domingo, 18 de dezembro de 2011

Pede Asilo ao Brasil, Ilich!!

Infografía AFP
Por Néstor Rojas (dpa)
Caracas, 16 dic (dpa) O venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, vulgo “Carlos o Chacal”, autor confesso de mais de uma centena de ataques terroristas com entre 1.500 e 2.000 mortos, voltou a ser condenado à pena perpétua por uma corte da justiça francesa.
O terrorista de 62 anos foi considerado culpado, desta vez, de perpetrar quatro ataques com bombas em 1982 e 1983 na França, contra trens, estações ferroviárias e uma editora. A nova sentença estabelece que deverá cumprir a pena pelo menos por 18 anos.
Os ataques pelos quais foi condenado provocaram a morte de 11 pessoas e deixaram feridas mais de 100, encargos que ele, obviamente, negou.
“Carlos” já havia sido condenado à pena de morte na França em 1997 pelo assassinato de dois agentes franceses e um informante libanês.
A Promotoria de Paris apresentou Ramírez como um homem violento, obsecado com a morte e sem o menor arrependimento ou compaixão pelas vítimas dos ataques que lhe imputam.
O novo julgamento o colocou nas manchetes depois de anos de silencio e durante o juízo em Paris não renegou suas ações, gabou-se de sua experiência com explosivos e reclamou mais ajuda legal do governo do presidente venezuelano Hugo Chávez, que o elogiou como um lutador pela causa dos povos.
Carlos, que se declara um militante comunista convertido ao Islam e que ao mesmo tempo congratula-se com os ideais do herói venezuelano Simon Bolívar, iniciou sua trajetória violenta na resistência a favor do povo palestino, quando no principio da década dos setenta se uniu à Frente para Libertação da Palestina (FPLP) dirigido por George Habache, época em que adotou o nome de guerra “Carlos”.
Nascido em Caracas em outubro de 1949, é o mais velho de três filhos de um advogado comunista. Desde jovem foi um militante do Partido Comunista de Venezuela, estudou no México, Kingston, Londres e Moscou, onde cursou física e química na universidade Patrice Lumumba.
Em 1975 dirigiu um frustrado ataque com mísseis ao aeroporto parisiense de Orly e em setembro desse mesmo ano daria seu golpe de maior efeito com o sequestro de onze ministros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em Viena, que terminou com três mortos.
Anos depois, “Carlos” abandonou a FPLP e começou a colaborar com a Facção do Exército Vermelho da Alemanha, à qual pertencia sua companheira sentimental, Magdalena Kopp.
Entre 1987 e 1991 viveu na Síria e depois se instalou em Kartum, onde foi detido em 14 de agosto de 1994 por agentes da Inteligência francesa e levado à França, algo que Carlos denunciou como sequestro.
Em uma recente entrevista ao diário venezuelano “El Nacional”, ‘O Chacal’ assegurou ter cometido mais de uma centena de ataques que deixaram entre 1.500 e 2.000 mortos.
Ainda que não tenha precisão, afirmou que “houve muito poucas” vitimas civis:  “Calculo que não chegam a 10 por cento. Entre 1.500 e 2.000 mortos, não foram mais de 200 as vítimas civis”.
Afirmou que sob sua coordenação se executaram mais de 100 ataques e assegurou que o terrorismo existirá “enquanto os imperialistas tenham a primazia mundial”.
“Eu sou inimigo dos terroristas como Estados Unidos e Israel”, asseverou.
Em 1999 foi publicada uma carta enviada por Chavez, que apenas acabava de assumir o poder, onde este assinala que “tudo tem seu tempo: de amontoar as pedras, ou de lançá-las … de dar calor à revolução ou de ignorá-la; de avançar dialeticamente unindo o que deva unir-se entre as classes em pugna ou propiciando o enfrentamento entre as mesmas”.
Fonte: tradução livre de Noticias24
COMENTO:   e aí Tarso Fernando?  Não vai oferecer asilo político a mais esse "cumpanhêru" perseguido injustamente pelas "zelite"?  Com um currículo desses, quem sabe um dos CC criados recentemente para serem sustentados pelos gaudérios otários?

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