sábado, 1 de outubro de 2011

Terrorista Anistiado que Assassinou Sargento pelas Costas Recebe Indenização da Caravana da Patifaria, ops, Anistia.

A Caravana da Anistia, que julgou sete casos nesta sexta-feira (30), concedeu reparação financeira a seis anistiados. Rosa Maria Barros dos Santos, José Moreira de Lemos Neto, João Francisco da Silva, Manuel Silva Teodósio Neto, Rubem Alves Rodrigues e Nobel Vita foram beneficiados com indenizações.
A Caravana da Anistia surgiu para que os julgamentos sejam feitos onde ocorreram as perseguições. Por esse motivo que a médica Rosa Maria veio de São Paulo lugar que escolheu para morar, quando fugiu do Recife. "Hoje eu espero que a gente faça um resgate importante da história, que a gente consiga fazer justiça e que a gente consiga trazer para as famílias um senso de justiça social”, declarou.
Rosa Maria recebeu declaração de anistiada e reparação econômica de 270 salários mínimos (R$ 147.150,00), respeitado o teto de R$ 100 mil.
Quem também aguardou ansioso o resultado foi o juiz do Tribunal Regional do Trabalho, Theodomiro Romeiro dos Santos, que chegou a ser condenado à morte pela Justiça Militar. O juiz explicou o que esse julgamento significa para ele: “Reconhecimento pelo Estado brasileiro de que (a) luta que os opositores travaram contra a ditadura militar foi uma luta justa e necessária pare estabelecimento da democracia no País”.
"Em 27-10-1970, Getúlio de Oliveira Cabral (Gogó), Theodomiro Romeiro dos Santos (Marcos) e Paulo Pontes da Silva, do PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário), "cobriam um ponto" na Avenida Vasco da Gama em Salvador quando, de um jipe, desceram quatro agentes que lhes deram voz de prisão. Getúlio conseguiu fugir, sendo perseguido por um dos agentes, trocando tiros.
Theodomiro e Paulo foram presos, sendo colocados no banco traseiro do jipe. O pulso direito de Theodomiro foi algemado ao pulso esquerdo de Paulo. Na pressa de ajudar o outro agente, que se esquivava dos tiros de Getúlio, não revistaram a pasta de Theodomiro. Os três agentes subiram no veículo e conduziram-no por uns trinta metros, em direção aos tiros, para auxiliar na captura de Getúlio.
Theodomiro Romeiro dos Santos, vulgo Marcos,
matou um sargento pelas costas
Nesse intervalo, Theodomiro retirou um revólver 38 da pasta que portava e, com a mão esquerda, atirou pelas costas no agente que saía do jipe. Morria ali, traiçoeiramente assassinado, o sargento da Aeronáutica Valder Xavier de Lima, deixando viúva e dois filhos menores. Ato contínuo, Theodomiro deu mais dois disparos, ferindo o agente da Polícia Federal Amilton Nonato Borges, sendo posteriormente dominado.
Pelo crime, Theodomiro foi condenado à morte, pena comutada para prisão perpétua, e posteriormente para oito anos de prisão. Em 17 setembro de 1979 fugiu da penitenciária da Bahia (fuga facilitada), sendo encaminhado para a Nunciatura Apostólica, em Brasília, onde pediu asilo político e obteve salvo-conduto para o exterior. Depois de passar alguns anos em Paris, Theodomiro regressou ao Brasil em setembro de 1985. Recebido como herói, declarou que iria filiar-se ao PT e que não se arrependia do ato que havia praticado. Atualmente, Theodomiro é juiz do Tribunal Regional do Trabalho em Recife, e foi presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho." (Pgs 278 e 279 do livro A verdade sufocada, a História que a esquerda não quer que o Brasil conheça, do Coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra).
Fonte:  Globo.com
transcrito no Blog do Montedo
COMENTO:  o Montedo já comentou e foi muito feliz em seu comentário: "Foi uma luta justa e necessária para o estabelecimento da democracia no país". De fato, a desfaçatez desses 'democratas' não tem limites. Claro, a não ser que alguém me prove que o glorioso Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, ao qual pertencia o valente, em algum momento lutou pela democracia.

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