sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Campanhas, Propagandas, Gastos, Valores.

.
"O Partido dos Trabalhadores - aqui no Rio Grande - vai ao Ministério Público de Contas para interpelar o PSDB. O objetivo é saber os termos da contratação da empresa paulista FFB Comunicação para cuidar da imagem da governadora.
O PT tem experiência nesta atividade, pois contratou - para cuidar de Dilma - a Blue State Digital do marqueteiro Ben Self que administrou o Barak Obama.
O primeiro erro que encontro é o nome da empresa paulista, que deveria ser: FFB Communication. Estaria tudo resolvido. O acerto seria – transparente - e em dólares!"
Fonte: Darci Filho
Bem Self, marketeiro do Obama, cobrou a merreca de US$ 10 milhões de dólares para montar um sistema de campanha presidencial para o PT, na Internet.
Como não é otário, o norte-americano exige o pagamento de 50% adiantados.
Tudo indica que os petistas devem fechar com ele mas por um precinho bem menor (que será anunciado oficialmente pra não assustar o TSE).
O resto da grana que o marketeiro deseja, como de costume, será bem pago por fora...
Fonte: Alerta Total
COMENTO: a cada episódio político "deçepaíz", o PSDBosta deixa explícito que se faz de oposição mas na realidade não é mais que o ramo intelectualizado da mesma árvore podre que a cada dia espalha suas raizes comunistas no solo desta pátria. Nenhum senador ou deputado federal desta "merda oposicionista" é capaz de questionar os gastos federais com propaganda política, desnecessária e pagas com recursos que deveriam ter sido destinados à saúde, educação, estradas, infra-estrutura sanitária, etc. Corja de canalhas!

Sinais de Uma Guerra Eminente

.
Sinais de uma guerra eminente, que está sendo armada pelo Estado Brasileiro - O caminho para a tomada do Poder.
por Ana Prudente
Diariamente recebo muitas mensagens (entre 300 e 400) e ultimamente algumas estão me chamando atenção. Elas falam de um sentimento muito forte de impotência ante as manobras pelas quais o Estado brasileiro vem se utilizando justamente contra as pessoas de bem, as pessoas que trabalham, que pagam seus impostos em dia , que não infringem as leis. Quero dizer que eu também estou me sentindo assim, um cansaço sem precedentes. Num túnel sem fim e sem luz. Precisamos nos preparar porque teremos dias piores pela frente. O que exponho a seguir, não são meras coincidências.
A revista Caros Amigos deste mês, que adora enaltecer Marx, Lênin, Chavez, Lula, MST e a bandidagem, traz uma entrevista exclusiva com um cidadão de codinome Ferréz e que se auto nomina um escritor marginal, com muito orgulho. Nesta entrevista ele conta como o processo de criminalização da população pobre da periferia tem contribuído para acumular ódio e faz um alerta "Vai chegar um dia que uma agressão a um menino o a uma menina vai virar uma revolução em São Paulo inteira". Ele conta que nas favelas há regras fixadas claras e toda uma norma de conduta e de respeito que o Estado nunca conseguiu impor e afirma que quem impõe estas regras é o crime. Diz que as cadeias já estão neutralizadas por eles faz tempo.
Em um de seus livros escreveu que é buscador de autoestima e incentivador do ódio no caos moderno. Que para levantar uma bandeira de paz de um lado, precisa levantar uma bandeira de ódio do outro - "A Bíblia ensinou isso pra gente. O senhor das batalhas que foi Jesus Cristo ensinou isso pra gente - você levanta uma espada com uma mão para poder coordena a massa para um certo tipo de guerra". Em outra citação na entrevista ele diz: "Então, onde não chegou o poder público o crime chegou. Quando o poder público está cuidando da elite, o crime está cuidando de outra parte da cidade que é dele". Ele afirma também que o crime ainda não está organizado na cidade e que, quando não tem organização, aí a elite tem que ter medo.
Apenas relembrando algumas passagens registradas pelo Brasil, focando mais o eixo Rio/SP nas pontuais.
Constantes
Invasões pelo MST e Via Campesina no Brasil inteiro, com ilimitados recursos financeiros do poder público e estrangeiro.

Sabotagens a hidroelétricas, sendo que por pelo menos duas vezes já conseguiram apagar vários estados do país simultaneamente.
Índios do Brasil inteiro, que sempre viveram em paz passaram a invadir prédios, sequestrar funcionários, fechar rodovias.
Bloqueio de estradas são constantes pelo MST, em todos os estados.
Rebeliões em favelas no Rio e SP, incendeiam ônibus, colocando sempre a culpa na força pública pelas mortes resultantes.
Corriqueiras apreensões de drogas e armas entrando pelas fronteiras no Brasil.
Arrastões em condomínios da classe alta tornaram-se frequentes no eixo Rio/SP.
Libertação de presos, assassinos, estupradores, por não ter mais vagas nas cadeias.
Diminuição de penas, liberdade condicional regime semi-aberto sem critérios ou avaliação profissional.
Implantação de cotas, incentivando o racismo. Escolas ensinando o ódio entre raças e classes.
Completo descaso com a saude, pessoas morrendo sem atendimento, sem vagas nos hospitais, sem médicos, sem remédios.
Tentativa de controle da mídia (oficializar), embora em sua maior parte o Executivo já dite as regras.
E mais, muito mais.......
Tudo isso sem contar com o quase total comando do poder Executivo nos poderes Legislativo e Judiciário.
Marcantes
- Maio de 2001 - prisão de Fernandinho Beira-Mar, ligado às FARC e que abastece até hoje o tráfico de armas e drogas de dentro da prisão.
- Outubro de 2005 - Falharam na tentativa de desarmar o cidadão de bem, o que daria mais poder aos criminosos e ao tráfico de armas. Continuam tentando.
- Maio de 2006 - ataques do PCC na cidade de São Paulo - armamento pesado - com risco de se abrirem os portões das prisões.
- Agosto 2007 - prisão do narcotraficante Juan Carlos Abadia, que abastecia tráfico de armas e drogas.
- Outubro 2008 - Policia Militar é jogada contra a Policia Civil por ordens do governador. Clima de guerra entre amigos.
- Outubro 2009 - ataques no RJ e queda de helicóptero da policia com armamento pesado provavelmente vindo da Bolívia.
Eu sei que daqui uns 10 minutos, estarei com mais uma lista de ocorrências e arrependida de não te-las listado aqui. Mas ficaria longo demais e não quero cansá-los. Minha intenção é apenas alertá-los para as ações em andamento, que começaram desde que este bando de defensores do comunismo se instalou no poder. Já vimos isso acontecer no século passado, o mesmo caminho para o qual estão nos guiando. Para dominar as massas, basta mantê-las em estado de medo, anestesiadas. Já está em andamento um verdadeiro genocídio, basta prestar atenção.
Se precisamos reagir? Claro que sim! Mas quando, onde, quem, como?

O "Modo PT de Agir" no RS

O excelente blog do José Previdi, em 28 Out 09, dedicou quatro partes de músicas populares em homenagem à deputada federal Maria do Rosário, do PT gaúcho, que foi candidata à Prefeitura Municipal de Porto Alegre no ano passado. Confiram lá o tema das músicas e discordem se forem capazes.
.........."Não vou dizer que Simplesmente Maria do Rosário mentiu. Ela simplesmente “errou no que disse” – temos que escrever assim, porque ela é “politicamente correta, ética, moralista” e pessoas desse quilate não mentem. Erram.
Antes, por favor, assistam a este vídeo histórico, veiculado nas TVs durante o horário eleitoral gratuito, em 27 de agosto do passado:

.............
Não é um primor? Viram o esforço que a nobre parlamentar empreendeu para convencer a bancada gaúcha a apoiar a emenda do metrô porto-alegrense, que daria 1 bilhão e 300 milhões de reais para a obra? Notaram os milhares de empregos que a obra da candidata iria gerar?
Disse ela: “A minha luta valeu a pena. Consegui convencer os deputados gaúchos a assinar a emenda coletiva que sugeri destinando recursos para o metrô”.
E por isso, falou Simplesmente Maria, “vamos ter o metrô antes da Copa do Mundo”. Reafirmou que os recursos estavam assegurados e que iria trabalhar lado-a-lado com o presidente Lula.
Matéria do UOL, em 20 de outubro de 2008:
Esquentou o clima da campanha eleitoral em Porto Alegre. No debate da tarde desta segunda-feira na rádio Guaíba, do grupo Record, o prefeito José Fogaça (PMDB) classificou a sua adversária na disputa do segundo turno como "rainha do metrô".
Segundo ele, a discussão levantada pela petista Maria do Rosário sobre a construção do metrô em Porto Alegre é artificial. "Não há emenda no Orçamento da União para realizar a obra. A emenda que existe é de R$ 26 milhões, o que representa um centésimo da necessidade. Se depender da emenda apresentada pela rainha do metrô, vamos levar 100 anos para construir", disse o prefeito.

Pois bem, aí no dia 10 de novembro do mesmo ano, na coluna do Políbio Braga, uma notinha:
Onde estão os R$ 26 milhões de Rosário?
Ninguém consegue descobrir onde foi parar a emenda de R$ 26 milhões que a deputada Maria do Rosário teria emplacado no orçamento federal para implantar o metrô de Porto Alegre.

Leia mais no blog do Previdi, de 28 Out 09. Lá pode ser lida a opinião do deputado Raul Pont, também do PT/RS sobre o metrô para Porto Alegre: "- Pra quê metrô? Porto Alegre não precisa de metrô!!" O atual prefeito porto-alegrense, José Fogaça, mandou seus perdigueiros atrás da rubrica, mas não há vestígio a vista.
E assim é, em âmbito federal, estadual, municipal, o PT vive de promessas e mentiras. Passadas as eleições, tudo cai no esquecimento "compensado" com algumas "bolsas-qualquer coisa" fornecidas pelo governo federal e pagas pelos otários de sempre.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Confissão de Lula Desmonta o Palavrório do Doutor

.
por Augusto Nunes
O presidente Lula nunca foi um preso político da ditadura. Em abril de 1980, não havia ditadura. A ultradireita fora neutralizada pelo presidente Ernesto Geisel, o general João Figueiredo não era um tirano. Como atesta a entrevista acima, gravada em 1997, Lula foi apenas hóspede involuntário do hotel-cadeia instalado pelo delegado Romeu Tuma nas dependências do Departamento de Ordem Política e Social, o DOPS.
É verdade que, durante 31 dias, não dormiu em casa, ficou fora das assembleias dos metalúrgicos e não pode zanzar por portas de fábricas. Mas o gerente do estabelecimento levou-o várias vezes ao hospital onde a mãe agonizava, chamou um dentista para atendê-lo de madrugada, não confiscou o aparelho de rádio e permitiu que lesse jornais na sala do delegado. É essa a cadeia com que sonha todo engaiolado.
Lula estava em liberdade, tinha fundado o PT, virado presidente do partido e começava a preparar-se para a disputa do governo de São Paulo quando foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional e perdeu tanto o comando do sindicato quanto os direitos sindicais. Na prática, foi proibido de fazer o que já não o interessava. Pois onde gente sensata vê uma condenação inócua o procurador da República no Distrito Federal Peterson de Paula Pereira acabou de enxergar um tremendo castigo a ser reparado em dinheiro vivo.
Na semana passada, Peterson comunicou à nação que foi muito acertada a promoção de Lula a perseguido da ditadura e anistiado político com direito a aposentadoria excepcional. A decisão do procurador, que revalidou o benefício concedido em 1993, sepultou a denúncia encaminhada ao Ministério Público Federal pelo deputado estadual Eliseu Gabriel da Silva Júnior, do PSDB paulista. Por considerá-las injustas e imerecidas, o parlamentar solicitou o cancelamento da promoção e a suspensão da mesada.
O procurador discordou em juridiquês castiço: “Após perquirição dos autos e abreviada súmula daquilo que pertine ao objeto desta representação, não havendo afetação a nenhum interesse público ou direito indisponível a ser guarnecido, promovo o arquivamento dos presentes autos ante a inexistência do interesse de agir”.
Basta reler o palavrório do doutor e rever o vídeo, divulgado com exclusividade pela coluna em 2 de maio, para chegar-se à tradução em língua de gente: deixa o presidente embolsar em paz a mesada que não merece.
Fonte: Augusto Nunes
COMENTO: então, na opinião do procurador, uma "aposentadoria" mensal de quase nove mil reais (valor de 2006 - quando o máximo que um aposentado que contribuiu para o INSS por 35 anos recebe não chega a 4 mil), isenta de Imposto de Renda (conforme Decreto de 2003, assinado pelo próprio beneficiário, o que configura "legislar em causa própria"), e "retroativa a 1988", não afeta a nenhum interesse público. Só pode ser explicado pela frase que encerra seu "despacho": inexistência do interesse de agir. Devia esclarecer que a inexistência de interesse é unicamente dele, procurador.

A Guerra do Rio é Uma Guerra de Valores


por Políbio Braga
Em primeiro lugar, gostaria de argumentar que o estado de coisas no Afeganistão esteja pior do que há 8 anos. As tropas americanas, sim, funcionam como magneto para os sociopatas alucinados do Talebã, da Al Qaeda, do Hamas e do Hezbollah.
Os "esforços pela paz" que a quadrilha de vigaristas traidores que ora ocupa a Casa Branca vem desenvolvendo, são interpretados pelo inimigo - uma corja de vagabundos criminosos, exatamente como nossos traficantes - que só entende a linguagem do porrete no lombo, como sinal de fraqueza. Daí a intensificação dos ataques.
No entanto, desde que os EUA varreram o Talibã do governo afegão e Saddam do Iraque, não houve mais nenhum atentado dentro do território americano. E onde estão os ferozes guerreiros do Hezbollah que só desistiriam depois do último homem na Faixa de Gaza, submetida ao regime da paz pelas armas de Israel?
É importante salientar que a guerra que os EUA enfrentam, é guerra nossa. É a guerra pelos valores que plasmaram o Ocidente cristão: a liberdade individual e o respeito pela do próximo.
Mesmo a guerra naqueles confins, todavia, não produz a mesma vistosa quantidade industrial de cadáveres do Brasil.
Nunca havia ouvido falar de José Mariano Beltrame. Sendo da equipe desse inacreditável Sérgio Cabral, filho do outro Cabral etilista pasquineiro, só pode ser daqueles gringos gaúchos ou catarinenses da estirpe do nefando Genésio Boff vulgo Leonardo. Fosse ele de outra cepa, seria sincero e não faria discursos.
Pediria demissão e denunciaria o que, com certeza, sabe: o papel fundamental da esquerda nacional, desde o Presídio da Ilha Grande, onde o "soi dissant" Frei Betto doutrinou os outros criminosos, sendo, portanto, o santo padroeiro do crime organizado no Brasil, até a associação de seus partidos às FARC no Foro de São Paulo, passando pela intelectuária do Complexo PUC-USP, que desistiu de usar o proletariado industrial como classe revolucionária, rendido que está às benesses que o capitalismo lhe proporciona.
Suas "esperanças", agora, voltam-se àqueles a quem Lênin entregou a polícia política - o lixo da sociedade.
O desespero de Beltrame deve-se ao fato de que, inesperadamente para ele, está perdendo o controle do processo revolucionário. Controle, aliás, que nunca teve: sociopatas são conhecidos por não estabelecerem laços de lealdade com pessoas ou instituições. A fala presidencial sobre a ajuda ao Rio é cínica e risível.
O desaparecimento do tal ministro não é fortuito: a luta de classes, não é, afinal, a parteira violenta da História? E, segundo Stálin, o Guia Genial dos Povos: "Uma morte é uma tragédia; um milhão de mortes não passa de estatística"?
Seriam métodos um pouco mais arrojados que a nova classe revolucionária está empregando para apressar o surgimento do novo mundo de paz e amor. Desmoralizem-se, primeiro, as instituições, e depois trate-se de tomar o Poder para sempre, como ensinam Gramsci, o carniceiro Fidel Castro e o bolivariano Hugo Chavez.
Vocês acham, sinceramente, que não é isto que faz o governo do PT em Brasília, como fez em Porto Alegre e no RS, antes que o povo os desmascarassem os botassem a correr.

Inteligência: a Abin perde força?

por Marcelo Rech, de Washington
A pergunta me foi feita por vários oficiais latino-americanos que cursam a Universidade Nacional de Defesa (NDU), na capital dos Estados Unidos. Eu disse que não.
Não se pode perder o que não se possui!
Há pelo menos dois anos a Agência Brasileira da Inteligência (Abin) vive entregue à própria sorte. O mesmo governo que tentou aparelhá-la em 2003 para fazer arapongagem em vez de inteligência, achou melhor matá-la por inanição.
Agora, os meios de comunicação destacam que a agência perde força ao deixar de comandar o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), que passará (?) a ser controlado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), da Presidência da República.
Ora, primeiro que esse sistema nunca existiu na prática. Depois, o GSI sempre esteve acima da Abin.
Mauro Marcelo, o extravagante diretor-geral que sonhava transformá-la numa grife nos moldes da CIA, foi o primeiro que se acoxou com o petismo para ficar bem na fita.
Deixou o general Jorge Armando Félix desmoralizado em várias oportunidades com seus lampejos hollywodianos e acordos nada transparentes com serviços secretos como o cubano.
Curiosamente, caiu por dizer a verdade a respeito dos nossos políticos. Foi a chance de Félix retomar o controle e subordinar a Abin ao Planalto.
A indicação de Márcio Buzanelli deu à inteligência outro vigor. Ele conseguiu criar uma identidade que a Abin nunca teve, associada que sempre foi ao xeretismo do regime militar.
O serviço secreto ganhou hino, bandeira, comendas, museu, analistas civis que ingressaram por concurso público. Mas, Buzanelli também não agradou. A velha guarda tratou de miná-lo e a “juventude abinista” pecou também por omissão.
Veio o delegado Paulo Lacerda, da Polícia Federal, que chegou prometendo limpar a Abin de toda sujeira. Apeou muita gente, mas de prático nada fez para reestruturar o serviço de inteligência.
Há poucos dias, o Senado finalmente aprovou a indicação de Wilson Roberto Trezza que há mais de um ano respondia pela direção-geral do órgão, o que não significa rigorosamente nada.
A inteligência continua relegada como leprosa. Bom para aqueles que fazem do Brasil uma mãe joana. Enquanto tratamos a inteligência como política de governo e não de Estado, crescem os crimes transnacionais no nosso quintal.
Não há dúvidas que esse estado de putrefação em que vive a Abin interessa para muita gente, sobretudo em períodos que antecedem eleições como a de 2010.
Não se entende como um país com tantas ambições que se projeta internacionalmente não consegue estruturar e manter um serviço de inteligência de Estado, acima de partidos e de fofocas, profissional, capaz de prover dados e informações que permitam situar o Brasil no contexto mundial.
Enquanto isso, discutem o óbvio.
Um núcleo será criado e terá a Abin como responsável pela inteligência de Estado.
O ministério da Fazenda, através do Coaf ficará com a inteligência economico-financeira; o ministério da Justiça, coordenará a segurança pública através das secretarias estaduais, Polícia Federal, e sistema penitenciário.
A Defesa vai comandar a inteligência militar (Exército, Marinha e Aeronáutica).
Mais do mesmo. Na prática, fica como o petismo quer e como os ilegais gostam.
Marcelo Rech, 38, é jornalista com pós-graduação em Relações Internacionais
e especialização em Estratégias e Políticas de Defesa.
Correio eletrônico: inforel@inforel.org
Fonte: Info Rel
COMENTO: posso estar enganado, mas não concordo com algumas assertivas expostas. Em primeiro lugar, a ABIN não está "entregue à própria sorte" há pelo menos dois anos. Desde o "sultanato" de Fernando Henrique, apesar dos esforços do Gen Cardoso, a Agência nunca teve a atenção governamental. O governo de Stalinácio se encarregou da "pá de cal", - apesar de ter aprovado o tão sonhado "plano de carreira" (cargos e salários), numa tentativa de cooptar politicamente os funcionários. Buzanelli, realmente, tentou dar ânimo moral aos funcionários. Parece que não foi compreendido. Tenho dúvidas se foi derrubado pela "velha guarda" ou pelos mais jovens que preconceituosamente desejam extinguir todo e qualquer "resquício" do velho SNI, sem mesmo levar em consideração o profissionalismo e a experiência dos "antigos" (que já são muito poucos, diga-se de passagem). Por fim, a ascensão de Wilson Trezza parecia uma saída "profissional" privilegiando um antigo funcionário, mas a passagem oficial da ABIN para o "2º ou 3º escalão" (responsável pela Inteligência de um Estado que sequer define o que lhe interessa) fecha a sua conclusão: "fica como o petismo quer e como os ilegais gostam."

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Homenagem a Carlos Marighela

.
Dando continuidade às atividades de deturpar a história, glorificando os bandidos que se dispuseram a empunhar armas para implantar no Brasil um regime totalitário à semelhança da extinta União Soviética, um grupo de desmiolados adjetivados de "intelectuais" está preparando um "manifesto" a ser divulgado em 4 de novembro, em memória de Carlos Marighela.
O texto do "manifesto" - que pelo menos em sua introdução abandona a mentira deslavada, quase sempre propalada em casos similares, da "morte por tortura" - faz um "resumo" do pretenso herói:
"Da juventude rebelde, como estudante de Engenharia, em Salvador, às brutais torturas sofridas nos cárceres do Estado Novo; da militância partidária disciplinada, às poesias exaltando a liberdade; da firme intervenção parlamentar como deputado comunista na Constituinte de 1946, à convocação para a resistência armada, toda a sua vida esteve pautada por um compromisso inabalável com as lutas do nosso povo. "
Esqueceram de citar a "grande obra do terrorista", o "Mini-manual do Guerrilheiro Urbano", "best-seller" do terrorismo mundial, adotado por bandidos de várias partes do mundo como guia de mortes e destruição em nome de uma ideologia idiota. Era a consolidação das instruções de como colocar em prática a "democracia" e o "humanismo" que provocou milhões de mortes na antiga URSS de Lenin e Stalin, na China de Mao, no Camboja de Pol Pot, na Cuba do Coma Andante e seu irmão-herdeiro do feudo, e em diversas outras partes do mundo, inclusive o Brasil.
As "viúvas" do marxismo-leninismo não escondem sua vontade de ainda retomar a luta em prol da ditadura do proletariado no Brasil, como primeiro passo para "dominar o mundo" e instalar o que eles denominam "democracia", um sistema em que a "nomenklatura" usufrui o que o "proletariado" produz, sem chance de compartilhamento:
"Por outros caminhos e novos calendários, abre-se a possibilidade real do nosso País realizar o sonho que custou a vida de Marighella e de inúmeros outros heróis da resistência. Garantida a nossa liberdade institucional, agora precisamos conquistar a igualdade econômica e social, verdadeiros pilares da democracia."
Para quem quiser saber mais sobre esse "libertador" de meia pataca, é só ler no Blog do Coronel Lício um resumo sobre ele e seus companheiros de quadrilha.
A lista de aderentes ao manifesto inicia com nomes por demais conhecidos por seus ideais "genuinamente democráticos" e seu desapego ao "vil metal", particularmente se for oriundo das burras do Estado, ou dos burros:
Antonio Candido;
Fabio Konder Comparato, jurista, USP;
Fernando Morais, escritor;
João Capibaribe, ex- governador do Amapá, e senador;
Emir Sader, sociólogo, presidente da Clacso;
João Pedro Stedile, ativista do MST (democrata até demais, é só ver como são tratados os "dissidentes do seu "movimento");
Heloisa Fernandes, socióloga, professora da ENFF, e USP;
Frei Betto, escritor;
Leonardo Boff, teólogo, escritor;
Clara Charf;
Silvio Tendler, cineasta;
Fabiana Ferreira, poeta;
Ana De Holanda, cantora e compositora;
Paulo Vanucchi, cientista político (vive fazendo pesquisa científica tentando verificar até onde vai a paciência dos militares);
Eliana Rolemberg, socióloga;
Sérgio Muniz, cineasta;
Jair Krischke, militante dos direitos humanos;
José Joffily, cineasta;
Jorge Durán, cineasta;
Manfredo Caldas, documentarista;
Carlos Marés, Procurador Geral do Estado do Paraná, Professor PUCPR (será o mesmo que afirmou que: "o mal desta história [a ameaça ao meio ambiente e à biodiversidade] é a propriedade privada, centro da modernidade, base do sistema jurídico estatal e pós-moderno"??);
Marcio Curi, cineasta e produtor DF;
Ronaldo Duque, cineasta;
Luiz Carlos Lacerda, cineasta;
Maria Victoria Benevides, socióloga, professora da USP;
Janete Capiberibe, deputada federal PSB- Amapá;
Marcelo de Barros Souza, benedetino, teólogo e assessor de movimentos populares;
Ivan Pinheiro, secretario geral do PCB;
Beth Carvalho, cantora e compositora;
José Sérgio Gabrielle de Azevedo, presidente da Petrobras;
Artur Henrique da Silva, presidente nacional da CUT;
Paulo Betti, ator (aquele que gosta de "meter a mão na merda");
Hildegard Angel, jornalista;
José Dirceu, advogado, ex Ministro-Chefe da Casa Civil do governo Lula (também adjetivado como chefe de "poderosa organização criminosa" cujo processo tramita - ou aguarda "prescrição" - no STJ);
Vera de Fátima Vieira, Jornalista;
Wagner Tiso, musico;
Eliseu Gabriel, vereador PSB-SP;
Samuel Mac Dowell de Figueiredo, advogado;
Marco Antônio Rodrigues Barbosa, advogado;
Pedro Casaldaliga, bispo emérito, e poeta;
Chico de Oliveira, sociologo;
Rebeca de Souza e Silva, professora da UNIFESP;
Antonio Cechin, irmão marista, catequista (?);
Nilcéa Freire, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres;
João Miguel, ator;
Jackson Lago, governador cassado do Maranhao, e PDT-MA;
Italo Cardoso, vereador PT-SP;
Maria Matilde Leone, Jornalista;
Jun Nakabayashi, Sociólogo;
Paulo Cannabrava, Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais;
Margarida Genevois, Socióloga;
Paulo Abrão, presidente da Comissão de Anistia;
Elza Ferreia Lobo, educadora e jornalista;
Idibal de Almeida Pivetta, advogado de presos politico;
Graciela Rodrigues, artista plástica;
Ausonia Favorido Donato, Educadora;
Heleieth Iara Bongiovani Saffioti, Socióloga;
Eliete Ferrer, professora;
Hosana Ramos, Odontóloga;
Aristóteles Zakynthinos, Corretor;
Geraldo Moreira Prado, professor;
Guilem Rodrigues da Silva, juiz;
Margot Queiroz, socióloga;
Francisco Roberval Mendes, professor e historiador;
Emir Aparecida Martins Paulino, advogada;
Delson Plácido Teixeira, Jornalista;
Miriam Abramovay, socióloga e pesquisadora;
Pedro Albuquerque, advogado e sociólogo;
Karla Sant’Anna Fernando Silva, ator;
Edival Nunes Cajá, Sociólogo e Presidente do Centro Cultural Manoel Lisboa de Pernambuco;
Eros Marte, psiquiatra;
Roberto de Barros Pereira, engenheiro;
Theotonio Dos Santos, economista e sociólogo; ...........................
. 

Conheça o jogo de empresas, lobistas e políticos no ambiente da Operação Solidária

por Políbio Braga
Neste domingo a noite, o editor puxou do data center dos EUA onde alojou os anais completos do inquérito que voltou a anotar e estudar, no caso, incialmente o chamado Volume I, porque é nele que constam os elementos que levaram o MPF de Canoas e a Polícia Federal do RS a alimentar a máquina que daria início à Operação Solidária. Toda a primeira parte do inquérito trata da ação de um poderoso cartel empresarial dos serviços de merenda escolar, mas a segunda parte investiga outro cartel, o das empreiteiras de obras públicas, cujos tentáculos não são menores, envolvendo maiores valores, empresários e políticos mais poderosos, como valores muito mais expressivos, envolvendo vários Estados e ministérios importantíssimos do governo federal do PT.
Esta tarefa extra do editor deve-se ao anúncio de que a CPI do PT examinará em sessões secretas os autos do inquérito da Operação Solidária.
A presidente da CPI, deputada Stela Farias, ameaçou esta semana:
- Depois da leitura do inquérito, os deputados da base aliada não serão mais os mesmos.
Caso a deputada do PT tenha lido verdadeiramente os autos, deveria ter dito o que escreve a seguir o editor:
- Depois da leitura do inquérito, os deputados da base aliada e também os do PT, PDT e DEM não serão mais os mesmos.
Ao remeter ao juiz Federal de Canoas o seu primeiro pedido para grampear telefones e e-mails, a Polícia Federal contou que começou a se movimentar depois de tres movimentos sucessivos e harmonicamente simultâneos:
1) denúncia anônima circunstanciada recebida pela própria PF.
2) reportagem de Giovani Grizoti, da RBS TV, posterior às denúncias recebidas pela PF.
3) denúncia do procurador do MPF, Adriano Rinaldi, com base nas denúncias anônimas e na reportagem.
A ordem é esta mesma.
Esta técnica foi colocada em movimento, pela primeira vez, pelos procuradores Luiz Francisco e Ricardo Scheib, em Brasília, quando empreenderam feroz campanha de calúnias e difamações contra o governo FHC, sobretudo contra o ministro Eduardo Jorge. EJ foi inocentado de todas as acusações, desmascarou-os, denunciou-os e conseguiu que o Conselho do Ministério Público Federal aplicasse punições na dupla, que consideraram ter realizado com eficiência e zelo a tarefa a eles atribuída.

O CARTEL DE SÃO PAULO
Antes de enviar o pedido para grampear suspeitos, a PF recebeu denso e consistente material enviado pelo procurador Adriano Rinaldi.
Ele foi duro nas denúncias, identificando de cara alguns membros do que chamou de “quadrilha organizada para assaltar os cofres públicos.
No RS, constatou a PF e o MPF, apenas cinco prefeituras terceirizaram os serviços de merenda escolar, única condição capaz de permitir a dispensa inicial de licitação (o contrato emergencial, recorrente em todos os casos, foi sempre uma espécie de “entrada” para receber e passar “luvas) e a própria licitação.
As prefeituras eram: Canoas (PSDB), Sapucaia (PMDB), São Gabriel (DEM), Passo Fundo (PDT) e Gravataí (PT).
Nas denúncias apensadas aos autos da Operação Solidária (página 84), surgem os nomes dos agentes públicos e privados envolvidos na negociata. O leitor pode empreender um simples jogo de palavras cruzadas, usando os nomes das cidades como chaves, para encaixar os nomes de todos os implicados.
O cartel corruptor denunciado na Operação Rodin é sempre liderado pela SP Alimentos, que é apresentada mais tarde como um polvo com tentáculos espalhados por todo o Brasil e capaz de tudo, colocando a seu serviço um plantel enorme de empresários, políticos, funcionários públicos e advogados. A lista das empresas da área estão na página 81 dos autos. A SP lidera 5 outras empresas, algumas das quais ela mesma controla através de prepostos. Elas combinam entre si quem vai ficar com o quê, mantendo sempre o “equilíbrio” de ganhos. A Puras, do RS, última a entrar no jogo, ficou com a periferia, “apenas para não atrapalhar os grandes players”. O jogo era o seguinte:
1) em edital carimbado, todos caíam fora e respeitavam o vencedor escolhido antes.
2) nos demais editais, o caso era de livre competição.

O CASO DE GRAVATAÍ
Como o caso de Canoas já é conhecido nacionalmente, porque foi ali que se instalou a quadrilha principal de empresários e políticos, vale a pena reproduzir a denúncia que a PF e o MPF acolheram para investigar, mas que não levaram adiante.
A prefeitura de Gravataí foi a última a terceirizar o serviço de merenda escolar, mas como a administração é do PT, isto ocorreu de “forma republicana”. Assim, um contrato emergencial beneficiou a Gourmaitre, controlada da SP, de maio a agosto de 2007. Da licitação de agosto, só participou a Verdurama, também controlada pela SP. Um representante da Milano chegou a vir do Rio para participar da licitação, mas desistiu 5 minutos antes, depois de receber um telefonema da sede.
- Sobre estas questões a CPI do PT terá reuniões secretas, esta semana. O que vai encontrar pela frente serão questões cabalmente investigadas, como a de Canoas (apenas um relatório do procurador Rinaldi, de 48 páginas, desconstrói peça por peça todas as maldades ocorridas em Canoas). Acontece que outros casos, como o de Gravataí, não foram apurados como deviam. O que percebeu o editor ao longo das 3.500 páginas dos autos da Operação Rodin, é que as investigações e conclusões sempre paravam quando chegavam perto do PT. Estão neste contexto também as denúncias existentes ali sobre a Ulbra e sobre o Trensurb.

Apocalípticos y Estrafalários

EL KIRCHNERISMO Y SU DOBLE DISCURSO
Desde hace cuatro años sobrevuela la sospecha de que el kirchnerismo ha armado a sus fuerzas de choque para una eventual escalada violenta en el conflicto social en ciernes, denuncia que torpemente el oficialismo ha tachado de apocalíptica. Como muestra, durante esta semana en el programa paraoficial Seis, siete, ocho se apuntó sobre la figura de Elisa Carrió como la principal detentadora de dicha infamia. Pues en el acto de la Coalición Cívica, efectuado el viernes 16 del corriente en Punta Carrasco, aludió sin concesiones a las maniobras en tal sentido obradas por la maléfica influencia de Néstor Kirchner, quien a pesar de repartir amor y cariño, es un maestro en el arte del conflicto permanente contra todo lo que no piense como él.
De sus palabras, como también de las de Patricia Bullrich, puede desprenderse que evidentemente el actual presidente de facto ha urdido un plan destinado a retornar en 2011 caiga quien caiga y cueste lo que cueste. La ley de medios y la mentada reforma política, serían instrumentos distractivos para tal espurio fin. Resulta más que obvio las simpatías, en este sentido, que exudan los totalitarismos de Hugo Chávez, Fidel Castro, y hasta el malogrado Manuel Zelaya, quien antes de ser depuesto en pijama, soñaba con una presidencia vitalicia en clara sintonía con este par.
Desde Olivos, a pesar de enviar señales en contrario, todo indica que el camino hacia un nuevo sultanato ya se ha echado a rodar.
Desacatados e incumplidores
Cuando lo que era dominio español en este suelo estaba regido por las Leyes de Indias, existía una máxima que ilustraba un proceder que sería emblemático: "se acata, pero no se cumple". Algo semejante a lo que aludía Pablo de Tarso: "veo el bien, lo apruebo, pero sigo lo peor."
En este contexto del todo vale, la Constitución y las leyes no son más que letra muerta en una zona gris donde se puede transportar hasta marihuana en una camioneta oficial y tronar por los derechos humanos cada vez que se alude modificar el sistema penal de los menores delincuentes.
En medio de este caos institucional, se esfuman chicas de 12 años como Rocío Marini, del barrio de San Telmo, quien desde el 21 de agosto no se sabe nada, sospechándose de otro caso de secuestro para una red de trata. Vidas robadas en la vida real, es un fenómeno que sucede a diario, desgraciadamente.
Y también se roba la esperanza de unos cuantos muchos que atinan a sobrevivir como pueden inmersos en una realidad hostil, digitada por unos pocos estrafalarios maestros del doble discurso y la éxito fácil.
Fernando Paolella

Buenos Aires - Argentina

info@PeriodicoTribuna.com.ar

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ah! O Revanchismo

.
Instados por vasta e avassaladora campanha publicitária do governo imperial para descobrir o destino de 140 desaparecidos na luta subversiva, temos aguçado a nossa atenção.
Clamamos em vão, ora pelo João, ora pelo Pedro, ora pelo Antonio, e pelos outros cento e trinta e sete desaparecidos. Infelizmente, só ouvimos os lamentos do Paulo Macena, do Carlos Argemiro, do Edson Régis, e das outras cento e dezesseis vítimas do terrorismo, estes, desconhecidos, personagens do limbo da obscuridade. De fato, eles compunham um grupo de “celerados mercenários” a soldo das forças “ditas” legais. Não tinham família, eram crias de incubadeira, e, portanto, faces sem passado. Cremos que seus “ais” e “lamentos” eram mais agonizantes, por não terem eles, ou as suas famílias, recebido qualquer homenagem ou recompensa, como os seus algozes, sejam eles “aparecidos” ou desaparecidos.
Chorosas mães clamam de saudade por filhos e filhas, por parentes que eram poços de virtudes, indivíduos de reconhecidas qualidades humanitárias, verdadeiros anjos caídos no inferno da ditadura.
Inocentes, puros nos gestos, castos nos pensamentos, querubins que merecem, como bem-aventurados, o aconchego de seus amigos. Que importa, se nos seus sonhos pretenderam tornar esta Nação uma comunidade de “zumbis” nos moldes russos. Não importa se, inadvertidamente, pegaram em armas, para impor seus ideais, e no seu propósito, desacataram as leis e promoveram a desordem.
Muitos buscaram preservar o honrado nome de suas famílias, conscientes de suas insanas aventuras, de sua decisão de matar, de seqüestrar, de assaltar bancos, e de praticar atos terroristas, ações abominadas, inclusive, por seus diletos pais. Por isso, para não macular seus antepassados, por respeitarem ao extremo seus ascendentes e descendentes, buscaram o anonimato, usaram falsas identidades e falsos documentos, cientes de que cometiam hediondos desatinos.
Muitos morreram, não portando os seus verdadeiros nomes, e foram enterrados, o João com o nome de Pedro, o Antonio com o nome de José. Alguns, por não serem reconhecidos, seus corpos não foram reclamados, nem pranteados e jazem em cova rasa, como indigentes, com o nome que escolheram. Portanto, não estão desaparecidos.
Ao longo das últimas décadas, na medida em que os arautos e agentes da subversão colocavam suas cabeças de fora (e viva a Lei da Anistia), e ao mesmo tempo em que ocupavam postos de relevância na estrutura do governo, recrudesceram os seus ataques e tornaram–se visíveis as suas ações de desmoralização da Forças Armadas.
Se no início, titubeantes, a liberdade de atuação ao abrigo da legalidade e a impunidade deram-lhes a confiança necessária para alçarem novos vôos. Daí à prática de solertes arbitrariedades foi um passo.
A máquina estatal, sob a pecha de atos do desgoverno vem cobrindo de legalidade o seu universo de ilegalidades. Pois, colocou-lhes nas mãos diversos instrumentos de manipulação. Com recursos a perder de vista, falando em nome da sociedade, eles concretizam barbáries com a desfaçatez dos que nada temem. Diante de fatos consumados e insanos, a sociedade se aquieta e aceita, uma vez que advindos do “governo”. Juntam-se num mesmo pacote de ignomínias, o politicamente correto e a aceitação absurda da injustiça.
Beneficiados por uma estrutura em torno omissa, conivente ou complacente adquiriram poderes sem limites e não raro extrapolam. Sem freios, libertos de conceitos e padrões que possam obstar seus projetos, seguem em frente.
Se alguém perguntar, mas por que tanto revanchismo?
Poderemos responder que duas são as causas. A primeira refere-se ao partido que abrigou como suas as propostas de comunização do País. A imagem daqueles aventureiros adequava–se como uma luva às ambições partidárias. Não importando se, originalmente, os “heróis” eram do PC, do PCdoB, trotskistas, e qualquer sigla de esquerda, todos cabiam na legenda do PT.
Por isso, vivamente, o PT, entendeu que mantendo o revanchismo alimentaria o status do próprio partido, e da maioria de seus políticos, que ganharam dimensões heroicas, agentes de criminosas façanhas cantadas em prosa e verso, e que muito bem disseminadas e distorcidas pela mídia, causam ótima repercussão junto à opinião pública.
A segunda refere-se à sustentação da própria ideologia marxista–leninista, que sempre entendeu ser o segmento militar o seu grande oponente no Brasil, e atua, permanentemente, de forma a aniquilá–lo, para que no futuro, não venha obstar–lhe o caminho.
Destarte, estamos diante de duas grandes e mortais motivações, e precisamos de mais? Daí dá-lhes campanhas e mais campanhas.
Ambas vertentes unem-se para o enfraquecimento do segmento militar, que após tantos revezes, tornou–se um ridículo adversário.
Brasília, DF, 21 de outubro de 2009
Gen. Bda Refo Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Fonte: Ternuma
.

Sobre a Rádio Guaíba de Porto Alegre


O fim do "estilo guaíba", como anuncias e é verdade, pode ter sua abordagem de antropologia: uma programação de décadas, que o Alberto Pasqualini lançou no Teatro São Pedro em 57, anunciando que “seria singela, jamais vulgar”, músicas selecionadas com rigor estético (quando o interminável Fernando Veronesi ainda tinha pique, mais Osmar Meletti e outros...), repórteres de primeiro nível, redação apurada, estrito senso de fidelidade nos noticiários, locução exigente padrão José Fontella (onde anda, por sinal?), Milton Jung e os insuperáveis Egon Bueno / Leonor de Souza... publicidade lida a caráter, ao vivo, etc etc etc.
Todo este apuro de primeiro mundo agora substituído pelo que aí está no rádio e tevê em geral, esta geléia geral de baixaria, bas fond, gritos, jingles, polícia-ladrão, faca, bala & sangue.
Antropologia por que? Porque pode ser um índice de quanto caiu o nível educacional, econômico etc e tal, do povo gaúcho.
Sim, porque, se faturamento é o que importa, e tudo justifica, lembro que, nos idos de 70, a velha Guaíba era uma das cinco rádios com maior faturamento no Brasil, e seu dono, Breno Caldas, era o maior IR pessoa física do Brasil!!!... E pagava bem!!!! E com aquela programação supimpa, de escol, de BBC, da velha bandeirantes (“cada dia melhor que antes”) de São Paulo, da PR1-Radio El Mundo de Buenos Aires (ou Montevideo?...), Voz da América, Deutshe Welle e quetais!
Então, velho, se agora tem de baixar o nível para faturar, é porque o povo quer merda, mesmo! O povo baixou de nível! E isto é provado por outros índices! Ai, Rio Grande, cada vez mais piauizado mesmo, como se previa 30 anos atrás – e hoje, o respeitável Piauí é quem teme virar um RS!!!
Abraço, amigo, eu lamento, acho que muita gente lamenta (principalmente quem já deu o prefixo e saiu do ar, neste éter ou no de cima: Capitão, Florianão, Osmar Meletti, Flávio Alcaraz Gomes, James Bocacio, Amir Domingues, Lauro Quadros, Ruy Ostermann, Euclides Prado, Sergio Jockymann, Enio Berwanger, Pedro Carneiro Pereira, Armindo Ranzolin, Luiz Carlos Prates, Celso Costa, Antonio Carlos Nideraueur, Gilberto Verardi, Lauro Hagemann, Lasier Martins, João Carlos Belmonte, Ivete Brandalise, P. F. Gastal (“Calvero”!), Mendes Ribeiro, Nabor Couto, Mazzeron, Sergio Schüller, Leonor de Souza, Maria Luiza Benitez, Jayme Caetano Braun, Clóvis Seganfredo, Adroaldo Streck... e tantos grandes nomes do rádio, da velha Rádio Guaíba, que já foi considerada a melhor rádio do Brasil, e nem por isso faturava pouco, ao contrário!
(Historinha: Projeto Rondon, 70 e poucos, um amigo meu, então estudante, tava embrenhado nas matas do Pará, com cariocas, paulistas..., e um dia apareceu um rádio receptor, alguém à noite começou a zapear, e o pessoal ia reconhecendo os sotaques e as músicas e, emocionada, chutando: "deve ser a Bandeirantes", "a Tupi do Rio", "a Nacional,", etc etc., até que de repente entrou uma música esplendorosa, diferente, depois uma locução apolínea, perfeita, e a turma ficou vacilando, até que meu amigo arriscou: "pelo estilo, é a Guaíba, lá da minha terra!" - e se emocionou mais ainda quando, pouco depois, o locutor entrou e disse: "Emissoras Brasileiras de Ondas Médias e Curtas da Rádio Guaíba de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil". E a turma toda se impressionou com aquele jeito diferente de rádio.... ainda do tempo em que éramos, os gaúchos - PUC, UGRGS, MDB ETC - realmente diferentes, no melhor sentido, do restante do País!...)
Obrigado.
Estanislau Baptista – ex-radialista, ex-jornalista, ex-advogado,
hoje consultor biocêntrico, facilitador de formação pessoal e de equipes,
Cel: (51) 9696-4499
Fonte: Previdi - 27 Out 09/Dos amigos
COMENTO: me preocupa a pretensão de transformar a melhor programação radiofônica do país em uma "programação popular". Em Porto Alegre, o segmento "popular" já está muito bem consolidado e programação de "bom gosto" - me desculpem os admiradores do "popular" - é rara. Aos administradores da Record/Guaíba: "dinheiro não é tudo"! Salvem a "velha Guaíba"! Aos de fora do RS, recomendo ouvir antes que mude: http://www.radioguaiba.com.br/Aovivo/?Aovivo=FM

ATUALIZANDO: aos "Guaibeiros" saudosistas, informo que a Rádio Princesa FM (101,9) está com uma programação excelente. Lembra muito o bom gosto musical que era executado na "antiga" Guaiba FM. A Rádio Princesa FM pode ser acessada pela internet pelo endereço "http://www.redepampa.com.br/novo/radiosonline/princesafm.php". A transmissão pela internet às vezes falha, mas vale a pena escutar! Um abraço a todos.

Obra do PACo no Complexo do Alemão Esconde Célula de Narcoguerrilha das FARC

.
por Jorge Serrão
O governo Lula tem culpa direta pela onda de terror que torna o Rio de Janeiro refém da narcoguerrilha urbana. Partiu do Palácio do Planalto uma ordem direta para que não ocorressem incursões policiais de peso no Complexo do Alemão. A “orientação” foi prontamente obedecida pelo governador aliado Sérgio Cabral Filho. Agora, é uma das razões ocultas da crise verbal entre o Secretário de Segurança do Rio e a equipe de Stalinácio.
O motivo alegado oficialmente para a “trégua policial” seria não atrapalhar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento – o PACo, que prevê investimentos de R$ 495 milhões nas 11 favelas em que vivem de 97 mil (segundo o IBGE) a 150 mil pessoas (segundo estimativas locais). Mas a razão real para que a Polícia não pegue pesado no Alemão é que lá está instalada uma “célula” de narcoterroristas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.
A informação sobre a presença das FARC no Alemão, que os governos Lula e Cabral só conseguem abafar por milagre, é conhecida dos serviços de inteligência da Polícia Fluminense e das Forças Armadas. As FARC são parceiras dos narcovendedores cariocas na compra e venda ilegal de armas e drogas. Também são parceiras de um segmento radical do petismo no Foro de São Paulo que as classifica como “grupos revolucionários”
O impedimento de combater as FARC no Alemão é o motivo verdadeiro pelo qual o Secretário de Segurança Pública do RJ, delegado federal José Mariano Beltrame, vociferou que o governo federal e a Polícia Federal são omissos no combate ao tráfico no Rio de Janeiro. Beltrame chegou até a pedir que fosse decretado o Estado de Emergência, previsto na Constituição, para que se possa agir contra o narcotráfico no Rio.
Mas a orientação política urgente é acabar com a falação ou detonar o Beltrame do cargo. Hoje, a pedido do presidente Stalinácio, o ministro da Justiça Tarso terá um encontro de emergência com o governador Sérgio Cabral. Na alegação oficial, a reunião servirá para fazer um balanço das medidas adotadas pelos dois governos na segurança pública do Rio. O ministro pretende ouvir os pleitos do estado e redefinir novas linhas de atuação.
Fonte: Alerta Total
COMENTO: até que enfim o "segredo de polichinelo" está aparecendo. É claro que só poderia ser desvendado na Internet, por meio de algum jornalista não comprometido com as verbas públicas de publicidade. A "grande imprensa", composta de sarnentos jaguaras dependentes do rico dinheirinho público, nunca faria uma acusação destas. Agora, é só esperar para ver o que vão fazer com o Beltrame.
.

Inteligência Estratégica: O Futuro da ABIN e do Brasil

por Fábio Pereira Ribeiro
Quando se trata de serviços secretos e inteligência de Estado, o Brasil tem grandes problemas. Primeiro, isso parece coisa de ditadura (visão da própria sociedade), segundo usam a inteligência para questões internas e puramente policial, terceiro não potencializam a capacidade do Estado em produzir informações estratégicas do mundo para nosso presidente, e quarto os serviços secretos não são vistos como órgãos de segurança e sim como órgãos de espionagem pura. Na verdade todo Brasil precisa entender suas reais funções e ajudar a potencializar isso, pois estes órgãos são formados por brasileiros dedicados, que em uma guerra silenciosa, e muitas vezes sem recursos conseguem desarticular ameaças externas ao território nacional, algo muito bem definido em nossa constituição.
A ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) órgão máximo do Sistema Brasileiro de Inteligência cada vez mais perde seu rumo. Ou por poucos profissionais que denigrem sua imagem, e ao mesmo tempo por uma legislação que não define o escopo real do serviço. Neste momento, a ABIN perde seu status superior de controle do Sistema, e o mundo inteiro, principalmente serviços secretos de outros países devem dar risada, o serviço secreto brasileiro perde mais uma vez a direção e coloca em risco operações importantes desenvolvidas do ponto de vista de atuação de defesa nacional, segurança internacional e principalmente produção de informações estratégicas do exterior.
As estruturas militares, de informações financeiras e fiscais serão separadas do processo, e a ABIN passa para o GSI da Presidência da República com atuação mais restrita do processo de inteligência. Do ponto de vista estratégico poderemos sofrer impactos de segurança e principalmente de produção de informações econômicas que geram potencialidades para o Brasil.
As grandes potências hoje utilizam ao máximo seus serviços de inteligência. A China utiliza estudantes no exterior para isso, os EUA utilizam suas embaixadas e mantém estruturas em conjunto com os departamentos de inteligência competitiva das empresas multinacionais, já o Brasil, fica em sonho perene sobre a ditadura e suas conseqüências.
Devemos sim ter um grande serviço secreto, e ao mesmo tempo uma estrutura de inteligência que produza informações estratégicas para que o Brasil se posicione cada vez mais no sistema internacional, e que não sofra a conseqüência da espionagem, como roubo de segredos de nossa Amazônia e do potencial de recursos e condicionantes que temos em todo nosso território.
fabiomkt@uol.com.br
Fonte: Mundo RI

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Fuga da farda atrás de salário

Baixa remuneração faz com que técnicos qualificados abandonem Exército para ingressar na iniciativa privada.
Edson Luiz
Enviado Especial
Rio de JaneiroO Brasil está se tornando uma referência no desenvolvimento de tecnologia militar na América Latina, mas corre o risco de ver um trabalho de mais de duas décadas atrasar por vários anos. A cada dia que passa, as Forças Armadas estão perdendo seus melhores quadros técnicos para a iniciativa privada por causa dos baixos salários. Somente este ano, 10 especialistas de várias áreas deixaram o Instituto Militar de Engenharia (IME) e não foram substituídos. No Centro de Tecnologia do Exército (1) (CTEx), não há renovação de pessoal e muitos estão prestes a se aposentar. Quando os militares não perdem seus técnicos para empresas, perdem para outros órgãos do governo que pagam melhores salários.
O problema é considerado tão sério que foi um dos assuntos da última reunião do Alto Comando do Exército, realizada há duas semanas, em Brasília. O diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) do Exército, general Augusto Heleno Ribeiro Pereira se mostrou preocupado com o cenário que viu no Rio de Janeiro, onde esteve na semana passada. Ele recebeu muitas queixas de subordinados. “Há uma evasão significativa”, diz Heleno. “É uma pena a gente perder engenheiros top de linha desta forma. Foi um investimento do Exército”, acrescenta o general.
Todos os profissionais que trabalham na área de ciência e tecnologia do Exército foram formados nas próprias fileiras da Força. Além dos militares, o IME e o CTEx contratam civis, mas o processo de seleção para o instituto é tão rigoroso que poucos conseguem passar. No CTEx, a situação é inversa, já que muitos dos especialistas são civis, mas em número reduzido. “Alguns estão próximos a se aposentar, pois o último concurso que tivemos foi em 1990”, afirma o subchefe do centro, coronel Hildo Vieira Prado Filho.
No CTEx também existe outro problema. Como 78% dos engenheiros que trabalham no local são oficiais, eles são obrigados a fazer cursos de graduação e suas vagas não são preenchidas. Com isso, os projetos em que estavam envolvidos ficam paralisados. Hoje temos mais militares do que civis, mas o ideal seria o contrário disso”, afirma Prado. “Quando os militares retornam ao centro estão desatualizados, pois eles não são substituídos”, observa o coronel. O mesmo problema ocorre no Centro de Avaliação do Exército (CAEx), onde é testado tudo que é desenvolvido no CTEx.
A evasão é causada pela questão salarial. Isso impossibilita a realização profissional. O engenheiro acaba não trabalhando naquilo que gosta”, explica o general Heleno. No caso do IME, as dez perdas deste ano foram para concursos públicos e a iniciativa privada, onde os salários são melhores e as perspectivas de crescimento, maiores. Segundo o diretor de ensino do instituto, general Amir Elias Abdalla Kurban, há casos em que empresas assumem a indenização que os técnicos teriam que pagar ao governo.
Além de especialistas nas áreas em que trabalham, os engenheiros militares possuem profundo conhecimento de questões estratégicas, como o desenvolvimento do míssil Superfície-Superfície, hoje em fase de avaliação no CTEx. Mas não apenas pesquisas voltadas para a área militar estão sendo trabalhadas pelos especialistas. No centro, por exemplo, os jovens oficiais estão testando a transformação de resíduos de petróleo em fibras de carbono, cuja tecnologia hoje só é dominada pela China e Estados Unidos. Durante a pesquisa, os engenheiros do Exército descobriram um tipo de piche menos poluente para ser usado na indústria de alumínio.
(1) - Doutores e mestres integram quadro
Ao todo 780 funcionários trabalham no Centro de Tecnologia do Exército. Há 516 militares, sendo que 115 são pós-graduados — doutores ou mestres — e 219 são civis, com 53 graduados. O CTEx está situado em uma área de 28km de preservação ambiental, onde também está o Centro de Avaliação do Exército (CAEx). Além dos técnicos na área militar, o quadro dos dois órgãos têm biólogos que cuidam da fauna e flora do local.
O repórter viajou a convite do Comando do Exército.
COMENTO: até a primeira semana de outubro, além de 28 oficiais do Quadro de Engenheiros Militares, outros 42 oficiais deixaram o Exército neste ano. Destes 70, 51 foram aprovados em concursos públicos para cargos melhor remunerados. Não há dados sobre sargentos que tenham deixado a farda pelo mesmo motivo, mas é de se supor que, devido à proporção de efetivos, o número não seja pequeno. São profissionais muito bem preparados que a Instituição perde por completo descaso das autoridades. A solução que até agora foi apresentada, ao invés de incentivo profissional, é a de cobrar a indenização de cursos realizados. Indenização esta paga com satisfação por empresas privadas que investem em profissionais com excelente formação e experiência.

domingo, 25 de outubro de 2009

EMILIO PÉRSICO, ¿OTRO NARCO K?

MARIHUANA Y CAMIONETAS OFICIALES, LO QUE NO SE CUENTA
La aparición de drogas en una camioneta del Ministerio de Desarrollo Social de la Nación, manejada por Pablo Pérsico, hijo del dirigente Emilio ídem (1), dejó al descubierto una trama de narcotráfico que intenta ser minimizada en estas horas, pero que traerá en el mediano plazo un gran dolor de cabeza al kirchnerismo, ya que desde el gobierno siempre se estuvo al tanto de lo ocurrido.
Tribuna de Periodistas consignó oportunamente esta situación - en febrero de 2009 - al comentar que la Secretaría de Inteligencia (ex SIDE) había dado al kirchnerismo una carpeta con información acerca de las actividades del hijo de Pérsico, siempre amañadas por su padre, protegido merced a su cargo como subsecretario de Comercialización de la Economía Social del Ministerio de Desarrollo Social de la Nación, del cual finalmente debió dimitir.
En tal sentido, es menester señalar que lo secuestrado en el operativo de marras no fueron "cinco plantitas de marihuana", como han consignado algunos medios de prensa, sino 308 kilos de ese estupefaciente. Algo peor aún: no es la primera vez que esto ocurre, sólo se trata de la única ocasión en que la maniobra pudo ser detectada. Hubo desde principios de 2009 muchos otros envíos de droga, no sólo marihuana, sino también cocaína y pasta base.
"Lo que pasó con el hijo de Pérsico era algo que todos sabíamos, pero no se podía mencionar. Hay muchas denuncias al respecto, buscálas y vas a ver", confesó con temor una fuente de segunda línea del Ministerio de Desarrollo Social.
Lo cierto es que, efectivamente, al chequear el referido comentario, este cronista se ha encontrado con media docena de denuncias hechas en ese mismo ministerio por voces anónimas, aunque con gran precisión. El modus operandi siempre ha sido el mismo: el uso de camionetas oficiales sin identificación.
Se sospecha que podría tratarse de una suerte de delivery de drogas, donde se proveía a diversos interesados a través de vehículos oficiales que jamás provocarían la sospecha de la Policía ni ninguna otra fuerza de seguridad.
Esto remite a otras dos cuestiones que no deben pasarse por alto. Por un lado, si bien Pablo Pérsico finalmente quedó imputado por "tenencia y tránsito de estupefacientes con fines de comercialización" - y su padre debió renunciar el mismo día -, la utilización de una camioneta oficial - perteneciente a la cartera social - para fines no oficiales, constituiría una malversación de los fondos del Estado.
Por otro lado, se hace necesaria una investigación profunda sobre David Yane (2), concuñado de Pablo Pérsico y propietario del lugar donde se secuestró la marihuana. Es que, según fuentes consultadas por este medio, Yane sería la cara visible de un negocio de narcotráfico que tiene a los Pérsico - padre e hijo - como cabeza ejecutora. Al menos desde comienzos del año 2009, como puede verse en el informe que los espías argentinos acercaron a desinteresados funcionarios de Casa de Gobierno.
¿Cómo entender tal desinterés? según fuentes oficiales, lo más granado del kirchnerismo ha dado protección integral al líder del Movimiento Evita, a cambio de ciertos favores específicos. Uno de ellos tiene que ver con las desapariciones de Julio López y Luis Geréz, acerca de las cuales el oficialismo aún tiene mucho que explicar.
Se insiste en un dato no menor: las fuentes que confiesan esto último, no sólo son oficiales, sino que son de primer nivel.

Concluyendo
En las últimas horas, comenzó a circular una curiosa versión acerca de que el arresto de Pablo Pérsico, podría ser parte de una interna para apropiarse del reparto de una millonaria caja de dinero que estaba a cargo de su padre. Se trata de 1.500 millones de pesos destinados a cooperativas que se disputan en estas horas empobrecidos intendentes del conurbano bonaerense y corruptas agrupaciones sociales.
Más allá de la - muy probable - interna, la realidad obliga a una investigación exhaustiva, no sólo por la gravedad de lo sucedido, sino por las crecientes sospechas acerca de la protección que altos funcionarios kirchneristas han refrendado para con el narcotráfico.
¿Tendrá algo que decir el jefe de Gabinete, Aníbal Fernández, acerca de esto último?
Christian Sanz
(1) Emilio Miguel Ángel Pérsico, CUIT 20-12707443-8. Su salario como funcionario en el Ministerio de Desarrollo Social de la Nación ascendía a $16.361,71.
(2) David Yane, CUIT 20-26058143-1, domiciliado en la calle 40 N°1533 de La Plata.

Buenos Aires - Argentina

info@PeriodicoTribuna.com.ar