sexta-feira, 3 de setembro de 2010

“Lideranças” que não valem um tostão

Por Márcio Accioly
Desde a sua formação, o Brasil cultiva a prática da mentira, da bandidagem e da pouca vergonha, tão enraizada que não há como se prever ou acreditar que um dia venha a ser removida. E as pessoas não conseguem compreender as razões de tanta apatia. Perceba-se a indiferença com relação às campanhas eleitorais e sinta-se asco.
Mente-se com a maior (e melhor) cara-de-pau! O vice-presidente da República, José Alencar, vivia posando de bom-moço, defendendo a redução de juros (para depois calar e se acomodar nas conveniências), pregando solidariedade humana e amor.
Pois bem: sua excelência agora está sendo processado por litigância de má-fé, por demonstrar, segundo o juiz do caso, “completa falta de senso de respeito” à Justiça. Ele obstrui decisões e se recusa a fazer exame de paternidade numa ação movida por Rosemary de Morais, 54 anos, que diz ser sua filha. A Justiça reconheceu a paternidade.
O ex-jogador Pelé fez a mesma coisa: Sandra, ex-vereadora em Santos (SP), foi reconhecida pela Justiça como sua filha depois de cinco anos de luta! Antes de morrer aos 42 anos (câncer na mama), quis ver o pai, mas este recusou convite, preferindo enviar uma coroa de flores durante o enterro, em nome das Empresas Pelé.
José de Alencar faz a mesma coisa ou pior: vive dizendo que a mãe de sua filha é uma prostituta, e tenta desqualificar a moça que se tornou professora com a ajuda e dedicação da mãe, superando obstáculos financeiros e sociais de toda ordem. Não existe classificação para tanta maldade!
Se José de Alencar conseguisse pensar, descobriria que temos pai e mãe, quatro avós, oito bisavós, 16 tetravós... e que nessa progressão geométrica reunimos todas as prostitutas, homossexuais, assassinos e bandidos na nossa ancestralidade.
De forma que não somente a filha dele deve ser retratada como descendente de prostituta, mas toda a raça humana sem risco de errar está inserida nessa classificação.
As palavras existem para retratar e justificar ações das mais estapafúrdias. No frigir dos ovos, até os antônimos são sinônimos, porque corremos sobre fio tênue de moeda desconhecida. A maior invenção do homem foi Deus (que no mundo ocidental cristão mandou matar o filho), Ser raivoso e vingativo que está aí para nos ajudar.
O que é a fome (indagava Osho), se não o extremo que caminha para a ponta da saciedade? Tudo desliza na mesmíssima linha. Quem não se lembra do presidente Dom Luiz Inácio comparando presos políticos de Cuba a bandidos e o seu governo entregando à ditadura cubana dois boxeadores que queriam de lá escapar?
Quem não se lembra de José Serra (PSDB), assinando documento em que jurava ficar na prefeitura de São Paulo até o final do mandato (registrou em cartório), esquecendo-se em seguida e renunciando no prazo para ir disputar o governo do Estado? E o então presidente FHC, o nosso Fernando Lugo tupiniquim, o pai da pátria?
Não é nem o caso de dizer que lhes falte vergonha, porque é possível que não entendam sequer a conceituação do termo. FHC viu o estado de Roraima arder em chamas durante seis meses e lá não colocou os pés. Estava mais interessado em andar na carruagem da rainha.
Agora, quando se afirma que Dilma Roussef (PT) está eleita (e ela vem sendo apontada como detentora de um só neurônio), eis que numa entrevista ao Jornal da Globo, ela garantiu que o Brasil teve participação ativa e discreta na recente liberação de presos políticos cubanos que foram para a Espanha.
O próprio Dom Luiz Inácio (PT), já havia negado que o Brasil tivesse interferido. O que nos deixa sem comando e sem voz e com a pulga atrás da orelha. Com raça de políticos de tal natureza, só se deve esperar desobediência e desordem.
Márcio Accioly é Jornalista.
Fonte: Alerta Total
COMENTO: essas são pequenas amostras das 'lideranças' brasileiras. Que futuro pode se esperar de um país assim?

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