sábado, 19 de setembro de 2009

Guerra Econômica


por Pedro Chaves
Os exércitos modernos necessitam hoje, mais do que nunca, da colaboração de patriotas civis, para adquirir conhecimentos a respeito de uma nova e violentíssima forma de guerra.
É obvio que a economia sempre foi causa de guerras e um dos fatores decisivos para se obter a vitória militar. No entanto, era possível vencer o inimigo militarmente sem arruinar as finanças do país do exército vitorioso.
A guerra econômica moderna torna possível uma derrota aniquiladora de um exército e do país que ele representa, sem disparo de um tiro sequer.
No tabuleiro do jogo de xadrez do poder mundial, vence o contendor que consegue aniquilar o seu adversário com o menor custo material e psicológico possível.
Em homenagem ao general romano Quinto Fabio Maximo (chamado de Cunctator, que viveu de 275 a.C. a 203 a.C., e atacava Aníbal com táticas de guerrilha) fundou-se em Londres a Sociedade Fabiana, cujo o objetivo é manter a hegemonia inglesa sobre o mundo, utilizando a tática do desgaste contínuo.
Como uma Hydra, possui várias cabeças, sendo as mais terríveis, o CFR – Council of Foreing Relations, o Diálogo Interamericano e a Comissão Trilateral.
O objetivo do monstro é destruir as soberanias nacionais para o estabelecimento do Governo Global Único, sob controle da Oligarquia Financeira Internacional, usando o nome eufemístico de Nova Ordem Mundial.
Para tanto é necessário destruir os exércitos nacionais. A melhor forma de ataque é levá-los à inanição. Corte de orçamento, de prestígio e de autonomia.
Vae Victis!

O filosofo e escritor inglês G. K. Chesterton em um de seus prefácios publicado na coletânea Maestro de Ceremonias, (ISBN 950-04-2767-2 p. 97 - 105), afirma que seu irmão Cecil Chesterton renegou o fabianismo porque compreendeu que a chamada Reforma Social tramava a implantação de um Estado Servil.
Dizia que o socialismo era a reforma social e esta significava escravidão. Para ele o vencedor de uma batalha é o general que pode seguir atacando. Indignava-se mais com o inimigo que escraviza do que com o bárbaro que mata.
Para bem estudar a guerra econômica é preciso inicialmente conhecer a Filosofia do Dinheiro. Com este título (versão espanhola Filosofia del Dinero ISBN 84-321-2567-9) o professor suíço-italiano Vittorio Mathieu publicou um livro magistral cuja leitura é imprescindível para o estudo da guerra de quinta geração, a chamada Guerra Econômica.
Segundo Mathieu, Dinheiro é qualquer coisa, fato ou circunstancia que faz alguém trabalhar para outra pessoa. Moeda é o Dinheiro garantido. O garantidor pode ser público (v. g. o Banco Central do Brasil) ou privado (American Express).
Um país é soberano quando sua moeda é lastreada em seu poderio militar, ainda que o governo (Estado) tenha delegado o poder de emissão a bancos sob controle privado (como é o caso do Federal Reserve nos Estados Unidos da América).
A importância política de um país declina com a perda de seu poderio militar e, em consequência, o enfraquecimento de sua moeda. Exemplo disto é o fato de a libra esterlina ter perdido sua condição de moeda líder internacional, após a pífia atuação inglesa nas Guerras Mundiais do século XX.
A Oligarquia Financeira Internacional tenta hoje em dia, desesperadamente, enfraquecer a credibilidade do dolar americano, como forma de atacar a soberania dos Estados Unidos da América, em cuja administração já se infiltrou como uma tênia. Este fato está bem demonstrado no documentário (DVD) denominado The Obama Deception.
A única forma de um país defender sua soberania contra os ataques da Oligarquia Financeira Internacional (desejosa do Governo Global Único) é estabelecer um Núcleo Monolítico de Poder. Nos Estados Unidos da América o núcleo é o Pentágono; no Reino Unido é o Almirantado.
Cabe às Forças Armadas catalizar e garantir o Núcleo Monolítico de Poder brasileiro.
Caso não o façam, acabarão a soberania nacional e sua integridade territorial.

Um soldado é considerado valente quando enfrenta o inimigo com eficiência e eficácia. Coragem é a capacidade de compreender as ameaças reais, mesmo as de difícil identificação, e de agir conforme as circunstâncias, para assegurar o objetivo – a aniquilação do inimigo. Assim sendo o soldado valente pode atacar, retirar-se ou optar por lutar até a morte na defesa de um ponto estratégico vital.
O santo Nuno Alvares Pereira, recentemente canonizado pelo Papa Bento XVI, na batalha de Aljubarrota, decidiu atacar os castelhanos, ainda que mais numerosos. Mais tarde já velho e viúvo resolveu tomar o hábito carmelita e, para surpresa do consagrante, vestiu-o por cima de sua armadura, dizendo Acaso a Pátria ainda venha precisar de mim...
Episódio de bravura também foi a Retirada de Laguna. Leônidas e seus trezentos espartanos decidiram morrer na defesa do desfiladeiro das Termópilas. Todos estes foram gestos de “valor” ou seja, de grande utilidade para os seus respectivos propósitos.
Este conceito de valor foi apropriado pelos comerciantes, banqueiros e economistas.
Para eles os “valores” são as utilidades. Entendem que o valor pode ser intrínseco (como o do ouro de uma moeda cunhada por um Estado que deixou de existir) ou extrínseco (como uma condecoração de mérito a combatente, muito embora confeccionada em metal ordinário). Desta forma vemos que o valor intrínseco também é chamado VALOR DE USO, ao passo que o valor extrínseco é chamado VALOR DE ESTIMA.
Toda a economia moderna e as finanças internacionais estão baseadas na tentativa de minimizar a importância do Valor de Uso e maximizar artificialmente o Valor de Estima. É por este motivo que uma caneta esferográfica de plástico tem o mesmo Valor de Uso que uma caneta de ouro e brilhantes, embora com preços diferentes. A maximização do valor de estima faz a caneta de luxo custar várias vezes mais que os insumos necessários para sua fabricação. A diferença é atribuída a uma percepção de elegância criada pela imagem da grife. A construção de uma imagem de marca requer vultuosos investimentos.
A Guerra Econômica é e será travada na mente das pessoas. O teatro de operações será o cérebro o, consciente e o subconsciente, e as armas a informação e a desinformação.
Pedro Chaves é Advogado.
Fonte:  Alerta Total


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