terça-feira, 29 de junho de 2010

Direitos Humanos, à Moda Russa


Resumindo o vídeo: Um petroleiro russo foi aprisionado por piratas somalis. A força naval da União Européia, que patrulha aquelas águas, não interferiu, temendo baixas na ação.
Os comandos navais russos são acionados e o "destroier Almirante Panteleev" é deslocado para o local. Em 27 de abril de 2010, resgatam o petroleiro, libertam seus compatriotas e aprisionam os piratas, inclusive os feridos, de volta para o barco pirata, que é vasculhado em busca de armamento que, como se vê, é numeroso.
Falam em russo (um pirata, ferido, diz em inglês que aquele é um "navio de pesca" e é retrucado, também em inglês, que está mentindo - "you lie! It is not a fishing boat!" ).
Retornam para o navio da Marinha de Guerra Russa, de onde assistem ao afundamento do barco pirata, em conseqüência das explosões das cargas por eles lá instaladas.
Agências noticiosas anunciaram que os 29 presos foram encaminhados à prisão e aguardarão julgamento. Por outro lado, circula na rede mundial comentários de que os piratas "teriam sido afundados com seu barco". Seja como for, a questão foi resolvida.
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"Os comandos russos afundam o barco pirata, sem qualquer procedimento legal (tribunal, processo, advogados, burocracia, etc.).
Usaram as leis contra a pirataria dos séculos 18 e 19, quando o capitão do navio de resgate tinha o direito de decidir o que fazer com os piratas.
Normalmente eles eram enforcados.
Os navios russos não mais serão alvo daqueles piratas somalis."


COMENTO:
ação rápida e eficiente, como devem ser ações militares. A política russa de "não negociar com terroristas" vem desde os tempos da extinta URSS. Nem sempre é eficiente como se constata nos diversos conflitos recentes em que as forças russas provocam, quase sempre, "efeitos colaterais" com danos a inocentes. Mas faz com que os "inimigos" da Rússia pensem duas vezes antes de tentar submetê-la por meio do temor. Por outro lado, como comentou o meu amigo que recomendou o vídeo, imaginem uma ação dessas protagonizada por militares israelenses, norte-americanos ou mesmo colombianos. A grita dos "direitos dos manos" seria ensurdecedora!!

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