domingo, 12 de setembro de 2010

Jornalista do Clarín é expulsa de evento no Brasil

A correspondente do jornal argentino Clarín no Brasil foi expulsa ontem (9/9) de uma entrevista coletiva da ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, com o colega brasileiro Miguel Jorge, em Brasília. A repórter Eleonora Gosman foi cobrir o encontro, mas foi obrigada a se retirar. Segundo o jornal, a expulsão não foi explicada e a porta-voz do ministério brasileiro teria sido surpreendida e "se solidarizado" com Gosman.
O governo de Cristina Kirchner trava há meses uma batalha contra o Clárin e o jornal La Nación. Kirchner tentou tirar dos grupos o controle da Papel Prensa, a única produtora de papel para jornal do país, alegando que a compra da empresa, na época da ditadura, teria sido feita de maneira ilegal. Semanas antes, o governo cancelou, por supostas irregularidades, a licença da Fibertel, do grupo Clarín, que fornecia serviços na internet e tirou da empresa o controle sobre a TV a cabo.
Fonte: Jornal Destak - 10/9/10
COMENTO: é a 'democratura' preconizada pelo Foro de São Paulo! Na Venezuela, o Mico Mandante já conseguiu "domar" as empresas de comunicação que abusaram do direito de concordar com as patifarias governamentais e ousaram divulgar notícias desabonadoras ao 'socialismo del siglo XXI'. Por aqui, a coisa vai devagarzinho. Tentaram o Cofecon, o PNDH3 e por aí vai. Já a pantera argentina vai direto ao assunto. Decidiu quebrar quem divulga o que não lhe agrada e ponto final. Impressiona a atitude de nossa brava grande imprensa e seus órgãos sindicais, sempre tão atentos à "liberdade de imprensa", mas que ficaram "quietos como guris cagados" em mais esse episódio.

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