de cinqüenta anos – a mais longa do século passado.
A vitória da guerrilha de Fidel e Che Guevara foi o coroamento de uma luta de massas que derrubou uma ditadura sangrenta que fazia do país o quintal de recreação da burguesia americana, à custa da pobreza extrema dos cubanos – escreve Genro – . Por isso esta revolução ainda é reivindicada pelo povo. Mesmo quem critica o regime sabe que a revolução cumpriu um papel fundamental para a libertação do país”.
Se antes era o quintal de recreação da burguesia americana, hoje é o bordel de todo Ocidente. Castro conseguiu um milagre. Banalizou a tal ponto a prostituição, que hoje um cubano oferece alegremente aos turistas sua mulher, em troca dos malditos dólares do império. Quando perguntaram a Fidel porque em sua ilha as universitárias se prostituíam, o Líder Máximo foi olímpico: é que em Cuba até as prostitutas têm grau universitário.
Quanto à pobreza extrema dos cubanos, esta não é exatamente dos dias de Fulgencio Batista. O salário médio de um médico cubano, hoje, é de 15 dólares por mês, quantia que um mendigo tira fácil por dia no Brasil. As libretas de racionamento são achados do regime castrista, não do governo de Batista. Naqueles dias, quem queria sair de Cuba saía quando bem entendesse. Na ditadura de Castro, só fugindo e arriscando a vida no mar do Caribe.
A ex-deputada consegue ser um pouco mais honesta que Michael Moore em Sicko, mas acaba enredando-se em suas dialéticas contradições: “Depois do fim da URSS a situação econômica de Cuba piorou terrivelmente”. Qual era o subsídio da extinta à Cuba? Cinco bilhões de dólares anuais. Para uma ilhota de 10 milhões de habitantes. O que dá 500 dólares per capita ao ano. Hoje, um médico ganha 180 dólares por ano, menos da metade do subsídio soviético. Em uma frase, Genro atesta o fracasso total da dita revolução cubana.
Não conheci a Cuba de antes, mas hoje a miséria anda nas ruas e contrasta com a opulência ostentada pelos turistas, que inclusive utilizam outra moeda para consumir o que é inacessível ao cidadão nacional. O que um turista paga por uma refeição em um restaurante médio equivale ao salário de um mês inteiro de um cubano, ou mais, dependendo da profissão. É verdade que o abismo entre ricos e pobres que vivemos no capitalismo não existe entre os cubanos, mas ele revela-se de forma cruel no contraste entre a capacidade de consumo dos cubanos versus a dos turistas”.
O turista usa outra moeda porque o regime não permite que os cubanos usem a mesma moeda do turista. E se um turista paga por uma refeição em um restaurante médio o equivalente ao salário de um mês inteiro de um cubano, a culpa não é do turista, mas do regime que oferece tais salários. Desde há muito um cubano não come no mesmo restaurante que um turista, e isto sempre foi assim em todo país socialista. Genro estabelece uma espécie de luta de classes entre os malvados turistas – esquecendo que ela também é turista – e os coitadinhos cubanos. Mas turistas vêm de economias capitalistas e conseguem pagar o preço dos restaurantes cubanos... para turistas.
Quanto aos cubanos, vivem em economia socialista ... e que se lixem. Diga-se de passagem, é o turismo que traz a Cuba os raros dólares que entram na ilha. Outros dólares são enviados pelos familiares refugiados naquele malvado país capitalista, os Estados Unidos.
A deputada até que reconhece algumas manchas no paraíso: “As glórias da revolução não anulam um fato que é claro como o dia: a população não tem canais de expressão. A direção do Partido Comunista Cubano é uma burocracia fossilizada que mantém a política interditada no país. Quem diverge é tratado como traidor e enquadrado como agente imperialista. Se eles lessem este meu relato eu possivelmente seria assim qualificada”.
Mas... qual partido comunista não é fossilizado? Ou ela conhece algum que seja ágil e moderno? Por que a ex-deputada não disse isto lá em Cuba? Mesmo assim, a militante do PSOL endossa todas as ditaduras do século passado:
Pois finalizo reiterando as minhas convicções socialistas, reivindicando a revolução russa, chinesa, cubana… e a minha aversão aos burocratas ditos comunistas que desfiguraram o projeto comunista, que na tradição marxista registrada no Manifesto escrito por Marx e Engels é um projeto de igualdade, solidariedade e libertação de toda a exploração e opressão, seja ela exercida pela burguesia ou pela burocracia”.
Genro está endossando o preço das revoluções que louva: cem milhões de cadáveres. Desvios do projeto original. Quem sabe, numa outra tentativa... Afinal, quando as estatísticas estão na ordem dos milhões, centenas de milhares de cadáveres constituem apenas um detalhe. Tanto faz como tanto fez.
Fonte:  Janer Cristaldo 
CONTINUAÇÃO:
Stalinista Não Tem Cura 
Leitor acha que exagerei ao escrever que Luciana Genro justifica cem milhões de cadáveres. Ora, é o que diz a moça quando escreve em seu blog, ao voltar de seu turismo privilegiado em Cuba: “finalizo reiterando as minhas convicções socialistas, reivindicando a revolução russa, chinesa, cubana”. Cem milhões de mortos é o saldo aproximado das vítimas do comunismo no século passado, assim distribuídas, conforme Le Livre Noir du Communisme (Stéphane Courtois et allia):
- URSS — 20 milhões de mortos; 
- China — 65 milhões; 
- Vietnã — 1 milhão; 
- Coréia do Norte — 2 milhões; 
- Cambodja — 2 milhões; 
- Europa do Leste — 1 milhão; 
- América Latina — 150 mil; 
- África — 1,7 milhão, 
- Afeganistão — 1,5 milhão; 
- movimento comunista internacional e PCs fora do poder — uma dezena de milhar de mortos.
Atenção: não estamos falando de soldados mortos em guerra. Mas de civis assassinados pelos regimes comunistas. Vamos a mais alguns feitos do comunismo, relacionados no livro supra:
- fuzilamento de dezenas de milhares de reféns ou de pessoas aprisionadas sem julgamento e massacre de centenas de milhares de operários e camponeses rebelados entre 1918 e 1922;
- epidemia de fome de 1922, provocando a morte de cinco milhões de pessoas;
- extermínio e deportação dos cossacos do Don em 1920;
- assassinato de dezenas de milhares de pessoas nos campos de concentração entre 1918 e 1930;
- extermínio de aproximadamente 690 mil pessoas por ocasião da Grande Purga de 1937-1938;
- deportação de dois milhões de kulaks em 1930-1932;
- destruição pela fome provocada e não socorrida de seis milhões de ucranianos em 1932-1933;
- deportação de centenas de milhares de poloneses, ucranianos, bálticos, moldavos e bessárabes em 1939-1941, e depois em 1944-1945;
- deportação de alemães do Volga em 1941;
- deportação e abandono os tártaros da Criméia em 1944;
- deportação e abandono dos chechenos em 1944;
- deportação e abandono dos inguches em 1944;
- deportação e liquidação das populações urbanas do Camboja entre 1975 e 1978;
- lenta destruição dos tibetanos pelos chineses após 1950.
Estou cansado dessa gente que pretende ter as mãos limpas de sangue, mas endossa serenamente a morte de milhões. Tudo em nome da Idéia, como se dizia no auge do comunismo. Não se admite que, em pleno século XXI, Luciana Genro não esteja a par destas informações. Mesmo assim, admite, com a tranqüilidade dos justos, o massacre desta humanidade toda. Albert Camus não o admitia, e por isto foi considerado, em sua época, mais ou menos como um leproso. Disse Sartre, visando Camus: “tout anticomuniste est un chien”. Todo anticomunista é um cão. Sartre não tinha as mãos sujas de sangue, mas sempre apoiou os tiranos que assassinavam em massa. Tenho de voltar à minha tese, Mensageiros das Fúrias, defendida em 1981, na Université de la Sorbonne Nouvelle:
Em 1946, Camus publica em Combat uma série de artigos, sob o título genérico de "Ni victimes ni bourreaux", reflexões que antecipam O Homem Revoltado. Se o século XVII foi o século das matemáticas, argumenta Camus, se o XVIII foi o século das ciências físicas, se o XIX foi o da biologia, o homem contemporâneo vive o século do medo.
"Dir-me-ão que isto não é uma ciência. Mas, primeiramente, a ciência aí está para qualquer coisa, pois seus últimos progressos teóricos a levaram a negar-se a si mesma, dado que seus aperfeiçoamentos práticos ameaçam a terra inteira de destruição. Além disso, se o medo em si mesmo não pode ser considerado como uma ciência, não resta dúvida alguma que seja uma técnica".
O que choca Camus é o fato de que homens que viram "mentir, aviltar, matar, deportar, torturar" se façam de surdos cada vez que se tenta dissuadir os homens que mentiam, aviltavam, matavam, deportavam e torturavam, pois estes lutavam em nome de uma abstração. O diálogo entre os homens morreu. "Um homem que não se pode persuadir é um homem que faz medo".
Camus não aceita os constrangimentos de sua época, ou ao menos os constrangimentos de certas correntes intelectuais: não se pode falar do expurgo de artistas na Rússia porque isto favoreceria a "reação". Impossível condenar o apoio dos anglo-saxões a Franco, porque isto seria favorecer o comunismo. Homens concretos, em carne e osso, são massacrados, triturados em nome de solenes ideais. Este massacre não deve ser denunciado, para não impedir a marcha da Idéia. "Vivemos no mundo da abstração, no mundo dos escritórios e das máquinas, das idéias absolutas e do messianismo sem nuanças".
Para escapar a este terror, Camus propõe uma pausa para reflexão, sem esquecer que o terror não é propício à reflexão. Chama os homens sem partido, ou mesmo os homens de partido e que nele se sentem mal, todos aqueles que duvidam da realização do socialismo na Rússia e do liberalismo na América, chama mesmo aqueles que têm crenças mas que se recusam a impô-las pelo assassinato, individual ou coletivo. Revolta-se contra a justificação do assassinato em nome de abstrações, por mais atraentes que sejam. E lança a seus contemporâneos duas questões fundamentais:
"Sim ou não, direta ou indiretamente, você quer ser assassinado ou violentado? Sim ou não, direta ou indiretamente, você quer assassinar ou violentar? Todos aqueles que responderem negativamente a estas duas questões estão automaticamente embarcados em uma série de conseqüências que devem modificar sua maneira de expor o problema".
O que ele pede é um mundo, não onde não se assassine – "não somos loucos a tal ponto!" - mas onde ao menos o assassinato não seja legitimado. Choca-se com o fato de que todos aqueles que lutam por ideais históricos são homens cheios de boa vontade e que o resultado de sua ação seja o assassinato, a deportação e a guerra. A recusa de legitimar o assassinato deve conduzir-nos a uma reconsideração da noção de utopia.
"A utopia é o que está em contradição com a realidade. Deste ponto de vista, seria totalmente utópico querer que ninguém mate ninguém. É a utopia absoluta. Mas é uma utopia de grau bem mais viável pedir que o assassinato não mais seja legitimado".
Mais de meio século depois desta denúncia, duas décadas após a queda do Muro e do desmoronamento da União Soviética, assestando sua poltrona no sentido da História - como diria Camus - Luciana Genro legitima assassinatos.
Espanta ver que tal cúmplice de massacres tenha um dia sido eleita deputada.
Fonte:  Janer Cristaldo

domingo, 22 de janeiro de 2012

Simpatia para o Ano Novo!!






O Ano Novo já começou, 
mas como ainda estamos no seu primeiro mês,
aproveito para indicar uma boa
simpatia para dar sorte,
formulada por

"Tapejara, o último guasca"!!



Fonte:  Louzada em  Os Diaristas

COMENTÁRIO:  dedicado especialmente aos mensaleiros, trambiqueiros, membros do congresso nacional, assembléias legislativas, câmaras municipais e ocupantes de cargos nos poderes executivo e judiciário, que não fazem juz ao mínimo respeito dos cidadãos honestos que os sustentam com os impostos que surrupiam sem o mínimo escrúpulo.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Jipeiros de Santo Antonio da Patrulha - RS

.
Verão!  Um bom programa é fazer uma trilha. Motorizado, é claro! Para quem não tem uma boa grana para investir em uma máquina que o leve por "qualquer terreno", a dica é dar um jeito de ser convidado por um dos muitos grupos de apreciadores de "adrenalina na veia" para participar de um dia de muita lama e poeira. Foi o que fiz. No dia 7 de janeiro, fui com um sobrinho "fazer a trilha" no percurso entre Tramandaí e Cidreira, no litoral gaúcho. Um dia excelente!
Infelizmente, só agora com um acesso razoável à "rede mundial", posso postar algumas fotos obtidas na ocasião. 
Aproveito para agradecer a excelente acolhida dos membros, não só do Clube dos Jipeiros de Santo Antônio da Patrulha - que se fizeram presentes com oito veículos -, mas também dos demais participantes, de Porto Alegre, Tramandaí, Gravataí e outras localidades. 
Trata-se de um divertimento sadio onde a camaradagem e a diversão se sobrepõem à competição. 

Início da concentração.
O "Pé Grande"
O "bicho" é graúdo!
O grupo vai crescendo!
Começa o movimento!
O "Pé Grande" vai à frente!
No início é moleza!
Primeiro obstáculo ...
Um passa!
E lá vamos nós!!
Ganhando o "Troféu Pôneis Malditos"!!!
Mais um fica!
Operação salvamento!
Haja força!
Irmãos se ajudam!
Outro valente ...
Também fica!
Força gurí!!!
Tem hora que só puxar não adianta! Tem que ancorar!
E no final, tudo dá certo!
O veínho 42 mostra seu valor!!
E o nem tão veínho também!
Outro vai!
Eis um motorista "flagelado"!!
E bamo que bamo!
Mais uma tentativa!
Cheio de coragem!
Mas no meio do caminho havia um buraco!
Havia um buraco no meio do caminho!
E estava cheio d'água!!
Ficamos, de novo!!!
Ficamos quem, cara pálida?  Eu estava fotografando!!
Mais um salvamento ...
... bem sucedido!
E vamos em frente!!
Destaque para a Nissan (original e dirigida por uma mulher) que não "ficou" em nenhum obstáculo. As meninas do quadriciclo também!
O Pé Grande tirando mais um do buraco!
Já viu "Fusca off road"??"
Óia o véinho querendo "se aparecer" de novo!!
E o pior é que consegue!!
Já outros ...
Precisam uma mãozinha!!
E a vida segue!!
Grande Pé Grande!!!
Mais um buraco ...
...vencido pela solidariedade!!!
O Pé Grande vai fazer um reconhecimento!
Não é bom segui-lo!!
O bicho sacode ...
... mas se sai bem. De novo!
Delimitando o caminho!
Geradores eólicos de Oásis.
Pegando um ar junto aos geradores eólicos.
Vamos em frente!!
Mais um que ficou!!
Geradores eólicos.
Outra visão parcial do grupo.
Todos prontos?
Então vamos ...
... simbora!
Moleza!!
Um pouco de água limpa (ou menos suja) para lavar os veículos.
E chegamos na areia.
Aqui a coisa é diferente!
Mas também se atola!!
E se precisa ser rebocado!
Nem sempre quem está por cima está bem!!
Óia o véinho aí, de novo!
Mostrando que idade é sinal de experiência!
Queimando pneu na areia???
Motocicleta também fica!!!
E o Pé Grande vai ajudando!!
Puxa!!!
Será que vai?
Claro que vai!!!
E por aqui, quem se aventura?
Um foi!
Outro também!!
Aproveitando para "lavar o veículo"!
Lavar????
Bem. Dizem que lama é medicinal!!
Então, vamos nessa!
Mais um!
Todos querem se "refrescar"!
Vamos aproveitar!
Aí vai mais um!!
E outro!
Entrada desajeitada!
Mas a saída é triunfal!
Areia, de novo!!
Por aqui é barbada!!
Chão plano e firme.
Mais uma parada para respirar.
Alinhando o cabo de aço.
Encontramos outra tribo!!
Mais uma "ficada"!
E outra!!
Já vi essa Cherokee sendo puxada antes!!
Mais uma pausa!
Reunião.
Parece que eu vi essa Cherokee antes.
Já vi, sim!!
E ela é pesada!
Só um não a tira do barro! Precisam dois.
Reunião, de novo.
Já tem bastante gente.

Lama é lama!
Quando tranca, tranca!
Já está ficando tarde!
O pôr do sol deve ser aproveitado.
A última atolada!
E chega por hoje!
A todos os companheiros de "aventura" - houve momentos em que havia mais de trinta veículos participando do deslocamento "off road", meu muito obrigado por um dia de bastante suor, lama e boas risadas.
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