quinta-feira, 7 de abril de 2011

31 de Março (e daí?)

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Em ocasião anterior, me atrevi a escrever alguma coisa sobre o perfil, o comportamento, os anseios e as “mesmices” dos Militares da Reserva, candidatos a cargos eletivos.
O documento, por ter sido extenso, foi meio cansativo mas, mesmo assim, foi lido e comentado por centenas de amigos espalhados por esse Brasil e, da maioria, só recebi comentários de apoio ao que escrevi, em contrapartida ao silêncio dos candidatos (não todos).
Hoje, não aguentei, tive que voltar a “dizer” algo (por escrito) sobre os acontecimentos do último “31 de Março”.
Na troca de mensagens, eu e vários amigos, não poupamos críticas aos atuais Chefes Militares e demais Comandantes de todos os escalões. Muito justo, visto que, todos, ficamos estupefatos e frustrados, tanto pela “ordem” emitida como pelo cumprimento da mesma, sem uma “rebelião”, por menor que fosse. Doeu em nossa “cepa” guerreira, a marginalização de uma atuação que, em última análise, recolocou o País e, por extensão, a sociedade no rumo correto. Doeu no cerne de nossa formação, sermos execrados, não pelos atuais ocupantes do poder mas, pelos próprios irmãos de farda. Feriu tanto, que diversos camaradas manifestaram a intenção de “não mais adentrar em um recinto militar”.
Mas, credito todos esses excessos ao emocional abalado do momento. Logo voltaremos ao normal e, assim sendo recuperaremos a lógica, o bom senso e a lucidez, entendendo e perdoando os irmãos de farda. Afinal, os tempos são outros e, principalmente, os guerreiros são de outra “cepa”.
No meio disso tudo, me restam algumas perguntas que, por necessidade de uma resposta clara, tenho que dividir com todos pois, a dificuldade sempre deve apontar soluções e novas atitudes, nunca o desânimo e a aceitação da derrota.
Espaço, em meios de comunicação, se compra, não é verdade??? Então, cadê o Clube Militar, o Mova ou seja lá a agremiação que for, que não se dispôs a comprar um espaço em Jornais ou em canais de televisão, para reivindicar o “nosso” direito de comemorar a “nossa” Revolução???
Não havia dinheiro em caixa??? Cadê os Militares da Reserva que buscam espaço e projeção política??? Estes, visando votos futuros, poderiam, usando todos os meios possíveis, convocar os “da Reserva” e a população em geral, para um ato público. Fosse na praça, na rua ou no Inferno mas, tinham que fazer alguma coisa. Será que faltou idéia, coragem ou vontade??? Poderia ser um fracasso??? É claro que poderia mas, e daí???
Daí, que vou continuar indignado e sem respostas, né????
Deboni 
Recebido por correio eletrônico
COMENTO:  dá para discordar??? Por que as comemorações da data devem ser feitas em e por entidades públicas??? Realmente está nos faltando criatividade!!
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