domingo, 31 de outubro de 2010

Mortes na Prisão

O Poder Judicial tem o dever de atuar ante os danos na saúde dos acusados por crimes chamados de "lesa humanidade" e que se encontram no cárcere.
Lunes 18 de octubre de 2010
Sem que haja informação oficial, sabe-se por meio de diversas organizações o falecimento de 118 pessoas em situação de privação de sua liberdade, a maioria em cárceres comuns e em condições extremamente perigosas para sua saúde. Trata-se de oficiais e sub-oficiais das Forças Armadas e de Segurança, acusados dos chamados delitos de "lesa humanidade", ocorridos nos anos setenta por ocasião da luta anti-subversiva.
A quase totalidade das pessoas falecidas em cativeiro não haviam recebido ainda condenação judicial. Se trata de uma estatística única e lamentável, que não tem precedente na Justiça. Compreende a pessoas idosas, quase todos eles de mais de 70 e a maioria com mais de 80 anos de idade, que morreram nos cárceres onde foram alojados sem consideração para com sua saúde e sua vida; sem a possibilidade de contar com medicamentos específicos, exames médicos e análises periódicas e, principalmente, do rápido acesso a serviços de reanimação ou terapia intensiva para o caso de urgências.
O artigo 18 da Constituição nacional dispõe que as detenções são para segurança e não para castigo dos detidos. Os estabelecimentos federais estão preparados para alojar uma população com idade media muito inferior à que apresentam os imputados dos delitos supostamente ocorridos há 35 anos. As urgências não podem nem puderam ser atendidas eficazmente já que em todos os casos, as medidas de segurança próprias dos presídios impõem a abertura e fechamento de até oito ou mais portas, com estritas medidas de controle, tanto para ter acesso ao enfermo em caso de urgência, como para efetuar sua retirada para um nosocomio que tenha o mínimo de complexidade suficiente para evitar sua morte.
Outros muitos que sofreram esse tipo de prisão morreram pouco depois de ter sido absolvidos após prolongada detenção que, pelas razões já mencionadas, deterioraram definitivamente sua saúde. Sofreram danos físicos, e principalmente psicológico, produto do submetimento a audiências realizadas em lugares públicos alugados para os atos (teatros e até uma cancha de futebol), onde os imputados e seus familiares são agredidos e insultados por um público pertencente a organizações que reúnem militantes ideologisados. Se difundem pela televisão cenas onde os imputados são conduzidos algemados e trasladados inclusive em macas e com soro, dado seu precário estado de saúde.
Muitos juízes que tramitam este tipo de processos tem enviado pessoas à prisão, sabendo ou devendo saber que, por sua idade ou estado de saúde, não estavam em condições de sobreviver em um estabelecimento carcerário sem condições de acolhê-las. Estas pessoas são mantidas em prisão durante largos períodos nestas condiciones, por revogação da detenção domiciliaria que tinham, apesar de sofrer disfunções mentais agudas, como Alzheimer, câncer avançado e problemas cardíacos.
Estes fatos, que se verificam exclusivamente em casos de julgamento de delitos chamados de "lesa humanidade", são contrários a uma tradição judicial de decoro e respeito dos direitos humanos nos processos penais. Significam a lamentável transgressão de diversas normas protetoras da dignidade humana de alcance constitucional, que Argentina se compromete a garantir para todos seus cidadãos.
As mais altas autoridades do Poder Judicial devem atuar de imediato para por fim a esta situação, já que é o mesmo artigo 18 da Carta Magna o que estabelece que toda medida que, a pretexto de precaução conduza mortificar aos detidos além do que a segurança exija, fará responsável o juiz que a autorize.

A sombria estatística, lamentavelmente, não desmente as denuncias sobre a assimetría, revanchismo e falta de legalidade que pesam sobre este tipo de processos. Por lhes faltar ainda mais, agora lhes agregam a morte.
Fonte:  tradução livre de AFyAPPA
COMENTO:  este texto é dedicado ao pessoal há algum tempo atrás denominado como "melancia" (verde por fora e vermelho por dentro).  Não esqueçam o conhecido ditado: "eu (Argentina) sou você amanhã"!

sábado, 30 de outubro de 2010

Dívida Interna: perigo à vista

por Waldir Serafim
A dívida interna do Brasil, que montava R$ 892,4 bilhões quando Lula assumiu o governo em 2003, atingiu em setembro passado o montante de 1,415 trilhão de reais e, segundo limites definidos pelo próprio governo, poderá fechar 2010 em 1,73 trilhão de reais, quase o dobro. Crescimento de 94% em oito anos de governo.
Para 2010, segundo Plano Nacional de Financiamento do Tesouro Nacional, a necessidade bruta de financiamento para a dívida interna será de R$ 359,7 bilhões (12% do PIB), sendo R$ 280,0 bilhões para amortização do principal vencível em 2010 e R$ 79,7 bilhões somente para pagamento dos juros (economistas independentes estimam que a conta de juros passará de R$ 160,0 bilhões em 2010). Ou seja, mais uma vez, o governo, além de não amortizar um centavo da dívida principal, também não vai pagar os juros. Vai ter que rolar o principal e juros. E a dívida vai aumentar.
A dívida interna tem três origens: as despesas do governo no atendimento de suas funções típicas, quais sejam, os gastos com saúde, educação, segurança, investimentos diversos em infraestrutura, etc.. Quando esses gastos são maiores que a arrecadação tributária, o que é recorrente no Brasil, cria-se um déficit operacional que, como acontece em qualquer empresa ou família, terá que ser coberto por empréstimos, os quais o governo toma junto aos bancos, já que está proibido, constitucionalmente, de emitir dinheiro para cobrir déficits fiscais, como era feito no passado. A segunda origem são os gastos com os juros da dívida. Sendo esses muito elevados no Brasil, paga-se um montante muito alto com juros e os que não são pagos é capitalizado, aumentando ainda mais o montante da dívida. A terceira causa decorre da política monetária e cambial do governo: para atrair capitais externos ou mesmo para vender os títulos da dívida pública, o governo paga altas taxas de juros, bem maior do que a paga no exterior, e com isso o giro da dívida também fica muito alto.
A gestão das finanças de um governo assemelha-se, em grande parte, a de uma família. Quando faz um empréstimo para comprar uma casa para sua moradia, desde que as prestações mensais caibam no seu orçamento familiar, é visto como uma atitude sensata. Além de usufruir do conforto e segurança de uma casa própria, o que é um sonho de toda família, depois de quitado o empréstimo restará o imóvel.  No entanto, se uma família perdulária usa dinheiro do cheque especial para fazer uma festa, por exemplo, está, como se diz na linguagem popular, almoçando o jantar. Passado o momento de euforia, além de boas lembranças, só vai ficar dívidas, e muito pesadelo, nada mais.
No caso, o Brasil está mais assemelhado ao da família perdulária: gastamos demais, irresponsavelmente, e entramos no cheque especial. Estamos pagando caro por isso.  Como o governo não está conseguindo pagar a dívida no seu vencimento, e nem mesmo os juros, ao recorrer aos bancos para refinanciar seus papagaios, está tendo de pagar um “spread” (diferença entre a taxa básica de juros, Celic, e os juros efetivamente pagos) cada vez mais alto (em 2008 no auge da crise, o governo chegou a pagar um “spread” de 3,5% além da Celic). E isso, além de aumentar os encargos da dívida, é um entrave para a queda dos juros, por parte do Banco Central.
O governo tornou-se refém dos bancos: precisa de dinheiro para rolar sua dívida e está sendo coagido a pagar juros cada vez mais altos (veja os lucros dos bancos registrados em seus balanços). Em 2009, em razão das altas taxas de juros pagas, o montante da dívida cresceu 7,16% em relação ao ano anterior, mesmo o PIB não registrando qualquer crescimento.
O problema da dívida interna não é somente o seu montante, que já está escapando do controle, mas sim qual o destino que estamos dando a esses recursos. Como no caso da família que pegou empréstimo para comprar uma casa própria, se o governo pega dinheiro emprestado para aplicar em uma obra importante: estrada, usina hidroelétrica, etc. é defensável. É perfeitamente justificável que se transfira para as gerações futuras parte do compromisso assumido para a construção de obras que trarão benefício também no futuro.
Mas não é isso que está acontecendo no Brasil. O governo está gastando muito e mal. Tal qual a família perdulária, estamos fazendo festas não obras. Estamos deixando para nossos filhos e netos apenas dívidas, sem nenhum benefício a usufruir. Deixo para o prezado leitor, se quiser, elencar as obras que serão deixadas por esse governo. 
Não tenho bola de cristal para adivinhar quem vai ser o próximo presidente da República: se vai ser ele ou ela, mas posso, com segurança, afirmar, que seja quem for o eleito vai ter que pisar no freio, logo no início do governo. Vai ter que arrumar a casa.
Waldir Serafim é economista em Mato Grosso
COMENTO:  transcrevo o comentário do amigo que me enviou essa matéria:
"Você ouve falar em DÍVIDA EXTERNA e DÍVIDA INTERNA em jornais e TV e não entende direito vamos explicar a seguir:
DIVIDA EXTERNA = é como uma dívida que você deve para bancos e outras pessoas...
DIVIDA INTERNA = é como uma dívida que você deve para sua mãe, pai ou parente...
Quando LULA assumiu o Brasil, em 2002, devíamos:
- dívida externa 212 Bilhões
- dívida interna 640 Bilhões
- Total de dívidas: 851 Bilhões
Em 2007 Lula disse que tinha pago a dívida externa. E é verdade, só que ele não explicou que, para pagar a externa, ele aumentou a interna:
Em 2007 no governo Lula:
- Dívida Externa = 0 Bilhões
- Dívida Interna = 1.400 Trilhão
- Total de dívidas = 1.400 Trilhão, ou seja, a dívida externa foi paga, mas a dívida interna quase dobrou.
Agora, em 2010, você pode perceber que não se vê mais na TV e em jornais algo dito que seja convincente sobre a Dívida Externa quitada.
Sabe por que? É que ela voltou.
Em 2010:
- Dívida Externa= 240 Bilhões
- Dívida Interna =1.650 Trilhão
- Total de dívidas: 1.890 Trilhão, ou seja, a dívida do Brasil aumentou em 1 Trilhão no governo LULA.
Daí é que vem o dinheiro que o Lula está gastando no PAC, bolsa família, bolsa educação, bolsa faculdade, bolsa cultura, bolsa para presos, dentre outras bolsas... Não é com dinheiro de crescimento; é com dinheiro de ENDIVIDAMENTO.
Compreenderam? Ou ainda acham que Lula é mágico? Ou Que FHC deixou um caminhão de dólares para Lula gastar?
"
Meu amigo só esqueceu de um outro detalhe sinistro: durante o (des)governo de Luis Inácio foram pagos R$ 857 Bilhões a título de juros da Dívida Pública (sitio Contas Abertas), isto é, seis bilhões de reais a mais do total das dívidas externa e interna de 2002.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

REDENÇÃO É O QUE ESPERAMOS!

pela Professora Aileda de Mattos Oliveira
O tempo que nos separa das urnas vai, gradativamente, se esgotando, aumentando em todos nós a expectativa da decisão definitiva. É irreversível. Se esta escolha não preceder de uma amadurecida reflexão, recairão sobre todo o País as consequências da negligência, da insensatez dos brasileiros não levarem a sério os problemas políticos causados pelos políticos-problemas.
Serão mais quatro ou oito anos de abominações de toda sorte, já impostas pelo canhestro presidente ao Estado e cujo vasto exemplário de prevaricações vem dar vida ao seu antes inexpressivo chavão nunca antes na história deste país (que ora completamos) houve um corruptor e um corrupto como Lula. Sai consagrado pelas transgressões o ex-pseudometalúrgico.
Sairão das mãos de uma estúpida candidata, monitorada por um inescrupuloso senhor das sombras, novas leis de retrocesso que, fatalmente, serão aprovadas por um Legislativo que já se forma inexpressivo, e desmoralizado pelas ações de seus anteriores representantes. Todas as áreas foram ofendidas pelo ignorante presidente que, como nada sabe, destruiu o que foi erguido e consolidado pelos que sabiam. Invejoso e egocêntrico, não pôde suportar ver a Nação seguir o seu caminho em busca de um contínuo desenvolvimento, alicerçado no conhecimento. Para isto, era necessário arrasar a estrutura educacional, em todos os níveis, como garantia de obstar as necessidades do brasileiro e deixá-lo refém de suas bolsas, sujas remessas de dinheiro por intermédio de instituições oficiais.
A área da Educação foi arrasada pelo comando criminoso que ainda pretende eleger um dos maiores exemplos de ignorância e de sordidez, como a criminosa Dilma, servidora do mal. No Ensino Fundamental, foi inserida nos livros didáticos, a pornografia oficial a pretexto de ensino sexual. Lembrem-se de que esta fase de aprendizado vai do primeiro ao nono ano do antigo primário. Crianças na faixa que, antes deste governo gramscista, era denominada infância, hoje convivem com o vocabulário da safadeza.
Livros de Geografia abandonaram os acidentes geográficos para indicar os pontos de droga nos morros. Os de História, já não falam nos heróis nacionais; as batalhas nas quais participaram as tropas brasileiras mudaram de nome e são elas as responsáveis pela guerra.
A inversão ou ausência de norma é a norma deste governo ordinário e nefasto. Como o povo é indisciplinado, vê nele o reflexo de sua face, mostrando que os iguais se procuram e convivem. Por esta razão, o voto deveria ser apenas reservado aos contribuintes. Os outros vivem deles, dos seus impostos, sem nada fazer ou sem se preocupar com o que faz. Esta também é uma lei de Gramsci: os que trabalham têm obrigação de sustentar aqueles que desejam permanecer no ócio. É a lei do Lula e o de seu Lulinha. É a lei deste governo.
Dia 31 de outubro próximo, poderá ser o Dia da Redenção do Brasil se desejarmos que a liberdade permaneça, que a bandeira auriverde continue o símbolo da nacionalidade brasileira e se não consentirmos que o trono seja ocupado pela produção artesanal do Fidelito de Garanhuns do Agreste, grotesco exemplar da fauna humana do partido vermelho.  
Prof.ª Aileda de Mattos Oliveira
 Membro da Academia Brasileira de Defesa
Recebido por correio eletrônico

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ainda sobre o Tropa de Elite - 2

TROPA DE ELITE 2
O Reconhecimento pelas Forças Nacionalistas, Diante da Negritude do Quadro Político Sucessório
por Antonio Celente Videira
Tropa de Elite 2” é talvez, uma das maiores produções cinematográficas, no viés da crítica e do esclarecimento sobre as malversações dos acordos esdrúxulos dentro das instituições governamentais. O cinema onde assisti estava lotado e, ao final, o público, de pé, aplaudiu pelo desfecho, que retrata uma violência urbana, como ponta de “iceberg”, sustentada, ocultamente, por um poder, totalmente, conspurcado. Foi uma manifestação de negação, por tudo que se apresenta nos últimos tempos, na vida nacional.
Existem diversos capitães e coronéis Nascimentos no Serviço Público. São cidadãos, civis e militares, descartados por não aceitarem alianças veladas em detrimento da reta conduta e, sobretudo, do bem administrar o dinheiro e o patrimônio do povo.
Acho que chegou a hora dos organismos de segurança pública e defesa nacional outorgarem uma comenda ao produtor José Padilha, por idealizar um roteiro, de acordo com tudo que é repudiado nos Centros de Altos Estudos, à medida que se ministram temas como Fundamentos Axiológicos.
Suas coragem e criatividade exibiram a realidade corrupta do Poder paralelo. Esse digno Diretor desviou-se de seus pares que preferem fazer produções realçando a época dos Governos Militares, com o tom da ditadura ou da repressão política, a fim de estarem alinhados com a Agência Nacional do Cinema (ANCINE), porém totalmente fora de foco, por olhar um Brasil pelo retrovisor. É a morte dos intelectóides esquerdistas, diante do recrudescimento de novos atores, na habilidade produtiva de enredos a serem exibidos nas salas de projeções.
Semana passada, quando houve a estréia do filme, ouvi no noticiário da CBN que “Tropa de Elite 2 é lançado quando o Rio de Janeiro está sendo vítima de diversos arrastões”. Eu já diria que "Tropa de Elite 2 é lançado, oportunamente, às vésperas do segundo turno".
Isso se deve ao que se estampa na mídia: dissimulações em todos os níveis, acordos incoerentes entre partidos, mentiras deslavadas, cartas de intenções tentando agradar algumas classes, tudo para vender, simultaneamente, a alma a Deus e ao Diabo, em prol do voto. Descriminalização do aborto, apoio ao movimento gay, repúdio a símbolos religiosos e revanchismo não são mais assuntos das pautas dos atuais concorrentes, como alguns personagens do filme, em seus papéis de autoridade, fazem no instante que se acovardam, mudando seus discursos, ao terem ciência que a justiça apura a verdade sobre suas falcatruas. Hoje, estou vendo políticos comparecerem a santuários e outros procurarem militares, conduta que, ao longo de suas vidas, até onde sei, eram incompatíveis com suas personalidades. É um absurdo!
Tropa de Elite 2”, segundo a minha ótica, é justamente um drama na tentativa de denunciar essas simulações que confundem a Sociedade, para obtenção de dividendos escusos, em todos os sentidos. É desnudar o manto da vilania sem truculência. É apontar a sordidez dos grupelhos instalados no Poder.
Acho que a obra deveria ser exibida nas cúpulas das Secretárias de Segurança estaduais, bem como no Congresso Nacional, seguido de debate, como acontece nos cine-clubes.
Posso estar sendo interpretado como “inocente” ou de “acreditar em Papai Noel”, mas pelo menos essa é a contribuição moral, diante, às vezes, da covarde zombaria dos medíocres de plantão, extasiados e estáticos com os esquemas malévolos saqueadores da ordem e do progresso.
Reconhecer a arte como instrumento de educação ética é usar de inteligência. Admitir talentos de novos produtores cinematográficos, que contaminam a boa prática da cidadania, com seus trabalhos, como José Padilha, é ser hábil na conquista de corações e mentes. Enfim, recompensar os novos roteiristas, que primam por uma arte limpa e esclarecedora, é angariar parceiros dignos para as boas obras serem difundidas no mundo midiático.
Premiar José Padilha, com nossas ordens medalhísticas, é exaltá-lo como nacionalista, contrastando a infame indicação de “Lula–O Filho do Brasil” ao Oscar, por questões, meramente, política e eleitoreira, a partir de uma comissão indicada pelo Ministério da Cultura e pela Academia Brasileira de Cinema. Vê-se, portanto, uma comissão cultural a transformar-se no tribunal da vergonha artística. A suposta preferência por esse filme ao Oscar, em termos “unânimes”, como foi anunciada, zomba da Nação, por acreditar que todos os brasileiros pensam pela boca do estômago, correndo atrás do bolsa família. É ignorar, ardilosamente, a negação do longametragem, pela crítica nacional e estrangeira, mas não importando, já que esse gesto beneficiará o quadro eleitoral, em prol de uma candidatura. “Os fins justificam os meios”, já dizia Maquiavel.
Por fim, reitero que laurear José Padilha é promover o Tenente-Coronel Nascimento a Oficial General, para que “Tropa de Elite 3”, ao ser exibido futuramente nas telas, mostre ao Brasil que, apesar da indigente conduta do nosso homem público, ainda há uma classe de guardiões velando pela democracia e o bem comum do País.
Antonio Celente Videira
Fonte:  recebido por correio eletrônico

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sem Comparação....... (Uma Resposta às Mentiras)‏

UM AMIGO PETISTA ME MANDA UMA MENSAGEM COM ARGUMENTOS MENTIROSOS (ELE É GENTE BOA E EU ACREDITO QUE ELE SÓ REPASSA A MENSAGEM SEM SEQUER SE DAR AO TRABALHO DE LER) A QUE TENTAREI RESPONDER COM LETRAS EM VERMELHO (A COR PREFERIDA DELE).
NÃO VOU LHE ENVIAR ESTA RESPOSTA PARA NÃO MAGOÁ-LO. MAS SEI QUE MAIS CEDO OU MAIS TARDE ESTE TEXTO CHEGARÁ A ELE.

Olá, gente boa!
Outro dia alguém comentava que o Lula só soube fazer "Bolsa Família", bolsa disso e daquilo... e, o que é pior, que isso só ajuda a pobres, a vagabundos que não querem fazer nada, etc, etc...
Conhecedor das práticas de governos anteriores, pergunto:
1 - ''Se o Lula desse dinheiro aos banqueiros'', em vez de levar os pobres às compras, você aceitaria essa prática com menor indignação?
R:  "nuncantesneçepaíz" os banqueiros lucraram tanto.  É só dar uma olhada nas notícias sobre os lucros dos grandes bancos. Os juros estratosféricos que o governo dos trambiqueiros aplica à economia nacional só serve para atrair os especuladores internacionais, inflar o Real ante o Dólar e dar a falsa impressão de crescimento econômico, enquanto nossa dívida pública, interna e externa, cresce como fermento em repouso.
2 - Se, dar dinheiro a banqueiros pode, ''por que não pode a pobres''?
R: a resposta anterior serve para esta também.  Não pode 'dar' dinheiro público para ninguém! Não pode manipular a economia nacional para favorecer os 'cumpanhêru bankeru' nem para comprar votos descaradamente com as migalhas das bolsas-esmola. Tem é que fazer investimentos reais em educação, capacitação profissional e infra-estrutura para que ninguém precise ficar dependente do governo.
3 - Se pobres não fazem nada pelo bem da nação, ''o que fazem os banqueiros''? além de enriquecerem-se às custas de quem precisa de dinheiro?
R: isso é o Cachaceiro alçado a presidente quem deve responder! Afinal, "nuncantesneçepaíz" os banqueiros tiveram tantos lucros, sem nem mesmo repassarem uma ínfima parcela a seus funcionários. Negam-se mesmo a repor a diferença inflacionária. E a CUT, sempre tão zelosa, nem um pio. Afinal, não podem maltratar os 'cumpanhêru bankeru", se não, não haverá grana para a campanha eleitoral!
4 - ''Você nunca precisou'' de empréstimo, crédito ou dinheiro emprestado na vida, talvez por isso não sabe do que estou falando... não é mesmo?
R: Nem precisa pedir empréstimo. É só se descuidar e cair no 'cheque especial'!  Os juros bancários só estiveram iguais à roubalheira do governo Lula durante o desgoverno do 'cumpanhêru' bigodudo do Maranhão.

Por isso, aí vai um quadro comparativo entre o governo neoliberal de FH e o Popular de Lula.  The Economist publicou!
R: Quando? Qual data? Qual edição? Um dado para ser verdadeiro tem que citar corretamente a fonte, se não tem como verificar, é por que não é crível. Afinal, mentir faz parte da política oficial petista! 
Mesmo assim, me dei ao trabalho de acrescentar uma coluna, à direita, com a minha opinião!
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terça-feira, 26 de outubro de 2010

E AGORA? CORONEL FAJUTO "ERA MUITO COMPETENTE", DIZEM POLICIAIS.

Carlos da Cruz Sampaio Júnior, o tenente-coronel pirata, usou os números para ganhar notoriedade na Polícia Militar. Chegou ao 6º BPM (Tijuca), em janeiro deste ano, e tomou a sala de operações da unidade como o seu quintal. Passou a frequentar as reuniões de planejamento e começou a definir a estratégia de policiamento ostensivo. O “trabalho” do falso militar deu mais visibilidade e rendeu ao batalhão um prêmio por bater a meta de redução de crimes estabelecida pela secretaria estadual de Segurança (Seseg). Com este resultado, todos os policiais da unidade ganharam R$ 500.
De acordo com policiais do 6º BPM, Sampaio agiu como um “grande conhecedor”, posicionando carros e homens nos locais apontados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) como os mais perigosos da área de atuação do batalhão: Tijuca, Maracanã, Praça da Bandeira, Vila Isabel, Andaraí e Grajaú. Assim, acertando em cheio a chamada mancha criminal, o Coronel Caô ajudou a diminuir a quantidade dos crimes que a Seseg considera mais importantes. O número de homicídios caiu de 22 para 14, uma redução de 40%. O roubo de veículo despencou de 739 para 431, menos 42%. Já o roubo de rua — transeuntes + coletivo + aparelho celular — caiu 20%, de 2.176 para 1.734 registros. Soma-se à perícia de Sampaio a instalação da primeira Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Tijuca. Em 7 de maio, o Morro do Borel foi ocupado pelo Batalhão de Operações Especiais e, um mês depois, recebeu a UPP.
‘Promoção’ por mérito
Sampaio teria sido levado para o 6º BPM por um major, mas virou a “menina dos olhos” de dois coronéis, que o indicaram à subsecretaria de Integração Operacional da Seseg. No principal órgão do setor, no Estado do Rio, recebeu a tarefa de organizar o policiamento da 1ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp), que inclui 12 batalhões da capital carioca.
Todos consideravam o Sampaio competente. E os números mostram que ele é. Mas cometeu crimes, enganou todo mundo — comentou um soldado PM, “ex-funcionário” do impostor.
Mestre do patrulhamento inverso
Com vocação para estatísticas e aficcionado por slides, Carlos da Cruz Sampaio Júnior impressionava pela capacidade de se impor e de realizar. No 27º Batalhão de Polícia Militar (Santa Cruz), paira o gosto amargo pelo fato de um militar falso ter aplicado instruções, mas há também o legado. Coube a Sampaio Júnior a implementação do patrulhamento das ruas pelas viaturas. No BPM, os policiais chamam a metodologia de patrulhamento invertido e rendem elogios àquele que, mesmo entre as grades por porte ilegal de arma, recebe elogios.
— Ele fez o mapa do patrulhamento das ruas. E olha que deu certo: uma indo, a outra vindo, em sentidos opostos. Ele foi muito bem nisso — disse um soldado, que pilota uma viatura em Santa Cruz.
O tenente-coronel Sampaio, assim chamado nos batalhões, era de colocar a mão na massa. Após usar a informática para mostrar a teoria, ele ia à rua com os policiais.
— Dava bronca mesmo — contou um policial.
Na área do 17º BPM (Ilha do Governador), o falso militar também deu as cartas. Carlos da Cruz Sampaio Júnior coordenou operacionalmente as viaturas.
— A função dele era baixar o índice de criminalidade. O pior é que conseguia. O impostor é bom. Saía pelas ruas de madrugada, com o fuzil nas costas, para acompanhar as operações. Era participativo — afirmou um policial do Batalhão da Ilha.
Na Ilha, ele aparece como testemunha de um auto de resistência. De acordo com o inquérito, Sampaio Júnior “comandou a blitz com quatro policiais militares. Foi quando apareceu um carro que tentou furar a blitz. Ele não deu tiro. Mas a operação acabou com um assaltante morto, uma fuga e a libertação de uma vítima”.
Divulgação
Alerj entrou na roda
A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) também entrou no repertório de Carlos Sampaio Júnior. Em 2009, ele distribuiu a seus amigos e mulheres um cartão de visita falso, em que se dizia chefe de gabinete do deputado estadual Paulo Souto. Até o endereço de e-mail da Alerj o falsário criou, mas não há qualquer registro de sua possível contratação na instituição.
Paulo Souto, inclusive, nunca foi deputado. Ele é delegado e era subsecretário de Segurança, na primeira passagem de Sampaio pelo órgão, em 2003. Como terceiro suplente, Souto brigou por uma vaga, no ano passado, mas não conseguiu ocupar uma cadeira na Assembleia.
COMENTO:  Trata-se do desdobramento do caso do sujeito que foi preso em 14/10, após trabalhar por alguns meses na Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro com identidade falsa de tenente-coronel do Exército. Ele já havia trabalhado na pasta entre 2003 e 2006, durante o governo Rosinha Garotinho.
Para quem nada sabe sobre o caso, recomendo ler as seguintes postagens, na sequência:
Não sei não! Já estou ficando fã desse cara! Afinal os fatos relatados confirmam que o problema da segurança pública no Rio de Janeiro não é resolvido por que não há vontade política. Se um leigo como o falso oficial consegue dar uma olhada no planejamento da segurança dos BPM e propor mudanças que dão certo, por que os verdadeiros oficiais, comandantes e outros (i)responsáveis não o conseguem?
Por que não querem!
Por que não desejam atrapalhar os 'negócios' dos financiadores de campanhas políticas! 
Por que desejam a sociedade refém da criminalidade!
E o cachaceiro ainda tem a cara-de-pau de dizer que "segurança no Rio é prioridade"!  E é aplaudido pela corriola que o apoia.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Um pouco de cinema

I - Paixão fatal em noite de primavera
Alfredo Dinho Daudt*
Paixões costumam ser avassaladoras.
Se você é jovem ocorrem com frequência situações irresponsáveis, intensas e, até, inconsequentes. Quando se é maduro, paixões abalam certezas, alicerçadas em nossas pretensas experiências. A partir do limite entre a meia e a terceira idade, paixões acabam criando complexidades.
É que são anos em que estamos acostumados a reagir de uma forma pré-concebida e, de repente, tudo pode, pode?
Pois foi numa noite de primavera em Garopaba que, assistindo ao filme Fatal, na Sky, passei a idealizar uma identificação com o ator sessentão, Ben Kingsley, vivendo o papel de David, professor universitário, separado, que mantinha uma relação casual há vinte anos com uma “colega”, além de ficar, eventualmente com algumas alunas.
A outra atraente personagem: Consuelo, interpretada pela deusa Penélope Cruz – entra na vida do professor e a desestrutura. Mais em função dos temores e inseguranças dele, do que por alguma rejeição ou apatia romântica dela. Fazer o que, galera?
É aquela história já batida de que não nos olham mais com aquela mesma atração fatal comum aos romances ou casos de nossa juventude. E se ou quando ocorre pira nossa cabeça. Já pensou? Afinal, aprendi que o passar dos anos nos traz desconfortos bem mais ardilosos do que simples rugas ou desaceleração nos movimentos, e isto contrasta com o fato de que nada se aquieta por mais que a gente envelheça.
Sei que não estou sendo original e já escreveram sobre isso: Inspirado no livro “O Animal Agonizante”, de Philip Roth, o filme é dirigido por Isabel Coixet.
Pensei até que era do Almodovar, pois assim como eu, ele adora Penélope. O drama me prendeu a atenção ao expor as angústias daquele cara letrado, que se vê só, após a perda de um camaradinha dele, um amigo. Ao nos depararmos com a incapacidade do professor de rever conceitos arraigados, nos sentimos viajando com nossas próprias defesas para quando o amor - talvez um dia - chegar.
Aparece também, é claro, o normal preconceito contra casais com idades diferentes. Quando um dos namorados é veterano ou uma veterana, por exemplo, reparem que, normalmente, o personagem acentua um contraste, parecendo mais velho ou velha, ainda, sob o olhar crítico das pessoas em volta deles. Isso parece ser paradoxal no entendimento de alguns que acreditam demonstrar menos idade ao decidir por companheiros mais jovens.
Eu mesmo já cheguei a pensar desta maneira.
Pois a vulnerabilidade deste tipo de aventuras e relacionamentos e a banalização dos encontros estão presentes na história. Como que expondo de uma forma geral a incapacidade do ser humano de aceitar e ser aceito pelo outro na mesma proporção, o que rola em qualquer idade. Vocês sabem. O final não conto.
E, embora trágico, me encantou.
O filme é um golpe demolidor em sua sensibilidade. Só resta saber se será fatal, como preconiza o título.
* Dinho Daudt colabora com jornais e sites da região de Garopaba 
e participa do programa Onda 1380, na Rádio Frequência de Garopaba.
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II - Tropa de Elite 2 é quase tudo verdade
Luciano Ramos*
Surge um diretor de cinema com criatividade e capacidade que produziu um filme que pode ganhar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, ele é José Padilha, realizador de Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro.
Padilha iniciou a carreira com o documentário Os Pantaneiros, com Marcos Prado em 2001, em 2002 dirigiu Ônibus 174, relato de uma tragédia urbana carioca ocorrida em 2000. Entre Tropa de Elite 1 e 2 fez o documentário Garapa, sobre a fome no nordeste e Charcoal, um curta documental a pedido da ONG Live Earth, que aborda a cadeia de produção do carvão vegetal no Brasil e os danos ambientais que provoca para o aquecimento global.
Acostumado com documentários, Padilha fez de Tropa de Elite 1 uma espécie de apresentação da bem sucedida parceria com o roteirista Bráulio Mantovani e o ator Wagner Moura. Tropa 1 foi uma introdução ao que ainda estava por vir: a mais contundente crítica social e política produzida no cinema nacional. Tropa 2 não é apenas um filme excelente, é o melhor documentário ficcional de todos os tempos e vai além disto, pelo menos uma dúzia de personagens do filme são conhecidos do grande público, tanto do lado do bem como do lado do mal.
A obra é um grande mosaico de personagens e fatos reais muito conhecidos e atuais da realidade carioca e brasileira, para quem já viu, o deputado estadual vivido por André Mattos é uma alusão direta a vários políticos, como o ex-policial civil e ex-deputado estadual Natalino José Guimarães e ao seu irmão o ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerôminho, os dois presos em 2002 por serem ligados a milícias na zona oeste do Rio de Janeiro. O personagem lembra ainda, pelo uso da mídia, o deputado estadual carioca Wagner Montes, que entrou para a política através da projeção como repórter e apresentador de telejornais policiais como o Aqui e Agora do SBT e atualmente o Balanço Geral da Rede Record ou ainda o radialista, jornalista, advogado e publicitário paulista, deputado estadual Afanásio Jazadji, conhecido pela truculência e sensacionalismo no noticiário policial.
O governador que aparece no morro em uma festa organizada por milicianos do filme, aponta dois caminhos, um para o ex-governador carioca Marcello Alencar que criou na sua administração um "prêmio" chamado gratificação faroeste, que premiava com dinheiro os policiais do Rio de Janeiro que matavam mais bandidos, visto como nascedouro das milícias. Algumas cenas do governador e do secretário de Segurança do filme lembram ainda o ex-deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins e o ex-governador e ex-secretário de Segurança, deputado federal eleito Anthony Garotinho, denunciados pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, facilitação de contrabando e corrupção passiva.
O deputado Fraga vivido por Irandhir Santos no filme é na vida real inspirado no deputado estadual reeleito Marcelo Freixo, defensor dos direitos humanos e combatente das milícias cariocas. O personagem "Beirada" vivido pelo ator/cantor Seu Jorge em Tropa 2, é o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar líder do motim de 2002 em Bangú 1 e que matou entre outros rivais, o traficante Enaldo Pinto de Medeiros, o Uê, que morreu carbonizado e foi encontrado empalado com um cabo de vassoura sobre um tonel no pátio da prisão.
Na época do motim o secretário de Segurança era Roberto Aguiar e a governadora que deu a ordem para o BOPE invadir o presídio foi Benedita da Silva, já o personagem "Curió" é o o agente penitenciário Marcos Vinícios Tavares, acusado de ter facilitado a rebelião em Bangu 1 fornecendo armas e munições ao bando de Beira-Mar.
Diferente do filme Tropa de Elite 2 onde o personagem "Beirada" foi morto, Beira-Mar escapou quando o BOPE invadiu Bangú 1 em 2002 graças ao negociador. Quem acompanhou o noticiário policial carioca de 1990 para cá, sabe que Tropa de Elite 2 deu um final mais adequado para alguns bandidos, por exemplo, não podemos citar quem é na vida real o "Major Rocha" interpretado pelo ator Sandro Rocha no filme, pois em Tropa 2 ele foi morto, mas de fato ele agora é Coronel e continua agindo impune até hoje.
O episódio de um parlamentar ter sido contestado por outro deputado ao assumir a presidência da Comissão de Ética da Câmara, é real, a diferença é que na vida real os deputados da Comissão de Ética não eram Fraga (Marcelo Freixo) e o ex-Secretário de Segurança no filme eleito deputado federal. Os envolvidos eram o então corregedor da Câmara, o pernambucano Inocêncio Oliveira e o presidente da Comissão de Ética, o gaúcho Sérgio Moraes. Oliveira acusou Moraes de atrasar propositalmente a abertura de processo de cassação do deputado paulista Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, envolvido em uma denúncia de desvio de dinheiro do FAT e do BNDES.
A brilhante obra de Padilha conseguiu em duas horas mostrar ou contar e retratar centenas de pessoas e acontecimentos reais do chamado “sistema” e da luta de seus integrantes por poder a qualquer preço. É ficção, mas é quase tudo verdade.
* Luciano Ramos é jornalista e advogado,
ex-secretário de Segurança de Cachoeirinha/RS.

domingo, 24 de outubro de 2010

'Sou Ari Pargendler, presidente do STJ. Você está demitido'

A frase acima revela parte da humilhação vivida por um estagiário do Superior Tribunal de Justiça (STJ) após um momento de fúria do presidente da Corte, Ari Pargendler (na foto).
O episódio foi registrado na 5ª delegacia da Polícia Civil do Distrito Federal às 21h05 de ontem, quinta-feira (20). O boletim de ocorrência (BO) que tem como motivo “injúria real”, recebeu o número 5019/10. Ele é assinado pelo delegado Laércio Rossetto.
O blog procurou o presidente do STJ, mas foi informado pela assessoria do Tribunal que ele estava no Rio Grande do Sul e que não seria possível entrevistá-lo por telefone.
O autor do BO e alvo da demissão: Marco Paulo dos Santos, 24 anos, até então estagiário do curso de administração na Coordenadoria de Pagamento do STJ.
O motivo da demissão?
Marco estava imediatamente atrás do presidente do Tribunal no momento em que o ministro usava um caixa rápido, localizado no interior da Corte.
A explosão do presidente do STJ ocorreu na tarde da última terça-feira (19) quando fazia uma transação em uma das máquinas do Banco do Brasil.
No mesmo momento, Marco se encaminhou a outro caixa - próximo de Pargendler - para depositar um cheque de uma colega de trabalho.
Ao ver uma mensagem de erro na tela da máquina, o estagiário foi informado por um funcionário da agência, que o único caixa disponível para depósito era exatamente o que o ministro estava usando.
Segundo Marco, ele deslocou-se até a linha marcada no chão, atrás do ministro, local indicado para o próximo cliente.
Incomodado com a proximidade de Marco, Pargendler teria disparado: “Você quer sair daqui porque estou fazendo uma transação pessoal."
Marco: “Mas estou atrás da linha de espera”.
O ministro: “Sai daqui. Vai fazer o que você tem quer fazer em outro lugar”.
Marco tentou explicar ao ministro que o único caixa para depósito disponível era aquele e que por isso aguardaria no local.
Diante da resposta, Pargendler perdeu a calma e disse: “Sou Ari Pargendler, presidente do STJ, e você está demitido, está fora daqui”.
Até o anúncio do ministro, Marco diz que não sabia quem ele era.
Fabiane Cadete, estudante do nono semestre de Direito do Instituto de Educação Superior de Brasília, uma das testemunhas citadas no boletim de ocorrência, confirmou ao blog o que Marco disse ter ouvido do ministro. 
Ele [Ari Pargendler] ficou olhando para o lado e para o outro e começou a gritar com o rapaz.  Avançou sobre ele e puxou várias vezes o crachá que ele carregava no pescoço. E disse: "Você já era! Você já era! Você já era!”, conta Fabiane.
Fiquei horrorizada. Foi uma violência gratuita”, acrescentou.
Segundo Fabiane, no momento em que o ministro partiu para cima de Marco disposto a arrancar seu crachá, ele não reagiu. “O menino ficou parado, não teve reação nenhuma”.
De acordo com colegas de trabalho de Marco, apenas uma hora depois do episódio, a carta de dispensa estava em cima da mesa do chefe do setor onde ele trabalhava.
Demitido, Marco ainda foi informado por funcionários da Seção de Movimentação de Pessoas do Tribunal, responsável pela contratação de estagiários, para ficar tranqüilo porque “nada constaria a respeito do ocorrido nos registros funcionais”.
O delegado Laercio Rossetto disse ao blog que o caso será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) porque a Polícia Civil não tem “competência legal” para investigar ocorrências que envolvam ministros sujeitos a foro privilegiado."
Pargendler é presidente do STJ desde o último dia três de agosto. Tem 63 anos, é gaúcho de Passo Fundo e integra o tribunal desde 1995. Foi também ministro do Tribunal Superior Eleitoral.
Fonte:  Blog do Noblat 
COMENTO:  criticamos a justiça por sua lentidão, mas esse sujeito, alçado a um cargo para o qual demonstra como qualificação a extrema arrogância, teve tempo para decidir rapidamente a demissão de um subordinado, baseado em sua estúpida reação emotiva.  É isso que se pode esperar de um 'magistrado'?  Não passa de um 'abestado' que se acha superior  aos demais mortais que não possuem 'foro privilegiado'.  Que vergonha para quem a tem! O rapaz deveria ter reagido à altura da má educação desse canastrão, aproveitando a oportunidade para lhe mandar à PQP na hora, além de "enfiar o seu cargo de "presidente do STJ no buraco atrás do saco"!

sábado, 23 de outubro de 2010

Tiriricando o Plenário

por Gilberto Barros Lima
Quando se ignora a escolha de um candidato para gerenciar o País, esse indivíduo pode ser considerado um cego intelectual, mais ainda, a decisão equivocada e sustentada pelo senso comum é como a corda no próprio pescoço, não estamos isentos da responsabilidade de nossas atitudes.
Cada decisão errada gera uma determinada consequência, ou seja, aquilo que plantamos resultará sérios problemas, pois o que semearmos não atenderá os objetivos e os anseios que tanto carecemos.
Infelizmente herdamos uma cultura que nos afasta cada vez mais da realidade política, ignoramos erroneamente a única oportunidade para mudar as coisas, essa cultura fortalece a corrupção e a continuidade de um processo viciado em benesses e vantagens somente para o grupo político.
O ponto mais preocupante desse cotidiano é que nos momentos que aparecem à oportunidade de reverter o quadro, a própria sociedade se esquece da necessidade de mudança e resolve que num processo de votar em protesto, escolha candidatos despreparados e desqualificados para o exercício da carreira política.
Embora vivenciamos a democracia após um período de ditadura militar, o eleitor persiste em não se envolver, opinar, exigir, fiscalizar, protestar e agir de acordo com seus direitos, a construção de um País melhor. O processo eleitoral é baseado apenas na obrigatoriedade de votar, nada mais que ajude a sociedade se comprometer com a responsabilidade de melhorar a situação do país.
Na apuração da eleição para o Plenário da Câmara dos Deputados, o comediante Tiririca obteve um record de votos consagrando-se um verdadeiro fenômeno da política brasileira. Ele desbancou qualquer impedimento para ocupar um lugar de destaque na Câmara dos Deputados, sua expressiva soma de votos representa a vontade da maioria dos eleitores, por sua vez, a decisão democrática de uma sociedade omissa a tantos problemas existenciais nessa política tupiniquim.
Mais uma vez, distanciados do preconceito, do sentimento maquiavélico, da natureza opositora, enfim, qualquer opinião contrária a esse lamentável resultado, estaremos tiriricando o Brasil durante quatro anos.
Não veremos mais o comediante Tiririca nos alegrando nos programas da televisão, sua imagem florentina discursará num pedestal do Congresso, seus pronunciamentos nos arrancarão risos, aplausos, admiração e contentamento. Somos reféns de sua candidatura, de suas decisões, de seus projetos e quem sabe, de uma humilde ignorância que atinge uma grande parcela de nossa sociedade.
Respeitarei Tiririca de todas as maneiras, não quero ser empecilho na sua nova carreira, apoiarei suas acertadas decisões, bem como, criticarei seus deslizes no mandato. Serei acima de tudo, um brasileiro consciente, cumpridor de meus deveres, racional nas minhas convicções, pois segundo o próprio Tiririca, pior do que está não fica. Valha-me Deus, Nosso Senhor, Livrai-me do Mal.
Que a sorte acompanhe Tiririca no universo da política, aqui tiriricaremos silenciosamente no esplendor de nossa humilde incapacidade de escolher o que há de melhor para nos governar. Pior do que está não fica, assim diz o deputado Tiririca, porém, engana-se aquele que duvidar que tudo ainda venha mais a piorar, tiriricando o Brasil.
Gilberto Barros Lima é bacharel em Relações Internacionais (IBES-SC),
e Professor Universitário.
Fonte:  Mundo RI 

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Princesas

Era uma vez, Dilma e Marina, duas princesinhas que viviam sob a proteção do senhor seu pai, o Rei Lula. Um dia, a princesa Dilma foi reclamar com o Papi que a princesa Marina estava embaçando a construção do lago no jardim do palácio.
- Pô, Papi... só porque vai afundar umas árvores e incomodar uns bagres... manda ela largar de ser chata, Papi!
O Papi, que nunca escondeu quem era sua favorita, deu a maior bronca na Marina, que magoou, botou meia dúzia de saias até o joelho na trouxinha e abandonou o palácio.
Depois disso, o Papi chamou Dilma e disse com sua voz grossa de rei:
- Dilminha, venha cá, minha filha. Eu estou ficando velho e preciso de alguém pra cuidar do reino, no meu lugar. Minha escolhida é você.
Dilma deu pulinhos de alegria, mas como era uma mocinha séria, logo perguntou:
- Mas, Papi... quem vai cuidar da nossa casa? O palácio não pode ficar abandonado!
- Chama Erenice, a criada.
Dilma ficou feliz com o sábio conselho de seu pai. Erenice, a criada, era seu braço direito e fazia tudo do jeitinho que a princesa gostava.
Agora, Dilma podia sair tranquila em campanha pelo reino. Antes de partir, um último real conselho:
- Filha, procura aquele feiticeiro japa que deu jeito na Marta. Ele vai te deixar uma belezura! A magia do feiticeiro era poderosa. Dilma ficou irreconhecível. E, durante a campanha, o Papi teve de esclarecer:
- Companheiros, essa é a princesa que indico para ficar no meu lugar. Como assim "quem é ela?". É a Dilminha, pô! A preferida do meu castelo. A única com culhão pra botar ordem nesta p... de reino.
O Rei Lula era famoso por falar a linguagem do povo, para horror de uma ou outra súdita cansadinha.
E, quando tudo parecia um céu vermelho e estrelado para princesa repaginada, eis que Marina ressurge das cinzas do desmatamento da floresta amazônica.
- Marina! Não acredito que você vai me trair.
- Quem me traiu foi você, Papi! E eu também tenho direito à sucessão do reino!
Dilma começou a chorar, mas o Papi a acalmou.
- Filha, quem liga pra meia dúzia de bagres? Se acalme, princesa, que este reino está dominado. O povão tá tudo comigo. Até pagodeiro eu consigo eleger pra senador.
E prosseguiram em campanha, certos da vitória que já era festejada por companheiros de todo o reino.
O que eles não sabiam, era que no palácio as coisas não iam tão pianinho como Dilma gostava. Erenice tinha um filho, um menino mimado e ganancioso, que logo montou um esquema de propina para o fornecimento de salsichas, cachaça e farinha para a cozinha real.
O esquema estava indo muito bem, obrigado. Até que um alcaguete contou pra imprensa, que viu aí a deixa pra puxar o tapete persa da real princesa.
Os súditos, que liam uma tal revista Veja, ficaram muito desapontados. Principalmente os que estavam fora do esquema. E o muxoxo foi geral.
A pobre princesinha debateu-se tanto, que quase estragou o novo penteado:
- Pessoal, mas o que eu tenho a ver com o filho da criada?!
E o Papi emendou:
- Erenice pisou na bola. Podia ter sido a funcionária do mês, com foto na cozinha e tudo. A imprensa também pisou na bola. Afinal, como dizia minha pobre mãezinha analfabeta: roupa suja se lava na casa civil. E não em capa de jornal.
Os dias foram passando, a eleição se aproximando. Os súditos foram às urnas e, para surpresa de todos, tinha mais gente preocupada com os bagres e com os trambiques do filho da criada do que supunham os marqueteiros reais.
O final dessa história é que Dilminha não se elegeu no primeiro turno. Agora, vai ter que derreter a maquiagem em cima de palanque por mais um mês, numa disputa corpo a corpo com outro inimigo do palácio, o Sr. Burns, patrão do Homer Simpson.
Nesta altura, o Papi senta-se no trono e avalia: uma criada e uma amante de árvores atrapalharam o caminho estrelado de minha escolhida. Uma esposa de olho roxo derruba meu candidato favorito ao senado. Quer saber, quem manda eu me meter com a mulherada. Na próxima eleição, só quero príncipes! Alguém aí, liga pro Aécio, que eu preciso trocar uma idéia com aquele rapaz.
Fonte: fábula de autor anônimo
citada em Dominus Vobiscum

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

33 mineiros presos numa mina de carvão, no RS

Era uma vez, um grupo de 33 mineiros brasileiros que ficou preso em Minas do Butiá (RS), em uma mina de carvão a 700 metros de profundidade.
1) O Governo Brasileiro cria uma comissão supra-partidária para iniciar o resgate, incluindo 52 membros da situação e 2 da oposição.  Cada membro com direito a 5 assessores e dois secretários. Os trabalhos atrasaram três meses, porque não houve acordo para nomear o presidente da comissão.
2) Como as despesas não estavam previstas no orçamento, o Governo criou uma CPMF (Contribuição Provisória para Mineiros F...),  com vigência até 2020.
3) O Chile ofereceu-se para emprestar os equipamentos utilizados no salvamento daquele pais, mas a carga ficou retida na alfândega brasileira por mais de três meses. O chefe da fiscalização somente os liberou após o pagamento de uma tarifa de importação e mais um PF (Por Fora) para si próprio.
4) Depois, os equipamentos ficaram parados na estrada brasileira por quase dois meses, pois o MST havia feito uma invasão e bloqueado a rodovia (para ficar politicamente correto, pode trocar por uma ponte que caiu).
5) A embaixada brasileira em Santiago demorou dois meses para conceder visto especial de entrada aos chilenos operadores do guindaste e da cápsula de salvamento, pois eles não eram turistas e sim estrangeiros com atividade profissional.
6) Quando finalmente tudo foi “regularizado”, o Sindicato Brasileiro dos Operadores de Máquinas entrou na Justiça com uma liminar proibindo o trabalho dos chilenos, pois eles não eram sindicalizados no Brasil.
7) Como a Justiça brasileira é bastante ágil, a liminar foi "prontamente" derrubada em seis meses e não foi permitido o trabalho dos chilenos pois o visto dos mesmos havia vencido.
8) Quando o guindaste desce a cápsula de salvamento, o cabo de aço se rompeu, pois haviam comprado um cabo de uma sucateira embora a preço de ouro.
9) Criou-se uma CPI para levantar as responsabilidades. Depois de quatro meses de discussão, acabou sendo arquivada pelo Conselho de Ética do Senado, pois havia enviado a questão para o STF opinar que, depois de oito meses, disse que não tinha competência para tal.
10) Para dia do salvamento foi montado um palanque para os discursos de saudação ao mineiro resgatado, mas na véspera o palanque desabou e então tiveram de adiar o salvamento por uma semana. Finalmente ele é resgatado e Lula inicia: “Nunca antes neste país...”
11) Finalmente, depois de dois anos e meio, chegou o dia do primeiro resgate.  SURPRESA!!!! O resgatado era um único que ficou preso na mina, pois os outros 32 eram funcionários “fantasmas” da estatal que explorava a mina e nunca tinham entrado nela.
12) O primeiro pedido do resgatado foi para ler um jornal, pois queria se atualizar.  Todavia quando ele lê a manchete "Dilma está à frente nas prévias", pede para ser devolvido às profundezas da mina...
PS: No final, durante as tentativas de convencer o funcionário a sair do buraco,  descobriram que havia um outro mineiro esquecido no fundo do poço. Era o Atlético...
Fonte:  recebido por correio eletrônico

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

JUIZ REVOGA CONSTITUIÇÃO E ESTUPRA O LEGISLATIVO

por Janer Cristaldo
Aconteceu ontem (17/10) algo insólito em São Paulo. Não bastasse um filhote do Sarney ter exigido na Justiça a censura do Estadão – que denunciava suas corrupções - a Polícia Federal apreendeu, no bairro Cambuci, por determinação da Justiça Eleitoral, cerca de um milhão de panfletos que pregam voto contra o PT devido à posição favorável à descriminalização do aborto. Os impressos continham um manifesto, o “Apelo a Todos os Brasileiros”, elaborado pela Comissão de Defesa da Vida da Regional Sul I, da CNBB.
Dilma Rousseff considerou crime eleitoral a distribuição dos panfletos assinados por uma diocese, recomendando voto contra o PT. "É crime eleitoral. Eu acho que tem uma central de boatos fazendo ofensivas contra a minha candidatura. Que são nitidamente ilegais e merecem ser investigados". Afirmou ainda que a ação beneficia José Serra, mas evitou ligá-lo diretamente à confecção dos panfletos. "Não é do meu feitio sair acusando sem ter investigação. Sabemos a quem beneficia: ao meu adversário. Se foi ele ou não, resta ser provado."
Antes mesmo de ser eleita, a moça está mostrando ao que vem. Isso sem falar que não tem noção nenhuma do que seja direito, noção das mais úteis em um candidato à Presidência da República. Desde quando desrecomendar – ou recomendar – um candidato constitui crime eleitoral? Admitamos, para efeitos de argumentação, que Serra estivesse ligado à produção dos impressos. Desde quando um candidato não pode recomendar a não votar em seu adversário? Isto é o que tem feito Lula todos os dias e neste caso, evidentemente, Dona Dilma não fala em crime eleitoral. Pelo que se depreende das declarações da candidata, só o PT tem o direito de desrecomendar o adversário. A oposição não tem direito algum a fazer oposição.Stalin não faria melhor. É o bracinho nazista do Dr. Strangelove que o PT porta e não consegue controlar. Longe de mim defender Serra ou a Igreja Católica.  Considero inclusive que os religiosos não têm razão alguma para meter-se em questões de Estado. Mas jamais me ocorreria negar-lhes o direito a manifestar sua opinião. Sempre fui a favor do aborto. Mas se alguém é contra, que se manifeste.
Toda vez que alguém cita a ex-terrorista como defensora do aborto, ela fala em calúnias e central de boatos. Ora, não se trata de calúnia nem de boatos. Os vídeos que têm sido divulgados nas Internet e jornais a mostram defendendo a descriminalização do aborto em alto em bom som. Isso há apenas três anos. Dona Dilma, em busca do voto religioso, evita tocar no assunto. Nem confirma o que disse, nem desmente e nem ao menos declara que mudou de idéia.
A liminar para a apreensão dos panfletos, atendendo a representação do PT, foi concedida pelo ministro do TSE Henrique Neves, que revogou o direito à livre expressão conferido pela Constituição. Está ocorrendo no Brasil um estupro contínuo do Legislativo pelo Judiciário. Os legisladores fazem leis e os juízes as revogam. Ora, não é função de juiz revogar leis. A função de um juiz é julgar se os fatos estão de acordo com as leis.
Espanta ver a facilidade como um juizeco qualquer neste país revoga de uma penada a Constituição e estupra o Legislativo. Isso sem falar na asnice atroz dos petistas. Ao pedirem a proibição do manifesto, deram ao mesmo uma divulgação que jamais teria se não fosse proibido. Tanto na imprensa como na Internet. Pelo jeito, estes neoluditas ainda não perceberam que, em dias de Internet, toda censura é inviável.
Fonte:  Janer Cristaldo
COMENTO:  tomo a liberdade de complementar o raciocínio do Janer Cristaldo, indagando se a candidata petista também entende como 'crime eleitoral' o uso que alguns "intelectuais" estão fazendo de computadores das universidades federais (material público cuja utilização gera despesas públicas)  para difundir mensagens contra o candidato do PSDB, bem como "o blog do ... CPERS, aparelhado pelo PT e pelo PSOL e mantido com receita anual de R$ 50 milhões arrecadados dos professores públicos estaduais, [é] usado de modo ilegal para defender a candidatura da ex-ministra Dilma Roussef"; como foi  noticiado pelo jornalista Políbio Braga; ou mesmo a propaganda feita pela CUT, condenada  pelo TSE, conforme  noticia do blog de Ricardo Noblet.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Putin anunció fornecimento de 35 tanques a Venezuela

O Primeiro Ministro russo, Vladímir Putin, anunciou quinta-feira passada (14/10), após reunir-se com o presidente venezuelano Hugo Chávez, que fornecerá em breve 35 tanques a Venezuela além de prometer a venda de outras armas.
"Rússia cumpre plenamente com os acordos bilaterais no terreno da cooperação técnico-militar. Em breve Rússia tem previsto fornecer uma nova remessa de armamento. Se trata de 35 tanques", assegurou Putin em entrevista coletiva conjunta com Chávez, em sua residência de Novo-Ogoriovo, nas proximidades de Moscou.
Ainda que Putin não tenha precisado, analistas consideram que se trata de tanques T-72 e T-90 - também adquiridos por alguns  países, como Irã e Síria -
que sustituiríam os MX-30 franceses em uso na Venezuela.
"Estamos dispostos a fornecer tanques e, a respeito a outros tipos de armamento, também o faremos de forma ampla. As empresas russas já começaram a trabalhar de acordo com esses pedidos", disse Putin.
Por sua parte, Chávez sublinhou que "o tema da cooperação militar, pela qual tanto nos atacam, vai muito bem".
"Agora, sim temos Forças Armadas", asseverou Chávez, que mencionou algumas das compras de armamento russo realizadas por Caracas nos últimos anos: blindados, caças Sukói, que descreveu como "o melhor avião do mundo", e fuzís Kaláshnikov.
Na sexta-feira (15/10), o presidente russo, Dmitri Medvédev,
após reunir-se com Chávez no Kremlin, assegurou também que Moscou  não reduzirá a cooperação técnico-militar com Caracas. Medvédev também participou de entrevista coletiva conjunta com Chávez  na sala de Malaquita do Kremlin.
Chávez, em sua última visita a este país em setembro de 2009, arrancou o compromisso de Medvédev de que a Rússia fornecerá à Venezuela as armas que necessita, incluídos tanques e carros blindados.
Em abril passado, durante sua visita a Venezuela, Putin afirmou que Venezuela planejava comprar armas russas por valor de más de cinco bilhões de dólares.
Essa cifra inclui o crédito de 2,2 bilhões de dólares que Moscou fará a Caracas para a aquisição desse armamento pesado.
Venezuela, que segundo fontes internas vem adquirindo armas russas por um valor que  chega a 4,4 bilhões de dólares
desde 2005, tendo se elegido como principal cliente latino americano da indústria militar russa, o que preocupa a Estados Unidos e Colômbia.
A imprensa russa informou que Venezuela também está interessada em submarinos diesel-elétricos da classe "Varshavianka" (Kilo, segundo a classificação da OTAN).
Analistas militares citados pela agencia oficial RIA-Nóvosti comentaram que Caracas podería receber as baterías antiaéreas com misseis S-300 que Moscou decidiu não fornecer ao Irã devido às sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU.
Segundo essas fontes, Rússia já teria fornecido à Venezuela uma dúzia de sistemas anti aéreos Tor-M1, os mesmos que Teherã adquiriu em fins de 2005.
A visita de Chávez à Russia se inclui em um giro exterior de quase duas semanas, que o levou no sábado, à Bielorrusia e depois a Ucrania, Irã, Siria, Libia, Argelia e Portugal.

Chávez promete petróleo para 200 anos a Bielorrúsia
Em mais uma de suas habituais declarações grandiloquentes, o presidente venezuelano Hugo Chávez prometeu, no sábado, que dará petróleo durante os próximos 200 anos à ex república soviética de Bielorrússia.
Chávez, que chegou no sábado ao país, como parte de sua viagem por Europa e Asia, prometeu às refinarias que são a base da economía bielorrusa que não sofreriam escassez por dois séculos.
Venezuela já  havia acordado em março despachar 80.000 barris diarios de óleo pesado para a  Bielorrusia, além de criar uma sociedade com aquele país para desenvolver projetos de exploração de petróleo e gas natural em suas jazidas .
O presidente bielorruso Alexander Lukashenko, a quem seus detratores chamam "o último ditador europeu", tenta diversificar suas fontes de petróleo à medida que suas relações com a Rússia, seu principal fornecedor, se tornam cada vez mais ásperas. Lukashenko enfrenta eleições presidenciais em dezembro, porém Moscou até agora não lhe manifestou apoio.
Fonte:  tradução livre de El Colombiano
COMENTO:  enquanto isso, por aqui, continuamos a esperar o aporte de verbas venezuelanas para a efetivação da refinaria conjunta que está sendo instalada em Pernambuco somente com recursos dos otários. 
PARA LEMBRAR: Em dezembro de 2005, Luiz Inácio (assessorado por sua ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef) e Hugo Chávez, lançaram a pedra fundamental da refinaria pernambucana Abreu e Lima. Na ocasião, os presidentes disseram que seriam investidos US$ 4,5 bilhões (depois o número foi revisado estando, agora, orçado em 13 bilhões de dólares), sendo 60% da Petrobrás e 40% da PDVSA. Leia mais no Estadão.
Até agora, a PDVSA não conseguiu colocar nenhum centavo no empreendimento. Quando pronta, o Mico Mandante se apresentará para partilhar os lucros.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

ELOGIO DA VAGABUNDAGEM

por Martha de Freitas Azevedo Pannunzio
Eu tenho bronca do presidente, sim. Antes não tinha. Achava-o apenas sujo, mal lavado, ignorante, boçal, troglodita, inconveniente, atrevido, insolente, mentiroso etc. etc. etc., porém eu punha estas arestas na conta de sua biografia  e mudava de canal. Não conseguia compreender como nem por quê a CNBB, a OAB e uma parte da imprensa incensavam aquela pessoa e a transformavam num mito. Quando estourou o caso LURIAN eu acrescentei no meu caderninho: irresponsável. Um dia Leonel Brizola, derrotado no primeiro turno de uma eleição presidencial, em face da ameaça da eleição de Collor, preconizou o voto útil e mandou que a militância do PDT tapasse o nariz e votasse no sapo barbudo. Eu era presidente do PDT de Uberlândia e admirava Brizola,  mas não consegui atender ao seu pedido. A caricatura do sapo barbudo ficou para sempre desenhada no seu portfolio político. Indelével. Num País de grande oradores políticos, aquele exaltado cidadão era apenas um ator da comédia bufa que sabia de cor  duas ou três frases de efeito. A informação “aposentado por invalidez” por causa do dedo mindinho sempre me pareceu intriga da direita e eu nunca a apurei. Apenas anotei no meu caderninho, mais uma vez, o fato curioso de ele estar sempre desocupado. Eu havia repassado 300 alunos por dia, dobrando turno na escola estadual de MG, durante 32 anos, para chegar a uma aposentadoria menor do que um salário mínimo. De onde saíra aquele Messias fabricado?
O tempo não só confirmou o que eu pensava como, infelizmente, acrescentou outras considerações desabonadoras. Investido do cargo e dos poderes inerentes e decorrentes do cargo, ele botou as unhas de fora e se revelou por inteiro. Lerdo, esquecido, cego, mudo, mal acompanhado, arrogante, intrometido, globe-trotter contumaz e exigente, inconveniente, inoportuno, desrespeitoso, metido a engraçado, mal assessorado nos assuntos internos e externos, ele foi dizendo patacoadas que caíram na alma da gigantesca camada de brasileiros e brasileiras pobres de grana e pobres de espírito. Estes cidadãos, das camadas de E a Z, se contentaram com cestas, bolsas, vales, tíquetes, esmolas, enfeitadas com bandeiras, marchas messiânicas, quebra-quebra, invasões, saques, desordem generalizada. O cargo lhe deu imunidade e impunidade e ele, generoso, repassou estes benefícios aos desordeiros e aos amigos mais próximos.
Estamos vivendo tempos modernos, preocupantes. Nos últimos cinco anos eu, que não sou ninguém no contexto nacional, viúva, acumulo treze BOs (Boletins de Ocorrência Policial) com registro de assaltos a mão armada e grandes prejuízos materiais na minha pequena fazenda em Uberlândia, onde resido. Pago/jogo fora, mais de 50% do movimento da minha atividade, para cumprir as exigências da escorchante carga tributária do atual governo. Eu era classe média, agora não sei mais o que sou. E, o que é pior, não tenho sossego para viver nem trabalhar. Nem eu nem meus companheiros de atividade agropecuária. Em nome da reforma agrária uma grande baderna tomou conta da zona rural e ensejou a formação de gangues intocáveis, mantidas com rubricas polpudas de dinheiro público. O documento cartorial de propriedade privada perdeu a validade. O governo inventou índices inatingíveis de produtividade para configurar a improdutividade da terra e justificar o vandalismo dos seus apaniguados. E deixou a abóbora alastrar.
A corte da saparia coacha alto, voa pelo mundo numa suntuosa aeronave presidencial, mete a colher de pau onde não foi chamada, conta piada, faz sucesso no exterior, entretanto não sabe qual é o estoque regulador de alimentos de que dispomos. Não é capaz de mapear a produção. Não nos garante preço mínimo. Não cuida das estradas nem dos portos e aeroportos e vende mal nossas super safras de tudo, nossos minérios, nossos quilowatts de energia hidrelétrica limpa e não renovável.
Nos últimos anos o Brasil conheceu a desesperadora realidade do desemprego. Chegamos a crescer abaixo de ZERO. Quem estava empregado, caiu na informalidade. As estradas estão repletas de acampamentos de sem-terra. Invadem à-toa, apenas para vender aquele chão que nada lhes custou e depois invadir outra propriedade, para vendê-la também. É a Imobiliária MST-MLST, especialista em assentamento improdutivo, parceira e tutelada pelo INCRA desde a primeira invasão. São párias sociais, abandonados. Sem agrônomos, sem sementes, sem mandalas, sem carteira assinada, sem financiamento, vivendo de bicos e de pequenos delitos na vizinhança. Nas horas vagas engrossando o contingente de invasores em novas propriedades. Eu nunca ouvi o presidente dizer uma palavra a respeito desta conflagração nacional.
Neste momento a carteira de trabalho se tornou dispensável no Brasil, sabe por quê? Porque o emprego estável prejudica o recebimento da bolsa-esmola. O presidente milagroso catapultou 34 milhões (?) de miseráveis e, com dez quilos de arroz e um quilo de fubá, os instalou na classe média. Agora a candidata chapa-branca promete erradicar o restante da pobreza em quatro anos. É um delírio!
São oito anos de caos moral e ético no País. Nada completamente novo, que o Brasil nunca tivesse praticado. Aliás nossa história política tem raros momentos de decência e escassos cidadãos ilibados. O fato novo é a escancarada intervenção do presidente em defesa de sua gangue, vociferando contra a imprensa, a justiça, o congresso, a Constituição, a sociedade civil organizada. E agora, no apagar das luzes, ei-lo travestido de garoto-propaganda em tempo integral, usando com naturalidade todos os mecanismos do governo para empurrar goela abaixo uma candidata que não tem luz própria, nem é petista, que ouviu a galinha cantar, mas não sabe cadê o ovo. Uma gordinha inimiga das instituições desde quando era de-menor. Bonitinha, é verdade, mas beleza não põe mesa.
Uma campanha messiânica começa a rotular a pupila do Sr. Presidente com o codinome de MÃE. Aí já é demais! O desconfiômetro deles pulou a janela e virou a esquina. Nem daqui a 50 anos o Brasil conseguirá limpar da alma do nosso povo esta nódoa maligna de conformismo raivoso e vingativo que o sapo barbudo impingiu na alma das camadas E a Z. Alguém deles leu O PRÍNCIPE, de Maquiavel. Com certeza.
Antes havia pobres por aqui. Milhares. Miseráveis. Porém eles aspiravam a uma superação pessoal. Hoje eles se acomodaram, cruzaram os braços. Esperam que tudo lhes caia do céu. As cotas universitárias revitalizaram o apartheid. Ao invés de injetar recurso no ensino público, a máquina de sedução que vira voto criou o PROUNI e fez proliferar as faculdades medíocres. Num país sem planejamento familiar, a juventude superlota os presídios.  A guerra fratricida faz trincheira em cada esquina. A classe A levanta as muralhas de seus condomínios fechados. A classe média paga imposto deduzido na fonte, tem plano de saúde e previdência privada. Viver ficou perigoso demais. Caro demais. O resto são 70% de brasileiros e brasileiras ingênuos que caíram no mais moderno conto do vigário: o do marketing político institucional. A estes lhes bastam, hoje, como na Roma Antiga, migalhas de pão e algum futebol, já que o  circo também morreu.
Brizola jamais poderia suspeitar que ele faria do caçador de marajás seu líder no senado. Que o tesouro nacional acumularia montanhas de dólares obtidos de alíquotas e das taxas de juros mais altas do mundo. Que a rede bancária nacional e internacional iriam ao paraíso. Que a poupança renderia 0,65%  e os  cartões de crédito chegariam a cobrar 12% ao mês, capitalizados, claro, o que dá nada menos de 389,59% ao ano... Quando menor a renda do financiado, maior o percentual de juros cobrado. O acesso da classe mais baixa ao crédito, portanto, só fez por aumentar os lucros fabulosos das financeiras, administradoras de crédito e demais sócios do clube da agiotagem consentida pelo poderoso goiano Meireles e seu Banco Central.
Cinqüenta anos para consertar esta mentira política talvez não sejam suficientes. Por tudo isto é que no dia 31 de outubro temos que comparecer em nossa sessão eleitoral e dizer um rotundo NÃO ao sapo barbudo. Se não for para ganhar a eleição, que seja para saber com certeza quantos somos, nós, que não perdemos a lucidez nem caímos no conto do vigário apregoado por um sapo que virou príncipe e que, de dentro do seu palácio e da sua nave espacial ultra sofisticada, fez, despudoradamente, dia após dia durante oito anos, o ELOGIO DA VAGABUNDAGEM.

domingo, 17 de outubro de 2010

As FARC também têm seu Caim


"Fabían Ramírez", ejecutó su hermano
Arquivo - Durante os Diálogos de Caguán, Fabián Ramírez (à direita, na foto) foi uma das figuras mais representativas desse grupo guerrilheiro. Finalizada a Mesa de Diálogos ele passou a comandar o Bloco Sul das FARC, responsável por ataques à Força Pública nos departamentos de Putumayo e Nariño.


O quadrilheiro "Fabián Ramírez", membro do Estado Maior das FARC, teria assassinado seu próprio irmão. Isso foi revelado quinta-feira (14/10) pelo Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, em Sibaté (Cundinamarca), durante a cerimonia de promoção de quatro policiais que se encontram sequestrados pela guerrilha. A informação foi encontrada em uma mensagem eletrônica de um dos computadores do recém abatido "Mono Jojoy".
A comunicação das FARC tem data de 19 de outubro de 2009 e está assinada por "Joaquín Gomez", (ao centro na foto que deslustra o texto) que informa a "Jojoy" que "Fabián Ramírez" pediu a autorização para justiçar a seu irmão. "A única sugestão que lhe fiz foi que quanto mais rápido melhor para evitar que nos faça o menor dano", diz "Joaquín Gomez" na mensagem.
O Presidente da República qualificou esta possível ação como um ato de barbárie. "Esta é a classe de gentalha e bandidos a quem estamos enfrentados e por isso não vamos baixar a guarda um só minuto até vê-los totalmente derrotados", precisou o Mandatário.
Nesta apreciação coincide o analista político Alfredo Rangel, que assegura que este fato evidencia o estado de decomposição das FARC.
"Isto não é mais que o nível de fanatismo irracional que sofre a alta cúpula da guerrilha das FARC. É uma ausência absoluta de ética e de moral para participar e ordenar o assassinato de qualquer ser humano por próximo que seja desses membros da cúpula", expressou Rangel.  Ele considera que o Governo está buscando revelar ante a opinião pública "o nível de barbárie e de selvageria em que estão afogados os principais dirigentes das FARC".
O ex ministro de Governo, Jaime Castro Castro, afirmou que "o Governo com este tipo de revelações quer desqualificar ainda mais as FARC e seus procedimentos. ... As FARC estão em deterioração manifesta. É o pior dos momentos em toda sua historia, que se reflexa neste tipo de conduta".
O Presidente Santos também anunciou que na noite de quarta-feira (13/10) foi legalizada, por parte de um juiz de instrução, a informação achada nos computadores encontrados no acampamento de "Mono Jojoy".
Santos  "Não se deixe abater"
Por outra parte, os familiares dos policiais sequestrados receberam  uma voz de alento da parte do Presidente Juan Manuel Santos, na cerimonia onde foram promovidos quatro policiais em poder das FARC e outros nove que já estão em liberdade.
O Presidente saudou Oliva Solarte, mãe do Intendente-chefe, Jorge Trujillo Solarte; a Pedro Júlio Rojas, pai do Intendente-chefe, Wilson Rojas Medina; a Gloria María Marín, esposa do Intendente-chefe, Carlos José Duarte, e a María de los Ángeles Moreno, mãe do Intendente-chefe Álvaro Moreno.
"Faz alguns anos, no sepultamento do ex Presidente Alfonso López Michelsen, disse à mãe de Ingrid Betancourt exatamente o que disse hoje a Oliva Solarte: não se deixe abater, mantenha a fé, por que não vamos descansar até ver a seu filho livre com você", manifestou. 
Contexto
O que dizem os correios de "Mono Jojoy"
Alguns correios encontrados até agora nos computadores de "Jojoy" revelam informação como os nexos entre a guerrilha e narcotraficantes, a fuga dos suboficiais Jorge Trujillo Solarte e José Libardo Forero, sequestrados há onze anos (possivelmente recapturados pelos bandidos); os possíveis atentados contra o ex Vicepresidente Francisco Santos, a tentativa de envenenamento ao ex Presidente Álvaro Uribe e o atentado contra Germán Vargas Lleras. Também, o incômodo com o Governo cubano pela insistência das FARC em tomar o poder pelas armas em Colômbia.
Fonte:  tradução livre de El Colombiano