domingo, 30 de outubro de 2011

“TUDO PELO SOCIAL”

por Arlindo Montenegro
O AGENTE DA ONG: dei a grana ao ministro na garagem!
O PASTOR: eles pegaram 10% da verba das crianças, para o partido!
O MINISTRO: Sou inocente!
VOZES DOS PARTIDOS: apoiamos o Ministro, tem de ficar.
A REVISTA: Corrupção como norma
A PRESIDENTA: o Ministro fica, é de confiança.
FIM DA NOVELINHA: o "honesto" ministro sai para defender a sua honra, o trabalho no ministério, o governo em que acredita e seu partido...

A técnica da propaganda é perpetuar o mito, a mentira. É derramar toneladas de desinformação para apagar as pistas da verdade que vai sendo esquecida. A mentira assume seu lugar e posa como verdade incontestável. O Instituto Tavistock ensina através de suas agências, como fazer.
As lições de Munzenberg, o homem de propaganda dos bolcheviques, que mais tarde também assumiu uma cadeira de deputado comunista no Reichstag em Berlim, foram aperfeiçoadas pelos britânicos em seu Instituto Tavistock, onde os agentes da CIA também foram treinados.
Edward Bernays que nos EUA elaborou as peças de propaganda para ajudar a CIA na deposição do governo Arbenz (Jacobo Arbenz Guzmán - Guatemala,1954), seguiu à risca o mestre Munzenberg e no presente, o Instituto Tavistock assumiu e mantém o planejamento de muitas das instituições americanas: o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusets, os Institutos: Esalen, Hudson, Stanford de Pesquisas, as Universidades de Duke, Economia de Wharton, trabalhando sob contrato com a Fundação Rockfeller, Comissão Trilateral, FMI, ONU, Banco Mundial, Microsoft, Bancos, Bolsa de Valores de NY e o Conselho de Relações exteriores, entre outras instituições.
A metodologia se espalha pelo mundo e nos EUA e países periféricos, qualquer candidato “que não for fácil de controlar ou que não se encaixe nos perfis de Tavistock é eliminado. Nesse sentido, a imprensa e a mídia eletrônica – sob a direção de Tavistock ou de uma de suas afiliadas, têm uma função-chave. Alertar o eleitor, alertar o público.
Os processos eleitorais se tornam farsas,graças ao trabalho de Tavistock para controlar os pensamentos e idéias do povo por meio de “condicionamento direcional interior” e de “penetração de longa distância”, dos quais a ciência de controle mental da pesquisa de opinião é parte integrante”. O Instituto Tavistock serve “a um grupo de dinastias extremamente ricas, cuja história remonta a mais de oitocentos anos, e que forma a espinha dorsal do Comitê dos 300” os Bilderberger e Illuminatis. Estamos diante do velho bordão: “quem paga, manda”. No caso, eles roubam as nações e pagam para quem manda internamente, cumprindo suas ordens.
Tantos intelectuais, tantas editoras, tantos jornais e revistas, tantas denuncias, análises, reportagens fingindo atualizar a informação e o desafio que se coloca é: busque uma referência ao Instituto Tavistock. É procurar agulha no palheiro. Nos últimos 50 anos a vida dos brasileiros foi alterada radicalmente.
A globalização econômica cujos controles nos afetam, oferece novas profissões, serviços e produtos. Os programas educacionais foram alterados para manter-nos à margem do domínio de pesquisas avançadas, como peões adestrados para os serviços braçais e periféricos. Alguém percebe?
Bernays, o sobrinho de Freud, um dos cérebros do Instituto Tavistock, consultor da CIA e de instituições nos EUA, desenvolveu a disciplina de Relações Públicas seguindo ao pé da letra as lições de Munzenberg. Em 1928 publicou um manual, “Propaganda”, que Noam Chomsky considerou uma “das mais poderosas e influentes instituições das democracias de capitalismo industrial de estado”.
O manual cita as pesquisas de Lipman, no Instituto Tavistock, sobre a mentalidade dos grupos “motivados por impulsos e emoções”, concluindo que com o advento da psicologia de massas a propaganda deixava sua fase empírica e podia ser utilizada cientificamente” com a aplicação de princípios que são consistentes e constantes no grupo. Deste modo é possível “controlar e arregimentar as massas de acordo com nossa vontade sem que elas saibam disso”.
É literalmente o que vivemos sem saber desde o século passado – guerra fria, guerrilhas, ditaduras militares, muro de Berlim, crises econômicas fabricadas, globalização da economia, ascensão do coletivismo emocional que afoga o individuo pensante... – tudo planejado, deliberado para destruir os propósitos nacionais e encaminhar para a adoção do governo totalitário da nova ordem mundial.
O “tudo pelo social” é o mesmo instituto da propaganda para submissão das massas. Agora é possível entender o quanto temos sido utilizados como peões na estratégia dos jogos do poder internacional, controlados e arregimentados para agir de acordo com a vontade dos controladores mundiais, sem saber que a cada passo apertamos a corda no pescoço da nação.
A “opinião pública”, instrumento ditatorial resultante das pesquisas sobre o desinformado emocional dos grupos, é aplicada segundo outro principio da propaganda: “Influenciando os líderes, com ou sem sua cooperação consciente, automaticamente o grupo liderado será influenciado”.
Os líderes estão nas igrejas, estão nos sindicatos, estão nas escolas, estão nos jornais, nas revistas, no rádio, na televisão, nos palcos, nas associações e clubes, nos partidos políticos. Assim é possível entender por que um país que gera tanta riqueza e guarda sólidas reservas em seu território, é carta marcada para ser mantido marcando o passo, como nação de ignorantes.
Ref.: “Propaganda”, Edward Bernays, tradução portuguesa de 2005, Editora Mareantes, http://www.mareantes.com/
PS - "Tudo pelo Social" foi slogan do governo do companheiro José Sarney, aquele que acabou presidente por obra e graça do golpe militar dado em 1985 pelo General Leônidas Pires Gonçalves, após a doença fatal do Tancredo Neves.
Arlindo Montenegro é Apicultor.
Fonte:  Alerta Total

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