sábado, 30 de abril de 2011

Justiça quer que família prove presença de Joel Silveira na guerra

por Claudio Leal
Joel Silveira (Potal da FEB)
A família de Joel Silveira (1918-2007), um dos mais importantes jornalistas da história da imprensa brasileira, entrará com um recurso especial e extraordinário para o STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o STF (Supremo Tribunal Federal) julgarem o pagamento de sua pensão de veterano da Segunda Guerra Mundial.
A justiça federal exigiu a comprovação de que o criador do termo "pracinha", ex-repórter dos Diários Associados, esteve em zonas de combate. Por causa do impasse, a viúva do escritor, falecida em 2010, não recebeu a pensão do Exército.
"É um absurdo, vou até o fim nessa brincadeira", diz Elizabeth Silveira, filha do jornalista. A informação foi antecipada pela coluna de Joaquim Ferreira dos Santos, de "O Globo".
Anos antes de morrer, Joel passou a fazer gastos excessivos com a saúde, além de ter que pagar três acompanhantes. Sempre resistiu a ter uma pensão de ex-combatente, mas acabou aceitando a sugestão de Elizabeth, ao saber que, em caso de morte, o pagamento se estenderia somente até a viúva. Aconselhado por um advogado, na associação dos veteranos da FEB (Força Expedicionária Brasileira), ele entrou com um mandado de segurança. "Só entramos porque sabíamos que a pensão acabaria em minha mãe, ninguém poderia dizer que os filhos queriam coisa nenhuma", afirma Elizabeth.
O processo foi julgado favorável em primeira instância, em 2006. Quando soube da notícia, Joel ligou para a filha:
- O Exército vai me pagar uma pensão, olha que ótimo!
A notoriedade do escritor não foi reconhecida pela União Federal, que recorreu da decisão. O TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região deu provimento ao recurso, alegando que Joel não comprovou sua condição de ex-combatente. A prova é fornecida pelos ministérios militares.
Mestre da reportagem, Joel Silveira morreu em 15 de outubro de 2007. A pensão seria legada a Iracema, sua viúva, mas logo no primeiro mês veio o corte: ela recebeu apenas o equivalente à primeira metade de outubro, quando o marido ainda estava vivo. E mais outra surpresa: o Estado de Sergipe também cortara a pensão deixada por Joel, ex-secretário sergipano da Cultura.
Capa do livro "O inverno da guerra", de Joel Silveira,
correspondente dos Diários Associados na Itália
Com a redução do orçamento, Elizabeth precisou vender dois terrenos para manter o padrão de vida da mãe, que tinha osteoporose e precisava dos cuidados de duas acompanhantes. Apesar de ter apresentado sua documentação, Iracema morreu em fevereiro de 2010 sem receber o dinheiro.
A família quer somente o pagamento das pensões correspondentes ao período da morte de Joel até a morte de Iracema - aproximadamente, R$ 200 mil.
Convidada pelo governador sergipano Marcelo Déda (PT) para inaugurar a Ponte Joel Silveira, com a presença do presidente Lula, a família se recusou. "Eu disse poucas e boas ao assessor dele, acho que nunca mais vão querer saber de mim", conta Elizabeth a Terra Magazine.
Obrigada a provar que Joel Silveira esteve em campo de batalha, como correspondente de guerra, ela se indigna: "Querem prova maior do que a medalha de guerra da campanha na Itália? Além dos livros... Mas esse povo não deve ler". Numa carta ao neto, que estudava cinema nos Estados Unidos, Joel relatou: "Se não fosse o (Egydio) Squeff (do jornal O Globo) me jogar numa vala, talvez seu avó não estivesse vivo".
Os jornais brasileiros enviaram para a Itália alguns de seus melhores repórteres, a exemplo de Rubem Braga, Joel Silveira, Raul Brandão e Egydio Squeff, os quais receberam uma patente militar para acompanhar as operações da FEB. Enviado por Assis Chateaubriand, dos Diários Associados, Joel deixou um dos mais famosos relatos sobre os pracinhas: "Eu vi morrer o Sargento Wolff".
Terra Magazine
COMENTO:  é inacreditável que esse "cuidado" da União para com os recursos públicos não se estenda às indenizações da cumpanherada supostamente torturada durante o período em que o país teve governantes que faziam jus ao adjetivo. Para receber indenizações isentas de IR, basta "denunciar" que esteve preso e foi torturado. Ninguém exige "provas" nem questiona motivações. Atropela-se, inclusive a porcaria que denominam "constituição cidadã", que prevê no parágrafo 1º do Art 8º  (o que trata sobre anistia política) que: "O disposto neste artigo somente gerará efeitos financeiros a partir da promulgação da Constituição, vedada a remuneração de qualquer espécie em caráter retroativo." É como já escrevi antes aqui. Com uma justiça desse calibre, não podemos esperar nada melhor que as decisões sobre a entrega do norte do Brasil (Raposa-Serra do Sol) às ONG internacionais, o abate da 'ficha-limpa' no início do voo, a prescrição do processo do 'mensalão' sem seu julgamento, e por aí vai. Legislativo não há, Justiça não temos mais. E o período em que o país foi dirigido por militares é que era uma Dita-dura. Tá tudo dominado!!!!!

PT Dá Tiro no Pé.

A volta de Delúbio Soares ao PT custará caro ao partido e ao governo Dilma. A refiliação do ex-tesoureiro, um dos principais personagens do mensalão, provocará desgaste na opinião pública. Mesmo cientes disso, o PT e o governo parecem dispostos a pagar o preço.
Por quê?
Delúbio ficou calado durante muito tempo. Não atrapalhou a reeleição de Lula em 2006 nem a vitória de Dilma em 2010. Nos bastidores, apresenta sinais de instabilidade emocional. Não suporta mais o ostracismo. Isso preocupa muita gente graúda no PT. Há petistas que falam em chantagem política, ao descrever a veemência do seu pedido de refiliação.
Outro motivo: o ex-tesoureiro deverá ser condenado por formação de quadrilha e corrupção ativa, crimes aos quais responde no processo do mensalão que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal).
O sensato seria aguardar a decisão do Supremo, esperada para o ano que vem. Absolvido, Delúbio poderia pedir a refiliação com forte argumento. Mas ninguém no PT acredita nessa hipótese. Melhor, no cálculo político da sigla, aceitá-lo agora.
Prestes a acontecer, será uma decisão de uma hipocrisia política digna do bordão "nunca antes na história deste país". É fraca a justificativa de que não há condenação perpétua no Brasil e que, portanto, ele poderia retornar desde que comprometido a ter bom comportamento de agora em diante.
Delúbio não foi para a cadeia. Um partido político decidiu em 2005 que deveria expulsá-lo devido ao papel central no esquema do mensalão. Ora, é um direito de qualquer agremiação escolher quem está apto a integrar seus quadros.
Se refiliá-lo agora, o PT deveria dizer que todo o partido, sem exceções, endossou as ações de Delúbio na tesouraria e que ele foi expulso somente para dar uma resposta política ao eleitorado e não bombardear a reeleição de Lula.
Hoje, a oposição está enfraquecida. O governo parece uma fortaleza. O mais provável é a manutenção desse cenário na próxima disputa presidencial, mas há tempo de sobra para uma reviravolta.
Se tivesse respeito à própria história, o PT diria não a Delúbio. O partido contribuiu para civilizar a política brasileira enquanto empunhou com seriedade a bandeira da ética na política. Mas a legenda não aceita mais ser cobrada pelo padrão ético que ajudou a construir.
Não dá para reescrever a história. É injusto dizer que o mensalão é o maior escândalo de corrupção do Brasil. Inexiste corruptômetro. Mas é justo classificá-lo como o maior escândalo da história do PT e do governo Lula. Delúbio Soares e Marcos Valério são personagens reais de um esquema de compra de apoio político com recursos de origem pública.
No poder central, em nome do pragmatismo, o PT vem dinamitando seu pilar ético para se transformar na maior máquina política do Brasil. Uma pena. Já virou tradição o PT dar tiro no pé quando se sente por cima da carne seca.
Kennedy Alencar escreve na Folha.com às sextas.
COMENTO: Kennedy Alencar é considerado como uma espécie de "porta-voz" não oficial do PT (ou, pelo menos, de uma parcela do partido). Será que podemos considerar esse texto como uma manifestação da ala menos corrupta do partido?

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Inquisição, Hereges e Fogueiras

por  Clovis Purper Bandeira
O termo Inquisição refere-se a várias instituições dedicadas à supressão da heresia no seio da Igreja Católica. A Inquisição foi criada inicialmente para combater o sincretismo entre alguns grupos religiosos, que praticavam a adoração de plantas e animais. A Inquisição medieval, da qual derivam todas as demais, foi fundada em 1184 no Languedoc (sul da França) para combater a heresia dos cátaros ou albigenses. Em 1249, implantou-se também no reino de Aragão, como a primeira Inquisição estatal e, já na Idade Moderna, com a união de Aragão e Castela, transformou-se na Inquisição Espanhola (1478 - 1821) – na qual celebrizou-se a figura do dominicano Torquemada, de triste lembrança – sob controle direto da monarquia hispânica, estendendo posteriormente sua atuação à América. A Inquisição Portuguesa foi criada em 1536 e existiu até 1821. A Inquisição Romana ou "Congregação da Sacra, Romana e Universal Inquisição do Santo Ofício" existiu entre 1542 e 1965.
O condenado era muitas vezes responsabilizado por uma "crise da fé", pestes, terremotos, doenças e misériaEstado, para que fosse punido. As penas variavam desde confisco de bens e perda de liberdade, até a pena de morte. social, sendo entregue às autoridades do
O delator que apontava o "herege" para a comunidade garantia, por seu ato, sua e status perante a sociedade.
Ao contrário do que é comum pensar, o tribunal do Santo Ofício era uma entidade jurídica e não tinha forma de executar as penas. O resultado da inquisição feita a um réu era entregue ao poder secular.
A utilização de fogueiras como maneira de o braço secular aplicar a pena de morte aos condenados que lhes eram entregues pela Inquisição é o método mais famoso de aplicação da pena capital, embora existissem outros.
Séculos depois de terem sido encerrados os tribunais eclesiásticos do Santo Ofício e de terem cessado os autos de fé, o Brasil, mestre em recriar a história, estabelece seu Tribunal Inquisitório, sob o nome de Comissão Nacional da Verdade. Nela, os torquemadas tupiniquins julgarão os novos hereges, na maioria militares, que ousaram enfrentá-los e derrotá-los há algumas décadas.
Os delatores desses hereges, muitos já recebendo generosas pensões e indenizações por terem sido vítimas da “repressão” que impediu que transformassem, como era seu intento, o país em uma grande Cuba, garantem o reconhecimento governamental e sua pureza ideológica através da delação. Já tendo recebido as gordas indenizações – isentas de imposto de renda – de que usufruem, receberão agora a doce vingança final de verem seus antigos adversários arrastados às barras deste tribunal de araque, composto majoritariamente por antigos esquerdistas e seus asseclas, que julgarão os agentes da lei e da ordem que, no cumprimento de seus deveres profissionais, ousaram combatê-los. Assim, velhos criminosos, já premiados, vão completar a vendeta com a execração pública de seus pretensos algozes.
Conforme já decidiu o STF, não há crime a punir, visto que a Lei da Anistia eximiu todos os envolvidos, da esquerda e da direita. No entanto, na visão caolha que perdoa guerrilheiros e terroristas e condena, apesar da Lei, os que contra eles lutaram, o linchamento público deve ocorrer, sob a desculpa de que os agentes do Estado têm responsabilidade, mas os bandidos e criminosos são vítimas inocentes, inimputáveis – e insaciáveis, como se vê. São os únicos titulares dos “direitos humanos”.
Os defensores dessa absurda e tendenciosa Comissão alegam que apenas desejam descobrir o destino dos corpos de seus entes queridos, que desapareceram na luta contra a “ditadura”, embora quisessem implantar outra ditadura em seu lugar – só que, como eram e são donos da verdade, só eles podem julgar o que convinha e convém ao país.
É evidente que, para localizar cadáveres, a eficiência desses julgamentos é nula. Mas isso é apenas desculpa, uma justificativa de apelo popular para encobrir as verdadeiras intenções vindicativas dos vencidos. Inverte-se o ditado romano: “Ai dos vencedores”.
Não tenho dúvidas de que nosso excelso Congresso aprovará a criação da Comissão desejada pelo Executivo, em troca da nomeação de mais alguns nepotes para cargos públicos a serem criados para abrigá-los.
As fogueiras estão sendo armadas. Já se antecipa o cheiro de carne queimada.
Clovis Purper Bandeira é Gen Div R1  e
1º Vice-Presidente do Clube Militar
Fonte:  Clube Militar

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Mais um referendo!

Por Gil Cordeiro Dias Ferreira
Que venha o novo referendo pelo desarmamento. Votarei NÃO, como da primeira vez, e quantas forem necessárias, até que os Governos Federal, Estaduais e Municipais, cada qual em sua competência, revoguem as leis que protegem bandidos, desarmem-nos, prendam-nos, invistam nos sistemas penitenciários, impeçam a entrada ilegal de armas no País e entendam de uma vez por todas que não lhes cabe desarmar cidadãos de bem.

Nesse ínterim, proponho que outras questões sejam inseridas no referendo:

Voto facultativo? SIM!
Apenas dois Senadores por Estado? SIM!
Reduzir pela metade os Deputados Federais e Estaduais e os Vereadores? SIM!
Acesso a cargos públicos exclusivamente por concurso, e não por nepotismo? SIM!
Reduzir os trinta e sete Ministérios para doze? SIM!
Cláusula de bloqueio para partidos nanicos sem voto? SIM!
Fidelidade partidária absoluta? SIM!
Férias de apenas trinta dias para todos os políticos e juízes? SIM!
Ampliação do Ficha-limpa? SIM!
Fim de todas as mordomias de integrantes dos três poderes, nas três esferas? SIM!
Cadeia imediata para quem desviar dinheiro público? SIM!
Fim dos suplentes de Senador sem votos? SIM!
Redução dos vinte mil funcionários do Congresso para um terço? SIM!
Maioridade penal aos dezesseis anos para quem tirar título de eleitor? SIM!


Voto em lista fechada? NÃO!
Financiamento público das campanhas? NÃO!
Horário Eleitoral obrigatório? NÃO!


Um BASTA! na politicagem rasteira que se pratica no Brasil? SIM!!!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

De Olhos Abertos

por Arlindo Montenegro
Michel Chossudovsky é um judeu canadense, economista e professor da Universidade de Ottawa. A grande mídia dos EUA costuma associá-lo aos investigadores da história tidos como “teóricos da conspiração”. O professor Chossudovsky, circulou em altos escalões do poder econômico, por diversas agências da Onu e inúmeras Universidades, tendo seus livros traduzidos em mais de 20 idiomas, menos o português do Brasil.
Ronaldo Schlichting nos conta a história do Arrow, um caça a jato, o primeiro avião do mundo a voar em velocidade duas vezes superior à do som (mach 2), “fruto do gênio e do patriotismo dos canadenses”. Mas em  fevereiro de 1959, “o primeiro-ministro do Canadá decretou o cancelamento do projeto Arrow”. Forças ocultas?
As plantas do projeto, motores, protótipos, ferramentas, informações e patentes foram para o domínio da França, Inglaterra e EUA. Os franceses e ingleses fizeram um consórcio e construíram o primeiro avião supersônico de passageiros, o Concorde, um fracasso comercial. Os canadenses ficaram com o prejuízo sem saber por que.
A construção das naves espaciais, do acelerador de partículas gigantesco que funciona em solo europeu bem como muitas dos equipamentos da mais alta tecnologia nuclear, (e militar) ou o Concorde, não seria possível sem um metal raro, o nióbio, que resiste às mais altas temperaturas, tipo as geradas pelos “trens bala”.
98% das reservas mundiais de nióbio estão no Brasil. A maior companhia mineradora e exportadora de nióbio está em Araxá, MG. A CBMM, pertence ao Grupo Moreira Salles e à multinacional Molicorp. A CBMM exporta 95% do nióbio, que é cotado pela bolsa de metais de Londres, a 90 dólares o quilo.
Vem a pergunta: se o Brasil é o único fornecedor mundial de nióbio, porque o preço não é determinado pelos brasileiros? As 37.000 toneladas anuais que o mundo consome, saem do Brasil. Vem uma informação da FSP publicada em 2002: logo que foi eleito, Luis Inácio foi levado por Aécio Neves, para um fim de semana na casa de hóspedes da mina de nióbio de Araxá... Questões de estado?
Aqui temos a aliança das tais “esquerdas” socialistas, defensoras da nova ordem mundial, com interesses do topo do mundo capitalista. A CBMM financiou através de uma ong, os projetos da fome que não zerou e do Instituto Cidadania, presidido pelo ilustre ex-presidente, ex-metalúrgico, ex-sindicalista, ex-pobre, cuja submissão à canalha internacional, fez o Brasil perder mais de 6 bilhões de dólares anuais, somente com a exportação (quase secreta) do nióbio. E nada mudou.
No Estadão de 6 de Julho de 2005, o Marcos Valério, aquele do mensalão, revelou que agendou um encontro do Banco Rural com o José Dirceu, para tratar de exploração de uma mina de nióbio na Amazônia.(José Dirceu confirmou ter tratado "a questão do nióbio" com banqueiros mineiros... , no programa Roda Viva, da TV Cultura, no dia 24 de outubro de 2005).
No dia 17 de Julho do mesmo ano o jornalista Cláudio Humberto, havia grafado: “o nióbio é caixa preta... 100% do nióbio consumido no mundo é brasileiro, mas oficialmente exportamos só 40%... décadas de subfaturamento...” Negócios de alto nível...
É assim que os poderosos agem. Se alguém pergunta quem tacou dois aviões nas torres gêmeas no 11 de Setembro de 2001 lá em Nova Iorque, a imagem do barbudo Bin Laden vem à mente. Poucos sabem que há farta documentação da trama e cumplicidade da administração Bush e sua inteligência militar, criando um pretexto para invadir o Iraque, lançar a guerra contra o terrorismo, militarizar a justiça e revogar a democracia nos EUA.
É o que afirma Michel Chossudovsky, revelando as intimas ligações da família Bin Laden, associada em investimentos internacionais à família Bush. Tudo para facilitar a implantação da “nova ordem mundial”, contando com o terrorismo e a guerra de conquista subseqüente para alegria de Wall Street e do complexo militar industrial.
O 11 de setembro de 2001 foi o golpe para justificar a guerra sem fronteiras contra o “mito” do “inimigo externo”, sem o qual não haveria a guerra contra o terrorismo, nem se revogariam as liberdades civís. Chossudovsky, também refere a arma norte americana de mais alta tecnologia, baseada nos estudos de Nicola Tesla, o HAARP, capaz de provocar terremotos, maremotos, interferir na atmosfera... também dita “teoria da conspiração”.
Olhando o próprio umbigo, nossa mídia prima por comentar crimes e aberrações, justificando as manobras de submissão destes governantes que, aqui, como pelo mundo afora, abandonam as pessoas à própria sorte, cobrando cada dia mais impostos sobre o trabalho remunerado... a preço de nióbio, segundo as cotações dos controladores do mundo.
Fonte:  ViVerdeNovo
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terça-feira, 26 de abril de 2011

VOLTA ÀS ARMAS (GOVERNO VAI INVESTIR R$ 30 BI EM REAPARELHAMENTO DAS FORÇAS ARMADAS)

A indústria bélica está em polvorosa no Brasil. O governo vai investir mais de R$ 30 bilhões no reaparelhamento das Forças Armadas. Fusões e aquisições movimentam o mercado e atraem novas empresas, como a Embraer e a Odebrecht
Guilherme Queiroz e Carlos Eduardo Valim
Para a indústria de defesa brasileira, o nome Osório carrega um fardo histórico. Projetado pela extinta Engesa, em meados da década de 1980, era tido, à época, como um tanque inovador, mais moderno e mais barato que os concorrentes. Mesmo com credenciais como essas, o Osório não conseguiu sair do estágio do protótipo da Engesa.
Numa concorrência aberta pelo governo da Arábia Saudita, foi derrotado por um similar dos Estados Unidos, o M1 Abrams. Reza a lenda que foi uma jogada diplomática não muito leal dos americanos, que acusaram o Brasil de estar alinhado à antiga União Soviética. A derrota ajudou a precipitar a falência da então maior fabricante de blindados da América Latina, que havia investido US$ 100 milhões no protótipo do Osório.
Com a morte do tanque brasileiro, boa parte da indústria local de armamentos perdeu o rumo por muito tempo. Agora, quase duas décadas depois, o fracasso do Osório começa a ser exorcizado com um novo ciclo de investimentos. Nos próximos 15 anos, mais de R$ 30 bilhões devem ser gastos para reaparelhar as Forças Armadas. A boa notícia é que, em vez de ser gasto na compra de equipamentos de segunda mão, descartados por outros países – prática recorrente até há pouco tempo –, esse dinheiro será aplicado na indústria nacional, chamada a desenvolver tecnologias para modernizar as obsoletas frotas do Exército, Marinha e Aeronáutica. “Saímos da vida vegetativa para o renascimento da indústria”, diz Carlos Pierantoni, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa (Abimde).
A justificativa para o novo ciclo de investimentos está no plano do governo de estruturar uma capacidade dissuasória contra ataques à América do Sul. “Temos recursos na região que serão objeto de disputa em 50 anos: água, solo, capacidade energética”, afirma o ministro da Defesa, Nelson Jobim. A nova Estratégia Nacional de Defesa (END) prevê duas frentes principais de investimentos: para o monitoramento das fronteiras e para a mobilidade de tropas.
Eduardo Marson, da Helibras: a produção de helicópteros vai integrar 
fornecedores locais ao mercado mundial
A perspectiva de participar como fornecedor dos grandes projetos militares gera uma movimentação intensa no setor bélico brasileiro. Há duas semanas, o LAAD, maior evento de defesa da América Latina, realizado no Rio de Janeiro, reuniu 663 expositores de 40 países, o dobro de 2009.
Um dos “xodós” das Forças Armadas é o cargueiro KC 390, em desenvolvimento na Embraer, que deve consumir US$ 1,7 bilhão em investimento até o voo do primeiro protótipo, em 2014. Candidata a conquistar 30% do mercado mundial, a Embraer já soma 60 intenções de compra de oito países e dois parceiros internacionais na produção: a Argentina FAdeA, para construção de partes da asa, e a tcheca Aero Vodochody, que fornecerá aeroestruturas. A Embraer também já mapeou oportunidades para investir em sistemas de defesa antiaérea e radares e desenvolve um veículo aéreo não tripulado em parceria com a gaúcha AEL Sistemas S.A.
Marco Mazzu, da Iveco: cerca de 100 empresas vão participar da 
construção do blindado Guarani
As perspectivas de negócios são tantas que a empresa, sediada em São José dos Campos, criou em março uma divisão específica para executar sua estratégia no setor de defesa. “Estima-mos participar de projetos com valor de até US$ 15 bilhões nos próximos 15 anos”, disse à DINHEIRO Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança.
A empresa não tem medido esforços para demarcar território no setor. Em março, adquiriu a Orbisat, fabricante paulista de radares, por R$ 28,5 milhões. Neste mês, anunciou a aquisição de 50% da Atech, responsável pelo projeto básico do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), que vai consumir US$ 6 bilhões.
Com a aquisição, um negócio avaliado em R$ 36 milhões, a Embraer ganha espaço para ser a gestora das próximas etapas de instalação de radares e integração dos sistemas. “As Forças Armadas darão esse papel a uma companhia brasileira”, diz o general Antonino Guerra, comandante de Comunicação e Guerra Eletrônica do Exército.
A Embraer não está sozinha nesse páreo.
Claudio Carvas, da Atmos: radares meteorológicos de uso militar vão 
disputar mercado de vigilância durante a Copa do Mundo de 2014
e a Olimpíada de 2016
Segundo o general Guerra, empresas de outros segmentos demonstraram interesse no projeto. O grupo Odebrecht, potência nas áreas petroquímica e de infraestrutura, aposta muitas fichas na área de defesa. Em 2008, o grupo já havia fechado contrato, no valor de R$ 20 bilhões, com a francesa DCNS para construir submarinos convencionais e de propulsão nuclear, além do estaleiro em que serão fabricados, no Porto de Sepetiba, no Rio de Janeiro.
No ano passado, a Odebrecht assumiu a Mectron, fabricante paulista de mísseis, e firmou uma joint venture com a francesa Cassidian, braço de defesa do grupo EADS. Esses movimentos foram consolidados há duas semanas com a criação de seu braço bélico, a Odebrecht Defesa e Tecnologia. “Acreditamos nesse mercado, mas é um projeto de longuíssimo prazo”, diz Roberto Simões, presidente da nova divisão. Outras aquisições este ano, porém, não estão descartadas.
Nesta nova etapa para o setor, um dos maiores incentivos para as empresas locais é a exigência das Forças Armadas de um percentual mínimo de componentes nacionais nos projetos em curso. A Iveco, de Minas Gerais, fábrica de caminhões da Fiat, estima em um total de 100 as empresas brasileiras que participarão da produção do blindado Guarani, que começa a ser fabricado em Sete Lagoas (MG), no fim de 2012. O contrato de R$ 6 bilhões, firmado com o Exército, prevê a entrega de 2.044 unidades com 60% de índice de nacionalização. “Todas as tecnologias, de mecânica e eletrônica à fabricação do motor, foram desenvolvidas no Brasil”, afirma Marco Mazzu, presidente da Iveco Latin America. Outra empresa instalada em Minas que vê benefícios no índice de nacionalização é a Helibrás, fabricante do helicóptero EC-725 Super Cougar. A empresa tem uma encomenda de 50 aeronaves, que serão produzidas em Itajubá (MG).
Parte das peças serão importadas da matriz – seu principal controlador é a Eurocopter, do grupo EADS – e 50% dos componentes serão nacionais. Alguns helicópteros, porém, não devem ser produzidos no Brasil. Eduardo Marson, presidente da Helibrás, não vê nisso um problema. “Nossos fornecedores locais serão integrados à enorme cadeia global da Eurocopter”, diz.
Tornar-se fornecedor em escala global é o sonho de produção de qualquer fabricante que se preze. Ainda mais num segmento que movimenta US$ 1,5 trilhão por ano no mundo. Mas o mercado interno também pode garantir pedidos da indústria para o setor civil. A paulistana Atmos, por exemplo, que desenvolve radares meteorológicos para uso militar, já pensa numa nova finalidade para seus sistemas. “A Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016 vão impulsionar nosso mercado”, diz Cláudio Carvas, presidente da Atmos.
Diversificar mercados é também uma chance de as empresas se tornarem menos suscetíveis às restrições no orçamento do Ministério da Defesa, uma das primeiras pastas a sofrer cortes quando o governo precisa apertar o cinto. Em 2011, a tesourada atingiu R$ 4,3 bilhões dos investimentos, forçando o Ministério da Defesa a malabarismos para manter programas como o do blindado Guarani.
Por outro lado, o setor tem se mostrado otimista com a elevação dos investimentos, que quadriplicaram nos últimos cinco anos, chegando a R$ 7,7 bilhões em 2010. Segundo o Instituto Internacional de Estudos da Paz de Estocolmo (Sipri), entidade que mede e analisa orçamentos de defesa em todo mundo, o Brasil foi o principal responsável pela alta de 5,8% dos gastos militares da América Latina. “O Brasil está buscando projetar seu poder e influência por meio da modernização militar’’, constatou a entidade.
ISTO É DINHEIRO
Fonte:  Blog do Montedo

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Governo Nomeia Outro Sem Notório Saber Jurídico Nem Reputação Ilibada - É a Ditadura do PT


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Transcrito do Blog do Ricardo Noblat
O governo nomeia para o STJ Antônio Ferreira, advogado sem currículo – mas ligado ao PT
Diego Escosteguy e Murilo Ramos
ÉPOCA
O advogado Antônio Carlos Ferreira formou-se numa faculdade que nem sequer consta da lista das 87 recomendadas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Não fez mestrado. Em 30 anos de carreira, nunca publicou um artigo jurídico. Só teve um grande cliente: a Caixa Econômica Federal, onde entrou há mais de 25 anos.
Nas poucas e magras linhas de seu currículo oficial, porém, não há menção ao dado mais relevante de sua trajetória: desde 1989, ele é filiado ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, entidade alinhada com o Partido dos Trabalhadores.
Militante informal do partido, Antônio Carlos fez carreira na Caixa com a ajuda dos companheiros. Em 2000, a pedido do atual tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, tornou-se chefe do setor jurídico do banco no Estado de São Paulo. Quando Lula assumiu a Presidência, três anos depois, o PT emplacou Antônio Carlos no comando da Diretoria Jurídica da Caixa – uma posição para lá de poderosa, da qual dependem todos os grandes negócios do banco.
Antônio Carlos, um companheiro discreto e disciplinado, nunca criou problemas para o partido. Deu aval a contratos tidos como ilícitos pelo Ministério Público Federal, como no caso da multinacional de loterias Gtech, e testemunhou silenciosamente ações ilegais, como a quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo.
No caso da Gtech, acusada pelo MP de pagar propina ao PT para renovar por R$ 650 milhões um contrato com a Caixa, Antônio Carlos e sua equipe mudaram o entendimento jurídico sobre o assunto – o que permitiu a renovação exatamente nos termos pedidos pela multinacional, ainda no começo do governo Lula.
Anos depois, em 2006, ele jantava com o então presidente da Caixa, Jorge Mattoso, quando um assessor do banco entregou a Mattoso um envelope com os extratos bancários do caseiro que denunciara malfeitorias do ministro Antonio Palocci.
O misterioso perdão milionário concedido pela Caixa ao grupo Bozano e ao Banco Santander, revelado por ÉPOCA na semana passada, também passou, sem nenhum questionamento, pelo crivo da turma de Antônio Carlos. (Por meio de sua assessoria, ele negou participação nos casos que passaram por sua área e disse não ter visto o conteúdo do envelope com os extratos bancários do caseiro.)
Antônio Carlos permaneceu na diretoria da Caixa até agosto do ano passado. Na última terça-feira, a presidente Dilma Rousseff o nomeou para uma vaga no Superior Tribunal de Justiça, o STJ, a segunda corte mais importante do país.
Para ocupar esse cargo, a Constituição exige que o candidato detenha “notório saber jurídico” e “reputação ilibada. Caberá agora ao Senado sabatiná-lo.
A reputação foi colocada em xeque por sua atuação na Caixa. Com relação ao notório saber jurídico, é difícil encontrar lentes para enxergar esse atributo em Antônio Carlos – a não ser lentes vermelhas, partidariamente embaçadas.
Leia mais em Companheiro de toga 
COMENTO:  o senado vai sabatinar o candidato! O que será que vai acontecer? Teremos questionamentos sobre a atuação profissional do candidato? Veremos alguma questão verificando seus conhecimentos? Alguma pergunta indiscreta sobre ligações politico-partidárias em seu passado? Ou veremos o mesmo espetáculo de rasgação de sedas, elogios e salamaleques já visto por ocasião da aprovação do jovem reprovado em concursos para juiz mas elevado ao STF pelo maior mentiroso "nuncantisvistoneçepaíz", ou também visto por ocasião da aclamação do outro que, dias após ter assumido o cargo se declarou favorável a que se invada os lares em geral para apreender armas que possivelmente lá existam. Com uma justiça desse calibre, não podemos esperar nada melhor que as decisões sobre a entrega do norte do Brasil (Raposa-Serra do Sol) às ONG internacionais, o abate da 'ficha-limpa' no início do voo, a prescrição do processo do 'mensalão' sem seu julgamento, e por aí vai. Legislativo não há, Justiça não temos mais. E o período em que o país foi dirigido por militares é que era uma Dita-dura!!!!!
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domingo, 24 de abril de 2011

Negação da experiência e falta de autoridade

Apocalipse de São João:  ”Porque tu és morno; nem és quente, nem és frio, começar-te-ei a vomitar de minha boca”
por Beatriz Mecozzi Moura

Não há qualquer dúvida que enfrentamos há anos uma crise de autoridade.
Qualquer pessoa lúcida percebe que a juventude não reconhece mais a autoridade, seja ela qual for.
E como poderiam os jovens reconhecerem a autoridade nesses adultos (que eles chamam de véi)? Ora, são pais cujo ideal máximo é serem iguais aos filhos.
Toda e qualquer autoridade mãe, pai, professor, bispo, pastor, delegado, presidente da República....etc. foi relegada ao lugar de adultos acuados.
A questão é perceber que a autoridade não é simplesmente saber quem manda.
A autoridade não deve ser a do poderoso, novo rico sem tradição, que financia o carrão no banco e não paga a prestação, nem do carro, nem a mensalidade do colégio, porque “precisa” levar os filhos pra Disney, nem daquele que dá carteirada. A autoridade deve ser do sábio.
E quem quer saber alguma coisa, hoje?
Quando a gente reduz o campo da experiência – do pai lavrador, operário, professor, médico ou a da mãe dona de casa, costureira, enfermeira, advogada, que levou anos para se formar - a gente supervaloriza o poder e retira qualquer aura do saber prático – saber cozinhar, plantar, etc - do campo de legitimidade ética.
A questão é, no horizonte dessa nossa sociedade do politicamente correto ainda somos capazes de produzir sábios?
Sem a mediação de uma tradição que possa provocar, instigar a que o jovem pense, o que acontece? Esse jovem vive em permanente desamparo.
A noção de autoridade explode e aí fica só a figura do irmão, do colega, do amigão.... jamais a do pai.
O resultado disso é um conjunto de adultos patéticos, isto é, de pessoas maduras que não reconhecem o valor da experiência vivida que tiveram (porque, às vezes, simplesmente não viveram, eram sonâmbulos que sobreviviam ao stress enquanto adquiriam bens de consumo) e têm como único objeto parecer jovens a partir de procedimentos cirúrgicos que apontam para o corpo como trampolim para o mergulho no caos.
Esse caos onde o amor é um sentimento cor-de-rosa, meigo, nesse clima de novela nostálgica de paz e amor, bicho, pós maio de 68.
O amor, caros pais e mães, só é verdadeiro se vier acompanhado por um profundo ódio por tudo aquilo que ameaça o ser amado.
A mãe que ama verdadeiramente seu filho drogado odeia a droga ao ponto de não admitir que a droga entre em sua casa nem escondida no corpo envenenado desse filho.
Na era do amor covarde, específico do politicamente correto, o amor é um xarope, um tatibitate meloso que não separa o certo do errado e, desse modo, não é luta, nem é aliança pela vida.
O amor verdadeiro não é cego, senhores pais, ele é foco que ilumina o perigo que ronda o filho.
Amar é ter autoridade conquistada pelo sacrifício durante a vida que proporcionou aprender e conquistar o saber
Amar seu filho, não é bajular pra ser curtido. Amar seu filho é mostrar-lhe o erro, ser firme e mostrar que não desiste de colocá-lo no caminho certo. Amar é querer ser admirado e não parecer um “véi manero”

O BRASIL QUE PRESTA VIRA CHACOTA DO BRASIL QUE NÃO PRESTA!

Bom exemplo de motorista que devolveu R$ 74 mil ao dono vira motivo de chacota
Selma Schmidt
RIO - O bom exemplo do motorista Joilson Chagas, de 31 anos, que devolveu ao dono os R$ 74.800,00 encontrados no ônibus que dirigia, na semana passada, virou motivo de chacota de alguns colegas. Ele lamentou que, enquanto descansava no dormitório da empresa, em Nova Friburgo, jogaram o seu crachá no vaso sanitário e escreveram na parede do banheiro "Chagas otário". Chagas - que perdeu a casa na enxurrada de janeiro - não se arrepende de seu gesto:
- O dinheiro não era meu. É bom ficar com o que é nosso.
Em casa, o motorista recebeu o apoio da mulher - grávida de cinco meses - e do filho de 14 anos.
- Espero que meu filho chegue na minha idade com a minha cabeça - disse ele.
Já a Viação 1001, onde Chagas trabalha há quatro anos e meio e ganha cerca de R$ 1.400,00 por mês, quer valorizar a sua atitude. A empresa informou que estão sendo estudadas uma homenagem e até uma promoção.

O dono do dinheiro é um agricultor de cerca de 80 anos, que não quer ser identificado. Ele embarcou num ônibus em Friburgo, que parou na Rodoviária Novo Rio e no Terminal Menezes Côrtes. No fim da viagem, ao fazer a inspeção de rotina após o desembarque dos passageiros, Chagas encontrou um celular na poltrona 13 e um pacote junto à janela:
- Botei o pacote na poltrona e abri. Nunca vi tanto dinheiro. Estava enrolado em papel de pão e amarrado com barbante.
Chagas entrou em contato com seu chefe e retornou a Friburgo para entregar o pacote na sua empresa. Ao chegar ao terminal, avistou um senhor chorando e, na conversa com ele, descobriu tratar-se do dono do dinheiro. O homem ofereceu R$ 2 mil como recompensa, que o motorista não aceitou. O filho dele, então, entregou um relógio, pedindo que Chagas guardasse como lembrança.
- Vi a simplicidade do senhor. Achava que tinha perdido o pacote num bar no Largo da Carioca. Ele contou que tinha vendido um veículo para pagar o tratamento de saúde de uma filha.
O GLOBO/GLOBO VÍDEOS
Comentário do Montedo:
Fatos como esse dão bem a dimensão dos 'valores' que animam boa parte da população brasileira. Daí, conclui-se que não podemos nos queixar do 'padrão moral' de boa parte de nossos políticos. Enquanto alguns são 'otários' como este cidadão trabalhador, honesto e que, certamente, orgulha-se em ver seu rosto no espelho todos os dias, muitos são 'espertos' como os colegas que puseram seu crachá na latrina. É o Brasil.
Fonte:  Blog do Montedo 
COMENTO: certamente, os colegas de Joilson Chagas que jogaram o crachá dele na latrina, quiseram colocar tal crachá perante suas consciências, quem sabe com a finalidade de recordar alguma velha lição sobre honestidade que não foi apreendida em suas infâncias. Parabéns ao Joilson.  São fatos como esse que nos dão a esperança de que este país ainda tem remédio.

sábado, 23 de abril de 2011

Desrespeito a Memória dos Heróis Nacionais

por Laguardia
A presidente Dilma Rousseff participou nesta quinta-feira (21) das homenagens do Dia de Tiradentes, em Ouro Preto (MG), e traçou paralelos entre a luta dos inconfidentes mineiros no século 18 e o combate à ditadura militar (1964-1985). 
Fonte: Folha.com

Traçar um paralelo entre a luta dos inconfidentes mineiros e os grupos terroristas que lutaram contra o regime militar, além de ser um grande desrespeito para com estes mártires da independência do Brasil, demonstra total desconhecimento por parte de Dilma Rousseff de nossa história.
Os inconfidentes planejavam instaurar no Brasil uma democracia no estilo da democracia americana existente na época. O Brasil passaria a ser uma república liberal, democrática e livre.
Já os terroristas de Dilma Rousseff planejavam instituir no Brasil a ditadura do proletariado nos moldes cubanos.
Não há nenhum paralelo entre um movimento e outro. Pelo contrário são antagônicos.
Enquanto os inconfidentes preparavam uma democracia liberal, os terroristas preparavam uma ditadura socialista.
Dilma continua nos passos demagógicos e baseada na propaganda nazista de que uma mentira repetida mil vezes pode se tornar uma verdade. 

HEIL HITLER!

por  Rubem Baz
Com essa saudação, milhares de fanáticos do mundo todo estão celebrando hoje, 20 de Abril, o nascimento de Adolf Hitler, ocorrido em 1889, em Braunau, Áustria, fronteira com a Alemanha.  
Os fanáticos sonham com a volta do Terceiro Reich. Sonham, mas assim como o tempo não anda para trás, o III Reich também nunca mais vai existir. 
Winston Churchill afirmou uma vez que se Hitler tivesse morrido em 1938 teria sido o maior estadista do mundo. Ocorre que ele não morreu, em 38. 
Inevitável, no entanto, é a comparação da Republica de Weimar com o Brasil de hoje. Tanto lá como cá, as situações possuem bastante similaridade. 
Mais ou menos 30 partidos políticos, violência, corrupção generalizada e a banalização da liberalidade com apoios explícitos às drogas, ao homossexualismo e outras práticas que atentam diretamente contra a maior instituição social que existe, a Família. Só nos falta a motivação econômica, a hiper inflação. Mas esse é um risco sempre presente; mesmo agora quando ela parecia domada, o grande “líder” quase explodiu tudo para eleger sua pupila, uma forma de continuar governando. 
Mas o que nos interessa de Adolf Hitler nos dias atuais? Interessa e muito, principalmente nesse momento em que um partido literalmente ocupou o poder em nosso país. Esse partido, que tem até o mesmo nome do seu homônimo alemão, Partido dos Trabalhadores, baseia-se no modelo criado por Hitler de propaganda e marketing político, a ponto do seu chefe ou guia haver incorporado uma expressão típica de Adolf Hitler: “eu estou convencido. E mais, esse partido que ocupa o poder, de lá não pretende sair tão cedo, pois já não se importam em afirmar publicamente que possuem um projeto de poder, não de governo. 
Todos os seus projetos são copiados de outros partidos, pois os seus próprios, calote na Divida Externa, Moratória Internacional, Fechamento da Economia, Invasões de terras, Expropriações de propriedades privadas, são altamente impopulares e não geram a necessária confiança da população para traduzir tais projetos em votos. 
Todos aqueles que afirmam que Hitler foi um ditador cometem um erro perigoso, vez que, na verdade, Hitler foi um tirano. A diferença está no fato de que a Tirania se estabelece a partir da Democracia, enquanto uma Ditadura se estabelece a partir da Força, de um Golpe de Estado. 
Hitler, após o Putsch da Cervejaria, como ficou conhecida a tentativa de golpe político de 9 de Novembro de 1923, deu-se conta de que só obteria o poder total se fosse pela via democrática, através do voto popular. E para isso trabalhou 10 anos, montando uma excepcional máquina de propaganda política, copiada até hoje por lideres políticos do mundo todo. 
Hitler se elegeu em 1933 com 50% dos votos, se reelegeu em 1937 com 76% dos votos e confirmou mais uma vez seu poder político em 1941, com espetaculares 94% dos votos. 
Bom, depois veio a derrota de Stalingrado, o Dia D, a Libertação da França e a Queda de Berlin. E o fim do seu governo, sua saída do poder, finalmente. Mas até que esse dia chegasse, o povo alemão sofreu e sangrou, muito. 
Ate hoje se buscam as razoes de um povo milenar, culto e evoluído ter se deixado dominar por um louco com sonhos de grandeza, de um modo tão absoluto, tão perfeito. Acredito que na América Latina isso seria fácil de acontecer também, visto o baixo nível cultural com alto grau de analfabetismo da população. 
Portanto, todo cuidado é pouco com as tiranias e principalmente, com os tiranos, os grandes líderes, os grandes “timoneiros das nações” - Brasil, Venezuela, Equador, Bolívia, Paraguay. 
Obviamente, trata-se de populistas, manipuladores da mídia comprada a peso de ouro (no Brasil, o ultimo governo gastou 10 bilhões de reais em 8 anos), enganadores da opinião pública, cujo objetivo único na vida é serem eternamente donos do poder. Olho vivo com eles.
Rubem Baz é Estudante, Radialista. 
(rubem.baz@hotmail.com)
Fonte:  Partido Alfa

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Fado Português

por Lenilton Morato
Por cruel que possa parecer, a melhor solução é deixar que este tipo de economia entre em colapso. Somente assim o papel do Estado e da iniciativa privada poderão ser revisados. Pela falência, pela crise, talvez finalmente a população e os planejadores entendam que o agente da economia não pode ser o governo. Este deve apenas garantir condições iguais a todos.
A crise econômica que assola nossos patrícios é mais um exemplo de um país europeu fazendo a sua colheita. O inchaço do Estado e o endividamento público tomam conta não só da economia de Portugal, mas de praticamente todo o continente. É a falência de um sistema que já nasceu morto, qual seja, o do Estado de Bem-Estar social.
As contas públicas tendem a aumentar conforme a população vai envelhecendo e as chamadas "conquistas sociais" vão minando as finanças do país. Ao centralizar a grande maioria dos serviços na figura do Estado, como a segurança, educação, saúde, previdência e mesmo infra-estrutura, a produção econômica cai e é cada vez mais prejudicadas. Afinal, para que as contas sejam equilibradas é necessário um ajuste fiscal. E este ajuste requer aumento de impostos e corte de gastos nas áreas nas quais o governo atua. Com isto, as revoltas populares são inevitáveis, pois a população já está acostumada a ser tutelada pelo bondoso e atencioso Big Brother.
Com carga tributária maior, se inibe a atividade de geração de capital. Com a economia privada esfriando, surgem levas de desempregados que irão buscar seus direitos e seguros nos cofres do governo. E para que este pague o que é devido, o remédio é amargo.
O problema com os países de menor expressão econômica da União Européia como Portugal, Grécia, Irlanda e mesmo a Espanha, é que eles não possuem grandes reservas de recursos para honrarem seus compromissos com a população. A solução é recorrer a bancos e fundos internacionais em busca do financiamento de sua dívida. O empecilho é que são poucos aqueles que dão crédito a clientes potencialmente inadimplentes. Quando o fazem, os juros são altos, o que promove o endividamento progressivo do país.
Portugal, assim como a Europa e o Brasil, insistem no erro de ter um Estado mercantilista, que interfere em todo o espectro da atividade econômica, sem deixar que a iniciativa privada cuide de áreas nas quais ele é ineficiente e sujeito a corrupção e endividamento. Os defensores deste modelo estão completamente enganados sobre a sua funcionalidade. Já está mais do que provado que o destino dos países intervencionistas é a falência. E nossos irmãos portugueses agora estão sentindo isto na própria pele.
Quando os EUA e a Inglatera experimentaram um grande desenvolvimento na década de 1980, este se deu não por iniciativa estatal, mas privada. A célebre frase de Ronald Reagan sintetiza de maneira precisa a problemática: o problema é o Estado.
Detratores do liberalismo econômico o fazem por pura ignorância de como funciona a economia. A mão invisível funciona e ela é que coloca os preços, salários, juros e encargos em um equilíbrio natural. A própria natureza é prova disto. Espécimes se adaptam ou são extintas justamente para manter o balanço do planeta. E a economia não é diferente.
Muitos pensam que a riqueza de uma nação é mensurada pela riqueza do Estado, que este precisa concentrar todo capital. Como Adam Smith ensinara, o acúmulo de capital pelo indivíduo é o que dá ao país a sua riqueza. A ele (Estado) cabe garantir regras iguais a todos e prover a segurança e não atuar como agente. Quando isto acontece a consequência é o que estamos vendo hoje na Europa: um continente assistencialista que garante a todos o acesso à renda, mesmo àqueles que não a produzem. Enquanto a população está em franca expansão, como ocorre na China, aparentemente não há problema. Porém, à medida que esta envelhece, as falhas do intervencionismo se evidenciam. E o país precisa de ajuda externa para sobreviver, caso contrário quebra.
Por cruel que possa parecer, a melhor solução é deixar que este tipo de economia entre em colapso. Somente assim o papel do Estado e da iniciativa privada poderão ser revisados. Pela falência, pela crise, talvez finalmente a população e os planejadores entendam que o agente da economia não pode ser o governo. Este deve apenas garantir condições iguais a todos. Os verdadeiros protagonistas de todos os setores da economia é o empresariado, tão criticado e tão acusado de ser maléfico, e concentrador de riqueza.
Passando à iniciativa privadas áreas como previdência, saúde, educação e infra-estrutura, o governo não precisará cobrar pesados impostos de sua população, pois os gastos diminuirão conforme o Estado saia da atividade econômica e funcionários deixam de ser contratados. Consequentemente os gastos com a máquina pública diminui, o mesmo acontecendo com sua dívida. Assim, os governantes podem se preocupar apenas com áreas essencias como a segurança e um sistema de saúde pública voltado efetivamente para aqueles que comprovadamente não podem pagar por um plano.
Com menos impostos e menos burocracia, os empregos surgirão, e a população poderá passar de agente passivo, clientes do governo para atores do sistema econômico, com possibilidade de adquirirem bens produzidos pelas empresas privadas que, com carga tributária menor, diminuem custos, preços e promovem o desenvolvimento da economia.
Enquanto isto não acontece, resta-nos acompanhar o triste desfecho do atual e equivocado sistema. Tal qual o Fado, é algo triste e melancólico. Entretanto, este doloroso processo parece ser a única maneira para, de uma vez por todas, os teóricos da economia entenderem que o Estado de Bem-Estar social é um modelo fadado ao fracasso.
Fonte:  Lenilton Morato 
COMENTO:  em tese, o texto está correto. Mas temo que em alguns países, como nosso Brasil, a teoria não funcione corretamente. Imaginemos previdência, saúde, educação e infra-estrutura totalmente nas mãos de nossa classe empresarial. É claro que não se pode acusar todos os nossos empresários de exploradores. Ma parece, mesmo, que só uma pequena minoria assim pode ser taxada. Mas é uma minoria atuante. São os que cresceram praticando concorrencia predatória e dominam o mercado brasileiro com suas múltiplas empresas de fachada que disfarçam os muitos "monopólios". Para entregar o mercado nas mãos desses senhores, o Estado tem que ser muito forte, a ponto de poder retomar as rédeas no momento que assim o desejar. E seus dirigentes não podem estar atrelados a "doações de campanha" e outros fatos que os deixem com o "rabo no moedor de carnes".  Não dispomos, ainda, desse tipo de liderança política!

Antes Tarde do que Nunca

Por Arlindo Montenegro
Esta maquininha “deu pau” e foi um sufoco só esperar que o técnico de confiança “salvasse” os arquivos que se afogavam num sumidouro virulento. Chegou. A tempo de falar sobre mais um “feriado prolongado”: deste a gente sabe que não sei por que na sexta feira é dia de comer peixe, no sábado bacalhau e no domingo, oba! É o dia do coelhinho que bota ovos de chocolate!
Alguns adultos lembram vagamente algo relacionado com o renascimento espiritual, reflexão, propósitos renovados e contato mais íntimo com a consciência que se debate no ambiente de desconstrução da realidade armado pelos controladores do poder político, cultural, econômico, que fustigam a liberdade de pensar livremente.
Neste país de cristãos, devotos do Senhor do Bomfim e da Virgem Maria em suas mais diversas invocações, o chocolate e o bacalhau ocupam o imaginário e a devoção é prática de uns poucos. O exemplo e os relatos da História Sagrada, parecem ter sumido do âmbito familiar... Mas que família? Onde está a moral e a autoridade familiar, heim?
A fragmentação de denominações cristãs e seitas afins contribui para as diversas interpretações de uma verdade única, as desencontradas manifestações de cada grupo, cego, surdo, neste ambiente de “psicologia inversa”, tende a manter os outros à distância, como se fossem excluídos, talvez “ovelhas negras”, inaptos para a “salvação”. Uma “luta de classes” mentais, confundindo as consciências.
Alguns grupos são bem organizados, quase franciscanos na atuação meritória para o bem comum, superando o ambiente propagandístico, como se uma luz interior, mesmo que fraquinha, ainda iluminasse os caminhos da ajuda mutua no emaranhado de interpretações dos Evangelhos e normas, muitas incoerentes e que servem apenas de apoio aos interesses mundanos do estado
As denominações cristãs, contaminadas pela Teologia da Libertação, ou “marxismo cristão”, são hoje o alicerce do “comunismo democrático.” O mesmo que catequiza as crianças há muito tempo, para cultivar a desconstrução da autoridade familiar, o hedonismo e a putaria, elegendo um funk como embalo emocional, como em outras épocas elegíamos um coral interpretando a Aleluia de Hendel.
Inda bem que algumas ilhas neste mundo de baixeza moral estatal, acenam para um renascimento que os militantes chamam de “ultra direitistas”, “nazistas”, “fascistas”, como se as faces da moeda do poder social coletivista dos comunistas do dia fossem diferentes das trágicas experiências que afundaram o planeta no obscurantismo.
Da gelada Finlândia, um país que ostenta uma das maiores rendas per capita e a melhor educação pública do mundo, vem a notícia da vitória eleitoral esmagadora dos conservadores, que os militantes da esquerda denominam ultra direitistas que afirmam “que não tem que ajudar os pigs (porcos em inglês) - Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e – Spain – Espanha” afundados em corrupção institucional.
Aqueles branquelos gelados  se opõem também que a ajuda do estado aos menos favorecidos nacionais seja desviada para os emigrantes que invadem a Europa, fugindo dos ricos países produtores de petróleo envolvidos na guerra entre fanáticos e capimunistas que invertem culturas, para manter o poder econômico e o domínio sobre regiões estratégicas.
A verdade é que na Europa, como nos EUA, multiplicam-se as ilhas em defesa das liberdades que os controladores da economia mundial querem esmagar, detonar, esfarelar. As esquerdas históricas estão abrindo o bico, perdendo espaço no ambiente em que as idéias e a informação ainda é possível. O que é impossível entre nós...
...onde os oportunistas deputados analfabetos funcionais estão ocupados em inaugurar a Frente Parlamentar para Regulação da Mídiapara ampliar o exercício do direito humano à liberdade de expressão e do direito à comunicação no Brasil”. Isto não é garantido pela Constituição?
Interpretando a linguagem invertida, buscam aprofundar a perseguição implacável aos que ousam disseminar verdades, a perseguição aos que ainda pensam livremente e denunciam a corrupção, os abusos do poder, o desprezo à Constituição, aos volores morais e buscam a submissão total do homem comum, como em Cuba, na Venezuela, Bolívia, Argentina, Equador...
Os controles estão aí. Ativos e implantados na moita. Nos subterrâneos, alguns poucos se alimentam em fontes externas, para conservar a esperança de chegar um dia a organizar-se com disciplina e força moral, com o espírito fortalecido para defender a vida e a liberdade, quem sabe daqui a meio século. Antes tarde do que nunca!
Fonte:  ViVerdeNovo

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Aniversário de Brasília

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Ouvi uma "zoeira" mais forte, vinda da rua e fui à janela para ver o que ocorria.
É o belo espetáculo de uma "cavalgada" passando pelo "Eixão do Lazer" em comemoração ao aniversário da cidade.
Diversos cavaleiros e amazonas desfilando em seus garbosos solípedes, espalhando merda cavalar por toda a extensão do eixo rodoviário central da capital brasileira, compartilhando o espaço com os pedestres que aproveitam aquela parte da rodovia para se exercitarem nos feriados.
Oriundo que sou da nobre Arma, me parece que os pobres companheiros equinos deveriam ter quem os defendesse!
Desfilar sob o sol do centro-oeste, às 11 horas da manhã, até me parece aceitável.
Mas ser "animado" por um carro de som tocando melodias típicas da região (entenda-se música estilo "brega-nojo" ou, no popular, música para embalar corno, entremeada pelo pior que a Bahia nos pode fornecer em termos de axé, calypso e similares!), francamente, os pobres cavalos não merecem uma coisa dessas!!!

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População armada é uma população violenta

por Bruno Pontes
Nada melhor do que ouvir um especialista no assunto desarmamento: Toninho Cicatriz, autor de 26 homicídios, 68 assaltos e fundador da ONG Amigos da Paz, apoia a garantia dos direitos humanos básicos da bandidagem. "Uma população armada é uma população violenta", diz Toninho, que me concedeu a seguinte entrevista, por telefone celular, de dentro de um presídio de segurança máxima.
Bruno Pontes: O governo já sabe como impedir que transtornados mentais matem crianças: retirando as armas da população ordeira. O senhor concorda com esse ponto de vista?
Toninho Cicatriz: Plenamente, porque é um ponto de vista progressista. A classe bandida aplaude o Sarney e seus amigos petistas. Assim como o José Eduardo Cardozo, nós temos a convicção de que uma população armada é uma população violenta.
Bruno Pontes: Mas o desarmamento não deveria atingir só os criminosos?
Toninho Cicatriz: Veja o caso do meu chapa Armando Caveira: semana passada ele quase foi morto por um cidadão tresloucado que quis proteger a família e reagiu ao assalto. É um absurdo. O sujeito quase apagou o Caveira. Essa insegurança não pode continuar.
Bruno Pontes: A superarmada Suíça tem índices de criminalidade de fazer inveja à Terra do Nunca e em fevereiro passado disse não ao desarmamento. Como se explica isso?
Toninho Cicatriz: Não tente me enganar. Tô dando entrevista de bom grado.
Bruno Pontes: Como assim tentar enganar?
Toninho Cicatriz: As únicas armas que existem na Suíça são os canivetes, e eu também não acredito que os suíços tenham recusado o desarmamento.
Bruno Pontes: Como não? Foi em fevereiro agora. ONGs e partidos de esquerda da Suíça, onde praticamente toda casa tem arma, arranjaram um plebiscito a favor do desarmamento, proposta que foi rejeitada por mais de 60% dos suíços.
Toninho Cicatriz: Eu não li nada disso no jornal. O que eu tenho lido, e eu concordo inteiramente, é que mais armas significam mais mortes. Este parecer é endossado pelo doutor Rubem César Fernandes, presidente da Viva Rio, uma grande parceira nossa, pelo doutor Luciano Huck e por outros especialistas.
Bruno Pontes: O ministro Luiz Fux, do STF, acha que o governo deveria invadir logo a casa das pessoas e tomar as armas, simples assim.
Toninho Cicatriz: Olha, vou te falar uma coisa: tô no ramo do crime há quase 30 anos, passei por poucas e boas e sofri muita incompreensão da sociedade, mas eu nunca esperei ver um juiz do Supremo subscrevendo minha filosofia. Dentro e fora do presídio a nossa comunidade vibrou. O doutor Fux está de parabéns!
Bruno Pontes: As pessoas com o cérebro normal pensam diferente: elas acham que a melhor coisa a fazer é tirar as armas dos criminosos e metê-los na cadeia.
Toninho Cicatriz: Essa tese é tão obscurantista que eu me recuso a comentar.
COMENTO:  É SÓ UMA BRINCADEIRA.  MAS QUANTA VERDADE!!!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Calúnia ou Prevaricação?

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A indicação dos ministros que compõem o Supremo Tribunal Federal (STF) é uma atribuição exclusiva do presidente da República. Em fevereiro de 2010, o ministro Cesar Asfor Rocha, então presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi convidado por Lula para uma audiência que durou cerca de trinta minutos. Falaram sobre os problemas da Justiça, trocaram elogios e, por fim, o presidente comunicou ao magistrado que o havia escolhido para ocupar uma vaga que seria aberta no STF. Combinaram que o assunto deveria ser mantido em segredo até o anúncio oficial - e despediram-se com um abraço. Em novembro, em um encontro na casa do presidente do Congresso, José Sarney, o ministro Cesar Asfor comunicou ao senador que não tinha mais interesse na indicação para o cargo e pediu a ele que informasse ao presidente Lula que se sentia atingido em sua “dignidade pessoal”. Asfor Rocha nunca mais falou sobre o assunto. Em março passado, a vaga no STF foi ocupada por Luiz Fux, seu colega de tribunal.
O que aconteceu nos nove meses que separaram o convite de Lula e a desistência de Cesar Asfor é um enigma que dominou com especulações o meio jurídico e político de Brasília. A repentina recusa do magistrado contrastava com seu público e notório entusiasmo diante da possibilidade de se transferir para a mais alta corte de justiça do Brasil. Governadores, advogados, políticos e empresários promoviam romarias ao gabinete do “futuro ministro do Supremo” para cumprimentá-lo antecipadamente pela indicação, dada, então, como certa. A saída de Asfor da disputa pela vaga no STF pareceu inexplicável a muita gente. Quando se revelou que Asfor havia justificado sua desistência alegando a preservação da sua “dignidade pessoal”, a especulação foi às alturas.
Veja levantou os reais motivos responsáveis pela súbita e inesperada mudança de ideia do magistrado. Cesar Asfor teve seu nome envolvido em uma acusação ruinosa para qualquer magistrado: a de receber propina. Não bastasse isso, potencializou os efeitos desastrosos da acusação o fato de ela ter partido de ninguém menos que o próprio presidente da República. Mas não foi o mesmo Lula que fez o convite a Asfor nove meses antes? E o fez a seu modo, com uma profusão de elogios e um abraço carinhoso no final da conversa. O que fez Lula retirar a indicação de Cesar Asfor? Veja ouviu de interlocutores diretos de Lula relatos esclarecedores sobre o episódio. A essas pessoas Lula confidenciou que havia desistido de indicar o ministro depois de ter sido informado de que ele teria pedido dinheiro para decidir no STJ em favor de um recurso de interesse de determinada empresa. Chegou aos ouvidos de Lula que, mesmo tendo recebido a propina combinada, Cesar Asfor rompeu o acordo e julgou o processo em desfavor dos interesses dos corruptores. Lula disse a seus interlocutores que se convencera da veracidade da denúncia contra seu, até então, candidato in pectore a uma vaga no STF. Por que razão o presidente aceitou como verdadeira a grave denúncia contra Asfor? A explicação dada por Lula foi que sua fonte era um amigo que merecia sua total confiança, conforme relata um dos interlocutores: “Em uma recepção no Palácio da Alvorada, em outubro, perguntei ao presidente quando ele anunciaria a escolha de Cesar Asfor para o Supremo. ‘Não vai dar’, respondeu o presidente, um amigo meu disse que ele pediu uma mala de dinheiro para decidir um caso”. Espantado diante da revelação, o interlocutor teve outra surpresa quando Lula revelou que o amigo da história era Roberto Teixeira, seu advogado e compadre.
Com um ou outro detalhe discrepante, Lula contou a mesma história a um ministro, a um seu ex-ministro, a um governador e a um advogado de intensa militância nas altas cortes da capital federal. Ela pode ser resumida assim: Roberto Teixeira teria procurado Cesar Asfor na condição de advogado de uma empresa de fertilizantes para conversar a respeito de um processo que tramitava no Superior Tribunal de Justiça. Depois de ouvir os argumentos do advogado, o ministro teria pedido 500.000 reais de propina para julgar a causa a favor da empresa. Indignado com a quebra do compromisso, Roberto Teixeira teria reclamado com o presidente, que decidiu suspender a indicação do ministro. Cesar Asfor soube dessa versão em outubro do ano passado e no mês seguinte pediu a Sarney que levasse a Lula a mensagem cifrada em que citava sua “dignidade pessoal”. Antes de falar com Sarney, Asfor cuidou de rastrear a origem da história e constatou que ela realmente tivera origem no gabinete presidencial. Sempre bem informado sobre os bastidores do poder, o senador José Sarney confirmou ao amigo Asfor, com a polidez de sempre, que realmente “havia algo de errado acontecendo”. 
Procurado por Veja na semana passada, Cesar Asfor confirmou que o suposto suborno foi, de fato, a causa de sua desistência à vaga no Supremo. “Fui vítima de leviandades por parte de pessoas que queriam inviabilizar o meu nome para o Supremo. Mas prefiro acreditar que o ex-presidente da República foi enganado por essas pessoas que usam a sordidez como linguagem”, disse o ministro. Asfor contou a amigos que tomou conhecimento da história pela primeira vez através de um colega da própria magistratura. “Ele me disse que soubera de amigos do Palácio do Planalto que o presidente estava falando coisas absurdas a meu respeito. Mas não quero mais falar sobre isso. É coisa que pertence ao passado.
O advogado Roberto Teixeira, personagem central de todas as versões da mesma trama, esteve com o ministro Cesar Asfor no dia 3 de agosto do ano passado, em audiência oficial no gabinete da presidência do STJ. Mesmo sem procuração da empresa, apresentou-se como defensor da Fertilizantes Heringer S/A e explicou que estava apresentando um recurso ao tribunal para tentar suspender o julgamento anterior, que impedia uma unidade da empresa de operar. A fábrica, localizada em Paranaguá, no estado do Paraná, teve sua produção interrompida por provocar danos ao meio ambiente com a eliminação de resíduos tóxicos na atmosfera. A audiência concedida por Asfor a Teixeira durou cerca de quinze minutos. Um mês depois, o recurso de interesse da Heringer, relatado por Asfor, foi negado por todos os onze ministros da corte especial do STJ. A Heringer informou que Teixeira não foi contratado como advogado e esclareceu que ele atuou na condição de consultor. Consultor de quê? A empresa não respondeu. Teixeira também não quis entrar em detalhes. Por escrito, informou apenas: “Nossa atuação como advogados está submetida exclusivamente à Ordem dos Advogados do Brasil, não cabendo à revista Veja ou a qualquer outra entidade exercer o controle, avaliar ou censurar a nossa atuação profissional inclusive através de perguntas tendenciosas, objetivando a cizânia, e que, ademais, nenhuma conexão mantêm com o caso específico utilizado para a veiculação das mesmas”. A assessoria do ex-presidente Lula informou que ele está em viagem ao exterior e não pôde ser localizado. Cesar Asfor guarda para si a convicção de que o encontro que teve com Teixeira e o julgamento desfavorável a Heringer estão na origem da história contada a Lula e que lhe custou uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.
Fonte: Veja
Fonte:  FENAPEF
COMENTO: eu pretendia não citar mais aqui o patife que, por oito anos, colocou o país na latrina da história política mundial, mas o fato acima relatado, mostrando (mais uma vez) a falta de caráter do sujeito não pode passar em "brancas nuvens". O jornalista Políbio Braga foi direto na ferida. Ao comentar o assunto, apresentou as duas únicas hipóteses de explicação. 
"Não existe alternativa para Lula: 
1) Ele é caluniador ou prevaricador (não tomou providência alguma sobre o caso). 
2) É tudo mentira de Cesar Asfor e de Veja, mas neste caso precisa desmentir tudo e buscar reparação na Justiça."
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terça-feira, 19 de abril de 2011

Líbia - Legitimada a Soberania Limitada

por Carlos Alberto Pinto Silva
A soberania não deve ser um escudo atrás do qual os governos ou os grupos armados possam se esconder, a discussão com relação à soberania está em evolução. 
Richard Feinberg – ex-assessor do então Presidente Bill Clinton para Segurança Nacional e Presidente do DI – 1992.
É crucial para o governo de qualquer país reconhecer que a sua soberania não existe mais, já que essa consideração implica na concordância de que o próprio governo deixou de existir por não ser capaz de fazer com que as normas e disposições ordenadas pelo Estado preponderem sobre deliberações de qualquer indivíduo ou grupo social existente no interior de suas fronteiras. O conceito de soberania extrapola, também, o exercício da autoridade no campo interno. Ele traduz, ainda, a imagem de que todos os Estados são iguais perante a comunidade internacional.
Essas considerações são fundamentais para o entendimento de que a soberania é inalienável, indivisível e intransferível, não existindo, portanto, possibilidade da mesma perdurar de forma compartilhada, restringida ou confinada. 
O episódio em que o Conselho de Segurança da ONU autorizou o ataque armado internacional à Líbia, “para proteção de civis” contra as forças de Muammar Gaddafi, manifesta a imposição por países proeminentes, a aceitação por estados secundários - e, por que não? -, a omissão dos países emergentes, da chamada “Defesa Coletiva da Democracia”, o que nada mais é que a legitimação na atualidade da Soberania Limitada.
Para reforçar a ideia de limitação da soberania, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, autorizou, no início do mês, as forças de paz da ONU na Costa do Marfim a empregar "todos os meios possíveis" para defender os civis envolvidos nas escaramuças e combates da guerra civil no país do oeste africano.
A nova postura importa em colocar em prática as afirmações recentes de Ban sobre a nova doutrina "Responsabilidade de Proteger", estabelecida pela ONU em 2005, em que discorre sobre o dever da ONU de proteger civis, mesmo que armados, atacados pelas Forças Armadas do seu próprio país, ou seja, de tomar partido em conflitos internos nos Estados membros.
Portanto as intervenções a partir de agora poderão ser feitas em países onde a ordem pública tenha sido comprometida, onde haja repressão e violência, onde não haja mais dialogo entre governo e oposição (Honduras), onde minorias estejam sendo ameaçadas pelo desrespeito aos direitos humanos (Belo Monte, segundo a OEA?).
O Brasil tem que estar atento principalmente com relação à Amazônia Verde e a Azul, e também as falsas acusações de desrespeito às minorias (Direitos Humanos). Os pretextos para desatinos são muitos: a razão da inquisição era a alegada heresia dos que não praticavam os “dogmas religiosos”; a motivação da submissão religiosa dos índios americanos foi a “propagação da fé cristã”; a justificação para o assassinato da família real russa pelos comunistas foi a desculpa de que ela representava “os símbolos vivos de uma Rússia que deveria ser sepultada”; a causa da perseguição de Hitler aos judeus e a outros grupos humanos considerados inferiores foi a preservação da “pureza” da raça ariana.
O Brasil ao omitir-se frente a limitação da soberania imposta pelos países desenvolvidos pode ver o feitiço virar contra o feiticeiro.
A motivação futura para uma intervenção armada internacional ou ingerência política na Amazônia brasileira poderá ser a defesa do meio ambiente e a dos direitos dos povos indígenas.
CARLOS ALBERTO PINTO SILVA é General de Exército da reserva
 09/04/2011
Fonte:  Clube Militar