domingo, 20 de fevereiro de 2011

O ÁLCOOL DOS BANQUEIROS

por Arlindo Montenegro
As tragédias mortíferas envolvendo banqueiros, presidentes, principes, esta gente das altas esferas, são mais raras. Mas na periferia dos negócios políticos e comerciais isto acontece rotineiramente. O fato é que as investigações acabam antes de começar, pela interferência de algum advogado, por ordens que "vem de cima".
Certa vez um policial confessou a um professor na Academia de Policia que sempre que suas investigações chegavam a um "grandola", a chefia mandava parar. Os intocáveis existem e estão lá naquele espaço onde acontecem as transações envolvendo facções políticas, negociantes de armas e drogas e banqueiros, os únicos ganhadores em qualquer circunstância.
Os gregos estão chiando e reconhecendo em casa a imposição do FMI, os mesmos procedimentos que os governantes daqui sempre aceitaram submissos, apenas cumprindo as ordens, na posição de colonizados obedientes, corrompidos. O jornal eletrônco "El Diário Exterior" de 12 de Fevereiro, informa que o Primeiro Ministro grego, Papandreu, em conversa telefônica com Dominique Strauss Kahn, diretor do FMI, qualificou de "inaceitável" o comportamento dos agentes do FMI.
Lá, como fizeram por aqui, a interferência nos assuntos internos e a imposição de reformas é recebida com estranheza. Na Grecia, diferente do Brasil, o governo impõe limites, afirmando que o so aceita ordens do povo grego, negando-se renunciar à propria dignidade. Ou é jogo de cena ou os gregos acreditam na "ajuda" dos responsáveis pela "crise" que afundou o planeta, criando condições para o controle políico total que está por vir... senão a mesma guerra.
Os banqueiros do FMI, condicionavam um empréstimo de 15 milhões de euros, a silenciar os grupos contrários às privatizações. Diferente não é? Por aqui os governantes negociam e anunciam o grande negócio! A Grecia se posiciona contra a venda de seus ativos. Os governos daqui entregaram tudo e ficaram devendo mais ainda. Bela ajuda! Belos democratas!
Esta é a mecânica dos banqueiros do FMI. Emprestam, ditam os juros, ditam as condições e vão impondo leis que facilitem as "privatizações", isto é venda do patrimônio publico e privado das nações que passam sempre ao controle internacional de mega empresas cujas ações engordam as carteiras dos banqueiros. Em caso de resistencia, morrem presidentes, brotam revoluções...
Na Grecia querem calar sindicatos, querem regular salários profissionais abaixo do nível de vida que os europeus sempre mantiveram elevado. Graças aos investimentos nas "colônias" da Africa, da Asia e da América Latina, mão de obra barata, materia prima abundante, governantes fáceis de corromper, gente mal informada e manipulável. O FMI esta contrariado com as greves que paralizam durante semanas farmacêuticos, médicos, motoristas...
As redes de espionagem e infiltração continuam mais ativas que nunca, as drogas e armas continuam ultrapassando fronteiras, destruindo neurônios, fomentando o banditismo e matando mais gente numa progressão da estrategia disto que muitos ainda desconhecem e chamam de "teoria da conspiração": governo mundial, melhor dizendo a ditadura mundial unificada.
O Brasil foi o pioneiro em substituir a gasolina por álcool nos veículos. O Brasil é o maior produtor de álcool no mundo. No Brasil se fabricaram os primeiros carros movidos a álcool. Como atividade agroindustrial de sucesso, reduzindo a dependência das importações de gasolina, esta atividade ficou na mira dos banqueiros e controladores da energia que move o mundo.
Nesta semana, nosso invento e nossa produção passaram para um banco holandês com negócios até na China: o ING Commercial Banking em parceria com o JP Morgan ligado à família Rothschild e a mega empresa inglesa Royal Dutch Shell, esta mesma dos postos de gasolina. A associação com a brasileira Cosan, do grupo Ometo, que lidera a produção, comercialização e exportação de açúcar e álcool e de lambuja figura como a maior geradora mundial de energia utilizando o bagaço da cana.
A nova empresa que surge foi batizada Raizen terá a gestão compartida, mas não se sabe quem manda mais. O fato é que a Shell amplia seu acesso ao etanol (álcool) brasileiro, apenas fazendo o que já faz: disponibilizando os 2.470 postos de revenda e ainda ampliando sua rede com os 1.500 postos da Exxon Mobil, que foram adquiridos pela Cosan. Claro que tem grana na parada. Ingleses, holandeses e seus banqueiros sabem como negociar e sabem mais, como assumir o controle e lucrar.
Observadores visionarios, como Lord Tennyson em 1835, já adivinhavam que o futuro nos reservava o "parlamento do homem, a Federação do mundo..." que deixava o seu "coração paralizado e a visão pessimista" referindo um povo faminto, rasejando como um leão..." A marcha acelerada destas junções empresariais e a dependência total aos banqueiros nos conduzem a passos largos para a visão de Tennyson e outros literatos: o governo da nova ordem mundial.
O poeta acreditava que o conhecimento está para o homem como a claridade do sol e que “A ciência se move lentamente, rastejando de ponto a ponto...lentamente” . Mesmo pessimista, se apegava ao sonho: “... mais uma vez com a fantasia e embora sabendo que minhas palavras são selvagens... conto para as crianças o que as trevas escondem...
Hoje as crianças, além das aulas de sexo, aprendem a conservar o espírito aventureiro e irresponsável de Peter Pan e aguardar que o Papai-Noel lhes dê tudo, desde que obedeçam ao estado onipresente, onisciente, onipotente, controlador absoluto e ditador da “Federação do Mundo” ou Governo Mundial, cuja gentil tropa de choque é integrada por banqueiros.
Bancos Centrais e seus satélites obedientes às políticas do sistema financeiro internacional são bandos organizados para o crime continuado e impune. Mantêm suas ogivas e outras formas impositivas direcionadas contra todas as nações. Metralhadoras e granadas, ali no banco da esquina, para submeter cada trabalhador, cada família, para endividar-se hoje e pagar a vida inteira com os juros da escravidão coletivista.
Fonte:  ViVerdeNovo

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